Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
48 Um Novo Amigo
Notas iniciais
Para aqueles que ainda acompanham peço desculpas por ter demorado tanto. Mas quero que saibam que nunca irei abandonar a fanfic, mas ultimamente estou sem inspiração e sem vontade escrever. Acho que acabei me perdendo nessa história e não tenho a mínima ideia de como caminhar para o final. Foi por isso que coloquei um novo personagem, com ele na história, eu acho que, ficará mais fácil encerrá-la.
Boa leitura!
Isabella's POV
Eu não estava bem... Isso ficou claro com a urgência de Edward em procurar um neuro e oncologista para mim.
Nada aconteceu como planejei... quando chegamos a Nova Iorque Alice me entregou as várias revistas, jornais, que publicaram a minha vitoria, recebi convites para entrevistas, sessão de fotos para estampar uma revista de esportes, mas não pude fazer nada disso, pois o tempo que tinha foi preenchido por exames, alguns que me enfraqueciam.
– Está tudo bem? — o médico voltou a perguntar e assenti já sentindo o efeito da anestesia.
Suspirei sentindo um certo alivio quando Edward abriu a porta da nossa casa e entrei, sendo tomada por aquela sensação maravilhosa.
– Lar, doce lar — falei baixo.
– Nosso lar — murmurou e virei-me admirando seus olhos.
– As vezes não dá para acreditar...
– Não dá para acreditar no que?
– Na reviravolta que aconteceu na minha vida, em apenas meses tudo mudou.
– Para melhor, certo?
– Para muito melhor — afirmei e ele sorriu, aquele sorriso torto que me fazia esquecer de todo o resto e levei a mão ao local onde haviam colocado o cateter, podia sentir sob a minha pele.
– Está doendo?
– Só está um pouco dolorido, não é nada — falei — Bom... eu preciso muito de um banho — confessei rindo — ...parece que esse cheiro de hospital está grudado em mim.
– Um banho de banheira? — perguntou, segurando minha mão e puxando-me escada acima.
~*~
A primavera chegou e trouxe com ela todas as cores que parecia ter desaparecido com o inverno. Mas, infelizmente, para mim a primavera não foi tão boa assim.
Suspirei vendo a entrada da nossa casa, que agora parecia ter ganhado vida, com o verde do jardim.
Estava voltando de mais uma sessão de quimioterapia. Edward estacionou o carro na garagem e um silencio reinou ali, depois que ele desligou o motor. Olhei para minhas mãos, descansando sobre meu colo e analisei a aliança em meu dedo.
– Sabe... — quebrei o silencio — ... estava me perguntando se alguma vez nos beijamos aqui, no carro.
– E a qual resposta chegou? — ele me incentivou.
– Eu não sei, não me lembro... Não consigo lembrar — murmurei e me virei, olhando em seus olhos.
– Bom, mas quem precisa de lembranças quando temos o agora — falou e aproximou-se, tomando meus lábios e sorri sentindo-o aprofundar o beijo. — Vem cá.
Ele me puxou e passei sobre o cambio do carro, tentando apoiar os joelhos, um de cada lado do seu corpo. Encostei as costas sobre o volante enquanto ele beijava meu pescoço, deslizando seus lábios pelo meu ombro direito.
– Ah! — arfei quando suas mãos apertaram levemente meu quadril e percorreram minhas costas, puxando-me para mais perto — Adoro quando faz isso.
– O que? Isso? — perguntou contra meus lábios me apertando em seus braços e gemi baixinho.
– Me sinto tão segura — sussurrei.
– Você está segura comigo.
Acordei assim que senti um vazio no lugar ao meu lado e ao abrir os olhos vi Edward saindo do closet, já pronto para a faculdade e para o trabalho.
– Já está indo? — perguntei, deitando sobre seu travesseiro.
– Não fala com essa voz e não me olha assim — pediu.
– Espero você para jantar?
– Acho melhor não — respondeu e se abaixou beijando meus lábios de leve, logo em seguida depositando em beijo em minha testa. — O motorista estará a seu dispor.
– Falei que não precisava — avisei e ele sorriu, eu podia muito bem dirigir.
– Precisa sim — afirmou afastando uma mecha no meu cabelo e depositando um beijo no canto da minha boca. — Tenta descansar mais um pouco — pediu.
– Vou tentar — sussurrei. — Até mais tarde.
– Até — falou saindo e acabei pegando no sono novamente.
