"NÃO DEIXE SUA FAMÍLIA DESTRUIR O DIABO, lute"
1 "NÃO DEIXE SUA FAMÍLIA DESTRUIR O DIABO, lute"
Notas iniciais
Phoenix Wright e o caso do "Não deixe sua família destruir o diabo, lute"
Phoenix Wright, o famoso advogado de defesa, o promotor Miles Edgeworth, e Larry Butz, haviam sido reunidos pelo juiz na corte, para julgar um caso de última hora envolvendo uma frase pichada com a mensagem: "NÃO DEIXE SUA FAMÍLIA DESTRUIR O DIABO, Lute", que teria sido pichada por alguém.
O Juiz, os membros do júri, e os jurados se acomodam em seus lugares.
Miles Edgeworth, vestindo o seu terno vinho, com um lenço babado branco estava de pé junto a mesa, ao lado de Phoenix Wright com seu famoso terno azul e seus sapatos pretos. Eles aguardavam a ordem do Juiz, um senhor idoso, careca e barbudo, parecido com o papai Noel.
A corte estava em silêncio. Mas, logo o mesmo seria quebrado pelas palavras do juiz.
"Bem, estamos aqui reunidos, para julgar um caso envolvendo uma frase pichada com o dizer: " NÃO DEIXE SUA FAMÍLIA DESTRUIR O DIABO, Lute". Pichação é um crime grave diante da lei. O júri julgará a gravidade do problema baseado na evidência encontrada.", o juiz começa. "Senhor Edgeworth, por favor, mostre-nos a evidência."
"É claro, excelência.", retruca o promotor.
Miles vai até uma armação com uma tela montada para slide e a puxa para baixo, estendendo-a.
"Por favor, poderiam apagar as luzes?", o mesmo pede.
As luzes se apagam e um slide da pichação é exibido na tela branca para todos verem.
"Aqui está a foto. Claramente podemos notar que a pessoa que escreveu essa frase, deve sofrer de problemas mentais ou ser analfabeto", Miles retruca.
"Protesto!", Phoenix corta a fala de Miles.
O juiz bate o martelo na mesa.
"Protesto aceito. Explique-se, senhor Wright", o mesmo pede.
"Eu acredito que se uma pessoa com o perfil descrito pelo senhor Edgeworth, realmente fez isso, ou ela está tentando se comunicar, ou simplesmente pode estar tentando chamar a atenção.", Phoenix comenta.
"Hmm...bem analisado, senhor Wright.", analisou o juiz "O que você tem a dizer sobre isso, senhor Edgeworth?"
"Meritíssimo, eu creio que o senhor Wright pode estar certo. Mas, eu creio que se for o caso, essa pessoa deve procurar um tratamento psicológico. Talvez eu possa recomendar uma psicóloga amiga minha...", Miles rebate. "Eu aproveito para dizer, que ela é ótima no que faz, e também entre quatro paredes. Eu e ela tivemos...um pequeno caso, sabe?".
Os jurados se espantam com a revelação de Miles.
O Juiz bate o martelo tentando acalmar o público que exclamava vários "Oh!"
"Silêncio no tribunal. Senhor Edgeworth, por favor, me poupe dos detalhes sórdidos entre você e essa sua psicóloga.", o mesmo o censura.
"Meritíssimo, eu gostaria de pedir minhas sinceras desculpas. Mas, eu deixo a minha indicação.", Miles se desculpa com o juiz.
"Muito bem, senhor Edgeworth. Desculpas aceitas. Qual é o nome dessa sua psicóloga? Acho que estou precisando marcar uma consulta com ela. Digo, para fins profissionais, é claro. E talvez eu a recomende a um amigo.", o juiz retrucou.
"O nome dela é Marie Schmidt", Miles comentou. "Se quiser, eu posso chamá-la aqui."
"Ela está presente entre os jurados?"
"Sim, meritíssimo. Quer que eu a chame?" , Miles rebateu.
"Por favor.", o juiz pediu.
"Dra. Schmidt, por favor, se apresente para o juiz.", Miles a chamou.
Então uma mulher de cabelos loiros, olhos verdes, seios médios, vestindo um paletó branco com uma blusa tomara que caia da mesma cor, uma saia comprida até o joelho também da mesma cor e saltos pretos, se aproximou do Juiz e parou para se apresentar.
