Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
4 Queria Ser Diferente
Notas iniciais
BELLA'S POV
Logo eu tive alta do hospital e voltei para casa, mas é lógico que voltei com um monte de remédios. Remédios que terei que tomar sempre. Em casa Carlisle me ajudou a subir as escadas, pois eu ainda me sentia fraca, chegando ao meu quarto eu me deitei. Renée se mostrou um pouco preocupada, talvez por já saber com o que eu teria que conviver.
— Como está? — Ela pergunta, sentando-se no canto da minha cama.
— Bem. — Respondo.
— O que acha de eu lhe fazer uma sopa?
— Não estou com fome.
— Isabella, você precisa comer. — Carlisle disse.
— Eu vou fazer, e você tenta comer um pouquinho, Ok?
— Ok.
O final de semana se passou rapidamente. E logo segunda chegou.
Acordei cedo. Tomei um banho, coloquei uma roupa e peguei minha mochila para ir a escola. Desci as escadas, e encontrei o Carlisle tomando café.
— Aonde pensa que vai? — Ele me pergunta.
— Para escola.
— De jeito nenhum. Você ainda não está bem.
— Carlisle, eu estou bem. Se ficar mais um pouco deitada naquele cama, ai sim vou ficar mal.
— Ok. — Ele fala meio relutante. — Não vai tomar café? A Renée acordou mais cedo para poder fazer café para você.
— Vou. — Falei e me sentei, colocando leite e café na xícara. Carlisle era loiro, e sempre usava seu cabelo penteado para trás. Ele era alto e não vou negar era muito bonito.
Enquanto passo manteiga no pão leio uma notícia de um avião que caiu na segunda-feira passada. Falava que haviam achado todos os corpos.
— Nossa, que tragédia. — Falei.
— O que?
— O avião. — Falei e apontei para a notícia.
— Pois é, o ex-marido da Esme estava nesse avião.
— O pai do Edward?
— É. Fui no enterro sábado.
— Você não falou nada.
— Não achei necessário.
Terminei meu café e quando ia saindo Carlisle me chamou.
— Isabella?
— Sim? — Falei, olhando em seus olhos azuis e vi ali uma misto de medo e preocupação.
— Certeza que está bem?
— Tenho. E pode deixar, qualquer coisa eu ligo no seu celular.
— Ok. Tchau, boa aula.
— Obrigada, tchau.
Entrei em meu carro, liguei o motor e segui para a escola. Como sempre andei de cabeça baixa pelos corredores, me sentei na carteira no fundo da sala e peguei meu livro preferido: Romeu e Julieta para ler pela milionésima vez. Vi o Edward entrando na sala. Ele andava devagar e de cabeça baixa, nem conversou muito com seus amigos. Quando percebi ele estava se sentando a carteira do meu lado.
— Sério? Romeu e Julieta?
— Pois é. — Falei.
— Como está? Fiquei preocupado, você não apareceu mais na escola. — Ele falou.
— É que fiquei um tempo no hospital, mas já estou bem melhor, obrigada. — E hesitante falei sobre seu pai. — Fiquei sabendo, sobre seu pai. Eu sinto muito.
— Obrigado. — Ele abaixou a cabeça, talvez por não conseguir falar no assunto.
Então o sinal tocou e logo o professor de biologia entrou na sala iniciando a aula com um anuncio:
— Então pessoal, na próxima segunda nós vamos a um acampamento. — Ele falou e foi o suficiente para começar os comentários. — Vamos, preciso de silêncio! — Logo fizeram silêncio e ele pode continuar. — Já que estamos estudando a botânica acho que o melhor é irmos a um lugar que possamos estudar as plantas e vê-las. E também espero que depois dessa eu me torne o professor preferido de vocês. — Ele disse e todos riram e começaram a conversar planejando o que iriam levar, etc.
O sinal do almoço tocou e sai da sala indo para a lanchonete, comprei um refrigerante e como sempre me sentei na mesa mais afastada. Peguei meu livro e continuei a ler.
