Notas iniciais
Olá, meninas, como estão todas? Vamos saber como foi a lua de mel do casal favorito de todos os ships. Alguém aí já pensou em visitar Cancún? Um beijo especial para Angel que estava ansiosa por esse capítulo! ;* Façam uma boa leitura.


N
a manhã seguinte, acordei com a claridade vinda da janela e Emma ainda dormindo em meus braços. Dentro de poucas horas, viajaríamos para Cancún no México, onde passaríamos uma semana de Lua de Mel. Virei meu rosto para o lado e vi, de um jeito meio embaçado pelo sono, o relógio em cima da cômoda apontar quase oito em ponto. Chamei minha loira duas vezes, mas ela parecia desabada e exausta em cima de mim. Enchi seu rosto de beijos, alisei seus braços e penteei seus cabelos, vendo ela finalmente abrir os olhos e gemer meu nome como se mal tivesse forças. Havia sido uma noite e tanto, era compreensível que eu e ela estivéssemos um caco depois da farra que fizemos naquela cama, porém, inesquecível.

— Bom dia, esposa. — falei me sentindo o máximo por chama-la daquela forma.

— Bom dia, — respondeu Emma abrindo um belo sorriso para mim, bocejando em seguida. — esposa. — terminou. — Que diferente!

— O que é diferente?

— Chamar você de esposa.

— Eu gostei, sabia? Dá uma sensação muito boa.

— Por isso mesmo, é uma coisa diferente. — Emma coçou os olhos, ergueu um pouco a cabeça e me viu sorrindo como criança. — Parece surreal.

— Eu também não consigo acreditar até agora que tudo isso aconteceu.

— Pois aconteceu. — se esticou um pouco e me deu um beijo rápido nos lábios.

— Eu odeio ter de sair de baixo desses lençóis com você, mas precisamos nos arrumar, a gente ainda vai pegar o voo. — avisei.

— Ah, é verdade. — ela disse, desabando outra vez em cima de mim. — Mas eu estou tão cansada. Será que ainda dá tempo de dormir mais um pouco?

— Você pode dormir durante a viagem — eu disse a empurrando de leve. — Vamos levantar, meu amor, ainda precisamos tomar café.

Emma deu um longo suspiro, pensou e demorou para falar:

— Será que dá tempo da gente aproveitar aquela banheira de hidromassagem da suíte? — perguntou me olhando de um jeito bem cômico.

E só naquele momento lembrei desse detalhe, a banheira de hidromassagem. Pensei um pouco. Levei em conta que tínhamos umas três horas até irmos de verdade para o aeroporto, então me levantei de súbito, correndo até o banheiro, pelada.

— Venha ver se dá tempo! — gritei animada, chamando-a entre risos.

Emma se atrapalhou com os lençóis, mas veio atrás de mim sem pensar duas vezes.



Era uma viagem de sete horas de Portland até Cancún. Estávamos muito ansiosas para ver a cidade e todas as atrações que tínhamos incluído no pacote de viagem de Lua de Mel, mas teríamos de esperar até o dia seguinte e evidentemente descansaríamos bastante para ter fôlego para o que pretendíamos fazer. A cidade era linda, mesmo vista de noite no horário em que chegamos; tinha uma orla imensa, cheia de bares, restaurantes e hotéis espalhados por todos os cantos. Nosso hotel ficava pouca coisa distante do aeroporto, era grande, um verdadeiro complexo alinhado à praia.

O taxi nos deixou onde dois funcionários já nos esperavam dispostos a carregar nossas malas. Me lembro de ficar encantada com a decoração praiana, dando um clima bem agradável ao lugar, exatamente o que procurávamos para nossas pequenas férias de amor.

Depois do check-in, fomos levadas para nossa suíte, um quarto tão bonito e espaçoso quanto esperávamos; todo emadeirado com algumas paredes de pedra e uma área de onde atrás das cortinas brancas poderíamos ver o mar à distância. Eu estava encantada. Assim que os funcionários do hotel deixaram nossas malas e se retiraram, Emma veio até mim me dando um abraço apertado, ela parecia tão feliz.

— Posso dizer uma coisa? — ela perguntou, segurando meu rosto bem próximo do dela.

— O que você quiser. — eu respondi.

— Eu acho que essa será a melhor semana das nossas vidas.

Emma já havia me dito algo do tipo na época em que namoramos. Não quis estragar a alegria dela alertando-a sobre isso, era melhor concordar.

— Também acho. — sorri em seguida voltando a abraça-la.

De certa forma estávamos ansiosas. Passamos o restante da noite montando todo nosso roteiro para os próximos dias.

