Notas iniciais
Oi pessoal!
Desculpem a demora. Vou começar a fazer capítulos menores, assim posso postar com mais frequência. xD
Preciso dizer que dei uma adiantada na história, já que não estou tendo muito tempo para escrever e vou repetir que não vou abandonar a fic.
Espero que gostem desse capítulo... e até as notas finais.

Edward's POV

Acordei devagar, encontrando Isabella dormindo tranquilamente com a cabeça ainda recostada sobre meu peito. Sua mão estava entrelaçada a minha e senti vontade de ficar ali eternamente. Mas quando olhei no relógio vi que já eram cinco da manhã, precisava ir embora, levantei delicadamente sua cabeça a deitando no travesseiro e me levantei. Se os tios da Isabella me pegassem ali não seria nada bom, então sai devagar do quarto dela. O corredor estava escuro e com certeza não havia ninguém ali. Desci as escadas e passei pela sala, saindo rapidamente da casa. Entrei em meu carro e dirigi, sob a chuva fina que caia, pelas ruas escuras de Forks.

Logo cheguei em casa e quando entrei me deparei com minha mãe sentada no sofá.

- Ainda está acordada? — Perguntei surpreso.

- É, estava aqui me perguntando onde meu filho estaria até essas horas. — Ela disse. E como não falei nada ela continuou. — Vai começar tudo de novo, Edward? Pensei que havia parado com as festas, bebidas...

- Desculpe. — Falei interrompendo-a.

Caminhei até ela e a abracei. Realmente a abracei, e ela pareceu surpresa mas logo retribuiu o abraço. — Desculpe te deixar preocupada. E eu não vou voltar a vida de antes. — Falei e me afastei. — Eu vou descansar um pouco, pois daqui a pouco tenho que ir para aula.

- Está bem. — Ela falou meio aturdida.

E subi as escadas deixando minha mãe parada ainda surpresa com meu comportamento.

Bella's POV

Acordei meio atordoada. E rapidamente tudo o que aconteceu noite passada me veio a mente. Edward realmente esteve ali? Ou tudo não passou de um sonho?

Levantei-me e fui tomar banho. Depois de colocar uma roupa desci as escadas, Renée e Carlisle já estavam tomando café da manha e eu me juntei a ele. Com certeza foi um sonho, Edward não esteve ali. Ou será que esteve?

Não demorou muito e eu estava dirigindo em direção ao colégio. O tempo me surpreendeu, o sol aparecia um pouco no céu, depois da chuva de ontem pensei que ficaria nublado, mas não estava. Estacionei meu carro na vaga de sempre e peguei minha bolsa procurando algum remédio para dor de cabeça imensa que sentia. Achei o vidrinho que continha os comprimidos para dor e peguei a garrafa de água, que sempre carregava dentro da bolsa. Tomei o remédio e fiquei olhando o vidrinho na minha mão. Esses comprimidos não podiam ser a cura? Mas não eram. Eles eram como maquiagem e cobriam a minha doença, mas não cobriam o fato de que ela ainda estava ali.

Assustei-me quando a porta do carro se abriu subitamente. Olhei e vi Edward ali sorrindo, mas seu sorriso sumiu quando viu o vidrinho redondo em minhas mãos.

- Você está bem? — Ele perguntou preocupado olhando o remédio, que guardei rapidamente dentro da bolsa e sai do carro.

- Sim, estou bem. É só um... remédio para dor de cabeça. — Falei usando a mesma quase mentira de antes.

- Bom dia, pombinhos apaixonados. — Emmett disse se aproximando. E eu ri sem graça sentindo meu rosto esquentar.

- Bom dia. — Nós falamos.

- A Alice já chegou? — Perguntei.

- Ainda não. Deve estar se maquiando, daqui a pouco ela chega. — Emmett disse e eu ri. — Então, esse fim de semana vai ter a revanche no basquete? — Ele perguntou a Edward.

- Não sei não... já cansei de ganhar. — Ele falou irônico, com um sorriso no rosto mas ainda via a preocupação estampada ali.

- Você vai perde, isso sim. — Emmett falou enquanto entrávamos no colégio.

- Se você diz.

Logo Alice passou pela porta de entrada com uma blusa pink e uma calça cor de rosa e nos viu, caminhando em nossa direção.

- Bom dia! O tempo não está ótimo hoje. — Ela falou com um enorme sorriso no rosto. — Estou sem tempo para falar. Vem Isa! — Ela me puxou para sala.

- O que foi, Alice? — Perguntei enquanto nos sentávamos uma ou lado da outra.

- O Jasper! — Ela falou baixinho para os outros alunos que estavam ali não ouvirem.

- O que tem ele? — Indaguei sem entender.

- Ele me chamou para sair no sábado!! — Falou explodindo de alegria.

- Pensei que você vocês não se falavam por causa do que aconteceu com Jacob. — Comentei.

- Pois é. Mas então ele me ligou e me chamou para sair. Eu não podia recusar.

- Fez a coisa certa. — Falei.

- Eu sei. Estou tão feliz! — Ela exclamou e ouvimos o sinal tocar anunciando o início de mais um dia de aula.

Tudo se passou como sempre, na verdade teve uma única diferença: eu estava ansiosa. O jantar na casa do Edward era hoje e não sabia o que esperar.

Agora sentindo a leve brisa enquanto deslizava pelo gelo, sentia como se pudesse fazer qualquer coisa, como se eu fosse indestrutível.

