Numb
6 quinto capítulo ::
Notas iniciais
Bella mexia no notebook de Demetri mexendo no programa que teria que instalar no computador de Edward, era basicamente fácil. O programa tinha sido criado por um nerd que Demetri conhecera pela internet, lhe pagara uma boa quantia em dinheiro e ele passara o programa. Chama-se Asphyxia, sua função era basicamente deixar que por outro computador alguém bisbilhotasse HDs alheios sem nenhum vestígio. Ele atualiza o Internet Explorer ou qualquer outro navegador no disco rígido do computador onde é instalado, o processo dura cerca de cinco minutos. Feito isso, é preciso reiniciar o computador com a nova versão do navegador. O programa parece à antiga versão e se comporta de modo exatamente igual, só um átimo mais pesado e um microssegundo mais lento. Todas as configurações permanecem idênticas ao original, inclusive a data de instalação. Do novo arquivo, nem vestígio. É como se nada tivesse sido instalado. Com isso feito, é preciso criar no computador em que quer receber as informações um endereço de um servidor FTP – protocolo de transferência de arquivos, que e é uma forma bastante rápida e versátil de transferir arquivos – e se vê um menu. Clica-se no ícone “copy”, digita o nome do computador – por exemplo, Edward Cullen, – e em “enter”. O computador imediatamente começa a copiar o disco rígido no servidor do asphyxia e transfere para o computador configurado para receber as informações. Este processo leva mais ou menos meia hora. Todos os arquivos são copiados e sempre que surgir um novo arquivo, transferência, movimentações, qualquer outra coisa o computador recebendo as informações será avisado e uma cópia do arquivo é feita. Um sistema aparentemente complicado, mas simples para bons hackers.
Ela não entendia muita coisa, mas mexendo em tudo por alguns minutos conseguiu aprender o que teria exatamente que fazer. Conectar o pen drive no computador, passar o programa, reiniciar o computador e pronto. Só que tinha que ter tempo por que todo o processo demoraria na média de seis a sete minutos, parece pouco, mas quando está se fazendo algo “errado” qualquer segundo é precioso.
Colocou o notebook de lado e se jogou na cama, podia escutar do segundo andar as risadas e gritinhos de Victória, Demetri e Riley, estavam se divertindo, mas ela não estava com vontade de se juntar a eles. Já tinham almoçado – pizza congelada como sempre algo congelado, já que todos se negavam a cozinhar com refrigerante e agora estavam fazendo alguma idiotice. Bella deitada fechou os olhos alguns segundos e lembrou-se do beijo com o Edward, conseguia sentir sua boca e cheiro, o quanto gostou daquilo e se levantou surpresa. Acendeu um cigarro e desceu fumando, não se daria o luxo de continuar pensando no Edward, sua vítima.
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— E era por isso que eu não queria te contar sobre a Bella, Rosalie, você é pessimista e ciumenta. Não sei o que você tem contra ela! — Edward ralhou com a irmã.
Os três irmãos estavam na sala jogando conversa fora, como sempre faziam após o almoço. Na enorme casa apenas o os três e Nanely – a governanta e cozinheira mexicana da casa. Os pais estavam fora a serviço, como sempre, esperavam Emmett que chegaria a qualquer momento.
— Eu falei pra você não comentar sobre essa sua paranóia contra a Bella para ele, Rosalie! — Alice protestou.
— O que? Não posso dar minha opinião? Ela não parece ser sincera ou confiável, apenas abra o seu olho Edward, eu iria odiar te ver sofrendo por ela.
— Eu não vou, Rose. Eu estou feliz como nunca, eu e a Bella ainda estamos nos conhecendo ok? Não tem porque disso, não vamos casar, estamos apenas nos curtindo e nos conhecendo! — sorriu para a irmã calmamente. — Eu não posso te obrigar a gostar dela, mas exijo respeito, não quero a destrate.
— Eu não iria fazer isso, não vou ser a melhor amiga dela, mas vou respeitá-la e torcer muito para que essa minha “intuição” esteja errada, de verdade.
A campinha tocou. Rosalie deu um pulo do sofá e saiu correndo para abrir a porta, não se surpreendeu ao ver Emmett e pulou em colo em um beijo de tirar o fôlego. As mãos deles ficaram sobre sua bunda dando leves apertões.
— Meu deus que fogo! — Alice reclamou.
— Você fala isso porque está encalhada! Cadê o Jasper? — Rosalie retrucou e desceu do colo do namorado, deixando que ele a abraçasse por trás.
— Não te interessa! — Alice revirou os olhos e voltou suas atenções para a revista que estava lendo.
