Não Espere
10 A Forasteira
Notas iniciais
a zattara ta sumida..mas ela volta triunfante! aguardem..¬¬
e vem muuuuitas coisas por aí..(:
Boa leitura!
Jennifer estava morta por minha causa. Tudo havia acontecido porque fui teimosa e imprudente. Todos tinham motivos suficientes pra me odiar. Mas o que aconteceu foi o contrário.
Todas as atenções foram para a tal de Bellie.
- Ei, ei, calma...ela não está mais entre nós. — disse-me, ela enquanto eu embalava Jennifer sem vida.
- Você! — Jane se aproximou, tirando Bellie de perto de mim.
- Não se preocupe — Bellie argumentou. — Não sou inimiga.
- E como vamos saber? — Jane continuou. — Você apareceu exatamente na hora em que Luna ia morrer... — ela disse em um tom suspeito.
Bellie suspirou.
- Precisam acreditar em mim. Posso ajudá-los.
- Luna — Leon segurou meus ombros. — Sinto muito.
Eu o abracei apertado.
- Foi minha culpa, Leon...tudo por minha causa — solucei.
- Não, claro que não, Luna — ele me tranquilizou. — Era pra acontecer. Só isso.
- Luna... — Brian apareceu. Assim que me viu aos prantos e o corpo de Jennifer, suspirou. — Merda! — resmungou.
- Eu a salvei dos Ceifadores — contei, fungando. — Nós a acolhemos, e agora ela... — voltei a chorar.
- Shh — fez Leon.
- Não faça da morte dela como um ponto de vitória para os Ceifadores — Bellie continuou. — Pelo contrário.
- O que quer dizer? — eu enxuguei as lágrimas.
Ela sorriu.
- Primeiro, vamos tirá-la daqui. — ela gesticulou para Jennifer.
- Não! — resmunguei enquanto me afastavam dela. — Não podemos simplesmente enterrá-la e deixar pra lá! Temos que vingá-la!
Bellie me olhou de forma curiosa.
- Interessante a que nível o veneno do Pesadelo elevou o seu alter ego.
- Você nem imagina... — Jane cochichou pra ela.
- E de onde você veio? — Leon perguntou à Bellie.
Ao longe, a sirene da polícia soou.
- Não podemos discutir isso aqui — Bellie falou. — É uma longa história.
Jennifer teve um enterro digno, mesmo que apressado. Eu parecia um zumbi; zonza e perdida. Eu me sentia fraca.
- Tsc, tsc — fez Bellie. — O veneno está sugando você.
- Afinal...como sabe tanto? — eu disse. — Quem é você?
Ela riu, admirando toda a Ordem.
- Esse lugar é realmente incrível. Sempre acreditei que um dia iria encontrá-lo e conhecê-lo.
- Por que? Como sabe da Ordem?
- Porque é uma antiga aliada. — Airon veio por trás de nós e sorriu para Bellie.
- O quê? — indaguei, surpresa. — Como assim?
A porta da biblioteca de Airon foi aberta, e minha mãe saiu de lá.
- Filha... — ela sorriu pra mim, mas seu olhar logo foi para Bellie, que devolveu. — Ah, Deus — gemeu.
- Miranda. — Bellie disse.
A trama se complicou pra mim.
- Vocês se conhecem?
- Sabe de pouca coisa, Luna — disse Bellie.
- Por que eu sempre sou a última a saber de alguma coisa? — reclamei.
Miranda revirou os olhos para Bellie, que riu.
- Bellie está conosco, Luna.
Nós entramos na biblioteca, onde todos estavam reunidos.
Bellie se virou pra mim.
- Estive esse tempo todo perto de você, Luna.
- O quê?! — disse-lhe.
- Desde antes de você conhecer o seu pai — ela andou pela biblioteca. — Vi você sofrer todos aqueles acidentes e vir pra cá. E estou aqui agora. — ela se virou.
- Por que? — desconfiei.
- Eu abandonei minha vida pra seguir isso — contou ela. — Que não era uma vida ruim, por sinal. Sempre fui fascinada pela morte. Mas aí eu tive uma experiência que confirmou a existência do que eu sempre acreditei.
- Então, você...estuda sobre morte? — falei.
- Quase isso. — respondeu ela. — Eu costumo ajudar Indomados e Resgatadores. Mesmo não tendo nenhuma condição.
Arquejei.
- Você é humana?
Ela riu.
