Notas iniciais
Falei que postaria antes, mas não deu tempo... desculpe :(
Bom, em primeiro lugar quero agradecer a ThaySalvatoreCullen por ter recomendado a fanfic, muito abrigada!
E segundo, quero agradecer a todos os reviews ;D
Espero que gostem do capítulo, ele não ficou exatamente como eu queria, vão perceber que ele se passa rapidamente, acho que estou tão acostuma a escrever cenas tristes, que não consigo escrever sobre coisas alegres rsrsrs
Mas enfim... coloquei as fotos, então não se esqueçam de olhar, ok? Até as notas finais...

\"\"



"Simplicidade é ter todas as flores do mundo e querer apenas uma rosa."



Bella's POV

Chegamos a minha casa e Alice terminou de se arrumar, enquanto Esme, que já vestia um lindo vestido cinza com detalhe em roxo, refazia toda minha maquiagem.

– Ok, como estou? — Alice perguntou. — Estou a altura de ser sua madrinha de casamento?

– Nem vou responder... pois já sabe a resposta. — falei, sentada em frente ao espelho, enquanto Esme arrumava meu cabelo e vendo o reflexo de Alice no lindo vestido rosa.

– Nos vemos na igreja, ok? — afirmou sorrindo, ficando atrás de mim, olhando-me pelo espelho a nossa frente. — Tudo bem?

– Tudo, até mais. — falei e vi ela sair.

Olhei-me no espelho e tinha que admitir, estava realmente bonita... ainda mais com o sorriso que não deixava meus lábios.

– Bom, agora só falta um batom e o véu, mas acho melhor você colocar o vestido primeiro. — Esme falou. — Precisa de ajuda com zíper ou alguma coisa?

– Não, pode deixar.

– Ok, vou estar aqui fora. — sorriu, saindo do quarto.

Fui até o porta vestido branco, colocado cuidadosamente sobre minha cama e abri o zíper, revelando o lindo tecido. Sorri, enquanto vestia o vestido mais perfeito do mundo. Olhei meu reflexo, enquanto fechava o zíper praticamente invisível na lateral. Passei os dedos nos detalhes em prata que envolvia minha cintura, nas mangas compridas e delicadas, na saia rodada e não resisti a rodar como uma boba, sentindo uma alegria tão grande... finalmente eu podia sentir o que era amar alguém e confiar completamente nessa pessoa. Olhei-me novamente no espelho, então ouvi Esme bater na porta, abrindo-a.

– Ah, meu Deus, você está linda!! — ela exclamou. — Alice havia me mostrado outro vestido, ele não tinha mangas.

– O primeiro que eu tinha gostado ficou largo e talvez não daria tempo de ajustar, então a gerente trouxe esse de Londres. — falei. — O que achou?

– Sinceramente, esse é muito mais bonito. Nossa, ficou perfeito! — ela falou e sorri. — Isabella, queria te dar uma coisa. — falou e vi em suas mãos uma caixinha de veludo. — É algo de família... bom, espero que goste. — afirmou.

Abri a caixinha de veludo preto, que Esme me entregou e encarei a linda jóia, com pedrinhas que não tinhas dúvidas de serem diamantes e pequenas pedras cor de rosa.

– Sei que não gosta muito de rosa...

– É lindo... nossa... — a interrompi. — Não sei o que dizer, Esme.

– Não precisa dizer nada. — falou. — É da família agora... uma filha que não pude ter. — ela sorriu e meio que sem pensar a abracei.

– Obrigada. — sussurrei.

– Vem, deixa eu colocar o véu. — falou e sentei-me na cadeira, enquanto ela colocava o véu e a jóia, que tinha acabado de me dar, em meu penteado. — Prontinho, e seu sapato?

– Está ali. — falei e apontei, para a caixa sobre o sofá.

Esme me passou os lindos sapatos brancos, com os quais ela ficou encantada e coloquei-os, passei o batom que tinha praticamente a cor da minha boca e olhei-me uma última vez no espelho.

– Vamos? — chamou-me. — Já está dez minutos atrasada. — informou.

– Vamos. — afirmei e segurei o longo véu todo decorado com pequenas florzinhas de renda, enquanto caminhava para fora de meu quarto.

