Notas iniciais
Olha eu aqui! Demorei, eu sei! E para falar a verdade nem ia postar esse capítulo, pois achei que ficou meio bobinho, mas ele é importante para que vocês entendam o que irá acontecer no próximo. Mudando de assunto, eu não respondi nenhum review (mentira, acho que respondi só alguns) mais li cada um deles e agradeço muito, não sabem como fico feliz quando vejo que tem um review novo :D Mas preciso agradecer especialmente a Isa Salvatore Cullen que recomendou a fanfic e pelo review, no qual ela me elogiou dizendo que sou uma ótima escritora... se ela está dizendo quem sou eu para discordar, não é mesmo? Muito obrigada! *-* Espero que gostem do capítulo, boa leitura.

Dias depois...

Bella's POV

Entrei no pequeno café Once Upon a Tart e recebi o sorriso de David, que logo veio até minha mesa.

– Boa tarde, — falou pegando minha mão e depositando um beijo ali — como vai a senhorita?

– Vou bem, obrigada — respondi. — Mas estou com uma duvida, é um procedimento padrão cumprimentar os clientes assim? — perguntei e ele riu.

– Só os clientes VIPs, que inclui você e aquela loira ali — falou com um sorriso sacana nos lábios.

– Vou fingir que ouvi isso — afirmei fazendo ele rir mais ainda.

– Ok, logo trago seu milkshake de morango.

– Mas eu nem pedi... — comecei, mas parei ao receber seu olhar.

– Então escolha — falou entregando o cardápio.

– Hum... — olhei tudo que tinha ali e suspirei ao falar: — Um milkshake de morango.

– Sempre me surpreendendo nos seus pedidos — falou já se distanciando e ri.

Olhei pelo vidro e vi Vincent no celular, chamei-o para entrar mas recusou, porém sabia o porquê. Vi o momento que ele desligou uma ligação e segundos depois meu celular tocou.

– Oi — falei.

– Oi meu anjo, como está?

– Estou bem.

– Está em casa?– perguntou e sorri, voltando a olhar o carro onde Vincent esperava.

– Você sabe que não estou em casa, — afirmei — foi por isso que contratou o motorista, não foi?

– Isabella, contratei um motorista porque me preocupo com você, se quisesse saber a onde vai teria colocado um rastreador no carro– ele falou com uma voz calma.

– Sabe, acho que você é um pouco controlador — falei e ele riu do outro lado da linha.

– Só estou cuidado do meu bem mais valioso– afirmou e ri.

– Vai demorar hoje?

– Não... pensei em fazermos o jantar juntos.

– Seria perfeito — respondi e sabia que aquele sorriso torto tomava conta de seus lábios.

– Estarei em casa antes das seis.

– Vou esperar.

Desliguei o celular no momento em que David voltou com meu milkshake e se sentou na mesa comigo.

– Então, eu contei porque vim para Nova Iorque, agora é a sua vez.

– Ah é verdade!

– Quem sabe talvez esbarramos em algum lugar aqui em Nova Iorque, mas não nos lembramos.

– Acho difícil, ainda acho que nos conhecemos em Detroit... O que sei é que nos conhecemos de algum lugar! — afirmou e rimos. — Mas minha história é longa e não é muito animada, quer mesmo ouvir? — perguntou e fiz sinal para que ele prosseguisse — Bom, por onde começo...

– Do começo, por favor — pedi e ele riu alto, enquanto eu bebia mais um pouco do milkshake de morango.

– Ok, vim morar aqui faz uns dois anos — contou com um olhar distante — depois que meus pais faleceram.

– Eu sinto muito — falei baixo.

– Tudo bem.

– O que aconteceu? — perguntei.

– Bom, minha mãe tinha câncer — ele falou, fazendo-me pensar em meu futuro — e sabe como é... minha mãe teve uma longa história com essa doença e como vários também não resistiu. Depois disso meu pai ficou um pouco perturbado e sofreu um acidente de carro.

– Nossa... — murmurei.

– Então como sabe, pessoa doente a beira da morte é igual a pedido impossível e promessa forçada — falou e começou a rir, talvez de minha expressão incrédula. — Estou mentindo?

– Prefiro não responder, continue.

– Não posso ficar chorando, o que posso fazer agora é contar piada disso... — ele lamentou. — Mas continuando, antes de morrer ela me pediu algo e foi o que me trouxe até aqui.

– E posso saber o que ela pediu? — perguntei e ele pareceu pensar sobre isso.

– Ela me pediu para procurar minha irmã.

– Sua irmã? — indaguei e a mulher que ficava no caixa o chamou.

