Notas iniciais
fic nova galeraa! o/
decidi dividir minha fic anterior..senão ficaria com uns 50 caps kkkkk =P
espero q curtam essa nova temporada da minha história =]
pretendo bombar!
Boa leitura.

Paris, França. Há alguns anos atrás.

POV´s Zattara.

Eu esperava que aquela viagem valesse a pena.

Embora Eustáquia tivesse concordado com a ideia de Max, eu achava um equívoco. Além do mais, era muito sacrifício para achar um pedaço de papel.

- Espero não me arrepender disso, Max — eu falei enquanto seguíamos até a velha mansão onde ele morava.

- Não vai. — garantiu ele. — Além disso, quero resgatar a minha irmã.

Revirei os olhos. Havíamos deixado a irmã dele para trás quando o libertei às pressas de um antigo calabouço. E Eustáquia queria muito que encontrássemos uma informação importante que estava por lá.

Engoli em seco quando chegamos no casarão.

Acompanhei Max até a entrada. Tudo estava silencioso, até que a irmã dele apareceu com as mãos cheias de comida. Naquele momento, me retesei para não achá-la uma desesperada; mas a pobre coitada esteve presa em um calabouço nojento por um tempo considerável. Suas roupas ainda estavam sujas.

- Por que demoraram tanto? Estou quase ficando louca aqui. — ela disse com o seu sotaque francês.

- Não está mais sozinha, Lis — disse Max, indo até ela. — Vem com a gente.

Ela colocou a comida num canto sem tirar os olhos dele.

- Não vá estragar tudo — ela o repreendeu, e depois me olhou, caminhando devagar. — Espero que isso que está fazendo dê certo.

Apenas ri. Não tinha como eles desistirem. Eles não tinham mais ninguém.

- Não se preocupe — falei, convicta. — Estando do meu lado, tudo sairá perfeito, e todos vamos ganhar. Além disso, tem algo aqui que quero. Onde fica a biblioteca?

Ela me olhou desconfiada.

- Não tem nada lá pra você. Ela foi destruída em um incêndio.

Suspirei, aborrecida. Ótimo, pensei.

- Apenas me diga onde é.

Ela se deu por vencida e subiu a escada, que já dava sinais de ruína. De fato, Lissa tinha dito a verdade: o lugar estava carbonizado, e não havia quase nada que pudesse ser aproveitado.

- Ah, não — Max murmurou. — Eustáquia não sabia disso? Não iremos achar!

- O que você procura exatamente? — Lissa perguntou à mim.

- Um escrito antigo. — respondi de olhos fechados, contendo a raiva.

Lissa bufou, rindo.

- Existem tantos por aqui... — ela ironizou.

- Não é possível! — vociferei, com raiva. — A velha não pode estar errada! Ela não nos teria mandado aqui pra nada!

- Não estou entendendo.

Olhei para Lissa querendo matá-la. Max abriu a boca pra explicar, mas fui mais rápida.

- Preciso de uma informação que pode destruir os Resgatadores; dizimá-los, exterminá-los para sempre — contei. — Algo que transformaria o mundo novamente onde pessoas imunes à Morte não existiriam.

- Sei — ela fez muxoxo. — Mas por que quer acabar com os Resgatadores? Fugir das Profundezas do Desespero já não é proeza o suficiente?

- Não — ri sem humor. — O que eles fizeram comigo não pode ser pago dessa maneira.

Ela me deu um sorriso significativo.

- Como fugiu? É impossível.

Eu ri mais alto.

- Fugir de lá exige paciência, inteligência e...requer um pouco de perspicácia. — enumerei, rondando-a.

Ela processou as informações. Sorri maliciosamente.

- Por que se interessa? Tem alguém importante pra você lá? Posso ajudá-la... — deixei a frase no ar.

Ela se virou prontamente.

- Vamos atrás do que você precisa.

- Lissa, não pode fazer isso! — Max protestou. — Não vai se arriscar por causa de um...

- Cale-se, Max! — ela berrou pra ele, que engoliu em seco, visivelmente chateado. — Vou me juntar a você — ela me disse. — Você me ajuda e eu te ajudo.

Max suspirou.

- Eu sei onde está a nossa chance.

- E o que está esperando? — falei. — Vamos até lá.

O garoto nos levou ao sótão. O lugar não estava muito diferente do restante da casa.

- Essa era a parte da casa onde estocávamos tudo. — contou ele.

Eu parei de prestar atenção assim que avistei um livro condecorado de vermelho.

Fui até ele, faminta e desesperada, batendo os olhos em qualquer coisa chamativa.

Mas nada. Não havia nada.

- Não pode ser! — murmurei, remexendo e bagunçando.

Lissa e Max me olhavam aturdidos. Eu ofegava incessantemente, chateada comigo mesma.

- Mas que merda! — furiosa, soquei com toda a potência a estante, que rangiu e tremeu, o que fez um pedaço cair. Curiosa, segui com o olhar até o assoalho quebrado, onde avistei um objeto escondido.

Meu coração deu um salto. Havia algo ali!

- Calma, Zattara — fez Max.

- É, assim vai terminar de quebrar a casa. — Lissa disse.

- Shh. — fiz sinal para eles, que se aproximaram. — O que tem aqui? — me abaixei perto do assoalho.

Lissa deu de ombros.

- Não faço ideia.

Olhei para Max.

- Alguém escondeu aí. E não foi nenhum de nós.

Com um pouco de esforço, fiz gemer o assoalho por tempo suficiente para retirar o tal objeto.

Era uma caixa, cheia de coisas.

- Vamos dar a volta por cima. — Lissa disse, sorrindo. — Também tenho uma dívida com os Resgatadores.

Sorri.

- Ah, Zattara, espera — Max me chamou quando saí. — Você deixou cair da caixa. Resolvi pegar. — ele deu de ombros. — Nunca se sabe.

Era um papel meio queimado, como se alguém o tivesse salvo a tempo do fogo. O desdobrei e logo sorri quando o li:

"E trazes de volta para ti aquilo que tinhas com relação aos teus próximos pelos olhos da alma, porque será com isso que tudo acabará."

- É verdade, Max. — disse, sorrindo abertamente. Eu havia encontrado! — Nunca se sabe.

Notas finais
se curtiram, ñ custa nada deixar um review, viu?? eu ficaria very happy!! =]