Não Espere
14 Caça à Morte
Notas iniciais
cap fraquinho na minha opinião, mas me esforcei ao máximo para oferecer o melhor pra vcs e compensar o tempo sem postar :P
espero nao ter perdido leitores! #bad
Boa leitura! (:
- Luna! Luna!
Uma voz desconhecida me acordou de meus desvaneios.
Eu devia estar em alguma terra de sonho: tudo ao meu redor era branco e totalmente translúcido. Mas a voz continuava a me chamar incessantemente.
- Quem está aí? — chamei.
Uma figura se sobressaiu da neblina, revelando a silhueta de uma garota. Baixinha, de cabelos cor de chocolate encaracolados, ela se aproximou devagar. Quando seu rosto apareceu, eu arfei.
- Clara. — disse num sussurro.
Ela sorriu.
- Não sabe há quanto tempo espero para conhecer você.
- Por que somos tão parecidas? — quis saber.
Clara e eu tínhamos a mesma cor de cabelo, e nossa fisionomia também era quase idêntica.
- É difícil explicar — falou ela. — De certa forma, você e eu compartilhamos a mesma alma.
- Acha que Zattara vai nos ajudar?
Ela ponderou por um momento.
- Não sei dizer. Ela mudou muito depressa... — ela me olhou preocupada. — Talvez ela queira uma chance. Mas não daria muita confiança, Luna.
- E o que faz você pensar isso?
- Já fomos amigas — lembrou. — Sei do que ela é capaz de fazer. Zattara pode dar o bote quando menos se espera. Tenha cuidado nessa busca pela imortalidade.
- Você acha que ela pode tentar roubar? — disse-lhe. — Que tem outro plano em mente?
O semblante de Clara ficou triste.
- Zattara tem a alma amargurada. Ela acha que pode consertar tudo, mas não percebe que é tarde demais. A morte da mãe a afetou muito. Você precisa saber lidar com ela muito bem.
- Vou tentar. — sorri. — Agradeço.
Ela sorriu.
- Também quero acabar com isso.
A névoa se dissipou novamente, e pareceu-me que tinha ouvido uma risada estranha...
- Luna, acorda.
Brian estava sentado na cabeceira do sofá ao meu lado. Fazia tempo que não o via.
- Quanto tempo... — murmurei.
- É verdade. — concordou ele. — Com o que sonhava?
- Clara — disse, suspirando. — Ela veio me avisar sobre Zattara.
- Talvez ela esteja certa — ponderou ele, olhando pelos lados. — Ela está presa do outro lado, não? Se tudo isso acabar, ela será livre.
- Você acha que vamos conseguir? — fiz muxoxo. — Quer dizer...pegar o tal elixir e tudo mais? Vamos seguir em frente depois disso?
- A única coisa que sei é que temos que ter cuidado com isso — alertou ele. — Esse elixir me parece estranho...
- Acho que sei por onde começarmos. — Zattara apareceu carregando um mapa nas mãos. Atrás dela, vinham Leon, Jane, Marion, Bellie, Airon, Harry e minha mãe. Brian e eu nos reunimos na mesa com eles. — Temos que ir até a baía e pegar um barco até a Iha das Sereias.
- Não podemos ir até lá — Marion desconversou. — Dizem que é um lugar cheio de armadilhas e...
- Você está com medo de historiazinhas de terror?! — Zattara a cortou. — Não há outro jeito! O elixir está lá.
- Você disse que tinha um guardião — eu lembrei. — Como vamos interceptá-lo?
Ela sorriu.
- Não é só um guardião. Serão vários. O Resgatador que criou o elixir queria dar para uma mortal. Na nossa presença, os guardiões irão agir. O que nos leva... — e virou a cabeça na direção de Bellie, que revirou os olhos.
- Ok, entendi. — ela levantou as mãos. — Eu serei a responsável por pegar o elixir.
- Há muitas armadilhas. — Zattara continuou. — E não são armadilhas físicas. A magia em torno da ilha irá mexer com as nossas mentes. Teremos que ser frios e calculistas.
- E como faremos pra nos defender, então? — Marion disse. — Não poderemos atacar diretamente?
- Qualquer ataque direto poderá custar o elixir. — Zattara afirmou.
Eu suspirei, finalmente convicta.
- Vamos nessa.
...[....].....
A baía estava agitada; assim como o mar aberto. O vento gelado agitava meu cabelo, e eu apertava firme a mão de Leon. Iríamos de barco, para não chamar atenção (claro, também, com o hipnotismo infalível e perspicaz de Zattara).
- Estou preocupada com quem possa ser o traidor — confessei quando entramos no barco. — Isso pode nos atrapalhar.
- Talvez seja só um rumor. — ele disse. — Não há perigo.
Encostei-me em seu peito, sem me importar que a brisa fria me fazia querer fechar os olhos e dormir. Eu não podia descansar agora. Não enquanto houvesse essa chance.
