Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.

47 Chega de mistério, hora da revelação!


Notas iniciais
Gente!!! Voltamos a postar õ/. Sabemos que demoramos... Mas parecia que nossas ideias saíram por aí e esqueceram de voltar, mas ainda bem que voltaram *u* e está aí mais um capítulo!! Bem, como o nome diz, terão muitas revelações. Será bem emocionante, vai deixar com um gostinho de "quero mais", porque nem todas serão reveladas XD. Sem mais enrolação, boa leitura!!!

Ronan se aproximou de Elesis, a mesma nem percebeu, estava com os joelhos perto do rosto e com os braços em volta, segurava o pulso com a mão.

–Está toda encolhida assim por quê? – o azulado sentou ao lado da ruiva.

Ele ouviu a menina aspirar, como se tivesse chorando ou com o nariz entupido, a segunda opção era a menos provável, porque a ruiva não estava resfriada.

–Elesis, você está chorando? – Ronan passou a mão em sua testa, jogando a franja para trás.

A menina não levantou o rosto.

–Eu espero que não, porque eu não irei aguentar ver você chorar depois de voltar a falar com as meninas. Elesis, por favor, olha pra mim. – o menino foi para a sua frente, mas mesmo assim a ruiva permaneceu com a cabeça abaixada, ele ficou preocupado.

–Vai... vai embora. – o som da voz da ruiva saiu baixo e pausadamente, parecia mesmo ter chorado, ou melhor, ainda estava chorando.

–Por que quer que eu vá embora? O que está acontecendo? Você está mesmo chorando? Olha pra mim. – Ronan separou a mão da ruiva do seu pulso, pois parecia que era como uma corrente impedindo que sua perna saísse do lugar e mostrasse seu rosto.

Elesis deu um tapa na mão do azulado, para impedi-lo de fazer aquilo novamente. Mas o menino continuou e quando a ruiva foi bater de novo, Ronan segurou suas mãos.

–Não adianta esconder seu rosto, eu preciso saber se realmente você está chorando e também quero o motivo.

–Eu já mandei você sair daqui! – Elesis finalmente levantou o rosto, mas o virou para Ronan não vê-lo.

Ela soltou suas mãos das do azulado e secou o rosto.

–Elesis, o que está acontecendo?

–Por que você fez aquilo no corredor?! Por que você segurou meu braço e me puxou para perto?! E por que tentou fazer com que eu, Arme e Lire voltássemos a ser amigas?

–Porque eu quero te ver feliz! Porque eu... eu... – Ronan abaixou o rosto e depois levantou com um semblante corado e logo sorriu – Porque você é a minha amiga, a minha ruivinha e o que eu mais quero e vê-la sorrindo.

–Por que se importa tanto comigo?! Eu vivo te batendo e te chamando de idiota.

–Eu não sei, mas me importo... Engraçado que a Amy falou a mesma coisa me perguntou o porquê de eu ser seu amigo, se vive me batendo.

–Vocês brigaram depois do que ela viu?

–Sim... Por isso vim falar com você, estava precisando de alguém para conversar, mas parece que você também.

A ruiva não sabia o que estava sentindo, só sabia que Ronan mexia com ela, com seus sentimentos, sempre que ele se aproximava, era como se tivesse borboletas no estômago, um sentimento estranho e diferente. Mas lutava, brigava, fazia de tudo para não sentir aquilo, até mesmo chorar para poder afastar tais sentimentos. Porém não disse nada, não contaria a ninguém, até estar certa do que queria fazer.

–Você a ama? Você ama a coisa rosa?

–Por que está me fazendo essa pergunta?

–Me responda!

–Você não responde a nenhuma que eu faço e quer que eu responda a que você faz? – Ronan perguntou indignado.

Elesis deu um soco no braço dele. Ronan sorriu.

–Aleluia! Pensei que teria que começar a te perturbar pra você voltar ao normal.

–Seu idiota! Você ainda não me respondeu.

–Sim... – Ronan coçou a cabeça, estava um pouco incerto depois da pergunta da ruiva e, coincidentemente, a mesma que Amy fizera antes de sair de perto dele.

