Nunca Te Esquecerei - Fanfic (concluída)
42 Apenas Nós Dois
Notas iniciais
Também quero agradecer a Bruna Diniz Cullen e a thata cullen por terem recomendado a fic, muito obrigada!
Enfim, acho que é só... esse capítulo está bem romântico, mas no próximo o drama retorna a história e teremos alguns conflitos... mas por enquanto, vamos curtir a lua de mel. Espero que gostem ;D
Bella's POV
Abri os olhos lentamente, deixando-os se acostumarem com os raios solares que entravam pelas duas portas da sacada abertas. Virei-me lentamente e encontrei o lugar ao meu lado, na cama, vazio. Olhei meu corpo coberto com um lençol extremamente branco, percebendo que estava completamente nua e então os fleshs de memórias da noite passada me vieram a mente. Um sorriso se formou em meus lábios enquanto lembrava de Edward me abraçando e dizendo que me amava. O prazer realmente existia.
Sorri como boba, virando-me na cama e abraçando o travesseiro ao meu lado, sentindo o perfume dele, lembrando-me de suas mãos acariciando minha pele, seus lábios em meu corpo...
Levantei-me lentamente da cama pegando meu robe de seda branco em cima de uma poltrona ali perto e o vesti. Olhei ao meu redor, vendo todo o luxo que aquele quarto continha e caminhei devagar até uma das grandes portas, entrando na enorme sacada e vendo a imensidão azul do mar. Fui até o pequeno muro em estilo provençal e lembrando dos momentos ali. Então eu o vi, sentado na areia olhando as pequenas ondas que se quebravam na praia e como se soubesse que eu estava ali, admirando-o, ele se virou, nosso olhos se encontrando e pude ver aquele sorriso torto em seus lábios. Sorri para ele e entrei novamente no quarto, dirigindo-me para o banheiro. Entrei e percebi que estava tudo organizado, fiz minha higiene matinal e tomei um banho, lavando meus cabelos tentando me acostumar com eles curtos, e em pouco tempo sai do banheiro enrolada em uma toalha. Caminhei até o closet abrindo minhas malas e escolhendo um short, com uma blusa pólo confortáveis. Olhei-me no espelho para pentear os cabelos e comecei a relembrar mais coisas da noite passada.
Assim que terminei saí do quarto, andando pela enorme mansão, desci as escadas e passei pela sala, chegando ao hall de entrada e vendo a grade porta branca. Segurei o puxador abrindo-a e saindo da casa, pisando na areia. Edward ainda estava ali sentado e pelo visto ainda não notará minha presença, então de repente senti vergonha... vergonha pela noite passada.
– Pare com isso Isabella. — murmurei para mim mesma tomando coragem.
Aproximei-me lentamente e ajoelhei atrás dele, abraçando-o.
– Ei! — ele falou rindo enquanto levava as mão para trás, segurando minha cintura. — Vem cá. — ainda rindo puxou-me para sentar em seu colo. — Bom dia. — sussurrou em meu ouvido.
– Bom dia. — falei sorrindo, perdendo-me naqueles olhos verdes.
– Como dormiu? — perguntou, colocando uma mecha de meu cabelo molhado atrás de minha orelha.
– Melhor impossível. — falei baixo e seus lábios beijaram os meus lentamente.
Sua mão acariciou meu rosto delicadamente assim que nos afastamos um pouco e aproximei-me novamente roubando um beijo rápido de sua boca. Queria tanto poder ler seus pensamentos e saber o que se passava em sua cabeça nesse momento.
– Bom, o que acha de irmos tomar café da manhã? — ele perguntou.
– Ótima ideia. — concordei e ele me ajudou a levantar.
– Preparei algo diferente para o café. — ele informou enquanto entrávamos na casa.
– O que preparou?
– Adivinha. — propôs pegando a cesta que estava ali na pia da cozinha.
– Piquenique? — indaguei e ele sorriu.
