Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
57 Luz vs Sombras
Notas iniciais
Celina estava pronta para enfrentar sua adversária. Ainda não tinha noção de quem seria, esperou mais um pouco e logo foi anunciado por Lothos quem ela enfrentaria.
–Agora a luta será entre Celina e... – A menina sentiu um frio na barriga na pausa que Lothos fez – Holy.
Celina olhou em volta e logo viu sua oponente, Holy estava perto de um garoto com olhos vermelhos e o cabelo meio arroxeado.
–Ela parece ser bem forte, pelo menos seu martelo dá essa impressão.
–Ela é uma Paladina. – Avisou Lucas que estava ao seu lado.
–Sério? Hum... Acho que mudarei minha arma.
–Como assim? Você só lutou uma vez com a Blacklash, não está pensando em usar o... – Lucas não terminou, pois foi interrompido.
–Sim, usarei o Chicote Sombrio. Será bem mais interessante uma luta entre a Luz e a Sombra.
–Você poderia mesclar as duas armas.
–Ótima ideia. Sombra e raio... Essa luta será perfeita.
–Levando para esse lado, será uma luta e tanto.
–Sim... Sei que usando os dois, se eu perder um, não poderei repor outro, mas sei me dar muito bem com apenas um chicote.
–Boa sorte, então.
–Obrigado.
–Surpreenda-me. – Lucas deu o seu leve sorriso.
–Você quer que eu te surpreenda agora ou na luta? – Celina também deu um sorriso, sendo que o dela foi provocativo.
–Você me surpreende na luta e eu te surpreendo agora, tá bom assim?
–E o que pretende fazer para me surpreender? Suas magias não me encantam muito.
–Odeio seu jeito debochado...
–Lamento não poder te agradar, mas não irei mudar meu jeito por isso. – Celina começou a andar, mas o menino a segurou.
–Esse ódio que eu tanto falo é só para tentar esconder o que eu realmente sinto. – Lucas a puxou pela cintura e passou delicadamente as pontas dos dedos no rosto de Celina, logo selou um beijo calmo e apaixonado, depois de um tempo, e pela falta de ar, os dois se separam.
–Agora sim você me surpreendeu. – A menina se virou e foi em direção ao palco da luta.
Lucas apenas a observou se afastar dele. Do outro lado, Holy também estava caminhando para se encontrar com Celina, quando foi impedida por Azin.
–Holy, eu... Eu queria desejar-lhe uma boa luta.
–Obrigado. – A menina sorriu, ficou feliz com o que o garoto disse.
Azin pegou a mão da Paladina e a beijou. Holy corou e virou o rosto.
–Por que está me tratando assim? Onde foi parar o menino rude e frio que vive me ignorando?
–Ele resolveu ceder um pouco.
–Como assim “ceder um pouco”?
–Hoje é um dia importante para você, lutou muito para conseguir estar na final, pensei em motivá-la para conquistar a vitória. Mas se continuar me fazendo perguntas desnecessárias eu a deixarei sozinha e voltarei a ignorá-la.
–Eu não irei falar mais nada. – Holy falou um tanto intrigada, começou a andar novamente e sussurrou para si mesma – Eu pensei que ele finalmente estava mudando comigo... Como eu fui boba em pensar nisso.
As duas meninas subiram na Arena.
–A roupa de vocês irá demorar mais para ficar pesada, ou seja, a luta poderá ser um pouco mais longa por conta disso. – Avisou Lothos – Boa luta as duas.
–Espero que não tenha medo de escuro, Holyzinha.
–Meu nome é Holy e pode deixar, seus chicotes não me assustam.
–Mas que menina fofa e, pelo que vejo, já é bem grandinha e não tem medo do escuro.
–Vai ficar me provocando ou podemos começar?
–Apressadinha também! Nossa! Estou descobrindo tanto sobre você, acho que seremos melhores amigas... Só tem um problema.
–Hã? – Holy não entendeu.
–Não sei se Sombra e Luz podem ser amigas.
–Então sejamos inimigas e lutaremos com tais.
–Agora sim você falou como gente grande. Mesmo ainda sendo baixinha. – Celina começou a rir.
–Não vou ser derrotada até que o mal seja banido! Então prepare-se para a pior luta da sua vida, onde a derrota será o que verás!
–Chega de assunto. – Celina não gostou da provocação da menina.
–Também acho.
Celina deu duas chicoteadas no chão e a arena ficou numa completa escuridão.
