Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
37 Preparativos
Notas iniciais
Espero que gostem :D
AVISO IMPORTANTE >>>>— Quando postei o capítulo anterior não tinha percebido que havia cortado uma parte, então peço para que voltem ao capítulo e vejam a parte final, que talvez algumas de vocês não viram, ok?
Bella's POV
O final de semana se passou rápido e segunda chegou com a neblina, que era uma marca de Forks.
Eram quase nove horas quando ouvi alguém bater na porta, no mínimo era Edward. Abri, recebendo-o com um abraço.
– Vamos? — indagou, depositando um beijo em meu pescoço.
– Vamos onde? — perguntei e ele me encarou, como se eu estivesse brincando.
– Combinamos ontem pelo telefone que iríamos a igreja marcar um dia para nosso casamento. — respondeu devagar, analisando-me.
– É claro. Vamos. — falei, entrando para pegar minha bolsa e avisar a Mariah que estava saindo, enquanto ainda tentava me lembrar de ter conversado com Edward ontem pelo telefone.
– Está tudo bem? — perguntou, vendo-me fechar a porta.
– Está. — afirmei.
Saímos e Edward abriu a porta da BMW preta para mim. E em menos de vinte minutos estávamos em frente a linda capela da cidade. Entramos e fomos recebidos pelo reverendo Antônio, que nos levou até o seu escritório, pedindo para nos sentarmos a mesa e ele se sentou de frente para nós.
– Então, querem marcar um casamento... — ele começou, abrindo o livro com várias datas marcadas. — ... seria uma renovação de votos dos pais de vocês? — não acreditei em sua pergunta.
– Não, na verdade queríamos marcar uma data para o nosso casamento. — Edward falou e o homem a nossa frente nos encarou confuso.
– Quantos anos vocês têm? — perguntou.
– Bom..., eu tenho dezoito e Isabella dezesseis, mas nossas famílias concordam e aprovam a união.
– Meu Pai... — ele murmurou, fechando o livro. — Olha, vocês por acaso sabem qual a taxa de divórcios hoje em dia? — indagou e percebi que não adiantaria insistir.
– Não, mas... — Edward começou sendo interrompido logo depois.
– Altíssima, por causa disso. Pelas pessoas subirem ao altar por impulso. Vocês são jovens, tenho certeza que nem se conhecem direito... então vamos combinar assim, daqui a uns sete ou oito anos vocês voltam aqui para conversarmos.
– O senhor não está entendendo...
– Entendo perfeitamente. — ele interrompeu novamente o rapaz ao meu lado.
– Está com toda razão. — afirmei, já me levantando. — Vamos, Edward. — pedi. — Nos desculpe por incomodá-lo. — falei.
– Não foi incomodo e espero ver vocês daqui alguns anos. — falou antes de sairmos.
Sai da pequena igreja, caminhando pelo jardim já com as lágrimas caindo de meus olhos, ouvia apenas o passos de Edward atrás de mim.
– Bella? — ele segurou minha mão.
– Não me chama de Bella. — pedi, abaixando a cabeça.
– Desculpe, mas gosto de "Bella". — murmurou e senti seus dedos em meu queixo, erguendo minha cabeça. — Ei, vamos dar um jeito nisso.
– Como? Ele nunca irá realizar a cerimônia.
– Se for preciso, acho um outro padre e mando construir uma igreja igualzinha a essa. — falou baixo e sorriu, enquanto seu polegar secava as lágrimas que insistiam em cair.
– Edward... — sorri, sabendo que ele seria capaz de fazer o que disse.
– Mas antes, podemos pedir para minha mãe e seu tio, conversar com ele. — falou.
– É podemos. — afirmei.
Assim que entramos no carro, Edward ligou para sua mãe e ela falou que falaria com meu tio e eles iria hoje mesmo a capela.
– Então, temos horário marcado na gráfica. — ele falou, ligando o carro. — Quer deixar para outro dia?
– Não. Vamos escolher o convite, pois precisa ficar pronto logo. — falei, limpando meu rosto e ele sorriu.
Ao chegarmos a gráfica logo fomos atendidos e a funcionária muito atenciosa nos mostrou todos os tipos, perguntando qual era meu estilo para trazer mais amostras.
– Queria algo mais simples. Sem muitos detalhes. — pedi.
– Podemos fazer um mais simples, deixa eu pegar um modelo. — falou, saindo.
– Bom, por que não ficamos com esse, achei tão legal. — Edward falou, apontando para um convite preto com laranja.
Olhei-o e ele começou a rir.
– Alice me mata! — exclamei, vendo a funcionária voltar.
– Aqui. — ela me mostrou. — Podemos fazer o convite padrão e o envelope branco ou preto, com um laço pequeno para fechar.
– Dá para fazer algo personalizado? — Edward perguntou.
– Claro, podemos fechar ele com um carimbo das iniciais de seus nomes... enfim, o que escolherem.
– As iniciais fica legal. — falei.
– Também gostei. — ele concordou.
...
Chegamos a casa de Edward quase duas horas da tarde, já que fomos almoçar em um restaurante. O convite ficaria lindo, agora só precisávamos do dia, mas primeiro tínhamos que ver quando a capela estaria disponível.
– Parece que está sendo tudo tão rápido. — falei, sentando-me no sofá.
– Se quiser podemos desacelerar tudo. — ele falou, sentando-se ao meu lado e ri.
– Não. — falei, ao cair na realidade quando senti uma leve dor de cabeça. — Estou me sentindo tão bem, desde sábado a tarde que até esqueço...
– Isso é bom não é? — falou. — Esquecer.
– Por um momento é, mas quando lembro parece ser pior. — respondi e ouvi alguém entrar na casa, era Esme e Carlisle.
– Oi. — levantei-me para cumprimentar a mãe do Edward. — E então? — perguntei.
– Desculpe, Isabella. — meu tio falou e vi meu sonho quebrar-se em mil pedaços.
– Queria poder... — Esme começou, mas foi interrompida.
– Fala povo! — Emmett entrou, logo seguido de Alice.
– Não deviam estar na escola? — a mulher ao meu lado perguntou.
– Educação física. — a baixinha falou.
– Matemática. — reclamou o rapaz que já se sentava na poltrona que havia ali na sala.
– O que aconteceu? — Alice perguntou assim que me olhou, logo depois de cumprimentar Carlisle e Esme.
– O padre se recusou a realizar a cerimônia. — ouvi a voz de Edward responder.
– Como assim?! — Emmett indagou.
– Disse que somos muito novos. — falei baixo e senti o braço de Carlisle ao meu redor.
– Já fomos falar com ele mas não adiantou em nada. — Esme lamentou.
– Eu vou resolver isso. — Alice afirmou, jogando a chave para Emmett. — Você dirige.
– Sim, senhora. — ele falou, com cara de medo.
