EDWARD'S POV


Tive que aguentar durante a aula inteira o interrogatório da Alice, de porque eu não fui na festa dela. Não acreditei quando o sinal tocou, anunciando o final da aula. A noticia do divorcio de meus pais ainda estava me atormentando. Sem contar que eles já negociaram a pensão. Vou ganhar 15 mil por mês.


Olhei no relógio e precisava me apressar. Fiquei de me encontrar com o time hóquei. A Alice me fez prometer que entregaria ao Jacob o celular dele, que tinha ficado na casa dela, na festa. E como o Jacob sumiu durante as aulas e no almoço, tive que ficar depois da aula para poder lhe entregar a porcaria do celular. Entrei no ginásio e me assusto ao ver uma menina caída no gelo. Corro até a entrada da pista e vejo que ela esta desmaiada. Me aproximo dela, e vejo que está muito pálida, tenho uma leve recordação de vê-la em alguma aula. Olho ao redor, mas não há ninguém ali. Então passo um braço em suas costas, e outro em baixo de seus joelhos, e a levanto. Ela era muito leve, talvez até demais. Carrego-a facilmente até a enfermaria.


– Oh meu Deus! O que aconteceu? — A enfermeira perguntou, abrindo caminho para que eu a colocasse na maca, que parecia uma cama.


– A encontrei desmaiada na pista de patinação.


– Acho que teremos que levá-la ao hospital. Ela está muito mal.


– Posso levá-la.


– Eu te ajudo.


Carreguei a menina até meu carro, a enfermeira abriu a porta e eu a deitei no banco traseiro. Falei que não precisa ela ir junto e entrei no carro seguindo para o hospital. Chegando fui pedir ajuda e logo os médicos levaram-na para dentro. Paguei para ela poder ficar em um quarto na área particular. Logo eu pude entrar. Me identifiquei como amigo. Ela já estava acordada.


– Oi. — Falei. — Seu nome é Isabella, certo? — Torci para que esse fosse realmente seu nome, pois eu só tinha uma leve recordação de seu nome.


– Sim, Isabella Swan. O que está fazendo aqui?


– Sou Edward Cullen.


– Eu sei quem você é. Quero saber como vim parar aqui e porque você está aqui?


– Encontrei você desmaiada da pista de gelo, então a trouxe para o hospital. Preciso do número da sua casa. — Ela me passou o numero do celular de seu tio. E eu sai do quarto para poder ligar.



Primeiro liguei para minha mãe.


– Edward, onde você está? — Ela perguntou assim que atendeu.


– No hospital.


– O que? O que aconteceu? — Ela ficou desesperada.


– Uma menina passou mal na escola. Longa história.


– Quem é ela?


– Isabella Swan.


– Isabella Swan?


– Isso. Por que?


– Em que hospital você está? — Ela perguntou e eu passei o nome. — Daqui a pouco eu estou ai. — Ela disse e desligou.



Depois liguei para o tio da Isabella.


– Alô. — Ele atendeu.


– Oi, o senhor é o tio da Isabella Swan?


– Sim. Por que? Aconteceu alguma coisa com ela?


– Sim. Ela está no hospital.


– Em que hospital?


Passei o nome e o endereço, e ele falou que logo chegaria. Alguns minutos depois minha mãe chegou.


– Ela está bem?


– Sim, está. Você a conhece? — Perguntei confuso.


– Ela é sobrinha do meu sócio, o Carlisle Hale.


– Seu sócio?


– Se prestasse mais atenção quando eu falo do meu trabalho, você saberia disso.


Depois disso ela entrou para ver Isabella. Depois de um tempo um homem loiro, de terno entrou no hospital. Fui até ele.


– Senhor Hale?


– Sim.


– Sou Edward Cullen. Eu te liguei.


– Você é o filho da Esme?


– Isso.


– A Isabella está bem?


– Sim, minha mãe está lá com ela.


– Preciso pagar o hosp...


– Não, eu já paguei. — Eu o interrompi. — E não precisa se preocupar, não foi nada.


– Lógico que importa, depois eu vou te pagar.


– Realmente não precisa. — Falei e depois levei-o até o quarto onde ela estava. E expliquei o que aconteceu.



BELLA'S POV


A porta do quarto onde eu estava se abriu e a Esme entrou. A sócia do meu tio. Por que ela estava aqui?


– Olá querida, como está? — Ela perguntou sentando-se na cadeira ao lado da minha cama.


– Estou bem. — Realmente estava bem, só estava com um pouco de dor de cabeça.


Ela ficou ali comigo durante uns 10 minutos, e então meu tio chegou. Depois disso a Esme foi embora e eu não vi mais o Edward.


Tive que fazer um monte de exames, e tive que fazer uma ressonância magnética, por causa da dor de cabeça que eu sentia. O resto do dia passou rapidamente. Logo já era terça e eu ainda estava no hospital. Mas pelo menos meu diagnostico sairia hoje. Carlisle ficou um bom tempo conversando com o meu médico, e depois veio falar comigo.


O médico e meu tio entraram no quarto. E quem falou primeiro foi o médico:


– Isabella, o que vamos lhe contar não é algo fácil de se lidar, mas precisamos que você tente encarar isso como apenas um obstáculo difícil que você vai conseguir vencer.


– O que eu tenho? — Pergunto já com medo da resposta.


– Isabella... — Carlisle começou a falar mas eu o interrompi.


– Fala logo! O que eu tenho?


Então ouço a resposta a minha pergunta. E vejo tudo parar. O meu mundo parou. Aquilo não podia ser verdade.




EDWARD'S POV


Cheguei em casa e é claro que minha mãe não pode deixar de perguntar.


– Por que se importou com ela?


– Mãe... — Comecei a falar mas ela me interrompeu.


– Sinceramente Edward, você nunca se importou com ninguém. Você é meu filho e eu te conheço. Você não consegue gostar de ninguém. Então porque se importou de levá-la ao hospital, de colocá-la na área particular?


– Não sei. — Falei e fui para meu quarto, fechando a porta e me jogando na cama.


Isso é verdade. Eu não consigo gostar de ninguém, não consigo amar ninguém. E não sei porque fiquei tão preocupado com a Isabella. Quero dizer, não sei porque ainda estou preocupado com ela.

Liguei a TV, e passava uma reportagem sobre um avião que tinha acabado de cair. Ele estava indo para Nova York. Então de repente me lembro de minha mãe falando que meu pai queria conversar comigo depois que voltasse de Nova York. Saio correndo, desço as escadas e vejo minha mãe com os olhos vermelhos, assistindo o noticiário.


– Ele não estava nesse...


– Estava. — Ela respondeu, me interrompendo.


– Meu pai estava nesse avião? — Perguntei, ainda não acreditando.


– Estava, Edward. Ele estava. — Ela disse e se levantou vindo até mim. — Filho... — Ela veio me abraçar, mas eu a barrei.


– Não. Para que um abraço? Eu não sinto nada, como você mesmo disse, eu não me importo. — Falei e voltei para meu quarto. Acabei ficando lá pelo resto da semana. Sai apenas para ir a escola.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo!!!
Obrigada por lerem!