Não Espere

11 Tocada pela Morte


Notas iniciais
+ um cap!! (:
please..eu sei q deve ter mt gente lendo a fic..leitores fantasmas..apareçam..=/
aí vai a historia da Lissa!
Boa leitura!

" Levante-se, Luna."

Eu abri os olhos. Podia ser um milagre ou uma ilusão, mas de alguma forma eu estava em uma floresta escura e débil. A névoa transcorria misteriosa e atrativa.

- É a Floresta Vermelha? — disse para mim mesma.

- Há uma parte dela conectada a você.

Me virei abruptamente. Mal acreditei quando vi Jennifer de pé, diante de mim. Cheguei até a tocá-la e abraçá-la.

- Mas...você está morta — eu lembrei, e ela suspirou.

- Vim avisá-la de que grandes coisas estão prestes a acontecer — disse ela.

- Coisas? — indaguei. — Que tipo de coisas? E como sabe disso?

- Meu sacrifício não pode ter sido pra nada. — ela segurou meus ombros com firmeza, me olhando fixamente. — Você tem que fazer algo, Luna. Tem que me vingar.

Aquilo me assustou, e eu me afastei. Jennifer jamais agiria daquela maneira.

Ela riu, nervosa.

- O que foi?

- O que está havendo, Jennifer? Que lugar é esse? O que...houve com você?

- Não tenha medo. — sua voz estava melodiosa demais. — Somos amigas, não?

- Eu não sei, eu... — engoli em seco. — Está tudo tão confuso...

- Imagino. — ela andou ao meu lado. — Envenenada por um Pesadelo, caçada pela Morte...olhe à sua volta, Luna.

Eu obedeci, e meu olhar seguiu a direção até um corpo no chão. O meu corpo.

- Estou morta? — falei rápido.

- Como eu disse — Jennifer voltou a falar de um jeito estranho. — Seu tormento só vai acabar quando devolver na mesma moeda.

Eu voltei à mim, e arfei em torpor.

- No que tanto pensava? — era a voz de Marion.

- Jennifer. — respondi roboticamente. Em seguida, me virei pra ela. — Você acredita em fantasmas?

Ela fez muxoxo e riu um pouco.

- Bem...tudo é possível em um mundo onde existem pessoas que são imunes à morte. Você a viu?

- Sim — suspirei. — Mas não sei se era verdade.

- Aquela garota... — Marion falou devagar. — Você ahca que ela é confiável? Ela é humana...

Fiz muxoxo.

Aquilo me fez pensar. Marion estava tentando me aconselhar?

Dei de ombros.

- Não podemos desperdiçar nenhuma chance de acabar com isso.

- Se tivesse uma chance de acabar comigo, você faria, Luna? — Marion perguntou de repente, e parei. — Acha que não podemos ser amigas?

Suspirei profundamente e demorei a responder.

- Não sei, Marion. Talvez sim, talvez não.

- Ei, vocês.

Nós duas pulamos quando Bellie apareceu.

- O que foi? — ela se aproximou.

- Estamos tentando salvar o mundo, sabe? — Marion respondeu sarcasticamente enquanto eu tirava a Pedra Escalarte de uma caixa.

- Quem lhe deu isso? — perguntou Bellie.

- Uma amiga. — respondi depois de um tempo.

- Já ouvi falar. — girando a pedra nas mãos, Bellie deixou-a escapar por entre seus dedos, e a pedra caiu rolando até uma das estantes.

- Devia ter mais cuidado com o que faz. — Marion brigou com ela.

- Olhem! — chamei a atenção quando a luz do sol iluminou exatamente o lugar onde a pedra estava. Aquilo era um aviso.

- Tem algo aqui... — murmurei enquanto fuçava a estante.

- Ah, fala sério... — Bellie não acreditou.

- É bom acreditar. — aconselhou Marion.

Bati na estante com força; com raiva por não encontrar nada. Então, um pequeno livro na estante ao lado se desequilibrou e caiu aos meus pés, e o peguei rapidamente; curiosa.

O livro, na verdade, era um diário muito antigo. Suas páginas estavam amareladas e o papel era viscoso. O cheiro, mofo.

