Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
40 Lua de Mel
Notas iniciais
Em segundo, quero avisar que infelizmente tive que dividir o capítulo da lua de mel, pois ele ficou muito grande, então dependendo da quantidade de reviews posso postar o próximo capítulo no domingo, ok?
Espero que gostem ;D
Bella's POV
Não sei dizer se a viagem foi longa ou curta, mas ela se passou rapidamente com Edward me fazendo rir a todo momento, ele falava de coisas de sua infância e percebi que tudo que contava era de antes da morte de Jane, do que ele e Emmett aprontavam.
Fiquei com um pouco de receio de tocar no assunto, mas acabei perguntando.
– E depois do acidente?
– Foi meio complicado. — comentou e olhei seus olhos, que se desviaram dos meus.
Virei a poltrona que estava sentada, ficando de frente para ele no sofá bege que havia ali. Vi seus olhos fixos nos pequenos cubos de gelo mergulhados no uísque que ele tomava e resolvi mudar de assunto.
– Devia parar se beber, isso só te faz mal. — informei vendo um sorriso se formar em seus lábios. — Que foi? — indaguei.
– Mal acabamos de casar e já está tentando me mudar? Isso não vai dar certo... — ironizou e acabei rindo.
Vi ele olhar o relógio em seu pulso, logo depois abrindo a janelinha ao seu lado.
– Já chegamos. — afirmou sorrindo. — Não quer ver? — apontou para a pequena janela a minha direita.
– Sabe que tenho medo de olhar. — respondi baixo.
– Você iria gostar. — falou, levantando e abaixando-se ao meu lado.
Vi Edward esticar o braço erguendo a pequena cortina bege e então admirei o grande monumento cinza todo iluminado, não acreditando no que via.
– É-é o Cristo... estamos no Brasil? — indaguei surpresa, gaguejando, e vi ele sorrir.
– Na verdade só estamos de passagem, vamos para um lugar próximo ao Brasil.
Não demorou muito para pousarmos e vi uma BMW com um motorista, que falava inglês fluentemente, nos esperando. Era tudo tão diferente, ali estava calor, mas era uma temperatura confortável e fiquei encantada ao passarmos ao lado de uma das sete novas maravilhas do mundo. Vi na praia um luau, onde várias pessoas dançavam e se divertiam.
– Algum pedido? — perguntou, seus braços rodeando meu corpo e senti ele depositar um beijo em meu pescoço.
– O que mais eu poderia pedir? — indaguei. — Eu só tenho a agradecer. — respondi, minha voz falhando e ao piscar os olhos as lagrimas caíram.
– Ei, está tudo bem. — falou, suas mãos segurando meu rosto.
Então senti seus lábios nos meus, adorando poder abraçá-lo e saber que nunca mais estaria sozinha. Ao me separar de Edward, voltei a olhar o Cristo Redentor que ficava para trás e logo depois admirei o céu maravilhosamente estrelado, enquanto agradecia mentalmente a tudo que estava acontece.
Então continuamos em nosso caminho e estranhei quando o motorista parou o carro próximo ao porto, só então Edward me contou que iríamos fazer uma rápida viagem de barco e fiquei imaginando para onde estávamos indo.
Edward me ajudou a entrar na luxuosa lancha e minutos depois ele pilotava o barco pelo mar calmo, onde a lua e as estrelas faziam tudo parecer um sonho.
– Onde estamos indo? — perguntei novamente.
– Já estamos chegando e você verá. — afirmou e revirei os olhos, ouvindo ele rir.
Em pouco tempo comecei a ver uma ilha a frente, onde havia uma casa, ou melhor uma mansão, toda iluminada. A lancha parou perto do pequeno cais e Edward me ajudou a sair. Olhei ao redor, analisando a ilha deserta e caminhamos até a praia, enquanto eu admirava a cor da areia incrivelmente clara e notei a pequena distancia entre o mar e onde começava uma floresta de pinheiros, completamente perfeito. Tirei os sapatos de salto para poder andar pela areia e assim que caminhamos um pouco para o lado direito pude ver melhor a mansão que havia ali.
– Ah meu Deus! — falei baixo vendo aquela mansão enorme pintada de branco e salmão.
