Não estou pronta

22 Vinte e dois


A lata caiu em cima do ursinho de pelúcia de Vitória. Galeirão tomou um banho de cerveja. Daiara permaneceu estática. Maíra bateu nela!

— Tia... — Os olhos da menina dobraram de tamanho.

Algo quente escorreu pelo queixo de Daiara. Sangue. O fluxo vertia de um rasgão em seu lábio e gotejava em sua blusa.

Caralho!

Vai se foder!

Puta que pariu!

— Eu sempre fui mais responsável que a vagabunda da sua mãe! — gritou, trêmula. — Ela foi a idiota que engravidou aos dezesseis e virou saco de pancadas do namorado. Eu entrei na faculdade! Não está bom?!

Lágrimas se misturaram ao sangue.

Notas finais
Palavra-chave: galeirão