— E então Edward, como está com a Bella? — Emmett perguntou com um sorriso malicioso.
— Cara, esse seu sorriso me assusta, e eu e ela somos amigos. Sua namorada que não gosta muito da Bella! — Edward sorriu, levantou-se e foi para a cozinha: — Nanely, minha delicia mexicana, tem nachos?
— Amigos? Seu irmão é gay e não me contaram? — Emmett perguntou e as duas deram risada. — Por que não gosta dela?
Edward escutou a pergunta de Emmett, mas não disse nada, apenas ficou sentado na cozinha comendo nachos com muito queijo feito pela Nanely e conversava com ela sobre Bella. Nanely é uma imigrante mexicana de 47 anos, rechonchuda, pele morena, cabelos lisos e negros, não negava as origens.
— Vai Nanely, me ajuda! Eu devo chamá-la para algo hoje? Encontramos-nos ontem! Não sei o que fazer. — disse confuso e encheu a boca de nachos.
— Você não vai sossegar enquanto não te ajudar, niño? — perguntou com um inglês carregado de sotaque.
— É isso mesmo! — respondeu de boca cheia.
— Entonces... Sí, por supuesto. — respondeu em espanhol. — Las mujeres aman a los hombres que se preocupan!
— Nanely fala em inglês ou ativa a legenda, não vou entender muita coisa assim.
— Oh Dios mío. Nuestra señora de guadalupe, ayudan-me! — disse nervosa e religosa como sempre, Edward riu. — Está bien niño. Ligue para ela, as mulheres gostam de homens que se importam, ontem foi ontem e hoje é hoje. Convide-a para um jantar, algo apenas os dois... Conquiste-a!
— Sí, si, tienes razón! — sorriu. — Vou terminar de comer e vou a convidar para jantar, obrigada minha delicia mexicana!
Nanely tocou o ombro dele e beijou sua cabeça, saindo da cozinha para continuar seus serviços domésticos e perguntar se os outros queriam algo a mais. Edward subiu para o quarto, sentou-se na mesinha com o notebook aberto e ficou algumas horas na internet passando o tempo, para sua surpresa não encontrou nada referente a ele e Isabella, as únicas notícias sobre sua família eram sobre supostas datas do casamento de Rosalie e Emmett, e algumas noticias sobre o novo hotel. Abriu a parte administrativa do hotel, olhou alguns balanços e contas, mandou alguns e-mails, fez tudo que tinha que ser feito e pegou o celular. 05h30min. Buscou na agenda o número de Bella e chamou três vezes até atenderem. Ela atender.
— Alô, Edward? — ela perguntou do outro lado meio ofegante.
— Oi, liguei em uma má hora?
— Claro que não, estava aqui sem fazer nada, a que devo a honra da sua ligação?
— Hum... Pensei que pudéssemos jantar hoje, sei lá, mas se você tiver outra coisa para fazer eu vou entender. — disse meio inseguro.
— Mesmo se tivesse desmarcaria tudo para jantar com você, que horas e onde nos encontramos?
— Eu passo ai para te buscar... Ás oito e no restaurante do hotel novo, o da mãe do Jasper, nada muito formal, pode ser?
— Claro, está perfeito! Vejo você daqui a algumas horas.
— Não vejo à hora. Tchau Bella, até! — ele desligou e deixou o celular encima da mesa andando para o guarda-roupa.
Tinha que achar a roupa perfeita para sair com a garota perfeita, essa era uma missão para sua irmã Alice. É, era arriscado pedir para que Alice a ajudasse já que Alice era louca por roupas e podia fazê-lo de Barbie, mas era a única opção.
Bella, na verdade Samantha, desligou o telefone e o colocou na mesinha de cabeceira onde estava antes de atender a ligação do Edward. Estava nua na cama com Demetri, foram interrompidos no meio da transa.
— E então, o que ele queria Sam? — Demetri perguntou beijando o pescoço dela e alisando sua barriga nua.
— Vamos jantar hoje à noite, oito horas ele vem me buscar. — ela respondeu revirando os olhos e sorriu maliciosamente. — Mas ainda vai dar seis horas, temos como aproveitar.
Voltou para cima de Demetri deixando com que seu membro a penetrasse, cravou as unhas em seu peitoral e começou a cavalgar encima dele. Não era a melhor foda da vida dela, mas dava para se satisfazer. Seus gemidos eram altos mesclados com os dele, Demetri se ajeitou e se sentou com Samantha ainda pulando em seu colo, levou a boca para os seus seios e assim ficaram com o suor já brotando e a respiração ofegante.