Caminhamos por entre as altas árvores, até um espaço iluminado por poucos raios de sol, já que as copas das árvores projetavam uma grande sombra. Edward abriu a toalha azul com detalhes brancos, estendendo-a sobre a grama e sentamos, tirando as coisas que ele havia colocado na cesta. Sorri ao admirar meu marido, vendo-o tirar as coisas da cesta e pensar nele como "meu marido" me pareceu tão normal, tão certo... como se ele sempre tivesse ocupado esse lugar ao meu lado.
– Do que está sorrindo? — perguntou de repente, passando-me um copo com suco de laranja.
– Estou feliz como nunca estive... — falei.
– Não sabe como gosto de ouvir isso. — falou baixo. — A única coisa que quero é vê-la feliz.
– Acho que não mereço tudo isso. — afirmei baixo.
– Acho que tudo isso é pouco comparado ao que você realmente merece.
Edward segurou minha mão depositando um beijo casto sobre meu dedos e continuei sorrindo como uma boba apaixonada. Tomamos o café da manhã e conversamos falando coisas sem muita importância, até que Edward voltou a perguntar de minha infância e eu me calei, sem saber como tocar nesse assunto, pois não queria estragar tudo, ainda mais depois do que houve ontem a noite.
– Bella, não precisa ser agora, nem comigo, mas precisa contar isso para alguém, ficar guardando só te faz mal.
– Eu sei... — sussurrei.
Edward estava certo, mas por enquanto ainda não conseguia tocar no assunto... ou melhor, não queria. Era complicado, como podia estar tão feliz mas ao mesmo tempo sentir aquela angustia ao lembrar do passado, da minha realidade.
...
Edward's POV
Acho que não tem como descrever sua perfeição, seu sorriso, o brilho de seus olhos ou sua expressão indignada quando contava alguma coisa que ela não acreditava. Sentia a necessidade de tocá-la, beijá-la, de fazê-la rir só para ouvir o doce som de sua risada meiga, para ter certeza de que ela realmente estava ali e que não iria desaparecer a qualquer momento.
– É fácil, a partir do dó central para a esquerda as notas ficam mais grave e para a direita ficam agudas. — expliquei, enquanto tentava ensiná-la a tocar piano.
– Ok, e os pedais, para quê serve?
– Calma, vamos chegar lá. — afirmei rindo, notando como ela era impaciente.
Por fim, Bella conseguiu tocar uma pequena melodia, enquanto eu falava as notas, já que ela conseguia se perder na partitura.
– Isso ficou ridículo. — ela exclamou assim que parou de tocar a acabei rindo.
– Só precisa treinar.
– Não, eu não levo jeito para isso... — admitiu. — Toca para mim. — pediu encostando a cabeça em meu ombro.
Passei o braço ao redor de sua cintura, trazendo-a mais para perto e toquei a delicada melodia que tinha composto para Bella, enquanto me recordava da noite anterior e volto a dizer: ela é perfeita.
Então a noite chegou e sorri ao ver seu rosto vermelho quando saí do banho e entrei no closet apenas com uma toalha ao redor da cintura.
– O que está procurando? — perguntei pegando um roupa.
– M-meus remédios. — ela gaguejou desviando o olhar.
– Você guardou na gaveta. — falei, apontando a primeira gaveta da cômoda que havia no closet. — Por que, está sentindo alguma coisa? — perguntei preocupado recebendo um choque da realidade.
– Não, só um pouco de dor de cabeça, mas é normal. — explicou, pegando um vidrinho de dentro da gaveta. — Já volto. — falou saindo.
Vesti-me e não tive que esperar muito até Bella voltar.
– Como está? — perguntei e ela riu, guardando o remédio.
– É só uma dor de cabeça, que eu sinto quase sempre, só tomei um remédio para aliviar um pouco. — explicou, sentando-se na cama ao meu lado. — Estou bem, não precisa se preocupar.
– Tem certeza?
– Nunca me senti tão bem. — falou e aproximei-me tomando seus lábios, que receberam os meus rapidamente.
Mas percebi algo ali, hesitação... cansaço... medo
– Por que ainda parece insegura quando me aproximo? — perguntei, afastando-me um pouco e encarando seus olhos.
