Não há outro amor para mim.

33 Mais uma conversa franca e o xará do meu pai.


Notas iniciais
Olá, leitoras. Sejam bem-vindas a mais um capítulo. Esse é a continuação do capítulo anterior, o capítulo do sonho. E graças a esse sonho vamos ver outra conversa séria entre Emma e Regina. Preparem os lenços. Façam uma boa leitura.


Após o sonho mais louco que já sonhei na vida, meu sono não voltou e eu tampouco consegui pregar os olhos. Passei o restante da madrugada olhando para o teto, ouvindo minha mulher ressonar feito um anjo. Em algum momento a olhei ao meu lado e pensei nas consequências que nosso casamento sofreria se decidíssemos adotar uma criança. Creio que o sonho tenha me assustado um pouco, bem, não tão pouco assim, quero dizer. Óbvio que eu sabia que aquilo era algo muito bem inventado da minha cabeça e que era pouco provável de ocorrer, porém, as dificuldades em lidar com situações como aquela voltaram a me atormentar.

Para ser mais exata, o sonho me fez pensar que a ideia de entender Emma em querer ser mãe nada mais era do que uma espécie de fuga para tentar salvar meu casamento. Você pode estar aí pensando, mas, Regina, você e Emma já não superaram a crise? Eu repondo que ainda estamos nesse processo. Tudo bem que a ideia de ir ver os órfãos por conta própria foi minha e de fato faço isso com boa vontade, todavia, mesmo que Emma saiba que estou indo por livre e espontânea vontade, não quero que ela se engane acreditando piamente que vou aceitar ser mãe. E então começa meu dilema em fazer aquilo logo por ela ou esperar mais.

Só sei que quando deu sete da manhã, minha cabeça doía com a turbilhão de pensamentos que passaram por ela. Me levantei, tomei um banho calmo, escovei os dentes, desci e fiz o café da manhã com a mesma calma. Eu estava vestida apenas com o roupão porque depois de comer pretendia me arrumar para ir trabalhar.

Emma desceu uma hora depois com a cara amassada, ainda da noite anterior. Me abraçou por trás enquanto eu beliscava um biscoito cream cracker.

— Hum... Bom dia, minha vida linda. — falou ela praticamente bêbada de sono ainda.

— Bom dia, meu amor. — falei entre um riso e fiz carinho em suas mãos que me rondavam pela frente.

— Levantou cedo. — disse ela, me enchendo de beijos no pescoço, afastando meus cabelos dali. — Cheirosa... Humm...

—É, eu acordei mais cedo hoje. — respondi de forma manhosa, levando um biscoito à boca dela.

— Dá para perceber, você tem até olheiras.

Dei um riso sem graça e me virei para Emma, tentando disfarçar o meu cansaço de ter acordado no meio da madrugada. Se dá para se ficar cansada de tanto pensar, essa era meu estado naquele instante, por isso eu tinha olheiras. Mas Emma continuou com seus beijos apesar do comentário.

— Ah, é? Poxa, que coisa. — falei, mais sem graça ainda.

— Ouça, que tal voltarmos para a cama e você descansar mais um pouco, hum? Prometo que te acordo quando estiver na hora de sair.

Na verdade, Emma queria voltar para a cama para continuar de onde paramos na noite de ontem. A ideia era excelente porém, eu, não me arriscaria a fazer isso pois com certeza Swan perderia a hora e, infelizmente, eu não podia chegar sequer um minuto atrasada na MBC, as notícias da hora do almoço dependiam de mim.

— Eu adoraria, mas vamos deixar esse seu fogo para mais tarde, au... — chiei quando Emma beliscou meu pescoço novamente com seus dentes.

Emma revirou os olhos e parou sua investigação particular pelo meu corpo.

— Não reclame depois quando eu não estiver com vontade. — avisou ela, se sentando à mesa para tomar seu café.

— Mas... — Percebi que minha mulher ficou desapontada, mas o que eu iria fazer? — Meu amor, se subíssemos para ficar namorando perderíamos a hora, fatalmente. Nem vem com essa que eu conheço você. — falei. — Você acordou quente, nem parece que me deu aquela canseira ontem.

