Mais um dia comum de Daniel. Acorda; Vai à escola; Joga RPG de mesa com os amigos; Volta para casa. Mas hoje aconteceu algo um tanto quanto estranho… Ao chegar na escola, Daniel percebe algo estranho no seu Dado Especial, que era um D4 (Dado de quatro faces. Parece uma pirâmide) verde-escuro: Ele começou a brilhar, e soltou uma espécie de fumaça que foi em direção ao seu peito. Depois disso, Daniel sentiu como se seu coração estivesse sendo puxado para frente. Foi agoniante.
E isso aconteceu com Marcelo, Phillipe e Fernando também, que tinham um D20 vermelho, um D6 azul-escuro e um D12 vermelho-escuro, respectivamente.

Todos ficaram assustados, e notaram que Rogério estava com um

pequeno sorriso maléfico. Vendo que estavam olhando para ele, logo retornou a ficar sério.

—Daniel: O que foi isso, mestre?
—Rogério: E-eu não faço a mínima ideia… Vamos voltar a jogar. (...) Então, Phillipe, jogue um D20 para ver se vai conseguir lançar a sua bola de fogo.
—Phillipe, assustado: T-tudo bem, então...
Phillipe, com as mãos trêmulas, rapidamente pega um D20 e o joga sobre a mesa.
—Phillipe: Caiu… 16! Nossa, hoje eu estou sortudo!

Depois de rolar o dado, sua mão se enche de chamas vermelhas e ardentes. No susto, ele balança o braço para tecnicamente apagar o fogo, mas percebe que ele não se apaga, não sai da sua mão e que não está sentindo nada.
—Phillipe: Uou! Que louco!

Todos da biblioteca o olham, devido ao brilho flamejante que vem da sua mão.

—Marcelo: Tenta lançar a bola de fogo!
Phillipe rapidamente se levanta da cadeira e extende o seu braço em direção à parede. Toda a chama que se concentrava em sua mão é disparada com força até a parede.
—Gente… Eu virei um mago!
—Rogério: Meu deus…

Logo após isso, a bibliotecária pega o extintor e corre em direção à chama que se alastrava na parede.

—Vocês estão loucos?! Saiam já daqui, antes que eu chame a diretora!
Tristes com o ocorrido, todos arrumam a bolsa do RPG e saem da biblioteca. Enquanto saíam, todos olhavam para eles. Foram até um gramado, e se sentaram ali.
—Poxa… — disse Phillipe — Agora onde vamos jogar RPG?
—Acalme-se. — confortou Rogério — Podemos jogar aqui.

Todos continuaram a jogar RPG, até perceberem que todos tiveram essa característica: Possuir os poderes dos seus respectivos personagens.


Tudo estava indo bem, até um colega deles, Hugo, chegar.