Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
46 Operação: Reconstruindo Amizade.
Notas iniciais
No dia seguinte, os alunos do terceiro ano ficaram com dois tempos livres, pois Gyna avisou a Lothos que não chegaria a tempo e, se chegasse, seria atrasada.
A turma ficou no pátio, Dio resolveu treinar Lupus nesse período. Ele foi até o rapaz, que estava conversando com Rey, resolveu esperar a menina sair. Para a sua sorte, logo depois ela saiu.
–Já volto e não saia daí, queridinho. – disse Rey se levantando.
Lupus ficou em silêncio, estava sentado no chão e encostou a cabeça na parede.
–Iremos treinar agora. — Dio parou a frente do rapaz.
–Como? – Lupus o olhou.
–Levante-se.
–Não irei a lugar nenhum, não quero treinar.
–Mas vai.
–Você não manda em mim.
–Não, não mando. – Dio se agachou – Mas a Rey não ficaria nada feliz se soubesse que você e a garota do baile estavam juntos, sozinhos, no campo.
O asmodiano deu um leve sorriso e se levantou. Lupus o encarou com um ódio em seu olhar.
–Não aconteceu nada no campo.
–Não importa. – Dio se virou – Estou esperando por você, se demorar... É melhor que não demore.
Ele começou a andar, Lupus se levantou.
–O que eu falo pra Rey?!
–Minta. – disse Dio, já distante do pistoleiro – Você sempre mentiu ao dizer que a ama, não irá ser tão difícil.
Rey se aproximou e viu o namorado quase soltando fogo pelos olhos.
–Está tudo bem?
–Desde quando se importa? – Lupus nem sequer olhou para ela.
–Não precisa ser tão arrogante! Eu só te fiz uma pergunta.
–Eu só estou te tratando da mesma forma que você trata aos outros.
–E quando você começou a ligar para os outros? Aliás, por que está agindo assim?
–Eu preciso sair. – Lupus começou a andar, mas foi parado por Rey.
–Ah! Não vai mesmo! Até me dizer o que aconteceu nesse pequeno momento que eu o deixei sozinho!
–... – Lupus pensou em algo – Eu vi o Lass.
–Ah! Então está explicado esse seu mau humor. Mas eu posso fazer com que você volte a ficar mais feliz. – Rey sorriu maliciosamente, envolveu seus braços no pescoço do menino e quando foi beijá-lo, Lupus recuou.
–Acho que preciso espairecer um pouco a mente.
–O que?! Eu te faço esquecer os problemas, queridinho. – Rey tentou novamente beijá-lo.
–Não... – Lupus a afastou – Eu... Eu preciso ficar sozinho.
–Tudo isso por causa do seu irmãozinho?! – Rey se estressou.
–Você sabe muito bem os motivos, então me deixe em paz, eu preciso de um tempo sozinho!
Lupus saiu andando, Rey não tentou impedi-lo, mas ficou encarando-o.
–É bom você começar a me tratar bem, Lupus... Ou seu irmãozinho sofrerá com isso... – a menina falou baixo, deixando as palavras soltas no ar.
Dio estava de costas, mas percebeu que alguém estava se aproximando.
–Pensei que não viria.
–É bom hoje ser o dia em que eu mire a arma em você, porque só isso irá me alegrar!
–E desde quando você é alegre?
–E desde quando eu lhe devo alguma satisfação das minhas emoções!?
–Você é tão cínico, tolo e patético, que chega a ser cômico. – Dio rui.
–Esqueceu-se de dizer que também sou frio, mas lhe darei mais uma chance antes de te matar.
–Sem mais conversas... Sua voz me irrita. – falou Dio num tom de desdém — Vou alegrar seu dia. Hoje a sua mira sou eu. Acerte-me se for capaz.
–Isso é um desafio?
–Pense o que quiser.
–Dio... Dio... Você não sabe com quem está brincando.
–Sei sim, e é por isso que será tão divertido. – o asmodiano deu um sorriso provocativo. – Saque sua arma e vê se não erra. Não serei piedoso ao te atacar.
–Será uma luta?
–Podemos dizer que sim. Só tem uma coisa que precisa saber. Controle-se. Não use todo o poder que tem, isso o fará ter ódio e ele o dominará. Você, acima de tudo, irá querer, realmente, me matar. Irá seguir seu instinto natural.
–Agora eu gostei. Uma luta ao meu nível. E pode deixar... Meu instinto não me dominará. – Lupus sacou a arma e apontou para Dio. – Corre.
Dio permaneceu intacto, apenas encarava o rapaz.
–Ok então... Depois não diz que não avisei.
Lupus deu um giro e começou a atirar, mas foi surpreendido por Dio, que começou a voar, abrindo suas asas e atacando o rapaz com um poderoso rasante, o jogando para trás. Lupus se manteve em pé, se equilibrou para não cair. Fitou Dio, não esperava por aquilo.
–Fenda Profunda. – disse Dio, parado no meio do campo.
O asmodiano começou a criar esferas de energia negra, várias em sua volta, num tom roxo e reluzente. Lupus tentou se aproximar, mas as esferas começaram a explodir, o lançando para longe.