Riley no primeiro andar da casa buscava um jeito ignorar os gemidos de Samantha e Demetri vindos do segundo andar. Odiava quando os dois transavam sem nem ao menos fechar a porta, como ela gemia e gozava para ele, seu próprio irmão. O invejava, queria estar lá. Não sabia o que sentia por ela, talvez amor ou paixão? Mas era um sentimento forte que lhe trazia a necessidade de protegê-la e tê-la só para ele, não suportava a idéia de vê-la com outro. Principalmente o irmão.
Foi para a cozinha da casa, abriu a geladeira e pegou uma garrafa de cerveja, abriu-a e deu dois longos goles. Andou até a pia tirou uma pequena pedrinha branca que levava no bolso e começou a desfazê-la em pó com a ajuda de um pequeno canivete de bolso. Fez uma carreirinha com o pó da pedra, tirou do bolso uma nota de um dólar e enrolou-a como na forma de um canudo. Riley então inclinou um pouco o corpo em direção ao pó, levou o canudo feito de nota ao nariz e aspirou toda a droga, a sensação era maravilhosa. Depois de cheirar toda, ergueu a cabeça esfregando o nariz. Uma leve irritação no nariz sempre vinha após o consumo, mas ele não se importava, apenas queria prazer.
— Se drogando para não escutar a Samantha fodendo igual a uma cachorra no cio com o irmãozinho, bebê? — Victória perguntou sarcástica e riu. — Tão patético!
— Cala a boca, Victória, eu estou muito cansado de você! — ele disse sem paciência e voltou a beber a cerveja.
— Riley, eu não estou querendo te encher o saco ou te deixar para baixo, só estou tentando de ajudar antes que seja tarde demais, esqueça a Samantha! Ela nunca vai te amar ou vai amar ninguém, ela não tem sentimentos.
— Victória...
— Riley, eu sei que nenhum de vocês me suporta, eu sei que só continuo com vocês por causa da Sam e por causa da promessa que ela fez pro meu pai, mas eu também sei que você só está nisso tudo por causa dela e do seu irmão, eles não valem a pena. Esquece esse seu amor por ela, nada vale a sua vida. O Demetri nunca vai mudar e a Samantha muito menos! — Victória disse séria deixando o sarcasmo de sempre de lado.
— Quando eu precisar de um conselho seu, Victória, eu peço.
— É isso que a gente ganha por tentar ajudar. No final quando você acabar se fodendo vai se lembrar de tudo que eu disse.
Riley não respondeu nada, apenas pegou a garrafa e voltou para a sala, terminou de bebê-la e apagou ali mesmo ignorando os gemidos constantes.
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No horário marcado com Edward, Bella já estava pronta. Usava um vestido azul marinho de alcinhas e um Christian Louboutin preto nos pés. Ela nunca foi ligada a moda, nunca se importava com roupas de grife, mas adorava sapatos. Seus cabelos estavam soltos e levemente jogados de lado, maquiagem leve, estava pronta. Escutou a buzina do carro e respirou fundo.
— Quero os três com o celular ligado caso eu precise, estão me ouvindo? Qualquer imprevisto eu mando mensagem de texto para os três. — falou firme.
— Que tipo de imprevisto? Vocês irem transar em um dos quartos do hotel? — Victória perguntou sorrindo.
— Sim, querida Vicky. Sempre pode ter um quarto vazio e duas pessoas excitadas prontas para fazer amor. — sorriu maliciosa. —Agora eu estou indo. Se comportem!
Saiu da casa e fechou a porta, Edward a esperava do lado de fora encostado no volvo. Usava blusa branca sem gravata e um terno cinza, cabelos bagunçados e sorriso de lado, ela sentiu o coração acelerar.
“Merda, o que é isso? Se acalme Samantha!” pediu a si mesma em pensamento, respirando fundo tentando controlar a respiração e o coração.
— Oi Bella! — Edward disse animado. Gostava tanto de sair com aquela mulher.
— Oi Edward, como você está? — perguntou sorrindo e mordeu o lábio inferior.
— Estou bem, muito melhor agora, claro, e você?
— Estou ótima! — sorriu.
— Er...
Edward ficou meio constrangido sem saber como cumprimentá-la, se inclinou para beijá-la, mas voltou para trás e coçou a cabeça. Bella sorriu e o beijou. Um beijo rápido e apenas de cumprimento, Edward sorriu alegre com o gesto. Os dois entraram no carro e foram para hotel.
