Não Espere
15 Amor, Poderoso Amor
Notas iniciais
Bem, eu sei q tem muita gente lendo a fic e n comenta..isso me deixa mt triste e sem inspiração #bad :[
Mas agr é a reta final!
Boa leitura.
- Kate?!
Mal pude acreditar que estava segurando a Ceifadora inimiga de Lissa.
Ela se soltou de mim com raiva.
- Surpresa, Luna? Não esperava, não é?
- Espera aí. — eu disse. — Você é a traidora?! Você quer tomar o lugar da Zattara?!
Ela riu com escárnio.
- Há muito mais do que isso, minha cara. Eu vim aqui para pegar o elixir e entregá-lo para o Ceifador que irá destruir todos vocês.
- E quem é ele?
- Você acha mesmo que vou contar?
- Luna!
O chamado de Marion serviu de brecha para que Kate fugisse. Ela escapou de mim e correu para dentro da caverna. Enquanto eu gritava um "Não!", Kate conseguiu.
Nas suas mãos, um minúsculo frasco translúcido brilhava com o que parecia ser um líquido viscoso e avermelhado. Ela sorriu, vitoriosa.
- Pare, Kate — eu avisei. — Não faça nada que irá se arrepender. Não sabe o que isso pode fazer. Quem quer que seja, não merece esse elixir. Seja altruísta uma vez na vida.
- Esse poder não pertence a mim e nem à você. — disse ela. — Além do mais, ninguém pode fazer muita coisa com ele.
- Como assim? — indaguei, preocupada.
Ela riu mais uma vez.
- Só uma pessoa pode tomar o elixir da imortalidade. Porque só há uma dose.
Choque.
- Não é possível! Mas...por quê...?!
- O elixir também pode destruir um Ceifador. Ao contrário do que se pensa, ele irá retirar os poderes que ele possiu, tornando-o assim, mortal.
- E em quem está pensando usar isso?! — eu me aproximei devagar.
- Se pensa que pode deter a Morte com isso — ela riu, sarcástica. — Está enganada. O elixir pode ser mudado. E a Morte pode se tornar a maior doença do mundo.
- Você está se escutando?! — falei, alterada. — Tem noção do que está prestes a fazer? Não pode condenar toda a humanidade!
Seu sorriso macabro se perpetuou.
- Ah, mas não sou eu quem vai fazer isso...
De repente, um forte tremor tomou conta de tudo. Pedaços começaram a cair do teto, e perdi Kate de vista. De quem ela falava? Pra quem ela daria o elixir?
- Ela ACORDOU! — gritou.
- Marion! — gritei. Fui puxada por alguém, e notei que era ela.
- Merda, perdemos o elixir para aquela vadia! — vociferou. — E agora?
- Temos que detê-la. — eu disse depressa. — Ela vai dar o elixir...para alguém muito perigoso!
Os tremores continuaram enquanto corríamos para encontrarmos os outros. Parecia que algo grande e forte remexia a ilha, prestes a nos destruir.
- Mas que porra está acontecendo?! — Marion xingava, inebriada pela poeira ao mesmo tempo que desviávamos dos destroços.
- Alguém quer o elixir — expliquei. — E acho que...acordamos.
- Ah, que ótimo! Mais um imortal...
- Pai! Leon! — gritei.
De súbito, ouvimos um grito.
Nos guiamos pela direção até encontrarmos Leon e Bellie cuidando de alguém que parecia ferido. Zattara me olhou triste, assim como Harry.
- O que houve? Alguém se feriu? — perguntei.
- Luna... — murmurou Leon. — Não se assuste, mas...
- Minha filha. — Airon bloqueou minha passagem. — Aconteceu um imprevisto e...
- Mas que droga! Por que vocês... — eu passei por eles e arfei assim que vi.
Minha mãe estava esparramada no chão, ferida, e respirava com dificuldade. Lágrimas inconscientes escorreram por meus olhos, e segurei sua mão.
- Mãe...o que...
- A culpa foi minha. — ela disse; fraca. — Eu me separei por um segundo e aconteceu. Não tenha medo.
- Quem fez isso?! — eu me enfezei, tentando me livrar das lágrimas inúteis. Eu estava com raiva de quem quer que fosse. Com muita raiva. — Como aconteceu?
- Fui pega desprevinida. — contou ela, e tossiu. — Foi quando o tremor aconteceu. Nós nos separamos e...alguma coisa me pegou.
Tentei, desesperada, reparar no sangue que escorria de seu peito. Se não a tirasse dali, minha mãe não sobreviveria.
- O elixir. — falei roboticamente. — Temos que pegá-lo. E você vai tomar, mãe. Vai se curar. É isso que vamos fazer.
- Luna. — Leon disse com cuidado. — Kate o pegou.
