Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
10 A Tempestade
EDWARD'S POV
Observava ela dormir. Seu rosto tranquilo e um pouco rosado, sua respiração calma, sua pele clara e lisa. Queria tocá-la, sentir sua a maciez de sua pele. Não!
Precisava pensar em outra coisa, então vi o videogame portátil ali no chão, pegue-o e o liguei. Mas que negócio mais idiota! Logo desliguei-o. Me levantei e fui até a janela, a chuva piorava a cada minuto. Voltei a sentar e não tendo como me distrair voltei a vê-la dormir, tranquilamente.
BELLA'S POV
"Estava sentada assistindo TV. Minha mãe estava trabalhando. Eu usava meu vestido favorito que tinha uma estampa florida. Estava lembrando do dia anterior, que foi meu aniversario de sete anos, quando ele se sentou ao meu lado.
- O que está assistindo? — Ele pergunta.
- Desenho. — Tem coisa melhor passando. — Ele fala e pega o controle da televisão colocando em um canal onde haviam pessoas nuas.
O som de gemidos encheram a sala. Fechei os olhos, o que era aquilo? Não queria ver, nem saber nada sobre aquilo.
- Que foi? — Ele perguntou e senti sua mão em minha coxa subindo para debaixo de vestido."
- Ah! — Arfei quando acordei assustada com um trovão. Mas ao mesmo tempo agradeci pelo barulho ter me tirado daquele pesadelo.
- Está tudo bem? — Edward perguntou.
Minha visão estava meio embaçada, pisquei algumas vezes e encarei a escuridão, consegui vê-lo sentado e recostado na parede do outro lado da pequena sala.
- S-sim, foi só um pesadelo. — Minha voz falhou.
Me encostei na parede e olhei pela janela, uma tempestade caia do lado de fora. Já havia escurecido. Estava com medo. Voltei a olhar para Edward.
- Que horas são? — Perguntei.
- São sete e meia. — Ele disse depois de olhar em seu relógio de pulso.
- Nossa, eu dormi muito. — Murmurei para mim mesma baixo o suficiente para ele não ouvir.
Um barulho horrível ecoou.
- Ah! — Fechei os olhos e cobri o rosto com as mãos. — Que susto!
Abri meus olhos e vi Edward se levantando, ele caminhou até onde eu estava e se sentou ao meu lado. Ligou o celular e com isso iluminou um pouco.
- Medo de tempestades. — Ele não perguntou mas mesmo assim respondi.
- Tenho muito medo. Mas quem não tem? Tempestade é algo que dá medo.
- Não tenho medo. Pensa assim, é como se você estivesse em uma balada. As luzes são os relâmpagos e os trovões são o barulho das músicas super altas. — Ele disse com um tom de voz carinhoso, deferente de como ele falava sempre. Eu ri com sua explicação.
- E a chuva? O que ela é na balada? — Perguntei ainda sorrindo.
- Ah, a chuva é só água. Como se alguém tivesse ligado a torneira e estivesse espirrando água em todos. Ou sei lá... — Ele falou e nós rimos.
Ficamos um momento em silêncio e então ele falou:
- Sabe, acho que o universo está conspirando a nosso favor.
- Por que? — Perguntei, não entendendo onde ele queria chegar.
- Estamos perdidos aqui, sozinhos.
- E...?
- Acho que é uma ótimo momento para nos conhecermos melhor. Quem sabe assim você aceita ser minha amiga. Eu tenho até o final do acampamento para mostrar a você que eu sou de confiança e que mereço sua amizade.
- Eu sei. — Falei.
- Então não tem nada para fazer. O que acha de um jogo de perguntas e respostas?
- Não obrigada.
- Vamos.
- Não.
- Quantos anos você tem? — Ele perguntou e eu ri, ele não desistiria.
- Dezesseis.
- Agora você pergunta.
- Ok. — Não sabia o que perguntar então repeti a questão. — Quantos anos você tem?
- Dezessete. — Ele pensou rapidamente em uma pergunta. — Onde estão seus pais?
- O que? — Não sabia o que responder.
