Notas iniciais
Bom, quero agradecer a anjo_culle por ter recomendado a fic, muito obrigada!!! E quero agradecer a todas que votaram em mim no Awards On The Shelf, obrigada mesmo!
Quero falar um pouco sobre o capítulo, para começar eu rescrevi esse capítulo umas sete vezes, mas ainda acho que não ficou como eu queria, mas enfim ficou algo bem leve, romântico... acho que combina com a fanfic :D
Bom, espero que gostem!

Bella's POV

Era fácil ficar próxima de Edward... sinceramente, não conseguia ter conciencia de nada a não ser do fato de estar em uma ilha deserta com ele. Ali não havia problemas, doença... não, ali só havia eu e ele. Porém não conseguia parar de pensar no que ele havia dito sobre a Tanya Denali: "...na época eu devia ter uns quinze anos, estava voltando a viver novamente, depois do acidente e Tanya me ajudou a passar por isso...". Não sei porque mas ficava pensando em como a Tanya ajudou Edward a passar por uma fase difícil... mas algo me dizia que eu sabia muito bem como ela havia ajudado.

– Daria qualquer coisa para saber o que se passa nessa cabecinha. — ele comentou, abraçando-me e depositando um beijo em meu pescoço, fazendo-me rir, enquanto terminávamos de cortar as frutas.

– Vai por mim, não é nada de interessante, nem importante. — afirmei, colocando um pouco de leite condensado sobre os vários pedacinhos de diferentes frutas.

– Se não é nada de importante... poderia de contar. — pediu.

– Quem sabe um dia. — falei sorrindo.

E depois de Edward pegar o spray de chantilly, nos sentamos a mesa de madeira escura, a qual ficava em uma varanda onde tínhamos uma linda vista do mar.

– Você primeiro. — falei.

– Ok. — respondeu, fechando os olhos e escolhi um pedacinho vermelho, levando a colher até a boca de Edward.

Ele abriu os olhos, me encarando com aquelas iris verdes enquanto mastigava e fazia uma expressão confusa.

– Morango. — afirmou e revirei os olhos fazendo-o rir. — Desculpe, no próximo eu tenho certeza que vou errar. — falou e empurrei-o de leve.

– Bobo. — falei rindo e fechei os olhos.

Ouvi o baixo som do spray de chantilly e com o creme não consegui distirguir o gosto da fruta.

– Isso não vale. — reclamei e sem querer bati a mão na colher que se levantou jogando um pegacinho de pêssego com leite condensado em mim, acertando em meu rosto.

Olhei para Edward e vi ele apertar nos lábios, tentando não rir.

– Pode rir. — falei.

– Não, espera, só falta o detalhe final. — falou, pegando o spray e fazendo uma bolinha de chantilly sobre meu nariz. — Perfeito. — afirmou sorrindo e tomei o spray de sua mão, apertando e ele virou o rosto, desviando do chantilly, enquanto tentava pegar a lata da minha mão.

– Aaah! — gritei, vendo o creme branco sendo jogado para todo lado.

Já estava praticamente em cima da mesa enquanto lutavamos pelo chantilly, fazendo a maior bagunça e nos sujando completamente, nossas risadas preenchendo a varanda.

...

Saí do banho e vesti um pijama, caminhando até o quarto e encontrando Edward deitado passando os vários canais da televisão.

– Como foi depois que se mudou para casa da Renée? — ele perguntou de repente, abaixando o volume da tv.

– Foi bom nos primeiros meses. — respondi, enquanto arrumava meu travesseiro e sentava-me.

– Foi bom? — indagou sem entender.

– No começo ela me tratou muito bem, foi atenciosa... mas acho que foi apenas por dó, compaixão.

– Devia estar muito traumatizada. — comentou e senti sua mão sobre a minha.

Então me lembrei do que Edward tinha dito na piscina quando perguntei sobre a Tanya Denali: "Não quero ter segredos com você, Isabella, não vou te esconder nada e também não quero que esconda nada de mim".

