Não Se Apaixone Por Mim...
9 Protegida...
Notas iniciais
Espero que gostem muuuuito dele! E por gentileza não deixem de passar nas notas finais. Tem... coisas para vocês lá. rs
Boa leitura!
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AVISO: Se puderem, voltem no capítulo anterior só para ler o útimo paragrafo. Acrescentei mais coisas lá.
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RECOMENDAÇÕES: Gostaria de agradecer as lindas recomendações que NSAPM já recebeu até agora! Obrigada JessicaC, PatyWinter, Yarabastoss, Missyine, The Rugue, Joana, Lais Sodre, Carlinha Rodrigues, Mari Novaes e especialmente a Fla Viancoti e Elizeth Alves que recomendaram essa semana! Amei tudo o que vocês escreveram! s2
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REVIEWS: O capítulo anterior de NSAPM recebeu reviews de Lili Swan, Ana Cullen, Novacullen, Lais Sodre, Paty Winter, Clau Swan, FlaViancoti, Mari Novaes, Cleo del Barco, FulviaStew, MariRs, Thaiz Mouzinho, Vivi Pink, Naa Preste, Eclipse She, Pbartolomeu, Taidi, Lu Nandes, Casia Reis Matias, Gaby Cullen, Di Cullen, Vivi Costa, Yara Bastoss, Carlinha Rodrigues, Zilhope, TheRugue, Bellyangel, Dricamcotur, Breakingdawnlove, Raquel Lopes e Giovana Castrandre. Quero dedicar esse capítulo a cada uma de vocês e a minha beta maravilhosa Dani. Obrigada por estarem comigo nessa! *-*
Em algum dia de Julho do ano de 2007...
Aproximadamente trinta minutos após a fuga silenciosa de seu próprio apartamento, Edward estacionou o Volvo na garagem do prédio dos pais. Os pensamentos colidiam em sua mente, puxando os sentimentos para uma direção distinta. Uma parte dele – a racional – entendia que precisava comparecer ao almoço com os pais. Afinal, fazia realmente muito tempo que ela não desfrutava de momentos assim com sua família. A outra parte dele – a passional e ansiosa – queria pegar o primeiro avião para Londres, onde estava seu amigo Jasper, com o único propósito de convencê-lo a ajudar encontrar Isabella. O jornalista sabia que nessa situação seria impossível se concentrar em qualquer coisa que fosse dito à mesa do almoço.
Respirou profundamente uma, duas vezes, analisando seu rosto no espelho retrovisor do automóvel. A pele pálida e as olheiras arroxeadas em torno dos olhos o deixavam com aparência de no mínimo alguém muito cansado, e no máximo alguém muito doente. A grossa barba por fazer disfarçava os poucos quilos que ele perderá no último mês, devido aos exercícios feitos em demasia. Aquela aparência medíocre, com toda certeza, preocuparia a dona Esme. Uma ruga de preocupação genuína se formou entre seus olhos. Quando foi que ele se descuidou a esse ponto da saúde? Por um momento Edward se sentiu realmente cansado demais. Cansado das inúmeras noites passadas em claro, por qualquer motivo que fosse. Cansado dos casos jornalísticos que lhe tomavam muito tempo. Cansado de se sentir estagnado emocionalmente e de idealizar um relacionamento com Isabella, que ele nem ao menos sabia ser possível acontecer. Cansado de viver toda aquela utopia.
– Olha só para você, parecendo um velho rabugento cansado da vida... – falou para sua figura no espelho. – Você fez sua escolha e sabe que Isabella vale a pena!
Dito isto, e encorajado pelas próprias palavras, estampou um sorriso um pouco mais saudável no rosto e saiu do carro, caminhando na direção dos elevadores. Agora era a hora de enfrentar os outros Cullens.
***NSAPM***
– Edward você veio mesmo! – Esme o abraçava forte. Um abraço cheio de saudade.
– Eu prometi para Alice que estaria aqui, mãe... – disse meio sem jeito, ali entre os braços carinhosos da mãe, parados na soleira da porta. Como se aquela resposta anulasse todos os meses anteriores onde ele negligenciou o relacionamento com a família, mesmo que sem intenção de fazê-lo.