- Vamos Isabella! Desse jeito não vai conseguir nem uma medalha de bronze! — Lindsey falou.

Parei de repente e fui até ela.

- Acho que não vou competir.

- Por que? — Ela indagou surpresa.

- Esta muito em cima da hora. Não vou conseguir ganhar e...

- E?

- ...e não quero ir para perder. — Confessei.

- Não posso dizer que você vai ficar em primeiro lugar, mas você tem muitas chances de conseguir.

- Não sei...

- Pense assim, essa talvez seja sua ultima oportunidade de tentar entrar nas Olimpíadas de Inverno. Talvez você não tenha essa oportunidade no próximo ano. — Ela falou baixo e entendi ao que ela se referia.

Lindsey tinha razão, talvez não teria outra oportunidade.

- Já está na nossa hora de ir. Vou pensar sobre isso. — Falei saindo da pista.

- Pense bem, Isabella.

- Ok.

- Você merece ganhar. — Ela falou segurando minha mão.

- Obrigada Lindsey.

- Até segunda. — Ela disse soltando minha mão e saindo do ginásio.

Logo depois de tirar a roupa que usava no treino e colocar outra sai do ginásio, caminhando em direção ao estacionamento. Cheguei ao meu carro, colocando minha bolsa e meus patins no banco traseiro e quando fui entrar no carro vi um papel cuidadosamente dobrado e preso entre o vidro e o limpador de para-brisa. Peguei o papel e vi que era um bilhete:

Te busco as 20h para o jantar.

Não vale desistir de ir agora.

Beijos

Edward.

Entrei no carro sorrindo como uma boba e dirigi para casa. Cheguei em casa e Carlisle estava sentado no sofá assistindo TV.

- Boa tarde. — Ele falou.

- Boa tarde. Como está?

- Péssimo.

- Por que? — Perguntei me sentando ao seu lado no sofá.

- Quero sair dessa casa, quero ir trabalhar... ou fazer algo útil. — Ele disse e eu ri.

- Ainda tem que ficar de repouso, sabe disso.

- É eu sei... é tão legal ficar de repouso! — Ele fingiu estar animado e eu ri. — Então, é hoje o jantar na casa da Esme certo? — Ele mudou de assunto e eu me levantei imediatamente.

- É sim, por que? — Falei já pegando minha bolsa.

- Não precisa fugir, Isabella. — Ele falou rindo e eu senti meu rosto queimar.

- Eu sei o que você vai falar Carlisle. E eu não quero ouvir, não agora. — Sussurrei.

- Isabella, uma hora ou outra você vai ter que contar. Ainda mais agora que estava ficando sério o relacionamento de vocês.

- Eu vou para o meu quarto. — Falei cortando o assunto e subindo as escadas.

Entrei em meu quarto e fechei a porta me odiando por ser tão idiota, sabia que não podia ter um relacionamento com ninguém e mesmo assim deixei acontecer. Joguei minha bolsa no chão e me deitei, minha cabeça estava doendo muito.

- Que droga! — Falei enquanto apertava minha cabeça com as mãos em uma tentativa inútil de parar a dor.

Fiquei algum tempo ali e senti lágrimas brotarem de meus olhos. Levantei-me e peguei um remédio qualquer para dor, sabia que não faria efeito mas tentaria. Olhei em meu relógio e vi que já eram 17:30h. Caminhei até meu guarda-roupas e abri-o vendo o vestido azul pendurado no cabide. Respirei lentamente o olhando.

- É só um jantar. Eu vou esquecer essa doença, vou esquecer os problemas... — Minha voz falhou. — Vou estar perto dele e é isso que importa. — Sussurrei para mim mesma.

Caminhei até o banheiro e liguei o chuveiro, senti todos meus músculos relaxaram ao sentir a água morna, lavei meus cabelos e logo sai do banho, colocando um roupão de banho. Logo em seguida sequei meus cabelos com o secador, prendi-os em um coque e caminhei até meu quarto, pegando o vestido azul novamente. Eu poderia ligar para ele e falar que não estava me sentindo bem e não poderia ir.

- Por que está tentando fugir Isabella? — Perguntei a mim mesma.

Respirei calmamente colocando os pensamentos no lugar. Iria até o jantar, tudo ocorreria bem, iria conhecer mais sobre Edward e.... será legal. Tirei o roupão e me vesti, peguei as sapatilhas pratas que Alice insistiu que eu comprasse, coloquei os brincos e me olhei no espelho. A roupa que Alice havia escolhido, realmente ficou boa... talvez perfeita.

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O que ele viu em mim? Não tem como Edward gostar de mim, ele pode ter qualquer uma. Então por que me escolheu? Não faz sentido. Ouvi a campainha e imediatamente olhei no relógio, já eram 20h, sai de meu quarto e parei no meio da escada vendo Carlisle abrindo a porta e revelando a perfeição em pessoa. Ouvi eles se cumprimentarem e terminei de descer as escadas lentamente.

- Vou chamá-la. — Ouvi Carlisle falar quando me aproximei da porta.

- Já estou aqui. — Falei baixo.

- Ah! — Ele me olhou e sorriu. — Não volte tarde.

- Ok, Carlisle. — Falei antes dele sair caminhando para a cozinha. — Oi. — Falei vendo que ele não falaria nada, já que parecia estar paralisado me encarando.

- Você esta linda. — Ele falou e realmente todo meu sangue subiu para meu rosto.

- O-Obrigada.

- Bom,... vamos?