- Você iria querer tomar o elixir? — eu perguntei. — Ser imortal para sempre?
- Claro. — ele respondeu de imediato. — Mas se você tomasse também. Não tem graça ser imortal sozinho. — e sorriu.
- Eu só vou até aqui. — disse o barqueiro, parecendo amedrontado. — Notaram a neblina? — ele apontou para uma neblina que cobria a vista. — Dizem que isso não é normal. Que um homem que morou aqui há muito enfeitiçou esse lugar...
Zattara revirou os olhos.
Mortais...,ela disse por pensamento.
Desembarcamos na ilha em total silêncio. Não havia qualquer sinal de vida por lá. A noite caíra completamente, o que só tornava o lugar ainda mais assustador.
- Bem, acho que o elixir deve estar em um dos lugares mais difíceis, não? — meu pai disse.
- Vamos nos separar. — Zattara propôs.
- Não acho uma boa ideia. — falei. — Por causa das armadilhas.
- Vamos manter contato. — Marion se posicionou ao meu lado. — O que acontecer com um de nós, o outro sentirá.
Assentimos, concordando. Olhei para Leon, que seguiu com meu pai e Brian. Zattara e Harry juntos; e Bellie e minha mãe.
- Vamos juntas. — Marion sorriu.
Entramos na caverna.
- Será muito mais rápido se nos separarmos. — disse ela ao me ver chateada por não gostar da ideia.
- Você se esqueceu de que há um traidor por aí? — argumentei.
- Está dizendo que pode ser mesmo um de nós? — ela pareceu ofendida. — Acha que pode ser eu?
- Não sei — dei de ombros. — Você pode muito bem arrancar a minha cabeça e procurar o elixir sozinha. Além disso, não estamos sozinhos na caça ao elixir. Os Ceifadores também podem estar na ilha. Aí, estaremos todos ferrados.
Ela sorriu.
- Se preocupa com Leon, não é?
- E com todos os outros também. Não percebe o quão perto estamos de encontrar o fim para a Morte? Sabe o que isso significaria para os humanos? — expliquei. — Seria o fim das doenças. O fim da fome. Nenhum cientista jamais conseguiu encontrar.
- Então é isso que você faria se tivesse o elixir? — instigou ela. — Entregaria para os humanos e necessitados? — zombou. — Não pensaria em você mesma?
- Isso seria egoísmo.
- Ora, Luna, seja franca — ela continuou. — Iria mesmo dar o elixir para os outros?
- Eu já sou imune à Morte. — disse. — Para que usaria isso?
- Benefícios — citou, um tanto maliciosa. — Ganharia muito. Poderia até escravizar os humanos.
Eu a olhei incrédula.
- Você é sinistra. Não é a toa que é metade Ceifadora.
De repente, um tremor nos fez parar. Barulhos de vozes e risadas nos chamaram a atenção.
- Mas que merda é essa?! — gemeu Marion.
- Como eu disse. — engoli em seco. — Não estamos sozinhos.
Começamos a correr à toda velocidade, quando senti uma dor terrível. Não havia sido atingida por nada, mas logo notei que não era uma dor física.
Mental.
Uma figura negra pairava à nossa frente. Enquanto Marion soltava uma torrente de palavrões, eu só consegui notar que estava diante da Morte.
A minha Morte.
Começamos a disputar uma corrida. Talvez ele ou ela queria nos despistar do paradeiro do elixir — ou até mesmo me matar. Do nada, desapareceu.
- Merda! — gritou Marion.
- Espera. — eu disse, alerta, observando onde estávamos. Era uma caverna rochosa, que gotejava algo das estalagmites. — Fomos trazidas até aqui por algum motivo.
- Provavelmente, você está certa.
A voz seca vinha de algum lugar atrás de mim. A figura encapuzada lá, vulnerável demais. Até me passou pela cabeça apanhá-la; mas, se era o meu Ceifador, ele não seria pego tão fácil assim. Eu teria que jogar o jogo dele para isso.
- O que você quer?
- Ora, o mesmo que você. — a voz parecia forçada, como se não fosse a voz daquela pessoa. Então, eu percebi.
- Está tentando me atrasar? — disse-lhe. — Não estou sozinha.
- Eu também não.
De súbito, ele avançou na minha direção. Rápida, desviei, e agarrei em seu capuz, prendendo-o, e, logo em seguida, dando-lhe uma chave de braço.
- Marion! — gritei. — Chame os outros!
Segurei-o com mais força.
- Não! — gritou, finalmente com a voz verdadeira, a qual eu conhecia...
Finalmente veria o rosto do meu Ceifador.
Finalmente seria o fim do meu tormento.
Finalmente descobriria quem estaria por trás disso.
Abri o capuz de uma só vez, e arfei ao descobrir quem era.
Notas finais
HAHAHA sim, parei na revelação!! kkkk quem vcs acham que é? será que é o traidor? ¬¬ hihi
prox cap fortes emoçoes! nao vai demorar, I promisse! (:
Bye
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