–Aaah! – gritou Lupus, se levantando.
–Já caído? Pensei que duraria mais tempo e, até agora, não vi bala nenhuma me acertar. – provocou Dio.
Lupus correu numa velocidade tremenda, escorregou no gramado e atirou, mas não atingiu Dio, que voou mais uma vez. Pousou na arquibancada e começou a rir.
–Você é mesmo patético! Acha que irá me surpreender com essa habilidade?! Mostre algo a mais!
–Isso é sério? – rebateu Lupus, com um sorriso nos lábios – Como você pediu, não poderei recusar seu conselho. Usarei algo a mais...
Dio desceu lentamente, Lupus continuou parado, parecia esperar sua presa se aproximar mais para dar o golpe. Os dois se encaravam.
–“Ele quer que eu o ataque, assim ele esperará minha guarda baixa e me surpreenderá com um golpe... Como um lobo, ele está se sentindo ameaçado e me atacará com toda a força. Ele está se concentrando ao máximo, não importa a velocidade que eu corra, ele seguirá meu encalço e agirá com rapidez... Isso é incrível, mas vamos ver se é realmente isso que irá acontecer...” – pensou Dio ao parar de andar.
Gyna havia chegado à escola e foi falar com Lothos, avisando que usaria o último tempo restante para dar aula.
–Dio está treinando Lupus. Então eu irei avisar que você já chegou.
–Não precisa, Lothos. Eu mesmo farei isso. Espero que os dois não estejam se matando. – Gyna soltou uma pequena risada.
–Eles estarão tentando matar um ao outro.
–Isso é inevitável quando os dois estão juntos.
–É... Bem, vá logo chama-los.
–Ok, tchau. – disse Gyna se despedindo e saindo da sala.
–Boa aula.
A professora se dirigiu ao campo onde os dois se encontravam. Como estavam parados, ao ponto de vista da professora, ela resolveu ir até eles. Mal sabia que estava entrando num campo minado e que as bombas poderiam explodir a qualquer momento. Nesse caso, num campo de batalha, onde os dois poderiam usar poder a qualquer instante. Ambos não perceberam a presença dela. Lupus estava de costas e Dio observando o que o menino faria.
Gyna se aproximou mais, e, nesse exato momento, Lupus correu até Dio. O asmodiano desviou seu olhar e viu a professora, ficou distraído e quando Lupus o atacou, não conseguiu impedir. O pistoleiro começou a atirar, parecia que as balas não acabavam, Dio, com um reflexo rápido, fez com que todas levitassem antes de atingi-lo, jogando-as para outra direção. Lupus parou de atirar e se aproximou mais de Dio, o mesmo voou novamente e aterrissou ao lado da professora, que ficou assustada com aquilo tudo e, por isso, ficou imóvel.
Lupus se virou, ficou com raiva por não ter feito o que havia planejado, o ódio estava o dominando. O asmodiano percebeu.
–Controle-se, Lupus!
–O que foi? – ele sorriu debochado — Você está fedendo a medo!
–Droga!
–O que foi? – Gyna o olhou, apavorada.
–Ele irá seguir o instinto selvagem, irá atacar a sangue frio...
–Mas eu sou sua professora, ele...
–Ele não irá se importar nem se você fosse a mãe dele.
Lupus correu até eles e gritou:
–Disparo Final!
Dio pôs-se a frente de Gyna, que arregalou os olhos temendo o pior, esperou pelos golpes que Lupus faria, mas foi surpreendida ao ouvir:
–Esfera das Trevas!
Um grande globo a envolveu, ela pôde sentir o pelo de seu braço arrepiar, uma grande bola de energia roxa a cobria e impedia que as explosões causadas pelas balas de Lupus atingissem tanto a ela quanto ao Dio.
–Só há um jeito de para-lo. – murmurou Dio.
–Você não está pensando em mata-lo, né? – Gyna o olhou desaprovando a possível ideia.
O asmodiano apenas riu.
–Infelizmente não farei isso.
–Então...?
Dio desfez a esfera e, num movimento rápido, atacou Lupus.
–Giro Audaz! – gritou o asmodiano, lançando sua Deathstar em um ataque crescente em Lupus, o arremessando para perto da arquibancada.
Lupus chocou-se com o primeiro degrau, sua coluna começou a latejar de dor. O menino parecia ter voltado ao normal, estava exausto, não deveria ter deixado o ódio dominar-lhe. Olhava para Gyna e Dio, mas sua visão estava embaçada, deu um longo suspiro de cansaço. Os dois foram para perto do rapaz.
–Ele ficará bem? – indagou a professora.
–Sim, o levarei para a enfermaria. E você... – Dio a olhou, preocupado – Se machucou?
–Não... Você me salvou. – Gyna o abraçou, ela nem acreditava que estava agindo daquele jeito, logo depois se afastou com um sorriso tomando seus lábios.
–Não deixaria que nada acontecesse com você... – Dio falou como um sussurro, mas a professora ouviu.