— Não foi suficiente e já fazia um tempo que a gente não ficava daquele jeito. — disse ela, preenchendo um pedaço de pão com patê de frango.

— Mais tarde eu prometo a você que teremos um segundo tempo da noite de ontem, o.k.? — fui até ela, descendo meus braços por sua nuca e ombros.

— Tá bom. Mas me espere com aquela lingerie.

— Bem, posso fazer isso, só não garanto que eu vá dançar. — beijei seu cabelo pintado de castanho. Até que me acostumei a ver Emma morena.

Rimos juntas do meu comentário.

Emma acabou mudando de assunto.

— Hoje vou gravar uma cena em externa. Vamos até um parque. Vai ser a primeira vez que a minha personagem leva o filho para brincar. Mal posso esperar para pular na piscina de bolinhas que me disseram que vai ter lá.

Não pude deixar de pensar no meu sonho, com o garoto que era filho de Emma no seriado sendo nosso filho na vida real. Se a personagem de Emma passasse pelas confusões que aquele garoto criou no meu sonho, eu acharia no mínimo irônico ver isso na TV.

— Você parece até uma criança falando. Me pergunto se você aguenta o ritmo de uma criança como esse menino que trabalha com você.

— Ah, Regina, eu fui uma criança tão agitada quanto qualquer outra, é muito divertido brincar, correr e não pensar em mais nada além disso.

— E é por isso que agora você quer uma para você? Desse jeito você meio que “volta a ser criança” porque quer conviver com uma, quer ser mãe de uma menina ou menino.

Acho que exagerei na forma como disse, porque Emma franziu o cenho incomodada e me fitou por cima de seu ombro.

— Eu não quis dizer nada disso. — falou.

Swan voltou a tomar café e logo que acabou se levantou sem falar mais nada comigo, largando minhas mãos dos seus ombros.

O resto você já pode imaginar. Emma não queria mais papo por aquele momento. Subiu e se trancou no banheiro. Nesse intervalo, eu terminei de me arrumar e saí sem falar com ela. Por um breve momento voltamos a viver como naqueles dias de crise que passamos três anos atrás.



Na minha cabeça, minha mulher ficara chateada com minha pergunta um pouco insinuante, mas isso passaria depois que ela espairecesse no trabalho.

Comentei sobre Emma e o café da manhã de hoje com Archie, meu amigo cameraman que trabalhava comigo há alguns anos, e ele tinha uma opinião.

— Deve ser complicado para ela confessar que quer adotar quando ela sabe que você sempre foi contra, Regina. As coisas que você disse para ela no café da manhã só reforçam isso.

— Não sei se ela ficou chateada por se dar conta da minha opinião, Archie. Emma fica ofendida com qualquer coisa, muito fácil. Pode só ter sido a forma como eu falei.

— Vai por mim, Regina, conselho de amigo, se quer ganhar a confiança da sua mulher, não questione as vontades dela. Isso só mostra o quanto você ainda está em dúvida e insegura em relação ao que está fazendo.

— Será? Mas eu estou tentando compreendê-la. Do fundo do meu coração, isso é o que eu mais quero.

— Você querer entende-la é uma coisa, querer ser mãe é outra. Confesse que esse sonho que você teve hoje de manhã lhe colocou algumas minhocas na cabeça.

— É, me assustou sim.

— Está vendo? Comece a considerar que depois de entende-la você precisa decidir se quer ou não ter esse filho. — aconselhou ele, colocando na cabeça o boné da emissora que costumava não sair de sua careca com frequência.

Dentro de alguns minutos entraria no ar com o U.S.A News. Eu estava sentada na bancada do noticiário, esperando os outros cameraman se posicionarem e Archie arrumava a câmera que ele operava ao meu lado.

