Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
2 Sentimentos
EDWARD'S POV
Acordei e a Angela estava dormindo com a mão entrelaçada a minha. O interior de suas coxas estavam com um pouco de sangue.
— Mais uma virgem para minha lista. — Falei para mim mesmo, enquanto me levantava e soltava minha mão da dela.
Fui tomar um banho e quando menos espero sinto mãos em minhas costas, me viro e me deparo com a Angela.
— Bom dia. — Ela disse e me beijou, retribui seu beijo. Mas não queria ela ali. Não via a hora de me livrar dela.
— Bom dia. — Falei.
Terminei rapidamente meu banho e sai, mas ela tentou me segurar.
— Já vai sair? — Ela disse com uma voz manhosa.
— Já.
Coloquei uma roupa e logo ela saiu do banho, e vestiu-se.
— Vamos, vou levá-la para casa.
— Ok. — Ela murmurou.
Levei-a na casa dela, e deixei bem claro que foi só uma noite e nada mais. Na volta para casa fiquei pensando no que faria da minha vida. Não posso simplesmente viver do dinheiro de meu pai.
Chegando em casa, tirei os lençóis da cama, colocando-os para lavar, e coloquei outros limpos. Me deitei, estava cansado.
— Edward. — Ouvi alguém me chamando, a voz parecia vim de longe. — Filho.
Abri meus olhos e vi minha mãe. Acho que acabei adormecendo.
— Mãe.
— Oi! Boa tarde, dorminhoco. — Ela falou e eu ri.
— Que horas chegou? — Disse me sentando na cama.
— A pouco tempo. Vou almoçar agora, não quer vir? Pelo jeito você não almoçou.
— É. — Disse me levantando.
Almoçamos e minha mãe acabou me dando uma notícia que me fez paralisar. Ela e meu pai haviam se divorciado. Fui para meu quarto e fiquei lá o resto do sábado. Recebi um monte de ligações da Alice, com certeza para perguntar o porque de minha demora para chegar na festa, não atendi nenhuma. Não estava em clima de festa.
BELLA'S POV
Precisava tomar um banho e ir dormir, pois amanhã tem aula. Entrei em baixo do chuveiro e como sempre pedi para que a água levasse com ela todas as minha lembranças. Olho para minha perna, a parte interna da minha coxa direita, e vejo minha cicatriz. Aquilo me trazia tantas lembranças ruins, sinto uma lágrima escorrer por meu rosto, me encosto na parede enquanto lembro das coisas por qual passei.
" — Parabéns! — Minha mãe disse, e me ajudou a apagar a vela do bolo." Estava fazendo 9 anos. Me lembro perfeitamente daquele dia. Foi uma pequena festa, com algumas amigas minhas.
Metade naquele dia foi maravilhoso, mas as horas restantes foram as piores de minha vida.
Lembro que eram umas 7 horas da noite quando minha mãe precisou ir para o hospital, ela era médica e havia uma emergência. Implorei para ela não me deixar, mas ela foi, me deixando com ele. Ela sabia o que aconteceria, ela sabia o que ele fazia comigo, mas não admitia, pois não queria que ele a deixasse. Era sempre a mesma coisa quando eu ficava sozinha com ele, mas aquele dia não foi igual aos outros, aquele dia foi pior.
" — Onde você vai? — Pergunto quando vejo ele se levantar, e não recebo nenhuma resposta."
Lembro de quando ele voltou depois de alguns minutos com um ferro cilíndrico, mais ou menos da grossura de um dedo. Ele pegou no meu braço e me levou até o quarto.
" — Não por favor! — Eu imploro, enquanto não paro de chorar.
— Cala a boca! — Ele fala enquanto desabotoa sua calça."
Medo era o que não me faltava naquele dia. Até agora, só de lembrar, já começo a tremer de medo. Sinto mais e mais lagrimas rolarem por meu rosto, minha respiração já descompassada, quando lembro da dor.
" Ele tira minha roupa, e amarra minhas mãos. Eu já não consigo respirar direito, de tanto que choro. Ele tira minha calçinha e começa a lamber minha intimidade, tento empurrá-lo com minhas pernas mas ele está segurando-as com força.
- AAAAAHHHH!!!! — Começo a gritar.
— Você vai gritar? — Ela pergunta em meio ao meus gritos.
Não paro de gritar, então ele pega o ferro e sai do quarto. Respiro aliviada, talvez ele não volte. Fecho meus olhos e quando menos espero ouço a porta abrindo.
Ele se aproxima e encosta o ferro em meu pé. Grito quando sinto aquilo me queimando. Então levo um tapa no rosto.
— Se continuar gritando eu vou te queimar mais ainda.
Paro de gritar e ele continua me lambendo, me tocando com suas mãos ásperas. Ele se deita em cima de mim e então sinto algo entrando em mim, me rasgando, uma dor insuportável. Sem querer acabo gritando, queria que tudo aquilo parasse.
— Para!! Ahhh! — Falo e levo outro tapa.
Ele sai de cima de mim, mas a dor continua. Vejo-o pegando o ferro, que estava no chão, ainda com a ponta vermelha, por estar quente. Ele segura minha perna direita e queima a parte interna da minha coxa.
— AAAAHHHHHHHH!!!!! — Grito enquanto vejo o ferro entrar em minha pele. Recebo outro tapa e vejo tudo escurecer."
Desligo o chuveiro e coloco meu pijama rapidamente. Deito em minha cama e me cubro com uma coberta, estava frio.
Fico imaginando o que seria de mim se não tivesse conhecido a Victoria. Ela era nossa vizinha, e foi ela que entrou na nossa casa naquele dia. Assim que ele abriu a porta ela tacou uma garrafa de vidro na cabeça dele. A única coisa que lembro é de acordar no hospital, com a Victoria ao meu lado.
" — Oi, minha querida. Como está?
— B-Bem. — Minha voz falhou.
— Eu entrei em contato com sua tia, Renée, que mora em Forks. E agora ela está cuidando das coisas, para que você possa ir morar com ela. — Ela falou e eu não disse nada apenas assenti. "
E assim eu vim morar com minha tia.
* * *
Acordei eram 6:00 da manhã. Tomei meu banho, preparei meu café e logo sai para ir a escola.
A aula passou rapidamente e logo o sinal do almoço tocou e eu comprei algo para beber, não queria comer nada. Me sentei em uma das mesas afastadas, peguei um livro e comecei a ler. O resto da aula passou rapidamente e dei graças a Deus quando o ultimo sinal tocou. Caminhei até o ginásio, e tive que patinar sozinha. Lindsey estava doente. Comecei a treinar uma de minhas coreografia.
Quando se esta patinando a hora passa muito rápido. Tenho mais 15 minutos, então resolvi tentar o salto triplo que tinha conseguido fazer na semana passada. E como antes, consegui realizar com perfeição, dava tempo de repetir mais uma vez. Mas então no segundo salto eu errei e acabei caindo e batendo a cabeça no gelo. Minha cabeça começou a doer e tudo começou a rodar, senti uma fraqueza estranha, tentei me levantar, mas isso só fez com que eu caísse novamente.
Fale com o autor