–Bem. – disse Gyna quebrando o clima – Eu já vou, acho que nem darei mais aula.
–Desculpa, eu não queria...
–Tudo bem, eu deveria saber que o treino de vocês parece mais uma luta de verdade.
–Pois é...
–Já vou. Cuida dele.
–Pode deixar. Só não... Não avisa nada a Rey e, se puder, fala pra Lothos o que aconteceu.
–Pode deixar. – disse Gyna saindo do campo.
–Não foi dessa vez que te matei, né? – perguntou Lupus com uma voz fraca.
–É... Dessa vez não...
Dio levou o menino até a enfermaria, Gyna avisou a diretora e foi para a sala, onde todos os outros alunos estavam. Rey parecia inquieta e a professora percebeu, mas não disse nada. Enquanto isso, no segundo ano, a aula estava seguindo tranquilamente, faltavam poucos minutos para o sinal bater.
Apesar da briga entre as meninas, Elesis, Lire e Arme, tentavam viver normalmente. Elas não se cruzavam, não se olhavam, era como se elas nunca tivessem sido amigas. A aula passou rápido, porém, para Arme, nem tanto. A baixinha estava se sentido horrível, deprimida, acabada. Ela brigou com suas amigas por causa de uma mania, jogou na cara delas alguns fatos que não eram necessários e brigou também com Lass que jogou na cara dela o motivo da discussão entre as três: ela.
A roxinha passou a aula toda pensando sobre isso. A professora chegou a perceber e chamou sua atenção. A situação dela só piorava. Lire percebeu a distração de Arme também, queria fazer algo, mas não fez nada.
O sinal do intervalo tocou. Lire passou o tempo todo ao lado de Ryan e mostrou-se preocupada com o campeonato.
–Você pretende realmente continuar com a ideia do campeonato, Ryan?
–Sim... Por que não?
–O treinamento... Não acha que está muito pesado??
–Sim, mas o campeonato em si será muito pior... — Disse o alaranjado com um leve sorriso no rosto.
–Você não tá ajudando!
–O que você quer que eu fale?
–Ah, sei lá! Só sei que você sai todo arrebentado do treino. E se o campeonato realmente for tão pior quanto você tá dizendo...
Ryan parou na frente de Lire deu um sorriso e um abraço confortante na namorada.
–Não se preocupe... Eu vou ficar bem. — Disse o alaranjado num sussurro.
Lire realmente ficou mais confortada, mais calma e menos preocupada.
Enquanto isso certa baixinha estava sentada no chão encostada a parede pensando na vida e deixando escorrer algumas lágrimas finas sem perceber. Ela sente uma sombra e quando levanta a cabeça encontra o que causou a sombra sobre ela. Uma pessoa.
–L-Lass??? — Arme limpou as lágrimas rapidamente enquanto ele senta-se ao seu lado.
O albino não disse nada, apenas encostou-se a parede e observou o teto.
–De-desculpe... — Disse a baixinha num sussurro enquanto se encolhia.
Novamente Lass não disse nada. Estava sério como sempre e ainda observava o teto.
–Se não quiser falar comigo, não tem problema, mas mesmo assim peço desculpas... por... — Arme respirou fundo antes de completar a frase. — Por ser tão intrometida... — A baixinha dessa vez encolheu-se ainda mais começando a chorar.
–Por que está pedindo desculpas? — O albino agora olhava para Arme, e ela para ele.
–P-porque v-você estava com a razão...
–Pode ser... — Lass voltou a olhar para o teto. — Mas quem devia pedir sou eu. Apesar de eu ter dito a verdade... — Ele a observou pelo canto do olho e percebeu que ela o fitava com raiva. — Hã... Bem... Eu fui muito rude... Grosseiro...
Arme não disse nada. Esperou ele terminar.
–Você deveria estar chateada comigo... Você me desculpa por ter sido tão rude?
A roxinha não disse nada. Quando ele a olhou ela o abraçou forte num susto, para ele. Ela não pretendia soltá-lo, mas soltou. Ao afastar, Lass limpou as lágrimas dela e selou aquele pedido de desculpa, de ambos, com um beijo.
Ronan se aproximou deles e forçou a tosse.
–Posso atrapalhar um pouquinho? – perguntou o azulado um pouco sem graça.
Lass terminou o beijo e encarou friamente o amigo.
–Você ainda pergunta se pode atrapalhar? Não percebeu que ao chegar já atrapalhou?!
–Desculpa Lass, é que eu precisava falar com você.
–Não pode ser outra hora, Ronan?
–Não Arme, precisa ser agora, antes de o intervalo acabar.
–Então ele irá antes do inter... – o azulado interrompeu a baixinha,
–Eu preciso dele agora. – Ronan o puxou já impaciente – Até logo.
Nem deu tempo da roxinha questionar algo.
–O que você pensa que está fazendo?! Eu estava me acertando com a Arme!
–Eu sei! Mas eu preciso de você e do Ryan.
–É bom você dar um ótimo motivo, senão eu te matarei! – Lass parou de andar e encarou Ronan.
