EDWARD'S POV


Isabella não parecia muito bem, estava muito pálida.

– Onde ela foi? — Alice perguntou se aproximando do banco onde estava sentado.

– Dormir.

– Ela está bem?

– Não sei e não quero saber. — Sai e também segui para meu quarto.

Sentia um desconforto, uma ansiedade. Não sei porque me preocupava tanto com ela. Segui até o banheiro, tomei um banho e quando terminei de me vestir ouvi alguém bater na porta, fui abrir e a Rosalie entrou rapidamente fechando a porta.

– O que está fazendo aqui?!

– Achei que talvez, você quisesse repetir a dose. — Ela disse mexendo nos botões da minha camisa. Tirei suas mãos e a empurrei.

– Vá embora!

– Qual é Edward! Vamos! Aquele dia foi tão bom. — Ela falou e depois chegou mais perto de mim e sussurrou. — Foi minha melhor transa.

– Saia daqui. — Falei a empurrando novamente e abrindo a porta.

– Não tem problema repetir. Bem que eu poderia ser a única a ir duas vezes para cama com Edward Cullen. — Ela falou sorrindo. Talvez, quem sabe, me faça bem uma noite de prazer.

– Vamos Edward! Estou louquinha por você. — Ela disse mordendo o lóbulo de minha orelha.

Bem nesse momento me veio a imagem dela saindo do provador de roupas, vestindo um vestido branco. Meu corpo se arrepiou, não com o ato da Rosalie, mas sim com a lembrança de Isabella, de como a sua pele parecia delicada, macia, ou seu rosto sempre rosado. A loira ali na minha frente já tinha fechado a porta e desabotoado minha camisa, ela beijava meu tórax. Peguei em seus ombros a afastando de mim.

– Já disse para ir embora! — Falei e abri a porta. Ela bufou e saiu, e eu bati a porta com força.

Me apoiei na escrivaninha que havia no quarto.

– O que está havendo?! — Perguntei para mim mesmo. Sentia um vazio em mim, uma ansiedade estranha. Uma raiva crescia em mim, raiva de pensar nela.


* * *


Acordei, tomei um banho e fui para o refeitório. Isabella já estava lá. Seu rosto estava cansado e com olheiras. Tomei meu café e o professor anunciou que iríamos fazer trilha.

– Ai que legal!! — Alice gritou e saiu correndo para arrumar as coisas que iria levar.

Tivemos algumas aulas e depois do almoço fomos fazer a caminhada.


Saímos do refeitório eram mais ou menos 2 da tarde e fomos para onde começava a trilha. Então Alice apareceu carregando uma bolsa grande e rosa.

– Está levando o chalé junto? — Emmett perguntou para ela e eu ri.

– Ha Ha Ha! Vocês vão se revezar para levar minha bolsa. Começando com você Edward.

– Falou jogando a bolsa em minha direção.

– Nossa! Você está levando tijolo aqui? — Perguntei ao pegar a mala.

– Não. Só estou levando o essencial para a caminhada. Como repelente, sombra, batom, blush, esmalte, acetona, algodão, lixa de unha, brinco reserva, água, perfume, uma manta, meu celular, outro par de tênis, uma lanterna e um Gatorade.

– Peraí! Pode repetir? Pois me perdi no batom. — Emmett disse rindo.

– Claro! Repelente, sombra, batom, blush, esmalte, acetona, algodão, lixa de unha, brinco reserva, água, perfume, uma manta, algumas frutas, meu celular, outro par de sapato, uma lanterna e um Gatorade.

– Ok. Agora repeti de novo, que eu me perdi nas frutas.

– Não. Paro, ela esta levando tudo e ponto final. — Falei.

Começamos a andar pela floresta. O tempo estava nublado, deixando a floresta escura e fria. A trilha tinha varias ramificações que confundia.

– Você viu a Isabella? — Alice perguntou enquanto andávamos.

– Não. Por que não vai procurá-la?

– Qual é Edward?! Vai lá você.

– Ok! — Falei, antes de ela começar a me perturbar.

Comecei a ir no caminho contrario e achei ela bem no final da fila de alunos andando. Ela estava andando devagar, distraída.

– Vai acabar ficando para trás. — Falei.

– Nossa! Que mochila cor de rosa legal. — Ela riu.

– Pois é! Não é minha, é da Alice. — Falei sorrindo.

– Imaginei.

Começamos a caminhar seguindo os outros, quando passamos por outra entrada de trilha, olhei para onde a floresta se abria e vi que era uma trilha sem saída. Parei imediatamente quando vi o que tinha no final daquele lugar. Isabella continuou andando.

– Eí Isabella! — Chamei.

– O que? — Ela parou e olhou para trás.

– Vem aqui. — Entrei na trilha.

– Vamos acabar se perdendo.

– É rápido, alcançamos eles depois. — Falei.

– Nossa é um Lírio Dourado! — Ela falou quando viu a flor dourada.

– Existe flores douradas?

– Há uma lenda muito antiga sobre o Lírio Dourado.