– Não só traumatizada, mas estava muito machucada. — murmurei, desviando meu olhar do seu. — Mas eu tinha Carlisle... apesar dele sempre manter certa distância, pois sabia que eu tinha medo quando alguém se aproximava, principalmente homens. Mesmo assim, ele foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida... antes de você, é claro. — falei mudando o rumo da nossa conversa e ele sorriu, sem perceber.

E de repente senti como se... estivesse sozinha, mesmo Edward estando ali ao meu lado.

– Por que vejo isso em seus olhos? — perguntou baixo.

– O que?

– Não sei dizer se é medo, tristeza, magoa...

– Talvez um pouco de cada. — sussurrei interrompendo-o.

– Não quero ver isso, vou fazer de tudo para ver só felicidade nesses olhinhos. — falou se sentando na cama e sorri, sentindo-o afastar uma mecha de meu cabelo.

– Eu te amo. — murmurei, abraçando-o fortemente, podendo sentir o doce perfume de sua pele e suas mãos em minha cintura.

Minha boca procurou a sua assim que nos afastamos um pouco e seus lábios foram tão delicados ao tocaram os meus que pareciam ter medo de me quebrar como uma boneca de porcelana era facilmente quebrável. Deixei meus dedos se enrolarem em seu cabelo perto da nuca e permiti a passagem de sua língua, que tocou a minha com o mesmo cuidado que suas mãos estavam tendo quando me deitaram na cama. Senti uma espécie de calafrio percorrer meu corpo, o medo aparecendo... mas o afastei concentrando-me em Edward, que quebrou o beijo para me deixar respirar.

– Acho melhor dormirmos. — ele falou, afastando-se e desligando a televisão.

Nesse momento algo muito estranho tomou conta de mim, uma sensação de abandono... tinha medo do que poderia acontecer caso ele tivesse continuado, mas ao mesmo tempo queria que ele tivesse continuado. Edward apagou as luzes e deitei-me, logo depois sentindo sua mão na minha.

Dali podíamos ouvir o baixo som das ondas se quebrando na praia e senti a leve brisa fria entrar pela porta da sacada, fazendo minha pele se arrepiar. Vendo isso Edward puxou o lençol até minha cintura, abraçando-me e automaticamente apoiei minha cabeça sobre seu peito ouvindo o som abafado das batidas de seu coração.

Acordei sentindo a respiração de Edward perto de minha nuca e seu braço ao redor de minha cintura. Segurei sua mão e entrelacei nossos dedos, fechando os olhos e não sei porque me senti sozinha, mesmo ele estando ali tão perto, e acabei acordando-o ao me mover um pouco.

– Bom dia. — ouvi sua voz rouca perto de meu ouvido e senti toda minha pele se arrepiar.

Sua mão soltou-se da minha, seus dedos tocando levemente a pele arrepiada de meu braço e nesse momento minhas bochechas queimaram com a vergonha.

– Bom dia. — sussurrei, afastando-me e só então ouvi o baixo som vindo do telhado da casa. — Está chovendo?

– Está. — respondeu. — Já vai levantar? — perguntou assim que me sentei na cama.

– É, já são dez horas. — falei ao olhar o relógio e ele sorriu.

– E então, o que quer fazer hoje?

– Assistir um filme. — propus.

– Acho que combina bem com esse tempo. — afirmou e sorri.

– Vou tomar um banho. — avisei levantando e caminhando para o closet.

Procurei em minha mala um short e uma camiseta, confortáveis e fui para o banho não demorando. Passei em pouco de hidratante em minha pele, pois já estava começando a ficar seca por causa do sol, algo raro em Forks. Penteei meu cabelo curto e voltei ao quarto encontrando Edward ainda deitado, os olhos fechados e uma expressão calma no rosto. Não há um jeito de explicar sua beleza... a única coisa que posso dizer é que ele é lindo. Seus olhos se abriram e aquele par de esmeraldas me admiraram.

– Eu... eu vou.. fazer o café. — gaguejei e ele sorriu.

– Ok, daqui a pouco vou te ajudar. — afirmou e saí do quarto.

Entrei na cozinha e comecei a procurar tudo que iria precisar, colocando uma caneca com água no fogo e pegando o leite na geladeira, achei as xícaras em um dos armários e arrumei a mesa, tentando descobrir o lugar de cada coisa ali na cozinha.

