Não me deixe ir
23 Capítulo 23 - Fissura
Notas iniciais
Não me deixe ir
23 – Fissura
Na madrugada do natal, depois de muitas outras cervejas e piadas sem graça que faziam os três rirem feito idiotas, Dean voltou ao seu quarto um tanto quanto atrapalhado, cambaleante, arrastando Castiel pelas paredes do corredor em beijos tortos e desajeitados; mãos removendo as roupas e as lançando pelo chão do cômodo assim que entraram, sem preocupar-se onde iam parar. Cas foi jogado na cama enquanto Dean encaixou o corpo no meio de suas pernas o beijando, mordendo seu pescoço e peito desnudo conforme as mãos molengas desabotoavam a calça do menor.
– Ah!
Castiel gemeu com a liberdade em volta do seu sólido membro. Dean ronronou um sorriso, envolvendo a mão ao redor da base de seu falo o bombeando para cima e para baixo enquanto beijava a barriga de Cas, puxando a barra da calça jeans com a outra mão a deixando esgarçada na altura das coxas.
A língua de Dean subiu do umbigo aos seus mamilos, sugando a macia pele rosa até que ela ficasse rígida. Castiel entranhou os dedos no cabelo de Dean enquanto jogava a cabeça para trás. Sua mente estava estonteada, tanto pela deliciosa sensação no seu membro quanto pelo excesso de álcool.
No mesmo nível inebriado, se não mais, Dean lambeu o pescoço de Cas, indo ao queixo, subindo com a ponta da língua até passar por cima de sua boca e encaixar a carne molhada ali.
O caçador tinha entre os dedos o falo do moreno, pulsando e ficando encharcado com as primeiras gotas de gozo caindo. Dean escorregou a mão por sua extensão indo até o meio das pernas, usando aquela pouca humidade para esfregar seus dedos sobre a entrada dele.
– Gah! Dean! – Cas se contorceu no colchão, arranhando a nuca de Dean, abrindo os olhos em surpresa ao encarar a face séria e desejosa do caçador.
– Cas, eu quero te foder...
– Aah! S-sim!
– Porra! – Dean silvou com a facilidade com a qual Castiel se entregava a ele – Você gosta quando eu te fodo, Cas?
– Gosto! Dean! Mmmg-gosto!
Excitado como nunca, intoxicado pela cerveja correndo pelas veias, Dean bateu seus lábios contra o de Cas, sorvendo um longo beijo desarmônico.
– Quando eu enfio...
– Sim! – Cas respondeu no ato.
– Cas, você gosta... – Dean o beijou no baixo ventre – Quando eu... – a língua desenhou o osso proeminente da pélvis – Vou bem fundo...
– O fato de você repetir esta pergunta não à torna menos verdade, Dean.
O caçador riu. Desceu pelo peito do menor, mordendo a pele do abdômen, depois mordiscando a pélvis. Sua mão subiu de volta a base do membro inchado de Cas, apertando e soltando o músculo. O ex-anjo gemeu com os lábios pressionados um no outro, as mãos segurando os ombros de Dean feito um apoio.
A visão de Dean estava turva. Ele mal sabia ao certo como conseguia formar aquelas palavras sem se embolar, ou mais ainda como o cérebro desligou completamente para poder dizer aquelas coisas despudoradas ao ex-anjo.
Mais ainda: o fato de Castiel estar adorando aquilo; gemendo e se contorcendo na cama conforme Dean o incita mais e mais com a fala suja, os dedos sobre seu membro... Hmm, o falo de Cas pesado e perfeito entre a mão de Dean parecia saboroso.
Deitando preguiçosamente a bochecha sobre pélvis de Cas, Dean observava como a carne se movia para cima e para baixo com o movimento de sua mão. A ponta da pele tampava e descobria a glande avermelhada dele, soltando pequenas gotas do gozo de Castiel. E ele, ah, o ex-anjo se remexia tanto na cama. Dean arrastou o queixo pela cintura do menor esticando os olhos para cima e encontrando o olhar desesperado de Cas implorando por mais.
