Não me deixe ir

9 Capítulo 09 - Os anos dourados da adolescência


Notas iniciais
Eu sei, tenho q admitir q muitas pessoas vão querer me matar depois do capítulo de hj. Mas eu garanto que tudo tem seu motivo, sua razão de ser e acontecer xD Temos as cenas fofas do Dean em crise existencial, o Cas ainda triste (abracem ele meninas) Um sam ainda muito nerd enfiado na biblioteca, e o Louis T_T Dele eu n vou falar nada! Leiam e vejam! E Comentem pessoas! Quero saber uq estão achando da fic ;) Kissus e aboa leitura!

Não me deixe ir

09 – Os anos dourados da adolescência

Dean saiu do banho renovado. O cheiro de sabonete no corpo o livrou da tarde junto da garçonete – a qual nem mais se lembrava do nome. Depois... Bom, passou um tempo sozinho pondo as ideias no lugar e ver se estava delirando, ou se... Ou se realmente havia caído de quatro por Castiel.

Bufou apertando as têmporas conforme a linha de raciocínio se desenrolava. Depois de pensar o quão infantilmente havia agido perto do moreno nos últimos dias, do crescente ódio ao vê-lo atencioso perto de Louis, da ausência que sentia da proximidade de Cas e, principalmente, do sonho no impala... Digamos que Dean estava mesmo diante de um dilema pessoal.

Ajeitou o cabelo na frente do espelho colocando a boa e velha blusa do Led Zepplin, a jaqueta marrom surrada, e uma calça jeans azul escuro. Nisso, a porta do quarto abriu-se e Dean girou o corpo ficando frente a frente com Castiel num nervosismo estático. O moreno o cumprimentou rapidamente, começando a dar as notícias:

– Sam e Louis estão voltando da biblioteca, parece que acharam algo importante.

– Ah! Uh... Isso é bom. – foi tudo o que soube responder sem engasgar.

– E você? Conseguiu descobrir algo Dean?

– Eu... – suspirou tentando esquecer os últimos acontecimentos, dando de ombros – Nada, infelizmente.

– Tudo bem, tenho certeza de que estamos perto.

Concordando, o loiro ficou imóvel mantendo a visão sobre os globos de Castiel. O moreno fazia o mesmo, ficando assim o par de “idiotas” se encarando sem dizer nada por espaçosos e extensos segundos.

– Acho... Uh. Quer dizer, Cas... – Dean principiou coçando a nuca conforme a barriga entrava em reboliço outra vez – Melhor irmos pegar algo para comer. Sam e o moleque devem chegar famintos.

– Verdade.

Acordou saindo do quarto esperando por Dean do lado de fora. O loiro, por sua vez só conseguia ouvir o som do próprio coração pulsando célere. Parecia um adolescente de novo, quando arranjou a primeira namorada no colégio. Limpou a garganta envergonhado de si mesmo e das ações tolas.

Castiel continuou seguindo o caminho até uma lanchonete barata na esquina do motel sem nada notar. Sua mente havia se esvaziado de qualquer tipo de contato com Dean. Andava ao lado dele apenas como o bom amigo que era.

“Vai passar”. Foi o que ficou refletindo nos últimos dias, ecoando a mesma frase internamente. Uma hora, Cas ia esquecer-se destes sentimentos para com Dean, e os dois poderiam continuar amigos, fazendo coisas bobas como ir buscar comida, se falando de vez em quando pelo telefone – que Cas ainda bem já havia aprendido a usar – ou ainda participando de caçadas. E só.

– ‘Tá tudo bem com você Cas? — indagou preocupado e curioso.

– Sim, só um pouco cansado. Os últimos dias foram exaustivos.

– Logo iremos embora, voltar ao Bunker e relaxar.

– Você e Sam, eu tenho de ver se ainda tenho um emprego naquela loja.