– Não é insegurança, eu apenas... — começou a falar mas sua voz perdeu a força e ela me abraçou, aconchegando-se mais ao meu corpo. — ... estou cansada. — sussurrou e estiquei o braço apagando as luzes no interruptor ali perto.
Acordei, sentindo os dedos de Bella entrelaçados aos meus e afastei-me lentamente para não acordá-la. Então me levantei, pegando meu celular que estava na mesinha de cabeceira e vendo que tinha uma mensagem do Emmett, sentei-me em uma das poltronas ali no quarto e abri a mensagem.
"E ai? Como está a lua de mel?
Pensei em ligar mais não queria atrapalhar... mas enfim tenho uma notícia ruim, a data da formatura foi modificada e será daqui quase três semana, já estão iniciando as provas finais... irei falar com o diretor mas acho que terão que interromper a viagem."
– Droga. — murmurei, vendo Bella se mexer e começar a despertar aos poucos.
Admirei-a, vendo-a se espreguiçar na cama e sorri ao ver sua mão procurando-me no lugar vazio ao seu lado.
– Bom dia. — falei, levantando-me e indo até ela.
– Bom dia. — ouvi sua doce voz.
– Na verdade não é tão bom assim. — falei. — Tenho uma má notícia.
– O que aconteceu?
– Teremos que voltar a Forks antes o programado, a formatura será antes do dia que foi marcado. — informei e ela sorriu.
– Tudo bem. — sorriu. — Teremos muito tempo juntos, certo?
– Sim, teremos muito tempo para aproveitar. — concordei., aproximando-me de seu pescoço e depositando um beijo ali. — Bom, mas ainda temos alguns dias e queria lhe fazer uma proposta.
– Qual? — perguntou curiosa com um lindo sorriso nos lábios.
– O que acha de uma rápida viagem a Europa?
– O que? — indagou surpresa.
– Qualquer lugar: Londres, Veneza, Roma, Viena, Paris... você escolhe.
– Está falando sério? — ela perguntou, sentando-se na cama.
– Claro. — respondi. — É só escolher.
– Sempre quis conhecer Paris. — falou baixo.
– Então vamos a Paris, só que precisamos ir amanhã para dar tempo de aproveitar um pouco a viagem. — falei e ela assentiu.
– Mas... — Bella parecia um pouco indecisa ao olhar ao redor.
– Podemos voltar aqui quando quiser. — afirmei e vi o brilho em seus olhos.
...
Bella's POV
– Edward!! — gritei e ouvi sua risada alta. — Me coloca no chão!
– Só se você me pedir com jeitinho. — falou caminhando em direção ao mar.
– Edward! — falei já começando a ficar irritada.
– Ok, pronto. — falou e me soltou, deixando-me cair na água salgada.
– Bobo! — exclamei jogando água nele e ouvindo sua risada.
Puxei a mão de Edward, fazendo-o cair e afundamos juntos na água. Emergimos e meus braços enlaçaram seu pescoço, puxando-o para perto e colando meus lábios nos seus. Senti suas mãos puxarem meus joelhos, colocando minhas pernas ao redor de seu quadril.
– Já disse que te amo muito? — Edward perguntou.
– Já, mas é sempre bom ouvir. — falei baixo e sorri sentindo os beijos que ele depositava em meu pescoço.
Era incrível como estava me sentindo confortável estando tão perto dele, sentindo suas mãos me segurando firmemente, sua pele colada a minha... sua boca macia na minha.
– E então, como será depois da formatura? — perguntei, sentando-me sobre a toalha estendida na areia.
– Teremos que nos mudar. — afirmou, sentando-se ao meu lado. — Emmett vai para a faculdade da Califórnia e parece que Alice vai terminar o colégio em Milão.
– O que?! — indaguei surpresa.
– Pois é, ela queria fazer a faculdade de moda, mas não sabe se consegue viver em Milão longe de todos, então vai usar esse ano como um teste.
– Ah. — falei baixo.
– Que foi? — perguntou tirando uma mecha do meu cabelo que caia sobre meu rosto.