– Droga. — murmurei ao ver o pó de café em um dos armários mais altos da cozinha.

Estiquei o braço, apoiando a mão sobre a bancada de granito, ficando na ponta dos pés e tentando alcançar, então assustei-me ao ver a mão de Edward pegar a caixinha.

– Vou lembrar disso para nossa casa, minha pequena. — sussurrou perto de meu ouvido. — Nada de armários altos. — afirmou rindo.

– Não sou tão baixa. — falei, afastando-me e admirando-o com os cabelos úmidos do recente banho.

– Não... é claro que não é. — falou irônico, depositando um beijo em minha bochecha.

Edward terminou de arrumar a mesa para o café da manhã e logo depois escolhemos um filme para assistir, passando o resto da tarde assim, entre filmes, beijos e beijos.

A chuva não demorou muito para passar e as duas da tarde nem parecia que havia chovido, já que o sol voltou a iluminar o céu onde não se encontrava mais nenhuma nuvem. Acho que assistimos uns três filmes ou mais, porém não prestei muita atenção, pois estava mais concentrada nos toques de Edward, em suas mãos em meu corpo, nunca passando certos limites.

Eram quase seis da tarde quando decidimos fazer uma pizza, ou melhor, Edward me ensinaria a receita.

– Como sabe fazer pizza? — indaguei, vendo-o procurar todos os ingredientes.

– Sabia que meu sobrenome é Masen? — perguntou.

– O que? — falei sem entender.

– Masen. — ele repetiu lentamente.

– O que seu nome tem haver com isso?

– Italiano, Bella! Sou descendente de italianos. — afirmou e acabei rindo.

– Aah, é verdade. — falei, ouvindo sua risada.

– Está passando muito tempo com a Alice, raciocínio lento. — avisou e ri, empurrando-o de leve.

– Bobo. — falei ouvindo sua risada.

...

Edward me ensinou a preparar a massa, falando os ingrediente e ele me olhou sorrindo, assim que estava pronto.

– Agora vem a melhor parte. — informou.

– Girar a massa no ar? — perguntei e ele riu.

– Exatamente.

Acho que nunca ri tanto na minha vida, eu definitivamente não levava jeito para fazer pizza. Mas enfim, depois de voar muita farinha colocamos as fatias de calabresa sobre a massa, levando ao forno.

Enquanto assava fui até o quarto tomar um banho e comecei a pensar sobre tudo que estava acontecendo. Contei a Edward o que houve em minha infância e ele fazia questão de não me esconder nada, não havia segredos entre nós... mas sentia uma distância que nos separava. Não queria sentir isso, queria confiar nele... queria ser dele.

Procurei algo para vestir, mas nada parecia me agradar, então peguei um vestido branco, o qual não era tão curto, vesti-me e saí do closet, encontrando Edward e tenho certeza que meu rosto ficou completamente vermelho quando vi seu olhar me analisando, desde meus pés, passando por todo meu corpo até encontrar meus olhos.

– Eu vou ver se a pizza já está pronta. — falei, já saindo sem esperar uma resposta, sentindo meu rosto queimar.

Tive que esperar algum tempo até a pizza ficar pronta e assim que abri o forno Edward apareceu, com os cabelos úmidos e agitados, parecendo que tinham sido arrumados para ficarem desorganizados

– Deixe que eu tiro. — falou. — Do jeito que é desastrada vai acabar se queimando. — afirmou e revirei os olhos.

Logo jantamos e tive que elogiar pois tinha ficado muito bom.

...

Já passava das dez horas da noite, mas isso não importava... não para nós, não naquele momento. Estávamos sentados nas espreguiçadeiras perto da piscina, admirando o céu estrelado, quando de repente senti aquela sensação novamente, como se ele estivesse longe.

– Por que sinto isso, essa distância entre nós?

– Não há distância nenhuma. — ele sorriu, olhando-me com aquele par de esmeraldas.

– Então por que em momentos como esse me sinto sozinha? — indaguei, revelando o que estava acontecendo.

– Talvez esteja se atormentando por não ter acontecido nada entre a gente. — falou e entendi ao que se referia.