–Mist of Darkness!
Holy usou uma de suas magias e ficou envolta por uma luz azul. Celina foi sorrateira e parou atrás da menina.
–Bu!
–--
Antes de sua luta, Lin fora falar com Diogo e encontrou o garoto completamente abalado, já sabendo o motivo.
–Eu avisei que precisaria de sorte. Não teria me chamado de convencida se soubesse antes o resultado da luta que teve ontem.
–O que eu precisava agora era de consolo, e não gente jogando na minha cara que eu perdi. – Disse Diogo num tom frio sem olhar para a garota.
–Então, aqui está seu premio de consolação. – Ela levantou o rosto e lhe deu um beijo que fora completamente inesperado.
–Pensei que eu não tivesse chances... – Disse o garoto se sentindo renovado.
–E não tem. Isso não mudará em nada. Foi apenas um premio de consolação, como eu avisei.
–Foi bom enquanto durou... – Ambos riram e sabiam que não aconteceria outra vez. – Você não precisa de sorte, então, boa luta!
Lin sorriu e acenou com a cabeça, se dirigindo, em seguida, à quadra para sua luta que já estava sendo anunciada.
–A luta de agora será entre Lin e Han. – Anunciou o Juiz, chamando as meninas.
–Han? Hamburguer?
Lire ouviu e viu quem havia tido tal atrocidade e bateu em Ryan, pois havia sido ele.
–Ai! – Reclamou o menino, olhando para Lire.
–Não brinca assim com o nome da menina.
–Desculpa... Mas é engraçado. – Riu Ryan, levando outro tapa – Ai!
–Já falei! – Lire se irritou e cruzou os braços.
Ryan ficou massageando o braço, local onde levara os dois tapas.
–O que você está fazendo aqui, na concentração?
–Eu vim te ver. Sua luta foi muito legal. – Lire o abraçou.
–Valeu. – Ryan retribuiu o abraço.
–Você não pode ficar aqui. – Disse Sieghart, num tom sério para a menina.
–Desculpa, professor, é que...
–Não precisa se explicar, não estou irritado com a sua presença, é porque não pode mesmo.
–Tudo bem. – Disse Lire, dando um beijo em Ryan e saindo logo em seguida.
–Ai... – Suspiraram Ryan e Sieghart apaixonadamente. O moreno olhando para Mari e Ryan observando Lire se afastando e voltando para a arquibancada.
A luta já havia começado e Lin estava em desvantagem, pois tinha levado dois golpes certeiros. Han tinha a habilidade de dominar a água. Lin pensou em alguma forma de transformar a água em um elemento ao seu favor, mesclando com o seu próprio poder, o vento.
Han começou a criar poças no chão, Lin abanou seu Leque com bastante força, criando rajadas de ventos que foram passando pelas poças e levantando a água, podendo, assim, passar por todas sem escorregar no chão. Han percebeu que Lin estava indo em sua direção e criou um poça a sua frente, que pegou Lin de surpresa, a fazendo escorregar.
Lin, mesmo no chão, atacou. Usando uma de suas famosas esferas no ar, como tivesse desenhando um Haja com seu Leque, que acertou em cheio Han, a jogando para trás. Mesmo assim, Lin ainda estava com seu equipamento mais pesado que de Han. Mas ainda tinha chances de reverter a situação.
–Não canse tão rápido, tenho força suficiente para mandar mais golpes. – Debochou Han.
–Você não sabe com quem está brincando. – Rebateu Lin.
–Com uma Sacerdotisa que mal se aguenta em pé? – Han soltou uma risada cínica.
–Se você está dizendo... – Lin se levantou e correu até a menina que se levantava também.
A Sacerdotisa estava pronta para atacar com “Ventos da Divindade”, quando foi superada por Han, que fez uma “ponte” de água, passando por cima de Lin.
Lin ficou com raiva e, ironicamente, uma nuvem negra, como se tivesse sobrecarregada, surgiu. Molhando-a toda, pois chovia.
–Não fica assim. – Disse Han, voltando a ficar no solo da Arena – Se você ficar feliz, depois da tempestade pode surgir um lindo arco-íris.
–Vai brincando, vai! – Lin correu novamente em direção de Han e lançou um “Raio de Luz”, que não pegou muito em Han, mas a fez chegar para trás – Para de provocar e preste mais atenção na luta.
–Só estou avisando, sua mal agradecida! Se continuar nervosinha, essa nuvem não irá sair da sua cabeça, a não ser que perca a luta, o que acontecerá já, já.