– Ah! Mesmo assim meu filho. Você não aparece aqui há meses. Quase não me liga também. Parece até que esqueceu que tem uma família. — ela reclamou.
– Hmmm... e por esse motivo a senhora não vai nem me convidar para entrar? – perguntou tentando manter um tom descontraído e brincalhão.
– Mas é claro que não! Vamos entrar. – respondeu Esme animada, o puxando para o interior do apartamento.
De fato Edward não estava preparado para a cena que se apresentava na sala de estar de seus pais. Todos os outros Cullens estavam ali. Todos mesmo! Alice estampava um largo e vitorioso sorriso no rosto, ao passo que folheava uma revista de decoração. Carlisle mantinha-se sentado no sofá, com as pernas cruzadas, enquanto concentrado lia o que parecia ser a documentação de um processo, acompanhado de um copo de uísque. Rosalie parecia entediada sentada ao lado do pai, passando rapidamente os canais da tv sem ao menos prestar atenção na programação. Edward encarou a mãe um tanto apreensivo.
– Todos eles não estão aqui por minha causa. Ou estão? – questionou baixinho, apontando na direção dos outros. Esme sorriu docemente ao responder.
– Estão aqui por sua causa sim. Todos nós sentimos sua falta, Edward. – comentou acariciando o braço do filho.
– E só por isso, um simples almoço comigo em um dia de semana qualquer, se torna um evento familiar extraordinário? – respondeu incrédulo, mas não ofendido. Não se lembrava de nenhuma ocasião onde sua família tivesse cancelado todos os compromissos das respectivas agendas, apenas para almoçar juntos. Esme balançou a cabeça afirmativamente, enquanto observava o filho. – UAU! – sibilou um pouco mais alto e nesse momento sua presença foi percebida na sala. Era a hora de formarem a fila para cumprimentá-lo.
– Ah! Finalmente. Que demora irmão. Eu já estava definhando de fome. – disse Alice enquanto jogava a revista de lado e corria para cumprimentar o irmão com um carinhoso beijo no rosto. – Oi!
– Hey exagerada! – ele a cumprimentou.
– Vamos ver à quantas anda o almoço, antes que sua irmã mais nova morra de fome. — Esme revirou os olhos e seguiu para a cozinha com Alice em seu flanco.
– Olá filho. Bom ver você! – Carlisle já havia esquecido o copo de uísque no aparador ao lado do sofá, e foi receber Edward com um aperto de mão e um abraço dado de lado, meio sem jeito, envolvendo o filho apenas com um dos braços enquanto segurava os papeis do processo na outra mão. Ele nunca fez o gênero de pai meloso com o filho. Essa parte de sua personalidade era reserva a Alice e Rosalie, necessariamente nessa ordem. Nesse ponto o jornalista era muito parecido com o pai.
– Oi pai. É bom ver o senhor também. – respondeu respeitosamente, depositando dois tapinhas nas costas do pai.
– Me acompanha em um drink antes do almoço? – ofereceu Carlisle, guardando o processo em sua pasta de couro preta e caminhando em direção ao bar.
– É claro pai. – respondeu prontamente, observando Rosalie cruzar as pernas inquieta no sofá, enquanto olhava sem graça para ele. Ela estava em uma batalha interna para decidir se iria cumprimentar o irmão, ou se esperava ele ir cumprimentá-la. As coisas com a loira sempre foram assim... frias, e pioraram muito depois que a moça atingiu a maior idade. Ela era o oposto da irmã em muitos aspectos, pois enquanto Alice era a tagarela, popular e imperativa, Rosalie era mais quieta, individualista e extremamente seletiva com suas amizades. Edward sempre atribuiu isso ao fato de a moça ter sido adotada e trazer consigo algum pesar por não conhecer os pais biológicos. Tentou tocar nesse assunto com ela algumas vezes... não obteve muito sucesso.
– Temos uísque, tequila, vodca... o que você prefere? – perguntou Carlisle ao filho, afrouxando o nó da gravata.
– Uísque. – pediu cruzando os braços no peito e ainda observando Rosalie, que agora remexia freneticamente em um dos anéis. Ela parecia estranhamente mais ansiosa hoje.