Dean sentiu o peito apertar. Oh sim, ele havia praticamente expulsado Castiel do Bunker, logo após de tê-lo resgatado de Aprill. Contudo, naquele dia estava sem escolha. Ezekiel foi bem direto ao afirmar que só curaria Sam se o ex-anjo ficasse afastado, pois Cas atraía problemas.

E Dean precisou anuir com ele tendo de dizer à Castiel que não podia permanecer no Bunker. Lembrando-se da expressão tristonha do moreno, Dean não pode evitar um sentimento de culpa ainda maior. Não deixaria mais que Ezekiel dissesse o que fazer. Se Castiel quisesse ir ao Bunker, ou mesmo ajudar nas caçadas, então ele o faria.

Porque para Dean seria impossível ficar distante do moreno outra vez.

– Ei, Uh; Cas, o Bunker... Uh; Lá também é um lugar onde você pode ir, se quiser, claro. – falou um tanto quanto atrapalhado.

– Você e Sam precisam ter seu espaço.

– Sim! Mas, eu!... Quer dizer você!...

Embolou-se nas palavras, e Castiel parou de andar o encarando – fazendo aquela cara de desentendido conforme a cabeça pendia de leve para o lado. Dean prendeu a respiração ficando imerso no semblante inocente de Cas e sua ingenuidade — imerso naquele rosto ao qual agora observava duma maneira mais branda e afetuosa — ouvindo o coração bater acelerado, sem conseguir dizer mais nada.

– Dean?

Cas chamou-o e o loiro precisou desviar o olhar do dele, ou seria incapaz de continuar uma conversa.

– V-vamos depressa, antes que aqueles dois voltem!

Desconversou tomando à dianteira ficando de costas ao outro. Céus! Que porra foi essa?! Mal conseguia ficar perto de Castiel sem se lembrar do sonho, onde o moreno subia e descia sobre sua cintura... Merda! Mesmo que fosse uma mera ilusão, ainda assim... A lembrança lhe causava um arrepio gostoso! Uma vontade louca de...

Vontade de tocar Cas.

É não tinha jeito... Apesar da relutância de Dean o caçador precisa admitir a si mesmo duma vez por todas: gostava de Castiel.

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Ás oito da noite, Dean e Cas retornavam ao quarto num silêncio interminável. O loiro queria por ‘pra fora o bolo de frases entupidas na goela, ao passo em que Castiel só queria ficar em paz, evadindo dos pensamentos sobre Dean – ou acabaria se magoando de novo. Pois ele entendia muito bem agora como as emoções humanas podiam ser belas e cruéis ao mesmo tempo.

– Que bom que chegaram!

Sam os saudou animado. Louis também estava assim, sentado na cama, abrindo um largo sorriso ao ver o moreno. Sem pensar duas vezes, Dean irrompeu-se ficando na linha de visão entre o moleque e o ex-anjo, acabando com aquela palhaçada. Se ele não podia ficar perto de Castiel, ninguém iria. E francamente, o garoto tinha de entender isso uma vez por todas!

Louis desceu os ombros frente a expressão séria de Dean. Algo havia acontecido com o loiro, pois os olhos dele brilhavam num ar furioso na direção do adolescente.

– Nós descobrimos! – Sam disse cortando a tensão – A cerimônia que deve ser feita!

– Do que precisamos? – indagou Castiel.

– É bem simples, na verdade. O único problema é que vamos ter de esperar que a última vítima seja escolhida e levada para o ritual.

– Opa, ‘pera aí. – interveio Dean – Isso é perigoso. Não só vamos nos arriscar a ter mais um morto como também podemos dar de cara com aquele bichinho de estimação da família Buscapé.

– O ritual de anulação só poder ser feito durante o momento de oferta à entidade. Quando ela se mostra, está mais forte, mas também é a única ocasião de vulnerabilidade. – concluiu Sam.

Dean bufou cruzando os braços:

– Como se faz isso?

– Louis precisa sangrar em cima do altar do ritual antes que o órgão da vítima seja removido. Depois precisamos desenhar esta figura com o sangue e recitar o feitiço, que é a quebra do contrato original com a criatura. Por fim basta enfiar um objeto pontiagudo no peito da entidade, e tudo está acabado.