"Meritíssimo, eu sou a Dra. Marie Schmidt. Sou psicóloga PHD, trabalho com diversos tipos de casos, e atendo muitos pacientes, até mesmo as celebridades de Hollywood.", a psicóloga se apresentou.
"Muito bem. Senhorita Marie, poderia dar uma olhada nesse slide e me dizer qual é o problema?", o juiz pediu a mesma.
"Claro, meritíssimo.", Marie replicou.
A doutora andou até a tela com o slide e ficou analisando a imagem por um tempo antes de dar o parecer dela.
[...]
Algum tempo depois, a mesma pareceu ter chegado a uma conclusão.
"E então, doutora?", o juiz pediu pelo veredicto da mesma.
"Bem, olhando para essa imagem, podemos ver que as letras estão tremidas, isso pode significar talvez uma certa insegurança da pessoa. Talvez ela estivesse nervosa no momento que escreveu essa frase, e com medo de ser pega pela polícia, por cometer um ato ilegal, pintou a frase de qualquer jeito e depois tentou fugir.", Marie comentou.
"Interessante. Muito interessante", o juiz comentou.
"Com base na escrita, eu posso deduzir que a pessoa que escreveu isso é muito tímida, se sente muito nervosa quando está sob muita pressão. Mas também é uma pessoa muito criativa, bem humorada...", Marie continuou.
"Fascinante!", o juiz exclamou. "Você acha que essa pessoa precisa passar por um tratamento psicológico por escrever esse tipo de coisa? E cá entre nós, qual é o seu número? Quero marcar uma consulta para mais tarde."
"Bem, eu não vejo o motivo para tanto. Digo, eu acho que essa pessoa não fez por mal ao pichar essa frase. Ela só estava tentando expressar o que estava sentindo interiormente. Sabe, no mundo atual, a sociedade anda bastante crítica com relação a crimes sexuais, estupros, e outros assuntos. Se formos voltar para os anos 90, as coisas eram diferentes, sabe? Digo, as pessoas não se preocupavam com o que era transmitido na TV. Elas não tinham pudor nenhum. Hoje em dia as pessoas estão mais críticas e denunciam mais. O que tecnicamente é muito bom. Mas...acho que quanto a esse caso que estamos analisando, não há necessidade de um tratamento psicoterápico para essa pessoa.", Marie observou.
Enquanto isso, Larry Butz que estava entre os jurados, começava a transpirar só de olhar para a psicóloga analisando aquele caso. Ele parecia saber quem havia escrito aquela frase, mas tinha medo de dizer.
Phoenix volta seu olhar para o seu amigo Larry Butz, e vê que o mesmo estava estranho, parecia loucamente apaixonado. E sussurra chamando a atenção do mesmo.
"Ei, Larry! Psiu! Aqui!", o mesmo o chama.
Butz se volta para Wright.
"Desculpa, Phoenix. Eu acho que estou apaixonado pela doutora gata.", Larry confessou. "Ela parece que me entende completamente. Eu queria apertar aqueles seios dela.".
"O quê?! Não me diga que foi você que escreveu a mensagem, Larry!", Phoenix se espantou.
"Foi, cara...eu estava com o meu headphone ouvindo Show das poderosas da Anitta e fui pintando a parede com tinta, e nem vi que eu tinha escrito a frase que eu queria passar, errado. Eu estava tão inspirado.", Larry explanou.
"Mas então...", Phoenix cortou e ficou refletindo sobre aquilo.
O juiz então deu algumas batidas com o martelo e resolveu perguntar o que estava acontecendo.
"Senhor Wright, senhor Butz? Qual é o motivo do cochicho?", o mesmo quis saber.
"Eu não acredito. Phoenix Wright e Larry Butz estão cochichando no tribunal. Vocês deviam mandá-lo para a cadeia.", Miles cortou.
A psicóloga havia parado de conversar com o juiz para ver o que estava acontecendo. Ela se manteve atenta e bastante desconfiada.
"Meritíssimo, peço que o senhor Wright e o senhor Butz expliquem o motivo de tanto cochicho no tribunal", Miles pediu ao juiz.
"Pedido aceito. Senhor Wright, explique-se, por favor", o juiz retrucou.
Phoenix Wright se levantou, arrumou o cabelo passando a mão e foi até a mesa do juiz.
"Meritíssimo, eu estava conversando com o meu amigo Larry Butz, e ele estava me contando um pouco sobre a pessoa que escreveu essa frase e o que a frase realmente significa.", Phoenix explanou ao juiz.