– Onde você vai? — Edward perguntou.
– Falar com o padre! — exclamou e todos na sala trocaram um olhar estranho. — Vamos logo, Emmett! — então vi os dois saírem da sala.
– Isso não é nada bom. — Edward falou, tampando o rosto com as mãos.
– E temos outra coisa para resolver. — meu tio falou.
– O que? — perguntei, sentando-me.
– Edward pode ter dezoito, mas você ainda é menor de idade, assim não podem se casar "perante a justiça". — ele informou.
– Uma emancipação não resolveria? — Edward perguntou.
– Ainda não sei, estava vendo isso hoje. Vou pesquisar mais sobre o assunto e se for preciso, vou dar inicio aos papeis para te emancipar. — respondeu e apenas assenti.
Alice's POV
Cheguei ao colégio na segunda e não vi o carro Emmett, então entrei caminhando pelo corredor. A maioria dos alunos ali me cumprimentavam, mas era só isso, não podia chamar nenhum de amigo, muito menos de "melhor amigo". Foi aí que senti alguém segurar meu braço e ao olhar vi Jasper.
– Oi. — ele falou, soltando-me. — Fiquei sabendo sobre seus pais.
– Ah, então a notícia já chegou a periferia.
– Nossa Alice! — falou, seus olhos mostrando sua tristeza. — Já pedi desculpas pelo que fiz.
– Desculpas por deixar seus amigos tirarem sarro de mim e ainda pior, rir das piadas que eles fizeram de mim, acha que posso desculpar isso? — falei, fitando seus olhos.
– Não. Acho que não.
– Então nós concordamos em algo. — falei e sai, deixando-o para trás.
Emmett só apareceu no segundo horário e encontrei com ele no almoço.
– Por que se atrasou? — perguntei, sentando-me a mesa em que ele já almoçava.
– Esqueci que tinha aula hoje. — respondeu.
– Como assim?
– Sei lá, nem eu me entendo as vezes. — falou rindo. — Nossa, agora o Edward só vem ao colégio para avisar que ainda está vivo. — ele riu, bebendo um pouco de refrigerante.
– Não, hoje ele a Isabella vão a igreja marcar um dia para o casamento e vão escolher o convite. — informei. — E falando em casamento já providenciou seu terno?
– Eu nem sei que dia vai ser o casamento! — exclamou. — Deixa eu receber o convite primeiro.
– Mas você vai ser padrinho, tem que estar adiantado. — falei. — Na sexta vou te levar para ver o terno.
– Peraí, tenho que checar se estou livre na sext... Ah, eu estou sim. — falou depois de ver minha expressão de sem paciência para brincadeiras.
...
Chegamos a casa de Edward eram duas da tarde, pois tínhamos saído antes da última aula. E quando fiquei sabendo do que estava aconteceu tive que concordar com a frase: "Não deixe outros fazerem aquilo que você pode fazer."
Agora Emmett dirigia em direção a capela enquanto me perguntava o que eu falaria para o reverendo.
– Ainda não sei Emmett! — exclamei. — Mas pode ter certeza que ele vai realizar o casamento, ou eu não me chamo Alice Brandon. — afirmei.
– Ok. — ele falou já estacionando o carro.
– Volto logo. — falei e sai, caminhando pelo jardim da igreja.
Bom, eu tinha que convencê-lo e se não conseguisse usaria a carta que mantinha escondida na manga, a qual sei que nenhum deles usou. Ao entrar encontrei o reverendo Antônio arrumando algo no altar e parei, sem saber o que falar.
– Oi? — chamei-o e ao me encarar ele sorriu.
– Olá, o que a trás aqui? — ele disse, saindo do altar e caminhando até onde eu me encontrava. — A próxima missa é daqui a uma hora, ou veio se confessar?
– Na verdade, vim falar sobre um casamento que o senhor não quer realizar, do meu primo Edward e minha amiga Isabella.
– Meu Senhor! — exclamou. — Já é a terceira pessoa que vem aqui por causa desse casamento, agora a pouco os pais deles estavam aqui. E não adianta, eles são muito jovens, ainda tem muito a viver.
– Olha, então só peço cinco minutos de seu tempo para falar um pouquinho dos dois, sei que o senhor vai mudar de ideia. — falei e ele aceitou, levando-me até o escritório.
Nos sentamos e tentei organizar em minha mente um modo de contar a ele o drama que Edward e Isabella vivia.
– Então, eles se conheceram a pouco tempo...
– Está vendo, eles mal se conhecem e já querem se casar. — fiz de conta que não ouvi e continuei a falar.
– ... e quando o namoro ficou mais sério Isabella acabou tendo que contar algo não fazia muito tempo que tinha descoberto, ela tem câncer. — falei e o homem de seus quase cinquenta anos me encarou surpreso. — Agora Isabella tem no máximo um ano de vida e seu sonho é se casar nesse igreja.
– Eu não imaginava.
– Meu primo só está tentando fazê-la feliz. — afirmei e não contive as lágrimas. — Isabella é minha única amiga, na verdade é praticamente minha irmã e não quero perdê-la.
– Tenho certeza que ela vai vencer esse obstáculo. — ele falou, confiante.
– Peço todos os dias para que consiga.
Sai da igreja, limpando algumas lágrimas que ainda se formavam em meus olhos.
– O que aconteceu? — Emmett perguntou, assim que entrei no carro.
– Teremos um casamento em duas semanas. — falei sorrindo e ele riu.
– Essa minha prima, toca aqui. — falou, fechando a mão em punho e eu fiz o mesmo, batendo na sua.
Emmett dirigiu rapidamente até a casa de Edward e eu pensava no que tinha dito ao reverendo... Isabella iria se curar, tinha tanta certeza disso, mas e se ela não se curasse? O que aconteceria? O que seria de todos nós, que a amamos como se já fosse da família a anos?
Balancei a cabeça, afastando esses pensamentos, não era hora para isso, era hora de organizar um casamento. Então enquanto meu primo dirigia eu peguei meu celular ligando para a gráfica e passando o dia da festa, logo depois informei o buffet e a decoradora. Sai do carro ainda no celular, falando com o responsável pela iluminação e vi Emmett abrir a porta da casa para mim. Desliguei o celular e ao entrar encarei uma cena até engraçada, pois todos ali tinham uma expressão ansiosa e nervosa.
– E então? — Esme perguntou.
– Falei com o reverendo e... — fiz um suspense. — ... vocês se casam daqui a duas semanas.
– Duas semanas? — Isabella pareceu surpresa.
– É isso ou daqui a três meses. — falei. — Parece que toda a população de Forks resolveu se casar e também a capela vai entrar em reforma daqui a um mês, então...
– Acho que daqui duas semanas está ótimo. — Carlisle afirmou.
– Concordo. — Edward sorriu.