–Ah! Mas não vai mesmo! – Lin parecia outra, uma aura de azul mais intenso, ainda fraca, estava envolvendo seu corpo.
Zero prestou atenção redobrada em Lin, ela não poderia ativar sua habilidade secreta, mesmo que ele soubesse que isso só aconteceria caso Lin estivesse no fatal, mas a menina estava começando a ter aquela aura estranha e isso o preocupou.
–"Você precisa se conter, Lin, não use a habilidade secreta, não agora..." — Pensou Lin, enquanto atacava Han.
A menina estava na defensiva, usando todos os artifícios da água para se proteger das rajadas de ventos.
–Não irei ficar me defendendo toda hora! — Exclamou Han.
–Ataque-me, então! — A Sacerdotisa parecia não temer nada, ou planejava algo.
Zero se aproximou mais na Arena, mas foi impedido por um dos guardas. Ele olhava aflito para Lin, pois a aura estava se intensificando.
–"Não perca o controle, Lin, não agora!" — Os pensamentos de Zero estavam se igualando ao pensamento de Lin.
Han ergueu a mão e uma esfera totalmente líquida se formou.
–Não deveria ter pedido para que eu a atacasse. — Afrontou Han.
–Você não deveria estar de pé ainda, e nem por isso estou reclamando. Então não diga que eu deveria ou não fazer. — Lin estava saindo do seu juízo normal.
Sieghart e Mari começaram a observar a luta com mais interesse, olhavam, algumas vezes, para Zero. Nunca o viram tão aflito como naquele momento.
–"Se concentra, Lin..." — A Sacerdotisa encarava Han se aproximando.
A esfera líquida crescia gradativamente, e, quando estava frente a frente com Lin, lançou, sem pensar duas vezes. Era o fim da luta. As duas meninas não eram mais vistas da Arena. O Juiz olhou para os outros jurados e para os organizadores do Evento
–Finalize a luta. — Disse o Diretor da outra escola.
–Não sabemos quem venceu. — Interviu Lothos.
–Han, minha aluna, está mais que óbvio.
–Senhor. — Disse o Juiz da partida — Não posso dar um comunicado sem antes ter certeza de quem venceu.
A água da esfera de Han havia se espalhado por toda a Arena e isso possibilitava a visão. Uma pequena linha de fumaça pôde ser vista, o que chamou a atenção de todos.
–O que é aquilo? — Perguntou o Diretor.
–Irei ver. — O Juiz subiu na Arena e, ainda na beirada, tentou ver o que acontecia mais a sua frente.
–É impossível ter fumaça. — Disse a treinadora de Han, que se aproximava de Zero — As duas utilizam habilidades que não há fogo. Como?
–Lin... — Sussurrou Zero — A minha aluna possui uma habilidade, ao lançar uma grande esfera de energia, que ao colidir com o chão, causa uma pequena explosão. Como Han utiliza-se da água, acho que com a ajuda do vento imposto na energia da esfera de Lin, essa água se evaporou.
–E podemos chegar a uma conclusão a partir de sua análise? — Perguntou a treinadora
–Sim. Ambas usaram suas habilidades juntas. Isso dificulta saber quem ganhou. Mas...
–Acredita que foi a sua aluna, não é?
–E você acredita que foi a sua, então temos a mesma ideia com interesses pessoais contrários. — Zero se retirou dali sem dizer mais nenhuma palavra.
–Que homem frio! — Reclamou a treinadora, voltando para a sua concentração.
Aos poucos a Arena começou a ganhar sua forma novamente. Lin e Han estavam deitadas no chão.
–E agora? — Perguntaram Lothos e o Diretor juntos.
O Juiz analisou a situação, caminhou até o centro da Arena. Incrivelmente estava "chovendo" e ventava um pouco. Talvez tivesse sido a colisão entre as duas forças que motivaram esse fenômeno. O Juiz aproximou a mão até o nariz de Han para ver se ela ainda tinha uma respiração consistente e, depois, repetiu o mesmo feito em Lin.
–Temos uma vencedora. — Todos fixaram seus olhares no Juiz. As meninas, aos poucos, tentavam se levantar. Mas não conseguiam. -A luta foi bem emocionante, ambas lutaram muitíssimo bem, mas apenas uma irá se classificar. E a vencedora é... — O Juiz fez uma pequena pausa para dar mais suspense — Lin!
