Notas iniciais
Então, Bella e Edward vão ficar juntos? Isso depende do meu humor no dia que escrever o capítulo 65 kkkkkk Brincadeira... Não achem que vai demorar muito pois, provavelmente, postarei os capítulos 63 e 64 juntos, talvez daqui uma semana, duas no máximo ;D Boa leitura!!

Isabella’s POV

Mas uma vez encarei meu reflexo no vidro de uma das grandes portas do salão, vendo através dela a sacada decorada com rosas. Admirei a única mecha do meu cabelo que pendia na lateral do meu rosto, enquanto o resto estava preso em um perfeito coque e nesse momento vi a imagem de Alice se aproximar, então me virei sorrindo.

― Você me prometeu que iria se divertir ― ela me repreendeu, aproximando-se de meu ouvido por causa da música alta.

― Estou me divertindo ― avisei, percebendo que a música dançante tinha sido trocada por uma mais calma e reparei os vários casais que encheram a pista de dança.

― Está encarando seu reflexo a mais de meia hora ― falou e senti meu rosto esquentar. ― É meu aniversário, e quero que todos se divirtam, principalmente você.

― Não se preocupe, vou fazê-la se divertir um pouco ― não entendi o tremor que percorreu meu corpo quando ouvi aquela voz, mas posso afirmar que foi muito bom. ― Dança comigo, Isabella? ― perguntou, parando ao meu lado, estendendo a mão e notei o sorriso em seus lábios.

Inconscientemente assenti e segurei sua mão, deixando que ele me levasse até a pista de dança.

― Eu não sei dançar muito bem ― avisei quando ele ergueu o braço, girando-me, antes de me puxar para perto.

― Eu sei disso, mas isso nunca te impediu de dançar comigo ― explicou e sua mão levou a minha até seu ombro. ― Nem está tão mal ― falou quando acompanhei seus passos.

― Fiz algumas aulas com David ― informei e acabei sorrindo, talvez de nervosismo e senti meu rosto esquentar ao notar o jeito como ele me olhava.

― Fico feliz que tenha David, ele parece ser um bom irmão ― comentou.

― É bom ter alguém a mais, além de Carlisle, mas... ― deixei minha voz se perder, percebendo que ele havia me levado para longe de todos, no canto mais afastado da pista de dança.

― Mas? ― seus olhos me analisavam e encarei aquele par de esmeraldas.

― Mas nada parece certo.... Sempre falta algo.

― Como o que exatamente? ― ele me afastou, fazendo-me girar, para então me puxar para perto logo em seguida.

― Eu não sei. ― sorri ― Talvez seja só minha imaginação.

― Posso estar enganado, mas algo mudou nesses últimos dias ― Edward falou baixo.

― Como assim?

― Você tem olhado menos para suas mãos ― informou e acabei rindo.

― Tudo parece que estar se encaixando, ainda continua confuso, mas... ― tentei explicar.

― Mas faz sentido ― ele me ajudou.

― Faz sentido, mas ainda não parece certo ― olhei em seus olhos e vi ali a atenção que ele reservava a mim, além do jeito doce que retribuía meu olhar. ― Ver você novamente não foi como eu esperava que seria. Muita coisa aconteceu... e ainda está acontecendo.

― O que está acontecendo? ― perguntou e cogitei contar a ele sobre tudo, os sonhos, as visões e finalmente descobrir se eram lembranças, mas... fomos interrompidos.

― Desculpe ― reconheci a voz irritada de Thomas atrás de mim, sem nem precisar olhar ― Eu queria dançar com minha namorada.

Nesse momento as mãos de Edward me soltaram e seus olhos me encararam em questionamento, antes de encarar o rapaz um pouco mais baixo que ele.

― Ainda não nos conhecemos, sou Edward Masen ― apresentou-se estendendo a mão e vi os anos de diferença entre ele e Thomas.

Edward mantinha uma postura séria, o terno perfeitamente alinhado e o olhar imponente, deixava-o mais velho, um homem. Já aquele que possuía olhos de um verde escuro, um verde musgo, tinha os ombros caídos, não de tristeza, era um jeito “criança” de se impor, o qual combinava com sua calça jeans e seus all-stars.

― Thomas ― respondeu sem paciência, cumprimentando-o. ― São amigos?

Percebi o olhar pesado e vazio que Edward lançou para ele, logo em seguida levantando um pouco a cabeça, como se o rapaz não merecesse sua atenção.