– Precisamos adiantar tudo. — Esme falou preocupada. — Será que vai dar tempo?
– Tem que dar. — falei confiante.
Então combinamos de amanhã de manhã Edward levar eu e Isabella até Seattle para escolhermos o vestido. Já o resto do dia se passou com mais telefonemas e uma conversa séria com meu primo depois que Isa foi embora, sobre quem podia ser convidado e quem não podia... e não estranhei o fato dele pedir para colocar Tanya Denali na lista.
– Fiquei sabendo que encontrou Tanya esses dias atrás. — informei.
– Qual o problema?
– O problema é que tenho medo de você estar indeciso. — falei.
– Não estou indeciso em nada, sei muito bem o que eu quero, Alice.
– Certeza? — perguntei. — Pois tenho medo de isso que sente pela Isa seja apenas... compaixão.
– Não sabe o que está falando... — ele disse baixo. — Não tenho como explicar o que sinto, mas o que senti por Tanya foi tão pequeno que não chega nem perto do que sinto por Isabella.
– Que bom, era isso que eu queria ouvir. — sorri, levantando-me. — Tenho que ir, ainda preciso fazer um monte de coisas.
– Ok. — falou sorrindo. — Até amanhã
– Até. — falei, saindo da sala. — Tchau, tia. — despedi-me de Esme.
Comecei a dirigir pelas ruas praticamente vazias a esse horário e pensava no que teria que enfrentar quando chegasse em casa... era algo bem pior do que organizar um casamento em duas semanas... tinha que enfrentar uma longa conversa com meus pais...
Fui me deitar mais cedo para não ver meu pai sair de casa para sempre, mas não consegui dormir, então liguei meu notebook e Isabella estava online.
Espero que esteja olhando o catálogo de vestidos.– digitei.
Até já escolhi um.– não acreditei quando li isso.
Sério????!! Qual?
Amanhã eu te falo.
Está querendo me matar?
rsrsrs que exagero!
Passa a página que eu tenho um catálogo igual.– escrevi rapidamente.
Página 48.
Levantei-me e peguei o catálogo em cima de minha cômoda e voltei a me sentar na cama. Passei as páginas até achar a quarenta e oito, vendo um lindo vestido, sem nenhuma renda, apenas com detalhes ao redor do pescoço.
É lindo!– digitei.
Também achei. E seus pais, como estão?– perguntou e demorei um pouco para responder.
Meu pai foi embora a pouco tempo, mas acho melhor assim, eles brigavam muito.
Sabe, há mal que vem para o bem.
Talvez tenha razão. Vou desligar, até amanhã bem cedo!
Ok, até amanhã (não tão cedo)! Boa noite.
rsrsrsrs Ok, não tão cedo. Boa noite.– digitei rindo e desliguei o computador rosa, deitando-me logo em seguida.
~*~
Acordei e em minutos tomei um banho, vestindo uma roupa e estranhei ao ver que tinha escolhidos as únicas peças de meu guarda-roupa que não eram cor de rosa, então peguei um casaco pink, olhando meu reflexo mais uma vez.
– Perfeito. — falei.
Sai de meu quarto e fui até a mesa do café, colocando um pouco de chá em uma xícara.
– Não vai ao colégio? — minha mãe perguntou.
– Não, vou com Edward e Isabella até Seattle. — respondi. — Disse isso para você ontem, nos vamos ver o vestido de noiva da Isa.
– Ah! É verdade.
Tomei meu café da manhã e logo ouvi a buzina, despedi-me de minha mãe e sai, seguindo até a BMW preta. Sentei-me no banco traseiro, vendo Isabella já sentada ao lado do meu primo.
– Bom dia. — falei.
– Bom dia. — eles responderam.
– Então, estive pensando. — comecei, enquanto Edward dirigia. — Vamos chegar a Seattle quase onze horas, então acho melhor vermos o bolo, depois almoçamos e vamos a Rosa Clará.
– Como preferir. — meu primo falou.
– Rosa Clará? — Isa perguntou e encarei-a sem entender.
– Dos vestidos. — falei.
– Ah, é claro. — respondeu sorrindo.
– Já pensou em quem vai querer convidar? — perguntei para Isabella. — Adam? Alguém que mantenha contato?
– Vai convidar o Adam? — Edward perguntou, não gostando muito.
– Sim, vou convidá-lo. E queria convidar mais duas pessoa, mas a única coisa que sei é que elas vive em Madrid agora.
– Me passa o nome. — pedi.
– Victoria Petersen e sua sobrinha Lúcia Olsen. — ela falou e peguei meu caderninho dentro da bolsa, anotando os nomes.
Aproveitei o tempo livre para fazer mais algumas ligações, enquanto via Edward e Isa conversarem a todo minuto, mas estranhei o fato dela parecer um pouco desconcentrada, ela nem parecia prestar atenção ao que ele dizia. Desliguei o celular, fazendo algumas anotações.
– Qual sua flor favorita Isa? — perguntei.
– Sei lá... não tenho uma favorita.
– Mas tem que escolher uma para seu buquê. — informei.
– O que acha de lírio, rosa, tulipa, flor do campo.... — Edward deu algumas opções.
– Rosa ficaria bonito. — ela respondeu.
– Clássico. — falei sorrindo, já anotando em meu caderninho.
Até que a viagem se passou rápido e em pouco tempo Edward dirigi pelas ruas de Seattle, enquanto eu lhe passava o endereço. Logo chegamos a elegante confeitaria que faria os doces e o bolo da festa.
– Vamos ver os modelos de bolo e se quiser algo diferente pode falar... — avisei a Isa.
– Ok. — ela afirmou.
Entramos e a funcionaria foi muito atenciosa ao nos atender, até demais. E não me surpreendi ao reparar seus olhares para Edward, vi ele sorrir meio sem graça, já incomodado com a situação. Mas acabei sorrindo quando ele chamou Isa de "amor" e a ajudou a escolher um bolo, a funcionaria pareceu irritada e minha vontade foi de falar "Bem feito!".
Saímos da confeitaria eram quase meio dia e seguimos para um restaurante, estava preocupada com Isabella, pois ela parecia um pouco dispersa, como se não prestasse muita atenção ao que eu ou Edward falava.
Edward's POV
Chegamos a boutique de vestidos e sai do carro para abrir a porta da Isabella e Alice.
– Agora é só nós duas. — a baixinha falou, já andando para a entrada da loja. — Quando terminarmos aqui eu te ligo.
– Ok. — respondi e olhei para Isabella que mantinha um pequeno sorriso nos lábios.
– Não se preocupe comigo. — ela afirmou. — Qualquer coisa te ligo. — falou, dando alguns passou para longe de mim.
– Não me preocuparei então. — avisei e ela sorriu.