– Gostou? — ele indagou sorrindo.
– É linda, tudo aqui é lindo! — respondi.
– Vem. — pediu e eu soltei um gritinho quando ele me surpreendeu, pegando-me no colo. Aproveitando que estava tão perto dele, depositei um pequeno beijo em seu pescoço e deslumbrei-me ao admirar aquele sorriso que surgiu em seus lábios.
Edward caminhou até a grande porta branca e com um pequeno empurrão com o pé a abriu. Olhei a grande sala enquanto ele me colocava no chão para que eu pudesse ver melhor a casa. Meus olhos percorreram a sala, onde havia grandes sofás de couro claro, tapetes, enfeites, mesinha de centro... tudo era perfeito.
– Por que não olha um pouco a casa? — ele propôs. — Vou buscar as malas. — informou já saindo.
Caminhei pela sala, entrando no corredor e abri a primeira porta, deparando-me com uma enorme biblioteca com paredes de vidros, os quais mostravam as árvores do lado de fora da casa e ali no meio do recinto havia um grande piano de cauda preto. Saí dali e voltei a sala, subindo as escadas, caminhando lentamente pelos corredores, passando por uma sala de TV e vendo ao fim do corredor uma porta dupla, na cor branca. Levantei a mão, tocando a maçaneta e abri a grande porta lentamente, entrando no imenso quarto, com uma cama enorme na parede oposta e de cada lado dela havia uma porta alta, com cortinas pesadas em branco com detalhes em dourado. A decoração era leve, sempre coisas brancas ou douradas, que lembravam a ouro. Vi uma televisão embutida na parede e reparei em um tapete felpudo bege tampando o piso laminado, o qual tinha uma cor de madeira clara. Aproximei-me da cama perfeitamente e detalhadamente arrumada, tocando o tecido da colcha branca.... Encarei os lençóis brancos como leite e pensei no que aconteceria durante essa noite... sentindo um frio na barriga, talvez em ansiedade ou talvez medo. Não sei se estava preparada...
– E então? — ouvi aquela voz atras de mim e ao me virar vi ele entrando no quarto, colocando as malas sobre a poltrona no canto.
Minha boca se abriu, mas logo se fechou, não sabendo o que dizer.
– Espere, antes de tudo, preciso de um favor. — falou, abrindo sua mala e tirando uma pasta, da onde pegou uma folha que continha varias assinaturas. — Preciso que assine aqui. — informou, pegando uma caneta e mostrando-me o lugar.
– Por que? — perguntei confusa, olhando o texto digitado.
– Só assine. — pediu e fiz o que mandou, assinando a folha que mais parecia um contrato.
– Então, a partir de agora, essa ilha e tudo aqui, incluindo a casa, está em seu nome. Tudo aqui é definitivamente seu. — ele disse sorrindo e eu levei minhas mãos a boca não acreditando naquilo. — Sei que estamos casados e tudo que é meu, é seu... mas achei que essa ilha deveria ser sua oficialmente.
– O que?!
– Só estou dando um jeito de realizar todos seus sonho. — explicou. — Então, o que acha de chamarmos de Ilha Bela? Gostou?
– Não, para falar a verdade, não gostei. — falei.
– O que? Como assim? Não gostou do nome? — perguntou, seu sorriso se desmanchando.
– Não gostei de nada, desculpe Edward. — respondi baixo.
– Bella...? — ele não sabia o que dizer e então comecei a rir de sua cara de menino que perdeu seu doce preferido. — Você... não acredito que fez isso.
– Você tinha que ter visto sua cara... — falei rindo.
– Ah, mas vai ter volta. — ele falou se aproximando e não gostei nada de sua expressão.
– Não, Edward. — pedi, mas ele me atacou, fazendo cócegas em minha barriga.
– Ahhh! — exclamei, correndo para porta.
– Volta aqui! — ele veio atrás de mim.
Desci as escadas, passando pela sala e assim que sai da casa corri sob o céu estrelado, vendo Edward me seguir pela areia e no momento que meus pés tocaram a água senti seus braços me abraçarem por trás, levantando-me do chão.