Lupus, que não havia demonstrado nenhuma reação durante a luta toda, ficando parado em sua concentração, sorriu discretamente. Ninguém havia visto o momento de felicidade de Lupus.
Enfermeiros entraram na Arena para ajudar as duas meninas no que fosse preciso, Lin se recuperou mais rápido, mas Han acabou ficando inconsciente e saiu desacordada da Arena.
–O que aconteceu lá? — Essa pergunta era o que mais se ouvia na arquibancada.
–Lin! — Zero foi até uma pequena escada e ajudou a menina a descer — O que houve quando as duas lançaram, ao mesmo tempo, suas habilidades?
–Eu esperei o momento mais próximo para usar a Explosão Final, atingiria a Han e ela ficaria com mais danos que eu, já que, com a energia da minha esfera, afastaria a excessividade da esfera dela. Não chegando com tanta potência em cima de mim.
–Pensou nisso tudo mesmo quase ativando o selo? — Perguntou Zero, curioso.
–Sim... A aura que me rodeava me deu mais agilidade e uma visão maior da luta. — Respondeu Lin, admirada com a força que tinha.
A menina esperou que Zero a parabenizasse, mas ele nada disse. Ela não se abateu por isso, já sabia o professor que tinha.
–Zero! — Chamou Sieghart — Você estava bem inquieto vendo a luta.
–E o que tem? — Perguntou, sem ao menos virar-se para falar com o moreno.
–Eu não costumo vê-lo assim.
–Não fique preocupado comigo, pelo que sei, você gosta da Mari e não de mim. — Zero sorriu de canto, mas como estava de costas, Sieghart não viu.
O moreno o encarou.
–Eu só perguntei, por causa da Lin, ela estava diferente na Arena.
–Não se preocupe, Sieghart, ela não é sua aluna, é minha. Quem deve se preocupar sou eu.
Zero seguiu seu caminho e Sieghart só ficou observando.
–Não deveria ter ido falar com Zero. — Disse Mari, se aproximando.
–É... — Sieghart se virou na direção da professora — O que veio fazer aqui? Ficar perto de mim? — Riu do que disseste.
–Tolo. — Mari também deu as costas e saiu de perto do moreno.
Sieghart se deu por derrotado e voltou para a sua concentração.
–Como está a Han? — Indagou Lin à um dos jurados.
–Ela está bem, já foi tratada e se recuperou. — Respondeu um deles.
–Obrigada. — Lin sentiu-se melhor ao saber que sua adversária estava bem.
–Por que se preocupar tanto com as pessoas? Afinal, ela lutou contra você.
Lin ficou sem reação ao ver quem falava com ela.
–Não é porque você é um nada, que deve ficar calada e não falar nada.
–Lupus... — Murmurou para si mesma — Por que está aqui? Deveria ficar ao lado da Rey. — Lin cruzou os braços e virou o rosto.
–É... Eu deveria. — Lupus saiu dali.
Lin suspirou.
–"Não pedi para que você fosse embora... Só perguntei algo desnecessário, apenas para que permanecesse mais tempo aqui ao meu lado..." — Pensou a Sacerdotisa.
–--
Holy deu um pulo para frente e segurou com mais firmeza seu martelo, preparada para qualquer ataque. A Paladina cerrou os olhos e os abriu, ainda não havia se acostumado com a escuridão. Fez isso mais três vezes até começar a ver rastros da Blacklash, que, mesmo não estando com os raios ativados, ainda emitia uma pequena linha de luz. Holy olhou para os lados, fez de novo com que ficasse envolta pela luz azul e conseguiu avistar Celina.
–Cansei de brincar de pique-esconde! Impacto Poderoso.
Celina, por sorte, não foi atingida. Jogou seu Chicote Sombrio para frente, que enrolou no cabo do martelo de Holy, o chicote estava com uma mana roxa e preta, parecia que estava absorvendo o poder da Paladina. Holy sentiu sua roupa pesar um pouco. Celina soltou o chicote do martelo e sorriu.
A Paladina começou a girar sem parar, parecia que estava tonta, mas mesmo assim continuou. Girava tão rápido, que quando Celina foi tentar passar por ela, acabou sendo atingida, e assim também sentiu sua roupa pesar um pouco.
–Boa garota, vamos ver do que mais você é capaz com seu martelinho.
–Martelinho?! Agora você me irritou profundamente!
–Ah... Tadinha de mim.
–Não terei piedade! É melhor rezar por sua alma.
