Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
35 Segredos
Notas iniciais
Quero agradecer aos reviews e espero que gostem do capítulo!
Desculpe se tiver algum erro...
Edward's POV
Estávamos deitados no sofá, a TV ligada, mas nenhum de nós assistíamos. Percebi que Bella analisava o novo anel em sua mão.
- Eu não posso aceitar tudo isso. — ela falou. — A pulseira, a coroa e esse anel. Tenho certeza que não foram baratos.
- Bella...
- Não pode ficar gastando tanto dinheiro assim. — me interrompeu e percebi que ela começou a abrir o fecho da pulseira em seu punho.
- Bella, são presentes. — falei, impedindo-a de tirar a pulseira. — Não se pode recusar presentes. — Afirmei, me aproximando e juntando nossos lábios em um beijo quase urgente, recordando de sua resposta.
- Para de ser boba. — sussurrei quebrando o beijo. — Você vai perceber que o dinheiro não esta na minha lista de problemas, Isabella.
- Ok. — respondeu. — E acho que começarei a perceber isso logo. — falou olha do novamente para o anel em sua mão direita.
- Que seja o mais logo possível. — falei e ela sorriu. — Eu te amo. — falei baixo antes de beijá-la novamente.
Flashback ON
"- Do que está falando? — ela indagou.
- Estou falando do fato de te querer ao meu lado todos os dias, de poder ouvir sua voz quando acordar, de poder te fazer feliz em cada minuto, em realizar cada sonho seu... — confessei, falando a pura verdade e peguei a caixinha de veludo preto, ajoelhando-me. — Isabella Swan, você aceita se casar comigo?
E não acreditei ao ouvir o "Sim" baixinho saindo de seus lábios.
- Sim, eu aceito. — ela repetiu um pouco mais alto e nesse momento senti como se nada existisse... apenas ela.
Ela era tudo em meu mundo."
Flashback OFF
Passamos um tempo conversando, Bella mantinha a cabeça apoiada em meu peito e minha mão acariciava suas costas suavemente, enquanto falávamos de como contaríamos sobre o casamento para Carlisle. Acabamos decidindo por esperar e ir falando aos poucos, inclusive para minha mãe. Mas então quando percebi Bella havia adormecido, agora ela estava em um sono leve e suave. Sua mão se mantinha entrelaçada a minha, fazendo-me sentir vivo, como sempre quando estava ao lado dela. Olhei no relógio e eram oito horas da noite. Bella precisava jantar, mas não teria coragem de acordá-la. Então me levantei devagar e passei o braço sob seus joelhos e suas costas, erguendo-a facilmente. Senti os braços de Isabella ao redor de meu pescoço e seu cabeça apoiada em meu ombro, pude sentir sua respiração em minha pele enquanto subia as escadas. Entrei em meu quarto e coloquei-a cuidadosamente sobre a cama, puxando o edredom sobre seu corpo.
Sai do quarto e desci as escadas pegando suas sapatilhas, colocando-as ao lado da cama. Peguei meu notebook e fui para a sala, abrindo o e-mail que Emily havia mandado, explicando como funciona algumas coisa na empresa.
Acordei, percebendo que havia dormido no sofá, com o notebook ligado. Levantei-me e olhei no relógio, que marcava sete horas, com certeza Isabella ainda estava dormindo.
Fui até meu quarto e peguei uma roupa, indo tomar banho no quarto de hospedes.
Bella's POV
Sentia-me tão bem, que tinha medo de abrir os olhos. Com certeza ali não era minha cama, mas era bem melhor, havia ali um perfume tão bom, que me lembrava a alguém, o qual no me vinha a mente agora. Era um perfume doce, mas nem tanto... era na verdade viciante. Rolei no lençol macio e puxei o travesseiro que tinha aquele perfume inebriante. Foi então que a as lembranças da noite passada me vieram a mente e abri os olhos subitamente encarando o anel, com o cristal cor de rosa.
- Aí, meu Deus! — exclamei baixo. — Eu vou me casar!
Sorri como uma boba, me dando conta aos poucos que estava no quarto de Edward, em sua cama. O perfume maravilhoso era o cheiro dele nos travesseiro.
Olhei ao redor, percebendo que seu quarto estava diferente, não eram os moveis dos quais lembrava. Levantei-me e coloquei minha sapatilhas que estavam ali perto, caminhei até o banheiro a lavei meu rosto, logo depois saindo do quarto e caminhando pela casa. Desci as escadas, passando pela sala e entrando na copa.