EDWARD'S POV
Sentei na mesa com meus amigos e logo Alice veio tagarelando.
— Não vai comer nada? Por que? Você precisa comer algo, ou então mais tarde vai ficar com fome.
— Estou bem, Alice. — Falei, ela não estava sendo irritante, só estava preocupada.
Olhei ao redor e meu olhar parou automaticamente nela. Ela estava sentada em uma mesa afastada, sozinha.
— Sei que você já pegou todas as meninas da escola, mas também não precisa apelar para a excluída da turma. Você pode começar a repetir as meninas. — O Jasper falou rindo. Aquilo me irritou, não por ele falar de mim, mas sim por falar dela.
— Olha quem fala! Pois pelo que me lembro, antes de se tornar meu amigo, era você o excluído da turma. — Falei e todos na mesa que até então estavam conversando fizeram silêncio. Me levantei.
— Aonde vai? — A Rosalie perguntou, mas não respondi, simplesmente sai.
O que está dando em mim? Praticamente humilhei o Jasper. Sai da escola e fui até meu carro. Abri a porta e ouvi a Rosalie me chamando.
— Edward! — Me virei, ela se aproximou.
— Sim?
— O que aconteceu? Aonde você vai?
— Eu... — Não sabia o que dizer. Então acabei mentindo. — Vou para casa. Não estou muito bem.
— Qual é, Edward!
— Só preciso sair daqui.
— Espera! — Ela fala antes de eu entrar o carro e me viro novamente para olhar em seu rosto. — Sabe o que o Jasper falou? Que você já pegou todas as meninas.
— O que tem isso?
— Você não pegou todas. Ainda falta eu. — Ela disse com um sorriso sedutor nos lábios.
— Eu não tenho nada para fazer agora, se você estiver disponível. — Falei e ela riu.
— Na minha casa, daqui 20 minutos. — Ela falou voltando para escola. A casa dela não era longe, então chegaria rápido.
Estacionei em frente a enorme casa bege, e logo a Rosalie chegou com sua BMW C3, vermelha, conversível. Entramos e ela me levou para seu quarto. Enquanto andávamos reparei em seus cabelos compridos, que tinham uma cor dourada.
— Temos até as 4 horas da tarde. — Ela falou entrando em seu closet.
— Ok! — Falei.
Seu quarto era grande e todo decorado em cores claras.
— Nossa! — Falei quando ela saiu do closet com um chicote e uma algema.
— O que foi? Não gosta de brinquedinhos? — Disse se aproximando de mim, olhei em seus olhos escuros e sedutores.
— Gosto, claro. Mas você tem que tomar muito cuidado com isso. — Falei, tirando o chicote de sua mão e ela riu. Me aproximei mais e beijei-a, pedi passagem e ela concedeu, deixando minha língua entrar em sua boca.
Nosso beijo era quente, e talvez um pouco urgente. Gemi ao sentir ela sugar minha língua. Joguei-a na cama e comecei a tirar sua roupa. Entre beijos ela desabotoava minha camisa, e logo cheguei a sua saia, tirando-a e vendo que ela já estava sem calcinha.
— Sem preliminares, Edward. — Ela falou.
— Nem pensei nisso. — Falei algemando ela a cama.
Chicoteei sua perna, deixando uma marca vermelha.
— Ahhh! — Ela gritou. — Edwaaaard !!!
— Grita mais, vadia! — Falei, chicoteando sua coxa.
— Ahhh!
Tirei minha calça e me deitei sobre ela. Coloquei suas pernas em volta da minha cintura e a penetrei rápido e com força. Ela gemeu e arqueou seus costa, jogando a cabeça para trás. Mordi e lambi seu pescoço exposto. Comecei o ritmo de vai e vem, o prazer percorria meu corpo.
— Mais... rápido... Edward! — Ela gemeu.