Segui Esme pelo corredor e descemos as escadas, enquanto tomava cuidado com o vestido branco.

– Onde está Carlisle? — perguntei.

– Ele foi com a Alice. — respondeu, já segurando a porta para mim.

Entramos no elevador que desceu até o estacionamento e quando as portas se abriram não acreditei ao ver a limousine preta, onde o motorista esperada com a porta aberta.

– Perai. — falei, parando de andar. — Alice não falou nada de limousine.

– Querida, Alice não te contou praticamente nada. — ela falou, pegando em minha mão e entramos no carro luxuoso.

Senti um arrepio de medo passar por meu corpo e tentei respirar calmamente, mas não conseguia. Ah meu Deus! Eu estava indo para meu casamento! Eu iria mesmo me casar? Acho sim... Mas era difícil acreditar. Tentava não prestar atenção ao caminho, assim não ficava tão ansiosa...

– Calma Isabella. — Esme falou sorrindo, ao perceber minha respiração descontrolada.

– Não consigo. — falei e ela riu.

Olhei para meus dedos inquietos, vendo minhas unhas pintadas de um rosa claro, quase branco e percebi que minhas mãos estavam tremendo. Então a limousine parou e ao olhar para a janela vi a entrada da pequena igreja toda decorada com rosas brancas. Senti meu coração gelar ao ver a porta se abrir, era Carlisle...



Edward's POV

Sai do escritório segurando o copo, que tinha acabado de colocar um pouco de uísque, ainda estava meio atordoado com o que Isabella tinha me contado.

– Olha só... é o famoso uísque realizando casamentos desde que foi criado. — Emmett falou sorrindo. — E então, conversinha com a noiva antes do casamento, isso não é bom sinal.

– Não estou com cabeça para brincadeiras. — falei, olhando o relógio em meu pulso.

– Ok. — ele falou. — Então... não acredito que vou dizer isso, mas... vamos para a igreja? — perguntou e acabei rindo.

– É, vamos para a igreja que eu preciso casar.

– Nossa! Definitivamente o mundo vai acabar! — falou e empurrei-o, enquanto ríamos.

Não demorou muito e logo chegamos a igreja, encontrando uma baixinha de vestido rosa, que recebia alguns convidados e Carlisle ao seu lado. Então meus pensamentos voltaram a conversa que tive com Isabella, o medo em seus olhos, a aflição que tomava conta dela, tudo por causa... ainda não conseguia acreditar... Isabella tinha sido estuprada pelo seu pai. Como assim? Isso era mais que horrível... não tinha palavras, eu daria um jeito dela superar esse trauma. Mas antes de qualquer coisa não podia esquecer de algo muito importante.

– Ansioso? — o reverendo perguntou, assim que me aproximei.

– Um pouco. — respondi e ele sorriu. — Eu queria pedir um favor, não sei se...

– Pode pedir. — ele me interrompeu.

– O senhor poderia mudar um pequeno detalhe nos votos? — perguntei e então expliquei melhor a situação.

E ali estava eu novamente, olhando o relógio pela décima segunda vez.

– Devo imaginar como é a ansiedade pela lua de mel — Emmett falou, em pé ao meu lado próximo ao altar.

– O que? Por favor não fique falando essas coisas dentro de uma igreja. — pedi e ele riu.

Olhei em meu relógio e cheguei a pensar que ele estava estragado já que o ponteiro parecia não se mover.

– Que horas são? — perguntei.

– A mesma que está em seu relógio. — falou e o olhei, sem muita paciência. — É normal a hora passar devagar quando você quer que ela passe rápido.

– Você ligou para minha mãe?

– Liguei e ela disse que Isabella já está quase pronta. — ouvi ele falar, mas meus olhos foram direto para a loira que entrou na igreja. — Sabe o que eu acho, que essa festa vai estar muito interessante... imagina só: o amigo de infância da Isa e seu primeiro amor! — falou, apontando para o Adam que já estava ali e para a garota que acabara de chegar.

– Já volto. — falei, sem nem ligar para o que ele tinha dito, caminhando pelo recinto ainda meio vazio, já que todos conversavam do lado de fora da igreja.

– Oi. — ela falou.