Acordei por volta das dez e o sol já raiava forte do lado de fora da casa. Resolvi tomar um banho e colocar um vestido, que ia até meu joelho e era confortável, iria em algum lugar, não podia ficar ali, precisava sair. Assim que desci a escada Lara, que era empregada e cozinheira, se desculpou por ter desfeito a mesa do café.
– Tudo bem — falei. — Vou sair de qualquer jeito e passo em alguma lanchonete, não almoçarei em casa — avisei e ela assentiu. — Até mais, Lara.
Ao entrar na garagem conheci o Vincent, ele parecia ter em torno de quarenta anos e era muito educado, além de gentil.
– Para onde Srª Masen?
– Por favor só Isabella.
– Certo. Então Isabella?
– Hum... Conhece algum café por aqui? Uma lanchonete?
– Depende de como deseja?
– Nada chique — falei e ele riu.
– Tem uma a Once Upon a Tart, já foi lá?
– Ainda não.
– Acho que vai gostar — falou ligando o carro.
– Ótimo — sorri e em minutos percorríamos as ruas de Nova Iorque.
Peguei meu celular na bolsa e havia algumas mensagens de Alice, perguntando como eu estava. Ela já havia se mudado para Milão para sua faculdade de moda e Emmett estava em Los Angeles, mas tenho dúvidas se ele está lá realmente estudando. Parece que tudo seguiu seu rumo...
– Chegamos — Vincent falou e veio abrir a porta para mim. — Preciso entregar uns documentos que o Sr. Masen pediu, estarei aqui novamente em meia hora.
– Tudo bem — respondi sorrindo. — Obrigada.
Entrei no pequeno café, que tinha uma vitrine que parecia deliciosa e me sentei em uma mesa um pouco escondida, não havia muita gente, na verdade acho que tinha só mais umas três pessoas e duas crianças, mas preferia ficar ali no canto, parecia ser um lugar mais seguro. Olhei o pequeno livro que continha as especialidades da casa e logo um rapaz com um uniforme apareceu.
– Bom dia, qual será o seu pedido? — perguntou e tive aquela sensação de déjà vu.
– Bom dia — falei, analisando seu rosto e tentando lembrar da onde o conhecia. — Vou querer um milk-shake de morango e um croissant.
– Ok — ele anotou meu pedido em um bloquinho de papel e se virou, vi o rapaz caminhar até o balcão e tentei convencer a mim mesma que não o conhecia, era só impressão minha.
Voltei a pegar meu celular e olhei algumas fotos que eu e Edward tínhamos tirado, mas fui tomada por aquela sensação de estar sendo observada e quando levantei o olhar vi o rapaz me olhando enquanto conversava com a mulher que estava no caixa, ele era muito familiar. Em pouco tempo ele trouxe meu pedido e virou-se para o balcão, no entanto só deu um passo antes de voltar novamente.
– Desculpe, mas por acaso já nos conhecemos? — sua pergunta me surpreendeu e não soube o que responder.
– Acho que talvez me conheça dos jornais, revistas — falei e sorri, vendo sua expressão confusa. — Ou talvez não.... Sou patinadora, estava nas Olimpíadas, mas acho que não acompanha esportes.
– Só futebol e basquete, — esclareceu — talvez tenha me enganado — avisou sorrindo já dando um passo para traz, mas algo dentro de mim praticamente gritou que não deveria deixá-lo ir.
– Mas, você também me parece muito familiar — confessei.
– Sempre morou aqui em Nova Iorque? — perguntou.
– Não, na verdade me mudei a pouco tempo.
– Posso? — indagou puxando a cadeira a minha frente.
– Claro.
– Você veio de onde?
– Eu morava em Forks, Washington.
– Mas não... eu vivi em Lansing, pensei que te conhecia de lá — falou enquanto eu bebia um pouco do meu milk-shake.
– Em Michigan? — perguntei, de repente animada, e ele assentiu — Morei em Detroit até meus nove anos. Talvez....
– Mas quantos anos você?
– Por que? É tão difícil descobrir? — perguntei e ele riu, eu realmente aparentava ter a minha idade, não era difícil chegar a um número aproximado.
– Isso depende, isso é uma aliança? — perguntou apontando para o anel em minha mão, a qual continha o pequena coração de brilhante e assenti. — É de compromisso ou de casamento?
– O que você acha? — a pergunta saiu sem que eu pensasse e me perguntei se estava flertando com ele.
– Bom, está na mão esquerda, mas você me parece um pouco nova para estar casada.