– Aha te peguei! — ele exclamou baixo perto de meu ouvido.
E entre risada, acabamos tropeçando e ambos caímos na água salgada.
– Ah não! — falei entre risos e joguei água em Edward.
– Ei! — exclamou e rimos ainda mais. — Vem. — falou, ajudando-me a levantar, estendendo sua mão, a qual segurei.
– Você me assustou quando disse que não tinha gostado. — confessou.
– Como poderia não gostar?! — perguntei incrédula. — Eu não só gostei, eu amei esse lugar, a casa, a praia.... tudo.
Edward se aproximou, encostando seus lábios nos meus, logo depois aprofundando mais o beijo lentamente, sendo cuidadoso ao levar sua mão a minhas costas e me puxar para mais perto dele. Coloquei meus braços em volta de seu pescoço, querendo ser dele... querendo acreditar em tudo aquilo, mas logo tivemos que nos separar em busca de ar e o abracei com toda minha força.
– Eu te amo. — sussurrei em seu ouvido, afastando-me e vendo-o sorrir. — Não sei o que acontecerá daqui para frente, como será o amanhã... mas se algo acontecesse agora, poderia dizer que valeu a pena o pouco que vivi, pois em apenas dias você me fez a pessoa mas feliz desse mundo, transformando meu sonho de me casar em algo surreal.
– O que fiz, não é nada comparado ao que você merece, Isabella. — ele falou dando ênfase a palavra "nada" e apenas sorri ouvindo aquelas palavras. — Vem cá. — murmurou, puxando-me delicadamente para seus braços, voltando a me abraçar.
Fechei os olhos, sentindo seu perfume indescritível, o qual me fazia sonhar mesmo estando acordada e então me afastei um pouco, minha boca procurando a sua. Cada vez me maravilhava mais com o toque dos lábios de Edward e cada vez queria mais...
– Alice vai me matar se souber que entrei no mar com esse vestido. — falei interrompendo o beijo e encarando aqueles olhos verdes que eu amava.
– Concordo. — Edward falou rindo, enquanto sua mão acariciava minha bochecha. — Vem, precisa tirar essa roupa molhada.
Ele segurou minha mão e caminhamos para dentro da casa, com as roupas molhadas.
– No closet tem toalhas se quiser tomar um banho. — falou assim que entramos no quarto.
– Ok. — respondi e peguei minha mala entrando no closet.
Então sem querer olhei para o espelho ali dentro e vi o reflexo de Edward que tirava a camisa molhada. Senti minha pele se arrepiar e algo entranho se apossou do meu corpo.
Balancei a cabeça levemente, afastando as lembranças que apareceram e peguei uma toalha, começando a ver minhas roupas e percebi que havia coisas que nunca tinha visto na vida. Até que achei um bilhete:
"Não fique brava comigo. Só coloquei umas coisinhas a mais....
Aproveite bem a lua de mel!
Beijinhoss
Alice Brandon"
– Não acredito! — exclamei.
Havia vestidos curtíssimos e camisolas que nunca usaria, mas pelo menos havia algumas coisas que eu tinha escolhido. Acabei optando por um short e uma blusa de pijama, entrando no elegante e luxuoso banheiro. Deixei a água morna cair sobre meu corpo, o que me fez relaxar enquanto tentava selecionar meus pensamentos, no que deveria pensar e no que devia manter bem longe de minha mente. Assim que terminei de me vestir peguei a frasqueira, procurando minha escova de dentes. Logo depois penteei meus cabelos, prentendo-os com um elástico e olhei-me uma última vez no espelho. Sai do closet, encontrando o quarto vazio e aquela sensação de medo tomou meu corpo novamente. Então caminhei a uma das grandes portas e a abri, entrando em uma sacada, achei um interruptor perto da porta e acendi as luzes. Tinha uma vista linda do mar, mesmo a noite e de repente ouvi o baixo som do chuveiro sendo ligado, Edward estava tomando banho. Apoiei minhas mãos no pequeno muro que cercava a sacada e o medo começou a se multiplicar, o desespero tomando posse de mim... Quando percebi lágrimas já caiam de meus olhos.
– Eu não posso... — murmurei para mim mesma, levando minhas mãos ao rosto.