– Como sempre nada discreta. — falei, referindo-me ao vestido vermelho que ela usava.

– Tenho certeza que não vou aparecer mais que a noiva. — sorriu. — A qual estou louca para conhecer! — afirmou.

– Vai conhecer.

– Você está lindo... parece que saiu de um livro de contos de fada. — murmurou.

– Tanya...

– Não diga nada. — ela pediu. — Não sabe como estou feliz por ver esse sorriso em seu rosto.

– Ok. — concordei.

– Como vai, Tanya? — ouvi a voz de Emmett e a loira sorriu.

– Muito bem. — ela falou, levantando a sobrancelha e balancei a cabeça, indignado com a situação... estávamos em uma igreja. — Ok, parei. — disse sorrindo.

– Oi Tanya! — Alice se aproximou, cumprimentando sua antiga amiga.

– Oi.

– O que achou? — a baixinha perguntou, olhando a linda decoração do lugar.

– Ah, está maravilhoso, essas rosas brancas estão divinas. — ela respondeu e Alice sorriu, olhando o visor de seu celular.

– Eu sei. — sorriu convencida. — Bom, desculpe, mas vou ter que roubar o noivo. — falou, já me puxando para longe de Tanya e Emmett.

– Aconteceu alguma coisa? — perguntei.

– Sabe como é né... não fica bem, o noivo falando com uma loira de vestido vermelho, minutos antes do casamento. — avisou e acabei rindo, vendo seu celular avisar que tinha uma nova mensagem.

Alice olhou para o visor do aparelho e um sorriso apareceu em seus lábios.

– A noiva está chegando! — exclamou, sorrindo e senti uma sensação estranha percorrer meu corpo.

E de repente, todos estavam sentados, minha mãe apareceu sorrindo e então a música começou a tocar, a porta se abriu e senti uma ansiedade horrível. Vi Bree entrar com a cestinha de flores na mão e depois dela vi a noiva mais linda do mundo...



Bella's POV

Carlisle sorriu e estendeu a mão para mim, ajudando-me a sair do carro e vi Alice ali sorrindo, enquanto segurava um lindo buquê de rosas cor-de-rosa, enfeitado com algumas penas brancas.

– Nervosa? — a garota de vestido rosa perguntou e percebi que alguém arrumava o véu preso em meu cabelo.

– Um pouco. — respondi.

– Vou entrar. — Esme avisou e senti sua mão acariciar meu ombro. — Respira fundo e se acalme... — avisou sorrindo. — ...você está perfeita.

– Obrigada.

– Isabella! — vi a garotinha vestida de branco vir até mim e abaixei-me, abraçando-a. — Você está linda! — falou e sorri.

– Você que está maravilhosa, Bree. — falei, levantando-me e encarando as portas fechadas da igreja.

– Aqui. — Alice entregou uma cestinha com flores para a garotinha. — Esse é o seu. — entregou-me o perfeito buquê e sorri. — Ok, Bree entra na frente e vocês logo depois.

– Entendi.

– Ela dará o sinal assim que forem abrir as portas. — avisou, apontando para um mulher morena que estava ao lado da entrada.

– Pode deixar, Alice. — Carlisle falou.

– Ok, então vou entrar. — informou. — Tudo bem?

– Tudo. — respondi e recebi um abraço de Alice, antes dela entrar.

– E então... — meu tio começou a falar, enquanto eu ainda olhava o lindo buquê em minhas mãos. — ...feliz?

– Muito. — sorri, sentindo ele segurar minha mão, colocando-a em seu braço.

Olhei para Carlisle e vi ali amor, felicidade, alegria, emoção... então lembrei-me do que tinha feito horas atrás. De como tinha contado tudo a Edward e de como ele tinha sido a pessoa mais perfeita desse mundo.

– Atenção. — a mulher morena falou. — Dois minutos.

Então olhei para a porta, o chão a minha frente, para Bree que sorriu ao me olhar... uma ansiedade tomando conta do meu corpo... uma aflição e inconscientemente meus dedos se fecharam apertando o buquê em uma mão, já na outra amassei a manga do terno de meu tio.

– Isabella? — ele me chamou e encarei seus olhos.

– Posso te fazer um pedido? — perguntei.

– Claro.