- Sim, claro.

Sai fechando a porta e peguei em sua mão que ele estendia para mim. Caminhamos até o Volvo estacionado em frente a minha casa e Edward abriu a porta para mim. Depois de fechar minha porta ele deu a volta no carro se sentando ao volante, em pouco tempo estávamos seguindo para sua casa. Então de repente ele riu baixo, o olhei sem entender.

- Está nervosa. — Ele falou olhando em meus olhos.

Desviei o olhar imediatamente. Será que estava tão óbvio assim?

- C-Claro que não. — Falei e como não tenho sorte acabei gaguejando mostrando meu nervosismo, ri de mim mesma, foi um riso nervoso. — Ok, talvez esteja um pouquinho nervosa.

- Não precisa ficar nervosa. — Ele falou e voltei a olhá-lo.

Percebi que o carro havia parado por causa do semáforo. Edward levou sua mão até meu rosto colocando atrás de minha orelha uma mecha de meu cabelo que insistia em ficar caindo. Mas logo esse contato foi quebrado pois ele teve que voltar a dirigir, continuei olhando-o e percebi, algo que eu achava impossível, ele estava mais bonito ainda com uma camisa preta e uma calça jeans escura. Parei de olhá-lo com certa dificuldade e comecei a ver a paisagem pela janela. Em pouco tempo o carro parou em frente a uma casa com um estilo moderno, muito bonita. E quando dei por mim Edward já abria minha porta. Ele segurou em minha mão enquanto andávamos em direção a porta da enorme casa, mas antes mesmo de chegarmos a porta ela revelando uma Alice toda alegre, que veio quase correndo até mim e me abraçou cumprimentando-me em "estilo Alice".

- Viu?! Eu tinha razão, ficou perfeito. — Sussurrou em meu ouvido, se referindo a minha roupa.

- Oi, Alice. — Falei quando ela se afastou.

- Oi, que bom que veio. Vamos. — Ela falou, com um sorriso enorme no rosto, nos puxando para casa.

Entramos em uma sala ampla e bem decorada.

- Tia, essa é a Isabella. Lembra que te falei dela. É a namorada do Edward. — Alice falou saltitando para a mulher de cabelos escuros, que parecia ter uns 35 anos.

- Prazer em conhecê-la Isabella, já ouvi muito sobre você. Meu nome é Carmen. — A mulher falou se levantou me cumprimentando com um beijo no rosto.

- Prazer em conhecê-la. — Falei.

- Tem algo errado aqui. — Emmett falou e só agora notei que ele estava ali. — Era o Edward que tinha que apresentar a Isa. Não você.

- Por que? — Alice falou já irritada.

- Por que ela é namorada dele.

- Mas ela é minha amiga!

Edward riu ao meu lado.

- Ok gente, não precisam brigar. — Carmen falou rindo e acabei rindo também.

- Vem, Esme está doida para te ver. — Alice falou me puxando.

Percebi que Edward caminhava logo atrás de nós, entramos na cozinha onde Esme cuidava dos últimos preparativos para o jantar. Assim que entramos Esme deu um largo sorriso.

- Até que em fim minha nora veio na minha casa. — Ela falou ainda sorrindo e me abraçou.

- Oi. — Falei já com o rosto queimando.

Achei tão estranho ser chamada de "nora". Não era algo com o qual eu me acostumaria.

- Ok. Chega. — Edward falou quando sua mãe se afastou de mim.

- Estão deixando Isabella constrangida.

- Tudo bem. — Falei meio sem pensar.

- Desculpe, querida. — Esme falou sorrindo. — Bom, vou terminar de preparar as coisas aqui.

- Esme, minha mãe acabou de ligar e falou que já está chegando.... — Alice começou a falar.

- Vem... — Edward falou baixo me puxando delicadamente pela mão.

Caminhamos até outra sala onde tinha uma enorme escada de mármore, ele me deixou subir vindo logo atrás. Chegamos a um amplo espaço e quando Edward acendeu a luz pude ver um piano de cauda preto que se destacava, ao redor dele havia sofás e poltronas, e ao fundo havia uma porta de vidro que levava ao que parecia uma sacada. Vi em cima do piano algumas fotos espalhadas.

- Minha mãe e Alice insistem em fazer um álbum de fotos da família. — Ele falou meio irritado.

Aproximei-me e vi algumas fotos, havia uma de menininho vestido de "mulher-maravilha" e não pude deixar de rir.

- É você? — Perguntei ainda sorrindo.

- Talvez, por que? — Ele falou e voltei a olhar a foto do menininho de olhos verdes.

- Talvez? — Falei e ele riu. — Mulher-maravilha? Sério? — Perguntei rindo.

- Eu posso explicar. — Ele falou rindo.

- Ok.

- Eu queria muito uma fantasia do Super-Homem, mas tinha esgotado na loja então minha mãe teve a brilhante ideia de comprar essa fantasia da Mulher-Maravilha. E na época eu não sabia a diferença, tinha apenas cinco anos.

- Achei que ficou uma graça. Realmente uma maravilha. — Falei rindo e ele também riu.

- Ok. — Ele falou e tirou a foto de minha mão, deixando-a de lado.

Olhei mais algumas fotos e achei uma onde havia quatro crianças. Três delas pareciam muito com Alice, Emmett e Edward, mas havia uma menina que parecia mais nova que todos, ela tinha cabelos loiros e os olhos verdes como de Edward. Olhei para ele ao meu lado e acabei perguntando.