Vi Bella caminhar até Alice e antes da vendedora abrir a porta não acreditei ao ver ela se virar e beijar a palma da mão, logo depois assoprando-a, acho que sorri como um bobo, enquanto observava ela me mandar um beijo. Entrei no carro ainda anestesiado com o que tinha acabado de acontecer e percebi como era louco por Isabella.
Não tinha nada para fazer então fui até a empresa, encontrando Emily. Ela falou sobre a alta nas vendas e me passou alguns desenhos, dos novos carros que lançaríamos no próximo ano e não acreditou quando contei que me casaria daqui duas semanas. Conversamos algum tempo e ela me perguntou sobre como ficaria meu colégio, já que viajaria em lua de mel e percebi que ainda não tinha pensado nisso.
Já passava das três da tarde quando Alice ligou e despedi-me de Emily para ir buscá-las. Assim que cheguei a loja senti uma sensação ruim ao ver Isabella, ela estava mais pálida que o normal e quando se aproximou percebi que suas mãos tremiam levemente.
– E então? — perguntei.
– Nenhum ficou bom, então vão pedir um que está em Londres e voltaremos na sexta para provar. — Alice informou sorrindo, já entrando no carro.
– Isabe...
– É só um mal estar. — ela falou, antes mesmo de eu poder dizer algo. — Só quero ir para casa.
– Claro. — afirmei, abrindo a porta para ela.
Dirigi um pouco mais rápido, enquanto ouvia Alice falando o porque dos vestidos não darem certo, quase todos tinham decotes, ou ficavam muito largo e tinham medo de não dar tempo de apertar...
A viagem pareceu ser mais demorada do que na ida, mas pelo menos Bella estava conversando com Alice assim a viagem se passava mais rápida para elas. Chegando a Forks, deixei Isabella em casa primeiro, saindo do carro e acompanhando-a até a entrada do prédio.
– Pode deixar, qualquer coisa eu te ligo. — falou antecipadamente, antes de eu dizer qualquer coisa e acabei rindo.
– Não vai me deixar falar nada agora?
– Desculpe.
– Tente descansar um pouco. — pedi.
– Vou tentar. — disse, antes de depositar um beijo em meu rosto e entrar no prédio.
Voltei para o carro ainda preocupado e vi que Alice estava no celular.
– O que Isabella tem? — perguntou assim que desligou a ligação.
– Não sei, mas ela não está muito bem. — respondi.
– No final de tudo ela vai se curar, né? — ela perguntou. — Ela vai ficar bem, não vai?
– Não sei, Alice. — respondi. — Sinceramente não sei...
Cheguei em casa eram quase seis da tarde e estava realmente exausto, não dormi muito bem no final de semana em Seattle e ainda não tinha conseguido descansar. Deitei-me no sofá, mas minha cabeça pensava em mil coisa ao mesmo tempo... então aos poucos fui deixando de lado tudo que me atormentava e acabei adormecendo ali mesmo.
Acordei com o toque de meu celular e pensei seriamente em ignorar mas a imagem de Bella me veio a mente, então sentei-me pegando o aparelho no bolso e estranhei ao ver quem era.
– Carlisle, aconteceu alguma coisa? — perguntei assim que atendi a ligação.
– É aconteceu, Isabella está internada. — falou e levantei-me imediatamente, pegando a chave do carro, avisando que estava indo para o hospital.
Passei pela cozinha e parei ao ver minha mãe, olhei no relógio e já eram mais de sete horas, pensei que ainda eram seis e meia da tarde.
– Onde você vai? — ela perguntou.
– Ao hospital, Isabella foi internada. — respondi, já abrindo a porta.
– Não acredito! Me liga para falar como ela está. — pediu.
– Pode deixar. — afirmei, já saindo.
Dirigi rapidamente, sentindo um certo alívio ao entrar no hospital e ouvir o médico falar para Carlisle que ela estava bem.
– O que aconteceu? — perguntei, quando Alec saiu.
– Encontrei ela em casa passando muito mal, estava com muita náuseas. Alec disse que é por causa dos remédios mais forte que está tomando e a taxa de glicose dela está baixa.
– Ela está no quarto? — perguntei e ele assentiu.
– Está tomando soro, acabei de sair, se quiser pode entrar para vê-la. — falou e foi isso que fiz, entrei no corredor sem cor do hospital e parei em frente ao quarto em que ela estava.
Bati na porta e abri-a, vendo-a fitar meus olhos. Entrei e caminhei até a cama, vendo o pequeno tubinho do soro em seu braço.
– Por que não disse que estava passando mal?
– Eu estava bem... começou de repente. — respondeu. — Mas agora estou bem de novo, Alec disse que daqui a pouco vai me liberar.
– Falou para ele que anda tendo perda de memória? — indaguei, sentando-me na cadeira ao lado da cama.
– Não estou tendo perda de memória. — afirmou incrédula.
– Bella, eu li sobre o tumor e esse é um dos sintomas.
– Não me chama de Bella. — reclamou mudando de assunto e não insisti em falar de sua doença.
– Quantas vezes ainda vai insistir em dizer isso? — perguntei rindo.
– Direi isso até você parar com essa mania de me chamar de Bella. — falou, fazendo uma cara engraçada.
– Você é teimosa e nunca desiste das coisas...
– E isso é um defeito?
– Claro que não. Na verdade é uma qualidade muito boa. — respondi e ela sorriu, segurando minha mão.
~*~
Bella's POV
Acordei na quinta-feira e sai cedo, sem esquecer de meus patins, chegando ao colégio antes dos alunos. Segui direto para o ginásio, encontrando Lindsey, com seus patins no ringue de gelo.
– Olha a futura noiva chegando. — falou, quando me sentei em umas das cadeiras para calçar os tênis com lâminas em baixo.
– Bom dia. — disse sorrindo, terminando de amarrar os patins e indo para a pista.
– Bom dia. — respondeu. — Como está os preparativos do casamento?
– Bem adiantados. — informei. — Mas estou preocupada com os treinos.
– Eu sei, estamos um pouco atrasadas, você precisa ter algumas aulas de ballet clássico e ginástica rítmica, mas estive pensando e cheguei a conclusão que não adianta começarmos a treinar agora. Você vai se casar daqui a nove dias, acho melhor começarmos depois que você voltar de viagem.
– Viagem? — perguntei.
– Vai viajar na sua lua de mel, não vai? — perguntou e então percebi que não tinha pensado nisso...
– É, acho que vou. — murmurei, enquanto ouvia as três palavrinhas "Lua de Mel" ecoarem em minha mente.
– Já se alongou? — ela perguntou.
– Já.
– Então, vamos treinar seus giros e salto, pois acho que precisa melhorar sua queda no salto triplo, as vezes você o faz com perfeição... já outras...
– Ok. — respondi, já deslizando pelo gelo.