– Acho que tem razão. — murmurei, voltando a olhar para o céu repleto de pontinhos de luz.

Um silencio se instalou entre nós e de repente várias perguntar vieram a minha cabeça, porém não sei se tinha coragem de perguntar aquilo a Edward.

– Eu queria estar preparada. — falei baixo e deixei a pergunta fluir por entre meus lábios. — Como é?

– Como é o que? — perguntou e podia ver que ele me olhava, mas eu mantinha minha atenção no céu iluminado pela perfeita lua.

– Como é ser tão intimo de alguém?

– Não sei responder isso. — falou.

– Como não? — indaguei, tomando coragem de olhar em seus olhos.

– Nunca tive uma real intimidade com alguém. — respondeu e ao ver minha expressão confusa ele continuou, sem olhar em meus olhos. — Sim, já levei muitas garotas para cama, mas sempre em função de uma coisa: o prazer. Nunca houve nenhum tipo de sentimento. — afirmou e fiquei surpresa ao ouvir aquilo.

– Então... como é o prazer? — perguntei e vi seus olhos fitarem os meus.

– Posso te mostrar? — perguntou, levantando-se.

Olhei para Edward assustada, enquanto via ele se sentar de frente para mim, na mesma espreguiçadeira.

– Relaxa. — falou com um sorrindo, se aproximando e tocando meus lábios com os seus.

Senti suas mãos em minha cintura e sua boca fez um caminho lendo até meu pescoço, fazendo minha pele se arrepiar. Minha respiração se alterou assim que ele continuou o caminho até meu ombro, descendo para meu colo e depositou um beijo próximo a meu seio, fazendo um leve tremor percorrer meu corpo e fechei os olhos, sentindo um medo tomar conta de mim.

– Consegue imaginar algo cem vezes maior que isso? — sussurrou e abri os olhos, fitando aquele par de íris verdes.

– Eu... — murmurei já me afastando. — ...eu, vou para quarto. — falei, levantando-me e caminhando em direção a casa sem esperar uma resposta de Edward.

Entrei no quarto e simplesmente não sabia o que fazer, paralisei ali no meio do cômodo. Olhei toda a decoração, a cama perfeitamente arrumada e por um momento me desliguei do presente voltando ao meu passado horrível.

Era inevitável não lembrar, mas tenho certeza que devia ter um jeito de deixar essas lembranças de lado, porém sei que isso só depende de mim. Fui até o banheiro e molhei o rosto, sentindo uma sensação estranha e ao voltar para o quarto olhei novamente a grande cama e caminhei até a sacada, vendo as ondas que vinham em direção a praia e respirei calmamente, traquilizando meu corpo, minha mente. Algum tempo se passou, não sei dizer quanto, até que ouvi a voz dele ali atrás de mim.

– Bella. — ele me chamou.

– Não me chama de Bella. — pedi e mesmo sem olhá-lo sabia que aquele sorriso torno tomava conta de seus lábios.

– Está tudo bem? — ouvi sua pergunta e sabia que não devia estar fazendo isso, afastando-o cada vez mais.

– Não. — afirmei, virando-me e olhando Edward encostasdo na posta. — Eu quero tentar. — afirmei confiante. — Não tenho motivos para não confiar em você, não tenho motivos para afastá-lo.

– Não quero que faça isso sentindo-se forçada...

– Não. — falei, interrompendo-o. — Posso te pedir uma coisa? — perguntei, esticando a mão e ele se aproximou, entrelaçando seus dedos nos meus.

– Pode pedir qualquer coisa.

– Me beija. — pedi e ele se aproximou mais, colocando as mãos sobre o pequeno muro da sacada, um braço de cada lado do meu corpo, prendendo-me.

Ele chegou mais perto e confesso que gostava muito daquela proximidade, então Edward me beijou.

Não sei se realmente era um beijo, já que seus lábios pareciam acariciar os meus, de forma lenta e talvez torturante. Minhas mãos foram para seus cabelos e logo desceram para seus ombros. Senti suas mãos em minha cintura, e quando menos espero ele me levanta, fazendo com que eu me sentasse no pequeno muro da sacada, nos afastamos um pouco e sem querer olhei para o lado, vendo o chão a vários metros a baixo de mim e inconscientemente abracei Edward mais forte.