– Não me deixe cair, pai. — falei e um sorriso radiante surgiu em seus lábios.

– Nunca, minha filha. — ouvi suas palavras e sorri.

– Agora. — a mulher falou e olhei para a porta que começou a se abrir e ouvi a linda composição de Felix Mendelssohn.

Bree entrou e logo começamos a caminhar, vi todos ali me encarar e surpreendi-me ao ver Renée sentada em um dos bancos, admirei os arranjos de rosas brancas e sorri, levantando a cabeça e olhando para o altar, onde a pessoa mais linda do mundo e a mais perfeita me esperava.

Enquanto caminhávamos me lembrei de tudo... os momentos ruins, os bons e desejei poder deixá-los para trás. Queria esquecer tudo e confiar em Edward, para que assim construíssemos uma história juntos, nem que se essa história não tivesse um final muito bom... ele já havia deixado bem claro a sua escolha: Edward ficaria comigo e me ajudaria até o fim. Agora é minha vez de escolher o que quero.

– Quero ser realmente feliz, pelo menos uma vez na vida. — murmurei bem baixinho, sem nem mover os lábios, enquanto parávamos perto do altar.

Vi aquele sorriso torto, que eu tanto amava, nos lábios de Edward e acabei sorrindo também, desviando os olhos daquele par de esmeraldas e olhando para Carlisle.

– Estou te entregando meu maior tesouro, Edward. — ele falou e depositou um beijo nas costas da minha mão, entregando-a ao lindo rapaz que ainda sorria.

– Pode deixar, vou cuidar muito bem dela. — falou e senti sua mão segurar a minha.

Logo segurei no braço de meu futuro marido e foram apenas mais alguns passos até o altar, onde entreguei meu buquê para Alice segurar, em seguida me ajoelhando junto com Edward. Sinceramente não sei o que o reverendo falou, muito menos o que aconteceu depois, apenas me concentrava em não chorar... mas fui trazida a realidade assim que ouvi a voz daquele que me fazia perder os sentindo, aquele que me fazia sorrir quando não tinha mais vontade, aquele que me fazia querer lutar para viver cada dia mais...

– Eu, Edward Cullen Masen, te recebo Isabella Swan, como minha esposa na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amar e respeitar por toda a eternidade. — ouvi cada palavra e acho que meu coração perdeu uma batida ao ouvir o final modificado.

Repeti as palavras sorrindo e sentindo as lágrimas se formarem em meus olhos, então o reverendo fez a pergunta e não hesitei nem por um segundo em falar o "Sim" que ansiava em sair de minha boca. Vi Edward colocar a linda aliança de ouro em meu dedo o logo depois era eu que colocava o anel na mão daquele que agora era meu... somente meu marido.

E encerrando a cerimônia ouvi serem pronunciadas aquelas palavras que fez meu coração acelerar: — Pode beijar a noiva.

Edward sorriu, enquanto segurava minhas mãos e vi ele se aproximar tocando meus lábios com os seus de um jeito tão delicado que não parecia real. Então pegando meu buquê e segurando no braço de meu marido, saí da pequena igreja, sorrindo. Aquilo era tão perfeito que não podia ser real... tinha que ser um sonho e se fosse desejava nunca poder acordar.

Quando dei por mim estávamos chegando no grande salão, onde logo na entrada havia uma grande foto minha com Edward e ao redor, como moldura, tinha flores brancas. Sabia que Alice não desistiria dessa ideia!

– Onde conseguiu essa foto? — perguntei.

– Lembra do aniversário do Edward? — ela indagou e recordei-me do dia.


Flashback ON

"- Preciso de uma foto dos pombinhos, então olhem para cá e digam "Alice é super." — ela falou com uma câmera fotográfica nas mãos.

– Alice... — eu e Edward reclamamos.

– Só uma foto e deixo vocês em paz, prometo. — então o flash nos iluminou. — Perfeita! — Alice falou sorrindo e saiu, nos deixando em paz, como ela disse."

Flashback OFF


– Lembro. — respondi.

– Então, eu mudei o fundo, escureci um pouco e aqui está. — falou animada. — Perfeito, né?

– Muito perfeito. — Edward respondeu.