- Aquele dia que te levei para o hospital, você me passou o telefone do seu tio. E você mora com ele, certo?
- Sim.
- Então, onde estão seus pais?
- Eles moram em Michigan. Vim morar com meus tios pois meus pais não tinham... — O que eu falo?!! — ... condições de cuidar de mim.
- Mas você visita eles, certo?
- Aham. — Disse sem saber o que responder. Odiava falar de meus pais então tratei de logo fazer uma pergunta a ele. — Aquele dia no almoço quando a Alice falou que você tinha parado de tocar, fiquei curiosa. Que instrumento você toca?
- Piano.
- Por que parou? — Perguntei e vi que ele não queria falar no assunto.
- É minha vez de perguntar. — Ele disse com um sorriso torto nos lábios, que fazia uma sensação estranha percorrer meu corpo. — Desde quando você patina no gelo?
- Comecei com dez anos. — Falei e voltei a perguntar sobre o piano. — Então, por que parou de tocar piano?
- Sei lá, não tenho mais inspiração. — Ele falou de cabeça baixa enquanto mexia em algo na sua mão. Peguei o celular e iluminei sua mão vendo um anel que ele usava no dedo anelar da mão direita. O anel era de prata, meio quadrado e tinha a letra M desenhada.
- "M" do que? — Perguntei.
- De Masen. É meu sobrenome, só que não uso.
- Então seu nome é Edward Cullen Masen?
- Isso. Masen é o nome da família do meu pai. Esse anel era dele. — Ele falou e pude sentir a dor em sua voz. — O "M" da BMW.
- O que? — Perguntei sem entender o que ele disse.
- Meu avó e mais dois amigos dele fundaram a BMW. E a empresa foi passada para meu pai e os filhos dos outros empresários.
- Seu pai era dono da BMW? A empresa que fabrica carros? — Perguntei e ele sorriu.
- Pois é, e agora eu sou um dos donos. Na verdade tenho 60% das ações e os outros dois empresários tem 20% cada um, então sou o principal dono.
- Então "M" de Masen é o "M" da BMW. — Não estava acreditando naquilo. — E o "B" e o "W"?
- "B" de Benhossi e "W" de Williams. — Ele respondeu.
- Nossa! Mas peraí. Mas você tem um Volvo. — Falei e ele riu.
- Pois é, sou dono da empresa BMW mas uso um Volvo. Vai entender! — Ele disse rindo e eu ri também.
- Sabe tem uma coisa que eu sempre quis saber. — Falei.
- O que? — Ele perguntou.
- É verdade mesmo que você já ficou com todas as meninas da escola?
- Nossa! Essa foi direta! — Ele falou e nós rimos.
Então um relâmpago iluminou a pequena sala, imediatamente segurei a mão do Edward me preparando para o estrondo do trovão que veio logo.
- Está tudo bem. — Edward disse soltando minha mão e passando o braço ao redor de meu corpo.
Aquele gesto fez com que um arrepio percorresse meu corpo. Me senti segura em seus braços, era como se todos os meus medos tivessem ido embora. Involuntariamente encostei minha cabeça em seu ombro. Ele acariciou meus cabelos e disse suavemente.
- Descanse mais um pouco e quando acordar a chuva já terá parado.
Fiz o que ele falou e fechei os olhos para descansar.
Acordei e percebi que estava deitada sobre o peito de Edward, estava abraçada a ele.
- Bom dia. — Ele disse.
Levantei, me sentando e me afastando dele.
- Bom dia. — Falei. Olhei pela janela e vi que a chuva tinha passado, então levantei rapidamente. — A chuva parou!
- Faz uns vinte minutos. Mas eu não quis te acordar.
- Será que conseguimos achar o caminho para o acampamento?
- Não custa tentar.
Ele arrumou as coisas na mochila e me ofereceu uma fruta, que a Alice também tinha colocado na mochila. Peguei uma maçã enquanto comia, saímos andando em rumo a floresta. Entramos em uma trilha e começamos a caminhada que pelo jeito seria longa.
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