- É ela?

- É. — Ele falou sem olhar a foto em minhas mãos e sem dizer mais nada ele caminhou até a porta de vidro indo até a sacada.

Olhei a foto novamente e a deixei ali indo até Edward. A sacada dava uma ótima vista do bairro mas tenho certeza que ele não estava observando a vista.

- Você tem que parar de se culpar. — Falei de repente. — Você tinha só oito anos.

- Quem disse que eu me culpo? — Ele falou com um sorriso triste nos lábios.

- Sabe, não precisa esquecer o que aconteceu, precisa apenas superar e seguir em frente, guardando os bons momentos que passou com ela. — Falei baixo, sem olhá-lo.

- Você foi a única pessoa que falou que eu não preciso esquecer.

- As pessoas falam que precisamos esquecer aquilo que nos atormenta, mas esquecer é pior. Pois de uma hora para outra você pode se lembrar e a dor será maior.

- Tem razão. — Concordei.

- Sempre tenho. — Brinquei e ele acabou rindo.

- Ok.

Aproximei-me dele e o abracei, encostando minha cabeça em seu peito. Senti seus braços me rodearem e beijos serem depositados no topo de minha cabeça. Ouvi seu coração batendo e seria estranho dizer que aquilo me deu esperança, mas é a verdade, me deu esperança de continuar lutando. E isso me fez lembrar de algo que deveria contar a ele, mas será que esse seria o momento certo.

- Venham crianças, o jantar está pronto. — Ouvimos a voz de Esme e nos separamos.

- Estamos indo. — Edward falou e me olhou nos olhos. — Obrigado. — Ele sussurrou e eu apenas sorri.

Ao voltarmos para o primeiro andar fui apresentada a uma garotinha encantadora chamada Bree. Já o jantar correu perfeitamente bem, com Emmett contando uma história mais engraçada que a outra. Depois do jantar fomos para sala, nos sentamos no sofá e nenhuma palavra pode descrever o que eu senti quando Edward passou o braço pela minhas costas, e seus dedos acariciaram meu braço. A conversa continuou e agradecia por não participar dela, mas é claro que como sempre não estava com muito sorte.

- E você Isabella, no que quer se formar? — Carmen perguntou.

- Eu... ainda não decidi.

- Não tem nada em mente?

- Você estava pensando em fazer engenharia, não é? — Edward falou.

- É... ainda estou pensando.

- Engenharia é uma ótima faculdade. — Ela comentou e logo o assunto seguiu outro rumo e eu agradeci mentalmente por isso.

Algum tempo depois Edward perguntou se eu já queria ir, pois já estava ficando tarde. Acabei concordando e depois de me despedir de todos nós saímos. Ao sair da casa percebi que havia esfriado um pouco e um tremor percorreu meu corpo, mas ao entrar no carro o ambiente era aconchegante e quente, ficando melhor ainda quando Edward se sentou ao meu lado. Ele começou a dirigir e me senti maravilhosamente bem ali.

- Falei que não precisava ficar nervosa. — Ele disse.

- Ok, você tinha razão.

- Sempre tenho. — Ele repetiu minhas palavras com um sorriso torto nos lábios e eu sorri.

O resto no caminho foi silencioso e em minutos ele já estacionava o carro em frente a minha casa. Olhei naquele par de olhos verdes que me encaravam e tive vontade de pedir que ele ficasse, mas não tive coragem. Ele saiu do carro e eu também abri a porta, mas Edward já estava ali para abri-la, caminhamos até a porta.

- Obrigada pela noite. — Falei.

- Obrigado pela sua companhia. — Ele disse e eu sorri.

Edward se aproximou de mim e me surpreendeu com um beijo calmo e doce.

- Boa noite. — Ele sussurrou acariciando minha bochecha.

- B-Boa noite. — Gaguejei antes de vê-lo caminhar até o carro.

Abri a porta e entrei encontrando Carlisle ainda acordado.

- Pensei que demoraria mais. — Ele falou.

- Está reclamando?! — Perguntei rindo.

- Não, de jeito nenhum. Dez e meia, é um ótimo horário. — Ele falou e se levantou caminhando até mim. — Desculpe pelo que disse mais cedo.

- Não tem que se desculpar, você está certo, uma hora ou outra vou ter que contar. Mas é difícil ouvir. — Falei baixo.

- Eu só falei porque parece que você vive como se essa doença não existisse. Você aceitou tão facilmente.

- Eu não aceitei. — Falei sentindo meus olhos queimarem com as lágrimas que eu insistia em segurar. — É mais fácil não aceitar. — Sussurrei e Carlisle me abraçou.

Não conseguindo segurar as lágrimas deixei elas caírem. Então as palavras que ouvi essa noite voltaram a minha mente: namorada... nora...

Edward's POV

Entrei no carro e vi Bella fechando a porta, ela era perfeita. Não demorou muito para chegar em casa e assim que entrei minha tia começou a falar.

- Esta de parabéns! Isabella é linda, adorável. — Carmen falou e eu sorri.

- Concordo. — Minha mãe falou toda sorridente.

- Pois é... — Concordei.

- E então, o que acha de irmos para um balada. — Emmett anunciou.

- Não, obrigada, estou muito cansada e o Edward não pode porque agora ele é um homem comprometido. — Alice falou já se levantando.

- É verdade, esqueci que agora você fala pelo Edward. — Emmett falou sarcástico e ela o olhou com um olhar mortal.

