Não me deixe ir

24 Capítulo 24 - Eu já tenho dezoito anos


Notas iniciais
Uhull! Estamos voltando a história da fic! hahahaha Não se preocupem, ainda vai ter pegação e momentos cuti cuti ;) (e drama, okay? vai ter drama siiiiim!!!!) Eu sei que mtos de v6 n gostam de ouvir isso, mas a fic está se encaminhando para o seu final... è, é, eu sei q v6 queriam q ela fosse imeeeensa! Mas eu já tenho tudo planejado q vai acontecer daqui p frente. N prometo nada, mas tenho quase certeza q encerro essa fic no cap. 30 (trinta e pouco, talvez, mas disso não passa). E n pensem q eh pouco não! Essa bagaça tem 250 páginas no word. Ouviram bem? DUZENTAS E CINQUENTA PÁGINAS! è coisa p cacete! Ai, ai, fanfics acabam c a minha vida... (e eu ainda n terminei a monografia! hahaha) Mas boas notícias? Eu já estou pensando em novas histórias o/ Claro, v6 acharam q iam se livrar de mim assim tão fácil? hehehe Mais destiel na vida da gt que eh bom sim o/ Ah, e antes que eu me esqueça: eu li sim todos os comentários recentes da fic, de leitores novos inclusives, eu só n respondo agora pq, por alguma estranha razão, o computador no meu trabalho me deixa postar capítulos mas não me deixa responder a comentários.... Eu hein.. Anyway, desejo uma boa leitura à todos, e que v6 se divirtam, pq depois de mto esperar tem SOUIS nesse cap! uahuahauhauahauhaa

Não me deixe ir

24 – Eu já tenho dezoito anos

– Você vai ‘pra onde, fazer o que, com quem?!

Dean repetiu as perguntas sem fazer sentido algum enquanto observava Sam da porta de seu quarto com os braços cruzados, a face retorcida numa expressão confusa.

– Louis, Dean. Ele precisa de ajuda.

– O que o filhote de ocultista fez?

Sam o encarou um tanto quanto enraivecido.

– Ele está em perigo.

– Okay... Pode explicar melhor?

– Não dá tempo, Dean!

Sam empurrou seu irmão e começou a caminhar na direção da porta do Bunker. Céus, aquilo ia de mal a pior! Mal haviam saído do feriado de fim de ano e já tinham uma bomba dessas nas mãos! O pior de tudo era a incerteza de Dean sobre o que aconteceria com seu irmão no momento em que ele saísse porte à fora. Ezekiel iria tomar o controle? Sam ia descobrir tudo? Ou pior: iria o anjo embora deixando Sam desamparado e prestes a morrer?!

Não, isso Dean não iria permitir.

– Sam, Sam espera! Cacete!

Correndo até ele, Dean segurou Sam pelo cotovelo o fazendo se virar abruptamente.

– Que foi Dean?! Já disse que não dá-

– Já saquei que o moleque ‘tá com problemas. Mas não acho uma boa ideia você sair atrás dele.

– Eu não pedi sua permissão. – falou puxando seu braço com força do aperto de Dean.

Bufando, o loiro o empurrou contra a parede segurando Sam pelos seus enormes ombros.

– Dean, me solta!

– Me escuta por cinco minutos, seu grande cérebro de merda! – berrou Dean o que pareceu chamar a atenção de Sam, que ficou parada apenas o encarando com o olhar ainda em fúria – Você quer ajudar o garoto? Ótimo! Mas sair afobado desse jeito só vai trazer mais problemas, então se acalma e respira! Merda, até parece que você é o estressado de nós dois!

Bufando, Dean afastou-se de Sam o vendo processar todas as informações com rápidas piscadas. Realmente, o que seu irmão dizia fazia sentido, porém Sam não tinha tempo para ficar se acalmando ou fazendo Yoga. Louis – seu amigo – um dos poucos que eles tinham estava em apuros.

– Dean, valeu pelo sermão, de verdade. Mas se eu não sair agora o pai do Louis pode alcança-lo antes de mim.

Girando o corpo na direção da porta, Sam fez menção de continuar seu caminho quando a mão pesada de Dean bateu em seu peito o fazendo recuar. Sério, aquilo já estava ficando irritante.