- Bom dia.
- Bom dia. — respondi, analisando a mesa perfeitamente arrumada para o café, só depois fitei aqueles olhos verdes e sorri como uma boba, caminhando até ele e abraçando-o.
- Dormiu bem? — perguntou baixo, próximo a meu ouvido.
- Dormi, sim. — sussurrei.
~*~
Era segunda-feira, Carlisle já havia chegado e eu ainda estava tentando pensar em um jeito de contar a ele sobre o casamento.
Eram dez horas da manha e estava sozinha em casa, então deitei no sofá e fechei os olhos tentando pensar e organizar tudo que estava acontecendo.
“- Isabella, você é a filha mais perfeita desse mundo. — Ele sussurrou em meu ouvido, enquanto suas mão passavam pelo meu corpo de criança, pelos meus seios ainda nem formados completamente.
- Me solta. — pedi.
- Apenas quando você me der o que eu quero. — ele falou, tirando minha calçinha.”
Levantei assustada e sentei-me no sofá, minha respiração descompassada. Será que nunca esqueceria isso... Será que nunca esqueceria dele?!
Fui até a cozinha e peguei um copo de água tentando me acalmar, voltando para a sala logo depois. Sentei-me no sofá e por um longo tempo fiquei encarando o nada. Resolvi ligar a TV e tentar esquecer aquilo. Estava passando o jornal e de repente começaram a falar da Mirai Nagasu:
"Até agora há poucas informações sobre a recuperação de Mirai Nagasu, parece que a patinadora sofreu uma fratura no pé direito e leves arranhões. Com isso, infelizmente, Nagasu não poderá participar das olimpíadas. A única informação que temos é que o congresso estadunidense de esportes já começaram a escolha de quem a substituirá."
- Isabella, não acredito nisso. — Lindsey atendeu o celular.
- Você está assistindo o jornal? — perguntei.
- Estou, e o organizador do Congresso acabou de ligar. — falou. — Eles farão um teste entre você e a Sarah Hughes. — ela informou e comecei a rir, simplesmente ri, não acreditando no que estava acontecendo.
...
- Vou a Nova Iorque no próximo final de semana. — falei para Alice na terça-feira.
- Eu vou junto. — ela anunciou, sentando-se no sofá.
- Você não acabou de falar que tem várias provas esse mês?! — perguntei, sentando-me ao seu lado.
- Eu posso fazer no próximo mês... — ela falou balançando a mão com desdém. — Fique tranquila. Como será a competição?
- Na verdade, será como um teste em estilo livre. Já que os jurados acham que eu e a Hughes temos potencial para competir nas Olimpíadas. Então faremos uma pequena apresentação para eles.
- Que roupa você vai usar? — Alice perguntou.
- A mesma que usei nas Regionais.
- O que?! — exclamou.
- Não tem tempo para fazer uma roupa e não tenho nenhuma sobrando.
- Eu acho que tenho um vestido que da para você usar. — ela falou pensativa. — Vem. — Alice me puxou.
- Vamos a onde?
- Para minha casa. — respondeu sorrindo.
Chegando a casa de Alice, ela começou a revirar seu guarda-roupa.
- Sei que está aqui. — ele falou. — É um vestido que usei na peça de teatro para a escola, já faz algum tempo, mas você magra então acho que vai servir.
Depois de muito procurar, ela achou um vestido azul escuro de mangas compridas, o qual me serviu perfeitamente.
~*~
A semana se passou e Lindsey montou minha coreografia, algo simples e ao mesmo tempo profissional. E quando menos percebi a quarta-feira já havia chegado e daqui a dois dias, estaria indo para Nova Iorque.
Ainda não tínhamos falado sobre o casamento para ninguém, sinceramente, não tinha medo disso, pois sabia que ninguém colocaria obstáculos em nosso caminho e era isso que me dava medo: o "nosso caminho", medo dele ser curto. Ali deitada na cama, enquanto pensava em meu futuro com o Edward, senti o leve peso em meu dedo e levantei minha mão, admirando o anel com o cristal rosa e senti uma dor aguda no peito. Levantei-me, mas sentei novamente ao sentir uma tontura horrível e decidi deitar-me novamente. Encostei-me no travesseiro e fechei os olhos, sentindo como se a cama estivesse boiando na água, sentia perfeitamente o movimento da água me causando náuseas, enquanto uma sensação de fraqueza me dominava e imediatamente me lembrei que não havia tomado meus remédios hoje.