–Ui! Agora eu senti o tom de ameaça. Adorei! – Celina bateu palmas e sorria.
Ela girou a Blacklash duas vezes, no total de 720o, os raios começaram a surgir. Holy se afastou um pouco, sabia que a vantagem daquela arma era à distância. Celina deu a primeira chicoteada para frente com a Blacklash, mas a Paladina foi esperta. Holy apoiou seu martelo no chão e deu um salto de costas sobre ele.
–Habilidosa... Vamos ver se consegue pular disso. – Disse Celina se agachando e dando um giro rasteiro no chão com os dois chicotes.
Holy conseguiu pular de um, mas foi derrubada pelo Chicote Sombrio.
–Não sabe pular uma simples cordinha... – Celina balançou a cabeça como se tivesse desaprovando a queda da Paladina – Parece que a Holyzinha não teve infância.
–Meu nome é Holy! – A menina se levantou, mas foi surpreendida, pois o Chicote Sombrio se enroscou em sua perna esquerda e a mana roxa e preta começou a aparecer a fazendo ficar sentada, Holy sentiu sua roupa pesar mais ainda e sua força diminuir, a escuridão parecia está cessando da arena. Mas parecia ainda dominar na luta e isso não era bom, já que a Luz estava sendo submetida à sombra.
A Paladina começou a conjurar magias de cura, se fortaleceu do jeito que pôde. A menina já estava ofegante e a roupa, agora, pesava lentamente pelas magias que usou.
–Não terei clemência, não com você. — Disse ela um tanto ofegante.
–Não preciso disso, Holyzinha. – Provocou Celina.
–É a última vez que me chama assim, garota das sombras! – Ela respirou fundo e gritou – Glória! – Holy se levantou.
A escuridão acabou e Celina apareceu andando lentamente a frente da menina.
–Já que não terá clemência, também não serei piedosa.
–Você é das sombras, sua alma já tem destino certo.
–Se você diz... – Celina deu um sorriso provocativo – Tempestade de Raios!
A Blacklash começou a ter mais energia que o normal, Celina a jogou na direção de Holy, que se defendeu com seu martelo, esmagando o chicote. Celina não estava acreditando no que aconteceu.
–Você... Olha o que você fez, garota! Destruiu minha Blacklash!
–Ah! Desculpe-me, não foi essa a minha intenção. Serei mais cuidadosa...
–Aprendeu a provocar, foi? Não deveria ter feito isso com o meu chicote. – Celina largou a Blacklash e usou apenas o Chicote das Sombras. – Agora vamos ver se a sua luzinha consegue vencer a minha escuridão.
–--
As lutas já estavam começando a ficar bem mais séria que o começo. Os últimos grupos estavam tendo seus classificados. No Grupo D, Igor, Vitor e Azin já estavam nas semifinais. Só faltava a luta de Jin (Ronan) contra Dani. Ambos já estavam se concentrando em seus respectivos lados.
–Bem, para finalizarmos as eliminatórias de hoje, a dupla do Grupo D que lutará agora será: Jin e Dani.
Jin olhou para Ronan, que já estava posicionado para entrar no palco da luta, Ronan também o olhou, ele também tentou visionar onde estava Elesis, mas não a encontrou.
–Boa luta... – Desejou o ruivo.
Ronan apenas assentiu.
–“Eu preciso vencer, pelo Jin... Pela promessa que fiz à Elesis... Eu vou conseguir, eu preciso vencer!” – O azulado pensava, enquanto observava fixamente seu adversário.
Amy, que estava sentada, levantou-se.
–O que houve, Amy? – Indagou Arme.
–E-eu não sei... – A rosada contraiu sua mão em seu peito – Uma sensação estranha...
–É por causa da luta do Jin? – Lire também ficou preocupada.
–Jin... – Amy teve um flash de lembranças, algo realmente espantoso para ela – Eu não sei explicar bem o que aconteceu agora. Acho que foi nervosismo, né? – Ela riu sem jeito.
–Preocupação, talvez. – Sugeriu Lire.
–É... – Amy estava diferente, seu coração palpitava forte, ela olhava para o menino que estava na arena e não via o Jin, era complicado, mas ela sentia que não era o Jin.
Voltou a se sentar. De longe, o ruivo viu toda a sua reação e não pôde deixar de sorrir, pois a rosada havia se levantado subitamente quando o nome de Jin foi anunciado, mesmo sendo Ronan quem entrou na Arena. Uma nova esperança de tê-la estava surgindo, seria bom acreditar que o sentimento poderia ressurgir?