– Boa escolha, filho. Vou de uísque também... de novo. – disse o pai do jornalista, pegando dois copos, acrescentando o gelo e abrindo a garrafa do destilado. Quando Edward percebeu que a irmã simplesmente não conseguia decidir como agir, resolver ir até ela e poupá-la daquele pequeno incomodo.
– Oi Rosalie. – disse sentando-se ao seu lado e a envolvendo num abraço afetuoso. Timidamente ela retribuiu o gesto.
– Oi Edward. – respondeu contida.
– Tudo bem com você? – ele questionou já se afastando da irmã e relaxando no encosto do sofá para ficar com a cabeça apoiada.
– Estou bem... e você?
– Estou bem também. – e pelo que Edward já conhecia a conversa terminaria por ali mesmo.
Dito e feito, no minuto que se seguiu os únicos barulhos que se ouvia no ambiente eram os sons da tv e as pedrinhas de gelo, batendo na lateral dos copos que Carlisle trazia consigo. Ele entregou um copo para o filho e se sentou no sofá paralelo ao dos irmãos.
– Então meu filho, me diga como vai o mundo promissor do jornalismo? – questionou após um generoso gole em sua bebida. Carlisle nunca escondeu o fato de se sentir extremamente orgulhoso da profissão de Edward e do rumo que a carreira do filho estava tomando.
– Muito... promissor eu diria. – brincou e os dois riram. Pelo canto dos olhos Edward observou Rosalie esboçar um sorriso, enquanto passava os dedos pelos longos cabelos dourados. E o clima repentinamente ficou mais agradável.
– Eu imagino! Aliás, sua matéria sobre o tráfico de mulheres para o Oriente Médio estava fantástica. Parabéns meu filho! – elogiou genuinamente orgulhoso.
– Obrigado! Um elogio vindo do senhor significa muito. Apesar de o senhor ser um tanto suspeito para falar de mim... não é pai? – Edward agradeceu bem humorado. O reconhecimento e a confiança que o pai depositava nele eram realmente motivadores e sempre o fazia ter certeza de que havia escolhido a profissão certa. Mas não mudava o fato de que a opinião dele era contestável, dado o fato deste ser seu pai.
– Nada disso, filho. Você é muito bom no que faz. Não é Rosalie? — questionou apontando com a cabeça em direção a loira que permanecia entediada olhando a tv, onde passava um filme qualquer.
– É sim, Edward. – ela respirou e continuou a falar desenfreadamente — Na verdade você foi brilhante nessa matéria. A maneira como mostrou como essas moças são aliciadas, levadas ao Oriente Médio, e obrigadas a se prostituir foi mesmo esclarecedora. Sem contar que a forma como você descreveu o retorno delas ao seu país de origem, os obstáculos que precisam vencer para retomar suas vidas e lidar com o trauma psicológico foi realmente tocante. E em contra partida, você nos fez sentir total repulsa por essas organizações que trabalham de forma tão aberta e articulada, merecendo sim que a sociedade e o governo se unam e trabalhem de forma imperativa para... – a voz de Rosalie morreu no finalzinho da frase, assim que ela se deu conta de que tanto Edward quanto o pai a encaravam com olhos arregalados, afinal era uma atitude totalmente atípica à loira fazer grandes e elaborados discursos.
– Para...? – Edward a encorajou a continuar, verdadeiramente interessado no que ela tinha a dizer. Carlisle permaneceu sentado, com as pernas cruzadas na altura do joelho e tocando a ponta dos lábios com o dedo indicador. Estava tão interessado quando o filho.
– Para erradicar de uma vez por todas esse problema, ou pelo menos minimizar os seus impactos. – completou encabulada, se enterrando ainda mais no sofá.
– Concordo com você! – disse Edward erguendo uma sobrancelha e reorganizando sua postura no sofá para encarar a irmã. – É sério Rosalie. Isso é mesmo um problema da esfera pública e o governo tem grande responsabilidade sim!
– Não é mesmo? Sei lá... talvez se criassem mais campanhas de conscientização nas escolas. Seria um começo, de qualquer forma. – ela completou sustentando o olhar do irmão. Edward permanecia perplexo. Quando foi mesmo que Rosalie se tornou tão interessada e engajada em qualquer coisa, que não fosse ela mesma?
– Estive pensando sobre o assunto também... – então Carlisle entrou na conversa e os três ficaram imersos no assunto por mais alguns minutos, até Alice chegar quicando da cozinha e interrompe-los.
