Não Espere
12 Procure por Mim
Notas iniciais
meu pc deu problema..#chato
cap com mt ação!
boa leitura.
Uma névoa fantasmagórica começou a tomar conta do lugar, revelando o cemitério. Um arrepio me fez tremer.
- Lissa! — chamei por qualquer chance que eu poderia ter de encontrar alguém e sair dali. Seria a Pedra Escalarte? Eu havia aberto uma espécie de portal?
Eu temia pelo que me poderia acontecer. Ultimamente, havia me tornado uma medrosa assumida.
- Quem está aí? — disse alto. Seria o meu Ceifador?
"Você não quer me escutar!"
Virei-me de costas. Era só o que faltava — ser assombrada por um espírito.
- Me deixa em paz!
Mais uma risada.
De repente, uma forte ventania tomou conta do lugar, espalhando folhas secas por toda a parte; e em cima de mim, se aglomerando em meu cabelo. Senti um forte empurrão, e fui jogada em frente à um túmulo.
O túmulo de Jennifer.
- Pare com isso, Jennifer! — gritei para onde quer que ela estivesse. — Não se torne um espírito vingativo!
Mais ventania.
- Você não vai me machucar!
A ventania foi cessando aos poucos, e tudo o que restou era apenas névoa.
De súbito, ouvi passos e me retesei. Da névoa; assim, do nada, surgiu uma mulher negra. Eu já a tinha visto antes em algum lugar...Ela tinha o olhar triste e angustiado, e parecia querer falar alguma coisa, mas não podia.
De repente, ela desapareceu, e vi o espírito de Jennifer. Ela me olhava com raiva, e temi pelo que fosse fazer.
Não encontrava Lissa em lugar algum. Só havia uma forma de sair dali.
- Em pensar que, quando em vida, não acreditamos em fantasmas, não é, Luna? — Jennifer riu, sádica. — Sabe o que estou passando aqui do outro lado? — ela deu um passo. — Se lembra daquelas almas que a Zattara sacrificou? A Morte está prendendo a todos nós aqui! — ela salivava de raiva. — E sabe qual é o preço da nossa liberdade? Você!
Dito isso, uma ventania fantasmagórica me fez aterrizar dolorosamente no chão. Quando voltei à mim, Jennifer estava pronta pra me atacar.
- Mas eu? — indaguei. — Por quê? A Morte não pode prender vocês!
- Apólice de seguro. — disse ela. — Garantia de que faremos tudo o que mandar. Mas não se preocupe. Estou aqui para poupá-la de muito sofrimento. — e deu de ombros. — Estou mesmo condenada ao inferno.
Quando Jennifer se virou para me atacar, algo deu errado e ela sumiu num passo de mágica. No lugar dela, apareceu a mesma garota negra.
- Chega. — foi tudo o que ela disse. A presença dela era mais calma, e deduzi que ela talvez não fosse me machucar.
Seu olhar estava carregado de algo que eu não soube explicar. Ela parecia ser um espírito antigo; haviam alguns adereços em seu cabelo cacheado.
- Procure por mim, Luna. Se me achar, terá tudo o que precisa. Muito mais. — ela olhou ao redor, parecendo angustiada. Engolindo em seco, ela se aproximou e tocou a palma da mão com a minha. — E precisa ser rápida. Ela está nos vigiando nesse momento. Tenha cuidado com ela. Ela, Luna! Rápido!
- Ela? Quem é ela? — perguntei, mas nosso contato foi interrompido por um grunhido feroz de raiva. Quem quer que fosse que estava do outro lado, não nos queria próximas.
A névoa se dissipou num estalar de dedos, e tudo se aquietou. Foi como se nada tivesse acontecido.
- Lissa! — encontrei-a caída no chão.
- Aquela coisa...me fez apagar do nada — ela murmurou.
- Você viu uma garota negra?
Ela me olhou.
- Não.
Suspirei. Teria mais um problema pra resolver. Aquela garota me pareceu tão real...o que ela queria dizer? Quem era ela? Seria Zattara? Quem estaria ameaçando-a? A Morte tem poder sobre fantasmas?
Foi então que vi um vulto passando pelas árvores.
- Você viu aquilo? — apontei.
- Seja o que for — Lissa me ajudou a levantar. — Vá buscar ajuda. Eu fico aqui e irei ajudá-la como puder.
