Notas iniciais
Oiii!
Desculpe a demora...
Vocês vão perceber que a história se passou mais rapidamente, está assim porque quero adiantar um pouco... para a fic não ficar com milhares de capítulos. xD
Bom, espero que gostem... eu gostei pois achei que esse capítulo ficou romântico *.*
Então até as notas finais.

Edward's POV


"Você perde alguém e mesmo assim a vida continua."

Foi a primeira coisa que me veio a mente, então me levantei, tomei um banho e me vesti para ir ao colégio. Estava com um pouco de dor de cabeça e imaginei ser por causa do uísque de ontem. Sai de casa e agradeci por não encontrar minha mãe, entrei no carro e coloquei meus óculos escuro. Durante todo o caminho tentei me concentrar em dirigir, mas era difícil. Repetia a mesma frase várias vezes:

"Você perde alguém e mesmo assim a vida continua."

"Você perde alguém e mesmo assim a vida continua."

"Você perde alguém e mesmo assim a vida continua."

"Você perde alguém e mesmo assim a vida continua."

Estacionei meu carro no mesmo lugar de sempre e juro que não queria mas meus olhos procuraram por um Porsche estacionado ali por perto, mas não o encontrei. Sai do carro e caminhei para dentro do prédio, passando aulas chatas mas que serviram para me distrair. Na hora do almoço, entrei no refeitório e Alice veio correndo em minha direção.

– Você está bem? Não parece bem.

– Me deixa em paz Alice. — Falei e me dirigi a uma mesa vazia.

Sentei-me na mesma mesa onde ela se sentava e lia Romeu e Julieta.



Assim os dias passaram, acho que Alice entendeu o recado e não tentou mais falar comigo, isso era bom. E pelo visto ela também avisou Emmett, pois ele também não se aproximava. O silêncio era bom...



Terça-feira



Quarta-feira



Quinta-feira



Sexta-feira



Sábado



Domingo



Segunda-feira


Passava o dia trancado no quarto... acho que eu precisava de distrair... na verdade precisava de sexo, era isso!

Peguei meu celular e liguei para o primeiro numero que achei e quando uma tal de Rebeca chegou a minha casa me lembrei que foi Emmett que a apresentou a mim.... mas o que era para ser horas de prazer, foram minutos de vergonha... Isabella não saia de minha cabeça e não consegui nem ficar excitado...



Terça-feira



Quarta-feira


Pensar nela doía. Mas não conseguia para de pensar em seus cabelos castanhos, seus lábios rosados ou em como suas bochechas ficavam vermelhas por causa de sua timidez, mas principalmente seus olhos cor de chocolate que eram um grande enigma. Queria saber o que é aquela tristeza que existia em seu olhar, talvez seja a doença. Talvez essa tristeza seja o fato de sabe que ela não tem um futuro. Isabella não tem um futuro... isso não pode ser verdade... ela não pode ter câncer.

Ouvi o sinal do almoço tocar e todos se levantaram de suas carteiras. Caminhei pelo corredor e como em todos os dias as meninas me encaravam, talvez se pergunta do onde estaria Isabella... onde ela estaria agora? Eu magoei ela. Com certeza eu a magoei. Será que ela estava bem?

Sentei-me na mesa afastada onde ela se sentava. Alice e Emmett estavam longe dali. Abri o refrigerante que comprei e peguei dentro da mochila meu celular vendo rapidamente como estavam as ações da empresa de meu pai, ou melhor, a minha empresa. Precisava decidir logo se assumiria ou não a presidência. Isabella acha que eu deveria assumir...

– Droga. — Murmurei.

Como poderia decidir isso se não consigo parar de pensar nela!

– Posso? — Olhei na direção de onde vinha a voz e vi Jacob, ele apontava a cadeira a minha frente.

– O que quer, Jacob? — Perguntei.

– Saber o que está acontecendo. — Ele respondeu e se sentou.

– Não estou afim de brigar. — Falei voltando a olhar para as ações da empresa.

– Vamos deixar nossa briga de lado, ok? Você fez algo errado e eu também fiz, então estamos quites.

– Então, o que quer?

– Venho te observando e sei que há algo errado. — Vi ali meu amigo, meu amigo de anos... — Sei que você sempre foi meio "solitário", e sei o porque... — Ele falou se referindo a minha irmã, sabia que Alice havia contado a ele. — ... mas parece estar pior. O que houve? — Perguntou.

– Não houve nada.

– É por causa daquela menina, não é? A Isabella. — Ele perguntou mas não respondi nada, então ele voltou a falar. — Ok, deixe-me adivinhar. Você com certeza magoou ela...

– Digamos que sim. — Sussurrei.

– Você é um idiota.

– Eu sei.

– Edward Cullen se apaixonou. Quem diria?! — Ele falou rindo. — Vai atrás dela. — Ouvi ele dizer, mas não acreditei que ouvi aquilo.

– Você não entende...

– Cara, não sei o que aconteceu entre vocês, mas quantas Isabellas você acha que existe nesse mundo?! Ainda mais uma que consiga te deixar assim? — Ele disse rindo. — Vai atrás dela! Se desculpe, implore... se você realmente a ama vai atrás dela. — Ele falou e se levantou.

– Jacob. — Chamei-o.

– Sim?

– O que você faria se a pessoa que ama tem uma doença que pode matá-la? — Perguntei.

– Simples, a faria feliz até seu ultimo dia de vida.

– Obrigado, Jacob.

– Disponha. — Ele falou já caminhando para longe.

Levantei-me e caminhei para o estacionamento do colégio. Vi o ginásio e como desejei entrar ali e vê-la sorrindo enquanto deslizava no gelo. Encostei-me em meu carro e então vi Emmett saindo do prédio.

– Ok, estamos em uma outra dimensão ao o que?! — Ele perguntou assim que se aproximou de mim. — Você não quer conversar com ninguém e acabo de te ver falando com Jacob!

– Vai embora. — Falei e abri a porta de meu carro.

– Olha, sei o que aconteceu, sei que é difícil. Mas qual é?! Ou vai atrás dela ou segue em frente. Sinceramente, não achei que gostasse tanto assim dela. — Ele parou me encarando. — Você conhece tantas garotas, porque não liga para uma delas...

– Já tentei, mas não consegui. — Falei.

– Não conseguiu ligar? — Ele perguntou sem entender.

– Não consegui sentir nada.

– Como assim? — Ele perguntou a aquilo me irritou.

– Não consegui ter uma ereção, porque não consigo parar de pensar nela! — Falei entredentes e ele me olhou com uma certa surpresa.