–Então por que vivem brigando?

–Acho que é uma fase de namoro, sei lá. E não chame a Amy de coisa rosa, eu já pedi...

–Por isso eu não amo ninguém e nem quero, não nasci pra sofrer por alguém.

Aquelas palavras machucaram Ronan de uma forma que nem ele soube explicar, parecia também sentir algo pela ruiva, mas desviou esse pensamento e acabou concluindo que quem ele realmente amava era a Amy. Será?

–Bem... então você nunca saberá como é estar ao lado da pessoa que ama, nunca vai aproveitar cada momento de carinho.

–Eu aproveito isso, acariciando meu ursinho de pelúcia, que é bem fofo e me dá muito carinho e... Olha que legal! Não briga comigo, ou magoa meu coração!

–Ainda não estou entendo o motivo de você estar reagindo assim. Tem como me explicar?

–Não!

–Tá bom, então eu só vou ficar aqui do seu lado, bem quietinho, eu precisava conversar, mas vou ficar calado esperando você ficar mais calma e, quem sabe, conversar comigo.

–Vai embora, eu já disse.

–Elesis, sou seu amigo, me deixa te ajudar, eu juro que não falarei nada se não quiser.

–Promete? Promete sempre estar ao meu lado quando eu precisar?

–Você precisa de mim agora?

–... – a ruiva não respondeu de imediato – Só fica aqui em silêncio.

–Tá bom.

Ronan ficou um tempo ao lado de Elesis sem falar nadinha, mas depois os dois começaram a conversar sobre um assunto aleatório, ela quem começou a puxar papo com ele, foi tudo tão repentino que nem falaram do real motivo do Ronan ter ido falar com ela e o porquê da Elesis ter chorado.

Enquanto isso, a rosada não pensou duas vezes e foi até Jin. O ruivo percebeu que Amy estava indo em sua direção e percebeu o quão triste ela aparentava estar.

–Amy?

–Oi Jin... — Ela estava com uma voz fraca. O bastante para fazer o coração de qualquer um se despedaçar, principalmente o dele.

–O que houve? — Perguntou o ruivo num tom preocupado

–Eu... — Amy respirou fundo diminuindo o choro, que começava, para assim falar. — Eu briguei com o Ronan.

Jin não deixava transparecer, mas qualquer que fosse o motivo, ele estava com raiva do azulado.

–O que ele fez?

–É humilhante demais pra falar... — Agora sim Jin realmente estava com raiva de Ronan.

–Tem alguma coisa que eu possa fazer? Você é uma menina tão fofa. Não deveria ficar triste assim. Como eu posso ajudá-la?

–Nada pode me deixar feliz agora...

Amy sentou-se ao lado do ruivo e ele apenas a observou. Num movimento espontâneo ela o abraça ainda deixando algumas lágrimas escorrerem. Ele ficou corado e meio sem graça com a situação, então resolveu abraçá-la também para tentar confortá-la.

Amy o abraçou mais forte e Jin soltou um pequeno gemido de dor, pois ela o abraçou meio sem jeito e acabou prendendo o braço torcido dele. Ela o soltou, espantada.

–Jin? Tudo bem?

-Tudo, é que... eu torci o braço...

–Ah! Desculpa! Eu te machuquei? -Não, não. Tá tudo bem. — Jin abriu um sorriso para a rosada e a mesma corou um pouco.

O ruivo logo foi chamado para treinar. Amy o acompanhou até o ginásio quando o ruivo caiu em si, ela veria o Ronan, além do mais ela deveria está em outro lugar.

–Amy.

–Sim? – A rosada o olhou.

–Você não devia estar na aula?

–Hum... é verdade...

–Então... O que você tá fazendo aqui? Vai pra aula!

–Estou indo... Grosso!!

–Amy, desculpa. Mas é para o seu bem... – Jin tentou disfarçar, pois estava preocupado com o que o professor iria fazer, dando um sorriso.