– Nada. — respondi, mas ele sabia que era alguma coisa...
Como de repente todos se afastariam, Carlisle e Esme ficariam em Forks, Emmett iria para Califórnia e Alice para Milão!
– Está tudo bem?
– Sim, está. — respondi baixo. — Vamos entrar? Já está tarde. — informei, vendo o sol começando a se pôr.
– Vamos. — ele falou, levantando-se e estendendo a mão para mim.
Entramos em nosso quarto aos beijos e eu realmente adorava aquilo.
– Acho melhor eu ir tomar um banho. — falei, já que ainda tinha areia pelo meu corpo.
– Então vamos. — ele falou, voltando a tomar minha boca e puxando-me para o banheiro. — Posso tomar banho com você? — perguntou, afastando-se um pouco e fitando meus olhos.
As palavras fugiram e eu não sabia o que dizer... Eu e Edward no banho, juntos? Senti meu rosto esquentar apenas aos pensar nisso e vi ele sorrir.
– Tudo bem. — afirmou, depositando um beijo rápido em meus lábios, mas antes que ele pudesse sair do banheiro segurei seu braço.
– Não. — falei baixo. — Fica... Claro que pode tomar banho comigo. — murmurei e admirei seu sorriso.
Edward voltou a me beijar e quando percebi já estávamos dentro do espaçoso box com o chuveiro ligado em uma água morna, porém ainda sentia meu corpo tenso nas mãos dele, o qual já tinha se livrado na bermuda e estava apenas com a cueca boxer preta.
– Edward. — murmurei, afastando-o.
– Relaxa Bella. — pediu.
– Então não me chama de Bella. — falei e ele sorriu.
– Desculpe, mas é meio que involuntário. — respondeu, voltando a tocar levemente seus lábios nos meus e senti ele desamarrar meu biquíni nas costas, fazendo com que todo meu corpo se arrepiasse enquanto a água morna levava o resto de areia que ainda estavam em nossos corpos.
– Edward, o que está fazendo? — perguntei, sentindo sua boca em meu pescoço.
– Tudo bem? — indagou, soltando a parte do biquíni amarrada atrás do meu pescoço, deixando claro ao que ele me referia e senti meu rosto esquentar.
– Aqui?
– Por que não? — falou, puxando-me e apertando meu corpo contra o seu fortemente.
Edward tirou a parte de cima do meu biquíni e senti sua mão se fechar sobre meu seio, massageando-o delicadamente.
Tentava a cada segundo pensar apenas no que estava acontecendo para não ter nenhuma lembrança mas é complicado, ela apareciam do nada...
– Desculpe. — sussurrei, empurrando-o de leve.
– Tudo bem. — falou compreensivo. — Eu vou deixá-la tomar banho...
– Espere. — pedi, antes que ele pudesse se mover. — Só vamos um pouco mais devagar. — propus, voltando a beijá-lo lentamente, meus braços enlaçando seu pescoço. — Ah! — arfei, separando nossos lábios, quando suas mão me puxaram por trás de meus joelhos e ergueram-me do chão com facilidade, levando minhas pernas ao redor de seu quadril.
Edward me encostou na parede, beijando meus lábios... e o medo desapareceu, a insegurança se desfez, pois sabia que ele sempre respeitaria os meus limites.
– Eu te amo. — sussurrou próximo ao meu ouvido, abraçando-me fortemente contra seu corpo e sorri, sentindo todo meu corpo tremer e antecipação.
...
Abri os olhos e encarei a suave luz do abajur ao lado da cama, levantei-me acendendo as luzes e olhei do relógio.
– Nossa. — murmurei ao ver que já passava das nove da noite e então me lembrei dos momentos no banho com Edward.