Ele puxou de leve o músculo para cima – Cas mordeu os lábios – depois para baixo – os olhos do moreno tornavam-se finas linhas pretas – Dean esfregou o dedão sobre a fissura no meio da glande – Cas soltou um gemido.
Se apenas com suas mãos Dean conseguia arrancar aquelas expressões e sons de Castiel, imagina se ele...
Se ele...
A vontade foi tão louca, vinda do nada, que Dean não achou nenhuma razão plausível no seu estado atordoado para repreender a si mesmo.
Ele simplesmente grunhiu erguendo a cabeça, partindo os lábios e colocando o membro de Cas em sua boca.
– DEAN! O-o que! GAH! O—o que--O que é isso?!
Castiel contorcia-se na cama como se fios invisíveis o puxassem de todos os lados, sem sabe que seria possível sentir tanto prazer com aquilo. Suas mãos fecharam-se sobre o lençol quase o despedaçando, seus olhos apertados um no outro enquanto Dean tentava controlar o movimento involuntário da cintura de Cas querendo empurrar para cima, querendo sentir mais aquela boca molhada em volta do músculo o esquentando, o deixando sem ar – querendo se empurrar na boca de Dean sem trégua.
– Agh! Bom! T-tão bom Dean! Mmm!
Castiel gemia em sua fala incoerente, segurando os cabelos de Dean entre seus dedos, conforme ele subia e descia numa força que deveria machuca-lo, mas estranhamente Dean não reclamou.
Aquela carne rija e pulsante tinha o gosto... Bom, de Cas. Na verdade, era como lamber ou morder qualquer outra parte de seu corpo. E certo, o álcool também ajudava Dean a se esquecer de que... Aquilo era o ‘pau’ de outro cara enfiado goela abaixo.
Foda-se. Castiel estava gostando demais daquilo, se remexendo e sofrendo por querer mais daquela sensação. O Dean do presente estava se divertindo muito para raciocinar; deixe o Dean do futuro ter crises de pânico.
Castiel só conseguia processar palavras soltas. Dean – boca – língua – sugar. Que sensação era aquela? Como, depois de tudo o que eles haviam feito Dean conseguia encontrar mais coisas maravilhosas para fazer com Castiel?
Oh... Ele nem sabia da metade das coisas que Dean queria fazer com ele.
Com um som alto feito um ‘pop’ Dean removeu a boca do falo de Castiel lambendo o canto dos lábios onde a saliva havia escorrido. O ex-anjo encarou o caçador nessa hora com seu peito arfando ainda descompassado. Os lábios de Dean estava inchada e vermelha, como se eles tivessem se beijado por horas, mas não... Aquela deliciosa boca estava fazendo algo diferente, tão bom quanto os beijos que compartilhavam.
– Nunca fizeram isso em você, Cas?
Dean perguntou no seu típico tom zombeteiro. O ex-anjo apenas meneou que ‘não’ com a cabeça num movimento letárgico, sorvendo ar entre os dentes.
– Whow... Foi bom assim?
–... Sim. Dean; foi... Prazeroso.
Rindo, Dean desceu seu corpo contra o de Cas lambendo do pescoço até a boca dele.
– ‘Pra você e eu, amigo.
Ele não pensou duas vezes ao descer outra vez ao meio das pernas de Cas, agora mais determinado do que nunca. Primeiro beijou a glande devagar, ouvindo um gemido vindo de Castiel. Depois a boca de Castiel abriu-se vagarosamente ao mesmo tempo em que cada parte do membro duro de Cas atravessava seus lábios.
Grunhindo, Dean deixou sua voz abafada reverberar pela garganta enquanto tinha metade de Cas nela, subindo e descendo devagar. Não, ele não era nem um pouco pequeno. Talvez moderado, em comparação a ele... Que seja! Dean estava realmente se divertindo com aquilo, o que era estranho e incrível ao mesmo tempo.
– Dean, está queimando, eu-!
Num rápido puxão, Dean ergueu a cabeça deixando um fio de saliva seguir do membro pulante até sua boca antes de se partir. O caçador deixou os lábios rosados entrecortados enquanto as pupilas verdes já haviam sido tomadas pela cor negra em desejo. Ainda não queria acabar com aquilo, tinha muitas outras coisas para fazer com o ex-anjo.