–Eu sei. – Amy também sorriu e deu um abraço no ruivo antes de correr desesperada para a aula.

Os três treinaram como havia acontecido no dia anterior, Jin ficou apenas focando na concentração, queria treinar como Elesis e Ronan, mas foi impedido por Zero, que falou que era melhor ele não lutar, assim o braço ficaria bom logo. Assim que terminaram, foram para a casa dos ruivos, Ronan precisava treinar mais um pouco. Jin o ensinou uma sequencia de socos e chutes no ar, alguns esquivos para a defesa, o azulado errou a maioria das vezes. Jin estava fazendo aquilo tanto para treinar Ronan quanto para se vingar, por ele ter brigado com a Amy e tê-la feito chorar. No final de tudo, os ruivos riram das tentativas fracassadas do azulado. Nos dois próximos dias não teriam aula, pois era final de semana. Assim, os alunos que estavam no torneio, poderiam descansar um pouco.

O fim de semana passou rápido, o campeonato já estava bem mais próximo. Sábado era o dia sagrado e todos curtirem e esquecerem os problemas. Domingo todos relaxaram. Dio levou Gyna ao cinema como eles haviam marcado. Como ele não treinou o Lupus e a professora estava com o tempo vago, Dio foi conversar com ela e acabou combinando uma ida ao cinema, sem compromisso. Não foram muito tarde, pois no dia seguinte tinha aula, treinos e, naquela semana, Lothos iria anunciar quem realmente iria participar do campeonato. A tensão aumentou mais ainda quando os alunos souberam disso.

Na segunda, todos os alunos chegaram cedo, todos estavam ansiosos para saber quem iria ao campeonato.

–Bom dia a todos. – começou Lothos.

–Bom dia. – os alunos disseram num tom uníssimo.

–Bem, como já sabem, hoje eu irei anunciar quem irá ao Campeonato e os grupos que ficarão. Falarei isso na hora do intervalo. Uma boa aula. – a diretora, como sempre, foi curta no que queria falar e séria, se retirou e foi para a sua sala.

Logo depois o sinal tocou. Todos os alunos foram respectivamente para suas turmas. Elesis estava inquieta, pensativa, queria tirar uma coisa a limpo e acabou não indo para a sua sala, foi para o ginásio.

–Professor Zero. – ela o chamou.

Zero a olhou, ficou surpreso pela presença da ruiva, ele estava na arquibancada e permaneceu ali, Elesis foi até ele.

–O que faz aqui? O sinal tocou, deveria estar na sala de aula.

–Eu sei, mas preciso saber como o senhor fez para que eu participasse do Campeonato. E como eu saberei que estou, se não sei de nada?!

–Você é bem enrolada pra falar as coisas e fazer uma simples pergunta. – o professor falou com o seu tom sério e frio.

–Não é nada simples, mas para de enrolar e me diz logo! – a ruiva se estressou.

–Ok. Há um menino ruivo na sua turma, Aldren. Eu o chamei para conversar e perguntei se ele participaria do Campeonato, ele me disse que não. Então eu falei que ele participaria. O menino ficou assustado, eu expliquei que ele iria participar, mas só seu nome estaria entre os possíveis lutadores. Ele não se recusou e aceitou. Simples.

–Como o senhor o convenceu?

–A Grandark me ajudou, mas isso não vem ao caso. – Zero mudou de assunto – Acho que deveria voltar para sua sala. Eu já expliquei o que queria saber, certo?

–Sim. Valeu por me ajudar a entrar no Campeonato.

–Não foi nada. Quero que lute justo e use todos os meus ensinamentos e, por favor, aprenda logo o treinamento básico.

–Estou tentando! Mas é difícil!

–Enfim, vai logo embora.

–Você e o seu jeito educado de expulsar as pessoas. – Elesis se virou e saiu andando.

Zero apenas riu e voltou a fazer o que fazia antes de ser interrompido. Elesis voltou à sala e deu uma desculpa ao professor pelo atraso, falou que um cachorro começou a segui-la e ela deu a volta para despistá-lo, falou até que gostou do animal, mas não poderia trazer para a escola, pois Lothos não permitiria. O professor não acreditou e, de fato, não era verdade, mas a deixou entrar pela criatividade da desculpa.