E se eu não fosse o suficiente para Edward? Na verdade isso era uma afirmação... tinha certeza que não estava a altura de Edward. Eu não tenho a mínima ideia de como agir depois que ele sair do banho, não sei o que dizer... Tentei controlar minha respiração, tentando me acalmar, isso não me levaria a lugar nenhum. Precisava confiar nele, agora já não havia mais segredos, ele sabia de tudo e sei que será compreensivo.
– Não há o que temer Isabella. — murmurei, enquanto limpava as lágrimas e sentia a leve brisa do mar acariciar meu rosto.
Fechei os olhos e tentei esvaziar a mente, relaxar cada músculo do meu corpo, o qual já tinha voltado ao mesmo estado tenso, levei minhas mãos ao pescoço, massageando meus ombros e respirei fundo, deixando o tempo passar...
– Cansada? — ouvi aquela voz grave e aveludada, a qual fazia minha pele se arrepiar e um sorriso surgiu em meus lábios inconscientemente.
Abri os olhos e virei-me, olhando Edward que vestia um short escuro e uma camisa azul clara.
– Mais ou menos. — respondi, vendo-o se aproximar. — Na verdade só... estou... — as palavras se perderam no ambiente, pois não consegui formar uma frase.
– Apreensiva, aflita, com medo... — ele me deu algumas opções.
– Está tão claro assim.
– Vejo isso em seus olhos. — falou, enquanto seus dedos acariciavam meu rosto.
– Sabe, eu quero tanto poder fazer isso. — confessei. — Mas, não sei se...
– ...se está pronta? — ele me ajudou, já que não conseguia achar a palavra certa.
Não respondi nada, apenas olhei aqueles olhos verdes e o abracei, sentindo seus braços me rodearem protetoramente.
– Olha, o que acha de irmos dormir, descansar... foi um longo dia e deixamos esse assunto para amanhã. — ele propôs e sorri, afastando-me. — Se quiser posso até dormir em outro quarto.
– Não! — falei rapidamente e vi ele sorrir, aquele sorriso torto. — Quero que durma aqui. — pedi.
– Então vem. — sussurou e pegou em minha mão, levando-me para o quarto.
Entramos e em segundos arrumamos a cama, logo depois me sentei, vendo Edward encostar em dois travesseiros. Ele parecia estar a vontade e confortável...
– Relaxa, Bella. — pediu.
– Estou tentando. — respondi, arrumando os travesseiros, para poder deitar.
– Dorme com o cabelo preso? — perguntou, sentando-se na cama e aproximando-se de mim.
– Não. — respondi, então fiz o que ele pediu e virei-me, deixando-o desamarrar meus cabelos que iam até quase perto de meus ombros.
Senti um leve susto quando seus lábios depositaram um beijo em meu pescoço e voltei a olhá-lo antes de me deitar. Edward apagou as luzes e deitou-se também, ficando de frente para mim, o quarto não ficou muito escuro já que ele deixou a luz da sacada acesa. Era incrível como mesmo com pouca luz eu podia ver perfeitamente seus olhos e como ele era bonito. Inconscientemente minha mão foi até seu rosto, acariciando sua pele macia.
– É incrível como você não parece real. — murmurei e vi sua expressão indignada.
– Por que?
– Ninguém um dia faria por mim o que você está fazendo. — sussurrei. — Mas também não sei se isso é certo.
– Não vamos pensar nisso agora. — ele falou baixinho, entendendo ao que eu me referia, segurando minha mão. — Tem razão. — sussurrei antes de adormecer ali, com meus dedos entrelaçados aos seus.
Abri os olhos, encarando aquele lindo quarto e percebendo que aquilo tudo realmente era real. Virei-me na cama e vi que estava sozinha, então me levantei, olhando no relógio, eram quase dez horas da manhã. Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa confortável, arrumando a cama, antes de sair do quarto e caminhar pelo grande corredor, chegando as escadas de madeira, desci os degraus, passando pela sala e entrei na cozinha que dava acesso a cozinha da área externa da casa. Então parei perto do balcão, vendo Edward arrumar a mesa para o café da manhã, ele era mais que perfeito... disso eu tinha certeza. Porém, não sei o que me fez parar ali, sem ter coragem de continuar a andar até ele, eu simplesmente tinha vontade de sair correndo e enconder-me. E era isso que meu corpo estava prestes a fazer, já que meus pés já davam um passo para trás, quando Edward me viu e sorriu, o sorriso mais lindo do mundo, enquanto caminhava até mim.
