Tudo começou lá no parquinho, quando eu tinha seis anos, meu pai e minha mãe vieram me buscar com um semblante de tristeza. Eu queria saber por que eles não sorriam. Na tentativa de fazê-los sorrir eu lhes disse:

_Eu amo vocês dois.

Papai assentiu com a cabeça. E mamãe me falou:

_Catherine, agora nos escute, está bem? -Eu concordei. — Você a partir de hoje terá duas casas para morar, a da mamãe, e do papai...

_É, agora você pode escolher em qual você quer ficar. Meu pai acrescentava enquanto pegava minha mão.

_Eu quero morar na nossa casa. Eu mamãe e papai juntos.

Minha mãe estava com uma cara de choro, mas engoliu a vontade só para si.

_Catherine, se estiver confusa, não tem problema, pode ir morar com sua avó. Mas agora mamãe e papai moram em casas diferentes. — Disse meu pai.

_Não! Eu quero morar com os dois juntos na nossa casa!

Meus olhos se encheram de lágrimas.

Meu pai me pegou no colo, e minha mãe abraçou a mim e a ele ao mesmo tempo.

Aquele foi o último abraço que eu tive até hoje, um abraço em família, um abraço de consolo.

"Nós também te amamos Catherine"

Foi a única coisa que eu ouvi eles dizerem enquanto eu chorava.