A aula passou lentamente, parecia não ter fim, a hora passava devagar, era como se o ponteiro dos minutos demorasse horas para mudar de posição. Além disse tudo, a aula foi chata para a maioria dos alunos, aquelas típicas matérias bem complicadas de se entender, mas isso não afastou o ânimo de saber que depois iriam descobrir quem estava no Campeonato. Finalmente o sinal do intervalo tocou.

Rey estava conversando com Lupus, até se atrapalhada por Dio.

–Rey, precisamos conversar. – disse o asmodiano.

–Não percebe que ela está falando comigo? – Lupus o encarou, Dio simplesmente o ignorou e voltou a falar com a menina.

–Então?

–Queridinho, você terá que me esperar, tá bom? Depois eu vejo se tenho tempo para você. – Rey usou seu tom debochado de sempre.

–Ok... Fique com esse ser patético, mas depois não me peça para contar sobre seu lindo... – Dio riu – E tenebroso passado...

O asmodiano se virou e começou a andar. Rey saiu atrás dele, mas foi impedida por Lupus.

–Se for, não me procure depois.

–Eu preciso saber sobre meu passado!

–Você é uma tola mesmo, até eu já sei tudo.

–Como? – Rey se irritou com o tom arrogante que Lupus usou.

–Sei o que o Dio esconde de você, sei que Sieghart está envolvido, sei de uma morte... Tudo isso faz parte do sei perfeito passado, que seu pai escondeu e mentiu esse tempo todo.

–Do que está falando?! Exijo respostas!

–Você não deveria ir atrás do Dio? – Lupus falou ironicamente.

–Se você sabe, conte-me!

–Não estou afim. – Lupus começou a andar, deixando Rey sozinha.

–Aaah! – gritou Rey, furiosa – Você está passando dos limites, queridinho! Farei se arrepender disso, ah se farei!

Rey não perdeu tempo, queria saber o seu misterioso passado, e como Lupus não contou nada, ela foi até Dio.

Ao se aproximar, percebeu que ele estava conversando com Jin, mas ela ignorou isso.

–Então Dio, começa a contar!

–Não percebe que estou conversando? – ele falou num tom calmo e frio.

–E-eu posso sair, sem problemas. — o ruivo falou um tanto sem graça.

–Faça isso, queridinho.

–Não precisa, Jin. Quando eu queria falar, ela não quis saber.

–Precisa sim! Saia daqui! Eu preciso conversar com o Dio a sós!

–Ou, ou, queridinha! – Jin se estressou e usou o mesmo tom de deboche que Rey usa – Eu irei sair, por educação, algo que você precisa aprender a ter. Com licença, Dio.

O ruivo nem ouviu o que Rey falou, pois saiu logo dali, estava farto das implicâncias da menina. Mesmo eles sendo amigos, ela estava passando dos limites, não parecia mais a menina doce e a mais linda do primeiro dia, que o encantou com seus olhos verdes esmeralda.

Dio riu do fora que Rey levou, mas logo ficou com um semblante sério.

–Então... Chega de mistério, né?

–Comece a falar logo, não tenho o tempo todo!

–Calma Rey, eu tive que esperar até hoje para te contar, uns segundos não irão mudar nada do seu passado.

–Mas me deixa impaciente!

–Vem aqui. – Dio puxou forte o braço da menina, que reclamou por ele ter feito aquilo.

–Ai! Me solta!

–Você quer saber o motivo?! Quer saber do inferno que eu passei para cuidar de você!? Então fique calada e apenas me siga!

Dio saiu da escola com Rey, os alunos olharam para eles um tanto assustados. Os dois chegaram ao campo e o asmodiano a soltou. A menina estava ofegante.

–Seu louco!

–Sim, louco em ter aceitado cuidar de uma garota como você!

