Não Espere
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Notas iniciais
já vai começar com muuuuita ação!
vou tbm esclarecer algumas coisas caso haja leitores novos..
espero q gostem..deixem reviews se lerem, please! *-*
desculpem se estiver um lixo..tenho pouco tempo pra escrever e postar..=[
Boa leitura.
" Oi, você ligou para o Jason. Ou estou muito ocupado para atender agora, ou estou chateado com você e não quero atender."
Todos os subterfúgios que tentei foram em vão.
As ligações sempre caiam na caixa postal. Eu temia pelo que teria acontecido.
- Não adianta tentar. — Leon disse ao meu lado. — Nós vamos encontrá-lo; tenha um pouco de calma.
- Como se isso fosse fácil quando você sabe que seus dias estão contados — eu desabafei, suspirando.
Ele revirou os olhos e me abraçou, e eu me deixei levar no embalo de seu corpo quente.
Estávamos no aeroporto, prontos pra partir para a Romênia. Airon enfrentava a fila do check in enquanto aguardávamos. A despedida da minha mãe, Jennifer, Jane e meus outros amigos não havia sido lá essas coisas — afinal, não demoraríamos muito. O mínimo sinal de perigo pra mim agora era motivo de toda cautela.
Porque a minha sentença havia sido decretada. Minha Morte estava me farejando nesse exato momento.
Somente permanecer no aeroporto já era um desconforto. Tinha receio de sentir um calafrio e entrar em pânico. Ele ou ela podia estar disfarçado. Podia não estar. Podia se qualquer um.
- Não tenha medo. — Leon afagou meu cabelo, dando-me um beijo na testa.
- Vamos nessa — Airon chegou, nos entregando os bilhetes. — É hora de embarcarmos em nosso voo.
Segundo ele, essa viagem esclareceria as coisas. No fundo, eu sabia que ele e Leon deviam ter um plano pra me distrair.
Leon sentou na cabine ao meu lado enquanto eu olhava pela janela. Olhar as nuvens e a mudança na paisagem pareciam me acalmar um pouco.
- Com licença. — disse uma aeromoça com uma bandeja nas mãos. — Aceita um chocolate? Uma barra de cereal?
Eu a olhei com um pouco de desconfiança, e Leon percebeu; e se mexeu, desconfortável.
- Obrigado. — ele disse, e se virou pra mim quando ela foi embora. — Ei, o que você tem?
- Estou ficando paranóica com isso?
- Ter medo é normal — explicou ele. — A Morte pode estar disfarçada de qualquer maneira. Lembre-se: ela sempre vai usar o seu medo contra você. Relaxe — ele afagou os meus ombros e encostou o queixo no topo da minha cabeça, olhando comigo pela janela.
Logo a paisagem começou a mudar, e os primeiros traços de Bucareste — a capital da Romênia — começaram a surgir. Não demorou para as Montanhas dos Cárpatos aparecerem cobertas de neve, e as árvores altas e esgalhadas.
Por sorte, chegamos por volta do horário do almoço, o que me daria a chance de aproveitar e conhecer melhor o lugar.
- Onde vamos ficar? — eu perguntei quando desembarcamos. Estava muito frio lá fora.
- Primeiro, quero que conheça um lugar. — Airon respondeu, acendendo um charuto.
Pequenos flocos de neve completavam a paisagem. Passamos por um rio de cor negra e me deparei com a arquitetura rústica e moderna da Romênia. Paramos em uma praça movimentada, onde comeríamos alguma comida típica. Me senti um pouco em Las Vegas — o restaurante era bastante chamativo e tinha várias opções de jogos e diversão. Além disso, o lugar cheirava a bebida e cigarro.
- Trâdator — o guarda da entrada falou com o meu pai em romeno.
- Primire câlduroasa — Airon respondeu na mesma língua e entramos.
- Uau — murmurei, olhando ao redor. — Vem cá, nós estamos na Romênia ou em Las Vegas? — brinquei.
- Conheci sua mãe em um lugar assim. — Airon me contou, nostálgico.
- E o que viemos fazer aqui?
- Planejar os próximos passos. — foi Leon quem respondeu.
Eu sentia as vibrações do ambiente diferente das pessoas normais. Nós, Indomados, sempre sentimos o perigo se aproximando. Por isso somos chamados assim — e por isso a Morte nos persegue. Mas tudo virou uma bagunça quando o inevitável aconteceu: a Morte conheceu o amor — e a Morte perdeu o controle. E tudo precisa voltar a ser como era antes. A partir daí, nos tornamos Resgatadores, para ajudar outros como nós. Antes, morrer tinha data e horário. Agora, a Morte pode acontecer de qualquer maneira. E algumas pessoas nascem com esse dom que chamamos de "voz interior".
- Há muitos Indomados aqui? — perguntei.
- Está brincando? — Airon disse. — Estamos no berço de nossas origens. Não há lugar melhor para obter respostas.
- Não entendei — eu falei quando nosso prato chegou. — Que informação é essa?
- Um segredo — Leon corrigiu. — Há algumas lendas a respeito disso.
- E onde vamos encontrar isso?
Airon deu um suspiro.
- Pra falar a verdade, não faço a mínima ideia.
Comemos em silêncio depois disso. Meu pai deu uma olhada nas máquinas de jogos e se levantou.