Ao entrarmos vi uma maravilhosa decoração de flores cor de rosa, iluminada com velas, era tão perfeito que me fez acreditar de que tudo aquilo não era um sonho, já que não existiria um sonho tão detalhadamente decorado.

– Vem. — Alice, puxou-me pela mão e apenas olhei uma última vez para Edward que sorriu.

Ela me levou até um camarim, onde já estava a roupa que colocaria depois. Alice tirou o véu preso em meu cabelo, para que não ficasse arrastando pelo chão e fez questão de retocar algumas coisas em minha maquiagem. Ao voltarmos para o salão, onde já tinha várias pessoas, fui direto de encontro a Edward que conversava com Emmett.

– Olha a minha priminha! — ele falou e abraçou-me. — Até podia dar os parabéns a vocês, mas vou deixar para falar no meu discurso. — informou e sorriu.

– Por favor... — Edward começou.

– Não vou fazer brincadeiras. — falou.

– É bom mesmo. — afirmei e ele riu.

Então de repente uma fila se formou, todos queriam nos desejar felicidades e dar os parabéns. Edward me apresentou a várias pessoas, mas infelizmente não consegui gravar o nome de muitos, pois estava concentrada em apenas ouvir aquelas palavras saírem de sua boca: "Essa é minha esposa, Isabella."

Mas quando uma mulher de aparência jovem, com um sorriso que queria parecer maternal, apareceu eu fui forçada a prestar atenção a situação.

– Renée, fico feliz por você estar aqui. — afirmei e não estava mentindo, realmente havia gostado de vê-la na igreja.

– Não podia deixar de vir. — respondeu, enquanto me abraçava, logo se afastando. — Espero que sejam muito felizes, você merece Isabella.

– Obrigada. — falei.

– Obrigado, Renée. — Edward respondeu, com sua educação de sempre, mas percebi em sua voz que ele não tinha gostado muito dela estar ali.

Assim que ela se distanciou, Victoria apareceu e sorri, abraçando-a.

– Você está linda! — ela exclamou.

– Obrigada. — respondi, recebendo também um elogio de Lúcia. — Bom, esse é Edward. — apresentei o rapaz de olhos verdes, que tinham um brilho diferente. — Essas são Victoria e Lúcia.

– Prazer em conhecê-las. — ele falou.

– Parabéns... desejo toda a felicidade do mundo para vocês. — a mulher ruiva falou sorrindo.

Assim que Victoria e sua sobrinha se afastaram, pensei que já tínhamos falado com todos, mas estava errada, pois uma loira que usava um vestido vermelho se aproximou. Sinceramente, ela era muito bonita, com seus olhos claros e um rosto perfeito.

– Isabella! — ela exclamou e perguntei-me se eu já a conhecia, mas tinha certeza que não. — Esse nome vai entrar para a história, como a mulher que conseguiu o coração de Edward Cullen Masen.

– Essa é Tanya Denali. — ele falou sorrindo.

– Oi. — falei, cumprimentando-a.

– Oi. — ela sorriu. — Olha, espero que vocês sejam muito felizes e que você pare de se atormentar com idiotices. — falou apontando para Edward, que balançou a cabeça, rindo e percebi que ele ficou um pouco desconfortável com a presença dela.

Quando Tanya saiu, indo em direção a Emmett, perguntei-me quem era ela e como tinha entrado na vida de Edward...

– E então... — ele falou. — O que está achando?

– Não tenho palavra. — afirmei. — Acho que "perfeito" é pouco.

– Não sabe como fico feliz em ouvir isso. — sorriu e senti sua mão acariciar minha bochecha de leve.

– Só queria que todos parassem de nos olhar. — falei baixo e ele riu.

– Estão olhando porque não conseguem acreditar que sua beleza é real. — sussurrou perto de meu ouvido e sorri.

– Bobo. — murmurei.

– Pombinhos? — ouvi a voz de Alice.

– Sim? — Edward indagou.

– Está na hora de cortar o bobo, para servirem o jantar. — avisou.

– Ok, vamos lá. — ele sorriu e segurou em minha mão.

Admirei o lindo bolo branco com flores e um laço de glacê que havia escolhido, vi o casalzinho de porcelana em cima, antes de eu e Edward o cortarmos. Logo depois do jantar Emmett subiu ao palco perfeitamente decorado com flores.