–Tá bom, tá bom... Eu quero juntar as meninas ainda nesse intervalo, porque depois não temos tempo e eu não quero ver mais a Elesis sozinha pelos cantos ou... ou junto do Jin.
–Mas ele é o irmão dela.
–Eu me refiro aos amigos que ficam com ele. – Ronan cruzou os braços.
–Tá com ciúmes da ruiva?
–Eu?! É... aff... claro que... Ah! – Ronan virou o rosto, estava começando a corar e não queria que Lass percebesse.
–Fica nervosinho não.
–Você tá parecendo o Ryan, então pode parando e voltando ao Lass sério de sempre.
–Falando no Ryan, ele está bem ali com a Lire.
Os dois foram até o amigo.
–Eu não vou interromper.
–Ah! Pode deixar comigo. – disse Ronan com um sorriso travesso no rosto.
Lass apenas acompanhou o azulado.
–Ryan! – gritou Ronan todo animado, mas logo ficou sério – Preciso falar com você.
–Ronan, nós estamos...
–Lire, é assunto entre meninos, terei que intervir o que estão fazendo, pois o assunto é importante!
–Pra que isso tudo? – indagou a loira. – Pretende ser advogado?
–É legal falar culto, é menos constrangedor atrapalhar o namoro de vocês assim. – depois do que o azulado falou, todos riram.
–Eu deixo, mas só se você me der mais um beijo. – disse Lire bem corada.
Ronan e Lass ficaram olhando para os lados, ficaram sem graça de estarem ali. Ryan deu um beijo carinhoso na loira.
–Eu vou te matar, Ronan. – sussurrou o albino.
–Por quê?!
–Você me atrapalhou, atrapalhou o Ryan e ainda está deixando a menina com vergonha. Você é um cara de pau mesmo! – Lass continuou sussurrando.
–Tá, mas eu só estou fazendo isso por uma boa causa.
Lire se levantou e deu um beijo na bochecha de Ryan antes de ir, depois disso ela iria embora, se não fosse um pedido do Ronan, que viu Amy o procurando.
–Lire, Lire! – chamou o azulado.
–O que foi?
–Tem como você ficar conversando com a Amy?
–Hã?
–É... Eu sei que você estava indo para outro lugar...
–Não, tudo bem. Não tenho mais as minhas ami... as menina pra passar o intervalo. – disse Lire num tom triste.
–Então você pode conversar com a Amy?
–Claro, ela é bem animada.
–Obrigado.
–Mas depois eu quero saber o que vocês estão aprontando.
–Logo, logo você saberá. – disse Ronan sorrindo.
A menina estranhou o que o azulado falou, mas mesmo assim não disse nada e foi até a rosada.
–E então Ronan, qual é o assunto tão importante? – perguntou Ryan.
–Eu quero juntar as meninas, fazer com que elas voltem a ser amigas.
–Hum... Se fosse uma de suas palhaçadas, eu te mataria.
–Eita! Todos querem me matar!
Lass soltou um pequeno riso e Ryan caiu na gargalhada.
–Enfim, não sei o que falei de engraçado, mas então eu preciso da ajuda de vocês.
–Isso nós percebemos. – disse Lass com seu tom sério e indiferente.
–Acho que voltaremos com o 007 e 005!
–Hã? – Ronan não entendeu.
–Ah não... – o albino falou desanimado.
–Hã?
–Ronan, quando você estava todo irritante, eu e o Lass nos transformamos em agentes para acabar com você, legal né?
–Não.
–Enfim, eu era o 007 e o Lass o 005, como não iremos fazer mais nada contra você...Agora você será um agente também.
–Serei o 001. – o azulado adorou a ideia.
–Ronan, pensei que você não aceitaria isso, que tivesse um pouco de senso, mas parece que entra na brincadeira assim como o Ryan.
–Ah! Qual foi Lass? Será bem legal e sua baixinha ficará feliz. Ou prefere vê-la triste por aí?
–Tá, tá, vocês me convenceram. E por onde começamos?
–É... – Ronan coçou a cabeça – Eu pensei numa coisa, mas não sei se irão topar.
–O que você pensou? – indagaram Lass e Ryan.
–Trancá-las na nossa sala.
–Você está doido?? Elas irão se matar lá dentro! – disse Lass um tanto indignado com o que o azulado falou.
–Espera! Eu não terminei de falar.
–Então continua com essa sua ideia louca.
Ronan contou, Ryan e Lass se olharam e assentiram, aceitando a ideia do azulado.
–Espero que dê certo.
–Dará. – disse Ronan, confiante.
Os três meninos se separam e foram por o plano em ação. Lass foi até Arme, Ryan até Lire e Ronan até Elesis.
–Arme. – chamou o albino.
–Ué? Você não estava com o Ronan?
–Sim, mas já conversamos. Como sempre, ele veio com as suas brincadeiras idiotas.
–Ele só é um menino bem divertido.
–Você prefere meninos assim? Divertido?
–Eu gosto de pessoas assim... Mas prefiro você, seu bobinho, mesmo com seu jeito sério, é o único que me faz sorrir só de estar ao meu lado. – a baixinha o abraçou.