– Mas estou — afirmei — Casei faz alguns meses.
– Então por isso que se mudou?
– É, meu marido teve que assumir os negócios do pai dele — contei.
– Hum..., um cara de negócios, que tipo de negócios?
– Ele está se preparando para assumir a empresa, a sede da BMW aqui em Nova Iorque — falei e sua expressão se paralisou.
– Você é casada com um Masen? Foi o que? Amor a primeira "Visa"? — perguntou e só depois de alguns segundos entendi e fiquei indignada com seu trocadilho. — É brincadeira — falou e acabamos os dois rindo.
– Sou David Martinet — falou estendendo a mão e o cumprimentei.
– Isabella.
– Masen! — ele complementou.
– É, Masen — concordei rindo.
– É um prazer conhecê-la.
Foi então que percebi que não estávamos flertando, era algo a mais e completamente diferente. Era como se estivesse ali conversando com Emmett, um grande amigo ou talvez até mais que isso.
Cheguei em casa um pouco mais feliz que o normal e deixei meu corpo cair sobre o sofá, sabendo que teria um longo tempo sozinha, infelizmente, suspirei e fechei os olhos, sentindo um pouco de tontura. Edward disse que chegaria tarde, então acabei jantando sozinha e ali sentada a mesa foi inevitável voltar no tempo...
"Arrumei a mesa para quatro lugares, colocando os pratos, os talheres e os copos, peguei um pouco do maçarão que tinha acabado de fazer e coloquei em meu prato, fingindo colocar nos outros três. Victoria e Lúcia tinham viajado e minha mãe estava trabalhando como sempre e ele já estava dormindo depois de ter conseguido o que queria de mim.
– Ficou bom, John? — perguntei para o ursinho de pelúcia sentado na cadeira ao meu lado."
Quando percebi já escondia meu rosto em minhas mãos chorando com as lembranças... Desisti de jantar e fui para o quarto, tomei um banho e deitei-me na cama gelado, a qual permaneceu assim pelo resto da noite.
Acordei e senti meu estomago se revirar, corri para o banheiro sentindo as náuseas passarem lentamente. Pensei sentir alguém me ajudar a levantar, mas não havia ninguém ali. Então achei o bilhete deixado sobre o travesseiro ao meu lado:
"Tive que sair cedo, te ligo mais tarde. Beijos"
Eram quase três da tarde e nem o telefone, muito menos o celular haviam tocado, parece que Edward tinha se esquecido de mim. Levantei determinada e fazer alguma coisa, não estava mais aguentando ficar ali parada, então entrei no carro cumprimentando Vincent.
– Para onde?
– Para o Central Park — falei.
Não sei se realmente gostei de ter escolhido caminhar ali. Vi tantas crianças correndo, as mães pedindo para que tomassem cuidado... e tentei me lembrar de alguma vez que minha mãe me pediu isso, ou melhor, aquela que eu chamava de mãe. Abracei meu próprio corpo enquanto caminhava pelas estreitas ruas que abriam caminho entre as grandes árvores do parque e me senti tão inútil. O que eu era? Apenas mais uma pessoa ali, apenas... não sei. Estou tão sozinha e talvez só agora percebi que sempre fui sozinha. Sabia que metade do que sentia era a depressão me tomando, algo normal nos pacientes terminais, Alec já havia de avisado. Tudo bem que ele não falou que eu estava em um estágio terminal, mas era obvio. Não importa quantas sessões de quimioterapia eu faça, muito menos quantas vezes eles retirem isso de minha cabeça, sempre voltaria e tinha total consciência do medo de Alec, o medo que o câncer aparece em outros lugares. Pode acontecer... é claro que pode.
~*~
Suspirei, tomando coragem para levantar, estava esgotada, sentia-me tão perto do fim, mais ao mesmo tempo ele parecia estar tão longe. Passei a mão por meus cabelos que afinavam e caiam cada dia mais.
– Não vou aguentar — murmurei.
– Isabella... — Alec começou, mas o interrompi.
– Quero te pedir uma coisa — falei e ele assentiu. — Vou fazer a cirurgia daqui um mês, mas quero que me prometa algo: quero que só me tire da sala de cirurgia se conseguir remover todo o tumor, caso o contrário quero que coloque um ponto final nisso.
– Por favor, Isabella! — ele exclamou. — Não posso, sabe que é impossível remover todo o tumor.
– Então não me deixe sair de lá.