Rey ficou em silêncio, sabia que se tentasse debater com ele, nunca saberia o segredo. Dio percebeu que ela não arrumaria mais nenhuma discussão e começou.

–Você gosta de lutar, Rey?

–Acho que viemos aqui para revelar o meu passado, não para discutir sobre meus gostos.

–Não vai me responder? – Dio lançou um olhar ameaçador.

–Amo, amo lutar e assistir. Amo estar em um campo de batalha e, de preferência, vencer meu oponente.

–Você herdou isso da Edna.

–Edna?!

–Sim, você é a reencarnação dela. Quando criança, vivíamos juntos, mas você, por algum motivo que na época eu não soube, foi embora, seus... Nossos pais não me deixavam saber o que havia acontecido. Eu fiquei um bom tempo afastado de você. Até então eu não sabia que você tinha uma doença grave, estava à mercê da morte. Eu não sabia o que fazer, mas depois de um tempo o Rei Von Crimson me chamou e me fez um pedido, enquanto o escutava atentamente, fiquei pasmo quando descobri o real motivo da nossa separação. Não pense que foi fácil para mim. Eu aceitei sem pensar duas vezes, você conseguiu sobreviver graças a morte dessa Edna. E quem a matou para você viver? Aí que Sieghart entra na história, mesmo ocultando os fatos, eu sei. Só pode ter sido ele. Mas isso não vem ao caso. Você está viva hoje, porque Edna morreu, você tem os mesmos traços que ela. É incrível tamanha semelhança. Quando você começou a frequentar a escola, o Rei temeu pela sua segurança e esse foi o pedido que fizera a mim. Porém, tive que abrir mão de tudo. Mas eu abri, por você.

Rey não conteve as lágrimas, mas assim que Dio terminou, ela as secou rapidamente, estava incrédula com o que acabara de ouvir.

–Você... – Rey olhou para o lado – Você cuidou de mim, esse tempo todo, por que não me deixou já que me odeia tanto? Sei que é meu irmão, mas o ódio que tem de mim ultrapassa essa linhagem de sangue.

–Eu não... – Dio hesitou em falar o que havia pensado, queria contar o segredo todo, mas não o fez – Eu não a odeio tanto assim, mas tive que aprender a ter esse sentimento por você.

–Nosso pai quem mandou você ter esse sentimento de ódio?

–Acho que já contei o suficiente. – Dio se virou e começou a andar para fora do campo.

–Mas por que agora? Por que não me contou antes?!

–Porque antes você era melhor do que agora, você se tornou mesquinha, esnobe e convencida, trata a todos como um lixo. – Dio se virou na direção da Rey – Acha que manda em tudo. Merecia saber sua verdadeira origem! Onde uma mulher morreu, uma mulher amada por um homem, para dar-lhe a chance de viver!

–Não fala assim! Não tenho culpa!

–Não... Não totalmente. Mas está no seu sangue, você é como todo Von Crimson.

–E você também!

–Não, eu ainda consigo ser diferente. – depois dessa Dio não disse mais nada e saiu do campo, Rey não o impediu, ainda estava aceitando toda aquela revelação.

A menina despencou no gramado e começou a chorar. Mas logo ergueu-se, não iria deixar aquilo abatê-la, mesmo ela sabendo que não seria fácil. Agora ela iria com tudo nesse Campeonato, descontar a raiva que sentia, e ela já tinha um alvo.

–Esse Campeonato irá me fazer estar no auge novamente, mostrar a todos quem é Rey Von Crimson, e nada melhor que lutar contra quem já me desaforou. Lin...

Rey saiu do campo, secou as lágrimas e voltou para a escola.

Enquanto isso tudo acontecia, Ryan, Lass e Ronan estavam sentados num banco qualquer do pátio.

–Onde tá a Amy? – perguntou Ryan.

–Nós brigamos... – disse Ronan num tom triste.

–De novo, cara?! – o alaranjado abriu os braços, um tanto indignado pelo amigo estar sempre brigado com a namorada.

–A culpa não foi minha! Ela... A Amy tá diferente, muito ciumenta, sei lá.