–É... – Lass sorriu um pouco corado com o que Arme falou – Vai na sala comigo? Esqueci de pegar o dinheiro e estou com fome.
–Eu tenho bolinho de chocolate, quer?
–Não... obrigado. Eu quero tomar algo.
–Mas você estava com fome. Está me escondendo alguma coisa, Lass Isolet?! – Arme pôs as mãos na cintura.
–N-não! – o albino suspirou – Eu vou ter que contar.
–Contar o que?!
–Eu ia comprar mais doces pra você... Eu queria fazer uma surpresa, mas acabei me enrolando todo.
–Own! Tudo bem, eu vou com você mesmo já sabendo. – a baixinha segurou na mão dele e os dois foram para a sala, antes de chegar, Lass parou. – O que foi?
–Tem como você pegar pra mim? Eu vou beber água, agora me deu sede.
–Onde tá o dinheiro?
–Na parte da frente da mochila.
–Tá. – Arme entrou na sala e o albino saiu dali.
Logo em seguida, Lire chegou com Ryan perto da sala.
–Ryan, a Lothos não gosta que fiquemos andando pelo corredor das salas durante o intervalo.
–Mas eu só quero te mostrar uma coisa, eu guardei por um bom tempo e... Bem, eu fiz pra você. Espero que goste. Mas eu quero que você veja sozinha.
–E o que é?
–Um poema.
Os olhos da loira brilharam de alegria e surpresa ao ouvir aquilo.
–Você fez um poema pra mim?
–Sim, mas quero que leia sozinha. Irei te esperar aqui, tá?
–Tá bom, e onde está?
–Deixei perto dos seus materiais.
Lire entrou na sala e encontrou Arme.
–Eu não sabia que... – disse a loira.
–Ah! Você... – a baixinha a olhou e seus olhos lacrimejaram. – Tudo bem, eu já vou sair.
–Arme... – Lire ameaçou dizer mais alguma coisa, mas deixou pra lá e foi até seus materiais.
Por ironia, seus materiais estavam ao lado da cadeira onde Lass sentava e ela teve que ficar perto da Arme.
–Aff, Lass falou que estava na parte da frente. – a baixinha sussurrou para si mesma, mas Lire ouviu.
–Oi?
–Ah, nada, eu estou falando sozinha.
–Hum... – Lire começou a procurar pelo tal poema, mas não estava encontrando.
No lado de fora, Elesis corria feito uma louca atrás de Ronan.
–Seu idiota azul! Se meu caderno estiver manchado, eu te mato!
–Eu já disse que foi sem querer! Eu não queria manchar, mas a tinta da minha caneta estourou.
–Não interessa!
Ronan parou no corredor e olhou para a ruiva, que também parou.
–Eu vou lá ver, se você tiver mesmo manchado meu caderno... Ah Ronan! Eu não sei o que vou fazer!
–Bem... Eu já virei imortal mesmo de tanto as pessoas me ameaçarem de morte, então...
–Como você ainda brinca estando numa situação dessas em que eu posso te bater?!
–Já estou acostumado com a tensão que passo sempre que estou com você. – o azulado riu — Não vai ver seu caderno?
Elesis não respondeu, foi para a sala e entrou empurrando a porta com força. Ao entrar deparou-se com Arme e Lire. Ronan correu até a sala e trancou a porta por fora, logo depois Ryan e Lass se aproximaram. Os três foram para trás da escola, onde da janela da sala dava para ver o jardim que ficava ali. Acharam o lugar perfeito para observar o que acontecia entre as três.
–Como você conseguiu as chaves? – indagou o albino.
–Quando eu fui chamar a ruivinha, vi os professores saindo da sala e fui lá, vi a chave bem em cima da mesa.
–E como você sabia que era da nossa turma?
–Estavam todas numeras, achei óbvio a número dois ser da nossa turma.
–Ah. Então agora é só esperar, né? – perguntou Ryan.
–Sim, e depois faremos o que combinamos. – afirmou Ronan.
–Só uma coisa, como você chamou a atenção da Elesis? – Ryan ficou curioso.
–Falei que manchei, sem querer, o caderno dela. Mas ela nem ligou pro “sem querer”, começou a correr atrás de mim.
–Hum...
As meninas se olharam, nem perceberam que a porta havia sido trancada, pois com a força que a ruiva usou, a porta abriu e depois fechou.
–Ér... Bem, eu já vou. – disse Lire desistindo de procurar.
–Eu também. — Arme fechou a mochila do namorado.
Elesis permaneceu calada, foi até sua cadeira olhar seu caderno, ignorando a existência das duas meninas.
Arme sentiu um aperto no coração, uma vontade imensa de falar com as meninas, pedir desculpas, assim como fez com Lass, admitir que estivera errada ao discutir com elas.
Ronan percebeu como a baixinha estava e falou:
–Lass, pode mandar.
–Como você sabia que era a Arme a primeira a querer pedir desculpas?
–Porque foi ela quem começou tudo. Esse é o certo, quem começou dar um fim a isso. E ela é a mais sensível, logo não aguentaria, iria querer falar algo.