– Bom, deixe-me ver por onde começo... é complicado falar desses dois, pois Isabella não tem defeitos e Edward... bem, ele não tem qualidades. — falou e todos ali riram. — Acho que é por isso que deu tão certo, os opostos se atraem. Desculpem, sei que prometi não faria brincadeiras. — ele nos olhou sorrindo. — Enfim, agora falando sério, Edward tem sim suas qualidades e uma delas é o fato de sempre estar ali, quando precisamos dele. Já Isabella é um exemplo de força e persistência, te admiro muito por isso. — afirmou e percebi que ele se referia ao tratamento pelo qual passei. — Mas o que quero dizer é que... Eu desejo a vocês não só felicidade, mas também tempo... tempo para viverem esse amor e aproveitarem cada segundo juntos. Então, vamos fazer um brinde aos noivos. — ele propôs, levantando a taça com champagne que segurava.

– Aos noivos. — todos repetiram e senti Edward segurar minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus.

– E também um brinde especial para minha nova irmã! — ele sorriu. — Agora chamo uma pessoa que está louca para falar aqui na frente, Alice Brandon.

A baixinha pareceu não gostar muito de subir no palco, parecia até um pouco intimidada.

– Alice tem vergonha em falar na frente de muitas pessoas. — Edward falou baixo para mim.

– Bom... ok. — ela murmurou. — Olha, se eu fosse falar do quanto esses dois significam para mim, ficaríamos aqui até amanhã, então só vou agradecer, a você Isabella, por ter entrado nessa família e por ter mudado tanto meu irmão... mudado para melhor é claro. — Alice sorriu. — E também quero agradecer a sua amizade, na verdade você não é só minha amiga, é minha irmã e agora terá que aceitar a moda na sua vida. — avisou e acabei rindo. — Bom, mas chega de discurso, pois temos algo mais importante... um clássico dos casamentos: a valsa dos noivos. Então, os dois ao centro da pista. E por favor, Isa, não me mate. — pediu e alguns convidados riram.

– O que? — falei baixo, olhando para Edward.

– Tudo bem dançarmos? — ele perguntou.

– Dança, dança, dança... — Alice começou, sendo acompanhada pelos convidados.

– Vem. — Edward falou, levantando-se e puxando-me pela mão.

– Não, perai, eu não sei dançar. — sussurrei.

– Confia em mim? — ele perguntou e então me levantei, não respondendo, já que não era necessário, pois ele sabia muito bem qual seria minha resposta.

Edward me levou até a pista iluminada e fitei seus olhos, para não ter que olhar as várias pessoas que nos encaravam. Então, ouvi uma música que conhecia muito bem começar a tocar, sentindo a mão de Edward me rodar, fazendo com que meu vestido girasse ao meu redor, logo depois puxando-me para ele, mantendo sua mão em minha cintura, enquanto a outra segurava a minha mão direita suavemente. Sorri, antes de começar a acompanhar seus passos, reconhecendo a linda Valsa das Flores de Tchaikovsky.

– Você planejou isso... — afirmei, já que ele sabia muito bem que eu amava essa música.

Edward apenas sorriu, levantando-me no chão e nos girando, assim que a valsa ficou um pouco mais rápida. Já sentiu como se tudo ao seu redor se apagasse e de repente existisse só você e aquela pessoa especial... bom, foi isso que aconteceu... só havia eu e Edward ali, enquanto fitava aqueles olhos verdes que me faziam perder todos os sentidos... enquanto me deliciava com aquele momento.

Sabe quando você perde toda a razão de sua existência e não sabe exatamente o que está fazendo nesse mundo cruel... era assim que eu me sentia a meses atrás, então descobri que tinha essa maldita doença e no fundo acho que não tinha o porque reclamar, pois eu pedi poder deixar esse mundo, eu desejei isso... mas conheci a pessoa que me fez ver que eu tinha um lugar, o qual era o lado dele, porém ainda estou doente e sei que um dia meu pedido irá se realizar, se eu pudesse voltar no tempo e nunca ter desejado morrer...