- Não, obrigado, também estou cansado. — Falei.

- Vocês são dois desanimados. — Emmett reclamou.

Assim que todos foram embora eu fui para meu quarto, fechei a porta e me joguei na cama, me lembrando de cada sorriso delicado de Isabella, de seus gestos e palavras. Seria possível que eu estava me apaixonando cada vez mais por ela?

Meu celular começou a tocar e o peguei na mesa de cabeceira para atender e vi o nome de Emmett na tela.

- O que quer Emmett? — Atendi.

- Só quero ter certeza que você não quer ir em uma balada. Na verdade está tendo uma festa na casa de uma amiga minha....

- Não estou em clima de festa. — Eu o interrompi.

- Qual é?! Isso é por causa da Isabela?! — Ele perguntou incrédulo.

- E se for?

- Fala sério! — Ele reclamou.

- Só não quero ir em nenhuma festa hoje.

- Ok, senhor comprometido. — Ele falou com um tom de ironia na voz.

- Tchau. — Falei e desliguei o celular jogando-o longe, voltando a pensar na pessoa que me fazia feliz.... Isabella.


UM MÊS DEPOIS

Estacionei o carro em frente a casa de Isabella e olhei no relógio, estava dez minutos adiantado. Sai do carro e vi ela já fechando a porta da casa e caminhando até mim.

- Bom dia. — Falei.

- Bom dia. — Ela falou baixo enquanto me abraçava.

Ergui sua cabeça delicadamente para poder tocar seus lábios com os meus em um beijo suave e calmo.

- Como foi em Nova York? — Ela perguntou assim que nos separamos.

- Bem. — Falei abrindo a porta para ela.

Entrei no carro e segui para o colégio. Havia passado o final de semana em Nova York conhecendo e aprendendo um pouco sobre a empresa de meu pai.

- Vai mesmo assumir a presidência? — Ela perguntou se referindo a procuração que meu pai me deixou, dando direito a assumir a presidência assim que eu completasse dezoito anos, o que aconteceria daqui a três semanas.

- Não sei. Estou pensando. Acho que é muita responsabilidade.

Um tempo depois já estávamos no colégio e tive que me separar de Isabella, para ir assistir a aula. Não via a hora das aulas acabarem, pois hoje levaria Bella a Port Angeles.

Bella's POV

- Oi. — Alice falou enquanto eu me sentava na carteira ao seu lado.

- Oi. — Respondi.

- Como foi o segundo encontro? — Falei me referindo ao encontro dela e do Jasper no domingo.

- Foi legal. — Ela falou e estranhei, pois ela não estava alegre, pelo contrario, parecia triste.

- O que foi? — Perguntei.

- Ele me pediu em namoro. — Ela falou. — E eu aceitei.

- Isso é ótimo, não é?

- Tirando o fato de que nem Edward e nem o Emmett vão gostar disso, é bom.

- Eles não tem que gostar ou não. O importante é que você esteja feliz. — Falei e ela sorriu.

A aula começou e passou rapidamente. Logo já era a hora do almoço, acabei pegando algo para comer, já que Carlisle começou a insistir que eu estava muito magra e iria me levar no médico se eu não me cuidasse. Sentei-me na mesa com Alice e então vimos Jasper sentado em uma mesa sozinho, fazendo um sinal para ela.

- Vai lá. — Falei.

- Não sei...

- Vai logo Alice. — Falei rindo da indecisão dela.

- Ok, eu vou. — Ela falou já se levantando. — Mas não quero que Edward saiba, não agora.

- Pode deixar, eu distraio ele. — Falei sorrindo.

- Valeu. — Ela falou com um sorriso enorme no rosto e caminhou até Jasper.

Bebi um pouco do suco que havia comprado e então Edward apareceu sentando-se na cadeira a minha frente, consequentemente ficando de costas para onde Alice estava com Jasper.

- Está sozinha? Onde está Alice? — Ele perguntou olhando ao redor.

- Na biblioteca. — Falei rapidamente fazendo ele olhar para mim. — Está fazendo uma pesquisa. Cadê o Emmett?

- Acho que ele não veio hoje.

- Como foi as aulas? — Perguntei tentando distraí-lo vendo que ele ainda olhava para os lados.

- Bem. — Falou olhando em meus olhos.

- Está me escondendo algo? — Ele perguntou de repente e senti o sangue deixar meu rosto.

- Não? — Com eu sou idiota! Pensei e tampei meu rosto com as mãos. — Por que acha isso? — Falei voltando a olhá-lo.

- Não sei. — Ele olhou em meus olhos com uma intensidade e depois se virou olhando para trás e vendo Alice e Jasper. — Ah! Entendi.

- Ela está com medo de você brigar com ela e ser contra.

- Como posso ser contra a algo que a deixa feliz? — Ele falou e eu sorri, talvez com alívio.

O restante das aulas foram entediantes e o relógio pareceu se arrastar. Mas o sinal tocou anunciando o fim daquela tortura. Sai do prédio do colégio encontrando Edward encostado em seu carro me esperando.

- Vamos? — Ele perguntou assim que me aproximei e abriu a porta para mim.

- Vamos. — Respondi.

Agora teríamos uma viagem de uma horas até Port Angeles. Edward começou a dirigir em pouco tempo já estávamos saindo dos limites da cidade. A dor de cabeça e a sensação de fraqueza ainda tomavam conta de meu corpo desde a ultima aula. Tentava me concentrar na doce melodia de música clássica que Edward havia colocado mais era difícil.