Sorri inconscientemente, olhando-me no espelho, sentindo um êxtase momentâneo e uma felicidade sem explicação, porém ao mesmo tempo senti meu rosto esquentar ao ver meu reflexo com aquela camisola branca, uma das quais Alice havia colocado em minha mala. Balancei a cabeça lembrando naquela baixinha... Alice não tinha jeito. Peguei o robe branco, bem parecido com a camisola e sai do quarto, descendo as escadas a procura daqueles olhos verdes que eu amava e algo me dizia que iria encontrá-lo na sala onde ficava o piano. Aproximei-me da porta, já podendo ouvir a suave melodia, e abri-a lentamente, vendo-o seu lindo sorriso ao me ver.
– Boa noite, Bella adormecida. — falou enquanto caminhava até ele.
– Não me chama de Bella, por favor. — pedi sendo recebida em seus braços.
– Me dê um motivo para isso, que eu paro. — falou, puxando-me para sentar em seu colo.
– É um pedido meu, não gosto desse apelido.
– Ok, então eu paro.
– Sério? — perguntei não acreditando e ele sorriu.
– Sério. — afirmou, depositando um leve beijo em meus lábios. — Agora vem, deve estar com fome.
– Um pouco. — comentei, sendo levada até a cozinha.
– Ah, temos que arrumar as malas, saímos amanhã cedo. — comentou.
– Que horas chegamos Paris?
– Bom, embarcamos as oito da noite, são mais ou menos dez horas de vôo, chegamos as seis horas mais a diferença de fuso horário, então serão mais ou menos nove da noite. — ele explicou e sorri, admirando-o.
~*~
– Acorda dorminhoca. — ouvi aquela voz aveludada perto de meu ouvido e abri os olhos, encarando aquele par de esmeraldas e aquele lindo sorriso. — Chegamos. — ele avisou e sentei-me preparada para o pouso.
Assim que pousamos Edward pegou seu casaco e levantei, virando-me e aceitando sua ajuda para vestir a roupa de frio. Eu havia colocado na mala algumas blusas de mangas compridas, mas não tinha trazido casacos e isso seria um grande problema.
– Está muito frio lá fora? — perguntei.
– Um pouco, parece que a neve chegou um pouco mais cedo esse ano. — comentou, passando o braço ao redor de minha cintura e levando-me até a porta que já estava sendo aberta.
– Está nevando?! — indaguei e assim que a porta terminou de se abrir, tive minha resposta ao ver os pequenos flocos de neve caindo.
– Vem. — Edward falou e fomos rapidamente até o carro que nos esperava.
O vento frio tocou meu rosto e encolhi-me, cruzando os braços enquanto entrava no carro preto que nos levou ao elegante hotel e não acreditei quando entramos no elevador parando no último andar, na suíte presidencial. Edward abriu a porta e entrei na grande sala aconchegante, admirando todo o lugar enquanto ele falava com os funcionários que trouxeram nossas malas. O lugar era ricamente decorado e organizado, porém não foi isso que chamou minha atenção e sim as pesadas cortinas que cobriam quase toda a parece ao lado da mesa de vidro redonda. Caminhei até o tecido branco, puxando-o lentamente e não acreditei ao ver através da grande vidraça a maravilhosa vista da Torre Eiffel.
– Gostou? — ouvi aquela perfeita próxima ao meu ouvido e senti seus lábios tocarem meu pescoço, depositando um beijo em minha nuca, fazendo todo minha pele se arrepiar.
– Está brincando? — falei, virando-me e abraçando-o. — Eu amei.
Meus braços apertaram seu pescoço, enquanto sentia Edward me abraçar fortemente e nunca me senti tão bem... era tão bom sentir aquela segurança que ele me passava, o seu perfume...
– Vem. — falou, levando-me até o luxuoso quarto que ficava do outro lado de uma porta dupla de madeira.
– Nossa. — murmurei vendo todo o luxo.
– Aqui. — ele me passou uma sacola e não acreditei ao ver a logomarca da Chanel. — Pedi para separar algumas roupas de frio para que você possa escolher.
– Mas é da Chanel... — murmurei e vi uma expressão preocupada no rosto de Edward.
– Não gosta? Posso achar outra loja... é que Alice adora a Chanel...
– Não é isso. — expliquei. — É que nunca usei uma roupa da Chanel. — confessei e ele sorriu.