- Volto logo.
Eu o observei ir e se sentar em uma mesa de poker.
Nada de estranho havia ocorrido comigo ainda. Talvez fosse nóia da minha cabeça ficar especulando o perigo.
Eu comemorei cedo demais.
Um calafrio forte percorreu a minha espinha com uma fisgada.
- Ai! — gemi.
Leon segurou forte a minha mão.
- Não, aqui não... — murmurei.
- Calafrios? — ele me olhou sério. Pessoas normais sentem calafrios. Mas para Indomados era diferente: isso era um sinal de que a Morte está por perto.
- Achamos que eles não a seguiriam até aqui... — Leon murmurou baixinho.
- O quê? — eu me virei. — Nós viemos pra cá pra achar uma maneira de resolver tudo isso, certo?
- Luna... — ele começou, mas o interrompi:
- Vocês estão tentando fazer o que, hã?! Por acaso têm alguma intenção de despistar a mim também?! Que tipo de plano vocês bolaram pra me enganar?!
- Você está segura aqui. — Leon falou em um tom firme. — Só não podemos nos descuidar.
- Sabe o que eu acho? — continuei, elevando o tom. — Que não existe informação nenhuma!
Leon olhava para a mesa onde Airon estava sentado como se pedisse ajuda.
- Tente entender. — ele disse.
- Quer saber? Estou cheia disso. — eu me levantei da mesa. — Não quero proteção.
- Você não pode sair por aí sozinha! — Leon exclamou, mas eu já tinha me misturado à multidão.
Comecei a correr sem saber pra onde ir. Eu sabia que podia estar assinando minha sentença de morte — estava pedindo pra morrer. Mas, por outro lado, eu não queria ninguém cuidando de mim como se eu não soubesse nada além de me meter em roubada.
Eu não iria muito longe.
A neve caía translúcida e se juntava aos montes no chão. Meu andar começou a ficar pesado, e percebi que havia entrado dentro da floresta, nas Montanhas dos Cárpatos. As sequóias altas e esgalhadas bloqueavam o sol, o que transformava o ambiente num lugar hostil.
Houve um farfalhar de folhas.
Formas desengonçadas dançavam à minha frente, aumentando o meu medo. Apressei os passos.
Barulhos de feras ecoavam pelos meus ouvidos. Eu desejei que Lissa estivesse ali. Os barulhos ficaram mais fortes.
- Ahh!
Comecei a correr.
Minha sobrevivência dependia dos passos que eu dava.
Eu sabia. Ele ou ela estava ali. A minha Morte.
Um vulto passou próximo à mim, e gritei baixinho.
Você não vai me vencer!, falei em pensamento.
Agora sim eu estava perdida.
Não sei como voltei para o centro de Bucareste.
Será que eu havia escapado da Morte? Talvez não.
Eu atravessava o sinal quando um forte ronco de motor foi sentido, vindo de algum lugar à minha direita.
Mas aí aconteceu.
Houve um cantar de pneus e eu senti uma fisgada no peito, o que fez diminuir os meus passos. Minha forças haviam sido sugadas, e eu precisava me esforçar pra respirar.
Minha Morte estava por ali!
Minha visão estava turva. Tudo o que eu conseguia ver e escutar eram as pessoas me avisarem de algo.
Então eu me toquei que estava no meio da rua.
Mas eu não conseguia sair dali. Uma força maior me mantinha presa.
Com um pouco de esforço, me mexi. O sinal abriu.
Um carro freou em cima de mim, e a multidão fez um "Ooh!"
- Ei, você tá fazendo o quê?
Fui levantada por um rapaz que dirigia um luxuoso Lamborghini prata. Seu cabelo era um ruivo intenso e de olhos verdes-claros.
Ele sorriu.
- Não acredito. — murmurou.
Desatei a chorar do nada.
- Calma. — ele pediu. — O que você tem?
- Você não vai acreditar — eu funguei. — Vai me achar uma louca.
Ele riu alto.
- É perseguida? Corre perigo?
- É a Morte. — sussurrei.
- Mas que coincidência.
Eu o olhei.
- Você também...
- Sim — ele disse. — E conheço o seu pai.
- Ela quer me enlouquecer! — gritei.
- Isso é só o início. — garantiu ele, me pondo dentro do luxuoso conversível.
Eu nem sabia quem ele era, mas ele conhecia Airon. Ou pelo menos havia dito.
Leon e meu pai estavam prostrados na frente do cassino-restaurante. Logo que o viu, Leon fechou a cara.
- A fugitiva. — o rapaz brincou.
- Desculpe...o seu nome? — sussurrei.
- Me chamo Brian — ele sorriu. — Brian Ludmoore.
- Você apareceu na hora certa. — Airon disse. — Ela não pode mais ficar aqui. Temos que voltar.
- Mas já? — Brian contestou. — Eu também estava voltando...ocasião especial, não? — ele gesticulou para mim.
- Não podemos brincar com isso. — Leon falou.
Eles se entreolharam por um minuto.
- Hora de voltar. — Airon me olhou nos olhos. — Não é mais seguro aqui.
Notas finais
ñ custa nada dizer oq achou, ok?
no prox cap, mt + adrenalina. viu??
talvez eu demore um pouquinho..mal comecei a facul e já tenho tarefa..=/ #saco
Bye
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