– Já volto — falou, levantando-se e indo até a outra mesa anotar o pedido das pessoas que haviam chegado.

Será que nunca encontrariam uma cura, quantas pessoas já morreram... e quantas ainda morreriam?

Terminei meu milkshake e esperei mais alguns minuto.

– Voltei, — David falou, colocando o pequeno prato com um croissant recheado de chocolate na minha mesa — cortesia da casa, vou conseguir fazer você engordar um pouquinho — afirmou e ri.

– Obrigada — agradeci e vi a mulher no caixa olhando para nós — mas acho melhor você voltar ao trabalho.

– Na verdade, hoje eu saio mais cedo e estou cobrindo o turno de outro garçom que simplesmente não veio, então acho que tenho o direito de sentar aqui e conversar com uma amiga.

– Ok, e então continuando... — falou sorrindo — você tem uma irmã?!

– É, tenho... eu acho.

– Como assim?

– Vou tentar resumir, ok? — falou. — Minha família nunca teve condições de manter uma boa vida, mal podiam me manter e quando tinha uns dois anos minha mãe engravidou novamente — explicou, fazendo uma pausa e já pude imaginar o resto da história. — Bom, ela não quis abortar então a única solução era dar para adoção, eles não tinham condição de cuidar de outra criança.

– E agora precisa achá-la.

– Eu prometi que acharia ela — falou baixo. — E tudo que descobri até agora, todas as pistas, me trouxeram a Nova Iorque. Mas o problema é que ela pode estar em qualquer lugar, talvez nem esteja mais aqui nos Estados Unidos.

– É complicado... quando pensa que tem vários problemas, não imagina que pode ter pessoas com problemas mais sérios que os seus.

– Isso é uma pura verdade! — afirmou e ri. — Mas enquanto não a encontro prefiro pensar que foi adotada por uma família rica e que, no momento, está bem melhor que eu.

– Tenho certeza que ela está bem — falei baixo sentindo uma fincada, na lateral da cabeça, que me fez perder os sentidos por alguns segundos.

– Está tudo bem? — perguntou. — Ficou pálida de repente.

– Está sim — falei e a mulher no balcão voltou a chamá-lo. — É melhor eu ir, vou fazer você levar uma bronca — sorri, já pegando a carteira para pagar, foi quando me lembrei de algo. — David, tem uma sócio do meu marido que adotou uma criança a pouco tempo e conseguiram adiantar tudo por causa de uma parente deles que é assistente social, ou alguma coisa do tipo... mas acho que posso conseguir falar com ela.

– Mas será que ela conseguiria alguma informação?

– Não custa nada tentar.

Cheguei em casa e fui direto para o banheiro, ligando o chuveiro e não esperei esquentar, como se a água gelada fizesse aquele mal estar passar. Lavei os cabelos e ao olhar para minhas mãos vi os vários fios que estavam caindo facilmente.

Assim que saí do banho tomei os remédios que precisava e procurei algo confortável no closet. Porém quando não achei nada acabei pegando uma camisa de Edward, que ficava como um vestido, talvez um pouco curto. Sequei meus cabelos, agora mais finos e segui para a cozinha, decidindo o que eu e Edward faríamos para o jantar. Com certeza ele tinha ligado para Lara, avisando que ela podia ir embora mais cedo, então peguei as panelas e abri os armários. Decidi o que iríamos fazer e comecei a preparar tudo, comecei a picar o tomate e foi quando minha visão duplicou, me atrapalhei e a faca afiada cortou meu dedo.

– Droga! — exclamei sentindo arder e abri a torneira, deixando a água lavar e ouvi som da porta se abrindo, fechando logo em seguida.

– Isabella? — Edward chamou.

– Estou aqui.

– Então já decidiu... o que aconteceu? — ele indagou preocupado assim que viu meu dedo que não parava de sangrar.

– Eu só me cortei, não precisa me levar para o hospital! — avisei rindo e ele sorriu, indo até o banheiro pegando um band-aid na gaveta.

– Pronto — ele disse ao colocar o curativo e seus olhos encontraram os meus e o abracei por impulso, tomando seus lábios em um beijo calmo.

– Então, o que vamos fazer para o jantar? — perguntei assim que nos afastamos e ele sorriu.

...

Depois de jantar nos sentamos na sala, mas antes peguei uma barra de chocolate, enquanto pensava em um jeito de falar com Edward sobre David e de repente me vi em uma rua sem saída. Como falaria para ele de uma rapaz que conheci e que se tornou um amigo em apenas alguns dias. Sabia que Edward era ciumento.