– Então vai se acostumando. — falou, puxando-me para um suave beijo.
...
Depois de um maravilhoso jantar a luz de velas Edward me levou até a Torre Eiffel toda iluminada. Subimos algum andares, até onde tínhamos uma bela vista das luzes que clareavam cada rua de Paris, cobertas por uma fina camada de neve, que já tinha parado de cair.
– É tão lindo aqui. — falei baixo admirando a linda lua cheia.
– Você é tão linda. — falou, como se corrigisse minha frase e revirei os olhos, aproximando-me da grade.
Senti suas braços ao meu redor e minha pele se arrepiou quando ele depositou um beijo em meu pescoço próximo a meu ouvido.
– Você é perfeita. — ele sussurrou.
– Por favor, diga que eu não vou acordar a qualquer momento, diga que tudo isso é real. — pedi.
– Por que ainda duvida?
– Porque depois de tudo que passei não dá para acreditar que esteja vivendo isso. — falei e afastei-me, saindo de seus braços, enquanto tentava ter certeza da decisão que tinha acabado de tomar, iria contar tudo a Edward. — Eu tinha seis anos quando aconteceu pela primeira vez. — comecei e encarei a linda vista a nossa frente, percebendo que ele não falaria nada continuei a falar. — Era nova mas lembro perfeitamente como se você ontem, no começo ele apenas tirava minha roupa e ficava encarando meu corpo, mas quando completei sete anos ele começou a me acariciar e forçou-me a fazer... — minha voz falhou ao lembrar daquilo.
Levei a mão a boca e meus olhos se encheram de lágrimas, era como se pudesse sentir o medo, o nojo, a náusea, o desespero... que senti quando ele me forçou a fazer aquilo.
– O que ele te forçou a fazer? — Edward perguntou baixo.
– Preciso mesmo falar? Sei que já entendeu. — afirmei.
– Talvez tenha entendido, mas não consigo acreditar. — murmurou. — Ele te forçou a fazer sexo oral com sete anos?
– Sempre quando acordava pedia para que naquele dia ele não tentasse nada, mas nem sempre meu pedido era atendido. — confessei. — Mas isso não foi nada, comparado ao que ele me fez depois que completei oito anos.
– O que aconteceu? — perguntou.
– Eu me lembro quando ele me forçou a ajoelhar na cama, fazendo-me apoiar as mãos no edredom. — sussurrei, sentindo a mão de Edward sobre a minha. — Doeu tanto... era uma dor insuportável. Porém quando pensei que já tinha passado pelas experiências mais terríveis que podia existir, meu aniversário de nove anos chegou e já estava anoitecendo quando minha mãe teve que ir até o hospital por causa de uma emergência. Aquele dia foi horrível... — murmurei. — Ele me amarrou e tampou minha boca, aproveitando-se do meu corpo, mas acabei irritando ele já que não ficava quieta, foi quando ele esquentou a barra de ferro que tinha ido pegar antes e começou a me queimar.
– A cicatriz na sua perna... — Edward falou e a lágrima escorreu por meu rosto, enquanto sentia ele me abraçar fortemente.
– Promete que nunca vai me abandonar? — pedi. — Sei que estou sendo egoísta ao pedir isso, mas não posso mais viver sem você.
– Ei, eu nunca irei de abandonar, nem mesmo se você pedir isso, eu sempre estarei aqui ao seu lado. — afirmou fitando meus olhos e mais lágrimas caíram.
Seus lábios tocaram os meus com delicadeza e inconscientemente sorri, sentindo aquela doce e maravilhosa sensação que sempre sentia quando estava em seus braços e ao abrir os olhos vi os pequenos flocos de neve voltarem a cair do céu.
– Acho melhor voltarmos para hotel. — falei, sentindo o leve roçar de seus lábios nos meus e ele sorriu.
– Tem razão, vamos senhorita Masen. — disse sorrindo e puxando-me delicadamente para seus braços, enquanto limpava as lágrimas que teimavam em cair.