– Não vou te deixar cair. — ele sussurrou em meu ouvido e vi aquele sorriso torto em seus lábios.

– Eu sei. — falei.

– Então por que está com medo? — perguntou relando de leve seus lábios nos meus.

– Não estou. — falei e tomei seus lábios para mais um beijo.

Ele separou minhas pernas delicadamente e ficou entre elas. Dessa vez aprofundando mais o beijo e logo senti sua língua pedindo passagem, que concedi. Uma mão sua não saia de minha costa, me segurando firmemente, já a outra estava em minha perna, acariciando minha coxa. Nos separamos um pouco para respirar e ele passou a beijar meu pescoço, voltando rapidamente para meus lábios. Meu corpo queimava, eu o queria mais perto, mas não conseguia pois tinha medo. Senti sua mão deslizar para dentro de meu vestido e a lembrança veio como se estivesse assistindo a um filme.

"Eu usava meu vestido favorito, o qual tinha uma estampa florida, então Ele se sentou ao meu lado.

– O que está assistindo? — perguntou.

– Desenho.

– Tem coisa melhor passando. — falou pegando o controle da televisão e colocando em um canal onde haviam pessoas nuas.

O som de gemidos encheram a sala. Fechei os olhos, o que era aquilo? Não queria ver, nem saber nada sobre aquilo.

– Que foi? — perguntou e senti sua mão em minha perna subindo para debaixo de vestido."

Empurrei Edward .

– Não posso. — falei com uma respiração ofegante e com lágrimas se formando em meus olhos. Desci do pequeno muro e entrei no quarto, deixando-o para trás, enquanto me odiava por estar fugindo daquele jeito.

Mas ele me alcançou, segurando-me pelo braço, fazendo com que eu me virasse e olhasse naquele par de esmeraldas.

– Ei, Isabella! — ele falou levando sua mão até meu rosto e acariciando-o. — Está tudo bem, nunca irei te forçar a nada. — ele falou gentilmente e senti as lágrimas descerem por meu rosto.

– As lembranças, Edward. Elas vêem, eu vejo ele. — estava desesperada e ele me abraçou. — Eu queria conseguir, mas...., me desculpe.

– Está tudo bem. — sussurrou.

– Não, não está. — falei já me acalmando com seus braços protetores ao meu redor.

– Não precisa acontecer nada, nem agora... nem nunca. — ele disse e beijou meus cabelos, acariciando-os.

Afastei-me e olhei em seus olhos.

– Mas eu quero isso. Eu quero você Edward. — falei e ele acariciou meu rosto, aproximando-se e depositando um beijo em minha bochecha. — Não sabe como eu te quero. — murmurei.

– Tem certeza disso?

– Sim, tenho. Só que ao mesmo tempo tenho medo. Medo das lembranças, medo de decepcionar você ... — mais uma lágrima escorreu pelo meu rosto.

– Shh — ele encostou o dedo em meus lábios fazendo com que eu parasse de falar. — Você não irá me decepcionar de forma alguma. Nem pense que... — ele pareceu ter dificuldade em achar as palavras. — ... que pode me decepcionar, porque não pode. Só o fato de ser você aqui, minha esposa, faz com que a palavra decepção seja riscada do meu vocabulário. — ele disse com seu sorriso torto nos lábios e eu sorri. — Eu vou fazer você esquecer todas essas lembranças dele, disso pode ter certeza.

– Eu quero ser sua, só sua. — fechei os olhos ouvindo aquelas palavras saindo de minha boca, pois realmente era isso que eu queria.

Queria ser dele... queria me ligar a ele da maneira mais intima que existe.

– Você já é. — Edward sussurrou. — Você é só minha. — falou acariciando meu rosto.

Ali tive a certeza que ele nunca faria algo que eu não quisesse, tinha que apenas confiar nele.

– Eu quero isso, Edward. — falei olhandi em seus olhos verdes que demonstravam preocupação e amor ao mesmo tempo. — Eu quero você o mais perto possível...