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Deixaram o carro com o manobrista do hotel e entraram juntos para o restaurante, a mesa reservada era a mais isolada do restaurante, uma garçonete ruiva de no máximo 18 anos lhes atendeu e anotou o pedido, ravióli de cogumelos para os dois e vinho. Começaram a comer conversando.
— Aquela garçonete está gostando de você. — Bella disse sorrindo e levou o garfo a boca. Edward riu.
— Do que você está falando?
— Ela olha para você de cinco em cinco segundos... Parabéns Edward Cullen, você acabou de conquistar mais uma mulher, aposto que com isso você vai conseguir um bom desconto nesse jantar.
— Deixe de besteira, além do mais, eu sou filho dos donos e não ia pagar de qualquer jeito. — sorriu.
— Tá, então o que você quer apostar?
— Não sei. O que você quer?
— Escolhemos o prêmio depois então, olhe disfarçadamente em 5, 4, 3, 2, 1...
Edward virou a cabeça levemente e a garçonete olhou para ele sorrindo servindo outra mesa. Ele voltou a encarar Bella, ambos riam.
— Só de pode ser coincidência. — Edward disse e Bella revirou os olhos.
— Olhe em 5, 4, 3, 2, 1...
E a garçonete novamente olhou, mexeu no cabelo e após servir o vinho de outra mesa começou andar para perto. Bella abaixou a cabeça rindo, mal conseguia disfarçar por mais que Edward pediu.
— Vão querer alguma coisa? — perguntou sorrindo para Edward que retribuiu o sorriso, Bella bufou com isso.
— Oi? Querida se você não viu, eu também estou na mesa então perguntar para mim seria uma boa opção. E não, eu não quero nada. Podia sair porque eu e ele queremos jantar e conversar sem uma menininha tingida que mal passou pela puberdade nos perturbando. — sorriu cinicamente enquanto a menina a encarava constrangida e boquiaberta. — Ah e outra coisa, quando for paquerar o homem de outra mulher seja mais discreta e certifique-se de que ela não veja. Agora tchau!
A menina saiu andando de cabeça baixa, Bella voltou a comer o ravióli como se nada tivesse acontecido e Edward permanecia perplexo.
— Uau, isso foi ciúmes? — ele perguntou confuso.
— Ciúmes? Pelo amor de deus né? — ela riu. — Eu só não gosto de ser feita de idiota, qual é? Ela está vendo que eu estou com você e fica te paquerando, despindo e devorando com os olhos? Faça-me o favor.
— Você fica linda com ciúmes, gostei da parte do “homem de outra mulher”, então eu sou seu homem?
— Cala a boca e come! — disse séria arrancando risadas de Edward, então ambos voltaram a comer.
O resto do jantar passou tranquilamente e sem nenhuma outra interrupção, conversaram e riram muita troca de olhares e sorrisos. Bella aproveitava para esfregar sua perna a dele por baixo da mesa e sorria. Terminaram o jantar e sobremesa em pouco mais de uma hora. Edward não precisou pagar, apenas assinou a folha da conta e os dois saíram de mãos dadas. Andaram juntos para o saguão do hotel que estava com poucas pessoas.
— Pra onde você quer agora? — Edward perguntou sorrindo e passou os braços em torno da esguia cintura dela.
— Eu? Você decide! — respondeu sorrindo e começou a mexer nos cabelos dele, acariciando sua nuca. — Com tanto que eu esteja com você, não me importo.
— Hum... — ele sorriu malicioso.
— Acho que você está lendo o meu pensamento — ela riu e colou seu corpo ao dele, passou os braços pelo seu pescoço e sussurrou em seu ouvido: — Quero você Edward, eu quero passar a noite contigo.
— É tudo que eu mais quero. — Edward respondeu após sentir o beijo no rosto que ela lhe deu. — Vem!
Ele a puxou até a recepção e foi para trás do balcão e pegou a chave de um dos quartos – cobertura suíte cinco — digitou no computador rapidamente que o quarto estava sendo usado e deu baixa dele no sistema. Sorriu para Bella e voltou para o lado dela segurando sua mão, apenas a puxou para o elevador. Estavam sozinhos nele, apertou o botão para subirem e começaram a se beijar ali mesmo.
O tempo no elevador foi rápido e muito bem aproveitado com beijos e caricias calientes. Separaram os lábios, já ofegantes, apenas quando a porta do elevador abriu. Edward foi à frente, segurando sua mão, até a porta da suíte, abriu a porta e sinalizou para que ela entrasse. Era definitivamente o maior quarto de hotel que ela já tinha visto e todo muito bem decorado. A entrada era como uma sala, sofás, poltronas, mesinha de centro e uma enorme televisão, do outro lado frigobar e uma mesa de jantar, uma enorme janela que dava a uma varanda com vista incrivel e alguns móveis.