- Venham comigo! — gritei assim que adentrei a Ordem. Todos me olharam alarmados. Eles até podiam estar certos, uma vez que eu havia surtado e agido como uma louca nos últimos dias. Mas agora havia uma chance de mudar todo o rumo da história e encontrar, finalmente, uma solução. — Alguém está rondando a Ordem. E parece perigoso.
- E como você viu? — Leon foi o primeiro a falar.
- Um vulto — contei. — Os fantasmas estão sendo torturados pelos Ceifadores.
Depois de um longo suspiro, Airon sorriu.
- Vou de carro enquanto você segue pela floresta.
- Vou com você. — Leon apertou minha mão.
Nos direcionamos floresta adentro seguindo um rastro desconhecido. Lissa devia estar em algum lugar não muito longe.
- Sua amiga Ceifadora também está aqui, não é? — Leon quis saber. — Você não estaria esse tempo todo sozinha...
Revirei os olhos.
- Você sempre adivinha. Estão me dando um voto de confiança? — sorri.
- Você não vai passar por tudo sozinha — disse ele. — Somos uma família e amamos você. Estamos juntos nessa. Se a Morte quer pegar você, terá que passar por todos nós. — e sorriu.
Dei um longo suspiro de satisfação.
- Está se curando. — ele notou, sorridente. — Falta pouco. Muito pouco.
Então, fui empurrada com força de uma só vez direto ao chão. Com o baque, percebi que alguém apertava meu pescoço com força, tentando deter meus movimentos. Percebi que Leon olhava abismado para meu carrasco.
- Solte ela. — ordenou.
- Aw, é bom ver você de novo, gatinho.
Aquela voz. Não poderia ser! Quantas vezes eu teria que me livrar dela?
- Rachel... — sussurrei, sem ar.
Ela virou meu rosto puxando meu cabelo com força, de modo que trinquei os dentes para não grunhir.
- Você parece péssima, Esquisita. — ela foi sarcástica como sempre.
- Cala a boca.
- Estamos em maior número, Rachel. — alertou Leon. — Solte-a.
- Quem disse que estou sozinha, loirinho? — ela riu, e ao mesmo tempo, Jason surgiu de seu esconderijo. Ela ainda segurava meu cabelo com força.
- Está me machucando... — murmurei, incomodada.
Nessa hora, Jason me notou.
- Você sempre é a vítima, não é, Luna? — ele se agachou e segurou meu queixo, me obrigando a olhá-lo.
- Não ouse tocar nela! — Leon gritou.
- Dê um passo, e eu quebro o pescoço dela. — Jason ameaçou devagar, sem olhá-lo.
- Você não faria isso. — ele revidou.
Jason se levantou e caminhou até Leon.
- Como é? Está duvidando do que sou capaz de fazer?
- Você pensa que é poderoso só porque um Ceifador prometeu coisas à você. — Leon disse, convicto. — Mas você não passa de um humano com a alma condenada.
Jason riu, sem acreditar no que ouvia. Deu um passo e encarou Leon. Enquanto isso, eu tentava, discretamente, me livrar das garras de Rachel.
- Você não tem o direito de me julgar pelo que eu escolhi. Olhe pra você! — ele apontou. — Você se acha o salvador da humanidade... — e riu alto. — Acha mesmo que as pessoas precisam de vocês pra se livrarem da Morte? Elas mesmas fazem questão de procurá-la todos os dias!
- Ah, vocês vão mesmo fazer disso uma vingancinha pessoal idiota?! — reclamou Rachel. Dessa vez, ela estava certa.
Para minha surpresa, Leon se recuperou do ataque e agarrou Jason pelo pescoço, imobilizando-o.
- Luna! Vai! — ele gritou. Rápida, eu obedeci e chutei Rachel que, desnorteada, recuou, me dando espaço pra escapar.
Corri com toda a força que pude, mas ela me alcançou mais uma vez, jogando-me no chão.
- Você não vai fugir! — vociferou ela.
- Rachel, podemos resolver isso de outra maneira. — tentei negociar. — Você não precisa fazer isso. Está sendo enganada.
- Não tenho mais nada a temer uma vez que estou morta — deu de ombros. — Não vejo a hora em que você se juntará à mim...como será que você ficará morta?
- O que vão fazer comigo?
- Surpresa, Luna... — foi Jason quem respondeu.