–Como já foi dito, quero uma luta justa. Vocês estão fechando as eliminatórias do último Grupo, espero uma grande luta da parte de vocês. Boa luta aos dois. – O Juiz se retirou e deixou os dois meninos.
–--
–Droga!
–O que foi? – Elesis conversava com Jin pelo celular, mas sempre tomando cuidado para ninguém suspeitar.
–Na luta ninguém pode ficar parado. Alguém tem que atacar, os dois sabem disso. Ele possui uma boa resistência e está fazendo o Ronan apenas ataca-lo para se desgastar logo e vai acontecer de ele quase desmaiar como no treino com o Zero.
–Ótimo! — Disse Elesis, ironicamente — Como ele vai perceber isso?
Ronan estava indo bem na luta, apesar de não ter percebido as intensões de Dani. Ele pensava em como iria analisar seu adversário melhor se o mesmo apenas defendia-se de seus golpes. Dani precisava ataca-lo, sua roupa já estava começando a pesar. Ele percebeu que Ronan deixava seu ombro desprotegido quando dava um gancho de direita. Ele aproveitou isso golpeou Ronan.
Dani golpeou o ombro de Ronan e segurou o mesmo com uma das mãos ficando atrás do azulado e com o outro braço dava uma chave em seu pescoço. Ronan meio que ficou sem saber o que fazer, não conseguia pensar direito, pois com a chave e um dos braços sendo segurados por Dani, também sentia joelhadas em suas costas.
–Quem diria que você, Jin, estaria se sentindo sem saída? Parecia tão confiante quando o encontrei mais cedo...
Nesse momento, Ronan viu Elesis fora da arquibancada, mais próximo da arena. Ela parecia preocupada e falava ao celular meio desesperada. Lembrou-se do treino, antes de Elesis aparecer, quando deu uma chave em Jin e foi jogado para frente.
–O que está acontecendo, Elesis? – O ruivo gritava desesperadamente ao telefone. – Elesis!!!
–Ele lembrou... – Murmurou, abrindo um sorriso em seus lábios.
Jin não entendeu de imediato o que a irmã quis dizer.
–Eu acho que quem está confiante demais, pra quem vai perder, é você... – Disse Ronan de forma séria.
–Tá blefando!
–Conhece blefe, Dani? – Rapidamente o azulado segurou o braço da chave com o sua mão esquerda, que era a que estava livre, e jogou o adversário pra frente. Mas como seu braço direito ainda estava sendo segurado por Dani, acabou indo junto, o que não foi uma desvantagem. – Porque eu não sei blefar. – Ronan terminou a frase após levantar-se e observar seu adversário caído.
–--
Holy se curou, já que sua roupa pesava. A Paladina se perguntava se a roupa de Celina também estava pesando como a dela, pois seria desvantagem se não.
–Mesmo você sendo uma jogadora de suporte, suas curas não são páreas para o meu poder. – Celina deu duas chicoteadas no chão, escurecendo novamente a Arena – Eu vou acabar com você, Holyzinha.
–Cantando vitória antes do tempo... Quanta petulância.
–Nada disso, Holyzinha.
–Eu já disse que é...
–Para! Está me enchendo a paciência! — Celina parecia estressada.
Celina girou seu Chicote Sombrio em 360º e atacou. Uma mana roxa envolveu o chicote, mas não atingiu Holy, que desviou com perfeição.
–Ainda não se acostumou com a escuridão? – Provocou Celina.
A Paladina permaneceu em silêncio. Celina forçou seus olhos e pôde “ver” a posição de onde Holy se encontrava, sorriu vitoriosamente e lançou seu chicote que acertou, de surpresa, a Paladina.
Celina se aproximou, estava pensando em enrolar o chicote no pescoço da adversária, para sugar a força de Holy, mas, ao chegar perto, a Paladina se levantou e girou o Martelo, formando um ciclone e jogando Celina para trás, resultando sua queda.
–Foi pega de surpresa, é? – Agora Holy provocou.
–Está tentando me atrasar, para se curar e permanecer mais tempo na luta. Mas não irá conseguir! – Celina se levantou com dificuldade, pois a roupa estava pesando muito, mas ela não deixou se abater e continuou firme na luta.
Ambas estavam longe uma da outra, mas a Paladina já estava planejando algo.