– Mas, acho que tem coisas mais importantes para se preocupar, como o fato de Rosalie não aparecer no colégio a mais de duas semanas.

– Droga!

– Olha, se realmente gosta da Isabella então vai conversar com ela e resolver isso. Não pode ficar nesse meio termo, precisa se decidir. — Ele falou e saiu.



Quinta-Feira


Não fui ao colégio, pois tinha algo importante para resolver. Peguei o celular ligando para Rosalie.

– Oi, Edward. — Ela atendeu.

– Oi, precisamos conversar. — Falei.

– Acho que quer conversar sobre o nosso descuido a um tempo atrás.

– Isso mesmo.

– Você pode vir aqui, na minha casa. Estou sozinha.

– Ok.

– Até. — Ela falou e desliguei o ligação.

Em pouco tempo estacionava em frente a sua casa. Estava realmente ansioso e confesso que com um pouco de medo quando toquei a campainha, ela abriu a porta e pediu para que eu entrasse. Nos sentamos no sofá e ela segurou minha mão.

– Não sei como falar isso... — Ela falou com lágrimas nos olhos. — Desculpe.

– O que?

– Eu devia ter tomado cuidado.

– Como assim?

– Fiz o exame a uma semana e deu positivo. Eu estou grávida. — Ela falou levando sua outra mão até sua barriga.

Vi meu mundo desmoronar. O que eu fiz?! Então Rosalie começou a rir. Olhei para ela sem entender.

– Foi... hilária... a cara que você fez. — Ela falou com dificuldade com causa do riso. — Eu não estou grávida, idiota. — Ela soltou minha mão. — Fique tranquilo, não estou grávida. E também não peguei nenhuma DST de você. — Ela falou rindo ainda mais.

– Engraçadinha. — Falei e acabei rindo também. — Não tenho doenças.

– Eu sei que não. — Ela falou sorrindo. — Impressão minha ou você parece triste.

– Impressão sua. — Falei.

– Fiquei sabendo que não está mais com aquela garota. — Ela falou e a olhei não acreditando. — O que foi?! As notícias correm, mesmo eu não indo ao colégio.

– Por que não está indo?

– Preciso de férias. Férias de beleza. Mas voltando ao assunto, você e "aquela garota que eu não sei o nome" terminaram? — Não respondi nada então ela falou. — Entendi. Houve uma briga e agora você está arrependido.

– Não quero falar sobre isso. — Falei me levantando. — Acho melhor eu ir.

– Ok.

Caminhamos até a porta.

– Edward, independente do que tiver acontecido, flores sempre ajudam. — Ela falou com um sorriso nos lábios piscando para mim.

– Tchau, Rosalie. — Falou sorrindo.

– Bye bye. — A ouvi dizer.

Entrei no carro e comecei a dirigir, meus pensamentos voltando para Isabella novamente. Lembrei do que Rosalie disse: "... flores sempre ajudam." e me lembrei de seu perfume. Seu perfume suave e doce como de rosas. Eu precisava dela.

Não consegui almoçar, porque não sentia fome. Subi as escadas e cheguei a sala onde ficava meu piano. Tive vontade de tocar uma melodia, mas não conseguia. Fui para meu quarto e fiquei lá, sem saber o que fazer. Pensando em uma única pessoa, Isabella.



Sexta-Feira



Sábado



Domingo



Segunda-Feira


– Droga. — Murmurei assim que abri os olhos.

Passei o final de semana na cama, pensando nela. Já não conseguia mais viver. As palavras de Jacob voltaram a minha mente: ".... a faria feliz até seu ultimo dia de vida." "Vai atrás dela! Se desculpe, implore... se você realmente a ama vai atrás dela." Levantei-me, tomei um banho e coloquei uma roupa simples. Desci as escadas e entrei em meu carro, fui a uma floricultura e comprei um buquê de rosas.


Eu iria atrás dela.



Bella's POV


Estava deitada em minha cama, tentando esvaziar minha mente. Não queria pensar nele, só pensaria em Edward quando estivesse curada. Eu iria me curar... então ele ficaria comigo. Toc, toc, toc. Sentei-me na cama assim que ouvi alguém batendo na porta.

– Isa? — Não acreditei ao ouvir aquela voz.

– Alice? — Levantei-me correndo e abri a porta e vi ela ali, com um vestido rosa e com um sorriso no rosto.

Quando percebi estávamos nos abraçando. Entramos no quarto e nos sentamos na cama.

– Você já sabe, né? — Perguntei, mas tinha certeza que Edward havia contado a ela.

Alice simplesmente balançou a cabeça confirmando.

– Ele precisava contar a alguém.

– Ele... está... bem? — Perguntei com um pouco de dificuldade.

– Ele está péssimo, não conversa com ninguém. Só fica sozinho. — Ela falou. — Mas isso não importa, pois o importante é como você está...

Ficamos conversando durante horas e contei a ela sobre minha doença, sobre o tratamento e tudo mais. A partir desse disse Alice passou a me visitar. Mas a pedido meu ela não falava sobre Edward.



Assim dias passaram....



Acordei, tomei banho, colocando uma roupa confortável e sai do meu quarto percebendo que estava sozinha em casa, acho que Carlisle foi no médico hoje. Tomei meu café da manhã e voltei para meu quarto. Fiz mais algumas pesquisas na internet sobre meu tratamento e não gostei nem um pouco das coisas que li. Assustei-me quando ouvi a campainha tocar. Desci as escadas rapidamente e abri a porta, me surpreendendo com um par de olhos verdes.

– Edward... — Sussurrei sem acreditar que estava vendo ele ali.

– O que faz aqui? — Perguntei com um tom de voz mais alto.

– Vim me desculpar, não devia ter falado daquele jeito com você. Então vim pedir seu perdão, porque eu te amo e não vivo sem você. — Ele falou lentamente e senti meu sangue sumir de deu rosto quando vi em suas mãos um buquê de rosas.

"...eu te amo..."

Essa três palavrinhas ecoaram em minha mente. Ele realmente havia dito aquilo. Ele havia dito que me amava?!

– Você me ama? — Perguntei baixo enquanto uma lágrima descia por meu rosto e vi ele sorrir, aquele sorriso torto que eu amava.

– Eu te amo, Isabella Swan. — Ele repetiu e deu dois passo em minha direção, me puxando para um beijo inesquecível.

Seu lábios se moldaram aos meus com paixão e delicadeza. Uma mão sua me puxava pela cintura para bem si, mas acabei quebrando o beijo e seus dedos limparam uma lágrima que caia de meus olhos.