– Dean-

– Você sabe mexer no computador melhor do que eu Sam.

– Uh... Sim? O que isso tem haver...

– Se o pai do moleque está solto, então temos e saber ‘pra onde ele foi. Faça isso. Fique aqui no Bunker e tenta achar o paradeiro dele. O Cas te ajuda.

Num acesso de raiva, Sam bufou novamente sem entender ao certo as intenções de Dean.

– Enquanto isso eu deixo o Louis sozinho?! Nem pensar! – Replicou o mais novo.

– Meu deus, esse moleque te deixou retardado! – replicou Dean dando um leve tapa no meio da testa de Sam – Você faz a pesquisa e eu vou atrás dele. Cérebro e músculos lembra?

Dean atestou gesticulando com uma mão entre eles antes de deixar Sam livre.

– Você vai ajudar o Louis? – indagou Sam um tanto quanto descrente.

– Ei, se esse moleque é seu amigo, então sim. Já fizemos isso antes, com aqueles seus coleguinhas de Stanford, lembra?

– Sim, mas-

– ‘Mas’ nada. Cala a boca, faz a sua parte que eu faço a minha. Prometo que trago o moleque ‘pra cá são e salvo.

Respirando fundo, Sam coçou a nuca desistindo de qualquer discussão futura, afinal assim como ele mesmo era uma cabeça dura, Dean não ia desistir tão cedo. E se seu irmão estava disposto a ajudar, bom, melhor dois do que um nessa situação toda. Ele só esperava que Louis ficasse bem até lá.

– Ele vai à estação de ônibus da cidade dele, ficar se misturando no meio das pessoas. Seja rápido, Dean.

– Tá, tá, chega de drama Samantha. Vou lá buscar teu namorado.

– Ele não é-

– Livro de fazenda, Sam.

Foi tudo o que Dean disse antes de andar até seu quarto, fazendo Sam se lembrar do presente de natal que ganhou do seu irmão – além de ter ficado com as maçãs do rosto coradas. Deus, Dean sabia mesmo ser uma criança quando queria!

Entrando em seu quarto, Dean começou a arrumar uma mochila com algumas poucas coisas, afinal o trabalho era uma simples escolta, mas nunca se sabe: é sempre bom levar algumas facas extras, água benta e sangue de morto – só por precaução.

– Você e Sam encontraram um novo trabalho?

Voltando-se para a porta, Dean vê Castiel entrando em seu quarto – no quarto deles, ele já não sabe ao certo como definir – segurando uma toalha entre as mãos com o cabelo ainda úmido do banho. Dean engole seco querendo seguir com a língua o caminho que algumas das gotas de água fazem sobre o pescoço de Cas tendo de segurar a vontade para quando voltar.

– Mais ou menos. – ele responde fechando o zíper da mochila – Louis, o filhote de ocultista, está com problemas e Sam quer que eu traga o moleque ‘pra cá.

– Oh, entendo. Nesse caso será uma tarefa simples.

– Sim, eu volto logo. Enquanto isso vê se ajuda o Sam a encontrar o pai do garoto, parece que ele fugiu do hospital e, bom, você já deve imaginar que ter um fugitivo psiquiátrico que lida com magia andando solto por aí não é coisa boa.

– Concordo. Nesse caso, eu desejo boa sorte, e que você e Louis voltem logo.

– Tranquilo, Cas. Eu já fiz isso antes lembra?

Dean assegura piscando para o moreno e sentindo-se meio idiota por fazê-lo – idiota e clichê. Porém Castiel apenas abre um pequeno sorriso.

– Sim, eu sei. Só... – Castiel fala, mordendo o lábio como se lutasse com as palavras prestes a sair de sua boca, até por fim dizê-las – Tome cuidado, está bem?

Castiel baixa o queixo desviando o olhar de Dean. Ele sabe que Dean é um caçador experiente, sabe que ele terá todo o cuidado do mundo e que não preciso que Cas o lembre disso. Ainda assim ele não consegue evitar a preocupação crescente em seu peito que apenas ficou mais forte com o passar do tempo ao lado de Dean, ampliando-se a cada vez que se tocavam, como se essa troca de calor entre as peles ascendesse um incêndio de emoções no ex-anjo.