–Se você está dizendo. – Lass mandou uma mensagem para Arme.
A baixinha sentiu seu celular vibrar e foi olhar discretamente. Viu a mensagem do Lass.
“Arme, eu te amo muito, desculpa se em algum momento te magoei, sei que conversamos hoje, mas precisava te dizer isso. Pedir desculpas, pois no momento em que você mais precisou de mim eu acabei falando o que não deveria. Estou dando o primeiro passo... Me desculpando... Será que você consegue também?”
Arme deixou as lágrimas rolarem em seu rosto, não havia entendido a última frase, mas depois que olhou para as meninas, compreendeu o que o namorado queria. Ela deveria fazer algo, aproveitar a oportunidade e se desculpar. Estava pensando no que falar, mas foi interrompida por um grito da ruiva.
–AAAH! Aquele idiota azul me paga! – seu caderno não estava manchado, mas mesmo assim Elesis sentiu raiva, porque Ronan mentiu para ela.
Lire e Arme olharam para a ruiva assustadas. Ryan e Lass olharam para Ronan.
–Cara, você tá frito. – o alaranjado se segurou para não rir.
–É... eu sei.
A ruiva foi abrir a porta para ir embora, quando foi parada pela baixinha.
–Espera!
Lire, que estava saindo, também parou.
–Eu... eu... – Arme olhou para cima, respirou fundo e continuou – Meninas, eu fui a pior melhor amiga que alguém poderia ter e... Eu quero...
A baixinha começou a chorar, sentou-se na cadeira, abaixou a cabeça, apoiando a testa no braço.
Lire não aguentou ver a menina naquele estado e foi até ela, se agachou a sua frente.
–Arme... Não precisa ficar assim.
–Mas é verdade, eu fui uma idiota falando aquilo tudo! Tenho que aprender a me controlar. Mereci ouvir tudo o que me disseram e até mesmo ficar longe de vocês!
–Olha pra mim e para de chorar. – a loira se levantou, a baixinha secou as lágrimas e olhou para ela.
Elesis ficou parada, nunca havia passado pela aquela situação, não sabia o que fazer, queria ser carinhosa como a Lire e falar com a Arme, mas preferiu ficar ali perto da porta, esperando um momento para se pronunciar.
–Lire, me perdoa? – a baixinha se levantou.
–Arme, eu...
–Não, tudo bem eu... eu sei que você ainda tá com muita raiva de mim. Eu tenho que aprender que o que une uma amizade não são todos os segredos revelados, mostrando confiança. Não é nada disso. A nossa amizade foi construída, porque sempre contamos uma com a outra nos momentos que precisamos, nos momentos que queríamos realmente desabafar, sem pressão. Quando a Elesis ligou pra mim pedindo ajuda para aprender a se comportar melhor, foi maravilhoso, porque eu senti que não era inútil ou algo assim, que, mesmo sendo uma coisa tão simples, eu estava ajudando e muito uma amiga. Ela nem precisou contar o que pretendia com aquilo. E o passeio no Shopping foi um dos melhores dias que eu tive com vocês, eu sou uma idiota mesmo em me intrometer nas suas vidas. Eu sinto muito.
A ruiva se aproximou mais das meninas.
–No momento que eu mais precisei de alguém, vi só a solidão ao meu lado, porque havia brigado com as minhas únicas e verdadeiras amigas. – Arme soltou um suspiro pesado.
Do lado de fora, os meninos esperavam alguma reação de Lire e Elesis, depois do desabafo da baixinha.
As três permaneceram em silêncio. Ronan olhou para Ryan, o mesmo já havia entendido o recado do que fazer. Lire ouviu uma música e viu que era uma mensagem no seu celular, do Ryan.
“Acho que você não achou o poema, né? Estava demorando a sair da sala, mas não se preocupe, eu estou com meus amigos, então depois nos falamos, mas antes de terminar essa mensagem, eu queria te lembrar de uma frase, não dita por mim, mas sim pela Arme, sei que estão brigadas, mas eu me lembrei dela e queria que se lembrasse também ‘Quando percebemos que uma pessoa é legal sem ela precisar falar nada, apenas com o seu jeito, não precisamos medir esforços para termos amigos leais ao nosso lado...’, logo depois a Arme e o Lass discutiram, foi bem engraçado. É isso, espero que entenda o que eu quis que isso representasse ao te relembrar essa frase. Bjos, Ryan.”
–Arme, — Lire guardou o celular – você errou ao ser intrometida, errou ao dizer tudo aquilo pra mim e pra Elesis, mas lembra no primeiro dia de aula? Quando a Elesis foi pra sala da Lothos e, tipo, você foi a primeira a se manifestar, querendo muito ajuda-la aí o Lass questionou, porque ela nem era a nossa amiga e então você respondeu: “Quando percebemos que uma pessoa é legal sem ela precisar falar nada, apenas com o seu jeito, não precisamos medir esforços para termos amigos leais ao nosso lado...”. Recobra-se desse momento? Arme, só de lembrar isso, me fez perceber que, além dessa sua mania de se intrometer, você também tem uma mania de fazer de tudo pra ajudar um amigo e nem se importa com o que falam. Isso mostra o quão importante é a amizade pra você.