– Quanto tempo teremos antes que a ‘mamãezilla’ termine a oferenda?

Sam e Louis se entreolharam num semblante denso – as faces sérias — até o garoto responder:

– Algo em torno de cinco ou sete minutos.

– Ah! Maravilha! Um plano fenomenal! – ironizou Dean pondo as mãos na cintura.

– É o único jeito Dean.

– ´Tô sabendo Sammy! Só acho superdivertido ter de ser sempre de um único jeito.

– Enfim – Sam bufou — Nós já temos um plano, agora é esperar.

– Temos mais seis noites antes disso. – atestou Castiel.

E sem perceber um frio no estômago instalou-se em Dean. Mais seis dias ao lado de Castiel com a dúvida, os desejos e as ideias insanas brotando sem parar dentro da cabeça – o cérebro que parecia se divertir ao traí-lo com os pensamentos em torno de Cas. Respirou fundo tentando recobrar a calma. Só precisava disso: ter calma esconder-se dos próprios anseios e então... Então ele poderia pensar melhor no que fazer depois.

Contudo, a manhã seguinte não se mostrou fácil ao loiro. Primeiro, teve aceitar que naquela noite não dormiria nada. Isso porque só de fechar os olhos, conseguia imaginar Castiel fazendo coisas... Não tão angelicais.

Ficou no banheiro um bom tempo pondo a cabeça no lugar, jogando água gelada na cara e na nuca. Sammy estava naquele quarto também e agradeceu por isso, ou, pensava ele, não teria como resistir a crescente vontade de cercar-se da cama de Castiel, de ver sua expressão serena, imaginando aqueles olhos azuis pairando sobre os seus. Se Sam não estivesse ali Dean com certeza sucumbiria a cobiça louca de... De ficar mais perto de Castiel.

O pior era fato do moreno ter se distanciado dele – desde sua briga – o que apenas agravava a angústia de Dean.

Nas manhãs daquela semana os quatro iam à lanchonete, e o clima continuava pesado entre Castiel e Dean. Não fosse pela presença de Sam e Louis, provavelmente os dois ficariam se evitando o tempo inteiro. E, como que para jogar mais lenha na fogueira, Sam saía de perto a maior parte das vezes, puxando – estranhamente – Louis pelo braço os abandonando sozinhos. Seu irmão achou tudo suspeito demais, óbvio, porém tinha outras questões o amolando na hora. Sozinho, junto de Cas, Dean sentia as palavras faltarem, só conseguindo encarar o rosto de Castiel. Quando o moreno se distraía, o loiro erguia os globos até ele encarando os orbes azuis. Pareciam nadar numa vastidão oceânica calma e amena. Dean obrigava-se a parar de divagar sobre esse tipo de coisa. A adolescência já tinha passado pelo amor de Deus!

O mais angustiante, no entanto, não era isso. Magoava – e muito – ver o quanto havia afastado o ex-anjo de si.

Primeiro no ferro velho, depois com o soco – ao qual Dean achava que nunca iria se perdoar – e então no quarto, onde Cas declarou-se com todas as letras e... E Dean o negou, repensando sobre sua decisão inúmeras vezes dias depois. “Retardado mental”– ecoava a si mesmo num tom irônico.

A despeito da ainda falta de conhecimento da vida mundana, Castiel pode notar o estranho comportamento de Dean naquela semana. O loiro coçava a nuca sempre que parava ao lado de Cas, lançava olhares profundos e extensos, só para balançar em discordância a cabeça minutos depois. Até mesmo suando frio ele estava!

Já era o quinto dia de tortura, e Castiel e Dean quase não trocavam mais palavras. Sam e Louis decidiram fazer uma última visita nos arredores da fazenda. Tânia e Rick pareciam estar escondidos dentro da casa, provavelmente preparando a vítima do sacrifício, e apesar de terem vontade de acabar de uma vez por todas com a caçada, sabiam que deviam ser pacientes para atacar no momento certo.