– O almoço será servido em dez minutos! – anunciou.
– Ótimo! – exclamou Carlisle. – Com licença crianças, tenho que fazer uma rápida ligação.
– Ok pai. – o trio de irmãos respondeu ao mesmo tempo e caíram na risada.
– Vou dar um pulinho lá na cozinha para cumprimentar a dona Carmen. – anunciou Edward, dando o último gole em seu uísque e indo em direção ao corredor da cozinha.
Lá ele encontrou a mãe e a empregada – já considerada um membro da família, por ter sido babá dos meninos – atarefadas com o almoço. Esme cortava alguns palmitos para complementar a salada de grão de bico, azeitona e bacalhau. Sua única especialidade na cozinha. E dona Carmen se ocupava do strogonoff de codornas servido com risoto de morangos e com a tradicional batata palha. Um prato refinado... bem a cara da mãe dele. Edward estava acostumado com isso, uma vez que cresceu em meio a refeições refinadas e nutritivas, pois Esme se preocupava em demasia com a saúde da família. Mas com a fome que ele estava, teria que passar no Mc´Donalds quando voltasse para casa.
– Oi. – disse ele parado bem atrás da dona Carmen.
– Ai! Que susto meu rapaz! – disse dando um pulinho para trás, ficando cara a cara com Edward. Esme riu.
– Vamos Edward... não mate Carmen de susto!
– Desculpe. – disse levantando as mãos em sinal de rendição e dona Carmen o abraçou.
– Seu desnaturado. Por onde andou todo esse tempo? – se afastou dele para analisar seu rosto – E está tão magro e abatido. Aposto que não tem se alimentado direito. Edward! Edward! O que fazemos com você, hein?! – ralhou ela torcendo os lábios.
“O que passou despercebido por Esme, dona Carmen ganhou na hora. Ela sempre foi perceptiva demais...” pensou Edward. Ele revirou os olhos e deu um beijo estalado na bochecha daquela que considerava como sua segunda mãe, para em seguida roubar um pedaço de palmito e mudar o rumo do assunto.
O almoço foi regado às risadas de Alice, aos comentários irônicos de Rosalie e as observações inteligentes de Edward. A matriarca observava feliz a cena dos três irmãos, criados da mesma maneira e ainda assim completamente diferentes. Trocou um olhar cúmplice com Carlisle, também satisfeito com o que via.
Fazia tempo que a paz não reinava tão plena à mesa dos Cullen.
***NSAPM***
Após o almoço os irmãos decidiram dar uma tarde de folga a dona Carmen retirando a mesa, lavando e guardando toda a louça, enquanto ela e Esme riam e recordavam histórias engraçadas da infância de ambos. Carlisle havia retornado para o escritório, pois tinha reunião com um cliente importante, na qual o processo já estava em fase de conclusão e o julgamento seria no começo da próxima semana.
– Edward, vai ficar aqui mais tempo? – Alice questionou assim que guardou o último prato.
– Não sei... por quê? – respondeu já se preparando para as ideias mirabolantes da irmã. O que ela queria agora?
– Bom, pensei que podíamos assistir a algum filme. Se você não tiver nada para fazer hoje à tarde, claro. – deu de ombros.
– Emmett deixou alguns bons filmes aqui em casa. – anunciou Rosalie.
– Hmmm... são bons mesmo? Sei lá, o gosto de Emmett para filmes é meio duvidoso. – brincou e a loira mostrou a língua pra ele.
– São bons sim. Vem, vamos lá na sala que eu te mostro. – disse Alice já saindo da cozinha, puxando o irmão consigo e sendo seguida por Rosalie.
– Tem Hanna, Bastardos Inglórios, Sweeney Todd, Código de Conduta, As duas faces de um crime... – Alice cantarolava os títulos dos filmes. E não é que dessa vez o namoradinho estrela de Rosalie acertou nos filmes?
– Por mim o que vocês decidirem está bom. – disse condescendente.
– Vamos de Sweeney Todd então? Adoro o Deep. – disse Rosalie.
