Não Espere
9 Os Caçadores
Notas iniciais
cheeeeeeia de trabalhos pra fazer..sem tempo total..--' #esgotada
essa fase deprê da Luna logo vai acabar..¬¬
Boa leitura amores! ;*
Jason estava atordoado e pareceu não me reconhecer de imediato. Haviam olheiras sob seus olhos, e ele estava pálido. Seus olhos cor de esmeralda estavam sem brilho.
– Jason! — murmurei, feliz. Com toda aquela história do Pesadelo, nem havia me dado conta de seu sumiço. Ele esteve todo esse tempo vagando sozinho...à mercê da Morte. — Ah, meu Deus! — continuei.
Por um minuto, pareceu que ele tinha me reconhecido, mas um lampejo em seus olhos me assustou.
De repente, ele me empurrou com força e se levantou roboticamente. Pareceu falar algo com o comparsa.
– Luna. — ele falou. Sua voz, rouca.
– Por que está fazendo isso? — eu me aproximei devagar.
– Não chegue perto de mim! — ele gritou.
– O quê? — eu não acreditei. — Jason, você tem que parar com isso. Tudo o que disseram à você é mentira.
– Não — ele balançou a cabeça, convicto. — Você mentiu pra mim.
Meneei a cabeça.
– Como?
Ele se virou na minha direção devagar.
– Toda aquela coisa de Morte...me fez enxergar tudo de outra maneira.
– Esqueça o que Zattara disse à você — falei. — É tudo mentira, Jason. Não importa que tipo de promessas ela tenha feito.
Ele riu sem humor.
– Você não entende, Luna? Eu escolhi isso. Estou aqui porque eu quero. Fiz um pacto com a Morte.
Choque.
– Desculpe...você fez o quê?
– Agora eu posso ter tudo o que eu quero — Jason continuou, visivelmente fora de si. — Além disso, eu não preciso fugir de nada nem de ninguém.
– Jason — eu o segurei. — Você tem ideia do que está fazendo? Esse é o trabalho da Morte! Sabe que tipo de consequências pode ter? Posso tirar você dessa — continuei quando ele permaneceu calado. — Seu lugar não é aqui...
– Chega! — ele se enfezou. — Não quero mais saber de ninguém me dizendo o que fazer!
Engoli em seco.
– Fui até a sua casa. Sei que sabe tudo sobre Resgatadores e Ceifadores. Sabe demais, Jay. E a Morte não vai poupar você. Ela só é aliada dela mesma. Me escute: isso vai acabar mal.
Ele me olhou com cinismo.
– Eu te amava, Luna. Eu não queria fazer isso. Mas quando tiram uma coisa de mim, aí eu entro no jogo pra valer.
Então ele apontou a arma pra mim. Quando puxou o gatilho, Lissa foi ágil e me empurrou pra baixo. O som do tiro irrompeu por meus ouvidos. Tudo o que ouvi a seguir foi alguma vidraça quebrar e o barulho de uma moto acelerando.
– Determinado esse seu ex, não? — Lissa falou.
– Lissa, eles vão matar pessoas. — murmurei, ofegante.
– Enquanto Ceifadores descansam, despreocupados. — completou ela.
– E o que pode acontecer? — eu quis saber.
Ela respirou fundo.
– Bem...muitas pessoas vão morrer. Inclusive eles mesmos. Os Ceifadores irão descartá-los quando quiserem, reclamando a imortalidade temporária. E aí...bem, eles morrem.
Precisava dar um jeito de fazer isso acabar. Era algum tipo de hipnose; é claro. E a Morte se aproveitava da pequena folga.
– Temos que desfazer isso — disse.
– Não, Luna — avisou Lissa.
Como uma deixa, senti, mais uma vez, um calafrio. Dessa vez, foi muito forte e arquejei, caindo no chão. Lissa me amparou enquanto eu colocava a mão sobre o coração, que palpitava intensamente, como se fosse um ataque do coração.
– Lissa... — sussurrei. Eu ia morrer!
– O seu Ceifador...! — ela segurou o meu rosto.
" Gosta de desafios, Luna?", era a voz do Ceifador, " Vamos ver do que você é capaz. "
Aí eu tive uma visão.
" Uma garota de cabelos curtos andava pelas ruas com fones de ouvido, totalmente distraída. Ela cantarolava, quando motoqueiros passaram e lhe roubaram a bolsa. Desesperada, ela correu e parou perto do sinal, chamando um táxi. Foi quando vi: um andaime que sustentava uma carga pesada pendia a poucos metros acima dela. Quando ele rangeu, ela olhou para cima, mas era tarde. A carga caiu sobre ela."
– O que você viu? — Lissa perguntou.
Sem dizer nada, puxei-a até a próxima rua.
A voz do Ceifador continuou.
" Você é mesmo uma Resgatadora? Ou só uma humana ridícula que acha que pode derrotar a Morte? "
Trinquei os dentes.
– Eu vou encontrar você — minha voz saiu com um veneno irreconhecível. — Quando isso acontecer, eu serei o seu Pesadelo.
– Luna? — Lissa me virou. — Está escutando a si mesma? Não vê que o Ceifador quer enlouquecer você?
– E é assim que vai ser — disse, determinada. — De igual pra igual.
Àquela altura, já deviam estar atrás de mim. Com certeza, o castigo seria bem pior. Talvez Leon nunca mais falasse comigo, e Airon não olharia mais nos meus olhos.
– Não faria isso se fosse você — Lissa falou. — É melhor você voltar pra casa, Luna.