– Bom dia. — ele falou.
– Bom dia. — respondi.
– Como dormiu? — perguntou, segurando minhas mãos.
– Bem.
– Que bom. — sussurrou, seus lábios relando nos meus suavemente.
– Vem tomar café. — falou, puxando-me para seus braços.
Fomos até a cozinha e Edward distribuiu alguns beijos em meus ombros e pescoço, sorri com aquilo, vendo como ele tomava cuidado, quando iria fazer isso, cuidado para não me assustar. Sentei-me a mesa e peguei um pouco de suco.
– E então o que quer fazer hoje? — perguntou. — Podemos nadar, assistir um filme, posso te ensinar a surfar, mais tarde podemos fazer um pique-nique... ou podemos conversar...
– O que acha de caminharmos um pouco? — indaguei, sabendo exatamente ao que ele se referia ao propor que podiamos "conversar".
– Seria ótimo. — respondeu.
Terminamos o café e saímos, pisando na areia e já estávamos um pouco longe da casa quando nos sentamos ali na praia sob a sombra de uma grande árvore. Encostei-me no peito de Edward, sentindo seus braços ao meu redor, ouvindo o som das ondas se quebrando na areia e fechei os olhos, respirando fundo.
– Por que não me conta mais sobre a sua infância em Detroit? — ele me incentivou.
– Por onde começo? — indaguei, abrindo os olhos e encarando nossos dedos entrelaçados.
– Percebi que gosta muito da Victoria. — comentou.
– Devo muito a ela. — falei baixo.
– Por que?
– Victoria era minha vizinha e ela acabou descobrindo o que acontecia... assim sempre que minha mãe saia de casa, ela dava uma desculpa para me levar para casa dela, assim eu não ficasse sozinha com... com ele. — respondi e houve um breve silêncio.
– Sua mãe... ela não sabia o que acontecia? — perguntou incrédulo.
– Ela tinha total conciência do que acontecia, mas ela o amava.
– Como assim?
– Acho que tinha medo de perdê-lo, caso fizesse algo.
– Isso não tem lógica. — ele falou baixo.
– O amor não tem lógica, Edward.
– É, tem razão... mas nesse caso é diferente.
Passamos um bom tempo conversando, mas boa parte dos assuntos eram bobeiras, já que Edward tentava não ficar perguntando muitas coisas do meu passado, ele esperava até que eu mesma falasse.
– Sabe, eu queria não ter medo dessa aproximação. — confessei, encarando nossas mãos unidas e sentindo seus braços ao meu redor. — Quero poder sentir seus toques sem me lembrar... — murmurei.
– Vamos dar um jeito nisso. — ele falou baixo e senti seus dedos apertarem suavemente os meus. — Eu vou te ajudar a esquecer tudo isso. — sussurrou depositando um beijo em meu pescoço e virei-me encontrando sua boca.
Beijei-o com calma, deixando meus dedos entrarem em seus cabelos e permitindo-me sentir... e tentei não me assustar quando suas mãos seguraram minha cintura, empurrando-me para deitar sobre a areia. Mas quando senti o corpo de Edward sobre mim acabei me desesperando e quebrando o beijo, afastando-o. Então vi aquele par de esmeraldas me fitarem fazendo com que uma sensação estranha percorresse meu corpo.
– Eu quero te ajudar... — ele falou baixo. — ... Mas tem que permitir que eu me aproxime.
– Eu sei. — sussurrei. — Desculpe.
– Não precisa se desculpar, apenas relaxe. Eu sei quais são seus limites,Bella, e não vou ultrapassá-los. — ele afirmou e sorri, puxando-o para um beijo calmo.
Então senti minha pele se arrepiar quando Edward deslizou sua boca para meu pescoço, depositando pequenos beijos ali.