– Perfeito! – exclamou Alice e jogou o dvd para Edward colocar no aparelho. Ele apertou o play e se juntou às irmãs e a mãe no imenso sofá da sala de vídeo. Pouco depois dona Carmen apareceu com um balde de pipocas, uma cerveja para Edward e se juntou a eles.
Logo nas primeiras cenas, o barbeiro demoníaco da rua Fleet já estava sofrendo com a ruptura forçada de sua esposa e filha, quando Edward se arrependeu de ter consentido em assistir esse filme. Justo esse filme! A separação encenada pelo personagem principal com sua conjugê — mesmo que por motivos diferentes — o fez lembrar-se de sua separação com a vendedora. Percebeu que estranhamente Alice não tinha tocado no nome de Isabella perto da família. E ficou grato por entender que com ela seu segredo estava bem guardado. Desde que colocou os pés no apartamento dos pais, ele ainda não havia se lembrado dela e sentido a inquietude daquela manhã, quando a morena assustada fugiu após interpretar errado o que viu. Reprimiu o sentimento ruim de incerteza e o impulso de levantar do sofá e correr por aí atrás da morena, para se concentrar nas cenas que passavam na tv 80 polegadas à sua frente. Mas pouco depois da metade do filme, as noites insones de Edward foram se fazendo presentes, suas pálpebras ficando cada vez mais pesadas e ele adormeceu.
Ele acordou com Alice balançando seus ombros.
– Edward, acorda!
– Hmmm... – resmungou.
– Edward é sério, acorda!
– Me deixa Alice! – falou com a voz rouca de sono.
– É o Jasper. Ele está na linha querendo falar com você. A ligação internacional é cara! Acorda logo! – ela bufou.
A simples menção do nome de Jasper o fez despertar. Ele provavelmente já tinha visto o SMS de Edward daquela manhã, pedindo para avisar quando chegasse a Londres. Ele pegou o telefone das mãos da irmã, agradeceu e disse que era um assunto particular e precisava atender em seu antigo quarto. Alice deu de ombros e se sentou no sofá. Na tv agora passava cenas de Bastardos Inglórios e Rosalie elogiava a atuação de Christofer Waltz. O jornalista trancou a porta do quarto assim que passou por ela.
– Oi Jasper!
– Oi cara! O que houve? Fiquei preocupado com o seu SMS. – disse Jasper, parecendo mesmo preocupado.
– Se acalma. Não foi nada grave. – apressou-se em tranquilizar o amigo.
– Ah... menos mal. – Jasper respondeu em meio a um bocejo.
– Cansado é? Não teve tempo de dormir no avião?
– Foram quase dez cansativas horas de vôo, com escala e ainda por cima em classe executiva. Dormir não pareceu uma boa ideia.
– Por que não pegou um vôo direto?
– Esse com escala era mais barato... – explicou bocejando novamente.
– E depois eu que sou o mão de vaca. – brincou. — Eu realmente sinto muito.
– Sente nada. – outro bocejo. – O que você queria?
– Em primeiro lugar, como assim você está namorando minha irmã e não me conta absolutamente nada? – questionou lembrado na cena protagonizada pela irmã e pelo melhor amigo no aeroporto.
– Ah Edward... foi mal. Juro para você que eu queria contar, mas faltou oportunidade.
– Faltou oportunidade é? Cara, nós moramos no mesmo apartamento. – disse rindo.
– Eu sei... é que seus pais ainda não sabem e eu e Alice combinamos que contaríamos do relacionamento quando eu voltar de Londres... – Edward o interrompeu.
– Já entendi. Não vou fazer às vezes do irmão chato e dizer que você deve prezar pela honra da minha irmã. Vocês são grandes o suficiente e sabem o que fazem.
– Valeu cara! – respondeu Jasper um pouco mais acordado.
– Eu não terminei ainda. – Edward riu mais. – Vou deixar essa parte com o Sr. Carlisle.
– Muito encorajador. Valeu novamente amigo! – ironizou.
– Agora falando sério. Jasper, cuide bem dela hein? Faça Alice feliz! Se você magoar minha irmã eu quebro sua cara. – esse era o lado protetor de irmão falando mais alto.
– Pode deixar que eu prometo cuidar dela. Mantenha suas mãos longe da minha cara! – Jasper brincou.
– Ótimo. Agora preciso de um grande favor seu. Favor de amigo mesmo! – anunciou Edward já ensaiando como falar aquilo para ele.