- Onde está Leon? — me enraiveci.
- Não vou perder tempo com seu namoradinho. — ele disse com desdém.
- Vai mesmo fazer isso, Jason? — ele amarrou meus pulsos. — Não consegue lutar com essa raiva que está aí dentro? Eu o magoei tanto assim?
Ele me olhou nos olhos profundamente.
- Os sentimentos mudam as pessoas, Luna. E no meu caso não há volta. — e desatou a rir. — E não vamos matá-la. Será algo muito mais divertido. — e encostou seu rosto no meu. — Vamos levá-la ao seu Ceifador.
Não.
Fui jogada e trancada dentro de um carro preto fechado.
Lissa, avise Leon e os outros. Estão me levando para a minha Morte, busquei ajuda.
E se fosse uma armadilha?
O carro disparou, cantando pneus. Não havia qualquer chance de fuga. Haveria um plano?
- Comece a rezar, Esquisita. — Rachel debochou. — Não há nada nem ninguém que possa salvá-la.
- Jason, por favor, pare. — implorei, ignorando-a. — Sei como isso vai acabar. Assim que me entregarem, vão destruir vocês. Não há recompensas no final.
Jason riu alto e se virou pra me olhar, desviando a atenção da estrada.
Então, eu aproveitei.
Graças à sua distração no volante, dei uma cotovelada em Rachel e puxei-o para trás, de modo que o volante girou na direção contrária, e o carro perdeu o controle. Desesperada, tentei controlá-lo enquanto o carro ziguezagueava guinchando os pneus; mas não deu.
O carro capotou.
Capotou várias vezes até parar de cabeça pra baixo. Um dejavú voltou à minha mente de quando Lissa tentou me matar. Dessa vez, eu não cometeria o mesmo erro.
Eu não ficara presa nas ferragens, mas em compensação, um enorme caminhão buzinava, vindo na minha direção. A luz forte dos faróis me cegou, e só senti o impacto, e o carro foi arrastado, soltando faíscas, até que começou a rolar novamente. Dessa vez, muito mais rápido. De repente, o contato com o chão cessou, e a queda foi abafada subitamente, e o carro começou a inundar.
Havia caído dentro de um lago.
Dizem que quando você está prestes a morrer, a vida passa diante dos seus olhos. Enquanto o ar se esvaía dos meus pulmões, eu entendi o verdadeiro significado de estar viva. Era correr riscos sem ter medo. Havia uma razão de esperarmos o momento certo de morrer. Foi aí que percebi.
A razão. O objetivo. A meta.
Nadei e forcei a porta até me libertar. Subi á superfície, mas não tive força o suficiente e voltei a afundar. Notei que algo me puxava pra baixo.
Jennifer. E Carol — a garota que Zattara matou.
Seus espíritos queriam que eu os libertasse.
Antes que eu fizesse algo, fui agarrada pelo pulso e finalmente puxada para fora, onde tomei um bom gole de ar.
- Você é mesmo dura de matar.
Levantei a cabeça ao ouvir a voz da Ceifadora mais famosa que existia.
- Zattara? — exclamei, me afastando de imediato. Ela tinha o semblante calmo. — Por que me salvou? O que quer?
- Acha que não posso ter misericórdia de alguém pela primeira vez na vida? — ela riu.
- Por que está aqui?
Ela revirou os olhos.
- Temos problemas.
- Sabemos disso.
Voltamos nossa atenção para a voz desconfiada de Airon ao encarar Zattara.
- Luna! — Leon me abraçou forte. Nunca fiquei tão feliz ao vê-lo, e trocamos vários beijos.
- Não estou blefando. — Zattara continuou. — Tem algo muito sério acontecendo. E não sou eu quem está causando.
- Então, quem poderia ser?
- Alguém muito poderoso. — Zattara ficou séria. — Sinto que algum Ceifador está agindo contra mim e a favor de seu próprio intento.
- E você não pode fazer nada?
- Não dá pra lutar com um traidor desconhecido. — o olhar frio de Zattara suavizou e ficou mais cinza. Pela primeira vez, eu a vi com medo. — Alguém está prendendo os fantasmas e controlando os Caçadores. E tem um aliado. Temo que seja o seu Ceifador, Luna. Ele está disposto a capturá-la de vez.
Notas finais
se meu pc não der pau again, cap fresquinho em breve!!
bye bye
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