Acelerei o ritmo e ouvia ela gemer descontroladamente. Senti tremores por todo meu corpo e então logo o orgasmo chegou. Esperei um pouco e então me levantei e soltei suas mãos. Ela nos virou, ficando sobre mim. Senti beijos sendo depositados em meu tórax, abdômen, até chegar no meu membro. Gemi ao sentir sua boca quente nele, lambendo e provocando-me com pequenas mordidinhas. Ela o abocanhou e incrivelmente conseguiu colocá-lo por inteiro em sua boca, começou a fazer movimentos de vai e vem, e aquilo me levou a loucura. Me levantei um pouco e chicoteei suas costas. Ela gemeu continuando com os movimentos e logo gozei em sua boca.
Tomamos um banho e eu me vesti.
— Foi muito bom. — Ela veio e me beijou.
— Concordo. — Falei quando nos separamos. — Mas Rosalie, foi só...
— Não precisa vir com essa conversinha. — Ela me interrompeu. — Eu sei como o Edward Cullen age, sei que foi só uma transa e nada mais.
— Que bom. — Falei.
Ela me acompanhou até o portão e nos despedimos. Cheguei em casa e minha mãe já estava lá.
— Olá! Como foi a aula?
— Muito boa! — Falei lembrando da minha tarde.
— Que bom! — Minha mãe falou e vi que seus olhos estavam vermelhos. Ela ainda não tinha superado a morte de meu pai. Sem perguntar nada, eu subo as escadas para meu quarto.
Deitei em minha cama e quando percebi havia lágrimas em meus olhos. Eu não queria ser assim. Queria conseguir mostrar o quanto amo e me preocupo com minha mãe. Queria mostrar que não sou frio.
* * *
Não fui para aula pois tinha que ir no banco com minha mãe, para abrir uma conta para mim. Meu pai me deixou tudo, a empresa dele e toda sua fortuna que é avaliada em 3,8 Trilhões de dólares. Nunca imaginei que meu pai tivesse todo esse dinheiro. O resto do dia se arrastou, até que a noite chegou e nós já havíamos chegado do banco. Nós jantamos e depois fui dormir.
* * *
Acordei mais cedo, tomei um banho, coloquei uma roupa e fui tomar café.
— Bom dia. — Minha mãe falou.
— Bom dia.
— Sua prima passará alguns dias aqui, pois os pais dela vão viajar a negócios e não querem deixá-la sozinha. Então hoje ela já vai vir da escola com você.
— Ok. É bom mesmo eles não deixarem ela sozinha, pois como a Alice é, ela é capaz de colocar fogo na casa. — Falei e minha mãe riu.
— Já vou indo, tenha uma boa aula. — Ela falou se levantando e saindo.
Logo já estava na escola, haviam poucos carros no estacionamento, ainda estava muito cedo. Entrei na sala onde teria minha primeira aula e vi a Isabella sentada no fundo da sala, sozinha novamente. Fui até ela.
— Bom dia. — Falei.
— Bom dia. — Ela respondeu sem tirar os olhos de seu livro. Ela lia algo de geografia.
— Você vai no acampamento?
— Hum... — Ela finalmente olhou para mim. — Não.
— Por que não?
— Por que o interesse?
— Me da uma chance de ser seu amigo. Sabe pelo que vejo você não tem muitos amigos. Então...
— Edward, não tenho amigos porque não quero amigos. — Ela fala.
E então o professor entrou na sala.
* * *
Caminho para o estacionamento, entro no meu carro e quando ia ligar o motor, alguém bate no vidro. Era a Alice. Ela abre a porta, já reclamando.
— Esqueceu que hoje eu vou com você! Se eu não chego a tempo você me esquece!
— Eu não ia te esquecer. Eu estava te esperando, priminha. — Menti.
— Isso foi uma indireta? — Ela perguntou e eu ri, ligando o carro e saindo do estacionamento da escola. — Sei que sou baixinha, não precisa jogar na cara.
— Ok!
— Então... — Ela começa a falar mas para.
— O que, Alice?
— Por que defendeu a Isabella Swan aquele dia? — Ela perguntou se referindo a ontem.
— Não sei.
— Você não vai falar nada, né? — Ela perguntou, já sabendo qual era a resposta.
— Não.
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