Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Isabella’s POV

― Então você me contou sobre o câncer ― Edward falou baixo, pensativo.

― E qual foi sua reação?

― Eu fui um idiota ― confessou. ― Eu era um idiota infantil naquela época.

― Você acha que mudou muito nesses anos?

― Com certeza, hoje vejo o mundo e a vida de um jeito completamente diferente. Você me mudou Isabella, não só a mim, mas, toda minha família.

― E isso foi bom?

― Não poderia ter acontecido nada melhor do que você entrar em nossas vidas ― suas palavras fizeram um breve sorriso surgir inconscientemente em meus lábios e levantei-me da cama tentando disfarçá-lo.

― Já está tarde e preciso que ir ao supermercado antes de preparar o almoço, não vou demorar muito ― informei.

― Você vai caminhando?

― Vou ― respondi já me aproximando da porta.

― De jeito nenhum ― falou pegando seu celular e discando rapidamente.

― É aqui perto ― ele não quis ouvir.

― Oi, já estou melhorando ― ele falou ao celular. ― Precisava de um favor, pode me arrumar um carro, para agora? ― ele disse e riu ― Obrigado, até mais Emily ― Edward desligou e voltou a fitar meus olhos ― Pronto, vinte minutos e terá um carro.

― Não precisava.

― Precisava sim ― afirmou e desviei meus olhos dos seus, mas sabia que aquele sorriso torto dominava seus lábios, então apenas sorri antes de sair do quarto.

~*~

Depois do almoço terminei de arrumar tudo que tinha comprado e subi as escadas em direção ao quarto de Edward para pegar a bandeja que tinha levado para ele. Bati de leve na porta, mas não ouvi resposta, então entrei, encontrando-o dormindo praticamente sentado na cama, recostado sobre a cabeceira. Provavelmente tinha me ouvido e tomado os remédios, sorri com isso, pois me incomodava saber que estava sentindo dor. Aproximei-me da mesinha ao lado da cama, onde ele tinha deixado a bandeja, mas sua dificuldade em respirar me chamou a atenção.

Mesmo sobre o efeito dos remédios Edward parecia sentir dor, então me sentei na beirada da cama com cuidado para não acordá-lo. Os primeiros botões de sua camisa estavam abertos, mas desabotoei mais um, vendo a mancha roxa causada pela costela que ele tinha machucado e meus dedos tocaram o lugar com cuidado. Lentamente repousei a mão ali e reparei que seu tórax inflou-se quando finalmente pode respirar fundo, como se não houvesse dor. Aproximei-me um pouco mais, tocando seu rosto, a necessidade de senti-lo me dominando..., a ponta do meu dedo indicador contornou sua boca e sem pensar cheguei mais perto, permitindo que meus lábios roçassem nos seus, só então me dei conta de como desejava aquilo. E aquilo me assustou, o “desejo” me assustou.

Afastei-me depressa e peguei a bandeja do almoço, saindo do quarto o mais rápido possível. Já na cozinha, apoiei-me sobre a mesa pois minhas pernas fraquejaram e sentia-me atordoada com o que tinha feito.

― Chega! Precisa encarar isso Isabella ― falei para mim mesma, encarando a caixinha, de tinta de cabelo que tinha comprado, logo ali na minha frente.

Edward’s POV

Vi a garota de cabelos loiros sair rapidamente e encarei o botão da minha camisa que ela tinha aberto, voltando a encarar a porta do quarto, tentando entender o que tinha acontecido ali. Toquei minha boca, sentindo ainda a delicadeza dos seus lábios e ajeitei-me na cama, sentindo como se meu chão tivesse sumido. Eu devia resistir a Isabella, mas não conseguia e o pior de tudo era saber que eu adorava não resistir a ela.

― Oi Alice ― falei ao atender meu celular que começou a vibrar na mesinha ali ao lado.

― Finalmente consegui falar com você ― ela exclamou. ― Está melhor?

― Estou melhorando.

― E a Bella? ― perguntou e acho que demorei muito a responder, e sei que meu breve silêncio fará Alice imaginar coisas.

― Ela está bem ― afirmei e tratei de mudar o rumo do assunto.

...

“Entrei no quarto de Isabella, observando por um momento sua respiração calma enquanto dormia tranquilamente e ao colocar a rosa vermelha sobre a mesinha ao lado de sua cama vi ela se mexer, aquele par de olhos castanhos me encarando assustados.

― Desculpe, eu não queria te acordar ― falei baixo.

― Mas acordou, agora pode sair por favor ― pediu sem me olhar, como se estivesse assustada.

― Se não permitir que eu me aproxime, continuaremos paramos no mesmo ponto.

― Não me lembro do nosso casamento, não posso ser sua esposa ― murmurou ― Só quero voltar a Forks e continuar minha vida.

― Desculpe, mas acho que isso não será possível. A menos que queria destruir tudo que Carlisle construiu nos últimos anos ― disse.

― Saia ― ela exigiu.”