As coisas que Archie me aconselhou me fizeram repensar na minha insegurança. Decerto que ainda existia, antes do sonho ainda era algo visível. Acho que ninguém poderia me ajudar ali. Talvez eu devesse partir para a solução mais drástica, conversar com Emma, e ainda era um bocado cedo para fazer isso.

Voltei para casa no começo da noite disposta a confrontar Emma sobre nossas diferenças e dúvidas em relação a adoção. Algo me dizia que seria uma conversa dolorosa e eu ainda tinha tempo de desistir. Apesar do medo de magoar Emma e me magoar, não deixei que esse fosse o empecilho que, a propósito, empancou muitas das nossas discussões.

Dei uma arrumada na casa, na bagunça que fizemos no sofá na noite anterior e conversei um pouco com Pongo, o que foi engraçado, pois não importava o que eu falasse, ele sempre respondia com um latido empolgante e um chacoalhar de rabo. Ele não estava entendendo nada. Minha esposa chegou no momento em que dei os restos do jantar de ontem para o nosso cachorro.

Emma me encontrou na varanda da parte de trás da casa. Ela já tinha largado a mochila na sala e deu falta de mim lá dentro. Apareceu na porta com um uma expressão vazia, cansada, mas tranquila pelo o que percebi.

— Hey — disse ela, se aproximando.

— Oi. Como foi a gravação no parque? — eu perguntei, me levantando do lado do cachorro para ir até ela e selar sua boca. Swan recebeu o beijo de bom grado.

— Foi ótima. Gastei muita energia. — Acho que vi um sorriso bem singelo surgir quando ela disse isso.

— Que bom. É... Quer vir um pouco comigo? Eu precisava ter uma conversa com você. — falei, olhando dentro dos olhos dela.

— O que aconteceu?

— Nada, não aconteceu nada, só preciso conversar com você.

A puxei para dentro e nos sentamos no sofá, frente a frente. Tenho a impressão de que Emma estava assustada, temendo o que eu ia falar. Era como se eu pudesse sentir o nó na garganta que ela sentia e seus olhos arderem na tentativa de choro. Ela estava prevendo nossa conversa.

— Hoje de manhã... Aquilo que eu falei...

— Regina, não esquenta com isso. Foi uma atitude boba ter saído da mesa daquele jeito, me desculpa. — ela já se inclinava com as mãos para tocar meu rosto e me dar um beijo, mas eu a contive com a mão, delicadamente.

— Não, meu amor, calma. Não é só isso. Eu queria que você soubesse que eu me precipitei ao falar que você queria ser mãe só para ter sua infância de volta. Você deve ter se sentido ofendida, eu sei que foi o que aconteceu, mas olha, não significa que eu não respeite o seu desejo de adotar. Você sabe que estou tentando compreender isso e quero muito conseguir.

— Está pensando que não vai conseguir, não é não?

Tomei ar.

— Não pensei que não vou conseguir, só penso que entender você é algo distinto de fazer seu sonho acontecer, compreendeu agora? Emma, estou tentando com todas as forças pôr essa ideia na minha cabeça, eu juro, eu não faço por mal e nem estou fazendo apenas para você ser a beneficiada. Estou fazendo por nós duas, pelo nosso casamento, também não somente por ele.

— Por que é tão complicado para você aceitar o que eu quero, Regina?

Dessa vez Emma usou a voz para expor sua dúvida, mas usou de um jeito como se estivéssemos brigando.

— Eu sei que parece simples para você, meu amor, mas acontece que...

— Olha, deixe para lá, eu vou me conformar se não acontecer. Já foi assim uma vez, por que vou me preocupar agora? Esquece, não precisa fazer mais nada, não se esforce para fazer algo que você não quer.

— Emma, Emma... Por favor, me escuta! Não me entenda mal, não foi isso que eu falei. — gesticulei, tentando conter o súbito nervosismo de Swan. — Acontece que nessa situação eu preciso que você me fale, que você me guie, que me ensine a ser como você, a desejar o que você quer.

— Você precisa aprender a confiar mais em você mesma. — ela me olhou com pesar.

Parei nesse instante e a fitei sem mais palavras. Ela me desarmou.