– Vire.
Dean falou beijando de leve abaixo da orelha do moreno. Compelindo ao pedido, e sem questionar o porquê da estranha posição, Castiel virou-se ficando com o abdômen recostado contra o colchão. Um gostoso alívio apossou-se dele quando seu falo pressionou a cama, mas o melhor ainda estava por ir.
O final de suas costas, arqueada para cima, deixava a banda de cada lado de suas nádegas saltarem, parecendo maiores, apetitosas.
Dean mordeu cada uma delas deixando sutis marcas avermelhadas sobre os dois pedaços de carne.
Ao mesmo tempo, Castiel grunhiu em satisfação, apertando o lençol novamente entre os dedos.
Qual era a misteriosa força que movia Dean esta noite estava fora da compreensão do caçador. Mas ele sentia-se ousado o bastante para tentar saciar pequenas curiosidades suas que surgiram ao longo dos dias junto de Castiel.
Por exemplo, e se ele...
– AH! Dean!
Castiel tremeu tencionando todo o corpo, a voz rouca ainda mais pesada e dura ao sentir a boca de Dean beijando o meio de suas pernas – bem ali, na sua entrada.
As mãos do caçador afastaram as duas bandas dando mais acesso aquele lugar íntimo, rosado, vibrando em espera, querendo ser tocado e preenchido. Dean sentiu o rosto esquentar, hesitante por um segundo, mesmo que o maravilhoso poder mágico do álcool estivesse dirigindo suas ações aquilo ainda parecia um território perigoso. Ainda assim a visão de Castiel esparramado na cama, pronto para recebê-lo, permitindo que Dean fizesse qualquer coisa com ele foi o estopim.
Dean desceu a boca vorazmente, primeiro beijando aquele lugar, depois, ousando passar a ponta da língua por cima dele.
E Castiel gemeu. Alto. Gritando.
A língua pressionava a entrada, forçando passagem, querendo encontrar alento naquele lugar quente que pedia por mais.
Castiel arfava gemidos rasgados e discordados, com o ar faltando no peito, as mãos literalmente destruindo o tecido do lençol. A voz saía áspera em bafos quentes, a garganta ardendo com cada som enquanto Dean provava mais dele, beijava, mordia, enfiava a língua dentro com a entrada relaxando mais e mais; Cas separando as coxas sem nem perceber, dando mais acesso à Dean, que afundava a boca mais nele.
Agora Castiel entendia muito bem como a cerveja podia acabar com qualquer inibição humana – e também de torna-lo apenas um corpo buscando por mais e mais prazer.
– Dean! Mais!
Num grunhido de impaciência e satisfação, Dean ergue-se do meio das pernas de Cas atrapalhado, procurando na cômoda ao lado pelo pequeno tubo de lubrificante. Sua cabeça estava ficando zonza e o cheiro da cerveja subiu em sua boca, mas Dean concentrou-se, segurando o produto viscoso entre as mãos e despejando uma quantidade maior do que a necessário sobre a extensão do seu membro, já inchado e pronto.
O restante do lubrificante foi parar em cima das nádegas de Cas. O moreno chiou com a sensação gelada, mas logo as mãos de Dean massageavam as duas bandas, espalhando o líquido até o final de suas costas as deixando brilharem com a fraca luz noturna, depois voltando com as mãos ao meio de suas pernas Dean cobriu sua entrada com o líquido.
Sem aviso algum, Dean colocou dois dedos de uma vez. Castiel arqueou as costas num gemido satisfatório fechando os olhos ao sentir cada falange entrando, esticando para os lados e o abrindo mais e mais para receber um volume muito maior e imensamente delicioso.
– Você vai aguentar Cas? – Dean perguntou dobrando os dedos dentro do ex-anjo e arrancando um novo choro dele – Quando eu colocar em você?
– Sim, Dean!
– Vai aguentar tudo? – indagou, mordendo de leve seu ombro.
Castiel grunhiu inquieto, girando a cabeça para fitar o caçador com uma fúria impaciente nos olhos.