– O que está me pedindo? Pense no Edward, no Carlisle.
– Será o melhor para todos, não quero ver meu fim...
– Já te contei o porquê de eu ter me tornado médico? — ele me perguntou e balancei a cabeça, dizendo que não. — Bom, eu me casei cedo, depois que minha namorada engravidou... e era uma menina, a Paloma. Mas isso não foi um problema, estávamos dando conta de tudo, até que um dia Paloma com oito anos começou a ficar doente, o médico disse que era apenas uma anemia leve mas não era só isso — vi Alec abaixar a cabeça, mostrando a dificuldade de falar sobre aquilo. — Ela tinha leucemia.
Ao ouvi-lo pronunciar aquilo não tive como conter minha reação de espanto e olhei em seus olhos que pareciam me admirar.
– Você me lembra muito ela — afirmou.
– Por isso aceitou vir fazer meu tratamento?
– Um dos motivos.
– Então, decidiu fazer medicina para achar uma cura para sua filha?
– É, mas ela aguentou apenas por um ano e meio — respondeu.
– E sua esposa?
– Depois disso, acabamos nos separando. Hoje ela já está casada com outro — explicou. — Mas o que quero dizer é que, Isabella, eu vi o quanto minha filha lutou para viver e olha que ela só tinha oito anos. Você não está se esforçando, está se entregando para a doença.
– Sabe porque quis que você fosse meu médico? — indaguei — Porque algo no seu olhar me dizia que não me deixaria morrer, agora entendo — afirmei e ele sorriu.
– Vem, eu te ajudo — falou, ajudando-me a levantar. — Está sozinha?
– Estou com meu motorista, o Vincent. Acho que Edward está me evitando.
– Tenho certeza que não. Ele precisa de um tempo.
– É, eu sei — sorri triste. — Quais são as chances de eu sair viva da operação?
– Isabella, já falamos sobre isso.
– Quero números — pedi e ele suspirou, pensando se devia falar ou não.
– Tem 40% de chances da operação ser um sucesso.
– Obrigada — murmurei.
O caminho para casa foi silencioso e comecei a pensar em minhas chances. Os outros 60% estavam inclusos risco de morte ou de sequelas. Praticamente pedi para Alec que me deixasse morrer, mas o que é a morte? Seria um vazio, um julgamento, uma passagem para outra vida.... eu não sei. Só sei que, de repente, percebi que tinha medo, muito medo.
Edward's POV
– Não fazem nem duas semanas que você está na faculdade Emmett e como assim quer desistir? — perguntei incrédulo, minha voz já se alterando.
– Eu sei Edward, mas...
– Mas o que? — indaguei e ouvi alguém bater na porta.
– Edward é a colega de quarto da Alice — Emily apareceu. — Posso passar a ligação?
– Pode sim — respondi e voltei para a falar com Emmett no meu celular. — Olha, eu te ligo mais tarde, mas não adianta reclamar, você vai conseguir um diploma, não importa do que seja.
Desliguei a ligação e meu telefone tocou, suspirei antes de atender.
– Pâmela? — indaguei.
– Sim.
– Sou o primo da Alice, Edward, pode me explicar melhor o que aconteceu?
– Então, Alice discutiu com uma garota da sala dela, mas não foi nada demais.
– Certeza, ela está bem?
– Está sim, elas apenas discutiram, não teve brigas nem nada. Quando ela chegar eu aviso que já falei com você.
– Ok, obrigado — agradeci, antes de desligar e passar as mãos no cabelo, sabendo que essa discussão de Alice com certeza teria uma continuação.
Olhei no relógio, com certeza Isabella já tinha chegado da quimioterapia e me odiei por ter deixado-a ir sozinha. Mas era complicado... parece que tudo está dando errado.
Levantei, juntando alguns papeis e colocando-os em minha pasta e sai, não a deixaria mais tempo sozinha.
– Emily, por favor desmarque tudo que tiver amanhã, ficarei em casa — avisei.
– Ok, mas sabe que irá sobrecarregar na segunda.
– Depois eu dou um jeito. Até mais — falei já entrando no elevador.
– Até — ouvi ela falar.
Dirigi tentando esquecer os problemas que Emmett e Alice estavam causando e tentando entender porque me responsabilizava tanto, era a obrigação dos meus tios, não minha... mas sempre foi assim.