Na manhã seguinte, após um café da manhã reforçado, fomos conhecer as Ruinas del Rey, um dos parques arqueológicos da civilização Maia. Me lembro que havia muitas Iguanas soltas pelas pedras do lugar e Emma quis levar uma conosco (minha esposa às vezes tem cada ideia!) Tiramos muitas fotos por lá, assim como na visita ao parque aquático onde nadamos com os Golfinhos (dessa vez quem teve vontade de levar um animal para casa fui eu, eles eram encantadores) e, nessa brincadeira, quase afundei nossa câmera fotográfica. De noite, depois de um breve passeio pela praia que cercava o hotel, nos divertimos mais ainda na danceteria Coco Bongo. Eu jamais vou me esquecer do banho de tequila que levei de Emma no auge da nossa agitação. Foi um baita primeiro dia de lua de mel. Acabou que voltamos para o hotel rindo ao ponto da nossas barrigas doerem, chegamos exaustas no quarto e tudo o que eu queria era me atirar na cama, porém, precisava de um bom banho. Emma me arrastou para a ducha e nos amamos debaixo d’água, todavia, não acabaríamos fazendo aquilo apenas ali.

Depois do que houve na nossa noite de núpcias, eu estava realmente tentada em dar prazer à minha mulher de todas as formas. Não seria justo ser na maior parte das vezes a “vítima” no momento do sexo, então, assim que saímos do banho, já pensava em como dominá-la outra vez.

Emma foi até a sacada do quarto espiar a lua que disse estar muito bonita naquela noite, de longe a via entre as cortinas que balançavam incessantemente um vento fresco e provavelmente foi o que a deixou no ponto para mim. Coloquei meu bonito baby doll de renda, esperando a hora certo de ir até ela. Swan largou a toalha do cabelo e continuou de costas, eu vinha em sua direção devagar, chegando para tocá-la por trás. Subi meus dedos junto da palma da mão pelo tecido macio do robe de banho dela, começando a sentir suas curvas se retesarem com o carinho. Emma pegou ar, eu tenho certeza que ela fechou os olhos nesse momento. Continuei apalpando-a, invadindo as laterais, a cintura e tocando-a finalmente na frente. Me encostei em suas costas, roçando a face por ali enquanto minhas mãos se ocuparam em desfazer o laço do robe. Com isso, o abri para os lados, dedilhando a barriga dela até subir e encontrar o par de seios rígidos. Emma gemeu brevemente, jogou a cabeça para trás, roçando em mim com inquietude. Respirei perto de sua nuca, sentindo minha loira estremecer e se arrepiar da cabeça aos pés com minhas mãos ocupando as duas montanhas de seu busto. Afaguei a suave pele da base, a princípio lenta e calma, depois com força. Rodeei os mamilos, beliscando-os, puxando-os com certa insistência. Minha loira parecia sofrer, mas em nenhum momento reclamou. Sempre foi maravilhoso tocá-la daquela forma, deixando-a em puro ardor. Era como se eu pudesse sentir a mesma sensação que proporcionava.

Dali em diante afastei seus cabelos para o outro lado para deslizar minha língua em seu pescoço. Emma entrelaçou os dedos nos meus, me obrigando a aperta-la, em seguida afastou mais ainda as mangas do robe e o fez desabar por suas costas, me permitindo sentir a quentura do seu corpo excitado. Então se virou para mim arquejando. Olhei bem em seus olhos e percebi que ela estava muito próxima do ápice, mas eu queria mais do que apenas tocá-la nos seios; a joguei na cama, cobrindo seu corpo de beijos, trilhando cada parte daquela pele muito pálida e suave que ela sempre teve. Meu coração batia forte, eu estava indo bem, minha mulher estava completamente tomada por mim. E naquela vontade feroz recolhi suas pernas, afastei suas coxas deixando-a bem aberta para mim e abocanhei seu centro molhado atrás do sabor.

De uma forma um tanto maldosa, eu lambiscava aquela parte alta e sensível do sexo dela, observando sua inquietude, tentando me bagunçar os cabelos ou acariciando as mãos que pousei em seu abdômen. Seus pés estavam sobre meus ombros, ela se tremia toda, mas não era de frio. Aquilo não durou muito. Emma gritou meu nome e senti meus lábios se molharem muito com o seu gosto. Minha mulher mal conseguia respirar quando cheguei bem depressa aos seus lábios, depositando leves mordidas que logo viraram beijos apaixonados.

Eu havia adorado dar prazer à Emma e acho que ela havia percebido isso. Ficamos trocando carícias até certa hora que ouvi minha barriga roncar e a gente se olhar como se soubesse exatamente o que pensávamos.

— Com fome? — perguntei, admirando-a com a ponta de um dedo que deslizava por suas curvas.

— Faminta. — ela respondeu. — É melhor pedirmos o jantar, se é que eles ainda servem a essa hora.

— Pois se não servirem eu peço um lanche reforçado. — disse, me atirando contra ela, a prendendo em mim.

— Acho bom, pois você me deu uma canseira e tanto hoje.

— Dei? Você que deixou. — falei quase rindo.

— E quer saber? Eu deixo mais vezes se continuar sendo tão gostoso quanto foi hoje. — completou Emma, me derrubando para o lado.