"Então diga, nós adoraríamos ouvir.", o juiz comentou.
"Obrigado, vossa excelência.", Phoenix agradeceu.
Quando Phoenix ia começar a explicar, Miles Edgeworth o corta.
"Protesto, meritíssimo! Não é preciso muito para saber que quem escreveu essa frase deve ser um satanista", Miles insinuou.
Os jurados todos se apavoraram. O juiz bateu seu martelo várias vezes, tentando conter um possível escândalo.
"Ordem! Ordem!Ordem!", o mesmo berrou. "Explique-se, senhor Edgeworth. Eu quero ver explicações"
"Senhor, a frase faz menção ao Diabo, satanás, belzebu, o coisa ruim, o mestre das mentiras...dentre outros nomes, e claramente sabemos quem é esse ser, LÚCIFER! Essa pessoa parece ser um adorador do demônio! De certo ela gosta de um incesto, sexo...", Miles deu sua versão.
"Senhor Edgeworth, esse depoimento é totalmente contrário ao depoimento dado pela belíssima senhorita Marie Schmidt, vossa psicóloga." o juiz retrucou"E além disso, esse depoimento me parece um pouco absurdo."
"Senhor, mas nós estamos falando aqui do demônio! Esse assunto deixou de ser uma questão psicológica e passou a ser algo mais religioso, agora que o assunto é "Diabo". Eu protesto!", Miles exclamou.
"Objeção!", Phoenix berrou.
"Objeção aceita. Senhor Wright, por favor esclareça de uma vez esse assunto. Eu já estou perdendo a minha paciência com o senhor Edgeworth.", o juiz prosseguiu.
"Meritíssimo, a frase em questão está escrita errada. É: "NÃO DEIXE SUA FAMÍLIA DESTRUIR O DIA BOM, Lute". Claramente a frase está se referindo a "Carpe Diem", que em latim significa "Aproveite o dia", e ela está querendo dizer para a pessoa aproveitar o dia, viver a vida e não ficar de luto.
Todos os presentes ficaram devastados com a revelação de Phoenix Wright.
"Mas então é isso? Uma simples frase que levou a essas discussões equivocadas, como a do senhor Edgeworth sobre Lúcifer?", o juiz se surrpreendeu.
"Sim, meritíssimo. E eu sei quem escreveu essa frase. E também acho que o depoimento da senhorita Marrie Schmidt está correto. Claramente ela conseguiu descrever a pessoa que eu tenho em mente.", Phoenix declarou.
"Bem, e quem é essa pessoa, senhor Wright? Diga o nome dela, por favor", o juiz pediu.
"Senhor, membros do Juri e jurados. Eu chamo aqui, o meu amigo, Larry Butz, para depor!", Phoenix exclamou.
Larry então se levantou e foi até onde Phoenix Wright estava. O juiz então chamou Miles Edgeworth, para passar o juramento a Larry.
Miles se levantou, foi até o juiz e pegou uma bíblia de capa preta. Então, ele se aproximou de Larry e apresentou a mesma.
"Coloque sua mão direita sobre essa bíblia", o mesmo pediu a Larry.
Larry atendeu o pedido de Miles.
"Larry Butz, você jura dizer a verdade e somente a verdade?", Miles inquiriu.
"Sim. Eu juro, pela minha vozinha.", Larry comentou.
"Muito bem, pode tirar sua mão e se sentar.", Miles retrucou.
Larry se sentou perto do juiz para depor sobre a frase.
"Por favor, senhor Butz, comece. Diga o seu nome para todos os presentes.", o juiz pediu.
"Bom, o meu nome é Larry Butz.", Larry se apresentou.
"Obrigado, Larry. Se importaria de responder algumas perguntas?", o juiz inquiriu.
"Não, de forma alguma, senhor.", Larry replicou.
"Muito bem, vamos começar, foi você que escreveu essa frase?"
"Sim, senhor. Foi eu mesmo.", Larry atestou.
"Eu sabia! Eu só estava tentando confirmar a minha suspeita", Miles o cortou.
"Cala a boca, Edgeworth! Você não sabia nada! Você ficou teorizando sobre tudo, sobre a pessoa ser doente mental, sobre ser satanista e adorar o diabo!", Phoenix contestou.
"Phoenix Wright, por acaso você tem provas de que é isso mesmo que disse, ser uma frase inocente dessas sobre aproveitar o dia?", Miles rebateu.