Elesis sentiu uma lágrima fina descer até atingir sua boca, nunca imaginou que alguém faria algo por ela, nunca pensou que ouviria isso. Os meninos resolveram sair dali, o sinal iria tocar e eles precisavam estar dentro da escola, antes que a Lothos descobrisse algo.
–Bom trabalho 001 e 005. – disse Ryan se levantando.
–Bom trabalho 007. – Ronan também se levantou.
Lass seguiu os amigos, mas não disse nada. Na sala...
–Você... Você me considerou sua amiga logo que me viu? Mesmo eu sendo tão estressada e grossa? – finalmente a ruiva se manifestou.
–Si-sim... Nunca procurei amizades que me fizessem ser popular, eu procurei por amizades verdadeiras, e assim que vi a Lire, um pouco perdida por estar numa escola nova, fui falar com ela e eu gostei muito. Aconteceu a mesma coisa com você... Sendo que você não estava perdida, mas ainda não estava adepta a nossa escola e eu fui falar com você, adorei o seu humor meio doido. E assim vocês se tornaram minhas melhores amigas, que eu nunca quis perder, e ao estar perto disso, me vi sozinha... E é horrível essa sensação. Eu peço que me perdoem, sei que será difícil, mas...
–Arme, eu te perdoo, porque também estava me sentindo sozinha, sei que é uma sensação horrível, brigar com as minhas melhores amigas foi a pior coisa. – Lire a abraçou e a baixinha retribuiu.
Elesis não ficou de fora, assim que viram a ruiva ali parada, as duas a puxaram para um abraço em trio. Ela nem hesitou, mesmo não gostando de abraço, aceitou com muito carinho.
–Nossa! Tudo que aconteceu agora foi tão estranho, parecia que tudo estava combinado.
–É... Você tem razão, Lire. Lass me pediu pra buscar uma coisa pra ele e logo depois você entrou na sala.
–O Ryan também falou que havia deixado uma coisa pra mim aqui na sala.
–É... E o azul idiota também me fez vir até aqui, dizendo que tinha manchado meu caderno.
–Será que...Os meninos fizeram isso?! – perguntou Arme.
–As mensagens! – gritou Lire.
–Gente!! Temos os melhores namorados e amigos do mundo! – a roxinha ficou toda animada.
Elesis sorriu, por um momento, ao perceber que Ronan fizera isso tudo só para ajuda-la voltar a falar com suas amigas, para vê-la feliz.
–Tá sorrindo feito boba por que Elesis? – perguntou a baixinha.
–Nada. – a ruiva olhou para o lado um tanto envergonhada.
–Bem, eu já tenho o perdão da Lire. E você Elesis, me perdoa?
–Claro. Também senti um vazio, senti falta dos seus gritos histéricos, do seu jeito fofo e irritante. Assim como senti falta da calma e do jeito meigo da Lire. Senti falta das minhas melhores amigas. Posso parecer fria, mas fiquei muito triste depois de tudo.
–Uau! Nunca pensei que ouviria isso de você. – disse a loira, surpresa.
–Também nunca imaginei dizer isso, o que mostra o quão importante vocês são pra mim. Mas é bom não brigarmos novamente, não sei se serei assim.
–Own!! Mais um abraço!!! – Arme puxou as meninas e deram mais um abraço em trio.
O sinal do intervalo tocou e as meninas se separaram.
–Eu vou treinar, então... Nos falamos depois, ok? – disse Elesis saindo da sala.
–Tá bom. – responderam Lire e Arme.
–O que?! A porta está trancada! – a ruiva forçou abrir, mas não conseguia.
–Como assim?! – a baixinha foi até a porta e também tentou abrir – Tá trancado mesmo!
–Eu vou matar quem fez essa brincadeira!
–Acho que foram os meninos, sei lá. Se realmente foram eles que fizeram isso tudo para nos unir novamente, trancaram a porta para que não saíssemos até resolvermos tudinho. – concluiu Lire.
–Nossa, você é mesmo muito inteligente. Eu nem pensaria nessa hipótese. – disse Elesis.
Logo depois a porta foi aberta por Ronan, que estava com um enorme sorriso estampado no rosto, mas logo mudou para uma expressão de dor, ao receber um belo soco no estômago.
–Ai... – a voz do azulado saiu fraca.
–Ui! Essa doeu até em mim, cara. – disse Ryan batendo nas costas do azulado, que se curvou por causa da dor.
–Isso é pra você nunca mais mentir pra mim! – esbravejou Elesis.
Lass ainda estava no lado de fora da sala e Arme foi até ele.
–Obrigado pela mensagem. – ela deu um beijo na bochecha do albino, os dois coraram.
–Tudo isso foi parte do plano do Ronan. – disse Lass.
–Obrigado Ronan, por nos ajudar. – disse Lire, com seu tom meigo de sempre.
–De nada... – o azulado ainda se recuperava do soco.