Caminhamos pela rua fria de Paris, vendo casais saindo dos restaurantes, das lojas, rindo... completamente apaixonados e ao pensar que também éramos como aqueles casais fez um sorriso bobo tomar meus lábios. Em minutos chegamos ao hotel e assim que entramos na suíte tirei meu casaco, já que ali, por causa do aquecedor, o temperatura era mais confortável.
Coloquei o casaco preto sobre o sofá e senti as suas mãos fortes em minha cintura, virando-me para ele.
– Já disse que te amo? — perguntou.
– É sempre bom ouvir. — sussurrei recebendo seu doce beijo e ele nos deitou no grande sofá ali na sala.
Edward se apoiava sobre seus braços, tomando cuidado com seu peso sobre meu corpo quando puxou meus joelhos, mantendo-se entre minhas pernas, de modo a ficarmos mais confortáveis no sofá.
– Obrigado. — falou olhando em meus olhos.
– Pelo que?
– Por ter confiado em mim, por contar tudo que passou, sei que é difícil falar nisso.
– Eu que tenho que agradecer por ser tão paciente e ter esperado... — sussurrei e ele acariciou minha bochecha. — Me beija. — pedi e senti sua boca tomar a minha em um beijo calmo porém exigente.
De repente minhas mãos seguraram a barra da sua camisa de mangas compridas, puxando-a para cima e Edward se afastou tirando a camisa, logo depois tirando minha blusa, deixando-me apenas de sutiã e rodeando-me suavemente com seus braços.
– Isso é tão bom. — murmurei e ele sorriu, fitando meus olhos, seus dedos acariciando minha bochecha. — É tão bom poder me sentir segura, confiar em seus toques... — sussurrei. — ... sentir esse arrepio sempre que beija meu pescoço. — falei rindo.
– Assim? — indagou, seus lábios tocando minha bochecha e descendo para meu pescoço, depositando um beijo próximo ao meu ouvido, fazendo toda minha pele se arrepiar.
– Exatamente assim. — sorri, vendo-o se levantar, passando o braço por trás de meus joelhos, levantando-me com facilidade do sofá. — É tão bom ter você ao meu lado. — afirmei e encarei aquele lindo sorriso torto em seus lábios, enquanto ele caminhava em direção ao quarto.
Edward me deitou na cama, ajudando-me no trabalho de me livrar daquela calça jeans e pude sentir seus lábios acariciarem meu corpo.
...
Não sei a quanto tempo estávamos ali, a única coisa da qual tinha noção era de Edward sentado ali na cama, mantendo-me em seu colo, minhas pernas ao redor de sua cintura, ambos completamente nus... meus braços se mantinham ao redor de seu pescoço e sentia a intimidade entre nós, enquanto ele afastava uma mecha de cabelo que caia sobre meu rosto e depositava um beijo em meu ombro. Respirei lentamente sentindo o perfume de sua pele e meus dedos apertaram seus ombros, enquanto sentia todo meu corpo tremer levemente quando seus lábios tocaram o lóbulo da minha orelha. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, lembrando-me que estava completamente nua, meus seios colados em seu tórax...
– Isso é incrível. — murmurei sentindo minha pele se arrepiar. — Ter essa intimidade, confiar assim em alguém.
– Eu sei, não parece real. — Edward sussurrou, beijando o canto da minha boca. — Mas é real. — afirmou e sorri encarando seus lindos olhos.
– Já disse que adoro esses olhos verdes? — indaguei baixo, fazendo aquele sorriso torto surgir em seus lábios.
– Sou sortudo, não sou? Bonito, rico e ainda tenho olhos verdes. — ele falou e não tive como não rir, deixando minha cabeça pender para trás, sentindo seus braços fortes me segurarem perto de seus corpo.
– É você foi muito sortudo. — concordei voltando a olhá-lo, ouvindo sua risada.
– Principalmente porque encontrei você. — Edward afirmou nos deitando na cama.
...