Apesar de lutar contra, acabei caindo no sono e não era surpresa ter revivido aquela lembrança no sonho. Ajeitei-me na cama e senti todo meu corpo doer, parecia que havia uma pedra de uma tonelada sobre meu peito, impedindo-me de respirar. Mas mesmo assim puxei o ar para meus pulmões e peguei meu celular, vendo cinco ligações perdidas, das quais duas eram de Tanya.

Levantei com dificuldade, apoiando-me na muleta que Alice tinha deixado ali para me ajudar e fui até o banheiro, precisava de um banho, relaxar, para conseguir pensar no beijo que Isabella me “roubou”, seria essa a palavra?

Peguei algumas roupas, depois do banho, e com dificuldade me vesti, sentei-me na cama, respirando com dificuldades, já me sentia exausto e ainda faltava a camisa. Passei a manga pelo meu braço machucado, sem poder movê-lo e o ar faltou em meus pulmões quando tentei puxar a camisa ao redor do meu corpo, para terminar de vestir.

― Droga ― arfei baixo vendo o hematoma em meu abdômen, que parecia ter piorado.

Meu celular tocou e peguei-o, tentando respirar fundo antes de atender.

― Oi Tanya.

― Acabou de sofrer um acidente e não atende o celular, assim me deixa preocupada! ― ela exclamou.

― Desculpe, eu estou bem.

― Alice está cuidando bem de você? ― perguntou e hesitei em responder.

― Está sim, não precisa se preocupar ― falei e logo mudei de assunto. ― Como estão as coisas ai na casa do seu pai?

― Ele está muito feliz com tudo isso. Quero dizer, com o casamento, não com o seu acidente.

― Eu entendi ― acabei rindo.

― Já que você vai ficar aí até se recuperar e pelo visto já está sendo muito paparicado, vou ficar aqui com meu pai mais algumas semanas antes de voltar para Londres.

― Ok ― concordei.

― Então nos falamos depois.

― Tanya, você está bem?

― Estou sim ― respondeu e riu sem humor. ― Um pouco cansada ― falou e olhei no relógio já eram quase cinco da tarde.

― Mas também já são quase onze horas aí, vai descansar, qualquer coisa me liga, vou atender ― falei e ela riu.

― Ok, até mais.

― Boa noite.

Tanya desligou e encarei o visor do meu celular, sem saber o que fazer. Eu devia dizer que era Isabella que estava ali comigo, mas não sabia se isso iria interferir em alguma coisa. O fato de estarmos na mesma casa não mudava nada, ou mudava? Com certeza o “beijo”, que aconteceu hoje, mudava as coisas. Mas não sabia dizer o significado daquilo.

Arfei, sentindo-me confuso e cansado, enquanto passava a mão em meus cabelos e cheguei a conclusão que não adiantava ficar ali pensando, tentando adivinhar o porquê disso, a solução era simples. Terminei de vestir a camisa e abotoei apenas alguns botões, sem paciência para o resto, e levantei, apoiando-me na muleta, caminhando com dificuldades... Eu iria até ela.

Caminhei pelo corredor lentamente, apoiando-me nas paredes, determinado a entender tudo aquilo. Aproximei-me da porta e bati, ouvindo o som do secador ligado, bati novamente mas ela não ouviria. Então abri a porta espiando dentro do quarto e encontrei seu olhar através de seu reflexo no espelho. Mas foi quando ela se virou que notei a mecha de cabelo castanho que cobriu parte de seu rosto.

― Aconteceu alguma coisa? ― perguntou desligando o secador de cabelo enquanto eu caminhava até ela.

― Não ― parei, talvez, muito perto dela, mas ali podia sentir seu perfume. ― Seu cabelo... ― murmurei contendo a vontade de afastar aquela mecha de seu rosto.

― Eu pintei ― falou mexendo nos cachos cor de chocolate.

― Nunca devia ter clareado.

― Na época pareceu uma boa ideia ― murmurou e só então percebi que meus dedos deslizavam na lateral de seu rosto.

Admirei cada detalhe de seu delicado rosto, até que notei seu olhar assustado e afastei-me, saindo do quarto o mais rápido que consegui. Deixei a muleta cair assim que fechei a porta do lugar que um dia foi o “nosso” quarto e sentei-me na cama sentindo todo meu peito doer, e podia afirmar que não era por causa da fratura na costela. Agora entendo porque tinha sido tão fácil encarar Isabella depois de tudo, não era porque havia superado a dor de perdê-la, não, com certeza não era. Foi fácil porque ela havia deixado de ser a minha Bella, mas agora via ela voltar a ser a garota por quem me apaixonei e mal conseguia me conter... Será que nunca deixaria de sentir isso? Será que valia a pena lutar contra tudo?

Notas finais
Mil desculpas por ter ficado sem postar. Sei que muitas de vocês com certeza já não estão mais aí acompanhando. Então capítulo pequeno foi só para saber se ainda há alguém aí e se vale a pena escrever a fanfic até o final. Então se tem alguém ainda acompanhando por favor deixe um review dizendo "eu ainda estou aqui" ou algo do tipo, para eu saber se vale a pena finalizar a fanfic. Beijoss Scarlett Stein