Mas ficar sozinho no mesmo cômodo que Castiel era torturante. Dean só queria... Se livrar das inúmeras sentenças que se formavam na cabeça, uma atrás da outra, de novo e de novo, o forçando a revirar as sensações desenrolando-se dentro dele!

“Puta merda!” – Dean pensou enquanto assistia a um programa de televisão – “E vou ficar louco”.

Respirando fundo, viu Castiel próximo à janela tentando começar a leitura de um livro, porém parando a cada página em uma contemplação duvidosa das expressões e metáforas complexas da história.

O caçador manteve os olhos esmeralda pairando sobre esse quadro desenhando-se diante de si achando graça inicialmente, mas depois a sensação de paz o acometendo foi... Sublime. A luz do sol batia de leve por entre o vidro da janela, brilhando vaporosa sobre o cabelo negro de Castiel, abrandando a expressão em seu rosto e o transformando numa presença quase... Angelical.

“Cacete!” – exclamou internamente, bufando em seguida.

Num sobressalto, ergueu-se da cama indo ao banheiro. Havia passado muito dos últimos dias lá dentro, aproveitando o pequeno espaço solitário como se este fosse um santuário particular. Olhou-se no espelho apenas se lembrando de que Cas estava o outro lado daquela porta... Sozinho... Num quarto... Com camas...

Socou a parede ao lado do espelho sentindo a dor espalhar-se pelas falanges. Girou o corpo encostando as costas na pia conforme apertava os dedos entre a palma das mãos contraindo um grito de lamúria.

Dean se perguntava, enquanto ali dentro, quando isso tudo começou. Porque não foi uma simples “mudança” por parte sua depois da declaração de Castiel no ferro velho.

Talvez, ponderava, já gostasse de Cas antes.

Foi no dia em que ele morreu, ou ao menos achou que o ex-anjo havia partido dessa ‘pra melhor, com toda a merda dos leviatãs acontecendo.

O trenchcoat foi a última lembrança do amigo, e não bastou apenas guarda-lo. Dean o levava consigo a toda parte, estocando o velho casaco no porta-malas de qualquer carro – além de Baby, claro – que usava.

Aquele casaco, aquele mísero pedaço de pano encardido, era a única coisa que Cas deixou.

Fechando os olhos, Dean escorregou da pia ao chão de azulejos frios deixando as costas envergadas para frente. Ficou um bom tempo parado com os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça entre as pernas, imerso numa expressão de perdido.

Ele atravessou o purgatório inteiro por Castiel. Não faria aquilo por qualquer um, mas depois de vê-lo partir uma vez... Só o fato de pensar em perder Cas novamente o deixou sem ar. Não podia mais viver sem o ex-anjo, Nada seria igual sem ele, e não por causa da amizade apenas, mas porque Castiel... Porque Castiel tornou-se essencial a Dean. Em todos os sentidos.

Suspirando, o loiro esfregou o rosto querendo se livrar duma vez da aflição o corroendo:

“Eu já estou louco...”. – constatou, por fim – “Pelo nerd do trenchcoat...”.

Ao sair do banheiro, Castiel levou os olhos na direção do caçador. Fazia um tempo ele estava lá dentro, e sua expressão costumeira de sou-Dean-Winchester-e-vou-ferrar-com-sua-vida, dizia a Castiel que algo sério acontecia com ele:

– Tudo bem Dean?

– Sim.

Mentiu, no ato, pois ainda lhe careciam palavras para articular com o moreno. Mesmo assim, ele precisava tentar alguma coisa – qualquer coisa, que livrasse o peso no peito:

– Cas. – chamou-o e toda a atenção do mundo recaiu sobre Dean.

Os ombros dele pesaram, e o ar fez falta outra vez. Sensibilidade nunca foi o forte de Dean, ainda mais quando se tratava de um tópico tão delicado. Demorou semanas até se abrir com Sammy sobre a temporada no inferno, e mesmo que esses dias estejam no passado, ainda não havia superado tudo completamente.