É engraçado como a vida dá voltas e voltas, para poder parar onde você menos espera. Meu Deus, se eu tiver que enfrentar essa doença, se eu tiver que lutar contra o relógio... eu o farei, mas não irei pedir mais tempo para o Senhor, pois se eu fosse pedir algo a mais estaria sendo egoísta, a única coisa que quero é agradecer. Obrigada por dar essa chance!

Então ouvi a doce melodia acabar e Edward me girou pela última vez, logo depois depositando um beijo em meus lábios, enquanto ouvíamos os convidados aplaudindo.

– Eu te amo. — ele sussurrou, olhando em meus olhos e sorri como uma boba.

...


E a festa continuou, com uma música animada, haviam muitas pessoas ali e me admirei com os vários convidados que conversavam no grande ambiente.

– E então, eu arraso no discurso, né? — Emmett se aproximou.

– Ah, claro. — comentei e ele riu. — Foi o melhor.

– É, poderia ser pior. — avisou.

– Eu amei. — afirmei sorrindo.

– Fico feliz. — falou e segurou em minha mão, tirando-me dos braços de Edward.

– Ei! — meu marido reclamou, rindo.

– Só um segundo. — Emmett avisou e então ele nos virou. — Fiquei sabendo que aquela ali é sua amiga. — falou e acabei rindo.

– O que?

– Não tem vergonha, né? — Edward reclamou.

– Ah, qual é Isa... podia me apresentar! — falou.

– Ok, eu te apresento.

– Não, mas não pode ser algo forçado... você vai lá conversa com ela e depois eu chego. — falou e balancei a cabeça indignada.

– Não dê ouvidos a ele. — Edward falou, enquanto bebia um pouco do uísque em seu copo.

– Só vou fazer isso porque... — comecei, mas não achei um motivo. — ... para falar a verdade, nem eu sei o motivo. — afirmei e ouvi eles rirem. — Já volto. — falei para Edward, já me distanciando.

Caminhei pelo ambiente, vendo pessoas me cumprimentando e falando que estava linda. Não demorei a chegar onde Lúcia e Adam conversavam.

– Oi! — falei ao me aproximar. — O que estão achando da festa?

– A melhor! Está tudo lindo.

– Concordo. — Adam respondeu, olhando-me fixamente. — A melhor...

– Para com isso, ela é casada. — Lúcia o empurrou de leve e ele riu.

– É brincadeira. — falou, passando o braço ao redor do pescoço dela.

Olhei-os percebendo alguma coisa ali e imediatamente ela o empurrou.

– Não é nada disso que está pensando! — afirmou.

– Não estava pensando nada. — falei rindo e vi ao longe Alice saindo do salão.

– Mudando de assunto... você disse que seu noivo era lindo e perfeito, mas não disse que era surreal! Ele é muito bonito! — ela falou com uma expressão incrédula e sorri, olhando por sobre o ombro para Edward que conversava com Emmett e vi ele sorrir para mim.

– Vou pegar uma bebida.. — Adam deu uma desculpa, já que não gostou do ruma que a conversa estava tomando.

– Você escureceu o cabelo? — perguntei algo que já tinha notado a primeira vez que a vi.

– É, sabe que nunca gostei de ser ruiva. — falou e sorri, lembrando do quanto ela reclamava do cabelo ruivo.

Então ouvi a voz de Emmett logo atrás de mim.

– Oi, meninas.

– Oi. — respondi. — Ainda não apresentei vocês, essa é a Lúcia Olsen. — falei e depois apontei para o rapaz ao meu lado. — Esse é o Emmett, primo do meu marido.

– Prazer em conhecê-la. — ele falou, cumprimentando-a.

– O prazer é meu. — ela respondeu sorrindo.

– Bom, tenho que falar com Alice, depois nos vemos Lúcia.

– Ok. — ela sorriu, começando a conversar com Emmett.

Olhei para Edward e vi que ele conversava com algumas pessoas, então segui para a porta de saída do salão, indo ver onde Alice tinha ido e surpreendi-me ao ver a baixinha sentada em um banco de madeira branco, encarando o céu estrelado.

– Alice? O que está fazendo aqui? — perguntei.

– Nada. — ela respondeu. — E então, já conversou com seus amigos? Tem que jogar o buquê.