— É uma bela suíte. — Bella elogiou.
— É eu nunca tinha olhado todos os quartos, mas essa aqui é bem legal.
— Não viemos discutir sobre decoração ou a beleza do quarto certo? — ela perguntou divertida. Jogou a bolsa carteira encima de uma das poltronas, tirou o salto alto os deixando ali mesmo e se virou para ele. — Vamos aproveitar!
— É pra já.
(música: http://www.youtube.com/watch?v=-AWoZmAxKxg)
Cheryl Cole — Parachute
Ele a puxou para perto e apertou sua cintura, Bella o segurou pela nuca puxando seu rosto para perto e junto sua boca a dele, seu beijo lhe traziam sensações tão fortes e incríveis que ela não podia evitar beijar-lhe furiosamente. Desceu suas mãos para seu ombro e sem separar seus lábios tirou seu terno deixando-o cair ali mesmo, suas mãos foram cuidadosamente para sua camisa abrindo seus botões um por um até abri-la e a tirou. Desceu as mãos alisando e sentindo os pêlos do seu peitoral, algo desconhecido para ela, até o cós de sua cabeça. Edward desceu sua boca para o pescoço de Bella, beijando e mordiscando, sua mão alisava suas costas e cintura.
— No quarto tem uma cama... Com certeza deve ser mais confortável. — ele falou perto de seu ouvido com a voz rouca e ainda mais sexy, Bella sentiu sua calcinha ficar ainda mais molhada.
Voltaram a se beijar. Bella pulou em seu colo fechando a perna com força em sua cintura e sentiu a mão dela a segurar pela bunda. Ele andou com ela até a cama, uma enorme king size. A deitou na cama com cuidado e permaneceu entre suas pernas a beijando, sentia seu membro pulsar e já começar a ficar apertado dentro da calça e cueca. O vestido de Bella já estava erguido até a altura de sua cintura, deixando a mostra toda sua perna – que Edward alisava enquanto a beijava na boca. Em meio às caricias frenéticas ambos se livraram de toda a roupa, incluindo as intimas, que lhe restavam permanecendo totalmente nus. Ele a alisou por completo, depositando beijo pelo seu corpo inteiro, viu a cicatriz embaixo do seio dela e a tatuagem ao lado, mas o momento era tão incrivel que relevou.
— Eu quero você, Edward! — ela pediu, quase implorou sentiu seu membro apenas alisar a entrada de sua vagina.
— Não tenho camisinha. — só tinha se lembrado nesse ponto importante na hora H. Seu membro pulsava e gritava de uma forma quase dolorosa tamanha excitação.
— Eu tomo pílula e posso tomar a do dia seguinte amanhã, se você quiser. — ela disse meio ofegante, ela queria tento tê-lo dentro dela, era algo até assustador.
— Não precisa dizer mais nada. — ele disse sorrindo e lhe beijou.
Levou uma das mãos ao próprio membro e o guiou até a entrada de Bella, alisou ele ali a torturando, ela gemeu e mordeu o próprio lábio inferior, então ele a penetrou. Ela soltou um gemido mais alto do que pretendia, o tamanho do membro que a preencheu surpreendeu um pouco, mas era algo agradável e aos poucos foi se adaptando ao tamanho. Edward então começou a se movimentar dentro dela, a segurava pelo quadril enquanto seguia penetrando, abaixou o corpo e levou sua boca aos seus perfeitos e arredondados seios, sua língua circula seu rosado mamilo enquanto seu pênis explorava cada centímetro que adentrava nela.
Ela sentia um prazer desconhecido, seu corpo estava pronto para explodir de desejo e prazer. Por mais que tentasse se controlar tudo naquela noite saíra de seu controle e estava mais real do que ela desejava, suas unhas fincadas nas costas dele e seus gemidos ecoando pelo quarto eram provas disso. Por fim sentiu um espasmo forte lhe dominar o corpo e arqueou o quadril enquanto tinha o orgasmo, algo tão intenso que a faz perder o contato com a realidade por vários segundos Alguns minutos depois Edward gozou também, deixou seu corpo cair ao lado do dela cansado. Bella se aconchegou ao lado dele deitando a cabeça no seu ombro e sua perna sobre a dele, desnudos. Ela nunca vivenciara nada tão perfeito.
