Daniel Ferreira tem 14 anos, e sempre amou fantasia medieval. Tem uma paixão particular por Harry Potter. Seus pais, Rafael e Cláudia, o apoiam desde sempre. Seus amigos mais próximos o chamam de “Dedê”.

Seu pai trabalhava como taxista, por isso saía sedo de casa. Era um homem alto e magro, com cabelo grosso, cacheado e curto. Era o mais bem-humorado da casa. Particularmente, Daniel gosta mais dele.

Sua mãe era advogada, e gostava muito das roupas sociais que usava. Sempre foi séria e rígida, mas de vez em quando se solta. Possui cabelos lisos longos e brilhosos.

Em um belo dia, quando estava brincando com seu gato, Skyler, recebeu uma mensagem de seu amigo Rogério, que gosta dos mesmo assunto que Daniel. A mensagem dizia:

“E aí, dedê? Então, eu estive juntando uma graninha para podermos jogar RPG de Mesa. Já preparei uma aventura inteira para jogarmos. Topa?”

Daniel simplesmente amou a ideia, e logo aceitou a proposta de seu amigo.

“Claro! Amanhã a gente começa. Posso chamar Marcelo, Phillipe e Fernando?”

Rogério concordou, dizendo:

“Pode sim! Quanto mais pessoas, melhor.”

Daniel ficou animadíssimo, e foi logo arrumar a sua mochila, com várias expectativas na cabeça. Estava eufórico.

No dia seguinte…

Sua mãe entra no quarto e grita bem alto para Daniel acordar.

—Daniel! Acorde logo, ou vai se atrasar!

—Já vou, mãe…

Depois de falar isso, veio logo a memória de que iria jogar RPG com seus amigos, e foi logo se levantando e se arrumando.

—Tchau, mãe!

—Adeus, filho! Vá com Deus!

Enquanto estava no ônibus, indo para a escolo, pegou o seu caderno foi anotando ideias e desenhando, para se distrair.

Chegando na escola, foi direto falar com seus amigos Rogério, Marcelo, Phillipe e Fernando.

—E aí? Vai ter aquele RPG hoje?
—Rogério: Claro! Não poderia esquecer!
—Phillipe: Óbvio que não. Essa vai ser a nossa melhor experiência!

Não poderia mais esperar. Daniel foi para a sala de aula fazer as atividades imaginando como seria a sua aventura por meio de dados, papéis e canetas.

Quando o professor de matemática Thiago liberou a turma para o recreio, Daniel e seus amigos juntaram todos os livros, cadernos, folhas e materiais que iriam utilizar durante as sessões, e foram correndo para a biblioteca.
Chegando lá, estava no mesmo silêncio de sempre. Daniel sabia que ali era o lugar perfeito para jogar.

Enquanto puxavam as cadeiras e se sentavam, Rogério foi pegando tudo que tinha dentro da sua bolsa e colocando na mesa. Seus amigos ficaram fascinados com tudo aquilo.

—Então, gente, agora vamos começar a nossa primeira sessão de RPG, então peço porfavor que guardem os celulares e qualquer outra distração que possa prejudicar a nossa aventura. Eu serei o mestre do jogo, também chamado de mestre, dungeon master, dm, etc. Serei eu quem dirá o que está acontecendo em volta de vocês, então me respeitem.
—Todos: Hahaha!
—Rogério: Silêncio! (...) Pois bem, continuando: (Rogério pega um livro bem grande de capa dura escrito “Livro dos Jogadores”) Este é o livro que vocês irão utilizar para criar seus personagens, tirar dúvidas, etc. Este livro é de vocês. (Rogério pega outros dois livros, um pouco maiores que o anterior, também de capa dura, escritos “Livro do Mestre” e “Livro dos Monstros”) Estes outros dois livros são os que eu consultarei para construir a aventura. No Livro do Mestre tem vários artigos de como criar reinos, lojas, armazéns, bares, etc. E no Livro dos Monstros, também chamado de Bestiário, contém todos os monstros existentes no universo, desde lobos, cavalos e javalis até dragões, gigantes, hidras.

—Fernando: Meu deus, quanta coisa…

—Rogério: Então, estão prontos?
—Todos: Claro! Por que não estaríamos?

—Rogério: Então vamos começar criando os personagens…

Depois disso foi só alegria. Daniel criou um Elfo da Floresta Arqueiro; Marcelo, um Anão da Montanha Bárbaro; Phillipe fez um Humano Mago; E, depois de tanto pensar, Fernando deu vida à um Draconato (descendente de dragão, humanoide) Bruxo.

Depois de terminar a sessão, Rogério pediu para que cada um trouxesse um dado próprio, chamado de Dado Especial, para que funcionasse como fonte de poder e vida do personagem. Se fosse destruído, perde o personagem. Todos adoraram a ideia e já começaram a juntar dinheiro.

Quando todos foram para casa, Rogério só pensava em uma coisa:


“Tudo está indo como planejado...”