- Minha experiência comprovou que eu deveria investir nisso. Quando atravessava a rua, testemunhei um acidente que deveria ser fatal.
Meneei a cabeça.
- Deveria?
- Eu gravei. — ela continuou. — Mas quando fui averiguar, vi que a gravação havia sido alterada. Todos os vestígios sobrenaturais haviam sumido — ela falou em um tom misterioso. — Aí eu me toquei. Mas o que eu vi não saiu da minha cabeça.
- E o que você viu? — cruzei os braços.
- Uma mulher passava pela calçada, indo para a faixa — disse ela. — Aí um carro avançou o sinal. Mas não foi de propósito — o tom misterioso voltou. — Havia uma coisa lá. Eu vi.
- Mas como você viu se você não é Indomada? — instiguei.
Ela se fez de rogada.
- Na época eu não sabia, mas às vezes quando queremos ver algo, ele aparece.
- E o que aconteceu depois?
- O carro brecou e virou para um lado, para não atingi-la — continuou. — Quando segui o olhar, vi uma outra coisa. Só que aquilo fez o contrário: ele quis evitar o acidente. O carro passou raspando pela mulher e bateu em um poste — finalizou.
- Espera — eu raciocinei. — Você quer dizer que viu um Resgatador e um Ceifador agindo?
- As forças ocultas que intervém na vida das pessoas — resumiu. — Eu pesquisei. Haviam poucas coisas, é claro; mas não demorou para que eu soubesse de Pesadelos e fantasmas. Então eu fui atrás; decidi ir mais a fundo e encontrar alguém assim.
- Aí encontrou minha mãe. — emendei.
- Exatamente — ela concordou. — Quando soube que era Indomada, passei a segui-la. Você não me sentia; por eu ser humana. Mas eu estava lá.
- E por que nunca me ajudou? — eu quis saber.
- Decidi me aproximar tarde demais. — ela suspirou. — Só fui atrás de você depois daquela perseguição na avenida. Aí você já estava aqui. E eu não podia fazer mais nada.
- Caraca, que história! — Jane exclamou.
- E agora quer nos ajudar. — Leon disse.
- Esperei muito tempo por isso. — Bellie respondeu.
- Não entendo como pôde abandonar uma vida humana perfeita, por uma guerra sobrenatural sem fim. — Marion desabafou.
Bellie se virou pra ela.
- A vida humana não é perfeita. Muitos como eu gostam de coisas sobrenaturais exatamente porque é diferente de tudo aquilo que se conhece.
Minha conceituação sobre ela estava começando a mudar.
- Você disse que sabe como me livrar do Pesadelo e do meu Ceifador. — disse-lhe. — Como?
- Simples — ela suspirou. — Você terá que fazer um sacrifício.
- Há! — Marion murmurou. — Muito simples...
Bellie dirigiu um olhar de desprezo para Marion.
- Se está pensando em derramamento de sangue, errou. Luna terá que encontrar uma razão; um objetivo, uma meta.
- Como sabe disso...se é humana? — contestei.
Ela sorriu.
- Está indo atrás da história da Zattara, certo? A resposta está no passado.
- Como a Pedra Escalarte mostrou — eu me lembrei. — Para ter as respostas que preciso...
- ...tem que ir atrás do que mais tem medo. — ela completou.
- Acho que sei como fazer isso. — Leon falou de repente.
Todos olharam para ele.
- A Zattara tinha uma espécie de diário — contou. — Ela anotava tudo ali.
- E onde está? — perguntei.
Ele fez muxoxo.
- Aí é que está. Ele se perdeu. Pode estar em qualquer lugar. — e engoliu em seco. — Ou até mesmo escondido com ela.
- Vamos encontrar. — sorri quando uma ideia me ocorreu. Lissa, pensei, ela conhece Zattara. Se eu contactá-la, ela poderá me contar. Será uma tarefa a menos.
- E a Floresta Vermelha. — Bellie lembrou.
- Esqueça — Jane suspirou. — Desapareceu.
- Não — Bellie me olhou. — Ela está escondida. Só Luna pode achá-la. Está dentro de você.
- Acho que sim... — murmurei. — Ela nunca me atacou.
- Se esforce — ela se animou de repente. — Tente encontrar uma resposta.
Eu sorri.
- Vamos começar pela Zattara. É hora de ler o diário dela.
Notas finais
as respostas se desenrolarao..=P
pensei em fazer uma 3 temporada..oq acham?? u-u
até o prox!
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