― Sou primo de Alice e ex-marido de Isabella ― informou e vi a surpresa estampada no rosto de Thomas. ― Bom, vou deixar vocês aproveitarem a festa ― disse antes de sair, deixando-me ali totalmente paralisada.

― Ex-marido? Você já foi casada? ― indagou incrédulo e simplesmente não sabia o que dizer.

― É uma longa história ― murmurei, saindo da pista e caminhando rapidamente pelo salão, sabendo que ele estava logo atrás de mim.

― Isabella ― Thomas me chamou, segurando fortemente em meu braço.

― Vamos sair, então conversamos ― falei, vendo Edward de costas ao longe, conversando com Alice.

O rapaz que parecia muito nervoso me levou para fora do salão e paramos na entrada toda decorada e iluminada, onde não havia ninguém e a música soava baixa.

― Casada? ― indagou.

― Você nunca entenderia ― falei.

― Por que não tenta? ― ele perguntou.

― Eu tinha câncer, ― comecei ― um tumor na cabeça, então passei por uma cirurgia para removê-lo e algo deu errado, não sei bem... enfim, eu entrei em coma ― ele me encarava incrédulo. ― Acordei sem memoria, não me lembrava dele e então pedi o divorcio ― terminei o rápido resumo e ouvi sua risada, vendo seu rosto ficar avermelhado.

― Casada?! ― exclamou e olhei em volta, mas não havia ninguém ali. ― Eu investi dinheiro nisso, sabia? ― falou alto e tentei entender. ― Apostei nisso, apostei alto! Apostei que você era virgem.

O choque fez todo ar sair de meus pulmões, enquanto a voz de Emmett ecoava em minha mente, o que ele me disse quando discutimos: “Isabella, ele não se importa com você, é óbvio o que Thomas quer

― Mas ninguém precisa saber que não fui o primeiro ― afirmou, segurando em meu braço e arrastando-me para a grande porta do salão.

― Me solta!

― Você vai vir comigo ― falou apertando meu braço e puxando-me, fazendo com que eu tropeçasse nos degraus da entrada, mas alguém me segurou.

― Ela não vai a lugar nenhum ― a voz do meu irmão soou firme e ele soltou meu braço. ― Bella só sairá daqui se for comigo.

― Disse a Carlisle que levaria ela para casa.

― Não vou com você ― informei e seus olhos me encararam com raiva.

― O que está acontecendo? ― ouço a voz dura e alta que veio de dentro do salão e ao olhar para trás, vi ele se aproximar, com toda sua imponência e de repente me senti reconfortada, pois só a presença dele ali fazia com que eu me sentisse bem.

― Não é mais marido dela, então fique fora disso ― Thomas avisou, encarando-o.

― Não vamos começar a discutir aqui ― David tentou acalmar a situação.

― Vai embora, por favor, e amanhã nós conversamos.

― Só saio daqui com você.

― Não percebeu que isso não vai acontecer ― Edward se intrometeu.

― Olha, sei que é difícil aceitar... não posso fazer nada se está com dor de cotovelo, mas essa noite é meu nome que ela vai gemer e terá que aceit... ― Thomas não conseguiu terminar.

Tudo foi muito rápido, Edward passou por mim, segurando meu braço e puxando-me para trás, em um pedido para que eu me afastasse, como se estivesse me protegendo, então me apoiei em David, enquanto via de relance Edward avançar um passo, para atingir Thomas com um soco e vi o rapaz se segurar no corrimão da escada, enquanto tentava estancar o sangue de seu nariz e de repente tudo mudou.

O longo corredor se formou do nada, reparei nos armários e então percebi que estava no colégio em Forks. Analisei os alunos que passavam sem me notar, mas um rapaz moreno me encarou, com um sorriso debochado nos lábios e todos ali começaram a rir, formando uma roda ao meu redor.

― Nossa Isabella! ― o tal rapaz exclamou. ― Agora entendi porque vocês ficaram perdidos sozinhos na floresta. Entendi o que vocês ficaram fazendo ― tentei entender suas palavras e nesse momento ouvi os gemidos no alto falante da escola.

Ouvi meu nome e de Edward serem repetidos entre os gemidos e senti meus olhos se encherem de lágrimas. Aqueles gemidos, as lembranças vinham, trazendo vários sentimentos.

― Ei Jacob! ― ouvi uma voz conhecida e o rapaz se virou, levando um soco de Emmett.