E Dean, bom, ele podia achar aquilo idiota e sem sentido, mas por alguma razão não o fez, porque saber que Castiel estaria ali no Bunker – na sua casa – preocupado, esperando que ele retornasse são e salvo, era com certeza uma coisa boa, um sentimento terno que se apossava do caçador. Ter uma casa e alguém para voltar.

Foda-se que era cliché. Castiel não ia saber sobre essas coisas mesmo...

Então Dean põe a mochila nas costas, parando ao lado de Castiel na porta, repousando uma mão sobre a cintura dele e o apertando para trazê-lo mais perto, selando os lábios no dele num beijo lento. Cas segura o pulso de Dean sobre a sua cintura derretendo-se com o beijo, deixando a língua bater contra a de Dean num rápido encontro antes de se separarem.

– Eu volto logo... — foi tudo o que Dean disse antes de sair, vendo Cas lhe dar um rápido sorriso torto.

Céus, Dean pensou que estava ficando frouxo... Mas ao mesmo tempo era tão bom.

–----------------------(...)-----------------------

Durante a pequena viagem de carro, Dean mantém o olhar na estrada, porém seus pensamentos estão longe, preocupados com seu irmão.

Tudo o que ele queria era ter a certeza de que Ezekiel havia acabado o trabalho de curá-lo, e então ele poderia contar a verdade a Sam, explicar o que havia feito e porque. Melhor pedir desculpas depois do que se arrepender de não ter feito nada, é o que ele pensava, no entanto essa história toda estava se embolando num nó continuo quanto mais tempo aquele anjo maldito passava dentro de Sam.

E agora ainda tinham o problema do filhote de ocultista...

Sério, Sam precisava parar com essa política de boa vizinhança. Não que fosse ruim ter amigos. Garth e Jody eram bons exemplos de como ter contatos externos ajudava – e muito. Mas Dean ficava apreensivo só de pensar em ver Sam fora do Bunker por causa de Louis.

Além do mais, Dean não era estúpido para perceber que estava rolando alguma coisa com os dois. Melhor para ele. Assim Louis deixava de se engraçar ‘pro lado de Castiel...

Pigarreando, Dean balançou a cabeça ignorando o pequeno acesso de ciúmes agradecendo ao fato de não ter ninguém ali para vê-lo.

A viagem levou pouco mais de oito horas, já que Louis havia saído de sua cidade e esperava na rodoviária a fim de evitar ser pego sozinho. Ao menos ali na presença constante de pessoas e câmeras ele tinha alguma vantagem.

Não demorou muito para Dean encontrar o garoto sentado num banco, tremendo as pernas em nervosismo com uma mochila nas costas. Depressa, olhando os arredores para ter certeza de que ninguém está os vigiando, Dean se aproxima dele com as mãos nos bolsos.

– Vamos ‘bora moleque, o resgaste expresso chegou.

– D-Dean?! – Louis fala surpreso.

– Não, papai noel. Anda logo moleque, temos que sair daqui.

Levou alguns segundos para Louis balançar a cabeça e começar a seguir Dean para fora da estação de ônibus.

– Onde está Sam? Ele... Veio com você?

– Fica tranquilo moleque, já já nós vamos vê-lo. Agora senta no carro e relaxa.

Louis apertou as mãos em sua mochila ao abrir a porta do impala, afundando no banco dianteiro. Dean sentou-se ao seu lado, notando como o garoto parecia realmente assustado. Bufando, ele ligou o motor do carro saindo do estacionamento.

– Vai ficar tudo bem garoto. Nós somos profissionais você sabe. – Dean falou tentando parecer mais ‘amigável’.

– Eu sei... Eu só... O-obrigado.

– Certo, me poupe do sentimentalismo. O sensível é o Sam.

Louis concordou com a cabeça devagar parecendo respirar aliviado pela primeira vez em dias. Ficaria tudo bem, logo ele estaria a salvo de seu pai... Logo ele estaria com Sam.

–----------------------(...)-----------------------

Sam está compenetrado na frente do computador, com Cas o ajudando como pode ao procurar pelos mapas os possíveis locais em que Rick possa estar. Desde sua fuga no hospital ele fez apenas uma aparição na estação de ônibus, e depois disso nada. É como se ele tivesse sumido no ar, o que preocupa Sam ainda mais.