– Me perdoa? — Ele perguntou baixo, já que estávamos bem próximos.

– Sou eu que tenho que te pedir desculpas. — Falei rindo sem graça.

– Não, você não me contou por medo e eu entendo isso. Você tinha medo que eu agisse daquela forma idiota que agi. Me desculpa. — Ele disse e apenas sorri lhe dando um selinho nos lábios. Ele sorriu e me entregou o buquê de flores cor de rosa.

– Vem. — Falei levando-o para dentro.

Caminhei até a cozinha pegando um vaso e o enchendo de água, para colocar o as rosas.

Edward se mantinha em silêncio ao meu lado, observando cada movimento meu. Sabia que ele tinha várias perguntas, mas esperaria ele perguntar.

– Eu preciso saber de tudo, Isabella. — Ele falou baixo.

Assim que terminei de colocar o buquê na água, me virei para olhá-lo.

– Eu sei. — Falei. — É só perguntar o quer saber, não vou te esconder nada.

Realmente iria dizer tudo o que ele quisesse saber sobre minha doença. Edward acariciou meu rosto e então peguei em sua mão, o levando até a sala. Sentei-me ao seu lado no sofá e inconscientemente encostei minha cabeça em seu peito, imediatamente senti ele me abraçar e sua mão acariciar meus cabelos, ali em seus braços eu pude respirar novamente, pude voltar a viver. Fechei os olhos... ele estava ali! Ele realmente estava ali.

– Que tipo de câncer é? — Ele perguntou baixo e agradeci por não poder olhá-lo, pois assim seria mais fácil falar sobre aquilo.

– É um glioblastoma. — Falei.

– Traduz. — Ele disse e acabei rindo, talvez fosse pelo nervosismo. Mas logo meu riso nervoso parou.

– É um tipo de tumor cerebral. — Respondi e sua mão que acariciava meus cabelos paralisou, voltando a se mover minutos depois.

Edward ficou em silêncio por alguns minutos e depois voltou a perguntar.

– Existe o porquê do tumor ter se formado?

– O... glioblastoma surge no próprio cérebro e... sua origem ainda é desconhecida. — Era horrível falar sobre aquilo.

– Tem... cura? — Vi que ele hesitou em perguntar e percebi que talvez seja por medo da resposta.

– Meu câncer é de grau II, tem chances de ser curado mas as chances de o tratamento dar errado são maiores ainda.

– Você já iniciou o tratamento?

– Já... e o dia da minha cirurgia já foi marcada.

– Cirurgia?! — Ele pareceu surpreso.

– Para a remoção do tumor. — Falei e me levantei, me sentando de frente para ele.

Edward me olhou nos olhos e não consegui acreditar que ele estava ali.

– Parece confiante. — Ele comentou.

– Mas não estou... estou morrendo de medo... — Falei e mais lágrimas se formaram em meus olhos.

Edward me puxou para seus braços, era maravilhoso ficar perto dele.

– Vai dar tudo certo. — Ele sussurrou.



DIAS DEPOIS



Cheguei a casa de Edward as 21h, dava para ouvir a musica animada, as luzes e as varias pessoas. Acho que todos do colégio estavam ali. Ainda estava dentro do carro e pensava se devia entrar ou não. Eu falei que vinha, então não podia...

– Ah! — Arfei ao ver alguém bater no vidro da minha janela.

Vi então aquele rosto delicado emoldurado pelo cabelo curto todo espetado e abri a janela.

– Está fazendo o que, aí olhando para a casa? — Alice perguntou.

– Não sei. — Falei a verdade.

– Vem logo, Edward está quase tento um ataque cardíaco lá dentro por causa da sua demora.

– Ok. — Falei, pegando minha bolsa.

Assim que sai do carro senti uma onde de fraqueza me atingir e uma leve tontura, então segurei com força na porta do carro.

– Tudo bem? — Alice perguntou.

– Sim... tudo. — Falei fechando a porta e juntando todas minhas forças para caminhar.

– Essa roupa ficou perfeita em você. — Ela falou sorrindo.

– É, também gostei.

Fazia um pouco de frio em Forks então tive que colocar roupa mais quente e é claro que foi ela que escolheu para mim. Alice estava me tornando sua boneca, me fazendo uma versão menos rosa dela.

Caminhamos até a entrada para a área dos fundos e entramos em um jardim todo decorado com varias pessoas andando, dançando, conversando... quis ir embora imediatamente.

– Vem vou te apresentar as pessoas. — Alice falou me puxando.

Ela me apresentou a várias pessoas, a maioria eram da família dela e de Edward. Mas em pouco tempo consegui escapar dela e fui para um canto mais afastado. Mas aquele barulho de música alta estava me incomodando.

– Isabella!! — Vi Esme sorrindo e caminhando em minha direção.

– Oi! — Falei retribuindo seu abraço.

– Oi, querida. Que bom que veio. — Ela falou.

– Onde está o Edward? Ainda não o vi.

– Acho que ele está dentro de casa. Pode ir lá.

– Ok.

Entrei na casa e comecei a procurá-lo. Então achei Edward, Emmett, Jasper, Jacob e mais um rapaz que era me lembrava de ter visto conversando com Jacob no colégio. Eles riam de algo e decidi não interromper o que estavam conversando, então voltei para o jardim. Sentei-me em uma mesa vazia e fiquei apenas observando várias pessoas conversando e dançando animadamente uma música que estava fazendo minha dor de cabeça piorar.

– O que uma garota linda como você faz sozinha aqui? — Em rapaz loiro de olhos azuis falou quando se aproximou de mim e senti meu rosto esquentar.

– Me chamo Peter. — Ele se apresentou estendendo a mão para mim.

– Isabella. — Falei e o cumprimentei.

– Posso? — Ele perguntou apontando para a cadeira ao meu lado.

– C-Claro. — Gaguejei sem querer.

Ele puxou a cadeira ficando de frente para mim e se sentou.

– Então Isabella, algum motivo para estar aqui sozinha?

– Não, só estou observando um pouco. — Falei já imaginando um jeito de sair dali.

– Parece triste. — Ele falou e sua mão até meu queixo puxando meu rosto lentamente para que eu olhasse para ele.

– Impressão sua. — Falei me levantando e ele também se levantou se aproximando de mim.

– O que acha da gente sair dessa festa e....

– Olá, Peter. — Ouvi a voz de Edward e me virei para poder vê-lo, sentindo-me aliviada por ele estar ali. — Vejo que já conheceu minha namorada Isabella. — Ele falou e me distanciei de Peter.