Dei uns passos para trás e já me preparava para sair correndo dali, mas assim que me virei esbarrei em Edward, que me segurou para que eu não caísse.

― Não cansou de apanhar, não? ― ele se dirigiu ao Jacob.

Olhei para trás e vi o rapaz com o nariz sangrando, enquanto Emmett estava ajoelhado com uma expressão de dor.

― Não, não cansei. Vem me bater, eu vou acabar com você Cullen! ― ouvi ele ameaçar e percebi que o som havia parado.

― Edward! ― exclamei segurando seu braço e então tudo desapareceu.

Eu estava novamente nos degraus do salão de festa, encarando Thomas com o nariz sangrando enquanto segurava o braço de Edward. Parecia ter se passado vários minutos, mas não tinham se passado nem um segundo e eu me sentia exausta.

― Vamos acalmar aí ― Emmett apareceu, passando por mim e ficando entre os dois rapazes. ― Thomas, já chega, vai para casa.

Vi Thomas bufar, limpando o sangue de seu nariz, antes de ir embora e senti os dedos de Edward sobre os meus e só então percebi que eu ainda segurava fortemente o seu braço, amassando o tecido do seu terno.

― O que aconteceu? ― ouvi a voz assustada de Alice e finalmente soltei Edward, mas seus dedos seguraram minhas mãos, não permitindo que me separasse dele.

E de repente ele se aproximou, passando o braço ao redor de minha cintura, fazendo com que minha pele se arrepiasse e então percebi que ele estava me segurando, já que meu corpo fraquejava.

― Uma pequena discussão. Mas o que é uma festa sem uma confusão, não é mesmo? ― Emmett brincou.

― Isabella, tudo bem? ― meu irmão perguntou e tentei assentir, sabendo que devia me afastar de Edward, mas não consegui isso, ao contrário deixei que ele me sustentasse... deixei que ele apertasse ainda mais seu braço ao meu redor.

― Estou bem, só preciso... ir para casa ― falei.

― Eu te levo ― afirmou o rapaz que me segurava e encarei o par de esmeraldas, que eram seus olhos. ― Já estava indo.

Meu irmão me olhou em dúvida e assenti discretamente, em um modo de dizer que estava tudo bem Edward me levar.

― Certeza que está bem, você está mais pálida que o normal ― Alice avisou.

― Sim, estou. Só me assustei.

― Aqui ― Emmett entregou a chave de seu carro. ― Vou com David, depois ― informou.

O estacionamento estava silencioso, totalmente imerso na solidão da madrugada fria, a única coisa que podia ouvir eram os passos de Edward logo atrás de mim e de repente me irritei ao tentar andar sobre as pequenas pedras no chão, com aquele salto que Alice me forçara a colocar. Estava nervosa com Thomas, por todo aquela confusão, cansada, sentindo como se minha cabeça fosse explodir a qualquer momento e mal conseguia sustentar meu corpo, então me abaixei e tirei aqueles saltos, ouvindo a baixa risada do rapaz que me seguia.

― Vai andar descalça aqui? ― perguntou, parando ao meu lado, enquanto eu tentava segurar a saia do meu vestido para que não arrastasse nas pedrinhas.

― Vou, algum problema? Não estou aguentando mais esses sapatos ― reclamei e vi seu sorriso.

― Certas coisas não mudam ― sua voz soou baixa e senti meu coração disparar quando Edward me ergueu do chão com facilidade, passando um braço em minha cintura e o outro atrás de meus joelhos.

― O que está fazendo?!

― Não quero que machuque os pés ― respondeu e por reflexo passei o braço ao redor do seu pescoço, para não cair, e meus olhos acabaram encontrando os seus.

Daquele jeito eu ficava da sua altura, meu rosto frente a frente com o seu e de repente meu corpo estremeceu quando Edward me apertou contra si, começando a caminhar. Seus olhos desviaram dos meus, encarando o caminho a frente e notei a curva perfeita de seu pescoço, querendo tocá-lo e sentir a textura de sua pele, mas me contive, concentrando em sua respiração calma, tranquila como a expressão de seu rosto.

― Me desculpe ― pediu assim que nos aproximamos do carro. ― Não devia ter dito aquilo, devia ter imaginado que Thomas não sabia. Não sei porque eu...

― Tudo bem ― interrompi enquanto ele soltava minhas pernas lentamente, colocando-me no chão com cuidado e tentando sorrir, o que não foi tão difícil.