Num rompante, Dean sentiu os ombros seres agarrado numa brutalidade sem igual e logo era ele quem estava com as costas jogadas no colchão. Ele caiu quase cambaleante, sentindo as pernas de Castiel sentarem-se sobre sua cintura.
– Você fala demais. – Castiel disse agarrando com uma das mãos o membro de Dean enquanto a outra usava a cama como apoio.
Okay, nunca irrite Castiel quanto ele está no limite.
Dean chiou ao sentir a ponta do seu falo entrando em Castiel, levando as duas mãos para segurar acima de suas coxas, o guiando para baixo até Cas estar completamente enterrado nele.
– Cas! Ah-ah! Merda! Droga!
Castiel abriu um leve sorriso satisfeito com a perda de controle do caçador, começando descer e subir sobre ele. Abaixando o torço para que pudesse ficar mais perto de Dean, o beijou até que suas línguas derretessem uma na outra.
– Dean, abra os olhos.
Mas ele não conseguia. Dean tinha forças apenas para respirar – e muito mal – enquanto sentia seu membro ser sugado e apertado dentro do ex-anjo. Era demais, magnífico e acabava com todas as suas forças, o deixava sem ação alguma, à mercê de Castiel.
Pondo a mão na nuca de Dean, Cas puxou seu cabelo de leve forçando o loiro a encará-lo com olhos abertos e suplicantes; a boca abrindo e fechando sem ação alguma enquanto Catiel tomava controle dele.
– Eu quero você por inteiro, Dean. Então abra os olhos; me veja.
Dean respirou fundo sentindo seu peito arder. O que Cas dizia nesse tom rouco, a maneira como se agarrava a ele naquela cama não o deixando fugir, o amarrando mais e mais ao ex-anjo; e Cas queria todo ele, seus defeitos e maus comportamentos, suas maneiras grosseiras, sua insensibilidade e também emoções intensas — Castiel o quer por inteiro.
– Agora, me dê tudo, Dean.
– Ah! Porra, Cas!
Os dois gemeram em uníssono, com Dean segurando a cintura de Cas, movendo a própria pélvis para cima para se encontrar com o peso do moreno caindo sobre ele.
E Castiel aguentaria tudo, ele se apossaria de qualquer coisa que Dean oferecesse a ele. Porque o caçador era seu.
Não tardou muito para as estocadas ficarem violentas, com Dean entrando e saindo num frenesi sem igual, as mãos segurando as coxas de Cas, cada banda de suas nádegas tremendo com as pancadas que recebiam da cintura do maior enquanto o caçador arfava, lambendo e mordendo o pescoço do moreno caído sobre ele.
– Cas- Merda! C-Cas! E-eu não aguento!
Dean gritou desconexo enterrando-se no corpo do menor, deixando que sua entrada o engolisse, explodindo numa onda quente que cobria todos os cantos do interior do ex-anjo. Castiel moveu a própria mão ao seu membro o guiando ao próprio prazer conforme sentia Dean tremendo debaixo e dentro dele, gritando rouco ao chegar no ápice.
Dean não queria que acabasse tão cedo, mas o furor, a leve e inebriante sensação do álcool em suas veias unidas as palavras de Cas o deixaram perdido. Só o ex-anjo conseguia o destruir dessa maneira.
Ao sentir o caçador fora de si, Castiel ergueu o corpo, caindo na cama ao seu lado e puxando Dean para si, o tomando num beijo. O loiro só conseguia se deixar levar pelas ações de Cas, apertando seus ombros num abraço enquanto sua língua passava sobre a sua num desejo lânguido.
– Cas...
– Durma agora, Dean.
O loiro queria mais – queria continuar sempre naquele espaço do seu quarto, onde o mundo à sua volta parecia não existir; onde não havia monstros nem o fim do mundo, só ele, Cas, e o suor um do outro se unindo. Dean tinha vontade de dizer tudo isso e mais ao ex-anjo, mas ele realmente estava esgotado, bêbado, e aconchegado demais nos braços de Castiel, que o envolviam tal como uma criança pedindo colo.
Enterrando o nariz no vão do pescoço de Cas, Dean adormeceu pensando que o tempo havia parado só para eles.