– Então, preciso falar algo — falei mudando o assunto.

– Pode falar — afirmou enquanto eu levava outro pedacinho de chocolate a boca.

– Quer chocolate? — perguntei rindo e ele sabia que eu estava enrolando, mas Edward se aproximou e me beijou, provando do chocolate em minha boca e comecei a rir sendo puxada para seus braços. — É sério, tenho que falar algo — afirmei me endireitando no sofá, mas mantendo minha pernas sobre seu colo, sentindo seus dedos fazendo caminhos desde meu joelho até meus tornozelos.

– Ok.

– Eu conheci uma pessoa.

– Uma pessoa? — ele indagou e vi seus dedos que se movimentavam sobre minha pele pararem por uma fração de segundos e logo voltarem a deslizar.

– Conheci lá no café onde estava hoje.

– E também onde esteve a semana inteira — ele falou rindo e revirei os olhos, notando algo em sua risada.

– O nome dele é David e o engraçado é que quando nos vimos era como se já o conhecesse a muito tempo. Ele veio perguntar se já nos conhecíamos, mas não conseguimos lembrar de nenhum encontro anterior.

– É bom você ter um amigo — ele falou baixo, pensativo. — Claro que eu preferia que fosse do sexo feminino, mas...

– Não esperava ouvir isso.

– Sou ciumento, mas também quero seu bem — afirmou.

– Então... — voltei ao assunto sorrido — começamos a conversar e bom, ele disse que está aqui em Nova Iorque atrás da irmã... — comecei a contar a história — ... foi quando lembrei do seu sócio que adotou a criança.

– Sim, a cunhada dele trabalha nessa área.

– Será que não poderia conseguir o telefone dela, qualquer informação sobre o paradeiro da irmã dele seria uma ajuda e tanto.

– Posso ver isso — falou e seus olhos encontraram os meus. — Alguma coisa está te atormentando — não foi uma pergunta.

Estranhei a forma como ele afirmou aquilo e suspirei sabendo que não poderia esconder aqueles pensamentos que estavam me perturbando.

– Enquanto ouvia ele falar sobre a irmã, sua preocupação, a vontade a achá-la, me perguntei se tem alguém ai fora procurando por mim.

– Isabella...

– Sei que vim de um orfanato e que a maior probabilidade é de que não exista ninguém, — falei interrompendo ele — mas talvez... um primo distante... quem sabe.

– Mas e sua família que te ama tanto, onde ela fica nessa história? — perguntou e sorri.

– Tem razão, eu já tenho uma família — afirmei e ele tocou meus lábios com os seus levemente.

– Pode deixar, vou tentar descobrir alguma coisa sobre a irmã do Martinet — falou colocando uma macha do meu cabelo atrás de minha orelha.

– Obrigada — murmurei e ele fez menção de se levantar, mas segurei seu braço, percebendo o que tinha deixado passar. — Mas, peraí, eu não disse o sobrenome dele — falei e Edward sorriu... ele estava envergonhado?

– Ah Isabella... é o David Martinet, que nasceu em Lansing, Michigan, está a dois anos aqui em Nova Iorque, não tem passagem na polícia... — ele parou quando viu minha expressão incrédula. — Todo mundo o conhece — falou irônico já se levantando e não acreditei que ele tinha pesquisado a vida do rapaz.

– Não acredito, Edward, volta aqui! — exclamei, vendo-o seguir para a escada e ele riu.

– Sim?

– Sério?

– Olha, não me preocupo com o fato de você ter amigos, tudo bem, desde que sejam pessoas confiáveis.

– E ele é?

– Até agora sim, mas como todo mundo é culpado até que se prove o contrário... então ainda estou avaliando isso.

– Edward?!

– Só tenho medo do que pessoas desonestas podem fazer com você. Sabe quanto valeria um resgate seu? Não esqueça de tudo que herdei do meu pai.

– Eu sei — murmurei. — Eu sei que se preocupa e tem motivos para isso, mas pega leve.

– Está bem, — ele riu e me puxou para seus braços — é que não aguentaria se algo acontecesse com você.

– Eu te amo — sussurrei.

– Não sabe como gosto de ouvir isso, pena que são raras as vezes.

– Quando exageramos em algo, ele acaba perdendo seu valor. Tudo tem sua hora, seu momento... — murmurei e antes que pudesse dizer mais alguma palavra ele me beijou, seus lábios tocando suavemente os meus.

Notas finais
Recados de sempre: não esqueçam de deixar um review ;D e se tiver um tempinho não custa nada recomendar a fanfic. Beijoss