- De quem é? — Marion quis saber.

- Não sei... — abri a primeira página devagar. Haviam fotografias antigas e algumas anotações, com uma escrita elegante; antiga. — Será que é realmente o diário da Zattara?

- Pode ser — Marion falou.

- Mas por que ela teria um diário, se a vida dela sempre foi tão publica? — instigou Bellie. — Ela teria algo a esconder?

Aquilo nos fez pensar.

- Talvez ela tinha outro propósito.

O diário era bem escrito e organizado, como se a pessoa que o fez tivesse feito assim para que fosse realmente lido no futuro.

Na página seguinte, tomei um susto.

Em toda a página, estava colada a foto de uma garota de expressão triste.

Mas o que chamou a atenção foi o fato de a garota ser muitíssimo parecida comigo. Talvez uma sósia — ou até mesmo gêmea.

Tremendo, deixei o diário cair.

- Luna? — Marion me olhou preocupada.

- Tem...uma foto... — balbuciei.

Atarantada, Bellie o pegou, juntamente com Marion, e elas arregalaram os olhos.

- Isso tem que ter uma explicação.

- Quem é ela?! Por que eu me pareço com ela?! — vociferei alto. De súbito, as portas da biblioteca foram abertas, revelando as figuras de Leon e Airon preocupados.

- Mas que... — Airon gemeu. — Luna? — ele me notou assustada.

- O que você viu? — Leon perguntou.

- Eu me pareço com ela... — apontei para o diário. — Porque...

Leon suspirou ao ver a foto.

- Não é o que pensa.

- E o que eu deveria pensar então?!

- Não se altere, Luna.

- Vou embora! — gritei, transtornada. — Estou cansada de desculpas em cima da hora! Se isso foi revelado pra mim, é porque eu deveria saber!

Corri quase chorando pelo pátio até tropeçar e cair debaixo das árvores silenciosas. Resolvi ficar por ali mesmo até que eu me acalmasse.

"Até quando acha que vai aguentar?"

Escutei um barulho perto, e me preparei.

- Não devia dar tanta bandeira pra Morte assim.

- Lissa! — meu surpreendi ao vê-la. — O que faz aqui?

- Bem...eu nunca mais vi você. — ela se sentou na raiz ao meu lado.

- Preciso que me ajude.

Ela meneou a cabeça.

- Onde achou isso? — ela tomou o diário das minhas mãos e começou a folheá-lo. Então ela viu a foto. — Ah, Deus.

- Pode me explicar? — levantei um sobrancelha.

- A questão é — ela o fechou. — Por que isso chegou até você. — ela suspirou quando viu que eu iria insistir. — Luna...essa garota na foto é ninguém mais, ninguém menos que Clara, a melhor amiga de Zattara.

Choque.

- Como assim? E o que eu tenho haver com ela?

Ela deu um longo suspiro.

- Está com a Pedra Escalarte aí? — ela estendeu a mão e eu entreguei. — Gostaria de conhecer a minha história, Luna? — ela sorriu. — Já vou avisando...não vou censurá-la de nada, ok? — brincou. — Considere-se sortuda por isso.

E suspirou, começando.

- Eu nasci em Paris, na França, por volta de meados depois do fim do século XIX. Meu nome verdadeiro é Lis Sarriè di Revon. — ela falou no sotaque francês, e rimos. — Adaptei um nome mais fácil depois que fugi.

- Por que? — indaguei.

- Foi aí que conheci a Zattara.

"Minha família era da alta burguesia e lutou na Revolução Francesa. Era a única mulher de três irmãos. Meu pai era um bancário poderoso e vivi implicando com meu irmão mais velho, Denttré. Quando Denttré foi lutar na Primeira Guerra Mundial, voltou morto. Aquilo desestabilizou a todos nós, principalmente Marillié, minha mãe. Então, foi aí que descobri um negócio secreto na minha família."

- A partir da morte do seu irmão? — perguntei enquanto o flashback passava à minha frente, e vi a mãe de Lissa; uma mulher de cabelos encaracolados em um longo vestido. Em seguida, surgiu um homem alto e ruivo.