- Você já pensou em como você estará vivendo daqui a dez anos? — Edward perguntou.

- Talvez eu já não esteja aqui daqui dez anos. — Falei meio sem pensar.

- Nossa, que pensamente pessimista Bella.

- Desculpe. — Falei, depois de perceber a besteira que havia falado. — Não gosto de pensar no futuro e por favor não me chame de "Bella".

- Por que não gosta do apelido Bella?

- Porque não.

- Me dá um motivo e eu paro de te chamar de "Bella". — Ele disse e o pior é que eu não tinha nenhum motivo.

- Eu só não gosto. — Falei.

- Isso não é um motivo. — Ele falou rindo.

- Ok, eu não tenho nenhum motivo. — Confessei.

- Então acho que terei que te chamar de Bella. — Ele falou e eu bufei, revirando os olhos, o fazendo rir.

A viagem de passou rapidamente e quando percebi já estávamos em Port Angeles. Fui mostrando o caminho e logo chegamos a loja. Saímos do carro e entramos na loja.

- Olá, no que posso ajudar? — A recepcionista falou assim que nos aproximamos do balcão, mas percebi que sua pergunta foi direta a Edward, como se eu nem estivesse ali.

- Viemos buscar uma encomenda. — Falei, e ela me olhou com um olhar muito estranho.

- A encomenda esta no nome de quem?

- De Isabella Swan. — Falei.

- Só um momento. — Ela falou e entrou em uma sala voltando logo depois com uma caixa pequena nas mãos. — Aqui está. — Ela me entregou a caixa leve, como eu já havia pago quando fiz a encomenda apenas agradeci.

Saímos da loja e entramos no carro.

- E então, o que acha de passarmos em um café que tem aqui perto? — Edward perguntou enquanto ligava o carro.

- Pode ser.

Ele começou a dirigir e eu abri a caixa em minhas mãos tirando de dentro o vestido marrom que havia escolhido.

- Não é muito curto, não? — Edward perguntou olhando o pequeno vestido que eu segurava.

- Não, está do comprimento certo. — Falei.

- Tem certeza? — Ele insistiu e o olhei sem entender. — Ok. — Ele falou deixando o assunto de lado.

Chegamos no café e acabei bebendo um suco, enquanto Edward falava alguma coisa na qual não conseguia me concentrar.

- Bella, você está bem? — Edward perguntou.

- Sim, acho que sim.

- Está pálida.

- Eu sou pálida. — Falei rindo, tentando disfarçar.

- Acho melhor irmos embora. — Ele falou colocando algumas notas na mesa e se levantando.

Segurei a mão que Edward estendia para mim, mas quando levantei minhas pernas falharam e perdi o equilíbrio. Ele me segurou imediatamente e me ajudou a caminhar até o carro. Edward abriu a porta e me fez sentar.

- O que está sentindo? — Ele perguntou.

Ele merecia saber a verdade, eu devia contar a ele. Mas não sabia como. Como dizer a alguém que você vai morrer em pouco tempo?! Carlisle tinha razão não devia ter deixado chegar a esse ponto, devia ter contado logo no começo.

- Estou bem, só quero ir para casa.

Assim Edward me levou para casa, a viagem foi silenciosa e calma. Quando chegamos a minha casa ele me ajudou a caminhar até a porta e agradeci.

- Isabella?

- Eu estou bem. — Falei abrindo a porta.

- Então, até amanhã. — Ele disse baixo.

- Tchau. — Falei e entrei em casa.

Subi as escadas com certa dificuldade, agradeci mentalmente por Carlisle não estar ali na sala e me ver. Entrei em meu quarto deixando a pequena caixa no chão perto da porta e me deitando na cama. Não sei como vai ser meu futuro, não sei como vou seguir em frente com essa doença, a única coisa que eu sei é que preciso me afastar de Edward.

Assim a semana passou rapidamente, não fui na aula em nenhum dia, contei a Carlisle o que aconteceu e então ele passou a atender os telefonemas de Edward, sempre dando uma desculpa para eu não poder falar e sempre que Edward aparecia ali Carlisle falava que eu não estava. Aquilo doía em mim, mas não podia mais enganar Edward e também não conseguia falar a verdade. E se eu me curasse... talvez eu me curasse... e assim ele ficaria comigo.

- Isabella? — Carlisle me chamou na porta de meu quarto.

- Pode entrar. — Falei e ele entrou se sentando ao meu lado na cama.

- Como está? — Ele perguntou me olhando com.... seria compaixão ou dó?

- Eu decidi algo. — Falei e ele esperou que eu continuasse. — Eu quero fazer o tratamento.

- Isso é ótimo. — Ele sorriu. — Vamos amanhã mesmo até seu médico. — Ele fez uma pausa e depois continuou. — Mas vim aqui para falar que... você tem visita.

- Não... — Falei ao entender de quem ele falava. — Não quero falar com ele. Não agora.

- Não tenho mais desculpas para dar. — Ele falou. — Conte a verdade, Isabella. Ele realmente gosta de você e merece saber. Talvez ele entenda...

- Ele não vai entender. — Falei o interrompendo.

Pensei um pouco e me levantei, pegando meu casaco, já que estava frio.

- Onde vai? — Carlisle perguntou confuso.

- Você tem razão, ele merece saber verdade, apesar de eu já saber qual será a reação dele. — Falei e sai do quarto, caminhando com determinação até a escada.