– Tem relação com Isabella, imagino...
– Tem sim. – confessou. Era tão óbvio assim?
– Diga o que precisa. Vou te ajudar.
– É o seguinte... – e assim Edward explicou para o amigo a cena que Isabella presenciou na Starbucks e a maneira como ela tinha entendido errado. Disse que tentou localizá-la pelos contatos no cartão da loja, mas não obteve sucesso. E por fim fez seu pedido – É aqui que você entra. Preciso de seu login e senha para acessar os arquivos da polícia e descobrir o endereço de Isabella. Preciso encontrá-la Jasper! Para esclarecer tudo isso. Não quero perdê-la agora.
– UAU! Essa sim é uma atitude digna do Edward Cullen que eu conheço.
– Então vai me ajudar...? – questionou ansioso.
– Veja bem cara, login e senha são coisas bem confidenciais. Se tratando de login e senha para acessar os arquivos da polícia então, nem se fala e deve ser até crime por quebra de sigilo... – e Edward o interrompeu.
– Ah qual é Jasper! Eu só preciso de um endereço que me leve até ela. Prometo que... — e foi a vez de Jasper o interromper.
– Não preciso que você me prometa nada. Anota ai os dados.
– Obrigado! – Edward respirou aliviado, enquanto procurava um papel e uma caneta na escrivaninha do quarto. Anotou... nunca pensou que a senha do amigo fosse tão óbvia.
– Só tem um probleminha... Não estarão no banco de dados do site online essas informações. Lá você vai conseguir no máximo ver se ela tem antecedentes criminais. Você terá que ir até a delegacia e usar o computador da minha sala. Lá tem um sistema específico da polícia instalado. É dele que você precisa. – explicou.
– Eu já esperava por isso. – disse apertando o dedo nas têmporas. O que é a vida sem um pouco de emoção?
– Escute, você vai fazer o seguinte... – disse Jasper, explicando passo a passo o que Edward deveria fazer quando chegasse na delegacia.
Edward retornou apressado para a sala e entregou o celular de Alice. Se despedir da família não foi o problema que ele havia imaginado que seria. Suas irmãs e mãe o deixaram ir assim que comentou ter um trabalho para terminar ainda naquela noite, mas o fizeram prometer aparecer mais vezes na casa dos pais. Ele prometeu solenemente e em seguida se despediu delas.
***NSAPM***
Edward agora estava sentado dentro do Volvo, estacionado em frente ao imponente edifício da delegacia, repassando mentalmente as instruções que Jasper havia lhe dado. Ele conhecia bem o local, pois já havia trabalhado com o amigo ali diversas vezes, então não conseguiria passar despercebido pela recepção. O plano era dizer que estava ali a pedido de Jasper, para pegar uma documentação confidencial do apartamento deles, que o amigo havia se esquecido de lhe entregar. Era um plano muito bom... ele só rezava para que Bree não o encontrasse perambulando por ali. Não conseguiria mentir para ela. E também não queria contar a verdade.
O jornalista passou tranquilamente pela recepcionista da delegacia e pegou seu crachá de visitante sem muito alarde, mas para isso teve que flertar com ela dado o avançado da hora. Já era consideravelmente tarde e quase todos já haviam encerrado o expediente. Sentiu-se um completo canalha quando viu os olhos da moça brilhar, mas era por um bem maior. Seu foco era chegar até Isabella e utilizaria de todos os subterfúgios necessários para realizar tal feito. Ele adentrou distraidamente no elevador e até trocou duas ou três palavras com um senhor que ali estava. Falaram basicamente sobre o clima e o resultado do jogo de beisebol. O elevador parou no último andar – onde ficava localizado o escritório de Jasper. Ele desceu caminhando rapidamente até a sala desejada. Encostou o ouvido na porta para verificar se Peter – o outro médico legista que trabalhava em parceria com Jasper – ainda estava lá. Assim que constatou a falta de ruídos dentro do cômodo, ele destrancou a porta e entrou rapidamente.
Agora a adrenalina parecia vazar até pelos poros de Edward.