- Meu pai — a voz de Lissa mudou. — Ele trabalhava paralelamente com a Morte. Quando o corpo de Denttré voltou, escutei uma conversa dos meus pais.

" — E agora, o que vamos fazer? Isso foi um aviso!", disse Marillié.

"- Acalme-se. Precisamos sair daqui.", disse o pai de Lissa.

" — Não podemos", Marillié se desesperou, " Nossos outros filhos serão os próximos! Você destruiu a nossa família!

Foi aí que entendi. Denttré não havia morrido. Ele fora assassinado."

- E o que você fez? — a história ficava interessante.

"Como eu me tornara a irmã mais velha, bolei um plano pra fugir junto com Max. Então, coisas aconteceram. Eu voltava da rua quando vi nossa mansão revirada. Desesperada, chamei por meus pais, mas tudo o que escutei foi um choro vindo dos fundos. Quando fui averiguar, vi Max chorando ao lado de dois corpos ensanguentados. Eram os nossos pais."

Choque.

- A Morte veio atrás de vocês?

- Muito mais do que isso — Lissa disse. — Ela queria um de nós. Foi aí que decidi fugir. Na época, fui pega de surpresa; já que não sabia lidar com aquilo. Mas não foi fácil. A Morte ainda estava na casa. Tentei ser cautelosa, mas não deu.

- E o que aconteceu?

- Ela me pegou. E meio que...me marcou.

- Como assim?

- Quando fui tocada pela Morte, fiquei com uma espécie de centelha — contou. — Foi como uma corrente elétrica. De pois que Max e eu fugimos, percebi que começava a mudar. Aí eu o conheci, e tudo mudou de figura.

Sorri.

- Você conheceu alguém?

- Ele dizia ser como eu — ela suspirou, nostálgica. — O nome dele era Don. Nos envolvemos rapidamente.

"Depois de dormirmos juntos algumas noites, eu comecei a estranhar. Don foi o primeiro a me explicar sobre Morte, Resgatadores e Indomados. Ele me disse que eu tinha deixado de ser humana quando a Morte me tocou."

Arquejei.

- Foi aí que você se tornou a Morte?

- Bem pior — a voz de Lissa soou sufocada. — Descobri que Max havia sido tocado também. E Don disse que estávamos mudando. Foi quando brigamos feio e ele se revelou.

"Enquanto brigávamos, ele deixou escapar que sabia do assassinato dos meus pais. Mas eu havia o conhecido depois. Então, eu liguei os pontos e me lembrei. Don era a Morte. Ele havia assassinado os meus pais."

Fiz um "O" com a boca.

- E o que você fez?

Ela suspirou.

- Se lembra que fui tocada? Don era a minha Morte. Mas ele não queria me matar.

- E o que ele queria?

Ela me olhou.

- Zattara não foi a primeira Morte a se apaixonar. Ela foi a única a demonstrar e lutar por isso.

- Don se apaixonou por você?! — disse, alarmada.

- Ele queria que eu fosse igual a ele. — continuou. — Me queria ao seu lado. Mas eu não aceitei e exigi que ele tirasse aquilo de mim, mas ele afirmou que não havia volta. Até que fomos obrigados a nos separar do nada. Aí, conheci a Zattara. Quando ela me disse que estava se erguendo para fazer vingança, decidi me juntar para fazer a minha vingança. Eu iria encontrar Don novamente. Zattara já havia perdido Josh, e Clara havia morrido. O sacrifíco feito havia despertado uma maldição antiga. Ao perder Josh, Zattara foi condenada. Ao morrer, Clara havia condenado a maldição a ser marcada em um poderoso Resgatador. Que é você, Luna.

- Então...tudo se resume à isso? — instiguei. — Não sou obrigada a terminar o que Clara fez...

Lissa ia responder, mas um som alto nos fez prestar atenção.

- Ouviu isso?

Senti um forte baque me empurrar ao chão, e a Pedra Escalarte rolou.

- Não! — gritei, tentando alcançá-la.

Então, escutei um voz.

"Luna."

Notas finais
gostaram?? reviews!!
provavelmente, prox cap ainda essa semana!! eebaa (:
até mais, dears..o/