Acho que não fiz nada direito, pois não parava de pensar em como seria depois do casamento, eu realmente achei que continuaríamos na mesma, com a única diferença de morarmos juntos? Não tinha pensado em uma lua de mel, em ter uma relação mais séria com Edward... não havia pensado em nada disso.
– Aaaii! — exclamei ao cair.
– Você está bem? — Lindsey logo apareceu ao meu lado, para me ajudar a levantar.
– Estou.
– Parece meio distraída. — comentou, enquanto eu limpava os flocos de gelo de minha roupa.
– É, eu sei... acho que não estou com cabeça para patinar, não agora.
– Vamos fazer assim, retomamos os treinos quando voltar de viagem, ok?
– Ok. — falei, sentindo um medo de repente ao ouvi a palavra "viagem".
Voltei para casa e tomei um banho, com os pensamentos ainda naquilo que talvez seja o momento mais esperado para todas as noivas, menos para mim: a lua de mel. O que eu faria? O que eu diria? O que eu contaria? Eu tinha que dar um jeito nisso, mas como? Não posso contar o que passei na infância, pois corria o risco de Edward não me perdoar por ter escondido isso... era uma mentirosa e fingida, não era nada do que fiz ele acreditar. O que podia me garantir que ele não sentiria nojo de mim ao saber de tudo que fui forçada a fazer, eu mesma sentia nojo de meu próprio corpo, por que ele não sentiria?
Deitei-me na cama, encarando o teto e tentando achar uma solução, mas nada surgia em minha mente, nada que poderia me salvar naquele momento.
Sexta-feira chegou e Edward levou eu e Alice até Seattle.
– Gente, todos os duzentos convites foram entregues inclusive o da Victoria e da Lúcia. — a baixinha informou.
– Duzentos? — perguntei surpresa.
– Pois é, pouco né?
– É muito, Alice. — exclamei.
– Você achou? — ela indagou e revirei os olhos.
– Como conseguiu o endereço de Victoria? — perguntei curiosa.
– Eu tenho os meus contatos. — falou sorrindo.
Então Alice começou a falar ao celular e acabei me mantendo em silêncio durante o resto do percurso, nem me preocupando em ouvir o que a baixinha dizia, não estava com cabeça para nada. Ao chegarmos a Rosa Clará, dessa vez não fomos atendidas pela vendedora e sim a gerente da loja, que pareceu conhecer Alice a muito tempo.
– Vim aqui na terça e você não estava? — a baixinha disse.
– Estava em Londres, eu mesma trouxe o vestido. — ela respondeu.
– Falando em vestido, essa aqui é a noiva: Isabella Swan. — Alice me apresentou.
– Oi. — a mulher me cumprimentou. — Sou Rachel. — e é claro que ela fez a mesma pergunta que todos fizeram. — Não está muito nova para casar, não? — perguntou sorrindo, enquanto nos guiava até uma sala de noivas.
– Ela pode até ser muito nova, mas o noivo é rico, bonito e louco por ela. — Alice falou.
– Tem mais que casar, pois outro desse você não vai encontrar. — a gerente disse sorrindo e acabei rindo. — Olha, esse vestido é modelo único e ninguém viu ele ainda, sem ser no catálogo... — ela falou, abrindo o zíper do porta vestido, revelando o tecido branco lindíssimo. — Alice disse que você não queria muita renda, esse não tem nenhuma.
– Nossa é que lindo! — murmurei.
– Vai prova, logo. — a baixinha me empurrou para dentro do provador.
Coloquei o vestido, fechando o zíper na lateral. Olhei-me no espelho, vendo o maravilhoso detalhe em prata ao redor de minha cintura e as mangas compridas delicadíssimas do vestido branco. Sai do provador e subi na parte do piso mais alta, onde a costureira olharia se iria precisar de ajuste na barra.
– Ficou perfeito. — Rachel falou, pedindo licença para ver se precisaria de ajuste na cintura, mas não havia nenhum tecido sobrando. — Parece que foi feito sob medida para você. — afirmou e sorri, sentindo o peso do tecido branco em meu corpo, enquanto me olhava no grande espelho. — Agora só precisamos saber o sapato que irá usar para vermos se precisará diminuir o comprimento.
– E então? — ouvi alguém perguntar.
– É o vestido dos meus sonhos! — falei sorrindo.
– O que acha? — Alice perguntou, jogando uma parte de um véu sobre meu ombro.
– Que lindo. — virei-me para ver o véu, todo liso com renda na borda.
– Vai ficar maravilhoso! — a baixinha exclamou e vi Rachel trazer caixas de sapatos, mostrando-me vários modelos.
– Não teria nada sem salto?
– Como assim sem salto?!! — Alice perguntou incrédula. — Tem que usar um salto, é elegante. — falou e revirei os olhos.
– Ok. — falei, passando os olhos pela loja e vendo um sapato em exposição na prateleira. — Aquele ali... — apontei. — ... tem meu número?
– Acho que tem sim, já volto. — Rachel disse, saindo da sala.
– Nossa, quando for comprar sapato eu vou te levar junto, você realmente sabe escolher. — Alice falou, pegando o sapato branco da prateleira. — Esse sapato é um verdadeiro luxo! — exclamou e acabei rindo.
Depois de tirar o vestido e separar o que eu iria ficar, fomos até a outra seção da loja, a de vestidos de festa, onde acharíamos um vestido para minha madrinha de casamento.
– Qual cor? — Rachel perguntou e Alice olhou para mim.
– É você que escolhe. — falou sorrindo.
– Acho que rosa ficaria bom. — afirmei e ela riu.
Saímos da loja, deixando tudo pronto para Carlisle buscar na segunda, já que era ele que estava pagando todas as despesas do casamento, apesar de Edward querer pagar tudo acabou aceitando depois que meu tio falou que é sempre o pai da noiva que paga a festa e ele fazia questão disso. Foi bom ouvir Carlisle falar isso, saber que ele se considerava meu pai... queria um dia poder chamá-lo de pai, mas não sei se conseguiria isso.
Ao voltarmos para Forks Edward deixou Alice em casa primeiro e seguiu para meu prédio.
– Quer entrar? — perguntei.
– Você quer que eu entre? — ele indagou e fiquei sem fala.
– É claro que sim. — respondi, tentando sorrir e sai do carro, vendo-o sair também.
Assim que entrei no grande apartamento vi que Mariah já tinha ido embora, então segui até a cozinha, pegando algo para beber, ofereci mas Edward recusou e notei que seus olhos me analisavam.
– O que está acontecendo? — ele perguntou, de repente.
– Nada. — respondi, colocando o copo sobre a mesa e sentando-me.
– Está me escondendo algo, sei disso. — afirmou.
– Não está acontecendo nada, só estou pensando em como será nossa vida depois do casamento.
– Mas especificamente no que? — perguntou, sentando-se a minha frente.