Ignorei-a. Vasculhando as ruas, tentei achar alguém que poderia ser a próxima vítima.
– O Ceifador está testando você. — Lissa me segurou.
– Como? — franzi o cenho.
Ela suspirou.
– Você é uma Resgatadora. Seu calafrio avisou você de que alguém vai sofrer um acidente. E você precisa fazer essa pessoa escapar.
– Eu tenho que salvar uma pessoa? — falei, e ela confirmou com a cabeça. — E se for a hora dela?
Um outro calafrio me fez virar a cabeça para a direção oposta. Foi quando escutei uma buzina soar.
Brian estava em um luxuoso carro, e me olhou estranho.
– O que está fazendo aqui? — vociferei.
– Estão caçando você na cidade inteira, garota — ele sorriu. — Você é boa em fugir, hein? — e riu.
– Não gosto que me prendam — falei. — E não posso ir embora. A Morte vai pegar alguém, e tenho que salvá-la. Sou uma Resgatadora, afinal.
Ele analisou por um minuto.
– Com essa história de Pesadelo...você pode estar confundindo as coisas. Sugiro que volte. A sua Morte está à espreita.
– Até você! — gritei. — Nem mesmo Leon me entende!
Ele revirou os olhos, claramente irritado.
– O Maddison não está aqui agora, está? Eu estou aqui.
Eu o olhei melhor.
– E por que quer tanto despistá-lo?
Ele sorriu.
– Você ainda não o conhece de verdade.
Engoli em seco. Claro que Brian podia estar blefando, mas depois de ouvir a história da Marion...minha cabeça estava confusa.
– Brian — falei depois de um tempo. — Eu tenho que ficar, ok? Até o meu ex...ele é tipo um imortal temporário. Um morto-vivo "vivo". — ri um pouco.
Para a minha surpresa, ele não reagiu.
– Não, Luna. Venha comigo.
Meu olhar o analisou mais atentamente. Seria mesmo Brian que estava ali? A Morte não poderia se disfarçar para chegar até mim?
Senti mais um calafrio.
– Ah! — gemi.
– Está vendo? — continuou ele. — Eu posso ajudar você. Me deixe ajudar você, Luna.
– Não! — gritei, e ele se admirou. — Você não é o Brian!
Ele riu.
– A Morte estaria tentando ajudar você?
Com um empurrão, soltei-me dele e disparei.
– Luna! — escutei-o gritar.
Não corri muito. Lissa se materializou na minha frente como um fantasma, bloqueando-me.
– Você e seus namorados. — disse ela, sorrindo.
– Lissa, saia — pedi, ofegante. Logo depois, tapei os ouvidos.
" Está gostando, Luna? É difícil me vencer, não é? É só uma amostra do que você ainda vai enfrentar."
Dessa vez, eu tomei coragem e olhei para a frente, onde uma criatura trajada de negro me observava. Seu rosto estava marcado com uma expressão horrenda. Seria um disfarce?
Arquejei assim que avistei a garota da minha visão. Era aquele momento.
Quando ela atravessou a rua, mandei-lhe um sinal de alerta. Ela pareceu perceber, pois retirou um dos fones de ouvido e olhou ao redor. Pude sentir as ondas saírem do meu corpo e irem até ela.
Cuidado. Não venha para o outro lado.
– Consegui! — eu disse quando notei que ela seguiu sua voz interior e mudou o percurso.
Lissa cruzou os braços.
– Devia se concentrar neles também. — e apontou com o queixo para trás de mim. Lá estavam todos eles: Airon, Harry, Jane, Leon. Confesso que me senti constrangida com a maneira como eles me olharam.
Me senti sozinha e fraca.
Mas aí tudo mudou de figura.
Escutei tiros e gritos atrás de mim, e me virei mais uma vez.
– Luna!
Era Jennifer. Jason disparava tiros atrás dela.
– NÃO! — eu gritei.
Quando uma pedra caiu aos meus pés, eu me toquei onde estava, aí percebi.
A garota da visão havia sumido. Em seu lugar, estava Jennifer. Pior: eu também. A fachada comida e desgastada cairia sobre nossas cabeças.
Minha visão estava errada. Não era aquela garota que iria morrer.
– Jennifer! — gritei. — Não venha pra cá!
Mas era tarde. Ela não escaparia dali, a não ser por um milagre.
Não. Ela não entraria no meio daquela confusão.
– Se salva! — eu a empurrei para longe quando a fachada desmoronou.
Mas calculei errado.
Jennifer caiu para um lado, e eu para outro.
Sumimos em meio à poeira dos escombros, ao mesmo tempo que fui puxada fortemente para fora.
Enquanto tossia, tudo o que escutei foi o silêncio.
Ao meu lado, uma garota desconhecida limpava a sujeira.
– Jennifer... — remexi pelos escombros como uma louca até achá-la desacordada e bastante ferida. Sangue banhava sua cabeça misturado à poeira.
Ela não respirava.
– Está morta. — disse a garota atrás de mim.
– Não...! — murmurei com a voz embargada.
Tirando o cabelo sujo do rosto, eu a olhei melhor: era uma garota de cabelos castanho-claros, que era alta e magra. Ela esboçava uma certa admiração enquanto me olhava.
– Quem é você? — perguntei.
– Me chame de Bellie — ela se agachou perto de mim. — E sei como ajudar você. Posso conseguir uma maneira de curá-la do Pesadelo e afastá-la da Morte.
Notas finais
vou fazer o impossível pra postar o prox o mais rápido! o.O
Bye bye..
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