Tão absorto na sua tarefa ele nem nota o barulho da porta do Bunker se abrindo, erguendo a cabeça do computador apenas quando ouve a voz de Dean e seus passos entrando na sala.

– Pronto Sam. Como eu disse, são e salvo.

Dean fala, vendo seu irmão levantar-se da cadeira e andar até ele. Atrás de Dean, Sam enxerga Louis andando com uma mochila nas costas e a cabeça baixa.

– Louis?

Sam o chama, e na menção ao seu nome o garoto ergue a face. Sam prende a respiração. Os olhos dele estão vermelhos e há uma palidez sem igual espalhada no seu semblante. Parece que ele não come há algum tempo...

Ele quer perguntar mais e saber como o garoto está, mas antes que Sam possa fazer algo Louis joga sua mochila no chão e dispara na sua direção, abraçando o meio do peito de Sam e afundando seu rosto nele.

Surpreso, ele apenas levanta os braços sem saber o que fazer, até finalmente por as mãos nos ombros do garoto, mexendo as mãos para cima e para baixo conforme escuta um pequeno soluço escapando da garganta de Louis.

– Calma, aqui é um lugar seguro Louis. Vai ficar tudo bem.

Ele começa a acalmar Louis o carregando devagar até o sofá. Dean o encara o tempo todo, não resistindo ao lançar um sorriso torto e erguer uma das sobrancelhas ao irmão. Sam apenas gira os olhos sem tempo para discutir as implicâncias bobas de Dean, levando Louis para se sentar no sofá longe das infantilidades dele.

– Está tudo bem?

Castiel pergunta com um livro entre as mãos aproximando-se de Dean.

– Oh, está sim, nada de mais, Cas. Como anda a pesquisa?

– Sem resultados. O pai de Louis parece ter escondido muito bem o seu paradeiro.

– Hm. Ou seja, não há nada que possamos fazer agora?

– Infelizmente não, a não ser aguardar que ele cometa algum erro.

– Certo. Nesse caso...

Dean pega o livro das mãos de Castiel e o coloca sobre a mesa. O moreno franze o cenho vendo Dean por uma mão sobre a sua cintura.

– Dean, não acho que seja prudente...

– Relaxa, Cas. Você mesmo disse que não temos o que fazer agora.

– De fato. Mas Sam e Louis-

– Acredite os dois vão querer ficar sozinhos.

– Porque acha isso?

Dean revira os olhos, puxando Castiel consigo na direção de seu quarto.

– Porque eu sei. – ele afirma antes de prensar Castiel contra a parede, calando a boca dele com um beijo.

A falta de ar deixa Cas zonzo e ele não encontra outros motivos para retrucar; a humanidade dele, o calor do contato físico falando mais alto...

Oh, bem, até mesmo Dean e Sam encontravam tempo para descansar entre um problema e outro, certo? E Louis já estava seguro no Bunker, sem razões para que eles se preocupassem demais agora.

Agarrando com as duas mãos a gola da blusa de Dean Castiel o faz parar no meio do beijo conforme o moreno aperta os dedos entre o tecido da roupa dele.

– Você é um ser humano muito insuportável, Dean. – ele diz arfando, vendo um pequeno sorriso aparecer nos lábios do caçador – Insuportável e teimoso.

– Assim me disseram...

Dean fala, tornando a beijar Castiel até que os dois procuram com mãos cegas a maçaneta da porta do quarto, entrando e fechando a mesma atrás deles.

–----------------------(...)-----------------------

No sofá da sala Louis fica sentado por algum tempo sozinho, pensando nos últimos dias e em todos os problemas que ainda estão por vir. Ele quer pensar que está seguro, de verdade, mas ainda assim há algo dentro dele que o deixa apreensivo, ainda mais porque ele sabe muito bem do que seu pai é capaz.

Talvez ter vindo até aqui tenha sido uma má ideia. Ele acabou pondo Sam, Dean e Castiel em perigo...

– Aqui, beba.

Sam oferece uma caneca com chá ao garoto.

–... Obrigado.