–----------------------(...)-----------------------
Sam ficou em choque olhando as mensagens mandadas no dia de natal, tanto que ele só teve coragem de falar novamente com Louis dois dias depois. Ele devia mesmo evitar a bebida se isso significava que seu bom senso ia para o buraco. Enfim o estrago estava feito. Ele só não esperava sofrer demais com isso.
Ma as mensagens daquela noite bastarem para lhe dizer que ainda teria muito o que se arrepender.
Sam:
Por um acaso eu mandei mensagens p vc bêbado no natal? (20:57)
Louis C.:
Sim. (20:57)
Sam:
Meu Deus! Por favor, esqueça que eu fiz isso! (20:57)
Louis C.:
Hahaha! De jeito nenhum, Sam. Elas são meus objetos de chantagem! (20:58)
Sam:
Cara me desculpa! (20:58)
Louis C.:
Rs. Não precisa se desculpar, Sam. Vc bebeu demais e estava entediado. (20:58)
Sam:
...É... Rs. Bem... Eu estou realmente sem graça! (20:59)
Louis C.:
Ei, se isso te anima, suas mensagens me deixaram mais alegres! Acredite em mim quando eu digo que uma família que não faz ideia que magia existe sabe ser bem chata. (21:00)
Sam:
Hahahaha! Mas ainda é bem melhor do que fazer parte de um culto sombrio, não? (21:00)
Louis C.:
HM! Verdade! (21:01)
Sam:
Okay... Então... E no ano novo? Tem algum plano?... (21:01)
Louis C.:
Bem eu ainda estou na casa do meu primo. (21:01)
Sam:
Oh! Certo... (21:01)
Louis C.:
Porque? Vc tinha alguma outra ideia? (21:02)
Sam:
Hein? Não! Imagina! Espero que se divirta aí! (21:02)
Louis C.:
Nah, acho difícil! Mas eu sempre terei suas mensagens à noite para me alegrar ;) (21:02)
Sam:
Haha! É... Pode deixar, vou te animar com certeza. (21:02)
Digo! Mandar mensagens à noite! (21:02)
Urg! Vc entendeu! (21:03)
Louis C.:
HAHAHA! (21:03)
Sam:
...Vc é um idiota, Louis. (21:04)
Louis C.:
E vc adora isso ;) Até mais tarde, Sam! (21:04)
Sam:
Até Louis... Abs. (21:04)
Louis C.:
Abs. (21:04)
Bom, dos males o menor, Louis parecia mais bem-disposto. Talvez ele tenha começado a se esquecer dos problemas com sua família, preocupando-se em ser apenas um garoto normal.
Era satisfatório para Sam saber que mais uma vida salva por eles pode retornar a uma existência tranquila e esplêndida de tão entediante. Não ter uma família envolvida com o sobrenatural poderia ser algo monótono, mas com certeza era algo que Louis desejava. E Sam também.
De qualquer forma, ele tinha coisas mais importantes para se preocupar agora, como o fato de que já estavam na virada de ano. Quem diria que tudo acabaria bem depois de tanto tempo?
Crowley preso, Kevin seguro junto de Charlie, Sam com seu novo amigo, e acima de tudo: o fato de Dean e Castiel terem finalmente parado de agir feito dois idiotas.
Okay, Sam podia ser poupado das cenas constrangedoras, porém por mais que ele quisesse jogar álcool nos olhos o caçula não podia deixar de ficar feliz pelo seu irmão. Pensar que Dean não acreditava ser possível ter um pouco de paz em sua vida. Olha onde estavam agora? Saudáveis, tranquilos e minimamente felizes no Bunker.
Talvez fosse uma boa hora, após as festas, para retomarem o rumo das caçadas. As ‘férias’ já tinham durado tempo demais.
Mas por hora, Sam iria se divertir com o fim de ano.
–----------------------(...)-----------------------
O ano novo veio assim como o natal; numa semana rápida, sem muitas novidades no mundo das caçadas, até porque Sam havia concordado em permanecer na pausa, ao menos até a virada do ano. Isso deixava Dean apreensivo, o forçando a pensar num novo plano.
Porém ficar confinado num espaço como o Bunker dava nos nervos.