Não sei exatamente quantos minutos fiquei ali, mas a única coisa que sei é que uma felicidade imensa me invadiu quando ouvi passos no corredor e de alguma forma inexplicável eu já sabia que era ele. Então abri os olhos vendo-o espiar dentro de meu quarto.
- Oi. — falei e ele sorriu entrando em meu quarto e aproximando-se.
- Oi. — falou e abaixou-se ao lado da cama. — Eu te acordei, meu amor? — perguntou acariciando de leve meu rosto.
- Não, não estava dormindo... apenas descansando.
- Você está bem? — indagou, com seu jeito preocupado como sempre e senti sua mão sobre a minha.
- Estou. — afirmei e seu olhar me pediu sinceridade. — Só senti um pouco de tontura. Pode pegar um copo de água para mim? — pedi.
- Claro, já volto. — respondeu.
Levantei-me assim que ele saiu de meu quarto e fui até meu guarda-roupas para pega meu remédio. Não queria que ele visse os vários vidrinhos cheios de comprimidos. Peguei o que deveria tomar, coloquei-o rapidamente na boca assim que ouvi os passos de Edward e fechei a porta do guarda-roupa.
- Aqui. — ele me entregou o copo.
- Obrigada. — agradeci, sentando-me na cama e tomando o comprimido.
- Certeza que está bem? — ele perguntou, abaixando-se a minha frente.
- Estou sim. Pare de se preocupar! Vai acabar envelhecendo mais rápido. — informei e ele riu. — Estou falando sério.
- Ok. — falou ainda sorrindo aquele sorriso maravilhoso, o qual era exclusivamente dele e de mais ninguém.
- O que acha de prepararmos um pouco de chocolate quente e assistirmos um filme? — perguntei e ele continuou a sorrir, enquanto se levantava e estendia a mão para mim.
Sentamos no sofá com um cobertor e ligamos a TV, não havia nada de interessante passando, até que Edward colocou um filme qualquer. Encostei minha cabeça em seu ombro e encarei a televisão sem realmente assistir e Edward acabou notando isso.
- Está muito pensativa. Me parece distante... algum motivo? — perguntou de repente, quebrando o silêncio.
- Pensamentos pessimistas, você não vai gostar de saber. — respondi baixo.
- Por que é tão pessimista? — indagou.
- Talvez porque a realidade é a personificação do pessimismo.
- Nem sempre. — ele falou, todo compreensivo. — Um exemplo disso é nosso casamento.
- Tem razão, mas até isso tem seu ponto negativo. — afirmei, com a cabeça ainda apoiada em seu ombro, sem olhar em seu rosto.
- Qual? — indagou.
- Tem ponto mais negativo que o fato de eu não ter tempo. — murmurei. — Nós não temos tempo.
- Tempo... — ele murmurou pensativo e afastei-me, para olhar em seus olhos.
- Devia pensar e analisar bem o que está acontecendo. — falei. — Vamos nos casar... tem noção do que é um casamento? — falei um pouco irônica.
- É o "Para Sempre" das histórias. — respondeu baixo, olhando para nossos dedos entrelaçados.
- Como assim? — perguntei sem entender.
- Você mesmo disse que não temos tempo. — falou, fitando meu olhos. — Não temos tempo para seguir as regras, de fazer tudo certo... namorar, noivar, fazer uma faculdade, se casar. Então vamos simplesmente pular tudo isso e começar pelo "Para Sempre". — explicou e acabei sorrindo.
- Para Sempre curto, não acha? — indaguei e uma lágrima traidora caiu de meu olho. — Meses...
- Mas vamos transformar esses meses em anos e aproveitar cada segundo. — falou e minha resposta foi um beijo, o qual foi muito bem recebido. — Eu te amo. — sussurrou, afastando um pouco nossos lábios.
Simplesmente me joguei em seus braços, enlaçando seu pescoço e abraçando-o, sentindo seu corpo quente no meu, sua boca roçando de leve em meu pescoço, suas mãos em minhas costas, seu jeito protetor... E acho que nesse momento percebi que não só o amava, era bem mais que isso... era algo... bem maior.