Abri os olhos, porém o sorriso que já brotava em meus lábios se desfez quando estarei o lugar vazio ao meu lado. Levantei-me, indo para o banheiro e tomei um banho, vestindo uma roupa quente antes de sair do quarto, entrando no amplo espaço da sala, vendo Edward sentado a mesa arrumada para o café e ao lado dela a grande vidraça que tinha uma linda vista de Paris.
– Bom dia. — falou e segurei a mão que ele me estendia.
– Bom dia. — sussurrei, sendo puxada para seu colo.
– Como dormiu?
– Bem, só que esperava ver você na cama quando acordasse. — comentei, meus dedos acariciando seu rosto, sentindo os pequenos pelos de sua barba que começavam a crescer.
– Desculpe, perdi o sono. — falou.
– Tudo bem. — respondi baixo, aproximando-me e roubando-lhe um beijo. — Você bebeu? — indaguei, assim que nossos lábios se separaram. — Bebeu uísque já de manhã?
– Não. — ele falou e ergui a sobrancelha, deixando claro que não estava acreditando. — Ok, talvez um pouquinho. Macarons?
– O que é isso? — perguntei, venda a caixinha com vários bolinhos coloridos.
– São como... — ele pareceu ter dificuldade para explicar. — ... Experimente, tenho certeza que vai gostar.
– Ok. — respondi, pegando um dos bolinhos em amarelo e experimentando.
– E ai, gostou?
– É muito bom. — respondi e ele sorriu. — Mas voltando ao assunto, devia parar com o uísque no café da manhã, isso não faz bem.
– Eu sei e vou parar. — afirmou. — Então onde quer ir hoje?
– O que acha de visitarmos o Museu do Louvre? — perguntei.
– Ótima escolha, vamos conhecer a Mona Lisa. — afirmou e ri. — E mais tarde podemos tomar um chocolate quente na Chez Angelina...
~*~
DE VOLTA A FORKS
Edward dirigia pelas ruas escuras e frias de Forks, eram onze da noite e tínhamos acabado de desembarcar depois de uma lua de mel mais que perfeita, apesar de termos que voltar mais cedo, não tinha como ser melhor.
Analisava o caminho, até um dos pouco prédios da pequena cidade e percebi que ficava próximo do apartamento que morava com Carlisle. Edward dirigiu até a garagem subterrânea e saímos do carro, enquanto me pergunta se ele tinha comprado aquele apartamento só para ficarmos até ele se formar.
– Tenho esse apartamento há anos, mas nunca nem entrei nele. — falou como se conseguisse ler meus pensamentos, enquanto pegava algumas mala e caminhávamos até o elevador. — Bom, estou até com medo, foi a Alice que cuidou dos móveis e da decoração.
– Já estou imaginando. — falei baixo, saindo do elevador e encarando a porta do apartamento que tinha todo o andar do prédio só para ele.
Porém, ao entrarmos nos deparamos com uma linda e aconchegante decoração, em tons de bege e marrom.
– Alice sempre me surpreende. — ele murmurou.
Caminhei pelo apartamento, que não podia ser chamado de pequeno, pelo contrário era muito grande. Cheguei ao quarto e logo vi Edward entrar com as malas, colocando-as no closet.
– Parece que ela trouxe suas coisas para cá. — ele informou e sem acreditar entrei no closet, vendo algumas roupas e alguns objetos meus já nos armários e sorri. — Parece cansada. — Edward falou.
– É, estou um pouco cansada... — respondi baixo. — Minha cabeça está doendo um pouco.
– Precisa descansar, foi uma viagem longa. — ele afirmou e concordei.
Em minutos, já estávamos deitados e podia sentir sua leve respiração em meu pescoço, seus braços me abraçando fortemente me mantendo segura junto ao seu corpo.
– Bons sonhos. — ouvi ele sussurrar antes de cair no sono, sentindo-me bem... sentia-me forte, capaz de enfrentar qualquer coisa se ele continuasse ao meu lado.
Notas finais
Também queria falar do meu novo blog o Fanfics Awards, para quem escreve e precisa de ajuda ou divulgação é só entrar aqui >> http://fanficsawards.blogspot.com.br/
Obrigada e até o próximo!
Beijoss
Fale com o autor