Assim que ele me viu seu rosto se iluminou e não consegui me segurar e acabei abraçando-o.

- Precisamos conversar.

- O que aconteceu?

- Primeiro, vamos sair daqui. — Falei.

- Claro. — Ele concordou e saímos da casa.

Edward caminhou até seu carro e abriu a porta para mim.

- O que acha de caminharmos um pouco? — Propus.

- Ok.

Começamos a caminhar na calçada, o sol já começava a se pôr e estava quase na hora do crepúsculo.

- Você sumiu. — Ele começou.

- Não estava muito bem. — Não devia estar mentindo, essa era a hora de falar a verdade mas não sei porque menti.

- Mas já está bem novamente, certo?

- Nunca vou estar bem. — Disse.

- Como assim? — Ele sorriu sem entender e parou de andar.

Virei-me para olhá-lo.

- Não sei como te contar isso. — Confessei.

- Seja o que for, pode me contar. — Ele me incentivou.

- Você mudou minha vida e com você por perto tive vontade de viver. Agora tenho medo de contar e te perder. — Senti uma lágrima traidora descer pelo meu rosto.

- O que está acontecendo, Isabella? — Sua voz era calma, mas sabia que ele estava impaciente.

- Eu tenho câncer. — Falei.

- O que? — Ele perguntou sem acreditar.

- Eu tenho câncer. — Sussurrei.

- Como assim você tem câncer?!

- Desculpe. — Falei a primeira coisa que veio a minha cabeça.

- Você está brincando, certo?

- Desculpe, Edward.

- Por que não me contou? — Ele falou, talvez um pouco alto e então senti todas as lágrimas, que eu tentava segurar, começarem a cair de meus olhos.

- Eu não queria te perder. — Murmurei, até achei que ele não ouviria.

- Não queria me perder? E deixou que eu me apaixonasse, por que não importa meus sentimentos, só os seus importam.

- Não é assim.

- É sim! Você não se importou comigo. — Sua voz era rude e grave de tal forma que me assustou.

- Desculpe, Edward. — Falei já dando um passou para trás, para então sair correndo.

Entrei em casa aos prantos, Carlisle estava sentado no sofá e assim que me viu se levantou, mas não queria falar com ninguém, então apenas o ignorei subindo as escadas correndo e me trancando em meu quarto.

Edward's POV

Isabella sumiu, não aparecia nas aulas, não atendia as minhas ligações, nunca estava em casa. Já estava desesperado, a ultima vez que a vi ela não parecia estar bem e agora não conseguia falar com ela. Durante uma semana Carlisle sempre dava uma desculpa para Bella não poder falar comigo, mas então na segunda fui novamente até a casa dela e Carlisle abriu a porta.

- Por favor, eu preciso vê-la. — Falei rapidamente antes que ele desse alguma desculpa.

- Entre. — Ele disse. — Vou falar com ela.

Sentei-me no sofá e fiquei esperando, em pouco tempo não acreditei quando a vi descendo as escadas. Imediatamente me levantei e sabia que estava sorrindo como um bobo, não acreditei quando ela caminhou até mim e me abraçou. Não dava para explicar a paz e a alegria que ela me trazia.

- Precisamos conversar. — Ela falou.

- O que aconteceu? — Perguntei já preocupado.

- Primeiro, vamos sair daqui.

- Claro.

Saímos da casa e caminhei até meu carro.

- O que acha de caminharmos um pouco? — Ela perguntou.

- Ok. — Concordei.

Começamos a caminhar e não conseguia para de olhar para ela. Como havia sentido sua falta.

- Você sumiu. — Falei.

- Não estava muito bem. — Ela disse.

- Mas já está bem novamente, certo?

- Nunca vou estar bem. — Ela falou meio pessimista.

- Como assim? — Falei sem entender e parei de andar.

Ela se virou e olhou em meus olhos.

- Não sei como te contar isso.

- Seja o que for, pode me contar.

- Você mudou minha vida e com você por perto tive vontade de viver. Agora tenho medo de contar e te perder. — Ela disse começando a chorar e isso me apavorou. O que estava acontecendo?

- O que está acontecendo, Isabella? — Tentei parecer calmo.

- Eu tenho câncer. — Sua frase ficou suspensa no ar. Com certeza eu não havia ouvido bem.

- O que?

- Eu tenho câncer. — Ela sussurrou.

- Como assim você tem câncer?! — Perguntei incrédulo, sem entender.

- Desculpe.

- Você está brincando, certo? Não acreditava no que ela tinha acabado de falar. Aquilo não podia ser verdade!

- Desculpe, Edward.

- Por que não me contou? — Falei e mais lágrimas caíram de seus olhos.

- Eu não queria te perder. — Ela falou bem baixinho.

- Não queria me perder? E deixou que eu me apaixonasse, por que não importa meus sentimentos, só os seus importam.

- Não é assim. — Ela falou e eu não acreditei.

- É sim! Você não se importou comigo. — Quase gritei.

- Desculpe, Edward. — Ela falou já se afastando para então sair correndo e me odiei por falar daquele jeito com ela.

Mas ela não podia ter me escondido aquilo. Voltei para meu carro e acelerei, chegando em casa rapidamente. Agradeci por minha mãe ainda não estar ali. Então caminhei até a adega e peguei um garrafa de uísque, entrando no carro novamente. Ela não podia ter me escondido isso. Ela deixou eu me apaixonar. Ela tem câncer. Uma doença que com certeza irá matá-la. Então suas palavras vieram a minha cabeça:

"...parei de fazer planos para o futuro"

"Talvez eu já não esteja aqui daqui dez anos."