–E quem disse que irei me curar? – Holy já estava perto de Celina, foi se aproximando tão cautelosamente que a menina nem percebeu sua presença.
Celina estava pensando que Holy estava longe de si, e começou a procura-la, sem saber que a Paladina estava ao seu lado.
–Aprendeu a brincar de pique-esconde? – Perguntou Celina, num tom irônico.
–Tanto aprendi, que estou prestes a ganhar esse pique.
Celina percebeu, tarde de mais, que Holy estava bem próxima.
–Redenção!
–“Ela não estava esperando seu poder aumentar para se curar, ela já havia se curado, só estava esperando que eu usasse o meu Chicote para favorecê-la e ela poder me atacar com sua maior habilidade” – Pensou Celina, enquanto só esperava pelo golpe, não havia saída. Era a derrota na certa.
Holy invocou todo seu poder sagrado, causando uma explosão e garantindo, quase, ser curada totalmente, pois nem sentia sua roupa pesar muito, já Celina estava caída, ajoelhada, no chão.
O Chicote Sombrio estava em sua forma normal e a Arena foi, gradativamente, voltando a ficar sem a escuridão causada por Celina.
Holy olhou a sua volta, estava feliz por ter ganho e, mais feliz ainda, pelo Azin ter visto tudo. A Paladina, humildemente, se aproximou de Celina e estendeu sua mão.
–Foi uma grande luta, garota das sombras.
–Claro que foi, Holyzinha, você lutou contra mim. – Celina sorriu e segurou a mão de Holy, que apenas riu do que a menina disse.
O juiz anunciou a vitória de Holy e também a vitória de mais três garotos: Jin, Igor e Vitor e também Azin que já havia ganho a eliminatória em sua escola. Ambas saíram da arena juntas e foram para lados opostos da quadra. Todos estavam eufóricos e ansiosos para o dia seguinte. Eles sabiam que as próximas lutas prometiam, por já ser a semifinal.
Próximo aos arredores do colégio um grupo específico estava um tanto... agitado. O grupo era composto por: Elesis, Lire, Arme, Amy, Ryan, Ronan, Lass e Jin. Eles seguiam para shopping onde iriam comemorar as vitórias. Durante o caminho, não poderia haver outro assunto, a não ser o campeonato.
–Aí, Ryan, — Elesis puxou o assunto. – Você mandou muito bem desviando das flechas quando se transformou.
–Ele foi demais, não foi? – Disse Lire se agarrando ao braço do menino.
–Ah! Valeu! – Disse o menino coçando a nuca um pouco envergonhado.
–Bem... Agora ele sabe como fugir da Lire quando ela estiver na TPM... – Brincou Arme.
As meninas riram enquanto os garotos prendiam o riso. A vontade de Ryan era de rir também, mas tinha um pouco de receio de apanhar da namorada que estava emburrada. Ryan apenas a abraçou confortando-a.
–Bem... O Lass também mandou muito bem quando atacou. – O alaranjado retomou o assunto.
–Impressionou todo mundo ganhando a luta com um único golpe! – Elogiou Arme maravilhada com o albino.
–Eu disse que ele era patético... – Disse Lass com o seu clássico tom frio e quase encerrando o assunto. Quase...
–Lass, por que você é mais frio do que aquela nevasca que enfrentou? – Brincou Ronan fazendo a galera rir, até mesmo Lass sorrir.
–Ele mostrou aos recalcados quem eles não devem provocar! – Amy se pronunciou.
–Verdade. – Concordou o azulado.
–E você Jin? – Amy lembrou –se da luta. Quando Jin entrou na arena, ela pressentia de que não era o ruivo. O estranho, era que achou os movimentos, o jeito de andar muito parecido com Ronan, mas precisava descobrir algo. – A luta foi fácil para você?
–Hã... Claro! – O ruivo ficara nervoso, não esperava algo sobre a luta dele, então respondeu meio sem pensar.
–Sério? Hum... Bem... Pelo que eu vi... acho que você foi meio que... pego de surpresa. – Ronan lembrou-se que se sentira sem saída ao levar o gancho e tomou cuidado com as palavras que dissera.
Elesis ria da situação meio enrolada dos dois e tentava esconder.
–Nada! Tudo sob controle. Modéstia a parte, — o ruivo olhou para Ronan. – eu achei que arrasei. – Tais palavras foram um elogio ao azulado.
–De fato, ele não tava blefando... – Recordou Arme.
–Blefando?
