Notas iniciais
Esse capítulo eu achei mega fofo *-* Eu adorei escrevê-lo ao som de Arms da Christina Perri! Duvido alguém que nunca se inspirou nessa música '-' Ah, por favor, se encontrarem erros me avisem sim? Esse capítulo foi revisado, mas eu sempre deixo escapar algumas coisinhas bestas (: Um presentinho pra vocês aguardam nesse capítulo! *-* Aproveitem. Espero que gostem!

Se tive um pesadelo aquela noite, eu não me lembrei. Considerei aquilo como um presente de aniversário. Finalmente eu tinha completados meus dezessete anos e por tanto eu estava até animada. Eu sabia que aquela idade não fazia muita diferença, mas era um passo para mais perto dos meus dezoito anos. Talvez os dezoito anos mostrasse que eu era uma pessoa mais madura e me desse um pouco mais de independência, tanto com meus pais quanto com o resto do mundo.

Espreguicei-me na cama. Rolei para o lado e contemplei minha parede.

– Feliz aniversário Manu! – Sussurrei para o vazio. Estava me parabenizando, pois estava convicta que somente eu sabia lembraria aquela data.

Levantei-me da cama e cambaleei até o banheiro. Tomei banho e decidi vestir algo mais especial.

– Coleção especial de aniversário! – Cantei enquanto procurava algumas roupas para vestir. Não tinha muitas opções. Peguei uma blusa preta de manga longa com uma estampa de borboleta (meio infantil?) no centro. Vesti uma calça jeans azul, mas peguei um short da mesma cor para me trocar quando chegasse à escola. Calcei minha bota preferida. Eu estava confortavelmente bonita. Deixei meus cabelos soltos jogando algumas mechas de fios sobre meu ombro direito. Decidi passar delineador, lápis, blush, rímel e finalizei a maquiagem com um gloss incolor.

Recolhi meus materiais e fui até a cozinha onde meu pai já me esperava.

– Hoje sou eu que vou te levar até a escola. – Ele disse sem expressão.

Entramos no carro e seguimos todo o caminho em silencio. Pelo mesmo retrovisor que observei minha mãe no dia anterior, analisei meu pai. Ainda tinha o mesmo rosto sereno de sempre. Os olhos negros brilhavam com uma luz de fraca intensidade, mas estava aparentemente mais vivos que minha mãe. Os cabelos escuros apresentavam poucos fios brancos dando um ar de experiência. A barba por fazer combinava com seu perfil descontraidamente. Estava um pouco acima do peso, mas não deixava de ser charmoso. Meu pai era muito bonito, isso eu tinha certeza.

Recordei de alguns momentos de infância onde ele me tratava como a menininha dele e um sorriso vago se formou no canto dos meus lábios.

Ao chegar à escola abri a porta do carro, mas antes que eu pudesse sair senti a mão do meu pai segurando meu braço. Olhei pra ele um pouco surpresa pelo ato e esperei ele pigarrear algumas vezes. Parecia que queria dizer algo, mas estava em duvida se realmente deveria. Minha mente fez questão de imaginar que seria outra discussão que ele queria começar, porém mesmo assim não me movimentei.

– Manu... Feliz aniversário, minha filha! – Meus olhos se arregalaram. Eu estava admirada com o que havia acontecido. Ele tinha se lembrado do meu aniversário.

– Poxa, obrigada pai! – Sorri. Meu coração falhou uma batida, mas me mantive firme para não me emocionar tanto. Podia parecer pouca coisa, mas para mim aquilo era um grande passo. Talvez a minha relação com ele passasse a melhorar depois disso.

Sai do carro e nem percebi quanto tempo ele continuou me observando. Parecia que me esperava entrar na escola. Parecia estar me protegendo mesmo afastado de mim. Adentrei pelo pátio, incrivelmente animada e nem reparei nos sussurros que surgiram ao meu respeito. Eu estava radiante.


*

As aulas passaram rapidamente e quando dei por mim já era o recreio. Direcionei-me a sala dos armários e respirei aliviada ao descobrir que estava destrancada. Entrei e me sentei em um canto qualquer. Coloquei meus fones, escolhi uma música alta e fechei os olhos apreciando o bom som. Encostei a cabeça na parede e tranquilizei as fortes batidas que meu coração dava ao relembrar as palavras do meu pai. Quando estava completamente tranquila, clareei a visão e dei de cara com um belo par de olhos me admirando próximo ao meu rosto.

– Ahhh! – Assustei. Soltei um grito rouco enquanto minha mente trabalhava o raciocínio e focalizava bem quem era que me observava. – Você me assustou seu... – Não consegui terminar a frase.