Claro, a maior parte da tensão ele aliviava junto de Cas no seu quarto.
– C-cas! Cacete, o que você-
– Fique calado, Dean.
Engolindo seco, o caçador o fez mordendo o lábio inferior enquanto Castiel posicionava-se no meio de suas pernas as afastando uma da outra até que ele tivesse um melhor acesso para descer a boca sobre o membro de Dean.
Sério, o caçador achou que ia morrer ali mesmo.
Vendo a boca carnuda de um anjo (ex-anjo) envolvendo se membro, sugando, girando a língua enquanto uma das mãos apertava-o na base e mais abaixo dela massageando Dean enquanto o sorvia era, realmente, uma visão despudorada e maravilhosa.
O melhor de tudo, porém, era a maneira como Castiel passou a ordenar Dean, parecendo mais certo e livre, até mesmo iniciando algumas das investidas que os levavam direto para o quarto (ou no sofá do Bunker, ou no carro do caçador, para o desespero de Sam que quis lavar os olhos com sabão após encontra-los descobertos na garagem sobre os bancos de couro).
Como agora, Castiel havia arrastado Dean da cozinha, o jogando contra a cama sem nem ao menos pedir, abaixando suas calças até a metade das coxas, mas sem remover as suas. Dean se surpreendeu com aquilo, óbvio, mas quem era ele para negar à Cas alguma coisa quando o moreno simplesmente havia dito que queria ‘tentar algo novo’.
E, puta merda, Dean estava no limite apenas com os lábios de Cas ao redor dele.
Quer dizer, ele mesmo havia... Feito, aquilo. Bom, ele sabia como os mecanismos funcionavam, só nunca teve vontade. Mas com Cas tudo o excitava demais, o deixava um tanto quanto à vontade para tentar... Bom, que seja! Não era algo que ele gostava de lembrar ou ficar pensando muito, porque cacete! A boca de Cas era muito gostosa!
– Merda! Cas, e-eu preciso!
O ex-anjo soltou o membro de Dean apenas para encará-lo por alguns segundos, sem parar de bombeá-lo para cima e para baixo:
– Você precisa ficar quieto e me deixar continuar, Dean. – falou numa voz grave.
– Cacete, Cas; quando foi que você ficou mandão assim? – ele quis soar ofendido, mas Dean deixou um sorriso escapar de qualquer jeito.
– Eu sempre fui compelido ao papel de liderança.
Virando os olhos, Dean bufou:
– O que quero dizer é- GAH!
Castiel não o deixou continuar, puxando o membro de Dean com a língua de volta para sua boca, indo quase até a base dele. O caçador jogou a cabeça para trás partindo os lábios num grito mudo.
– O-okay, okay Cas, j-já chega!
Dean arfou levando as duas mãos para se engalfinharem no cabelo escuro do moreno vendo os dedos afundarem nos fios negros, mas ele não parou de se mover, pelo contrário: aumentou a velocidade com a qual sugava Dean.
– E-eu vou! Cacete, C-Cas, para com isso e me deixa falar-ah-AH!
Num grito, Dean contorceu o corpo num longo espasmo sentindo as mãos de Cas sobre sua virilha o mantendo firme no lugar enquanto ele lançava o líquido quente dentro da boca do menor – que, divinamente, deixou o sabor o preencher conforme o jorro descia pela garganta.
Dean apenas conseguiu respirar segundos mais tarde quando saiu do estado de êxtase do orgasmo. Os braços e pernas caíram sem vida no colchão conforme seu peso parecia aumentar na cama. Umedecendo a boca seca, ele começou a falar encarando Castiel — que lambia o canto dos lábios como que para procurar por mais do gozo de Dean.
E se o caçador tivesse forças ele teria virado o ex-anjo ali mesmo e se enterraria nele outra vez.
– ...O que... Foi... isso tudo? – perguntou Dean ao recobrar parte dos sentidos.
Castiel apertou os olhos o fitando:
– Acredito que tenha sido uma boa performance de felação.
– Fela- Okay Cas. – Dean esfregou uma mão no rosto — Lembra quando nós falamos sobre o que dizer e o que não dizer durante o sexo?