Edward passou o braço por minha cintura, me puxando para ele.

– S-Su-a namorada?! — Peter perguntou incrédulo.

– Isso mesmo, vejo que já a conheceu.

– Sim... — Ele respondeu.

– Bom, peço licença.

– Cla-Claro.

Edward me levou para dentro da casa.

– Não pode ficar um minuto sozinha e... — Ele murmurou e parecia nervoso.

Então fomos barrados por Alice.

– Preciso de uma foto dos pombinhos, então olhem para cá e digam "Alice é super." — Ela falou com uma câmera fotográfica as mãos.

– Alice... — Eu e Edward reclamamos.

– Só uma foto e deixo vocês em paz, prometo. — Então o flash nos iluminou. — Perfeita! — Alice falou sorrindo e saiu, nos deixando em paz, como ela disse.

– O tal do Peter é seu amigo? — Perguntei voltando ao assunto de antes, enquanto nos dirigíamos as escadas e só então vi o copo com bebida que Edward segurava.

Parecia ser uísque, na verdade tinha certeza que era uísque. Ele deixou o copo em cima de uma mesa antes de começar a subir os degraus.

– Na verdade é um meio amigo bem antigo. Nem sei como Alice conseguiu convidá-lo.

– O que Alice não consegue? — Perguntei e ele riu.

Assim que chegamos a sala onde ficava o grande piano de cauda percebi que ali quase não dava para ouvir o barulho da festa e fiquei feliz por isso, então senti Edward me puxando para seus braços e fazendo com que caíssemos no sofá deitados um do lado do outro. Posso dizer que me assustava um pouco essa proximidade, mas eu gostava, adorava ficar perto dele, pois ele me mantinha segura.

– Pensei que não viria. — Ele sussurrou.

– É seu aniversário, como não viria? — Falei sorrindo. — E falando nisso, feliz aniversario. — O parabenizei.

– Obrigado. — Ele disse e deu um beijo suave em meus lábios.

Assim que nos afastamos olhei para o piano de cor preta.

– Será que um dia vou poder ouvir você tocar? — Perguntei me levantando e caminhando até o instrumento musical.

– Você sabe que eu não toco mais. — Ele disse sentando no sofá.

– Queria ouvir você tocar. — Falei baixo me virando e olhando a porta entreaberta. — É o seu quarto?

– É. — Ele respondeu meio hesitante e fiquei curiosa para conhecer seu quarto.

– Posso? — Perguntei apontando para a porta entreaberta.

– Claro. — Ele falou se levantando e caminhando na minha frente.

Edward abriu a porta e me deu passagem, acendendo a luz logo depois que entrei. Seu quarto era grande, todo decorado com moveis marrom escuro e extremamente organizado.

– Que foi? — Ele perguntou sem entender a cara a que fazia e se sentou na cadeira da mesa do computador.

– Não imaginava seu quarto extremamente organizado. — Confessei.

– Sou um pouco perfeccionista. — Ouvi ele falar enquanto eu me virava e encarava uma estante repleta de CDs e livros.

Coloquei minha bolsa em cima da cômoda e comecei a ver os CDs, percebi que os primeiros eram de músicas clássicas.

– Como está organizado? — Perguntei.

– Organizo por gênero e pela sequência que ouvi. Os primeiros eu ouvia a alguns anos, hoje raramente ouço.

– Entendi.

Então as músicas clássicas ele devia ouvir quando ainda tocava piano. Em seguida tinha alguns CDs de músicas triste e instrumentais, que ele deve ter ouvido ainda criança, talvez depois de perder a irmã. Os próximos CDs eram de um gênero pop e algumas músicas eletrônicas.

– Pussycat Dolls? — Perguntei pegando o CD nas mãos.

– É do Emmett. — Ele falou rapidamente.

– É claro que é. — Falei e ele acabou rindo.

Edward parecia desconfortável, como se não gostasse que eu estivesse ali.

– O que foi? — Perguntei indo a beirada da cama onde ele estava sentado.

– Nada.

– Parece desconfortável.

– A verdade? — Perguntou e balancei a cabeça para ele prosseguir. — É estranho estar com você aqui, em meu quarto.

– Por que?

– Bella, eu já trouxe várias garotas aqui. E é estranho ter você aqui também.

– Eu não sou só mais uma, né? — Perguntei de repente e vi a surpresa em seus olhos. Por que não fiquei calada! — Pois é isso que todos pensam.

– Bella... — Ele parecia ter dificuldades para encontrar as palavras. — ...você nunca seria mais uma para mim. Sei que fiquei com várias meninas. Nunca fiz questão de esconder isso de ninguém. — Ele começou a falar sério. — E também nunca fiz questão de esconder que não sentia nada por nenhuma delas. Mas com você é diferente. Não sei dizer o porque. Mas me sinto diferente quando estou com você, e quando está longe me sinto vazio, como se não tivesse vida. Eu te amo Be... Isabella e você sabe disso. — Ouvi tudo atentamente, ponderando cada palavra que saia de sua boca.

Suas ultimas palavras ainda ficaram no ar e eu sorri por ele se corrigir ao falar meu nome, ele sabia que não gostava do apelido Bella. Edward se levantou e se aproximou.

– Eu te amo e preciso cada vez mais de você. — Ele sussurrou agora bem perto de mim, segurando minhas mão. — É isso que diferencia você das outras. Você foi a única que conseguiu despertar esse sentimento em mim.

Edward se aproximou mais, estávamos apenas alguns centímetros de distância e eu quebrei essa distancia juntando nossos lábios em um beijo perfeito. Sentir seus lábios nos meus era maravilhoso e pude sentir suas mãos agora em meu pescoço e foi a melhor coisa do mundo. Mas logo quebrei o beijo quando aquilo me trouxe lembranças das quais não queria lembrar.

– Obrigada. — Disse por fim, sem saber o porque daquela palavra sair de minha boca.

– Pelo quê? — Ele perguntou confuso.

– Por me fazer especial. — Confessei.

– Você é especial. — Ele disse e entrelaçou seus dedos nos meus.

– Seu presente! — Lembrei-me de repente. — Quase que esqueço. — Falei pegando a pequena caixa em minha bolsa.

– Falei que não precisava de presente. — Ele reclamou.

– Mas eu quis comprar. — Falei e lhe entreguei.

Edward abriu a caixinha e um sorriso se formou em seus lábios.

– Um Rolex.

– Gostou?

– Adorei. — Ele falou já colocando o relógio em seu pulso. Olhei o relógio e me surpreendi com o horário.