– O que acha de eu te ensinar a nadar? — ele indagou.
Nadar... piscina... biquíni! Como ficaria de biquíni na frente de Edward?
– E então? — perguntou, levantando-se e estendendo a mão para mim.
– É... pode ser... — minha resposta ficou um pouco vaga e notei que ele percebeu meu nervosismo, mas preferiu não prolongar o assunto. — Vou... trocar de roupa. — falei já me levantando com sua ajuda.
– Ok. — ouvi, enquanto caminhava em direção a casa.
A cada passo que eu dava era um pensamento diferente, ao mesmo tempo em que a vergonha me consumia por dentro.
– Isso é um exagero, Isabella. — murmurei para mim mesma já subindo as escadas.
Ao entrar no grande quarto, procurei rapidamente em minha mala os biquinis que havia comprado com a Alice dias antes do casamento. Escolhi o mais simples, que tinha uma cor verde água, logo vestindo e colocando um short, junto com uma blusa, peguei duas toalhas e saí, enquanto pensava em uma desculpa para não ficar só de biquini na frente de Edward.
Desci as escadas e caminhei para a parte de trás da casa, onde ficava a piscina. Parei perto da varanda vendo Edward, sem camisa, sentado na espreguiçadeira, analisei seu tórax nú e respirei fundo ao sentir um sensação estranha percorrer meu corpo, a qual fez com que minha pele se arrepiasse. Não sei exatamente que sensação era aquela, mas ela estava aparecendo com frequência e isso me preocupava. Tomando coragem desci os degraus até o jardim, caminhando até ele.
Edward's POV
Precisava conseguir com que Bella confiasse em mim e acho que a pescina seria um bom jeito de fazê-la confiar em meus toques.
Não demorou muito e Isabella apareceu, não me surpreendendo quando vi que ela vestia um short e uma blusa, mas não deixei de sorrir ao ver a alça do biquíni em seu pescoço, sabia que ela estava tentando se aproximar e esquecer do que houve no passado.
– Então, está pronta? — perguntei, levantando-me da espreguiçadeira.
– Acho que vou ficar aqui um pouco, pode ir entrando. — ela falou sem me olhar e vi que estava envergonhada por eu estar sem camisa.
– Qual é, Bella? — sorri ao ver um leve rubor em suas bochechas. — Preciso da sua ajuda, lembra?
Vi que ela ficou em pouco desconfortável, enquanto caminhava até a mesa e colocava ali as duas toalhas que carregava.
– Ok... — ela sussurrou. — Mas, pode se virar? — indagou e acabei rindo.
– Claro que posso. — falei sorrindo, ficando de costas para ela.
Mas sem querer pude ver seu reflexo no vidro da janela ao longe e sorri ao vê-la tirando a blusa, juro que tentei não olhar, mas acabei admirando-a, vendo ela tirar o short jeans que usava. Virei-me rapidamente, assim que Isabella ficou apenas com um biquini verde e pegando-a no colo pulei na piscina, ouvindo-a gritar com o susto.
– Edward! — ela exclamou, tirando os fios de cabelo molhado sobre o seu rosto.
– Consegue pisar no fundo, baixinha? — perguntei rindo.
– Consigo, não sou tão baixinha assim. — falou com uma expressão ofendida e acabei rindo, puxando-a para um beijo.
Toquei suas costas praticamente nua, sentindo a maciez de sua pele enquanto me deliciava com seus lábios tão delicados e percebi que Isabella quis se afastar quando tornei o beijo um pouco mais ousado.
– Está tudo bem. — sussurrei, afastando-me e deixando minhas mãos deslizarem de suas costas para sua cintura sob a água.
– Vai me ensinar a nadar ou não? — indagou e vi aquele lindo sorriso em seus lábios.
...
Ficamos ali por mais de uma hora e tentava ser atento a nossa proximidade, não queria assustá-la, mas também não queria me manter muito longe. Era complicado, mas ainda era difícil acreditar em tudo que aconteceu na vida de Isabella e por tudo que ela passou nos últimos meses... mesmo assim ela continuava forte.
– Ai, cansei. — falou, encostando-se no azulejo da piscina e acabei rindo.