— Não precisa ser como eu sou para sentir o que eu sinto, a vontade que eu tenho de adotar uma criança. Não depende de ser alguém como eu, ninguém é igual, minha vida.

Fechei meus olhos que deviam estar muito abertos enquanto eu ouvia Emma falar. Baixei minha cabeça e tomei ar, foi quando senti uma lágrima escorrer de um dos meus olhos e outra descer pelo outro. Foi tão rápido que não tive tempo de conter nem meus lábios que tremiam para baixo.

Era como se eu fosse Emma no dia em que dêmos aquela entrevista àquela repórter de revista, e minha mulher chorou no meu colo.

Swan esperou, não me abraçou ou me tocou enquanto eu não olhasse para ela novamente.

— Não prossiga se você não tiver certeza, Regina. É muito para você. Um filho jamais pode ser um fardo. Se você acha que não tem essa capacidade, não se sacrifique tanto. — Finalmente ela tocou meu rosto, secou minhas lágrimas com seu polegar e esperou que eu falasse.

— Emma, pelo o amor de Deus, eu só quero poder realizar seu desejo, ver você feliz. O problema sou eu, com o que eu acho, com minhas confusões, meus medos. Como você pode amar alguém assim tão egoísta?

— Foi o que me perguntei quando saí de casa naquela noite em que descobri que você tinha adotado o Pongo para substituir uma criança. Muitas vezes me perguntei se queria continuar estar casada com você e eu não conseguia sentir raiva. Não vejo mais seu egoísmo como um problema. Eu te amo e qualquer capricho seu não pode ser maior do que o que eu sinto por você.

Emma roçava os dedos sobre minhas bochechas, não demorou para se chegar no sofá e me envolver num abraço apertado.

— Você é tão importante pra mim. Você é o amor da minha vida.

— Eu sei. — ela disse, sorrindo, comigo nos braços, alisando minhas costas devagar. — E você o da minha.

Não tinha mais palavras. O que conversamos não era bem o que eu imaginava, e nem magoei Emma ou me magoei, mas me senti aflita com o que Emma acabou me dizendo. Como eu já havia feito a promessa de fazê-la feliz, e dar o que eu tinha de melhor a minha mulher, eu estava me sentindo mal. Tudo o que não poderia acontecer naquele momento, era por dúvidas na cabeça de Emma também.

De qualquer maneira, não descartei meu plano de entende-la e minha jornada continuaria. Eu ainda teria de ir ao orfanato mais vezes como prometi, mesmo que Emma dissesse o contrário, que eu não deveria ir se não tivesse certeza do que queria. Naquele momento eu queria fazer algo por ela e parecia que continuar vendo as crianças e me decidir por uma delas era a principal alternativa.



Aproveitando o final de semana e a proximidade com as festas de fim de ano. Sugeri a minha esposa que fôssemos até uma grande distribuidora de brinquedos para negociarmos a questão das doações para os orfanatos e instituições da cidade. Me ocorreu também a ideia de doar um dos cachês das campanhas publicitárias que fazíamos, e convenhamos que não era um valor baixo que recebíamos para aparecer nos comerciais.

A ideia animou Emma e fomos direto do estúdio de publicidade para o orfanato comunicar a senhorita Blue sobre as doações de fim de ano.

A freira ficou muito contente e agradecida, disse-nos que em todos aqueles anos ninguém fora tão generoso com o convento quanto nós, mas outro comentário dela nos pegou de supetão.

— Nós daremos uma grande festa para agradecê-las. Na verdade essa festa já existe há alguns anos aqui no convento, sempre na época do natal, quando recebemos doações como as de vocês. — disse ela, enquanto andávamos ao seu lado no pátio do convento.

— Não se incomode conosco. Só de vir brincar com os pequenos já é um enorme agradecimento. — Emma falou.

— Mas não será um incomodo. Será um prazer, e eles gostam tanto de vocês. Acredito que esteja bastante difícil para que se decidam com qual deles vão ficar. — disse a senhorita Blue.