Ele estava cem por cento em alerta, com os ouvidos afiados ao máximo e a postura na defensiva, como se a qualquer momento alguém fosse entrar na sala e atirar bem no meio de sua testa. Arrastou a cadeira sem fazer o mínimo de barulho e sentou-se à mesa do amigo, ligando computador de modelo avançado. Reparou que Jasper mantinha um porta-retrato com um foto de Alice ali. Ele deveria estar mesmo apaixonado por ela. Edward invejou o amigo por ter seus sentimentos correspondidos à altura. Por que as coisas eram sempre mais difíceis para ele? Por que Isabella tinha de ser tão estranha? O mundo não parecia ser um lugar muito justo...
O computador nunca demorou tanto para ligar! Enquanto Edward tamborilava impacientemente os dedos na superfície da mesa, pensava no quanto o sistema da polícia era lento. Do que servia ter os computadores de última geração se o sistema era tão obsoleto? O coração dele ressonou escandalosamente alto quando apareceu a primeira tela do sistema, com os campos para incluir login e senha. Olhou para os lados, como se para conferir que estava sozinho. Retirou do bolso o pedaço de papel onde havia anotado os dados de Jasper e digitou o login e a senha. Deu enter e esperou...
O que o sistema tinha de lento também tinha o dobro de confuso. As funcionalidades não eram claras e nem muito dinâmicas. Edward buscou em sua memória as instruções do amigo sobre as telas do sistema. Demorou um pouquinho para encontrar a tela certa, enquanto olhava ansiosamente para o relógio e para a porta. Estava tenso e uma fina camada de suor começava a se formar em sua testa. Não podia ficar muito tempo ali dentro para não levantar suspeitas. Enfim, ele achou a tela correta e teve de contar com a sorte. Digitou “Isabella Uley” no campo descriminado como “Buscar por nome” e deu enter novamente, sem hesitar um segundo sequer. Não sabia o que iria encontrar na tela seguinte e não quis pensar muito nisso.
A página ficou incontáveis segundos carregando.
Finalmente a tela com as informações de Isabella apareceu, juntamente com uma foto em preto e branco da moça. Ele perdeu algum tempo olhando aquela foto. O cabelo grande também ficava bem com o formato de seu rosto. Já o olhar da morena estava ainda mais frio, profundo, triste e aquilo lhe cortou o coração. Era uma imagem tão errada.
Edward examinou as demais informações dela com minúcia
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BANCO DE DADOS CADASTRAIS – POLÍCIA NY
Nome: Isabella Uley
Data de nascimento: 11/09/1987
Nacionalidade: Norte Americana
Estado civil: Solteira
Escolaridade: Ensino Secundário Completo
Ocupação: Vendedora
Empregador: IU Artigos Musicais
Tipo sanguíneo: AB fator negativo
Nº da carteira de motorista: CONFIDENCIAL
Endereço: CONFIDENCIAL
Telefones: CONFIDENCIAL
Nome do pai: CONFIDENCIAL
Nome da mãe: CONFIDENCIAL
Nome dos irmãos (as): CONFIDENCIAL
Antecedentes criminais: NÃO ESPECIFICADO
Demais observações: Cadastrada no programa de proteção a testemunhas e vítimas do Marshals Service dos EUA. Autos do processo em poder da Corte do estado de Washington — USA.
Tutor designado pelo Estado >>— Sam Uley.
Endereço comercial >>— 348 W 40th St, New York, NY, USA
Telefone comercial >>> +1 221-608-6580
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As informações descritas no campo “Demais observações” eram perturbadoras... Assustadoramente as peças do quebra-cabeça que era a vida e o passado da morena começavam a se encaixar. Duas possibilidades eram possíveis. Primeira, Isabella tinha presenciado um crime brutal e por isso foi inserida no Programa de Proteção a Testemunhas e Vítimas*. Segunda, Isabella teve alguma participação em um crime e decidiu cooperar com as investigações. Edward rejeitou a segunda hipótese. Ela não parecia ter fibra para realizar algo desse tipo.