– Dez e meia?! — Falei surpresa. — Nossa, já está tarde, acho melhor eu ir...

– Já vai?! — Ele me interrompeu.

– Fiz alguns exames hoje... — Falei baixo. — ... e estou me sentindo um pouco cansada.

Ele acariciou meu rosto e senti vontade de chorar, era horrível tocar no assunto.

– É melhor eu ir. — Falei pegando minha bolsa.

– Eu te levo. — Ele falou, enquanto saíamos de seu quarto.

– Estou com meu carro. — Falei.

– Não vai dirigir sozinha a essa hora e ainda não está se sentindo bem. — Ele insistiu.

Descemos as escadas e passamos pela festa rapidamente. Despedi-me de Esme e Alice que reclamou de eu ir embora tão cedo.

– Edward, eu posso ir dirigindo.

– Está de noite é perigoso. Me deixe levar você e amanha eu busco você para pegar seu carro.

– Não precisa, não vai acontecer nada. E qualquer coisa estou com meu celular.

– Isabella...

– Está decidido, eu vou dirigindo.

– Você é teimosa. — Ele falou e eu ri.

Caminhamos até meu carro e ele abriu a porta para mim.

– Nos vemos no domingo. — Ele falou.

– Domingo?

– Sim, domingo vamos a Los Angeles para você patinar na competição estadual. — Ele falou e o olhei sem entender.

– Eu não vou competir. — Falei.

– Vai sim, já falei com Lindsey e ela vai nos esperar no aeroporto.

– Como assim?

– Bella, você não pode desperdiçar essa chance. — Ele disse e não pude falar nada, pois Edward tinha razão. — Pense no assunto.

– Ok, vou pensar.

– Ótimo. — Ele falou me abraçando e depositou um beijo em minha testa. — Me liga assim que chegar um casa.

– Ok. — Respondi e entrei no carro, logo dando a partida e me distanciando de Edward.


Estacionei meu carro na garagem e entrei em casa, encontrando Carlisle sentado no sofá ainda me esperando.

– Não você chegou muito tarde, mocinha? — Ele perguntou.

– Eu sei, acabei perdendo as horas, desculpe. Bom, eu vou dormir, boa noite.

– Boa noite. — Ele respondeu.

Subi as escadas indo para o meu quarto, peguei meu celular e liguei para Edward. Ao primeiro toque ele atendeu.

– Já chegou na sua casa? — Ele perguntou com um tom de voz preocupado. Percebi que ele devia estar em seu quarto, já que o som da musica da festa estava bem baixo.

– Sim, já cheguei em casa e ainda estou viva. — Falei rindo e ele também riu. — Bom, eu já dou dormir, estou cansada.

– Eu também. — Ele falou.

– Tem uma festa aí para você e irá dormir?

– Não estou muito a fim de festa. E mesmo que eu tente, participando ou não da festa, é sempre a Alice que está na maior parte das fotos. — Ele falou e eu ri.

– Boa noite.

– Boa noite, durma com os anjos. — Ele falou e eu desliguei.

Coloquei uma calça de moletom e uma blusa regata, logo me deitando na cama.

Eu não teria outra chance de entrar nas Olimpíadas de Inverno. Mas não pensaria nisso agora, porque havia outra coisa em minha mente que eu tentava parar te pensar, mas não tinha como. Era uma frase ridícula mas que estava me deixando muito feliz: "Eu ia viajar com Edward!"



Acordei com meu celular apitando, olhei no relógio e já eram nove da manha. Peguei o celular e vi a notificação de uma mensagem de texto, então abri a mensagem:


"Bom dia!

Pronta para um dia no shopping?

Vou te buscar daqui a meia hora ;D"


Só podia ser a Alice e como não tinha como fugir dela me levantei e caminhei até o banheiro tomar um banho e me arrumar, coloquei uma calça jeans e uma blusa de manga comprida já que fazia um pouco de frio. Logo depois desci as escadas e peguei um pouco de suco na geladeira. Estava sozinha em casa, já que Carlisle havia se recuperado a algum tempo e voltado a trabalhar, e com certeza Renée havia saído.

Em pouco tem ouvi a campainha tocar, então me levantei e fui abrir a porta.

– Oi, como está? — Ele perguntou alegremente já entrando.

– Bem. — Falei enquanto fechava a porta. — Até que horas foi a festa ontem? — Perguntei curiosa.

– Até as quatro e meia da manha.

– Não esta cansada? — Perguntei surpresa.

– Claro que não. Edward me deixou beber ontem um Red Bull e não fico cansada desde então. — Ela falou rapidamente. — Precisamos dar um jeito nesse seu guarda-roupas. — Ela analisou a roupa que eu usava.

– Ok, ele não devia ter feito isso. — Murmurei.

– Vamos, vamos, vamos... — Ela falou enquanto dava pulinhos.

– Vou pegar minha bolsa. — Falei.

Subi as escadas e peguei minha bolsa que estava em meu quarto, saindo logo depois.


Já no shopping Alice comprou várias semi-jóias.

– O que acha de almoçarmos no restaurante do andar de cima? — Ela perguntou depois que me convenceu a comprar um vestido falando que eu poderia usá-lo em Los Angeles. Nem sabia se eu iria e ela já estava me fazendo comprando roupa para usar.

– Pode ser... — Respondi.

– Podemos chamar o Edward.

– Ok. — Falei e ela pegou o celular discando o número dele enquanto caminhávamos no enorme corredor do shopping.

– Oi, Ed. — Ela disse e ouviu ele falar algo. — Estou no shopping e vou almoçar aqui, não quer vir me fazer companhia? — Ela perguntou e acho que ele falou que não. Alice olhou para mim e falou: — Quer ver ele mudar de idéia? — Então ela voltou a falar no celular. — Tem certeza que você prefere ficar em casa? A Isa está aqui. — Ela falou e eu ri. — Ok. — Alice disse e desligou. — Ele está vindo.

Acabei rindo.

Continuamos a andar pelo shopping, Alice comprou mais dois sapatos e quando saímos da loja encontramos Edward, ele estava lindo como sempre com uma blusa de manga comprida na cor bege e usava um óculos escuro.

– Oi!! — Alice falou saltitante o cumprimentando com um beijo no rosto.

– Oi. — Ele falou e depois me abraço, mantendo seu braço ao redor da minha cintura enquanto caminhávamos até o restaurante. Edward agora carregava todas as sacolas e agradeci mentalmente por isso. Assim que chegamos no restaurante Edward tirou os óculos revelando um par de olhos verdes cansados.