– Sim.
– Felação, com certeza, está na lista do que ‘não dizer.’
– Oh, certo.
– Certo... Então, porque tanto... Uh, entusiasmo?
Castiel jogou a cabeça para o lado como que achando graça da pergunta, continuando a ficar sentado na cama enquanto observava a Dean:
– Você me pareceu tenso.
Dean piscou algumas vezes, abrindo e fechando a boca:
– E a sua solução para isso é me jogar no quarto e sugar meu cérebro ‘pra fora pelo meu pau?
– Geralmente você se acalma durante atividades sexuais, Dean. Você não gostou?
Bufando numa visível derrota – Dean, aliás, teria que incluir outras palavras na lista de Cas – apenas respirou fundo, puxando o ex-anjo pelo pulso.
– Cala a boca, Cas.
O moreno o fez deixando-se levar pelo beijo com metade do seu corpo colado ao peito de Dean. Eles continuaram a trocar carícias calmas e sem pressa por um tempo, até que o cansaço se apossou de ambos.
– Melhor tirarmos um cochilo; Sam vai querer jantar daqui a pouco e ver os fogos na televisão.
– Certo Dean.
Castiel deu-lhe um último beijo e num meio sorriso começou a se levantar, ajeitando suas roupas mal colocadas quando Dean o segurou pelo cotovelo.
Virando-se para encará-lo, Castiel franziu o cenho vendo uma expressão confusa no caçador.
– Cas, onde você ‘tá indo?
– Ao meu quarto para que você possa descansar melhor.
Oh, sim... Ele e Cas ainda dormiam em quartos separados. Okay, Dean não havia dito nada nem entrado em detalhes quanto ao nível em que... Bom em que eles estavam, mas nesse meio tempo era de se esperar que os dois ao menos dormissem juntos mais vezes. Oh bem, não na cabeça de Cas. E claro, o caçador nunca pensava ser preciso conversar sobre... Nada. Uma bela dupla essa.
Mas era um pouco solitário acordar numa cama vazia depois do sexo. Parecia que Dean ainda vivia num motel levando mulheres aleatórias para a cama que saíam depressa na manhã seguinte.
Limpando a garganta, ele continuou mantendo Cas no mesmo lugar antes de finalmente ganhar um pouco de coragem para falar:
– Você não precisa sair correndo toda vez que nós, uh, “acabamos”, Cas.
– Pensei que fosse isso que você preferiria Dean.
– Que eu pref-droga, Cas. Cala a boca e vem aqui.
Erguendo o cobertor, Dean puxou Castiel até ele deitar-se na cama ao seu lado. O moreno o encarou por algum tempo antes de remover sua blusa e calça, ficando apenas com a boxer, acomodando-se no confortável calor do colchão. Dean bufou satisfeito se ajeitando na cama e institivamente pôs um braço ao redor dos ombros de Cas.
Dean já havia fechado os olhos, mas ele pode jurar que sentiu a boca de Castiel se mexer sobre seu peito num sorriso.
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Dean acordou quando já eram quase onze horas chegando á cozinha e encontrando a mesa arrumada com a comida já quente, cerveja gelada e tudo o mais. Sam terminava de por um último prato sobre ela quando ouviu seu irmão.
– Ei Bitch, já arrumou tudo?
– Você estava dormindo? – indagou Sam.
– Um cochilo, sim. Por quê?
– Podia ter me ajudado.
– Eu ‘tava cansado, Sam.
– Cansado de que se você ficou quase o dia inteiro no seu quarto-
O olhar sugestivo de Dean fez Sam bufar em desgosto:
– Ah! Dean, isso é nojento!
– Ei, eu não disse nada!
– Ugh! Nem precisa. Meu Deus, as imagens que aparecem na minha mente!
– Não é culpa minha se sua imaginação é fértil.
– Por favor, só... Pare de falar.
Dean apenas riu apanhando uma cerveja da geladeira, indo ao seu lugar preferido no sofá. Uma das melhores coisas de estar junto de Cas era poder implicar com Sam e deixa-lo sem graça quase o tempo todo. E ele nem precisava se esforçar muito para isso. Realmente hilário.