Cheguei em casa e tirei o blazer que usava, subindo as escadas e entrando no quarto, mas parando na porta quando não vi Isabella ali. Será que ela estava no jardim? Joguei o blazer sobre a cama e já ia saindo do quarto quando ouvi um soluço. Caminhei lentamente até o banheiro e senti meu mundo desaparecer quando a vi ali sentada no chão encolhida chorando sem parar.
– Isabella — chamei-a, abaixando-me ao seu lado, pegando em suas mãos e sentindo seus dedos gelados. — O que houve?
– Eu vou morrer — sua voz não passou de um sussurro e suas palavras foram frias.
– Meu amor, todos nos vamos — afirmei, afastando seus cabelos.
– Mas vou morrer bem antes do previsto e só agora percebi que tenho medo da morte — murmurou e de repente não sabia o que fazer. — Estou com tanto medo...
Como queria fazê-la sorrir, ver aquele brilho em seus olhos, que sempre aparecia quando ela ficava envergonhada. Meu Deus, o que posso fazer?
– Eu quero minha mãe — falou como uma criança.
– O que?
– Eu quero uma mãe — ela quase gritou. — Quero uma mãe que fale para eu tomar cuidado quando estiver correndo, uma mãe que penteei meu cabelo e faça uma trança, mesmo que seja mal feita... — seus olhos encontraram os meus e vi ali toda a sua dor.
– Meu anjo... — comecei, mas não tinha o que falar, apenas a puxei para meu braços, que aceitou, encostando sua cabeça em meu peito, chorando cada vez mais. — Eu estou aqui, não está sozinha — sussurrei e ela chorou, ali em meus braços, por horas até que adormeceu.
Com cuidado a peguei no colo e levei-a para cama, tirando suas sapatilhas e deixando-a confortável, antes de sair procurando o telefone.
– Oi filho, esta tudo bem? — minha mãe atendeu a ligação.
– Mais ou menos mãe — respondi.
– O que aconteceu?
– Lembra quando falou que estavam pensando em abrir a empresa aqui em Nova Iorque?
– Claro, ainda estamos pensando nisso.
– Acho que é uma ótima hora para fazerem isso — afirmei. — Seria ótimo para Isabella ter você e Carlisle por perto.
...
Observava ela dormir tranquilamente e cada vez que via seu corpo se mover lentamente com sua respiração uma sensação de alivio me invadia. Até que Isabella passou a mão no rosto, abrindo os olhos logo em seguida e encontrando os meus, que a admiravam cada movimento seu.
– Ei, como está se sentindo? — perguntei.
– Bem, eu acho — ela respondeu em um sussurro, alto o bastante para que eu ouvisse. — Mas o problema é essa cama.
– A cama? — indagei sem entender.
– É, ela fica tão fria sem você — murmurou e acabei sorrindo enquanto me levantava.
– Posso resolver isso — afirmei me deitando ao meu lado, puxando-a para meus braços e pude sentir seu corpo estremecer.
– Edward, me desculpe. Não sei o que aconteceu... acho que cheguei no limite — Isabella falou baixo, se referindo a sua crise de horas atrás.
– Não tem que se desculpar, a culpa é minha. Eu te deixei tão sozinha nesses últimos dias — falei e me condenei por ter me afastado...
– Talvez não seja eu quem chegou ao limite — ela murmurou e tinha toda razão.
– Eu fiz o jantar — falei, mudando o assunto e levantei-me.
– O que?
– Vem — chamei, puxando sua mão.
– Até quando vai fugir do assunto? — perguntou.
– Não estou fugindo, sabemos que essa conversa não vai nos levar a lugar nenhum — afirmei e caminhando até a porta.
– Edward... — ouvi sua voz fraca me chamar e tudo aconteceu tão rápido, ao me virar vi ela cair na cama enquanto seu corpo se debatia.
– Isabella! — gritei e em segundos todos os procedimentos que deviam ser tomados invadiram minha cabeça.
Puxei um travesseiro colocando sob sua cabeça e a virei de lado para evitar que ela sufocasse. Vi Isabella convulsionar sem poder fazer nada e o desespero me tomou, já não sabia mais o que fazer quando seu corpo começou a se acalmar até que ela permeneceu ali parada... sua respiração se estabilizou como se estivesse dormindo e seus olhos logo se abriram, com dificuldade.
– O que... o que aconteceu? — gaguejou, mal conseguindo falar.
Notas finais
Espero que pelo menos um review apareça e quem sabe uma recomendação rsrsrs
Prometo tentar não demorar...
Beijoss
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