- Vamos tomar dela.
- Não há como. — lamentou Bellie. — Ela pode estar em qualquer lugar. E...só existe uma dose, Luna.
- Eu sei disso! — gritei, aborrecida. A raiva dentro de mim havia me transformado. — Mas minha mãe precisa da droga desse elixir AGORA!
- Ei, calma — Leon me segurou pelos cotovelos, enxugando minhas lágrimas. — Vamos encontrar outra maneira.
- A culpa foi minha... — murmurei. — Eu deixei Kate escapar.
- Luna. — minha mãe tomou minha mão. — Não importa se eu morrer. A partir do momento em que você nasceu, minha vida tomou outro rumo, que era unica e exclusivamente de proteger você. Meu maior medo é que você deixe que esse sentimento ruim tome conta de você.
- Eu não vou deixar você morrer! — disse-lhe.
- Tem algo que podemos fazer. — Brian disse, e todos olharam pra ele, que continuou:
- Vamos tirá-la daqui e voltar para a Ordem. O elixir que se dane. Vamos mantê-la segura para que os Ceifadores venham até nós, e os obrigaremos a curá-la.
Concordamos.
...[...]...
Nunca corri tanto na minha vida. Nem quando era líder de torcida.
A vida da minha mãe estava por um fio. Perdemos o elixir — que só poderia ser usado uma vez e por uma única pessoa.
Quem seria?
Mamãe foi acomodada na cama, enquanto eu corria para buscar água. No banheiro, soltei um grito ao ver o que estava escrito em vermelho:
"E trazes de volta para ti aquilo que tinhas
com relação aos teus
pelos olhos da alma,
porque será com isso que tudo se acabará."
- Meu Deus... — Harry murmurou, acompanhado dos outros. — Quem teria feito isso?
- É um enigma. — Zattara disse.
- Como sabe? — quis saber.
- Há muitos anos atrás, estava procurando uma maneira de deter os Resgatadores. — contou. — Vi esse escrito em um livro muito antigo; por acaso. E Max guardou um bilhete com esse enigma, que, por sinal, nunca consegui desvendar.
- E você acha que Max fez isso?
- Não, ele tá do nosso lado. — ela disse com uma nota de deboche. — Ele não faria isso. Alguém teve acesso à isso de alguma forma.
- Alguém me chamou?
Me virei ao escutar a irreconhecível voz de Lissa, e corri para abraçá-la.
- Eu sei, amiga. — disse ela. — Tempos difíceis.
- Você sabe quem fez isso? — Zattara apontou para o enigma.
- Alguém que sabe demais. — Lissa cruzou os braços, indignada.
- A vadia da Kate! — Zattara disse. — Ela deve ter dado acesso à essa pessoa.
- O traidor. — eu disse. — Talvez sejam a mesma pessoa.
- O traidor não iria se expor assim. — Lissa raciocinou com cuidado. — Além de Kate, ele ou ela tem mais aliados...talvez O traidor seja o chefe!
Eu arfei.
- Está dizendo que há um outro traidor?!
- E que foi o mesmo que atacou a sua mãe. — completou, convicta. — Há dois traidores. Um, do seu lado...e outro, que era aliado dos Ceifadores.
- Que se juntaram. — eu peguei o raciocínio.
- Mas se Kate também nos traiu... — Zattara enumerou. — Ela também poderia ser!
- Não, Zattara. — Lissa falou. — Há uma outra pessoa comandando isso. Alguém que estamos esquecendo. Alguém que sempre esteve perto de nós o tempo todo.
Nesse momento, paramos. Quem poderia ser?
Escutei um barulho vindo dos fundos. Lissa e eu nos entreolhamos, e corremos naquela direção. Era um vulto preto. O tal alguém havia mordido a isca.
- Ei, você! — gritei.
Lissa fez sinal para que parássemos, e em seguida, pôs um dedo nos lábios, indicando silêncio. Tudo ficou quieto. Então vi a figura retornar. Pela silhueta (cuja capa preta e capuz cobriam boa parte) parecia ser um homem.
- Quando eu der o sinal. — Lissa sussurrou.
A figura parou, como se escutasse.
Aí eu não esperei.
Agarrei-o com toda a força, mas não esperava que fosse mesmo um homem. Ele me girou rápido, e me prendeu. Grunhindo, eu pulei, mas ele me imobilizou por completo, me sufocando.
- Me-me so-solta...! — murmurei.
- Largue-a... — Lissa começou a vociferar, mas parou assim que o capuz do meu carrasco escorregou, e arregalou os olhos. Em seguida, ouvi uma risada, mas Lissa permaneceu séria.
- Don?! — indagou ela.
Notas finais
vem mt coisa por aí!
bye
Fale com o autor