Ainda meio grogue Castiel entrou na cozinha vendo os dois irmãos rindo de algo alheio a ele, mas que fez seus lábios se esticarem num rápido sorriso de qualquer forma.
– Olá Sam.
– Ei Cas, tudo bem?
– Sim, estou.
– Ótimo, então vamos sentar e comer.
– Quero deixar claro que quem fez o jantar fui eu e não o Sammy. – Dean falou na se ajeitar na mesa.
– Não importa. No final fui eu quem arrumou tudo. – retrucou Sam.
– Como se isso valesse de alguma coisa. – respondeu Dean revirando os olhos.
Tudo isso fez Castiel sentir-se apenas mais acolhido no pequeno ambiente familiar dos Winchesters.
Ficar no Bunker dessa vez havia sido uma boa decisão.
Como de costume, após terem se fartado com boa comida, os três foram sentar-se no sofá ligando a televisão para ver os shows de fogos ao redor do mundo. Eles mesmos não podiam sair à cidade, pois deviam ficar escondidos até a segunda ordem, mas ainda assim aquele parecia ser o melhor fim de ano para os três. Ao menos era o que pensava quando o relógio virou meia noite e os fogos brilharam na tela do aparelho.
– Deve ser algo magnífico, ver de perto este tipo de show.
Castiel comentou olhando fascinado para as luzes na televisão.
Dean o encarou por um tempo, lembrando que o ex-anjo nunca teve uma experiência desse tipo em... Bom, nunca. Tinha tantas coisas que Castiel tinha de ver, sentir e aprender como humano. E o engraçado, era Dean querer mostrar isso a ele.
Talvez ele tenha bebido cerveja demais outra vez.
– Ainda temos o quatro de julho pela frente. Vamos ver um show de fogos de verdade então, Cas.
Dean falou por alto sem nem se importar com o impacto daquelas palavras. Mas Castiel notara.
Julho, dali a sete meses. Tanto tempo no futuro, e Dean o havia incluído nesse espaço de tempo, havia imaginado ele, Sam e Cas comemorando um feriado como qualquer outro grupo de pessoas faz, como eles fariam se fossem apenas pessoas normais vivendo suas vidas – vida da qual Castiel fazia parte agora.
Castiel nem se importava mais com os fogos da televisão.
Ele tinha o próprio show de luzes dele, bem ali sentado ao seu lado no sofá, refletindo nos olhos verdes de Dean.
Mensagens de Sam 08
01/01/2015
Sam:
Hey Louis! Dessa vez não estou bêbado! Hahaha! Vim te desejar um feliz ano novo! Vê se entra na faculdade esse ano, hein? (12:27✓)
A festa deve estar boa, hein? Rs. Mande notícias! Como foi a virada de ano? (13:14✓)
Mensagens de Sam 09
02/01/2015
Sam:
Ainda na casa do seu primo Louis? Como anda a vida? Estudando demais aposto! Rs. Vê se aparece! (15:18✓)
Mensagens de Sam 10
03/01/2015
Sam:
Huh, Louis, vc trocou de número e não me avisou? Está tudo bem? Mande noticias. (08:47✓)
Mensagens de Sam 11
04/01/2015
Sam:
Louis, é sério, estou ficando preocupado. Aconteceu algo? Você está bem? (14:12✓)
Mensagens de Sam 12
05/01/2015
Sam:
Eu vou pegar o carro e ir até a cidade, Louis. Aconteceu algo, não foi? Por favor, responda ao telefone! (12:04✓)
Louis C.:
Oi Sam. Desculpe pelo sumiço. (12:06)
Sam:
Louis! O que houve?! Tá tudo bem?! (12:06✓)
Louis C.:
...Não. (12:06)
Sam:
Louis? (12:06✓)
Louis C.:
Sam, eu... Eu estive me escondendo... (12:07)
Sam:
Se escondendo?! Por quê?! (12:07✓)
Sam:
Louis? (12:08✓)
Sam:
Me diga o que aconteceu! (12:08✓)
Louis C.:
É o meu pai, Sam... Ele fugiu do hospital. (12:10)
Continua
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