Além de toda essa carga, tinha uma grande pendência em assuntos mal resolvidos com Castiel. Como por exemplo, a pontada na nuca que sempre incomodou quando estava perto do ex-anjo — que agora ele associava as suas recentes descobertas em relação a Cas.

E tinha aquele episódio que o visitava quase todas as noites em sonhos e devaneios; o bendito dia na cripta. Castiel cumpria ordens, e somente ordens de Naomi naquele tempo. Entretanto, lutando contra todos os instintos e a força arrasadora dela, Cas se libertou, ignorando os avisos e ameaças, preferindo, escolhendo Dean.

“Eu preciso de você.”

Dean falara a Castiel, com todas as letras, aquela frase que Bobby gostava de usar para esconder outro sentido mais profundo e significativo.

E ele realmente quis dizer aquilo, não foi da boca ‘pra fora. Precisava de Sam, seu irmãozinho, e mais ainda: precisava de Castiel. Mas só depois de muito tempo – o agora presente – que Dean associou o peso dessas palavras, o que elas denotavam a si mesmo.

Precisava de Castiel, tanto que uma pressão dolorosa ardia no peito; tanto que Dean entendia, enfim, que o moreno jamais poderia se encaixar naquele pequeno espaço em sua vida dedicada aos amigos, à Sammy, Bobby, a seu pai e sua mãe... Castiel... A presença dele havia conquistado um lado já esquecido pelo caçador – o mesmo lado que o fez largar a caça por Liza.

Aquele lado que apenas Castiel conseguia preencher por completo, e que ele tanto, tanto, tanto precisava!

“Eu preciso de você.” – repetiu em meio ao quarto e o olhar duvidoso de Castiel, ouvindo o som da própria voz retumbando na cabeça. “Eu preciso de você!”

– O que houve Dean? – Castiel indagou genuinamente consternado.

O timbre rouco de Castiel arrebentou o silêncio e o loiro o afrontou ainda imóvel com os braços afixados ao corpo. Cas preocupou-se, afinal era incomum ver Dean dessa maneira... Descontrolada.

Havia tanto para ser dito entre os dois que Dean nem sabia ao certo por onde começar – ou se ia realmente começar. A ideia de sentar e fazer uma seção de terapia lhe parecia idiota e desnecessária. Não tinha tempo para esses dilemas na sua vida.

Não tinha tempo para lidar com ele mesmo e seus problemas.

Ainda perdido no mundo das ideias, Dean buscou aquela flama de audácia dentro dele. “Foda-se!” – pensou. Os dois já vinham dançando essa dança tempo demais!

– Cas, eu...

Como todas as outras ocasiões crucias de sua vida, Dean foi interrompido, neste exato instante, por Sam e Louis, adentrando depressa o quarto com a janta da noite. O loiro respirou fundo – mais aliviado do que outra coisa, pois refletindo segundos depois sobre o que estava prestes a fazer a situação toda lhe pareceu estúpida e infantil.

E, no fundo, Dean achou que seria melhor assim, manter a distância segura entre eles, pois as chances eram grandes de que Castiel ia acabar sofrendo mais que o loiro. Se seu relacionamento com Sam já era difícil, imaginar algo da mesma magnitude com Castiel... Seria demais para ele, insuportável; ser a razão de uma nova dor ao moreno.

Cas ainda tinha muito a aprender da vida humana, e ele não merecia dar de frente com as ainda dúvidas do loiro, afinal, a mente de Dean continuava incerta.

E Dean podia aguentar dali para frente o peso da culpa por ter recuado, mas jamais se perdoaria se ferisse o amigo com palavras mal ditas no seu jeito truculento. Não tinha o direito de lançar os próprios problemas e dúvidas em cima de Castiel, não depois do que fizera com ele.

– Então Sam, diz algo bom ‘pra variar. – Dean irrompeu mudando de assunto antes que Castiel resolvesse retomar as perguntas.