–Ela não é a única diferente... – Lass falou sério, deixando as palavras pelo ar, mas elas tiveram uma direção, e ele percebeu.

–Eu não estou diferente! – Ronan se levantou e fitou o albino.

–Tá bom, eu que não vou discutir sobre isso. – Lass soltou como se não se importasse muito.

–Será que nosso agente 001 está amando outra pessoa? – brincou Ryan.

–O que?! Claro que... – o azulado se calou ao ver Elesis se aproximar junto com as meninas.

–Perdeu a fala? – o alaranjado começou a rir.

–Cala a boca, Ryan. – murmurou Ronan.

–Oi meninos. – disse Arme, toda animada.

–Oi. – disseram os três juntos.

–Sério que vocês vão querer ficar aqui?! – a ruiva revirou os olhos, parecia impaciente.

–Ai Elesis, para de ser chata, só viemos falar com nossos namorados. – disse Lire, dando um beijo no Ryan.

–Adoro quando vocês vêm falar com a gente. – o alaranjado suspirou.

Todos ali riram, Lass também foi surpreendido por um beijo da baixinha, ele corou levemente e virou o rosto para que seus amigos não vissem, Arme fez o mesmo.

–E eu? Não mereço um beijo? – Ronan olhou diretamente para a ruiva.

–Claro. – o azulado e os demais ficaram surpresos com a resposta de Elesis – Sendo que o tal beijo que você quer, olha que coincidência, é o nome do meu soco!

Dito isso, a ruiva socou a barriga do azulado, que se curvou pela dor.

–Isso é para você aprender a não ser tão safado! – Elesis puxou as amigas e saiu dali.

–Eu só estava... brincando... – Ronan falou com dificuldade e as palavras saíram francas da sua boca.

–Agora você nunca mais irá querer o beijo da ruiva. – Ryan ria muito do amigo.

Ele acariciava o abdome, para aliviar a dor.

–Ruivinha estressada!

–Cara, você pode chama-la do jeito que for, mas está gostando dela. – disse Ryan.

–Como?! Você tá louco?!

–Admite logo, Ronan! Você ficou sorrindo feito um idiota quando ela se aproximou e ainda fez essa “brincadeirinha” com um fundo de verdade. Você gosta dela, tá na cara! – concluiu Lass, deixando os outros dois meninos calados.

O albino riu, acabou contando tudo, e era fato. Ronan percebeu que não tinha mais saída e teria que contar a verdade, pois era muito ruim com mentiras.

–Ok... É... – o azulado suspirou – Meus sentimentos pela Amy não parecem mais os mesmos, eu ainda amo, mas... Sei lá. – Ronan coçou a nuca – Acho que me apaixonei pela Elesis, pelo seu jeito explosivo e... Quando ela fica frágil, apenas quer alguém ao seu lado, não precisa falar nada, só demonstrar que se importa com ela já a deixa mais confortada e muito linda...

–Então você a ama?! – Ryan gritou, os alunos que estavam perto deles os olharam estranho.

–Valeu. – disse Ronan ironicamente – Não precisava espalhar.

–Ninguém sabe de quem eu falei.

–Ainda bem, né?

–Enfim! Você a ama ou não?

–Não sei se é amor, mas sinto algo forte por ela, eu me perco em seus olhos, não consigo ficar longe daquela ruiva, amo vê-la sorrindo... Ai! Que droga!

–É... você não está apaixonado. – Lass o olhou – Você a ama, e a Amy... Bem, vocês terão que conversar.

–Não posso deixa-la, não assim! Chegar pra ela e terminar tudo. O que eu faço? Desisto da Elesis?

–Cara, é melhor você entender primeiro seus sentimentos e depois tirar uma conclusão do que fazer. – Ryan tentou ajudar o amigo e usou boas palavras para isso.

–Obrigado, irei fazer isso mesmo. – Ronan voltou a se sentar no banco.