Só descansaram alguns minutos e trocaram poucas palavras por entre os suspiros, então Bella voltou para cima do Edward e sentiu a mão dele lhe alisar as coxas até sua bunda, ela se abaixou e se apoderou de seus lábios e começaram tudo de novo, o toque e o prazer, mas desta vez ele manteve o ritmo lento, levando-a mais uma vez ao clímax antes de partir junto com ela em uma viagem às estrelas.
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Ela foi acordando aos poucos, seu corpo estava completamente mole e sua respiração tranqüila. Ainda com os olhos fechados repensou toda a noite passada para tentar se lembrar do que tinha acontecido, lembrou-se de tudo. Estava com a cabeça sobre o braço do Edward aconchegada em seu peito, sentia a mão dele alisando suas costas, já acordado e apenas pensando na noite passada. Os dois estavam nus com um fino lençol branco cobrindo apenas a intimidade.
— Bom dia, Bells! — ele disse com a voz tranqüila.
— Ah, bom dia... Tá acordado há muito tempo? — perguntou ainda sonolenta e alisando seu peitoral.
— Não muito, mas não quis te acordar ou levantar daqui, está tão bom. — respondeu e abaixou o rosto sentindo o cheiro dos cabelos dela, beijou-a na cabeça.
— Está mesmo.
Bella fechou os olhos e lembrou exatamente do que tinha passado na noite anterior, do prazer e sensações. Ela nunca tinha feito algo tão maravilhoso. Sexo? Ah, isso já tinha feito várias e várias vezes, mas todas apenas por puro tesão e de uma maneira mais avassaladora, dessa fez foi... Diferente. Foi amada e feita mulher de verdade, não apenas um objeto sexual, pela primeira vez em anos. Não tinha feito sexo, mas sim amor e as diferenças eram enormes.
— Bella, você tem uma cicatriz embaixo do seu seio direito e uma tatuagem ao lado, o que aconteceu? — ele perguntou quebrando o silêncio.
— Oh! — ela se surpreendeu por ele ter se lembrado até a localização da cicatriz, engoliu seco. — Podemos mudar de assunto? Isso realmente não me trás boas lembranças, porfavor. Eu estou gostando tanto desse momento, você nem imagina o quanto e não quero estragar isso.
Ela não queria estragar lembrando-se que a primeira vez que fora amada por homem na cama era uma mentira, esse homem amara Bella e não a verdadeira Samantha, respirou fundo ignorando os pensamentos.
— Claro, eu sinto muito.
— Posso te fazer uma confissão sem que você em julgue e ache que eu sou uma vadia? — ela perguntou hesitante.
— Claro, nunca pensaria isso de você, amor.
— Então tá bom... Sabia que é a primeira vez que eu faço isso?
— Isso o que? Sexo? Você era virgem? — ele perguntou com humor.
— Você é um idiota, não vou mais falar! — ela disse fazendo bico.
— Ah desculpa amor, vai diz... Vai pode me dizer, eu juro que vou levar a sério agora. — ele a puxou para mais perto.
Ela ficou em silêncio por alguns minutos, ele tinha a chamado de amor. Toda mulher quando era amada e mimada se sentia assim? Era o que ela estava se perguntando. Estava se sentindo tão vulnerável, feliz... E patética.
— É a primeira vez que eu durmo com o homem depois que de ter transado... Eu sempre transava e ia embora ou mandava o cara ir, eu sempre achei que dormir depois do ato era coisa para casados e agora aqui estou eu... Deitada com a cabeça no seu colo, recebendo um cafuné... É muito confuso.
— Isso é bom ou ruim?
— Ótimo! Eu não desejaria estar em outro lugar... Ou com outra pessoa. — disse sinceramente.
— Essa noite foi tão perfeita... E espero que se repita muitas e muitas vezes.
— Com toda a certeza! — sorriu.
Eles ficaram na cama mais algum tempo e depois foram para o banheiro juntos e tomaram um banho demorado. Não apenas banho, claro que aproveitaram a ocasião para mais um momento de intimidade e prazer. Vestiram a roupa da noite anterior e tomaram um caprichado café da manhã na cama, trazido pelo serviço de quarto do hotel, muitas carícias e beijos.
Desceram juntos para irem embora, Edward levaria Bella para casa e depois resolveriam o que iriam fazer.
— Tá, então nos encontramos e almoçamos juntos, que tal? — Bella perguntou sorrindo andando de mãos dadas com ele até a porta.
— Ótimo, na verdade está quase na hora do almoço... Vamos pro clube comigo? A Alice vai estar lá e ela está morrendo de vontade de te encontrar novamente. — ele disse sorrindo. Saíram pela porta e pararam. — Pega meu carro lá, porfavor!