– Quer comer alguma coisa?

Louis nega com a cabeça bebendo o chá vagarosamente. Sam não sabe ao certo o que fazer, coçando a nuca antes de se sentar ao lado de Louis, numa distância segura claro.

– Me diga o que aconteceu. – ele pede, vendo os ombros do garoto tencionarem.

Ele não encara Sam. Na verdade seus olhos parecem perdidos no meio da sala, com os dedos ao redor da caneca.

– Meu pai ele... Estava na clínica desde o que aconteceu com a minha mãe. Os médicos disseram que ele estava indo bem, tomando os remédios e se comportando. Eu fui visita-lo uma vez, lembra?

– Sim.

– Bem... Ele me parecia melhor, menos... Menos lunático, eu acho. Mas depois disso eu não fui mais vê-lo, nem respondi as cartas dele. Eu queria me esquecer da minha vida.

Concordando, Sam o vê colocando a caneca vazia sobre a mesa, juntando as mãos no colo em seguida e as apertando.

– Estava indo muito bem na clínica... E então... Então depois do ano novo eu recebi uma ligação deles... Parece que meu pai usou a distração do ano novo para escapar. Ninguém sabe como, mas eu tenho certeza que ele usou magia... Ele deve ter conseguido por as mãos em alguma coisa.

– Certo. Talvez nós possamos começar a procurar na clínica então, ver se tem algum rastro do feitiço...

– Não... Eu sei que não tem. Já faz dias, e meu pai é muito esperto. Ele fez algo simples o bastante para não ser pego... E depois disso...

Louis engole seco, torcendo os pulsos e entrelaçando os dedos um no outro. Sam franze o cenho notando a crescente inquietação dele ficando preocupado.

– Depois o que houve Louis?

Respirando fundo o garoto parte os lábios, piscando algumas vezes.

– Tinha uma carta no meu correio. Não uma com selos, enviada de algum lugar. Uma carta escrita a mão e lacrada... Alguém a colocou direto lá. Era do meu pai...

Isso chama a atenção de Sam.

– Ele sabe onde eu estou morando, Sam... Sabia ao menos. E na carta... Na carta ele dizia que íamos voltar a ser uma família. Que ele sentia muito por tudo o que aconteceu, mas que ia dar tudo certo, que nós... Que nós iriamos recomeçar.

A respiração de Louis falha e Sam escuta um soluço vindo dele. Ajeitando-se melhor no sofá ele ergue uma mão, incerto do que fazer, preferindo retrair os dedos para não assustar o garoto.

– Louis seu pai não tem como vir atrás de você. – garante Sam com uma voz firme.

– Sam, e se meu pai me achar?!

– Ele não vai Louis. Esse lugar é o mais seguro do mundo.

– Ele sabe feitiços... Ele é muito esperto, e forte. Se ele me achar pode me matar, ou pior: querer que eu faça alguma coisa... Como aquilo outra vez! E-eu não quero Sam! Eu juro que não quero!

Sam tentava tirar Louis de dentro daquele redemoinho de pensamentos, mas o garoto parecia se distanciar dele mais e mais. Sentando-se ao lado dele no sofá, Sam deixou os joelhos dos dois se tocarem, pondo em seguida uma mão sobre seu ombro fazendo movimentos circulares querendo acalmá-lo, mas sem muito sucesso.

– Calma Louis, eu sei que você não quer. – Sam dizia, mas o garoto apenas balançava a cabeça.

– Vai começar tudo de novo! Minha vida inteira foi assim. Oh, Sam, você não sabe as coisas que eles me mandavam fazer... O que eu tive... – mordendo o lábio inferior, Louis soluça não querendo ceder às lembranças.

– Louis, você está a salvo.

Meneando negativamente a cabeça, Louis mergulhava mais fundo num lugar negro dentro de sua mente. Apertando uma mão na outra, Louis passava os dedos sobre a pele até as juntas ficarem brancas, mordendo a bochecha e sentindo o gosto metálico se espalhar dentro da boca.

Sam já havia lido sobre crises de pânico, e Louis parecia estar sofrendo uma bem grave. Dava para ver os olhos negros do garoto de mexendo dum lado a outro feito bolinhas de gude rolando no chão. Ele estava perto de um colapso, e Sam não tinha nenhuma solução em sua cabeça para remediar isso.