- O que acha de contarmos a Carlisle hoje? — perguntou e afastei-me, encarando-o.
- O que?! — surpreendi-me com suas palavras.
- Não da mais para esperar, Bella. Os dias passam rápidos e logo mas uma semana se foi...
- Tem razão. — acabei por concordar, interrompendo-o.
...
Carlisle chegou eram quase sete horas. Eu e Edward estávamos sentados a mesa, esperando ansiosos sua chegada.
- Isabella? — ele me chamou.
- Estou aqui. — falei alto.
- Oi. — ele pareceu surpreso ao ver eu e Edward ali sentados.
- Oi. — falei. — Nós estávamos te esperamos. Precisamos conversar. — avisei-o.
- Aconteceu alguma coisa? — Carlisle perguntou, sentando-se a nossa frente então Edward começou a falar.
- Não só queríamos falar sobre uma decisão. — Edward começou.
- Pode falar.
- Em primeiro lugar queria pedir a mão de Isabella em casamento...
Nem ouvi direitos as palavras de Edward, apenas pensava no que diria se Carlisle proibisse isso. Talvez ele aceitasse, mas ainda existia a possibilidade dele não aceitar e tinha medo disso. Mas como tudo parece conspirar contra mim, assim que Edward falou em casamento Carlisle se levantou e seu tom não era de quem pareceu aceitar a ideia.
- Vocês estão loucos! — ele exclamou. — Casamento?
Permaneci estática, ainda assustada com o tom que meu tio usara. Edward vendo isso, tentou acalmá-lo.
- Carlisle, só estamos pensando. Não é nada concreto. — ele tentou aliviar as coisas.
- Edward, sabe quando anos Isabella tem?! — ele falou, ainda alto.
- Eu sei, Carlisle. — Edward falou, sem alterar sua voz calma.
- Dezesseis! Apenas dezesseis anos. Mal saiu dos quinze! — exclamou.
- Na verdade já sai dos quinze. — afirmei saindo da minha paralisia momentânea e levantei-me. — Tanto que já vou fazer dezessete e talvez não chegue aos dezoito. — relembrei meu tio, do cruel mundo em que vivia. — Meu maior sonho, desde que cheguei a Forks, é me casar na capela da cidade e Edward só está tentando realizar esse sonho.
- Isab... — ele começou a falar.
- Mas você tem razão. — o interrompi antes que pudesse dizer algo e comecei a sentir meus olhos arderem. — Onde estávamos com a cabeça quando pensamos em casamento. — falei, tirando o anel de meu dedo e admirando-o uma última vez.
- Isabella. — Carlisle me chamou e voltei a olhá-lo. — Sinto muito, eu agi e falei sem pensar... Sei que vocês não tem...
- Tempo. — completei, quando percebi que ele tinha dificuldade em dizer. — Não temos tempo. — falei e não contive as lágrimas.
Então senti Carlisle me abraçar, fazendo que o medo que invadiu meu corpo por alguns instantes fosse embora.
- Por favor, não chore. — ele pediu, se afastando e vi um sorriso iluminar o rosto de meu tio. — Bom, espero que já tenham pensado na data da festa! — falou sorrindo e voltei a abraçá-lo.
- Obrigada! — falei baixo. — Não sabe como isso é importante para mim.
E logo depois vi Carlisle abraçando Edward, enquanto tentava limpar as lágrimas que teimavam em cair de meus olhos.
- Só não me chame de "sogrão". — ele falou e nós rimos.
Edward's POV
"Tudo está dando certo." Pensava comigo mesmo, enquanto entrava na escola na sexta-feira. Minha mãe adorou a notícia do casamento e já preparava um jantar de noivado.
- Fala mano. — Emmett apareceu ao meu lado.
- Bom dia, Emmett. — falei.
- Humm... alguém está de bom humor hoje! — ele falou sorrindo.
- É estou. — concordei.
- Será que tem haver com algum futuro casamento? — perguntou e parei de andar de repente ao lembrar que Emmett ainda não sabia disso.
- Como ficou sabendo? — indaguei.
- As noticias correm... — falou, começando a andar e me deixando para trás. — Sabe que sua mãe nunca conseguiria guardar uma notícia dessa por muito tempo.
- É eu sei. — falei e o sinal tocou.
- Então, vai rolar uma festa em Port Angeles e a Isabella está longe mesmo...