Agora tudo fazia fazia sentido. Isabella irá morrer?! Não, ela não pode morrer!

A essa altura eu já não sabia onde eu estava, a única coisa de que tinha noção era a garrafa de uísque vazia, de minhas mãos doendo por eu socar o volante e de meus olhos ardendo com as lágrimas. Não podia perdê-la....

Assim que dei por mim estava estacionando em frente a casa de Alice, peguei meu celular e disquei seu número.

- Oi, Ed! — Ela atendeu.

- Pode vir aqui, por favor. — Falei.

- O que aconteceu? Sua voz está estranha.

- Estou aqui fora. — Falei e vi a cortina de uma das janelas se mexendo e ela desligou o telefone.

Logo Alice apareceu na porta e correu até meu carro, abrindo a porta.

Alice's POV

Estava falando com Jasper no telefone já fazia mais de uma hora. Na verdade era só eu que falava e ele só ouvia. Então ouvi o meu celular tocar, olhei na tela e vi que era Edward.

- Jasper, vou ter desligar. Tchau, beijinhos. — Falei.

- Tchau, beijos.

Desliguei o telefone e atendi meu celular.

- Oi, Ed!

- Pode vir aqui, por favor. — Edward falou mais sua voz rouca e dificultada.

- O que aconteceu? Sua voz está estranha.

- Estou aqui fora. — Ele falou e me levantei indo até a janela.

Puxei a cortina e vi o Volvo parado logo ali. Desci as escadas correndo e sai de casa correndo até o carro de Edward. O que será que aconteceu?

Abri a porta e encontrei um Edward completamente estranho... de um modo que nunca imaginei vê-lo. Ele usava um óculos escuro que não me deixou ver seus olhos, mas tinha certeza que ele havia chorado.

- O que aconteceu? — Falei preocupada vendo uma garrafa de uísque vazia.

- Me leva até ela. — Ele pediu e imediatamente entendi a quem ele se referia.

- Está quase anoitecendo. — Falei.

- Por favor.

- Ok, claro. Mas eu dirijo. — Falei indo até sua porta e a abrindo. — Vamos, saia. Você bebeu e não pode dirigir.

Ele saiu sem fazer objeção e se sentou no lugar do passageiro, me sentei ao volante ajustando o banco para mim e dirigi em direção ao cemitério. Não perguntei nada, pois sabia que ele não falaria, mas com certeza algo muito ruim tinha acontecido pois Edward nunca foi no túmulo dela... acho que eu nunca conseguiu ir lá, então porque ir agora?

Chegamos as cemitério e agradeci pelo sol ainda iluminar um pouco o céu, caminhamos até a lápide que tinha o nome "Jane Cullen Masen" gravado. Edward tirou os óculos escuros e minha suspeitas foram confirmadas, seus olhos vermelhos anunciavam que ele havia chorado. Assustei-me ao vê-lo ajoelhar na grama.

- O que aconteceu, Edward? — Perguntei me abaixando ao seu lado.

- Ela... ela tem câncer.

- Ela quem? — Perguntei sem entender.

- Isabella! Ela... — Sua voz falhou. — Vou perder ela também. — Ele sussurrou.

Eu simplesmente paralisei. Isabella tinha câncer! O que??!! Isso não era possível!

Notei que já estava escurecendo então ajudei Edward a se levantar e o levei para casa, no caminho ele voltou a colocar o óculos escuros. Quando chegamos a sua casa, o ajudei a andar.

- O que aconteceu? — Esme perguntou preocupada.

- Nada. — Ele falou com a voz fria e dificultada.

Ela o ajudou dando apoio a ele e nós duas o levamos até seu quarto.

- O que aconteceu? — Esme voltou a perguntar.

- Vai embora. — Edward falou sentado na cama e fitando o chão, ainda usando os óculos.

- Vamos deixá-lo sozinho um pouco. — Falei e então saímos.

Desci as escadas com Esme me seguindo e quando chegamos a sala ela me chamou.

- Alice...?

- Não sei se posso te contar. — Falei me sentando no sofá.

- Como assim?

- É algo com a Isabella.

- O que aconteceu com ela? — Ela perguntou com um tom preocupado na voz.

- Uma hora ou outra você terá que saber, então vou contar... — Contei a ela sobre a doença de Isabella e como Edward havia agido.

Depois de conversarmos Esme me levou até na minha casa e ela ainda parecia chocada com a notícia recente.

Passei a noite em claro, acho que ainda estava em estado de choque. Sem conseguir dormi fiquei pensando em Isabella, como ela devia estar agora.... com certeza Edward não foi nem um pouco "gentil" quando ela lhe contou sobre a doença.

Notas finais
Finalmente a grande revelação... mas não acaba por ai, ainda teremos muitas outras revelações....
Teremos um Jacob amigável...
E muitas outras coisas.
Querem spoilers? É só deixar um review xD
Em fim, quero agradecer a todo mundo que acompanha minha fic e queria pedir as leitoras fantasmas que deixassem um review, por favor. Só precisa dizer se está gostando ou não.
Quem ai vai na estreia de Amanhecer - Parte I, dia 18, levanta a mão! o/
Quem não está conseguindo dormir por causa da ansiedade levanta a mão! o/
Rsrsrsrs
Beijos e até a próxima.