– Bella não quero te forçar a nada, se estiver fazendo isso...

– Não, eu só quero poder me aproximar de você, ter essa intimidade. — afirmei.

– Podemos tentar.

– Vamos tentar. — afirmei e aproximei-me, abraçando-o fortemente.

Ele encostou de leve seus lábios nos meus, assim que nos afastamos um pouco e senti suas mãos em minha costa, seus dedos parando perto do zíper do meu vestido.

– Posso? — perguntou e olhei em seus olhos antes de me virar, ficando de costas.

Senti Edward afastando meus cabelos curtos beijando meu pescoço, fazendo com que todo meu corpo se arrepiasse, e logo senti meu vestido se soltando a medida que ele abria o zíper a trás, nesse momento todos meus músculos se enrijeceram.

– Mas para isso dar certo, vou precisar de três coisas. — ele falou com uma voz rouca.

– Q-Que coisas? — gaguejei ao sentir seus dedos tocarem minhas costas.

– Primeiro: preciso que você confie em mim. — falou quando terminou de desabotoar meu vestido fazendo com que ele caísse no chão, me deixando só de sutiã e calçinha.

Morri de vergonha por estar usando aquele conjunto de lingerie branco, com renda, já que Alice não me dera muitas opções de lingeries decentes. Ele me virou para ficar de frente para ele e coloquei meus braços e mãos em frente ao corpo, sentindo todo meu sangue subir para meu rosto.

– Segundo: que não tenha vergonha de mim. — falou abaixando meus braços, deixando meu corpo a mostra e acariciou minha bochecha que deveria estar muito vermelha. — E terceiro: quero que me avise sobre qualquer coisa, se estiver se sentindo desconfortável, sentindo dor ou se quiser parar. Quero que me avise imediatamente. — ele pediu e assenti, sentindo sua boca beijar a minha delicadamente.

Meu corpo se arrepiou quando ele me abraçou e suas mãos tocaram minhas costas nua. Deixei minha vergonha um pouco de lado e levei minhas mãos até os botões de sua camisa, começando a desabotoá-los e sem interromper o beijo deslizei ela por seus ombros fazendo-a cair no chão. Pude sentir seu tórax bem definido sob minhas mãos e quando nos afastamos um pouco em busca de ar, admirei o corpo de Edward, enquanto sentia meu rosto queimar e vi que ele sorria com isso.

– Relaxe Bella. — sussurrou, mas era impossível e acho que ele percebeu. — E se fizermos assim... — começou a falar e se afastou.

Tornei a cobrir meu corpo com minhas mãos e vi Edward caminhar até o interruptor, apagando as luzes, deixando o quando completamente escuro e no mesmo interruptor ele acendeu os dois grandes abajures que produziam uma luz fraca que quase não iluminava o quarto. Então relaxei um pouco, não estando tão exposta e senti seus braços me abraçarem por trás.

– Melhor assim? — ele perguntou baixo, bem perto de meu ouvido.

– Sim, melhor. — respondi e minha voz acabou falhando um pouco, quando suas mãos tocaram minhas costas e desabotoaram meu sutiã, o qual Edward escorregou as alças pelos meus braços fazendo-o se juntar ao meu vestido no chão.

Tomando coragem, virei-me, ficando de frente para ele e mesmo a luz fraca pude ver perfeitamente seu rosto. Suas mãos foram até minha cintura e ele se aproximou me beijando suavemente, subi minhas mãos até seus ombros, permanecendo com elas ali. Edward interrompeu o beijo e me olhou intensamente nos olhos enquanto me deitava na cama com delicadeza, sua mão percorrendo a lateral de meu corpo, logo passando a distribuir beijos por meu pescoço. Senti meu corpo tremer em antecipação ao que viria, enquanto seus beijos descia até meus seios, fechei os olhos me concentrando apenas nas sensações para que nenhuma lembrança aparecesse. Senti um leve beijo ser depositado no espaço entre meus seios, logo depois ele beijou e deu uma pequena lambida em meu mamilo do seio direito fazendo com que um arrepio percorresse todo meu corpo, aquilo era indescritível. Edward passou para meu outro seio fazendo o mesmo e acabei deixando um gemido escapar entre meus lábios, o que fez meu rosto queimar de vergonha, enquanto abria os olhos e via um par de olhos verdes me olhando com doçura e adoração.