Ele pediu jogando a chave do volvo para o manobrista, Bella sorriu e o abraçou.
— Pra mim está ótimo! — disse sorrindo. Sentindo os beijos dele em seu pescoço, deu risada. — Para Edward, estamos no meio da rua.
— Eu não ligo, você me deixa louco.
Ele continuou beijando enquanto ela ria, esperando o carro. Bella por um pequeno instante ergueu o rosto olhando para o prédio do outro lado e de relance viu um homem, disfarçadamente enquanto abraçava e ria com Edward viu que era alguém abaixado com um rifle apontado para os dois, ela sabia afinal já tinha atirando em algumas pessoas com rifle para longa distância do alto de prédios. Sentiu o coração acelerar.
— Calma ae Edward, temos que entrar. — ela disse séria, pegou sua mão e o puxou para dentro do prédio.
— O que aconteceu? — perguntou confuso quando já estavam dentro.
— Eu preciso usar o banheiro, é urgente. — pediu e sorriu.
Edward a levou até o banheiro e disse que enquanto isso iria arrumar uns papéis do hotel.
— Me promete que não vai sair por aquela porta enquanto eu não voltar?
— Bella...
— Porfavor! — pediu com beicinho.
— Tá bom, eu vou conversar com o George e vou te esperar aqui dentro, vai lá.
Bella entrou no banheiro rapidamente e pegou o celular, discou rapidamente o número do Demetri. Chamou três vezes, até alguém atender.
— Alô? Samantha? — ela reconheceu a voz do Demetri do outro lado.
— Demetri, nós temos um problema. Do outro lado da rua, no prédio em frente ao hotel do Edward tem um homem com um rifle e quando sai com Edward ele o apontou para nós. Somos o alvo.
— Tá, dá um jeito e não sai daí de dentro enquanto eu não avisar ok? Vou com Riley lá e vê o que está acontecendo, só saia de dentro desse hotel quando eu lhe mandar uma mensagem. Tchau.
Bella respirou fundo depois de desligar, pensando em um jeito de prendê-los ali dentro mais um pouco, colocou o celular dentro do vestido para sentisse quando ele mandasse a mensagem. Pegou a bolsa e saiu do banheiro, andou até o saguão e viu Edward conversando com George, o gerente do hotel, olhou para os lados e então decidiu o que faria. Andou mais um pouco até parar perto de uma mulher com o uniforme do hotel e começou a respirar rápido, como se estivesse hiperventilando e deixando a mulher ao seu lado preocupada, Bella deixou os olhos rolarem para o lado e amoleceu as pernas caindo no chão fingindo um desmaio. As pessoas no saguão se aproximaram e Edward quando percebeu se tratar de Bella correu para socorrê-la.
Do outro lado da rua, atrás do prédio em que Bella tinha visto o atirador, Demetri estacionava o carro e descia juntamente com Riley. Ambos carregando suas armas com silenciadores. A parte de trás do prédio tinha um alambrado de arame de pelo menos três metros de altura e junto à parede três contentores de lixo retangulares. Deixaram o carro ali, subiram no lixo e pularam o alambrado. Na parede tinha a escada de incêndio então subiram silenciosamente até o topo do prédio. Demetri foi o primeiro a ver o homem que olhava pela mira da arma para o hotel Cullen, no chão a mala preta com os equipamentos. Demetri andou até ele, apontou a arma e a destravou, o barulho da arma fez com que o homem apontando a arma se retraísse.
— Dê dois passos para trás, coloque a arma no chão e a mão para cima. — mandou autoritário. — Agora!
O homem assim o fez, colocou a arma no chão e se virou com as mãos na cabeça, deu uma risada seca quando viu não se tratar da policia.
— Quem são vocês? — ele perguntou com uma raiva repentina.
— Você não está em condições de perguntar nada. Riley, pega as coisas no chão e vamos pro carro.
Demetri segurou o homem pelos crespos e negros cabelos com dreads, foi o empurrando para a escada de emergência e Riley logo atrás com a mala. Riley pulou primeiro a grande levando a mala consigo e a colocou dentro do carro no banco de trás, voltou para pegar o homem negro que iria atirar em Bella e Edward. Demetri apontou a arma e o ameaçou, assim o homem pulou e foi segurado por Riley que também lhe apontava a arma. Depois que Demetri pulou voltaram para o carro.
— Entra! — Demetri mandou apontando para o banco traseiro do carro.
— Quem são vocês?