No outro lado do pátio Dio procurou Gyna. Ele não sabia o que fazia, só sabia que queria vê-la e procurava um motivo pra isso. Ele andava pela escola meio desorientado, já que não sabia onde iria encontrá-la. Por falta de atenção esbarrou em alguém e ao ver quem era ficou sem graça.

–O-oi G-Gyna...

–Ah! Oi Dio.

A professora corou um pouco e Dio também. Eles estavam muito próximos, o bastante para ouvir a respiração um do outro. Seus corações palpitavam rápido. Gyna caiu em si e começou a recolher os livros que deixou cair ao esbarrar em Dio. No mesmo momento ele se dispôs a ajudá-la. Suas mãos se encontraram ao pegar o ultimo livro. Ele gostou de sentir a pele macia e delicada da professora e, mesmo com as mãos geladas do asmodiano, a professora sorriu. Os dois se levantaram e pareceram estar em transe olhando um para o outro.

Dio sabia que tinha que fazer alguma coisa além de admirá-la.

–E então? Você realmente está bem?

–Sim, estou bem. Agora sei que não é seguro ir lá no campo enquanto estiver treinando...

–É... – “Fala mais alguma coisa!!! Você estava procurando ela só pra falar isso??” Dio pensava meio desesperado.

–Bem... Eu vou pra sala. Vou me preparar pra aula...

Quando ela começou a andar em direção a sala, Dio se sentiu na obrigação de fazer algo. Era agora ou nunca!

–Espera! – Disse o asmodiano.

–...- A professora se virou de frente para ele e ficou esperando dizer algo.

–É.. é que... – “Fala cara! Deixa de ser covarde!! Você não é assim, pelo contrário, você é bem direto!” Ele respirou fundo antes de continuar. – Já sentiu algo por alguém sendo que não sabia explicar o que era, mas depois você descobriu sozinha convivendo com esse alguém? – Dio disse tão rápido a ponto de se igualar a Arme.

–Hã? – Gyna não entendeu muita coisa. – Desculpe, pode repetir? Só que não tão rápido?

–Desculpe, é que... Eu fico nervoso ao falar com você. Entende? Eu... Eu... – Ambos coraram e apesar de Dio ainda não ter dito, Gyna já sabia o que era.

–Dio... Tudo bem... eu já... – Ela foi interrompida pelo mesmo.

–Gyna, eu te amo. Já faz um tempo isso... Eu... Eu aproveitei o segredo da minha irmã pra continuar aqui no colégio, só pra te ver todos os dias...

Ela sorriu bem corada para ele, que também corou. Dio sentiu um alívio mais um segredo fora revelado, e esse foi o que mais o deixou feliz.

Amy, assim como Ronan, também estava com seus sentimentos confusos, e foi falar com alguém. Ela escolheu a Mari. Foi até a sala dos professores e a viu conversando com Zero, Sieghart e Elena.

–Com licença. – ela disse no seu tom mais meigo. – Posso entrar?

–Fique a vontade, Amy. Quer conversar com alguém? – indagou Elena.

–Sim. – respondeu a rosada olhando para Mari com um sorriso no rosto.

A professora não retribuiu o sorriso, continuou séria.

–Eu quero falar a sós com a professora Mari. É um assunto importante. Não quero expulsá-los da sala de vocês, mas preciso conversar só com a Mari.

–No momento estou ocupada. – disse a professora tentando se livrar da aluna.

–Ah Mari! Conversa com ela, talvez assim você deixa de lado essa sua frieza e se contagia com a alegria dessa linda jovem. – disse Sieghart com um sorriso debochado no rosto.

Amy sorriu gentilmente com o elogio, e depois olhou para Mari.

–Não. Eu estou ocupada. – a professora continuou fria.

–Bem... Eu já vou, daqui a pouco o sinal irá tocar. Até mais. – disse Elena saindo da sala.

Zero não disse nada, apenas se retirou. Sieghart sorriu para Mari, ela virou o rosto, pois havia corado e também queria ignorar o sorriso que mexeu com seu coração, sentiu um calor em seu rosto. Mari deixou um sorriso dominar seus lábios e Amy percebeu. O moreno também, saiu sorrindo feito bobo ao ver que Mari o retribuiu com um sorriso singelo e tímido, mas o mais perfeito para ele.