– Louis, olha ‘pra mim, você vai ficar bem, eu te prometo!

Sam o chamou novamente, dessa vez empurrando de leve o ombro de Louis para o lado o fazendo virar o tronco na sua direção. Louis moveu-se com a ação de Sam, porém continuava com o olhar distante, balbuciando incoerências dos inúmeros cenários que se passavam em sua cabeça.

– Eu não quero fazer aquilo de novo, eu não quero ser assim... Meu Deus, o que vai acontecer comigo?! Sam eu vou morrer, eu vou-

Grunhindo em frustação, Sam não pensou muito quando a ideia mirabolante surgiu na sua mente. Um ataque de pânico pode ser revertido com uma ação inesperada, algo que cause um curto circuito, por assim dizer, no cérebro.

Então é; Sam teve algumas ideias do que fazer para tirar Louis daquele transe maldito, e entre dar um soco nele e beijá-lo... Ele preferiu a segunda opção.

No início, Louis parecia um boneco de pano nas mãos grandes de Sam que seguravam seu rosto de cada lado, mas no momento em que ele processou as palavras Sam-boca-beijo, Louis arregalou os olhos, voltando a pisar na realidade em que se encontrava.

Os lábios ficaram colados um no outro por uma questão de segundos. Sam sem saber ao certo se tinha funcionado, e Louis sem entender muito bem o que estava acontecendo – realmente, nenhum deles sabia de nada.

Ao chegar à cabeça para trás, Sam abriu os olhos encarando Louis. O garoto parecia mais confuso do que antes, mas ao menos havia parado de falar aquelas besteiras. Apesar de já poder larga-lo, Sam não o fez, deixando os dedos apertarem de leve a mandíbula de Louis enquanto seus rostos continuavam próximos.

– Sam?

Engolindo seco após longos segundos de silêncio – e do olhar arregalado de Louis – Sam pigarreou fazendo menção de retrair as mãos dele e chegar o corpo para trás.

– Louis... Desculpe, eu-

O garoto não o deixou continuar. Louis enlaçou os braços ao redor do pescoço de Sam e o beijou – com vontade dessa vez.

Surpresa era pouco para descrever a reação de Sam. Ele nem teve tempo de pensar muito, pois logo seu corpo relaxou com o toque, respirando entrecortado pelo nariz e partindo os lábios para permitir o encontro da sua língua com a de Louis. Dali em diante, ele só fez seguir o ritmo das ações inesperadas de seu corpo.

Primeiro, ele se lançou no sofá contra Louis o deitando sobre as almofadas com facilidade, já que seu tamanho o favorecia no quesito força física. Louis, ao mesmo tempo não o impediu. Pelo contrário: permitiu a invasão à sua boca, permitiu que Sam envolvesse seu corpo com o dele, deixando o calor passar de uma a outro, enquanto seus braços abraçavam ainda mais os largos ombros dele.

Fazia tanto tempo desde a última vez em que Sam deixou-se levar pelos seus impulsos, pela simples vontade de querer outra pessoa...

Ele não era como Dean que conseguia ter as noites ocasionais com qualquer uma – se bem que agora seu irmão era mais um exemplo de fidelidade do que outra coisa. Tirando Castiel, Lisa foi a única pessoa com a qual Dean se relacionaria por tanto tempo.

Que seja! Não é hora para pensar nisso! Até porque Sam tem debaixo dele um corpo quente e aconchegante, o beijando ávido com uma língua que passeia sobre a sua com precisão buscando rodear todos os cantos de sua boca, sugando e lambendo, mordendo a ponta de seu lábio inferior; e quem é Sam para resistir à vontade de mover a cintura para frente, roçando suas coxas entre as pernas de Louis?

O garoto aperta as mãos ao redor de Sam na mesma hora, soltando um gemido abafado pelo beijo com a sensação gostosa do peso de Sam contra o dele. As lágrimas em seu rosto já começaram a secar e nenhum dos dois parecia se lembrar de que havia problemas maiores para lidar agora.