- Não, obrigado.
- Já esperava essa resposta. — ele falou revirando os olhos.
Tinha várias provas para fazer hoje, mas não consegui me concentrar, pensando em Isabella. Ela embarcaria a uma hora da tarde, indo para Nova Iorque, já que o teste aconteceria amanhã.
Cheguei em casa e fui direto para o computador, precisava terminar um trabalho para amanhã. Mas a ansiedade me dominava, na que Bella falou que ligava e até agora nada. Acabei pegando meu celular e discando seu numero. Chamou algumas vezes, ela atendeu e tive a impressão de que Isabella nem sabia que era eu.
- Oi! — ela atendeu e posso jurar que ela estava sorrindo. — Desculpe não ter ligado.
- Tudo bem. — falei. — Como foi a viagem?
- Foi muito bem, com a Alice falando a cada segundo, depois que contei a ela sobre o nosso casamento. — falou e acabei rindo. — Ela quer me levar em uma loja para já escolher o vestido.
- Nesse ponto ela tem razão. — falei. — Precisamos cuidar logo da festa, vestido e tudo mais.
- Eu sei. — concordou.
Ficamos conversando sobre o casamento e sua competição por algum tempo, enquanto analisava sua voz e notava um vazio ali, uma tristeza, como aquela que sempre via em seus olhos castanhos como o chocolate.
...
- E então, já decidiram a data? — minha mãe perguntou enquanto jantávamos.
- Vamos ver isso quando Isabella voltar. — afirmei. — Mas o quanto antes melhor. — falei baixo.
- Concordo. — ela sorriu, disfarçando o assunto real. — Não vejo a hora de ver você lá no altar. — falou e acabei rindo. — Meu filho vai casar, dá para acreditar?!
- Não, não dá. — falei sorrindo.
~*~
Eram mais de oito horas quando subi as escadas em direção a meu quarto, tomei um banho, colocando um roupa confortável e me joguei na cama, pegando meu notebook. Olhei meus e-mails e vi a Isabella estava online.
Ainda não foi dormir, meu amor. — digitei, já que em Nova Iorque já eram mais de onze da noite.
Ainda não, é que não consigo para de pensar em você, minha paixão. Queria você aqui, abraçado comigo. — li aquelas palavras e tive a certeza que não era Isabella.
Alice, por que não usa o seu notebook? — respondi.
Como sabe que sou eu?!!!! — ela digitou, indignada.
Simplesmente sei. Onde está a Isabella?
Tomando banho. E ai não tem nenhuma festa para ir hoje? É sexta-feira.
Não... nenhuma festa.
Nunca pensei que viveria para ver a decadência de Edward Masen!
Não é decadência, apenas mudei de vida.
Mas devia ir em alguma festa, distrair a cabeça... A Isa está aqui. Tchau, Ed!
Tchau.
Decadência de Edward Masen? — Isabella indagou.
Só na cabeça da Alice.
Mas ela está certa. Devia ir a uma festa, divertir-se, teve várias provas essa semana. — não acreditei que estava lendo aquilo.
Prefiro ficar em casa. — escrevi e mudei de assunto. — Vocês não deviam estar dormindo, já é quase meia-noite, tem que descansar para o teste amanhã.
Eu odeio fuso horário! — ela digitou e acabei rindo. — Mas tem razão, vou dormir. Boa noite.
Boa noite, meu amor. — digitei e ela ficou off-line.
Fechei o notebook, ligando a TV logo depois e quando estava quase caindo no sono meu celular tocou.
- Espero que seja algo importante. — falei ao atender.
- Não mudou de ideia sobre a festa? — ele perguntou e revirei os olhos.
- Não, Emmett.
- É que fiquei sabendo que a Tanya vai estar lá. — ele informou.
- A Tanya? — repeti e não pude conter um sorriso.
- Pois é.
- É em Port Angeles, certo? — indaguei e Emmett riu do outro lado da linha.
- É sim, já estou quase chegando. — ele falou e passou o endereço do clube onde seria a festa.
- Ok. Até mais.
- Até. — ele falou e pude ouvir sua risada antes de desligar.
Levantei-me rapidamente e coloquei uma roupa, sem esquecer uma jaqueta já que estava frio. Nem tentei arrumar meu cabelo, já que era algo impossível e saí do quarto.