– Sei lá... — tentei sorrir novamente. — ... como será viver em Nova Iorque... — falei, lembrando de quando ele falou que depois de se formar precisaria se mudar. — ... como será nossa vida... nossa lua de mel. — confessei.
– Então é com isso que está preocupada? — indagou e vi um alívio em sua expressão. — Com nossa lua de mel?
– Não disse só isso. — falei.
– Mas é como se tivesse dito. — respondeu, sorrindo. — Por que está preocupada com isso?
– Por que talvez não saiba o que esperar? — falei, sem encarar seus olhos.
– Fique tranquila já fiz um programa nossa lua de mel e sei que você vai gostar.
– O que? — indaguei surpresa.
– Vamos ficar três semanas fora, voltamos, eu faço as provas finais, recebo o diploma e nos mudamos para Nova Iorque.
– E posso saber para onde vamos?
– Será surpresa. — falou sorrindo e senti o medo percorrer meu corpo.
– Ah, que bom. — exclamei, enquanto me levantava. — Já não basta a ansiedade pelo casamento e agora pela viagem. — brinquei, tentando me acalmar um pouco.
Levei o copo, onde tinha tomado um pouco de suco, até a pia e segui para sala, ouvindo os passos de Edward, nos sentamos no sofá e liguei a televisão, mas como sempre não passava nada de bom.
– Você não falou nada sobre o vestido. Gostou?
– Amei, é perfeito. — falei, lembrando do vestido mais perfeito do mundo que provei mais cedo.
– Falando em vestido falei com Bree ontem. — ele disse e lembrei-me da garotinha que havia conhecido um dia na casa de Edward. — E ela quer muito usar um vestido branco e entrar com você, mas Alice não quer deixar.
– Por que? — perguntei.
– Também não sei, iria falar com ela de novo, mas antes queria saber se não se importa com isso.
– Claro que não. — falei.
– Eu imaginei. — ele sorriu, então ouvimos o barulho da porta se abrir e devia ser Carlisle chegando mais cedo da empresa.
– Oi, gente. — ele falou.
– Oi. — respondemos.
– Bom, eu já vou indo. — Edward falou, enquanto Carlisle colocava sua pasta sobre o sofá.
– Mas já? — meu tio perguntou, enquanto meu futuro marido se levantava.
Era estranho pensar nele como futuro marido, mas essa era a realidade.
– Fica e janta com a gente. — Carlisle pediu e Edward pareceu meio indeciso.
– É, fica mais um pouco. — pedi, segurando sua mão, pois realmente não queria que ele fosse embora agora.
– Ok. — sorri ao ouvir ele concordar.
Edward e Carlisle conversaram bastante durante o jantar e sempre que via que eu ficava fora do assunto Edward tentava me colocar na conversa, eu gostava disso nele, como ele era atencioso. Mas talvez essa qualidade não ajudaria em nada se eu contasse minha infância a ele ou ajudaria?
Estava tão confusa, mas pelo menos algo bom aconteceu: eu estava bem e os efeitos colaterais dos remédios que eu estava tomando sumiram, na segunda fui até Alec e me sentia bem, apesar da dor de cabeça diária principalmente quando acordava, mas fora isso me sentia ótima.
Na terça a tia de Edward, Carmen, chegou a Forks para o casamento e os ajustes que foi preciso fazer no vestido que Bree havia escolhido já tinha ficado pronto. Estava tudo dentro do cronograma que Alice havia montado e eu estava cada minuto mais ansiosa. Na quarta, a baixinha praticamente me forçou a fazer uma maquiagem e um penteado teste, logo depois fazendo com que eu vestisse o vestido e o sapato para ter certeza de que eu não havia engordado, nem emagrecido. Quinta-feira chegou e Alice estava quase tendo um ataque cardíaco, quem olhasse pensaria que ela era o noiva, mas era até engraçado ver as crises dela. O mais engraçado foi quando ela descobriu que tinha esquecido do meu brinco, ela praticamente surtou:
– E agora, que brinco você vai usar no casamento?! — Alice exclamou.
– Acho que ninguém vai notar que eu estarei sem brinco. — falei, tentando acalmá-la.
– Isso é o que você pensa. Todo mundo vai notar. — falou, pegando o telefone e discando um número rapidamente.
Ela falou ao telefone durante alguns minutos e quando desligou parecia mais aliviada.
– Só uma pergunta: você já arrumou sua mala para a lua de mel? — perguntou e senti aquele medo percorrer meu corpo.
– Ainda não. — falei baixo e ela se levantou da cama.
– Como assim ainda não? — indagou. — Com licença, mas vou abrir. — falou, já abrindo meu guarda-roupas. — Só tem calça jeans aqui? Não tem biquíni, nem vestidos de verão?
– Moramos em Forks, não se usa isso aqui e eu tenho um biquíni. — respondi. — Mas por que, para onde eu vou tem praia? — perguntei curiosa.
– Bom, não sei. Edward também não me contou, mas é bom estar preparada. — falou, olhando em seu relógio de pulso. — Vem. — ela fechou meu guarda-roupas e me puxou quarto a fora.
– Vamos a onde?
– Ao shopping, depois a Victoria Secret em Port Angeles.
– O que?! — indaguei, mas era impossível parar aquela garota.
Ela praticamente me obrigou a comprar vestidos mais curtos, mesmo eu falando que não usava, comprei alguns shorts e blusas de verão. E para minha completa humilhação ela realmente me levou a Victoria Secret, fazendo com que eu comprasse camisolas e biquínis que tinha certeza que não usaria.
– Isa, olha esse. — falou, mostrando-me um conjunto branco, onde parte da camisola era transparente.
– Alice! — exclamei, sentindo meu rosto corar.
– Eu gostei. — ela falou, colocando a peça no lugar onde tinha achado. — Precisa escolher alguma coisa para sua noite de núpcias.
– Já escolhi, agora vamos. — pedi, já caminhando para o caixa.
– Isa, não precisa ter vergonha, isso é normal. — ela falou, enquanto saíamos da loja.
– Não, não é. — afirmei.
– Está se sentindo insegura em relação a noite de núpcias. — não foi bem uma pergunta, ela afirmou aquilo, mas não falei nada. — Quer conversar a respeito? — perguntou, enquanto eu ligava o carro.
– Não tenho o que conversar, Alice.
– Como assim? Se tiver alguma dúvida, não sou muito experiente mas... — falou. — Sabe estive pensando nisso e cheguei a conclusão que com certeza vocês ainda não falaram sobre métodos contraceptivos..
– Acho que não vamos precisar, já que eu não posso engravidar. — falei.
– Por que? — perguntou e lembrei do porque meu corpo não pode gerar um filho.
– É um problema que tenho... nada de mais. — respondi, já mudando de assunto antes que ela continuasse e me fizesse lembrar de alguma coisas que tento esquecer.