Amy entrou na sala, agora só estavam as duas.

–Você gosta do professor Sieg! Eu sabia que você não era tão fria! – a rosada estava com um semblante vitorioso.

–O que você quer dizer com isso?

–Que você está apaixonada por ele! Não precisa esconder isso de mim, eu te contei tudo, pode contar também.

–Não tenho nada para lhe contar, saia da sala, por favor.

–Ah professora! O que custa você afirmar que gosta do professor? Até deu pra ver que ele gosta muito da senhora.

–Sério? – Mari ficou curiosa, mas logo percebeu que havia deixado escapar que se importou com isso. – Quero... Quero dizer...

–Não diga nada, eu já descobri isso, só falta você admitir. – Amy sorriu para a professora, que deu um suspiro quase inaudível e um sorriso quase imperceptível.

–Bem, o que quer conversar hoje, sobre outra briga com seu namorado?

–Sim... – a rosada ficou triste de repente.

Mari ficou incomodada com aquilo, não queria ver a menina triste, já que era tão animada.

–Não fique assim... – a professora estava tentando encontrar as palavras certas para dizer, mas nunca havia passado por aquilo, nunca tentou animar alguém.

–Tudo bem, eu conversei com o Jin e ele me animou mais.

–Hum... Pela quantidade de conversa que tivemos, em pelo menos uma frase você diz o nome do Jin, pelo que calculo você fala dele, assim como fala do Ronan. Acho que também está apaixonada.

–Então admite que também está apaixonada!? – Amy nem se importou com o que a professora disse.

–Não estamos falando de mim, estamos falando de você. – Mari respondeu um tanto assustada

–Ok, ok... O que você havia dito?

–Que tam... Que está apaixonada. Só você está apaixonada, eu não. – a professora estava e enrolando com as palavras, coisa rara de acontecer.

–Por quem?

–Do jeito que fala do Jin, concluo que seja por ele.

–Essa é a sua análise completa? – Amy riu.

–Correto. Essa é a minha análise final.

–Pera... Jin?! – Amy caiu em si – Não! Não posso estar gostando dele! Eu amo o Ronan!

–Ama mesmo?

–Essa pergunta que não quer calar...

Mari ia falar mais alguma coisa, mas o sinal tocou, então ela se levantou.

–Vamos? Você tem aula e agora será a comunicação da Lolhos, preciso estar presente.

–Tudo bem, conversaremos depois. – Amy saiu da sala.

–É... Até que não é tão ruim conversar com você...

A professora também saiu da sala e foi para o pátio se encontrar com os professores Sieghart e Zero e a diretora Lothos.

–Pensei que se atrasaria... – sussurrou Sieghart para Mari.

–Não sou desleixada como você, sei dos meus compromissos, sou responsável.

Depois dessa, o moreno se calou. Zero acabou deixando escapar um riso.

–Todos os alunos que se inscreveram no Campeonato estão presentes aqui? – indagou a diretora.

–Sim, Lothos. – respondeu Zero.

–Ok. – a diretora foi para frente dos alunos – Bom, hoje irei comunica-los quem irá ao Campeonato e quais grupos ficaram. Como souberam desde o início dos treinos com os professores Zero, Sieghart, Mari e Dio, que treinou um aluno em particular, que só os melhores iriam ser avaliados e depois escolhidos pelos treinadores. Todos foram ótimos nos treinos, o que dificultou a escolha, mas eu tenho aqui comigo todos os nomes e os grupos, que são:


Notas finais
Tá, não nos matem '-------'! Sabemos que esse final é AQUELE final, mas não poderíamos revelar tudo logo de cara, olhem pelo lado bom, o próximo capítulo serão os nomes e os grupos ^^, não foi por maldade, sério '-', bem, esperamos que tenham gostado!! Ah! E se quiserem dar a opinião de vocês de quem irá ao campeonato, quais serão as lutas, fiquem a vontade XD