Mas, em tese, estar sob a tutela do programa de proteção em simples palavras queria dizer que a pessoa que cometeu o delito presenciado por ela, ainda estava solto e oferecia um risco real a sua vida. Por isso a morena aceitou ajuda do Estado e consentiu em mudar de cidade, de nome, de vida... por isso ela agora carregava consigo o sobrenome de Sam, seu tutor. Por isso ela tinha tanto medo de se expor e possivelmente nesse momento se encontrava trancafiada em sua casa, como se as paredes pudessem escondê-la para todo sempre e de todo mal. Por isso ela estava tão relutante em deixá-lo participar de sua vida. Simplesmente porque alguém poderia e muito provavelmente queria matá-la! A imagem de Isabella lívida, gelada e morta em seus braços surgiu muito claramente em sua mente, atormentando seus pensamentos...
A derradeira conclusão foi demais para Edward.
Um arrepio frio desceu por sua espinha, congelando toda e qualquer gota de sangue de seu corpo, que agora estava tão lívido quando a imagem da moça morta que insistia em atormentá-lo. Uma gota fria de suor escorreu na testa dele. Isabella morta...? Não! Não! Não! Não importava o crime que ela tinha testemunhado. Não importava nem ao menos se ela tinha participado ativamente do crime. Nada mais importava. Nada... A vontade de encontrá-la e protegê-la de tudo e todos foi ao máximo e explodiu dentro do peito dele. Sem perder mais tempo, Edward anotou os contatos de Sam no pedacinho de papel já rabiscado com o login e senha de Jasper. Dobrou o papel o colocando no bolso de trás da calça, enquanto já em pé esperava o computador desligar.
– A julgar pela sua postura, aposto que acabam de anunciar o início da Terceira Guerra Mundial. – disse a voz atrás dele.
...
*O Serviço Federal de Proteção à Testemunha é destinado a testemunhas cruciais, cujo esperado testemunho as coloca em perigo imediato. Desde seu começo, em 1970, mais de 7500 testemunhas e mais de 9500 familiares de testemunhas entraram no programa sendo protegidos e realocados pelo Marshals Service dos EUA e ganhando novas identidades. Dessa forma cabe ao Estado, por meio do Programa de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas garantir a integridade física e mental decorrentes de um pacto de responsabilidade em que o cidadão deve dizer a verdade e que o Estado lhe conceda toda a segurança necessária para isso. Em alguns dos casos as testemunhas são ex-criminosos que cooperam em alguma investigação. (Fonte – UOL)
Notas finais
Olá meninas!!! Tudo bem?!
AHHHHHHHHH SOCORRO, JUH!!! PAROU BEM NESSA PARTE??? AHHHHH NÃO PODE heheh!
Pois bem, apesar de não ter encontrado no sistema o endereço da Isabella, acredito que o fato dela ser protegida pelo governo justificou muitas das atitudes dela até aqui! Ainda bem que o Edward é persistente e está verdadeiramente apaixonado! Se ele chegou até aqui, se arriscando tremendamente para conseguir informações sobre ela, chegará no coração da morena também, certeza ahaha (isso se já não está lá, definitivamente!). E nesse capítulo Jasper foi um amigo e tanto, confiando e se arriscando pelo Edward, certo?! Também adorei o clima do almoço em família e já fico aqui só maginando quando chegará o momento em que Edward levará Isabella para conhecer a todos, especialmente a Carmen ;)
Agora bora comentar e recomendar a fic, que nossa autora muito merece, certo?!
Beijosss e até mais!
Dani ;)
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Notas da autora:
Olá meninas! Como estão?
Primeiro quero deixar aqui meus sinceros sentimentos aos parentes das vitimas do incêndio em Santa Maria. Peço que Deus conforte o coração de todos eles e dê força para seguir em frente...
Agora, errr... e então, o que acharam do capítulo? Espero que tenham gostado. Adorei escreve-lo! Deu pra ter uma ideia do que é o segredo da Isabella? Era mais ou menos isso que vocês estavam pensando? Me digam nos reviews! Estou curiosa aqui. Rs
Quero de coração agradecer à todas vocês que recomendaram, deixaram reviews, me enviaram MP perguntando de Isabella e especialmente a Dani, minha beta. Adoro essa participação de vocês! É muito importante para as autoras... pois, dizendo por mim, tenho um carinho muito especial por NSAPM e escrevo com esse mesmo sentimento. Quero que sintam isso quando ler cada capítulo! E é tudo pra vocês! Awwwwwwwwwwnnn a autora aqui está emotiva... sorry. Rs
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice.
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