– Isso porque é uma atleta, imagina se não fosse. — falei rindo e ela revirou os olhos.
– Posso fazer uma pergunta?
– Claro. — afirmei, vendo certa hesitação em Isabella.
– Quem é a Tanya Denali? — ouvi sua pergunta e me vi em uma rua sem saida.
O que eu falaria da Tanya?
– Ela... ela é uma amiga. — falei e vi que não era essa a resposta que ela queria. — Tanya era melhor amiga da Alice e acabamos nos conhecemos, na época eu devia ter uns quinze anos, estava voltando a viver novamente, depois do acidente... — falei, não querendo tocar no nome da minha irmã e Isabella apenas assentiu. — ... e ela me ajudou a passar por isso, mas a Tanya foi e ainda é apenas uma amiga.
– Percebi, no casamento, que ela parece te conhecer muito bem. — comentou sem olhar em meus olhos.
– Mas não me conhece como você irá conhecer. — afirmei. — Não quero ter segredos com você, Isabella, não vou te esconder nada e também não quero que esconda nada de mim. — falei e ela assentiu, um pequeno sorriso tímido surgindo em seus lábios.
Aproximei-me, segurando sua mão sob a água e puxei-a lentamente, mas antes que minha boca tocasse a sua ouvimos meu celular tocar e Isabella se afastou.
– Já até imagino quem é. — falei saindo da água.
Peguei a toalha secando minhas mãos e estiquei o braço pegando o aparelho que estava do outro lado da mesa.
– Quem é? — ouvi a voz de Isabella e suas pequenas mãos em minhas costas.
Virei-me e olhei-a só de biquini, sorrindo ao perceber que ela já estava mais a vontade na minha presença.
– Adivinha? — falei mostrando o visor do aparelho onde estava o nome de Alice e ela riu, pegando uma toalha.
– Vou... vestir uma roupa. — falou, apontando para a casa, meio envergonhada.
– Ok. — respondi, vendo-a se afastar e atendi a ligação. — Oi, Alice.
– Não fique bravo, mas precisamos de notícias... vocês não dão sinal de vida. — exclamou a baixinha do outro lado da linha.
– É que mal chegamos... mas de qualquer forma, estamos bem.
– Que bom. — afirmou. — E então, onde vocês estão?
– Quando voltarmos Isabella te conta. — falei rindo.
– Edward!
– Tchau Alice. — despedi-me e desliguei a ligação.
...
O dia se passou rapidamente e logo dos deitamos, a natação de mais cedo realmente cansou e não demorou muito para dormimos.
Acordei lentamente, em nosso segundo dia ali na ilha, enquanto sentia uma leve respiração perto de meu pescoço e ao abrir os olhos, surpreendi-me ao ver Isabella deitada sobre meu peito, suas pernas sobre as minhas e seus senti ela abraçando-me, sorri levantando a mão e acariciando seus cabelos, então ela se mexeu, levando a mão ao rosto acordando aos poucos. Bella se afastou, apoiando a cabeça no travesseiro ao lado do meu e sorri ao encarar aqueles olhos cor de chocolate.
– Bom dia. — falei baixo e quando ela sorriu... eu não posso descrever o que senti ao vê-la sorrir.
– Bom dia. — ela falou, cobrindo o rosto e sorrindo envergonhada.
Toquei seu rosto suavemente tantando acreditar que ela era real, que realmente estava ali deitada ao meu lado e que tinha me abraçado enquanto dormia.
– Acho que eu sem querer te agarrei durante a noite. — ela falou baixo e tive que rir, como ela conseguia ser tão perfeita, tão meiga...
– Já disse que te amo? — perguntei e admirei aquele lindo sorriso. — Vem cá. — falei, puxando-a para se deitar mais perto de mim e assim acabamos adormecendo novamente.
POR FAVOR LEIAM AS NOTAS FINAIS
Notas finais
Link >> http://awards-ontheshelf.blogspot.com.br/2012/09/podem-votar.html
Obrigada pessoal!
No próximo capítulo: a tão esperada noite, e dependendo da quantidade de reviews posso postá-lo no domingo ;D
Até mais...
Beijoss
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