...
Eram quase sete da noite quando fechei a segunda e última mala, fora a frasqueira que terminaria de arrumar no sábado de manhã.
– Feliz? — perguntei sorrindo para Alice.
– Muito. — ela respondeu. — Bom, já vou indo, você tem que descansar.
– Ok. — falei, acompanhando-a até a porta.
Carlisle chegou logo depois e achei estranho ele demorar tanto para chegar do trabalho.
– Oi. — falou, entrando na sala.
– Oi, chegou tarde. — comentei.
– É que passei em uma loja, para comprar uma coisa. — informou, entregando-me uma pequena caixinha de veludo.
– O que é isso?
– Abra. — pediu e abri a caixinha encarando o maravilho par de brincos, com pedras brancas. — Alice disse que precisava de brincos para usar no casamento e achei que esse combinaria.
– É lindo. — falei e abracei-o. — Obrigada.
– Não precisa agradecer, só de vê-la sorrir já é o suficiente, pois não estou vendo isso com muita frequência.
– Acho que estou um pouco nervosa com a festa. — expliquei.
– Certeza que é só isso? — percebi que sua pergunta referia aquilo que tinha mais medo e perguntei-me se Renée havia contado a Carlisle sobre o que aconteceu em Detroit.
Sempre tive dúvida se ele sabia ou não, mas depois de ouvir sua pergunta acho que tive quase certeza que ele tinha total consciência do que sofri.
– É só medo de cair enquanto tiver caminhando até o altar. — brinquei e ele sorriu.
Sexta-feira e eu ainda não conseguia parar de pensar no que aconteceria em minha lua de mel, na verdade eu sabia o que iria acontecer mas não tinha consciência se estava preparada para isso. Virei-me na cama mais um vez e então ouvi alguém bater na porta, levantei-me e vi que já eram quase dez horas, estava vestindo uma calça de moletom e uma regata, então apenas coloquei um casaco e fui até o banheiro escovando os dentes rapidamente, logo em seguida lavando o rosto e vendo as olheiras de uma noite mal dormida. Sai do quarto, quase correndo para o primeiro andar, para abrir a porta. Não sei bem o que eu senti, se foi medo, alegria, alivio ou angústia ao encarar o par de esmeraldas ali a minha frente.
– Eu sei, estou péssima. — falei, seguindo para sala e ouvi ele fechar a porta.
Passei os dedos pelo cabelo, levando todos os fios para trás e sentei-me no sofá.
– Eu diria que você está maravilhosa. — Edward falou, sentando-se ao meu lado e acabei rindo.
– Sabia que você é muito mentiroso e que não consegue obedecer a regras?
– É eu sei. — ele lamentou.
– Alice vai te matar se souber que está aqui. — falei, lembrando da ordem dela, de que não nos veríamos na sexta, apenas no sábado a tarde quando estivéssemos no altar da igreja.
– Só queria saber como estava, se ainda está disposta a dizer "sim". — falou e notei um certo medo em seu olhar.
Então pensei em como agi nessa última semana, estava meio distante e confesso que até evitei Edward algumas vezes. Mas não queria vê-lo triste, pensando que eu estava com dúvida sobre o casamento e o abandonasse no altar.
– Estou disposta a dizer yes, sim, sí... — falei e aproximei-me, tocando seus lábios com os meus e ele riu, abraçando-me. — ... em todos os idiomas.
E por um momento apaguei todos meus pensamentos e aproveitei a sensação de seu abraço quente. Era só isso que eu queria, esquecer tudo e ter consciência de apenas nos dois.
– É amanhã! — exclamei. — Estou tão ansiosa, mas ao mesmo tempo querendo que tudo passe devagar. — confessei, olhando em seus olhos.
– Eu sei como é isso. — sorriu e senti seus dedos acariciando a lateral de meu rosto.
Então condenei a pessoa que bateu na porta, atrapalhando o momento, mas já sabia quem era.
– Pode entrar! — falei alto, afastando-me de Edward.
– Oii... Nossa o que aconteceu com você?!! — Alice exclamou.
– Só não consegui dormir muito bem. — respondi.
– Bom temos que melhorar isso, mas antes você tem que sair. — ela apontou para Edward. — Na verdade vocês nem podiam estar se vendo, então se despeçam e vou fingir que ainda não tinha dito isso.
– Vem. — falei, esticando a mão para ele que parecia não concordar com a ideia. — Não tem como argumentar. — informei e ele riu.
Edward se despediu de Alice que permaneceu na sala enquanto eu o acompanhava até o hall de entrada.
– Ah, Ed o Emmett quer falar com você sobre a despedida de solteiro! — a baixinha falou alto, para que ele ouvisse.
– Despedida de solteiro? — perguntei.
– Não vai ter nenhuma despedida, é só o Emmett que fica inventando coisa. — falou, enquanto saia.
– Mas devia ir se divertir. — falei. — Pois amanhã eu vou me divertir, passando parte do dia no salão de beleza com a Alice, olha que maravilha. — ironizei e ele riu.
– Boa sorte. — falou, aproximando-se e depositando um beijo em minha testa.
– Vou precisar. — afirmei rindo.
– Bom, então nos vemos no altar? — ele perguntou e assenti, vendo-o entrar no elevador.
– Eu serei a de branco. — avisei, antes das portas se fecharem e pude ver ele rir.
Assim que voltei a sala Alice começou a falar do casamento, fazendo-me algumas perguntas sobre detalhes.
– Ah, eu esqueci de falar, você tem hora marcada no spa hoje. — ela informou depois de um tempo.
– O que?! Spa?
– Vai fazer depilação, hidratação na pele e massagem relaxante.
– Desculpe Alice, mas vai ter que desmarcar. — falei, já sentindo uma sensação horrível, só de pensar em alguém tocando meu corpo...
– Mas Isa...
– Não, eu não estou me sentindo muito bem e acho melhor eu descansar hoje. — menti.
– Bom, se não está se sentindo muito bem é melhor descansar, vou ligar no spa e desmarcar.
– Obrigada. — falei.
Alice me fez companhia no almoço e logo se foi, falando que eu precisava descansar, o que era verdade. Não estava passando mal, apenas cansada já que não havia dormido quase nada na noite passada. Era véspera do meu casamento e eu estava indo me deitar a duas da tarde, talvez devia mesmo ter aceito a proposta da Alice de fazer uma despedida de solteira. Que absurdo! Eu em uma despedida de solteira... não daria certo. Deitei-me e por sorte acabei dormindo, sem sonhos, nem pesadelos, apenas um sono suave.
Acordei quase seis horas e Carlisle já estava em casa, ficamos um pouco na sala e informei-o sobre como andava os preparativos para o grande dia.
– ... mas a maioria das coisas Alice não me fala, ela quer que seja surpresa. — falei por fim.