– E então, precisamos pensar no que vamos fazer na nossa formatura. — Alice falou enquanto almoçávamos.

– Ainda falta muito tempo para a formatura, Alice. — Falei não acreditando que ela já estava pensando naquilo.

– Pois é, nem sabemos se você irá se formar. — Edward falou rindo.

– É claro que vou me formar, idiota.

– Já percebeu que você troca o "di" por "ti"? — Ri da pergunta de Edward.

– O que?!

– Você fala "itiota". — Ele explicou rindo.

– Eu falo certo, você que ouve errado. — Ela falou e eu ri.

Continuamos a conversar depois da sobremesa até que Alice vê Jasper passar e acenar para ela. Logo depois ela recebeu uma mensagem de texto.

– Vai lá. — Edward falou percebendo que ela ficou desconfortável e Alice abriu um amplo sorriso.

– Valeu. — Ela disse se levantando e pegando suas sacolas de compras.

– Depois a gente de vê. Tchau.

– Tchau. — Eu e Edward falamos.

E ela saiu praticamente correndo.

– E então, o que quer fazer? — Edward perguntou. — Podemos fazer mais compras. — Ele sugeriu rindo.

– Qualquer coisa, menos compras. — Falei e ele riu. — Você já foi a La Push? — Perguntei.

– Sim, por que?

– Sempre quis conhecer La Push.

– Estão vamos, eu te levo. — Ele falou pedindo a conta ao garçom.

– Agora?! — Perguntei surpresa.

– Agora. — Ele falou sorrindo.

Então ali percebi que adorava seu sorriso. Despois de uma breve discussão, onde eu queria pagar a conta mais ele não deixou, Edward pegou as poucas sacolas que eram minhas e saímos do restaurante, a mão de dele estava entrelaçada a minha e eu amava aquilo. Ao chegarmos ao seu carro que estava no estacionamento do shopping Edward abriu a porta para mim e depois colocou as sacolas no banco de trás. Em poucos minutos estávamos a caminho de La Push.

– Você vai a Los Angeles, certo? — Edward perguntou.

– Eu... — Respirei profundamente pensando se devia ir ou não. — ...não sei. Eu quero ir mas tenho medo.

– Mas pelo menos você vai tentar. O importante é tentar.

– Eu sei.

– Bom, o vôo sai amanha as seis horas da manha. — Ele falou e abriu o porta luvas pegando duas passagens, me entregando-as. Olhei as duas passagens de primeira classe em minhas mãos. — Não precisava ter comprado...

– Se não tivesse comprado você teria mais um motivo para não ir: como por exemplo "passagens esgotadas". — Ele falou e eu ri.

A pequena viagem durou em torno de trinta minutos e logo pude ver a areia e o grande mar. Ao sair do carro percebi que ali fazia um pouco mais de frio e acabei estremecendo um pouco, surpreendendo-me ao sentir Edward colocando um casaco sobre meus ombros.

– Obrigada. — Falei baixo.

– Vem. — Ele me levou até perto do mar e nos sentamos em um tronco de arvore que estava caído na areia.

A cada onde a água chegava bem perto de nossos pés e a brisa gelada fazia com que todos os pensamentos ruins e pessimista, que estava tendo desde que descobri sobre minha doença, fossem afastados para longe.

– Acho que vou conhecer Los Angeles. — Falei de repente quebrando o silencio e olhei para Edward vendo um sorriso perfeito em seus lábios. — Mas ainda preciso falar com Carlisle.

– Ele não pode te proibir de ir.



~*~



– Você e Edward viajando sozinhos?

– E a Lindsey também. — Corrigi Carlisle pela milésima vez.

– Não acho uma boa ideia. — Ele voltou a falar.

– Carlisle... só tenho uma chance. Eu quero muito isso. É meu sonho representar nos Estados Unidos nas Olimpíadas de Inverno. — Falei baixo.

– Precisa falar com a Renée.

– Ela nem vai notar que não estarei em casa nos próximos dias. — Falei e Carlisle me olhou surpreso.

– Não fale assim, Isabella.

– Mas é a verdade... — Murmurei

– Renée gosta muito de você, ela só tem dificuldades de mostrar isso. — Ele falou se levantando. — Bom, vou fazer um lanche, quer?

– Não, obrigada. — Falei. — Precisa de ajuda?

– Acho que não dá tempo de você me ajuda, já que ainda tem que arrumar sua mala. — Ele falou sorrindo e caminhou para cozinha.

Fiquei ali sentado no sofá, sorrindo para o nada durante alguns minutos, até que a ficha caiu e subi as escadas apressadamente para começar a arrumar minha mala. Assim que terminei, fui tomar um banho para poder ir dormir. Logo que deitei na cama e puxei o edredom para me cobrir lembrei-me de minha infância, de quando me cobria com o cobertor em uma tentativa inútil de me proteger Dele. Inconscientemente minha mão desceu até a parte interna da minha coxa direita e pude sentir ali uma parte mais alta e lisa, era a cicatriz que me marcava e iria me marcar pelo resto da minha vida.

Só para ajudar não conseguir dormir.



A mala que iria levar já estava na sala e eu estava tomando café da manhã com Carlisle, que fez questão de acordar cedo, então ouço a campainha tocar. Nos levantamos e fui abrir a porta e Edward estava ali, estava ali por mim, estava ali porque ele gostava de mim....

– Bom dia. — Edward falou.

– Bom dia. — Eu e Carlisle falamos.

– Já está pronta?

– Sim, estou. — Falei e peguei minha mala.

– Pode deixar que eu levo. — Edward falou pegando a mala da minha mão. — Te espero no carro.

– Ah, Edward? — Carlisle o chamou. — Por favor cuide dela. — Ele pediu e Edward sorriu olhando para mim.

– Eu vou cuidar. — Ele afirmou e saiu caminhando até o carro.

– Tenha uma boa viagem e ganhe o primeiro lugar! — Ele falou e eu ri.

– Ok. Tchau. — Despedi-me com um rápido abraço e caminhei até Edward que me esperava com a porta do carro aberta.

E então quando entrei no carro pude ver Alice no banco traseiro.

– Bom dia! — Ela falou alegremente.

– Bom dia.

Logo Edward estava dirigindo em direção ao aeroporto. Olhei pela janela o céu ainda um pouco escuro por causa do horário, era mais ou menos cinco e quarenta da manhã.

– Eu queria poder ir. — Alice reclamou durante todo o caminho.

Quando chegamos ao aeroporto Edward pegou nossas malas e passou a chave do carro para Alice.

– Tome cuidado. — Ele falou ao entregar a chave.