– Eu te amo. — ele disse antes de tomar meus lábios em um beijo um pouco urgente.

Ele deixou seu peso cair um pouco sobre mim, prensando-me contra o colchão e passei meus braços por seu pescoço puxando-o para mim. Sentindo sua pele em contato direto com meus seios e desejando ele mais perto, cada vez mais perto. Outro gemido me escapou quando senti a mão de Edward se fechar sobre meu seio. Meus dedos entraram em seus cabelos macios cor de bronze, enquanto uma mão sua se concentrava em minha cintura e a outra massageava levemente meu seio. Passou a beijar meu pescoço, para que pudéssemos respirar e só então percebi que ele havia tirado a calça e estava só com uma cueca boxer branca. Um calor imenso possuía meu corpo e um arrepio sempre passava por minha coluna. Edward voltou a se concentrar em meus seios e pude sentir sua boca quente encobrir meu mamilo e inconscientemente apertei seus ombros, sentindo uma leve ardência entre minhas pernas.

– Hum.. — gemi baixinho e minhas pernas se apertaram uma contra a outra involuntariamente.

Algo ali doía, como se precisasse ser tocado. Então a mão de Edward foi até meu joelho, levantando minha perna até seu quadril, fazendo com que eu sentisse algo pressionar minha intimidade, fazendo com que aquela ardência cedesse um pouco e um gemido saisse por entre meus lábios.

Aquilo estava me fazendo enlouquecer. Nunca senti algo assim, aquele arrepio que passava pelo meu corpo, me fazia tremer de.... desejo?

Aquilo seria desejo? Ou algo a mais?

Depois de um tempo em meus seios me fazendo gemer ele beijou minha barriga e sua mão foi até a minha calçinha retirando-a, fazendo a peça deslizar por minhas pernas. Edward retirou sua cueca e pude ver seu membro, fechei meus olhos rapidamente e minha respiração se acelerou.

"Você não vai desistir agora, Isabella! Ou vai?" Pensava comigo. "Você não pode desistir. Não pode."

Delicadamente Edward separou minhas pernas e se posicionou entre elas. Beijando-me suavemente, sem presa, acariciando meus lábios. Fechei os olhos ao sentir nossos sexos se roçando levemente e ofeguei com aquela sensação, como se faltasse algo mim.

– Isabella. — ele me chamou com a voz rouca e abri os olhos.

– S-sim? — perguntei ofegante.

– Certeza que quer continuar? — perguntou como se pudesse ler meus pensamentos e visse minha dúvida.

– Quero. — falei firme e beijei-o.

Então ele aprofundou o beijo, erguendo um pouco meu quadril e o senti entrando lentamente em mim, senti uma pequena dor, talvez não uma dor física mas psicológica pois automaticamente o dia do meu aniversário de nove anos me veio a mente.

– Ah! — arfei interrompendo nosso beijo e ele parou imediatamente.

– Está tudo bem? — perguntou com a voz abafada.

– Está. — falei. — Eu te amo, Edward. — sussurrei meio que ofegante e beijei-o novamente, sentindo ele completamente dentro de mim.

Quebramos o beijo em busca de ar e Edward se concentrou em meu pescoço enquanto começava a se mover, saindo um pouco de dentro de mim e logo depois entrando lentamente, delicadamente.

– Edward... — gemi baixo enquanto ele se concentrava em beijar onde alcançava.

Ele levou suas mãos aos meus joelhos e ergueu minhas pernas, colocando-as em torno de seu quadril me penetrando mais profundamente. Sua mão apertava minha coxa e ele me beijava com suavidade, enquanto sentia seus movimentos lentos e seus beijos em meu pescoço, minha pele queimava pedindo por mais. Minhas mãos seguravam firmemente seus ombros, as vezes indo até seus cabelos macios. Ele voltou a tomar minha boca em um beijo calmo, apertando meu lábio inferios entre os seus, enquanto isso aumentou um pouco aquele "vai e vem", que parecia querer me matar de prazer. Nossos corpos estavam colados e eu abraçava seu quadril com minhas pernas fortemente. O beijo abafava nossos gemidos, mas logo tínhamos que nos separamos em busca de ar.