– Temos torta!

O loiro lançou um rápido sorriso ao irmão, porém Sam reparou o semblante abatido dele. Tocou-lhe de leve o ombro, deixando que Louis e Castiel decidissem na mesa ao lado o prato de cada um, e, longe das suspeitas deles, perguntou a Dean:

– Você ‘tá bem?

– Feito uma fada! Brilhando e tudo! Vamos comer de uma vez?

Assim como Dean fazia com Cas, era melhor afastar as confusões de Sammy. Estavam com problemas maiores em mãos e ele queria o resolver antes de... Antes de decidir, por fim, se ia ou não dizer a Castiel o que estava o incomodando.

Talvez sim, talvez fosse o certo a se fazer, mas antes ele ia chutar a bunda daquela entidade de merda.

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Faltava pouco agora, tanto que Louis voltou ao seu quarto genuinamente leve depois de jantar. Poderia ter uma vida normal dali para frente, com amigos de verdade. Quem sabe Castiel, Sam e mesmo Dean mantivessem contato com ele. Havia gostado da companhia dos caçadores no curto espaço de tempo em que ficaram na cidade.

Cada noite passada longe da fazenda parecia ser o seu próprio paraíso. Fechou a porta do quarto jogando o casaco sobre a cadeira e acendendo a luz conforme pensava que as loucas ameaças de sua mãe estavam distantes, e ele teria sua paz, enfim.

Porque para Louis, ter esperança era sua única válvula de escape, literalmente a luz no fim do túnel, capaz de guia-lo mesmo que só por alguns instantes para fora daquela realidade cruel de sua família.

Isso ele achava, até sentir a cabeça sendo empurrada contra a parede do quarto num baque surdo.

Arquejou revirando os olhos com a sensação de tontura apossando-se dele. Os pulsos foram constringidos nas costas por um forte aperto, e uma larga e grossa mão pressionava sua cabeça contra o concreto do cômodo. Mas antes que Louis pudesse proferir uma única sílaba, um único guincho de dor, Rick recostou o maxilar na nuca de Louis, falando rente ao seu ouvido:

– Precisamos conversar garoto, sabe... Sobre você deserdar e coisas desse tipo... Sua mãe quer fazer um acordo.

Louis arregalou os olhos, estremecendo em terror. O lábio vacilou numa tremedeira sem igual e sua garganta precisou conter um grito engasgado de aversão. Estava tão perto, tão perto mesmo que não notou a presença de Rick, não percebeu que seu pai viria ao seu encontro mais cedo ou mais tarde. Tânia e ele podiam ter recuado, recuperando-se do encontro de dias atrás, mas jamais desistiriam, nunca, nunca admitiriam sua derrota. Pois precisavam continuar com a tradição. Tudo em nome dela e da Grandiosa.

Engolindo o choro começando a brotar no fundo da traqueia, Louis ouvia seu pai dizendo cada uma daquelas palavras ditadas por sua mãe a ele, não podendo fazer nada a não ser concordar com seus termos, ou tudo seria imensamente catastrófico.

Um acordo... Isso só significava uma coisa: algum daqueles caçadores iria morrer.

Continua

Notas finais
Antes das agressões começarem lembrem-se: v6 precisam de mim para terminar a história u.u Tenho certeza q a agonia desse capítulo é grande (eu fiqueit ensa escrevendo ele) Mas não é querendo deixar vocês apreenssivos, na sexta feira eu achei o capítulo beeeem mais tenso e sofrido do q esse! Eu já disse, e irei repetir: o drama faz parte da história e de minha pessoa! PErsonagens irão sofrer sim! Mas!!!! Apesar de todos os problemas, ainda há um final feliz (quase sempre) no fim do túnel =p E apesar de tanta tristeza eu tenho certeza q alguns de v6 está doido p ver como q o drama vai se desenrolar! hehehe Kissus e até sexta amores! (quando o circo vai pegar fogo)! Bye bye!