– Qual? — Perguntei e ela pareceu não querer responder.

– É... u-um símbolo de... boa so-sorte. — Ela gaguejou ao falar.

– Legal! — Falei. — Podemos pegar? — Perguntei já me aproximando para arrancar a flor.

– Não!! — Ela falou.

– Por que?

– Ela é rara, se você arrancar vai ter má sorte.

– Que pena.

– Vamos. — Ela falou já voltando para a trilha principal.

Começamos a andar e pelo jeito os outros já estavam bem na frente. O tempo ficava cada vez pior. Até que chegamos a um lugar onde a trilha se dividia em duas.

– Ah que ótimo! — Falei.

– Não disse que a gente se perderia!! — Ela falou.

– Está tudo bem. Vamos pela trilha de direita.

– Por que da direita?

– Então vamos pela esquerda.

– E se tiver errado. — Ela parecia assustada. Olhei para ela confuso. Por qual caminho ela queria ir? — Ok! Vamos pela direita. — Ela falou e eu ri.

Andamos um bom tempo até que chegamos em um lugar onde haviam três trilhas.

– Está de brincadeira, né? — Falei.

– Por que não voltamos? — Ela fala e então quando nos viramos encontramos quatro trilhas.

– Ah peraí! Isso já está virando palhaçada! — Não acredito nisso!!!

– Acho que viemos pelo terceira trilha, contando da direita para esquerda.

– Você acha?! — Falei e a vi abaixar a cabeça. Havia sido grosso. Então começou a chover.

– Não, não e não! — Ela falou desesperada.

– Peraí! Paro tudo! — Falei. — Qual é Scarlett?! Primeiro: estamos perdidos em uma floresta que é um labirinto e segundo: começou a chover! — Estava irritado. — É isso mesmo? Não quer apagar isso e mudar? Poxa tem tantas possibilidades, temos que ficar perdidos? (n/a: Não, eu não vou mudar isso. E para de reclamar que eu posso piorar as coisa. Posso até fazer a Alice aparecer! Hahaha ;D)

– Vem! — Falei e puxei ela para qualquer trilha. Tínhamos que sair dali.

Começamos a correr, e achamos outra duas ramificações. E fomos pela direita. Até que chegamos a uma clareira pequena no meio da floresta, onde havia uma casa pequena, com vidros quebrados, com certeza abandonada. Chegamos na varanda, olhei para dentro da casa e estava vazia. A porta estava trancada, então empurrei com força e consegui abri-la, quebrando a fechadura já enferrujada.



BELLA'S POV


Entramos na pequena casa e vimos que havia uma sala pequena, o piso como toda a casa era feito de madeira já esfolada. Tirei meu casaco que havia molhado e tive que ficar só com uma blusa pólo, ele também tirou sua jaqueta, ficando com uma camisa. Não havia nenhum móvel, só mais duas portas. Fomos até elas e vimos que uma dava acesso a cozinha e outra levava a um banheiro, se é que aquilo podia ser chamado de banheiro. Minha cabeça não parava de doer. Precisava tomar meus remédios, mas não estava com eles. E se eu passar mal, o que vou fazer? Respirei lentamente.

– Tudo bem?

– T-tudo. — Minha voz falhou.

– Desculpa pelo modo que falei com você, lá na floresta. — Ele falou baixo, hesitante.

– Tudo bem, não foi nada.

– Bom, acho que pode haver algo de útil nessa mochila da Alice. — Ele disse e eu ri.

Ele se sentou no chão e me sentei também. Abrimos a mochila.

– Olha! Dá para você se maquiar enquanto ficarmos aqui. — Ele falou e nós rimos enquanto ele tirava da mala diversos tipos de maquiagens. — Um perfume! Dolce & Gabbana The One! — Ele disse e borrifou o perfume no ar. A fragrância era maravilhosa. — Fala sério?! — Ele pegou um videogame portátil, um Nintendo DSi, eu ri.

– Um celular. — Quase gritei de felicidade. Mas quando vi estava sem sinal. — Sem sinal!

– Água? — Ele perguntou mostrando a garrafa.

– Obrigada. — Falei pegando e bebendo.

– Pelo jeito ficaremos aqui até a chuva passar. — Ele falou e olhei para fora, vendo a chuva que parecia piorar a cada segundo. — Pelo menos ela colocou uma manta. — Percebendo que e eu estava com frio colocou a manta sobre meus ombros. — Foi uma longa caminhada, e uma longa corrida, por que não descansa um pouco? Parece cansada.

– É. — Falei me levantando e pegando meu casaco, dobrei-o com a parte de dentro, que estava seca, para fora e o usei como travesseiro.

Deitei-me em um canto da sala, talvez se eu dormisse um pouco a dor de cabeça passaria. Fechei os olhos e deixei o cansaço me carregar para um mundo surreal, para o mundo dos sonhos ou melhor para o mundo dos pesadelos.

Notas finais
Obrigada por lerem!
Não esqueçam de deixar um review!
Beijoss