– Tenho certeza que ela vai fazer uma festa linda.
– Também acho, apesar de Edward ainda duvidar do fato que ela não fará uma festa completamente rosa. — falei e ele riu.
– Falando em Edward, como vocês estão?
– Ansiosos. — afirmei rindo.
– Não me parece tão ansiosa, nem tão feliz como deveria estar. — ele falou e meu sorriso se desmanchou.
– Acho que estou um pouco cansada.
– Sabia que você é boa nisso. — ele falou.
– No que? — indaguei sem entender.
– Em fugir do assunto. — respondeu. — Sabe, ontem você mudou o rumo de nossa conversa e nem percebi. Mas Isabella, vejo que faz alguns dias que anda meio angustiada, sei que isso não é ansiedade pelo casamento e sim medo do que virá depois dele. Sei também que não quer conversar comigo sobre isso, mas sinto dizer que você não tem muitas opções.
– Não quero conversar sobre nada. — falei, mas antes que pudesse me levantar, Carlisle segurou minha mão, fazendo com que eu permanecesse sentada.
– Eu sei o que aconteceu em sua infância e tenho certeza que o que sofreu te traumatizou tanto que não esquece até hoje. — ouvia suas palavras, enquanto fitava seus olhos, sem ter nenhuma reação a não ser as lágrimas que escorreram pelo meu rosto. — Também tenho certeza que não contou nada disso para Edward.
– E se ele não me quiser mais? — murmurei.
– Isabella, se ele te ama de verdade não vai criticar o porque de você não ter contado antes, apenas vai ajudá-la a superar tudo isso. — falou e quando percebi estava chorando em seus braços. — Vai ficar tudo bem. — ele falou baixo.
Não sei por quanto tempo fiquei ali abraçada a Carlisle, mas foi o suficiente para tomar a decisão de que contaria a Edward tudo que sofri, depois do casamento, na viagem quase estivéssemos só nos dois.
Acabei recusando o jantar, mas meu tio insistiu que eu tomasse um chá, com pãezinhos, o que acabei aceitando.
Entrei em meu quarto já eram quase nove horas e decidi esquecer completamente da minha lua de mel, pelo menos por algumas horas e me concentrar em meu casamento. Então encostei a porta indo até meu guarda-roupas, pegando o creme depilatório e as folhas de cera fria, indo para o banheiro. Depois de tudo feito, tomei um banho e coloquei minha calça de moletom, com uma regata. Saí do banheiro sem me olhar no espelho e a primeira coisa que vi foi o envelope, sobre minha mesinha de cabeceira, era meu convite de casamento, o qual Alice havia me entregado para que pudesse ver como tinha ficado e eu nem o abri. Peguei o envelope branco fechado com um carimbo com as letras I e E na frente e segui até o sofá, sentando-me perto da janela aberta, sentindo a suave brisa que entrava. Abri o convite, tirando o papel delicado, o qual trazia a mensagem escrita em dourado.
– Isabella Swan e Edward Cullen Masen, juntamente com seus familiares... — comecei a ler mas minha voz falhou e vi a pequena lágrima cair sobre o elegante papel do convite que a absorveu. — Como meu maior sonho, de repente se tornou meu maior medo? — perguntei para mim mesma.
Edward's POV
– E é isso? Ficar em um barzinho bebendo uísque e jogando sinuca, até as onze da noite?
– Desculpe se esperava mais. — falei, encaçapando uma bola.
– Sim, eu esperava bem mais. Eu não acredito! Sempre pensei em como seria a sua despedida de solteiro, se um dia você realmente fosse se despedir da vida de solteiro... mas sempre imaginei algo como fechar um clube para ser exclusivo, com várias strippers... — Emmett lamentava. — Oh vida cruel! O jeito é beber... — afirmou, pedindo outra dose de uísque. — ... já que amar está difícil. — disse, olhando a garota ruiva que passou ao nosso lado e acabei rindo.
– Eu já esperava algo como Las Vegas... — Jacob disse sonhando.
– Imagina o que a gente não iria aprontar. — Emmett riu. — Iria voltar de Vegas casado.
– O que acham de acordarem para a realidade? — perguntei e ouvi um celular tocando.
– Agora sim, a noite vai ficar boa... Tanya!! — Emmett falou olhando para seu celular e revirei os olhos. — Oi minha querida. — ele atendeu. — Uma festinha em comemoração a despedida de solteiro de Edward... — Emmett sorriu, olhando-me. — Vou falar com ele e daqui a pouco estou ai. — respondeu, logo depois se despedindo.
– Festinha particular? — perguntei quando ele desligou o celular.
– Pois é... a gente vai, né?
– Vocês dois vão, eu vou para casa.
– Qual é Edward? — Emmett indagou.
– Ele tem razão, já está praticamente casado... — Jacob afirmou.
– Ok, então... em respeito a Isabella você vai para casa e nós.. — falou, apontando para ele e Jacob. — ... vamos curtir uma festinha com Tanya a suas amiguinhas.
– Boa sorte e não bebam nada que elas oferecerem... vai por mim, já passei por isso. — falei e ele riram. — Principalmente uma bebida meio alaranjada, que faz você ter consciência de algo só dois dias depois que a bebeu.
– Você e seu passado obscuro... — Jacob riu.
– Obscuro? Está mais para um passado sem vergonha. — Emmett exclamou rindo alto. — Eu estava no dia que Tanya ofereceu esse bebida, não se lembra?
– Cara, não lembro nada daquela noite! — exclamei e ele riram.
– A única coisa que lembro é de quando saímos da festa onde estávamos... depois só me recordo de acordar para a realidade dias depois. — meu primo contou.
– Vocês são loucos! — Jacob exclamou.
– Pois é... — concordei. — Até amanhã. — despedi-me, deixando o dinheiro sobre o balcão e saindo.
– Até. — ouvi eles falarem ainda rindo.
Entrei no carro e dirigi devagar pelas ruas escuras, enquanto pensava em como minha vida havia mudado, de repente passei de uma galinha para um cara decente. Ri sozinho no carro ao recordar de tudo que já fiz em tão pouco tempo de vida e sempre sobrava para Alice inventar algo para encobrir eu e Emmett... até que era engraçado.
Então lembrei-me de Isabella e o sorriso em meus lábios se desmanchou ao lembrar de como ela estava agindo ultimamente, sentia que estava se mantendo longe de mim, parecia apreensiva com alguma coisa, mas não conseguia descobrir o que exatamente.
Notas finais
Não se esqueçam de deixar um review dizendo o que acharam do capítulo, do que mais gostaram, o que precisa ser melhorado... e uma recomendação explicando o porque ainda continuam lendo essa fic, mesmo a escritora demorando tanto para postar, apesar que dessa vez não demorei muito ;D rsrsrsrs
Beijoss
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