Tivemos sorte de conseguir que nos servissem o jantar naquele horário. Depois da sobremesa, uma taça com cerejas, morango e chantilly que dividimos no melhor estilo romance, fomos dormir para levantarmos mais cedo no dia seguinte.



Nós havíamos programado um passeio de lancha até a Isla Mujeres, um lugar mais calmo e propício para mergulharmos longe da agitação da cidade. Chegamos no píer assim que o sol escaldante apareceu, trazendo nossa máquina, uma bolsa e óculos escuros na cara. O barco que alugamos já nos esperava com o piloto ao lado que para nossa sorte sabia falar inglês – não que aquilo fosse um grande problema, pois, em Cancún, boa parte da população sabia falar inglês já que a cidade era inteiramente turística e recebia milhares de visitantes do nosso país. O homem terminava de acertar alguns detalhes no barco enquanto eu e Emma inventamos de tirar fotos antes de zarparmos. Foi engraçado pois estávamos exatamente com as mesmas roupas: camisa de marinheiro branca e short azul marinho, sem contar que Swan havia comprado no yatch clube um chapéu de comandante. E não é que caiu muito bem para ela?!

O piloto nos fez um sinal, pois, estava tudo pronto para irmos, só que antes minha loira teve mais uma das suas ideias.

— Bem, tudo pronto só falta uma coisa agora. — ela disse, ajeitando o chapéu na cabeça.

— O que está faltando? — perguntei ansiosa.

— Uma vez meu pai me contou que os Vikings faziam uma celebração antes de embarcarem em busca de novos continentes. — ela disse com um sorriso animado. De repente pegou o celular do bolso e fez tocar uma música que eu adorava: I wanna know what love is.

— O que está fazendo, Emma? — eu não estava entendendo nada.

— Os Vikings dançavam com suas esposas em terra para dar sorte. — ela sorriu de novo e me estendeu a mão. — Aceita dançar comigo?

— Você enlouqueceu. — achei graça — Mas aqui? Você ficou maluca de vez.

— Eu sempre fui maluca — me fitou séria. — Por você.

Naquele instante corei sem jeito, mas amei ouvir aquela declaração. Estendi minha mão alcançando a dela e ficamos juntas, unidas num abraço. Dançamos, giramos, rimos. Mas logo embarcamos porque havia um dia inteiro para curtirmos em alto mar.

Passamos boa parte do tempo de pé na proa do barco, segurando firme no apoio de aço com as mãos. Emma colara atrás de mim assim que o barco avançou pelo mar com velocidade e o vento soprou nos nossos rostos.

Fiquei com medo quando o barco pegou ainda mais velocidade, mas Emma me garantiu que era seguro estando com ela ali. Ela apertou bem minhas mãos por baixo das dela e disse ao pé do meu ouvido:

— Não tenha medo, você está comigo e nada vai acontecer. Estar comigo é como estar com Deus.

— Emma, tá indo muito rápido. — falei tentando enxerga-la por cima do ombro.

Swan mordeu o lábio inferior, olhou ao redor, em seguida para mim outra vez...

— Vamos fazer como no filme.

Olhei para ela assustada, não dava para acreditar na ideia que ela acabara de ter.

— Como no filme... Ah não, se for o filme que eu estou pensando eu não quero!

— Calma, meu amor, não vai acontecer nada, eu disse que você está comigo. Confia em mim. Vamos, fecha os olhos. — me pediu. Engoli em seco. Acabei entrando na ideia de Emma e fechei os olhos. Ela pegou meus pulsos, ergueu meus braços para o alto e fizemos exatamente como na cena do filme. — Consegue sentir isso? Está sentindo o vento? Essa sensação?

— Meu Deus, Emma...

— Consegue sentir essa sensação, meu amor? — ela me perguntava, e de fato foi incrível. — Abre os olhos.

Os abri e tenho de admitir que foi incrível. De braços abertos tendo a sensação de voar por cima d’água, com o vento nos cabelos e o borrifo de água no rosto, Emma me levou para uma outra dimensão.

— Eu não tô acreditando. — gritei rindo um pouco nervosa, porém, amando.

— Está sentindo o sabor da liberdade? — Emma também ria atrás de mim, roçando seus braços nos meus.

— É o sabor da felicidade! Parece que estou voando, Emma, eu nunca senti isso, parece que estou voando!

Realmente foi uma das melhores sensações que já havia sentido na vida. Mais uma que Emma me apresentava. Por muito tempo sonhei com nosso “Titanic”, eu só não sabia que um dia ele corria o risco de afundar.

Notas finais
Apesar do abalo emocional dessa season finale que tivemos nesse domingo, não quis deixá-las sem esse capítulo essa semana, até porque Não Há Outro Amor para Mim tem muita história pela frente. Espero que tenham gostado e lembrem-se de me falar tudo o que pensam e o que pretendem ver aqui. Aceito sugestões. ;) Muito agradecida pelos acompanhamentos e favoritos, sempre, meninas. Vocês são meus combustíveis até na hora em que eu estou mal de criatividade. Boa semana a todos que acompanham, fiquem bem. ;D