- Onde você vai? — minha mãe perguntou quando passei pela sala.
- Só vou... em uma festa. — acabei falando a verdade. — Não vou demorar.
- Fazer o que... — ela suspirou, sabendo que nada que falasse faria eu ficar em casa.
- Logo estarei de volta. — falei já me dirigindo a porta.
...
Entrei no salão escuro, lotado de pessoas dançando sob as luzes coloridas. Caminhei pelo lugar procurando apenas uma pessoa em especial e quando me aproximei do bar vi, mesmo com a pouca iluminação, os inconfundíveis cabelos loiros de Tanya e me aproximei.
- Será que posso te pagar uma bebida? — indaguei perto de meu ouvido.
- Você pode tudo, Edward. — ela falou, virando-se logo depois com um sorriso malicioso nos lábios, então me afastei percebendo uma proximidade exagerada. — Nossa... sério, como consegue ficar tão bonito? — ela indagou e acabei rindo, enquanto sentia sua mão ir para meu ombro e descer até meu tórax. — Já falei que adoro seu cabelo todo bagunçado, parece que você acabou de fazer... deixa para lá. Então, pensei que não viria. — Tanya mudou de assunto e sorri.
- Não perderia a oportunidade de ver você e poder contar as novidades.
- Novidades? — sua mão entrou dentro de minha jaqueta e então me afastei um pouco. — Só vim para conversar. — falei.
- Só? — indagou, seus olhos fitando os meus.
- Só. — afirmei sorrindo e ela revirou os olhos.
- Ok. — acabou desistindo. — O que acha de irmos para um lugar mais calmo... o cais.
- Ótima ideia. — falei.
- Você veio! — ouvi a voz de Emmett atrás de mim. — Pensei que ia continuar trancado em casa.
- É eu vim, mas... — falei.
- Estamos de saída. — Tanya completou.
- Os dois? — Emmett perguntou, lançando um olhar para mim.
- Vamos conversar um pouco. — falou loira ao meu lado. — Até a próxima, Emmett.
- Tchau. — ele falou, antes de sairmos.
Saímos da festa e caminhamos até meu carro, abri a porta para Tanya e logo estava dirigindo em direção ao cais. O caminho foi preenchido por conversas bobas e Tanya voltou a falar de como seu pai não dava nenhuma atenção a ela.
- Ele vai mudar. — falei ao abrir a porta do carro para ela, assim que chegamos a praia.
- Você sempre fala isso e ele continua o mesmo. — afirmou e notei seus olhos baixos. — Mas então... e aquela garota que roubou seu coração? — ela mudou de assunto enquanto caminhávamos sobre o cais e admirávamos as pequenas ondas.
- É sobre ela que queria falar. — informei.
- O que aconteceu? Ela não é boa naquilo... — Tanya me olhou maliciosa.
- Ainda não aconteceu nada entre a gente. — confessei.
- Como assim?! — ela exclamou.
- Nós estamos namorando... — falei, olhando para o chão onde pisava.
- A quanto tempo? — perguntou.
- A alguns meses, mas aconteceu algumas coisas... — falei, enquanto me sentava no banco de madeira que havia ali.
- Wow! Calma aí, queridinho. — ela me interrompeu, me olhando nos olhos. — Volta a fita! Como assim estão namorando, a alguns meses, e não rolou nada? Desde quando Edward Cullen Masen tem namoricos inocentes?! — ela indagou irônica, dando ênfase a palavra "inocente", enquanto se sentava ao meu lado.
- Com ela é diferente.
- Nossa! Preciso conhecer essa garota. — ela falou.
- Vai conhecê-la e não irá demorar muito, pois tenho certeza que você não vai faltar no meu casamento. — falei e não contive um sorriso ao ver sua expressão de surpresa.
- O que?! — ela indagou, paralisada.
- Eu vou me casar, Tanya. — falei e ela continuou me encarando, sem reação.
- Está brincando comigo, né?
- Não. — afirmei. — Estou falando sério.
- Que desperdício! — ela falou por fim e acabei rindo. — O que aconteceu com o Edward que queria curtir a vida?
- Ele ainda está aqui, mas agora quero curtir a vida de outro jeito.
- Pode me dar uma carona até o hotel? Porque depois dessa notícia tudo que tenho a fazer agora é ir dormir. — ela falou e acabei rindo. — É sério! Esse mundo não está certo.