Num longo suspiro em busca de ar, Sam soltou a boca de Louis repousando sua testa no vão do pescoço dele. O garoto deixou a boca entreaberta conforme jogava sua cabeça para trás e respirava fundo.

Quando os olhares dos dois se encontraram outra vez, Sam sentiu o rosto arder, porque a situação toda parecia surreal demais. Primeiro ele havia tentado acalmar o garoto com palavras e em menos de cinco minutos já estava em cima dele no sofá. O que ele era?! Um adolescente excitado?! – bom, Louis até era, mas Sam estava longe disso.

Céus! O que Sam estava fazendo?! Louis é só um garoto; anos mais novo!

– Eu, uh...

Sam gagueja ao se erguer devagar do sofá. Pondo uma mão sobre a boca ele dá um passo para trás vendo Louis – igualmente encabulado – o encarando do sofá.

– Sam, está tudo bem. – Louis diz tentando agora ele acalmar o outro. Que inversão de papéis...

– Não, não está Louis... Deus! – passando a mão por entre o cabelo, Sam anda dum lado a outro na sala entrando numa confusão interna – Você está com problemas! E nós somos amigos, e é isso... E-eu não acredito que fiz isso com você! Deus, eu sou um adulto de trinta anos e você-

– E eu não sou uma criança, Sam. – Louis o interrompe sentindo-se realmente ofendido.

–... Não... Não, você não é uma criança, mas ainda assim eu não posso-nós não podemos!

– Porque eu sou homem?

– Que?! N-não! Claro que não! Isso não importa; se eu me importasse com isso Dean iria-Deus, seria tanta hipocrisia da minha parte...

Sam exala um riso falso coçando a nuca sem perceber que Louis levantou-se do sofá e começou a andar devagar até ele.

– Então é por causa da minha idade? – Louis indaga chamando a atenção de Sam que gira o corpo deparando-se com ele frente a frente – Se é por isso, eu já tenho dezoito anos, Sam.

Engolindo seco, Sam abre e fecha a boca sem saber ao certo o que falar, como retrucar as palavras dele. Se fosse uma situação qualquer, num caso qualquer Sam não teria problemas em ‘beijar a mocinha’. O problema é que ele conhece Louis; os dois são amigos, e de repente se imaginar abraçando, beijando o garoto ou qualquer outra coisa lhe parece algo muito mais profundo do que uma coisa de momento causada pela euforia das caçadas.

E isso é algo que Sam também não faz há muito, muito tempo mesmo... Não desde Amélia.

– Louis... Eu só... É complicado...

Sam respira fundo fechando os olhos, massageando o meio de sua testa, quando é surpreendido com um par de braços envolvendo seu pescoço. Abrindo os olhos ele encara Louis a poucos centímetros dele.

– Eu gosto de você. – Louis fala com o ar da sua boca resvalando nos lábios de Sam – E você gosta de mim... Não é tão complicado assim.

Louis estica a boca num sorriso torto, e Sam quer, por algum estranho motivo rir, porque o que não é complicado na vida deles?

– Louis...

Ele murmura o nome do garoto engolindo a razão ao por as mãos na cintura dele, deixando que Louis arraste a boca sobre sua e o puxe de volta a um beijo.

Céus... Dean vai encher o saco dele mais tarde por causa disso.

Continua

Notas finais
Sooooooooo Os dois finalmente se beijaram. hahahaha! E Cas e Dean continuam juntos no rala e rola, viu gt? Até estão sendo meio fofos... Eu acho que o Dean é um romantico enrustido. Ele só se revela depois de um tempo, mas quando aceita de vez a relação ele acaba sendo fofo. Eu me lembro quando ele tava com as poucas mulheres da vida dele, as q importaram d verdade como A Cassy na 1 temporada, Jo e Lisa. Com todas elas o Dean sempre foi brincalhão bobo e sacana, mas extremamente carinhoso e cuidador. Não vejo ele como o bruto pegador de todas, não quando ele se importa ao menos. Enfim, eh assim q eu o vejo (isso quando ele n está arrancando cabeça de bichinhos xD O Dean é bem doméstico, na minha opinião.) Enfim, falei demais né? Estou a fim de conversar e v6 sempre me escutam tão bem, são tão pacientes com minhas demoras! Beijo no coração de todos v6!