Olhei para Emma no mesmo minuto, ajeitando meus cabelos para trás das orelhas num gesto acanhado. Ela sorriu e respondeu:

— Ainda achamos cedo para levar algum para casa e antes disso tem todo aquele processo de pedir a adoção, conversar com o juiz... essas coisas.

— Tem razão. — Blue assentiu. Paramos na janela de onde víamos o refeitório. Era hora do almoço e todas as crianças comiam espalhadas em grupos nas enormes mesas que haviam lá dentro. — Eu acredito que vocês duas passem por esse processo rapidamente. Acontece com bons casais. Especialmente com os que se mostram cuidadosos com os órfãos desde aqui antes de levarem qualquer um através da adoção, como é o caso de vocês.

Enquanto Blue falava, eu observava os montinhos de crianças formados em cada canto das mesas. Elas conversavam animadamente sobre alguma brincadeira, outras combinavam o que iam fazer depois da aula de música. Mas havia alguém sentado sozinho bem ao fundo, no último lugar de uma das mesas.

Era ele. Aquele garoto que vi entrando com a senhorita Blue há alguns dias. O cabelo era igual, castanho. Parece que não tinha fome porque movia a colher de forma bem desanimada no prato que estava à frente dele.

Tive vontade de entrar no refeitório para falar com o garoto, ao invés disso, perguntei para a freira o que tinha ocorrido com ele.

— Senhorita Blue, por que aquele rapazinho está almoçando sozinho lá no canto?

— Ah, aquele é o Henry, um menino que recebemos faz duas semanas. Ele ainda está se adaptando a vida no orfanato. Seus pais morreram em um acidente e ele não tem parentes ao que parece. O garoto é um solitário no mundo. Ele fala pouco desde que chegou. Ainda está muito abalado com o que viu.

— Henry... — falei baixo. Emma me olhou, eu sabia o que ela ia dizer.

— Tem o nome do pai da Regina.

— Poxa, que interessante. — A senhorita Blue se animou. — Quem sabe não seja ele o que vocês duas estão procurando? O nome pode ser um sinal.

Se era um sinal ou não, eu não sei dizer. Eu só posso afirmar que a história trágica daquela criança me deixou intrigada.



De noite, após pedirmos uma pizza gigante de quatro queijos para comermos eu, Emma e Pongo enquanto fazíamos uma maratona do seriado dela, estávamos de barriga cheia, largadas no sofá da sala quando escutamos a campainha soar desesperadamente.

Olhei para minha mulher e juntas estranhamos o barulho todo. Pongo correu para a porta, farejando alguém, mas devia ser uma pessoa conhecida pois ele abanou o rabo e latiu uma só vez nos dizendo que tinha alguém ali atrás.

— Quem é, garoto? — perguntou Emma, se levantando do sofá. Ela afastou Pongo e olhou pelo olho mágico. — É a Ruby. — E abriu a porta para nossa amiga.

Ruby estava descabelada, com os olhos inchados de quem devia ter chorado muito e segurava uma mala nas mãos.

— Ruby?! O que houve? — perguntou minha mulher a colocando para dentro de casa.

Não sei se vi direito, mas achei que ela estava um bocado assustada, até tremia.

— O que foi que houve, Ruby? Você está bem? — perguntei, me aproximando.

Ela balançou a cabeça repetidas vezes para mim.

— Não está nada bom, gente. O Killian... Ele me expulsou de casa.

O quê? Killian expulsou Ruby, a própria esposa de casa?

Se eu não estava tendo outro sonho maluco, eu poderia jurar que não estava acreditando em nossa amiga.

Notas finais
Percebemos que ainda existe um milhão de questões na cabeça da Regina e o sonho veio para embaralhar mais ainda suas decisões que mais cedo ou mais tarde ela vai tomar. Sobre Ruby e Killian: Acho que veremos mais um casal em crise na história. Um beijo para todas que comentaram e para quem começou a acompanhar. A boa notícia é que o próximo sai tão breve quanto esse. Espero vocês. Fiquem bem.