– Ah Bella! — ele gemeu em uma voz rouca e me senti maravilhosa ou seria "poderosa"?

Seus movimentos aumentaram um pouco o ritmo e me faziam gemer involuntariamente. Uma sensação entranha percorrendo meu corpo, ela começava nos pés, passava por minha pernas, por minha coluna e explodia em arrepios e gemidos. Meu corpo tremia e agia por vontade própria. Percebi que arranhava as costas de Edward, sentindo-o dentro de mim, me completando.

O som de nossos gemidos se misturavam ao baixo som que nossos corpos faziam, quando ele pegou minha mão que estava sobre seu ombro e entrelaçou nossos dedos, estocando com mais força em mim. Nesse momento senti meu corpo se contrair, já não tinha mas domínio de mim, meu corpo fazia tudo por si só. Abracei ele, que intensificou mais os movimentos, com sua boca em meu pescoço.

– Aah... — gemi alto e senti sua boca cobrir a minha.

Meu corpo se contraia e tremia sob o dele, enquanto nossas línguas se tocavam em um beijo urgente, o qual fez todas aquelas sensações se intensificarem me levando as nuvens, minhas costas se arquearam, fazendo meu corpo colar mais ao dele, se é que isso era possível.

– Bella... — ele gemeu, interrompendo nosso beijo.

Não, aquilo não me levou as nuvens mas sim para um lugar melhor! Muito Melhor!

E então todas aquelas sensações foram se esvaindo e deixei meu corpo cair sobre o colchão, olhei para o lado e sorri ao ver nossos dedos ainda entrelaçados.

– Ah... — arfei, quando ele depositou um beijo em meu pescoço, sua mão acariciando a lateral de meu seio.

Olhei em seus olhos e sorri, vendo aquele lindo sorriso torto. Edward me beijou, apenas encostando sua boca na minha e moldando seus lábios nos meus, então pude sentir ele saindo de mim lentamente, me deixando com uma sensação de vazio. Queria poder continuar beijando-o para sempre, mas precisei me afastar em busca de ar.

Meu corpo estava suado e exausto, Edward se deitou ao meu lado, puxando um lençol sobre nós e na mesma hora me puxou para deitar sobre seu peito. Ouvi seu coração acelerado batendo no mesmo compasso que o meu, enquanto ele acariciava meus cabelos. Segurei sua mão entrelaçando nossos dedos novamente, tentando acalmar minha respiração ainda descompassada.

– Eu te amo. — sussurrei e afastei-me olhando em seu rosto perfeito.

– Eu também te amo meu anjo. — falou, enquanto voltava a deitar sobre seu peito. — E para que você não se esqueça disso...

Senti seus dedos segurarem a aliança em meu dedo, retirando-a e vi ele abrir o anel que guardava uma pequena mensagem: "Eu te amo, meu anjo."

– Não acredito! — sorri ao pegar o anel de sua mão e olhar aquelas pequenas palavras gravadas ali, as quais podiam ser pequenas mas tinham grandes significados. — Como se eu pudesse esquecer disso. — murmurei, sentindo uma lágrima descer pelo meu rosto, enquanto fechando as duas partes do anel, formando o pequeno coraçãozinho em cima.

Afastei-me, sentindo suas mão descerem para minha cintura e busquei sua boca, moldando meus lábios nos seus. Assim que nos afastamos Edward voltou a colocar a aliança em meu dedo, depositando um beijo em minha mão e encostei minha cabeça em seu ombro enquanto sentia ele acariciar minhas costas nua.

– Descanse em pouco. — falou baixo e me aconcheguei mais a ele, fechando os olhos, sentindo-me segura ali em seus braços e feliz por estar com a pessoa que amo.


Notas finais
Não se esqueçam de deixar um review e quem sabe escrever uma recomendação para a fic!
Obrigada por estarem acompanhando a história!
Até o próximo capítulo.
Beijoss