–Bem... Não quero estragar o clima bem legal entre nós, mas eu e o Lass precisamos treinar.
–Eu e o azul idiota também vamos.
–Então nos falamos depois. Tchau gente, bom treino. – despediu-se Lire, entrando na sala juntamente com Arme.
Lass, Ryan foram para o ginásio, Elesis e Ronan permaneceram no corredor, perto da sala do primeiro ano.
–Gostou do que eu fiz?
–Ah! Claro! Você mentiu pra mim, adorei isso! – a ruiva falou ironicamente.
–Não me refiro à mentira.
–Bem, eu... – Elesis não queria admitir que o que o azulado tinha feito foi incrível – É... Foi legalzinho.
–Legalzinho??? Eu fiquei horas, hoje de manhã, pensando no que faria para juntar a amizade de vocês novamente, o que foi bem complicado, já que juntar caquinhos demora...
–Não fale da nossa amizade, como um coração partido.
–Mas era o que parecia, e, na verdade, eram três corações partidos.
–Meu coração não estava partido, pelo contrário, estava bem intacto, senão eu estaria morta agora, pois preciso dele inteiro para poder viver.
–Você é tão sem graça, tenta ser engraçada como eu, mas nem consegue.
–Não tentei fazer graça nenhuma!
–Tentou sim.
Elesis foi bater no Ronan, mas o mesmo a segurou, aproximou os braços dela até seu peito, seus corações aceleraram, ele conseguia ouvir e sentir a respiração ofegante da ruiva. Ela ficou paralisada, não conseguia reagir diante ao ato do menino. Nem ele conseguia reagir ao que estava fazendo.
Amy estava chegando perto da sala, pois o sinal havia tocado e quando se deparou com a cena do seu namorado com a Elesis, gritou.
–O que!?!
Ronan subitamente soltou a ruiva e olhou a rosada.
–Ronan Erudon, me explica isso agora!
–Tá ferrado, a coisa rosa falou seu nome e sobrenome... Bem feito, ninguém mandou me segurar. – a ruiva nem ligou para a tempestade que estava se formando ali no corredor e saiu andando.
O azulado ficou incrédulo depois do que ouviu da Elesis.
–Anda Ronan!
–Amy, não aconteceu nada.
–Ah não!? Então eu não vi você colado com aquela coisa estressada?
–Amy, por favor, sem escândalos.
–Você não quer que eu grite aqui no corredor?
–Não.
–Ok. — a rosada puxou o cabelo do azulado.
–Ai! Sua louca!
–Louca?! Você ainda não viu nada!
Amy saiu batendo o pé, e ela não foi em direção a sua sala, foi para o pátio, Ronan respirou fundo e saiu correndo atrás dela.
–Amy! Amy! Para com isso! – o azulado chegou perto dela e a segurou. – Me escuta!
–Não quero ouvir mais mentiras!
–Mas eu não irei mentir! Mas que droga!
–Eu acabei de ver vocês dois juntos, coladinhos! Acho que se eu não tivesse visto, você até poderia tê-la beijado.
–Claro que não! Não viaja. Ela tentou me bater e eu apenas a segurei, só isso!
–Quantas vezes em uma semana você precisa segurar essa garota?! Hein?!
–Eu tenho culpa se acontece e eu tento evitar levar uns socos?!
–Fica longe dela então!
–Não irei ficar longe de uma amiga.
–Ah! Ela é sua amiga então?
–Assim como Jin é seu amigo!
–Ela é tão sua amiga, que vive te batendo!
–É o jeito dela, como você fala, ela é uma coisa estressada! Mas e você e o Jin? Hein? Que amizade linda entre os dois, que mal se conhecem!
–E você conhece essa coisa?
–Bem, o tempo que estudamos juntos deu para perceber como ela é, com o Jin você nem falava direito, começou com essa “amizade” depois da nossa briga! Então se o Jin pode ser seu amigo de uma hora pra outra, eu posso muito bem ter a Elesis como amiga!
–É diferente!
–Ah é! É sim, claro! – Ronan usava um tom irônico – Pelo menos eu não fico falando e perguntando sobre a Elesis.
–E quando eu perguntei algo sobre o Jin?
–No dia em que eu pedi desculpas e falei sobre ter lutado contra o Jin e a Elesis, você começou a perguntar sobre ele.
–Eu só perguntei, porque... Ah! Porque ele é meu amigo, ora!
–Então pronto! E nem por isso eu fico com ciúmes e saio batendo pé por aí.
–Mas eu não fiquei junto dele, parecendo que éramos namorados!
–Amy! Eu... Eu te amo, você acha mesmo que eu e a Elesis... Claro que não! – Ronan pôs as mãos na cabeça.
–Ama mesmo?
Depois dessa pergunta, a rosada saiu correndo. E viu Jin sentado num dos bancos espalhados no pátio. Ela precisava conversar com alguém e foi até o menino. Ronan também precisava espairecer a cabeça e viu Elesis sentada no chão, não pensou duas vezes e foi até ela.
Notas finais
Qualquer erro é só avisar ^^
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