– Pode deixar. — Ela falou. — Boa viagem.

Alice abraçou ele e depois me abraçou desejando-me sorte.

– Obrigada. — Agradeci.

– Tchauzinho. — Ela falou e entrou no carro dando partida.

– Vamos? — Edward falou caminhando para a entrada do aeroporto e eu o segui.

Havia poucas pessoas ali no amplo espaço repleto de assentos. E então vi Lindsey sentada em um deles. Caminhei até ela, que me cumprimentou com um abraço.

– Olá Edward. — Ela o cumprimento.

– Oi. — Ele respondeu sorrindo.

– Preparada? — Ela perguntou e balancei a cabeça confirmando. — Então vamos, já podemos embarcar.

– Ok.

Depois de passar por todas as coisas chatas de aeroporto entramos no avião e pude me sentar na poltrona confortável da primeira classe, com Edward ao meu lado, sentado do lado da janela. Lindsey sentou-se na poltrona da frente, ligando o computador logo depois.

– Nervosa? — Edward perguntou.

– Um pouco.

– Fique calma, vai dar tudo certo. — Ele falou e confiei em suas palavras.

Então foi anunciado que o avião decoraria e alguns minutos depois pude sentir a pressão em meus ouvidos enquanto subíamos.

– A vista é maravilhosa. — Edward falou.

– Não tenho coragem de olhar pela janela do avião. — Confessei.

– Sério? — Ele falou rindo.

– Sério.

Edward colocou uma mecha de meu cabelo, que estava em meu rosto, para atrás de minha orelha e acariciou minha bochecha.

– Parece cansada. — Ele falou.

– Não consegui dormir direito.

– Vem cá. — Ele disse baixo, passando o braço por minhas costas e pude encostar minha cabeça em seu ombro.

Sua mão acariciava de leve meu braço e então fechei os olhos.

– Faltam sete dias. — Ele sussurrou e a realidade veio a tona.

Respirei lentamente absorvendo tudo que estava acontecendo.

– Eu sei. — Falei e seu apertou mais ao meu redor.

Acho que acabei adormecendo.



– Bella. — Ouvi a voz grave e ao mesmo tempo suave de Edward.

– Sim? — Respondi ainda meio atordoada.

– Já vamos pousar. — Ele falou então me ajeitei na poltrona.

Havia dormido a viagem inteira. Estava muito cansada por causa da noite mal dormida e dos exames a vinha fazendo, que eram desgastantes.

Assim que saímos do avião foi estranho sentir o sol aquecendo minha pele, que não estava acostumada com o calor. Logo que saímos do LAX, o aeroporto de Los Angeles e um dos maiores que já tinha visto, Edward conseguiu um táxi.

– Para onde? — O motorista perguntou.

– Vocês decidem, podemos ir para um hotel ou para minha casa em Malibu. — Edward falou.

– Malibu?! — Lindsey falou surpresa. — Você tem uma casa em Malibu?! — Ela perguntou e Edward sorriu.

– E então? — Ele perguntou olhando para mim. Odiava quando eu tinha que decidir as coisa. Olhei para Lindsey e seus olhos praticamente gritavam: "Malibu! Malibu! Malibu! Malibu!"

– Vamos para sua casa então. — Falei e Edward passou o endereço para o motorista.

– Adoro Los Angeles. — Lindsey confessou enquanto olhava pela janela os vários prédios, as calçadas decoradas com coqueiros e árvores.

Vi ao lado esquerdo o mar extremamente azul, com uma areia que parecia refletir a luz solar. E então chegamos a uma mansão construída a beira do mar.

– Uau! — Lindsey exclamou.

– Chegamos. — Edward falou saindo do carro e abrindo a porta para mim e para minha treinadora.

Quando entramos me deparei com uma decoração maravilhosa, encantadora. Edward levou as malas para o segundo andar nos mostrando onde ficava os quarto e falando que poderíamos escolher qualquer um. E depois de uma pequena conversa decidimos que iríamos almoçar em um restaurante, já que eram quase meio-dia. Estávamos esperando a Lindsey, que tinha ido trocar de roupa por causa do calor que fazia em Los Angeles. Ali perto da piscina dava para ver o mar e sentir a brisa que as ondas produziam. Sem pensar tirei o fina camisa de manga comprida que estava usando em cima de uma blusa de manga curta, por causa do friozinho que estava fazendo em Forks e então ele viu o que eu não queria que visse.

– O que é isso? — Ele perguntou pegando meu braço.

– Nada. — Falei vestindo novamente a camisa.

– Bella. — Ele falou me impedindo de colocar e suspirei derrotada.

– São por causa dos exames. — Falei enquanto olhava meu braço que continha algumas manchas roxas por causa das agulhas.

Seus dedos contornaram cada mancha e me surpreendi quando ele se abaixou e beijou cada uma delas. Senti minha pele se arrepiar ao tocar de seus lábios, que foram subindo por meu braço, depositando um beijo em meu pescoço que me fez rir. Edward sorriu e me abraçou, então senti seu lábios nos meus, mas dessa vez me permiti ir até o fim. Senti sua língua tocar a minha e aquilo vez minhas pernas tremerem, mas então o ar nos faltou e tivemos que nos separarmos.

– Eu te amo. — Ele sussurrou em meu ouvido fazendo toda minha pele se arrepiar.

Apenas sorri ao ouvir aquilo.

– Estava procurando você. — Lindsey apareceu. — Essa casa é muito grande! — Ela disse e nos rimos. — Então já pediram um táxi?

– Não, meu carro está aqui. — Edward disse e não entendi.

– Seu carro? — Perguntei.

– Na verdade meu outro carro. — Ele explicou. — Vamos.

Descemos a escada até a garagem subterrânea e então vi uma BMW, um modelo esportivo. E em pouco tempo já estávamos em um restaurante.



~*~



– Bom, o competição começa as sete horas da noite, ainda temos em torno de seis horas para montar uma coreografia e conseguir fazer você decorá-la. — Lindsey falou enquanto saíamos do restaurante.

– Eu sei. — Falei e voltamos para casa.



Edward's POV


Estar com Bella era a melhor coisa que existia. Estava preocupado cirurgia que ela faria daqui a sete dias, então fiz algo que devia ter feito a muito tempo, mas que tinha medo do que poderia encontrar. Peguei meu notebook e abri a página do Google digitando o nome que não me saia da cabeça: Astrocitoma de baixo grau.


"Astrocitoma é um tumor que deriva dos astrócitos, células que tem função de sustentar e nutrir os neurônios. "

"Os sintomas dependem da localização do tumor, pois cada área do cérebro tem uma função diferente... Lobo temporal — problemas de coordenação, fala e memória."