- Que exagero, Tanya.
- Essa garota só pode ter feito uma lavagem cerebral em você! Mesmo que você a ame, qual o motivo para essa decisão tão repentina?
- Longa história. — falei, começando a ouvir uma música vinda de longe e não tive como não sorrir. — Lembra? — indaguei ao reconhecer a melodia tocada, levantando e estendendo a mão para garota loira que me encarava.
- Como não lembrar? — ela segurou minha mão, levando a outra para meu ombro.
Uma mão minha foi para sua cintura e dançamos lentamente ao baixo som da música.
- Naquele dia você disse que eu devia ir atrás da felicidade e agora eu achei. — confessei. — Isabella é tudo para mim.
- Isso de um cara que não acredita no amor. — ela falou e ri. — Então o nome dela é Isabella? — indagou, quando percebeu que não falaria nada.
- Isabella Swan. — respondi.
- Tem gente que nasce com sorte. — ela falou sorrindo e se afastou, parando de dançar.
- Pode acreditar, ela não tem tanta sorte assim. — falei baixo.
- Depende do ponto de vista. — Tanya sorriu, começando a caminhar em direção ao carro.
Levei-a até o hotel em que ela estava hospedada e estranhei o fato dela se manter em silêncio durante todo o trajeto. Estacionei em frente ao grande prédio e só então ela voltou a falar.
- Até convidaria você para subir, mas... agora é um homem compromissado e sabe como é, não gosto de confusões. — ela falou sorrindo maliciosamente.
- Só você mesmo. — falei rindo.
- Enfim, fico feliz por você e pela Isabella. Mas ao mesmo tempo, fico com raiva de mim. — Tanya confessou, passando a mão pelos longos cabelos loiros.
- Por que? — perguntei.
- Você sabe porque, Sr. Masen. — ela afirmou, com um sorriso triste nos lábios. — Talvez eu fosse a pessoa certa... — murmurou e saiu. — Tchauzinho, Ed. — ouvi sua voz, antes da porta ser fechada.
Liguei o carro e logo estava na estrada escura em direção a Forks, com as palavras de Tanya na cabeça, quando voltei a pensar naquele dia em que eu e ela nos encontramos no cais. Eu faria dezesseis anos no próximo mês, já ela havia feito dezoito um dia antes. Aquele dia foi decisivo em minha vida, foi esse dia que me transformou em um idiota. Até aquele momento eu, no fundo, ainda acreditava um pouco no amor.
Flashback ON
"Vi a garota de cabelos loiros sentada no banco que havia no final do cais, caminhei até ela decidido. Havia ensaiado várias vezes e não podia falhar... eu não iria falhar.
- Tanya! — falei ao me aproximar.
- Oi, Ed. — ela se levantou, me abraçando. — O que faz aqui? — perguntou, assim que nos afastamos.
- Minha mãe veio comprar sapatos e aproveitei para vir te ver, sabia que estaria aqui.
- Sempre estou. — ela revirou os olhos. — Como está? Alice estava reclamando que você continua isolado.
- O oitavo ano está sendo pior. — falei, referindo-me ao acidente que tirou a vida da minha irmã. — Mas não quero falar disso.
- Então o que quer falar? — indagou. — Sobre quando vou te visitar no meio da noite de novo? — ela sorriu maliciosa.
- Não tenho muito tempo, então vou ser direto. — falei. — Tanya, você quer namorar comigo e quem sabe daqui a alguns anos casar?
- Edward... — ela teve dificuldades em achar as palavras certas. — ...eu não sou a pessoa certa para você.
- Mas...
- Desculpe. Pensei que tinha deixado claro que sou apenas sua amiga e que temos alguns privilégios em nossa amizade..."
Flashback OFF
Foi aí que deixei completamente de acreditar no amor e fui atrás de apenas uma coisa: Prazer. E em muitas vezes Tanya me ajudou a conseguir isso.
Notas finais
Bem, espero que tenho gostado.
E por favor, se alguma de vocês tiverem um tempinho, podiam passar na minha outra fic, Um Salto Para a Vitória, sei que não vão se arrepender... é uma história meio que parecida com Nunca Te Esquecerei, só que nela há mais conflitos...
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ESTOU ESPERANDO OS REVIEWS E AS RECOMENDAÇÕES!!!
Beijoss
Até a próxima!
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