Era isso! Não acredito que Alice estava com ciúmes de Lúcia.

– Você...

– Não temos tempo. — ela se levantou, interrompendo-me e puxando-me para dentro do salão.

– Ei, espera. — falei, parando bem na porta. — Você sabe que é a minha melhor amiga e minha única irmã, que eu amo muito, certo?

– É eu sei. — ele sorriu, abraçando-me. — Bom, você não é minha única irmã, mas é minha única amiga e eu também te amo muito. — sussurrou. — Agora chega, vamos, que você já está atrasada para a viagem. — informou, afastando-se e limpando uma lágrima que insistiu em cair. — Vem. — ela me puxou para dentro do salão iluminado.

Entramos e todas as mulheres ali, ficaram em suas posições assim que souberam que eu jogaria o meu buquê.

– Vou jogar no três. — avisei sorrindo para elas, enquanto me virava e começava a contagem: — Um, dois... três! — falei e joguei o pequeno buquê de flores cor de rosa para trás e ao me virar vi ele cair no colo de Esme, que preferiu não participar, ficando sentada em uma mesa um pouco afastada.

Ela olhou surpresa para mim e sorri, vendo formar em seus lábios um lindo sorriso. Logo Alice me levou para o camarim, onde vesti a roupa que ela havia escolhido para mim. Olhei-me no espelho e percebi que nunca estive tão elegante igual estava agora... o reflexo da mulher casada, em um vestido bege, com sapatos pretos de salto alto nem parecia comigo... ela tinha meus traços, meus olhos, mas não conseguia acreditar que era eu. Porém de alguma forma era eu ali, despedindo-me de Carlisle, de Alice, Esme, Victoria e todos presentes para então entrar na BMW, a qual não era a de Edward e sim um modelo sedã, para começar a viagem.

– Pronta? — Edward perguntou, já ligando o motor praticamente silencioso do elegante carro.

– Pronta. — respondi, vendo-o acelerar e deixar todos para trás.

Respirei lentamente, tentando relaxar e colocar na cabeça que estava segura ali ao lado de Edward e que com ele eu nunca mais sofreria.

– E então, para onde vamos? — perguntei, vendo as árvores passando por nós.

– Já disse que é surpresa.

– Uma dica. — pedi.

– Você vai gostar. — ele falou sorrindo e revirei os olhos.

– Ajudou muito. — afirmei e acabei rindo.

Percebi que ele pegou o caminho para o aeroporto e fiquei imaginando os vários lugares para o qual podíamos estar indo.

– Edward. — chamei-o.

– Sim? — respondeu e fitei seu rosto perfeito, enquanto ele dirigia pelas ruas escuras.

– Obrigada. — falei baixo e vi ele me olhar, um sorriso aparecendo em seus lábios, logo voltando sua atenção para a estrada a nossa frente.

Senti sua mão segurar a minha, entrelaçando nossos dedos, levando minha mão até sua boca e depositando beijos em minha pele.

– Não tem nada que me agradecer.

Então vi que ele entrava no aeroporto iluminado, seguindo para a parte dos fundos, onde um jatinho particular nos esperava. Entramos no luxuoso avião e admirei-me com o espaço, enquanto funcionários do aeroporto carregavam as malas.

– Por que está com medo? — Edward perguntou, minutos depois de decolarmos.

– Não diria medo. — falei. — Acho que... só não sei o que esperar. Agora é só eu e você e isso é estranho. — afirmei e acabei rindo, um riso nervoso.

– Por que? — ele sorriu.

– É estranho estar tão próxima de alguém, nunca contei... na verdade nunca falei sobre o que aconteceu.

– Eu vou te ajudar a superar isso. — Edward afirmou e fitei seus olhos, levantando-me e sentando-me ao seu lado no comprido sofá bege.

Apenas o abracei, apoiando a cabeça em seu ombro e entrelaçando meus dedos nos seus, tendo a certeza que estava segura ali em seus braços.



Notas finais
Espero que tenham gostado.
Por favor, não esqueçam de deixar um review!
Vou demorar um pouco para postar o próximo capítulo, pois agora tenho que dar um pouco de atenção para minhas outras fics, mas prometo não demorar muito ;D
Até a próxima...
Beijoss