Desliguei o notebook rapidamente, era melhor não ficar lendo aquilo, e fui pegar algo para beber, vi que elas ainda estavam sentadas na varanda que tinha a vista para o mar, Lindsey parecia dar instruções e Bella anotava tudo em um caderno. Ela estava com muito medo de não ser classificada, mas eu sei que ela será, pois não vou deixá-la perder essa competição.



Eram mais ou menos seis horas quando fui até meu quarto, tomei um banho e coloquei um roupa casual. Encontrei Bella já perto da escada, ela estava linda como sempre e carregava uma mochila.

– Está pronta? — Perguntei.

– Estou. — Ela respondeu confiante e gostei disso.

– Então vamos. — Falei e descemos as escadas encontrando Lindsey sentada no sofá.


O ginásio estava todo iluminado e assim que entramos no enorme corredor percebi que havia bastante pessoas ali.

– Vou confirmar sua presença e você vai se arrumar. — Lindsey falou.

– Ok. — Ela falou e olhou para mim. — Até mais.

– Até mais. — Respondi e vi as duas se distanciarem.

Agora só precisava acha quem comandava aquela competição. Entrei na platéia e vi um homem que estava dando instruções ao funcionários. O impressionante era que ele parecia muito familiar.

– Você é o...?

– Aro, sou o diretor e o principal júri. — Ele respondeu. — Por que?

– Olá, sou Edward Cullen Masen. — Falei e vi a surpresa em seus olhos. Era nessas horas que eu amava meu nome.

– Não acredito, o filho do Sr. Masen. — Ele falou e me lembrei.

Era ele que comandava e organizava os campeonatos de pólo, onde meu pai jogava. Lembro que meu pai pagava para ele fazer de seu time o campeão, então as coisas seriam bem mais fáceis que eu imaginava.

– Sinto muito o que aconteceu com seu pai. — Ele falou.

– Obrigado. — Falei. — Mas estou aqui para negócios.

– Tal pai, tal filho. O que acha de irmos para um lugar mais apropriado para esse tipo de assunto? — Ele falou e começou a caminhar.

Segui-o até uma sala onde o som de vozes e torcidas da platéia não entrava.

– Então quer dar uma ajudinha a uma das competidoras? — Ele falou sorrindo enquanto se sentava em uma poltrona.

Sentei-me em outra e confirmei o que ele perguntava.

– Isso mesmo. Quanto você quer para classificar uma patinadora?

Ele pensou durante alguns minutos.

– Me dê cem mil dólares e eu a classifico a deixando em primeiro lugar na prova de terça.

– Ótimo, posso passar o dinheiro em sua conta?

– Claro. — Ele falou se levantando e pegando um papel e uma caneta. — Como é o nome da competidora?

– Isabella Swan. — Falei.

– Já ouvi falar dela, é uma das apresentações mais esperadas pelo júri. — Ele falou enquanto anotava o nome de Bella em um papel e o número de sua conta em outro. — Acho que não será difícil classificá-la.

– Que bom. — Falei pegando o pequeno papel. — O dinheiro estará em sua conta amanha de manhã.

– Não vou me preocupar com isso, pois não tenho motivos para não confiar em um Masen.

– Até. — Falei já me dirigindo a porta.

– Até. — Ouvi-o falar.

Assim que sai da sala deparei-me com Lindsey me olhando com um olhar estranho.

– O que estava fazendo na sala do júri? — Ela perguntou.

– Falando com um velho amigo. — Respondi e guardei o papel no bolso de minha calça, mas Lindsey viu.

– Você não fez isso. — Ela falou.

– Ela só tem uma chance e esse é o sonho dela! — Exclamei.

– Ela nunca irá te perdoar por ter pagado para ela ganhar.

– Ela não precisa saber. — Falei. — Por favor não conte a ela.

– Não vou contar. Mas tenha em mente que um dia ela irá descobrir.

– Só estou realizando seus sonhos.

– Eu te admiro por isso, sei que ninguém faria isso por Isabella. — Ela falou. — Você deve gostar muito dela. Mas ela não irá aceitar isso, não irá aceitar o fato de que você sabotou a competição. — Ela fez uma pausa e então continuou. — Vim te buscar para ficar nos bastidores, vamos.

Ela caminhou na frente até entrarmos em um lugar cheio de câmera filmando e flashs de fotos, vi Bella sentada em um banco um pouco encolhido por causa do ar frio que vinha da pista. Ela estava maquiada, com o vestido marrom que já tinha visto e com os patins.

– Oi. — Falei me sentando ao seu lado.

– Oi. — Ela falou sorrindo.

Percebi que ela puxava e entortava seus dedos, talvez por causa do nervosismo. Então a competição começou, eram em torno de vinte e cinco patinadoras lutando para representar o estado de Washington, dez iriam ser classificadas para a prova de amanhã. Bella era a décima quarta competidora e parecia cada vez mais nervosa.

– Se acalma. — Falei. — E pare de ver as outras. — Levantei-me a levando para um lugar onde ela não podia ver a pista, nem o TV que transmitia a competição. — Vai dar tudo certo. — E a abracei, segurando suas mãos, percebendo como estavam geladas.

A décima terceira competido foi anunciada. Isabella parecia mais calma quando Lindsey veio chamá-la. Acompanhei-as até a entrada da pista, onde uma menina loira saia depois de se apresentar.

– Boa sorte. — A loira falou a Isabella que respondeu um "obrigada".

As notas da menina loira foram anunciadas e então Bella retirou os protetores das lâminas dos patins e pisou no gelo.

– Respira fundo. — Lindsey falou.

Isabella olhou para mim e sorri, antes dela deslizar pelo gelo com determinação.

– Agora na pista Isabella Swan, da cidade de Forks. — Uma voz anunciou.

Eu e Lindsey estávamos encostados na grade que circulava a pista e podíamos vê-la perfeitamente, até que ela parou no meio da pista já em posição, esperando a música começar.



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A melodia de uma musica clássica começou a tocar e ela começou sua apresentação. Estava tudo perfeito até que Isabella caiu em seu primeiro giro...


Notas finais
Obrigada por lerem!
Estou esperando os reviews, lembrem-se reviews = spoilers xD
Vou tentar postar o próximo capítulo no sábado (dia 17/12), ok?
Beijoss
P.S.: Quero agradecer as 70 leitoras que adicionaram Nunca Te Esquecerei as suas histórias favoritas, Muito Obrigada! *.*