Na verdade, surpreendi-me com a facilidade que o sorriso tomou conta de meus lábios quando o vi abrir a porta para mim e então entrei no carro, sabendo que por algum motivo eu havia gostado de tudo aquilo. De como ele agiu, não deixando que Thomas falasse... aquilo de mim, e de como agora estava ali com ele.

Vi Edward se sentar ao meu lado e dar a partida, logo dirigindo pela cidade que nunca dorme e percebi que finalmente meus batimentos tinham se normalizado e minhas mãos pararam de tremer, enquanto segurava o blazer que ele tirou assim que percebeu que eu me encolhi no banco, colocando-o ao meu redor, inebriando-me com o seu perfume, o aroma que parecia me reconfortar.

Olhei o jeito despreocupado de suas mãos segurando o volante e mais uma vez analisei o M gravado no anel, em seu dedo anelar da mão direita, sem entender a aflição que tomava meu corpo, a vontade de sentir ele me segurar novamente.

― Te ver depois de todo esse tempo, também não foi como pensei que seria. ― Edward quebrou o silencio, retomando o assunto de quando dançávamos e fitei o perfil de seu rosto, agora inexpressivo, enquanto ele encarava a rua. ― Percebi que superei muitas coisas.

― Com certeza não é o mesmo de quando partiu ― falei e seus olhos encontraram os meus por um breve segundo, e novamente, assim como no dia que nos reencontramos, ele virou o rosto fechando os olhos em um sinal de dor ou seria um olhar de quem ganhou uma batalha, mas não gostou do resultado?

― Estamos mesmo falando disso? ― perguntou sorrindo.

― Acho que sim ― respondi, encarando-o, mas ele não me dirigiu o olhar. ― Eu não queria ter te afastado de todos, não queria ter feito você sofrer, ― murmurei ― sinto mui...

― Eu estou bem ― afirmou, interrompendo-me.

― Fico feliz por isso ― falei, admirando a paisagem pela janela e o silêncio voltou a se formar no carro.

Edward abriu a porta da casa e entrei, parando no meio da sala, tirando seu paletó de meus ombros e virei-me encarando sua postura tensa, vendo-o fechar a porta e encostar-se nela, enquanto seus olhos fitavam o chão.

― Meu voo sai... daqui a pouco ― informou com um sorriso estranho nos lábios. ― Assim que amanhecer, então acho melhor nos despedirmos, pois provavelmente você estará dormindo quando eu sair.

Reparei seus olhos encarando minha boca e percebi que eu mordia meu lábio inferior, então respirei fundo e aproximei-me entregando seu paletó, mas não o soltei quando Edward segurou o tecido escuro. Apenas olhei seus dedos que tocaram os meus e sem que pudesse me conter segurei sua camisa, escondendo o rosto em seu ombro, sentindo minha pele se arrepiar quando seus braços me envolveram, puxando-me para mais perto. Seu abraço era bem mais que reconfortante, era acolhedor... como se fosse minha casa e finalmente senti como se tudo fizesse sentido. Eu estava no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa.

Mas então de repente me vi caminhando em direção a porta que parecia estar mais longe que o normal, porém alguém me segurou e ao olhar para trás encarei aquele par de esmeraldas e sorri.

― Edward, o que está fazendo? ― indaguei e ele me puxou para bem perto de seu corpo, enquanto sua mão, que contornava perfeitamente meu pulso fino, começou a apertá-lo. ― Está me machucando ― murmurei e ele se aproximou mais, até que seu rosto ficasse a centímetros do meu.

― Essa é a sua escolha? ― questionou e ouvi sua voz ecoar na sala, fazendo meu coração disparar com o susto ao ver aquela escuridão em seus olhos, a raiva. ― E eu, onde fico nisso tudo?

― Edward me solta! ― pedi. ― Por favor ― implorei e eu o empurrei.

Encarei assustava o rapaz, que parecia confuso, a minha frente. Então percebi que nada tinha acontecido, mas aquilo me fez temer Edward. Talvez aquele medo que sentia, não fosse irracional e se ele já... eu não sei.

― Isabella? ― ouvi sua voz e arrisquei-me a encarar o seus olhos uma última vez.

― Boa viagem Edward ― falei com a voz trêmula, o medo me consumindo enquanto caminhava até a escada e subia os degraus o mais rápido possível, sem olhar para trás.

Notas finais
Reviews... recomendações... Até mais Beijoss