"Tenho. Porque foi o próprio Larry Butz que me falou sobre a frase.", Phoenix argumentou.
"É mesmo? E o que ele te disse?", Miles ficou curioso.
"Ele me disse que ele estava ouvindo Show das poderosas da Anitta enquanto estava pintando e tentou escrever: " NÃO DEIXE SUA FAMÍLIA DESTRUIR O DIA BOM, Lute", mas ele estava tão distraído com a música, que acabou saindo: " NÃO DEIXE SUA FAMÍLIA DESTRUIR O DIABO, Lute", e ele começou a ficar nervoso. Quando viu o que tinha escrito, ficou com medo de ser pego pelos policiais, como a senhorita Schmidt mesmo disse. Foi isso.", Phoenix concluiu.
"Hmm....eu acho que nós terminamos por aqui. Caso encerrado!", dito isso, o juiz bateu o martelo.
"Senhor Larry Butz, você está livre para ir.", o mesmo declarou.
"Obrigado, senhor. Muito obrigado", Larry agradeceu.
[...]
Fora do tribunal, Phoenix conversava com Larry.
"Então, Larry, o que você pretende fazer agora que o caso está encerrado?", Phoenix quis saber.
"Não sei, acho que vou pedir o número daquela psicóloga gostosa", Larry comentou.
"A doutora Schmidt?", Phoenix rebateu.
"Sim. Ela é muito linda", Larry parecia estar apaixonado pela psicóloga.
Então, Phoenix ouviu um berro.
—PHOENIX WRIGHT!
Phoenix olhou ao redor para ver quem era. E então Miles se aproximou dele.
"Ah, é você, Miles! O que você quer?", o mesmo inquiriu.
"Bem, eu só ia comentar que você me pareceu estar com um pouco de inveja do meu poder de persuasão.", Miles balbuciou.
"Isso é mentira! Você é um babaca!", Phoenix contestou.
"Hmpf! O babaca aqui é você!", Miles se vangloriou.
"Você tem sempre que interferir no meu trabalho.".
"Miles, vai ver se eu estou na esquina!", Phoenix exclamou.
Larry Butz gargalhava com a situação.
Então, a psicólogo veio e foi falar com Larry.
"Olá, Larry!", a mesma o cumprimentou.
"Olá, senhorita Schmidt", Larry a cumprimentou.
Larry ficou babando pela psicóloga.
"Bem, agora que o caso está encerrado, o que acha de sairmos juntos? Eu pago. Eu confesso que estou muito encantada com você.", Marie retrucou.
"Puxa, eu adoraria! Você é muito bonita, doutora", Larry rebateu.
"Obrigada. Então, vamos? O meu carro está estacionado aqui perto.", Marie comentou.
"Demorou!", Larry replicou.
Marie e Larry já iam saindo quando Phoenix largou Miles e os interrompeu.
"Esperem!", Phoenix gritou.
Larry e a psicóloga foram até Phoenix.
"Olá, senhor Wright!", Marie o cumprimentou.
"Olá, doutora Schmidt!", Phoenix devolveu.
"Ah, o senhor estava muito bem no julgamento.", Marie comentou.
"Obrigado.", Phoenix a agradeceu. "A senhora é uma ótima psicóloga."
"Obrigada", Marie agradeceu.
"Bom, acho que era só isso. Obrigado por ter vindo.", Phoenix rebateu.
"Disponha. Eu agora vou levar o Larry para sair.", Marie comentou.
"Então, vocês agora estão namorando?", Phoenix deduziu.
Marie riu.
"Não. Eu só...me encantei com ele e o convidei para sair, porque eu gostei dele."
"Entendo. Boa sorte para vocês, então.", Phoenix desejou.
"Obrigada.", Marie agradeceu.
"Phoenix, eu também preciso te agradecer, cara. Se não fosse por você, eu não teria conhecido a senhorita Schmidt", Larry retrucou.
"Uma pequena correção, Larry, "se não fosse por esse caso, eu não teria conhecido a senhorita Schmidt". Bem, não precisa me agradecer. Eu só fiz o meu trabalho.", Phoenix devolveu.
"Você é o melhor, Phoenix Wright!", Larry declarou.
"Obrigado, Larry!", Phoenix agradeceu.
Larry e Marie foram se retirando e Phoenix ficou sozinho. Ele sentou-se nos degraus do prédio do tribunal, e acabou dormindo ali mesmo.
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