– Perdão moça, não era minha intenção! Ok, talvez fosse minha intenção, mas não imaginei que iria gritar tão alto. – André estava se divertindo com meu desespero. Minha tentativa de acalmar meu coração tinha ido água abaixo. Talvez meus batimentos cardíacos se tivessem acelerado com a presença dele ou com o susto. Talvez um pouco de ambos. Mas não pude deixar de sorrir ao vê-lo, estava mesmo contente por ele estar ali.

– Sentiu minha falta e veio atrás de mim? – Insinuei. Ele revirou os olhos e bufou. Pela sua expressão ele havia me chamado de convencida telepaticamente.

– Achei você por acaso se quer saber. E, aliás, trouxe isso pra você! – Ele deslizou os dedos e abriu a mão esquerda. Bem no centro havia uma caixinha preta com um laço de cetim vermelho. Era uma pequena caixinha de presente. Linda por sinal. – Feliz aniversário moça! – Eu estava levemente maravilhada com aquilo. Não imaginei que meu dia pudesse ficar ainda melhor.

– Pensei que não fosse me dar um presente. – Eu disse enquanto direcionava minhas mãos para apanhar a caixinha e relembrava suas palavras.

– Se eu dissesse que daria um presente pra você perderia a graça da surpresa não é?-

– Talvez... Mas não precisava ter comprado não. Um simples ‘parabéns’ já me deixaria feliz! -

– Eu quis comprar. Abre logo esse presente sua boba! – Eu até que gostava de ser chamada de boba por ele. Soava de um jeito carinhoso. Abri a pequena caixa e vi um lindo colar prata com um pingente de coroa no centro. A coroa tinha pequenos cristais brilhantes incrustados por todo ele. Era lindo. Perfeito para ser sincera. Olhei para ele. – Porque toda princesa precisa de uma coroa... Posso? – Ele se ofereceu para colocar o colar em mim e balancei a cabeça assentindo. Fiquei meio desnorteada ao ouvir ele me chamando de ‘princesa’. Aquilo fez meu rosto aquecer e senti meu coração doer. Eu percebi naquele momento que adoraria que ele me chamasse assim mais vezes, só que obviamente eu não ia fazer esse pedido.

Virei-me de costas para André. Ele fez questão de tirar meus cabelos que atrapalhavam da nuca. Um arrepio percorreu meu corpo quando as pontas de seus dedos passearam por um segundo no meu pescoço. Ajeitou o colar e o prendeu. Ficou de frente pra mim e me observava curiosamente feliz. Puxei o pingente com os dedos e o encarei.

– Parece caro! É extremamente lindo e eu adorei, mas não posso aceitar. Obrigada mesmo assim, foi muito legal da sua parte! – Agradeci.

– Eu comprei pra você e você vai aceitar. Não foi tão caro como você está pensando não. Isso é mais uma lembrancinha! –

– Quanto que foi? –

– Não se fala preço de presente, ninguém nunca te ensinou isso? – Ele segurou para não rir. Alterei a posição dos olhos e respirei levemente.

– Ok, obrigada então pelo presente. É realmente muito lindo! Você tem bom gosto! – O abracei rapidamente em forma de agradecimento. Ele retribuiu o abraço e logo me soltou.

– Preciso ir. Se descobrirem que eu saí da biblioteca pra vir dar um presente para alguém me ‘matam’. E, aliás, preciso trabalhar. –

– Trabalhar? Sei... Boa sorte com a procura da carta! – Eu sabia que ele estava se ocupando a isso. –

– Não tem como mentir pra você não é? – Ele riu.

– Não mesmo! Segunda eu apareço por lá ok? –

– Vou te esperar! – E ele saiu. Continuei sorrindo para meu pingente e não consegui ouvir mais minhas músicas. As risadas ressoaram em minha mente me fazendo arfar a cabeça.

Princesa... – Relembrei suas palavras e meu rosto se avermelhou – Gostei desse apelido.

Naquele mesmo instante a porta se abriu vagarosamente e o rosto de André apareceu sorrateiramente.

– A propósito, você está linda hoje! – Ele sussurrou. Antes que eu pudesse pensar em agradecer ao elogio ele havia desaparecido. Geralmente eu não aceitava e não acreditava nos elogios a meu respeito (não que eu recebesse muitos), mas de alguma forma ele parecia ser sincero ao me elogiar (me deixando muito animada por sinal).


http://s1358.beta.photobucket.com/user/Little_Princess5/media/Natildeofecheosolhos_zps72380632.png.html

Notas finais
O que acharam da foto dos dois? *-* Aprovaram? Eu achei eles muito parecidos com os personagens que eu tinha em mente. Me digam o que acharam nos reviews ^^
Mais uma vez, agradeço aos leitores *-----------* 7 Recomendações, yeah!