–É Jin! Blefando! Bateu a cabeça quando saiu da arena? – Disse Elesis tentando livrar os dois da situação.
–Ah! Claro! É o cansaço sabe?
–Eu já vi alguns casos dos lutadores de MMA que esquecem o que acabara de acontecer ao sair da luta. Deve ser normal... – Ronan pronunciou-se.
Jin acenou com a cabeça mesmo parecendo algo absurdo. Ryan, Lass, Lire e Arme acreditaram, mas Amy encarava a ruiva reprovando o que ouvira e Ronan e Jin tentando não se encararem nervosos com a situação.
–Vocês dois então muito estranhos... – As palavras de Amy seguiam para Ronan e Jin, apesar dela fitar o chão.
–O que vocês acharam da luta do Aldren? – Gritou Elesis, tentando mudar de assunto.
–Foi uma boa luta. – Respondeu Ryan.
–Só boa? – Perguntou Elesis esperando mais algum elogio. Arme e Lire riam da situação da ruiva. – Só eu acho que ele arrasou????
–É... ele mandou bem. Gostei muito de quando ele finalizou a luta aproveitando a provocação do Vini.– Disse Ryan, tentando não encarar a ruiva e receber um dos olhares fatais dela.
–Gente! Ele arrasou no golpe final!!! Como vocês podem achar que ele só foi bem??? – A indignação da ruiva só aumentava.
–Avaliando as lutas em geral, teve outras melhores. Tipo da Celina com aquela Holy. — Lass comentou sério como sempre.
–Eu não acho que a luta daquelas duas foi melhor que a do Aldren. Repito que ele arrasou.
–Por que quer tanto insistir na luta dele? – Perguntou o albino curioso.
–Sabe o que eu acho? – Amy se pronunciou. – Que uma certa ruiva está gostando do Aldren...
–E eu queria saber quem chamou o troço rosa pra vir com a gente! – A ruiva já estava furiosa por ninguém comentar da luta dela, mesmo não sabendo que era ela, e agora com a provocação de Amy, ficou ainda mais...
Respondendo a pergunta da ruiva, Amy apontou para Ronan, que estava ao seu lado, e o mesmo olhava em volta assoviando.
–Eu quero comentar uma luta boa, que, neste caso, é a do Aldren.
–Por que você acha que só a do Aldren foi boa? – Amy aproveitou o gostinho pra cutucar ainda mais a fera.
–Não é que só a dele foi boa... Mas foi a melhor!
–Por quê?
–P-por... q-que... Porque... – A ruiva não tinha mais o que falar e grunhiu de raiva.
–Elesis, estamos entre amigos... Conta pra eles. – Aconselhou o ruivo.
–Contar o que? – Perguntou Lass e Ryan simultaneamente.
–Não contaram pra eles? – Perguntou a ruiva para Arme e Lire que apenas negaram com a cabeça. — Vai contar a sua situação também, Jin?
–N-não sei do que está falando.
–Jin, a minha situação tá rolando a mais tempo e eu consigo esconder. Já você tá todo enrolado denunciando até o coitado. Conte você que depois eu conto.
–Contar o que? Que quem lutou hoje foi o Ronan e não o Jin?
Todos olharam espantados pra Amy, inclusive Lass, enquanto o azulado e o ruivo procuravam um local pra se proteger. Vendo a reação dos dois, a rosada sabia que acertou no chute e, como todos sabiam agora, Elesis se sentiu na obrigação de contar a situação dela.
–Eu usei o nome do Aldren na inscrição pra lutar no masculino. – Revelou a ruiva sorrindo no final da frase com o espanto dos três que não sabiam.
Durante o resto do caminho do shopping ficaram fazendo perguntas para os ruivos e o azulado, já que, querendo ou não, estava envolvido. A reação da rosada foi apenas “Eu sabia que você iria lutar”.
Notas finais
*Eu e Mary, estamos querendo aproveitar esse fim de fic para fazer uma espécie de evento: Não sei se gostariam de saber como nós somos, mas mesmo que não seja o interesse, propomos o seguinte: mudamos nossa foto do perfil e quem quiser participar terá que adivinhar quem é Mary e quem é Iasmym. É facil ^-^ O premio? Que tal saber o nosso próximo grande projeto de fic do Grand Chase? =D (Fim do recado 2)
*Então? O que acharam do capítulo? Comentem õ/ Beijus!
P.S.: Essa nota ficou meio grande ou é impressão minha?
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