— Cala a boca e entra! — esbravejou e deu um forte soco na boca do homem que cambaleou e com a boca sangrando entrou no carro.
Riley sentou ao seu lado ainda apontando a arma para que ele não apontasse, abaixaram os vidros do carro e trancaram a porta. Demetri pegou o celular e digitou uma mensagem no celular rapidamente, “Tudo ok. Volta!” – enviar.
Bella já tinha fingindo acordar e agora estava sentada bebendo um copo de água com um Edward preocupado a sua frente e algumas pessoas lhe observando. Ele afagou seu rosto com os dedos. Por fim sentiu o celular vibrar dentro da bolsa que estava no colo, era Demetri tinha certeza.
— Está tudo bem mesmo? Posso chamar um médico amigo do meu pai sem problemas Bella.
— Eu estou bem, foi apenas uma queda de pressão boba, vamos pra casa?
— Isabella...
— Eu só preciso descansar um pouco e vou estar novinha em folha, vamos logo porfavor! — ela pediu fazendo beicinho, ele não conseguiu recusar.
Voltaram para casa juntos e por mais que tentasse disfarçar ela estava muito nervosa e curiosa para saber quem estava ameaçando os dois. Chegou na casa vários minutos depois, se despediu com um beijo do Edward e combinou de ligar quando estivesse pronta para ir pro clube com ele. Desceu do carro rapidamente, acenou vendo Edward acelerar o carro até sair de sua visão, entrou na casa.
Entrou na casa bufando e estavam todos na sala. Na mesinha de centro tinha garrafas de cerveja, maços de cigarros e cinzeiro. Victória sentada na poltrona folheando uma revista, Riley mexendo no notebook em uma das pontas do sofá, Demetri em pé apontando uma arma para o homem sentado na outra ponta do sofá, estava com os braços amarrados encima do colo e os pés também, a boca amordaçada e sangue escorrendo no corte encima do olho esquerdo.
— Laurent? Que porra está acontecendo aqui? — perguntou jogando a bolsa encima de Victória.
— Você o conhece?
— Como não? Laurent Gathegi, um idiota que quase me matou, mas que não conseguiu e ainda ficou sem dinheiro. — respondeu sorrindo cinicamente e riu. — E então, você voltou para me matar, é isso?
Andou até o homem e tirou a mordaça da boca dele.
— Onde está o James?
— Fodendo com a sua mãe no inferno! — respondeu sarcasticamente.
— Ele não está morto, Laurent, nós dois sabemos. Você é o pau mandando dele e nunca faria nada sem uma ordem. — sorriu.
— Não está ouvindo, Samy? Sua mãe gemendo enquanto está fodendo com o James? E o seu querido papai Charlie está só escutando, como o corno que ele sempre foi. — Laurent riu sem humor algum, o sorriso dela sumiu na hora. — Ah, eu esqueci que você não gosta de mencionar Charlie, seu ponto fraco né? Graças a você ele está morto e ainda quer honrar a memória dele, vadia.
Samantha respirou fundo, sorriu e se virou andando para cozinha, ninguém entendeu absolutamente nada apenas escutaram o barulho dos talheres. Ela voltou para a sala com uma enorme faca de carne do cabo branco em mãos e a colocou encima da mesinha de centro. Pegou a arma encima da mesa e apontou para Laurent, que engoliu seco, deu uma coronhada na boca dele, um corte grande nos dois lábios se abriu o sangue começou a escorrer.
— Pega a fita Victória! — ela mandou e Victória assim o fez.
Samantha rasgou um grande pedaço da manga da blusa do Laurent, segurou o queixo dele e apertou com força até abrir a boca, limpou o sangue da boca dele com o pano e enfiou dentro com violência até encostar na garganta, fechou a fita que Victória tinha cortado. Laurent começou a engasgar com aquilo e sentiu uma forte ânsia, o gosto do sangue com o pano quase descendo por sua garganta, era difícil até de respirar. Ela pegou a enorme faca em mãos e sorriu.
— Fala do Charlie de novo e eu mato você com todo o prazer do mundo! — vociferou e enfiou a faca com força na coxa direita dele, o sangue brotou e Laurent urrou de dor, mas foi abafado pelo pano e fita em sua boca.
— Samantha chega! — Demetri mandou e a encarou. — O que vamos fazer agora?
— Eu vou sair com o Edward, vamos para o clube perto do hotel...
— De novo? — Riley a interrompeu. — Já não basta ter passado a noite e a manhã com ele? Agora vai passar o resto do dia também?
— Como se me agradasse muito ficar o dia todo com o Cullen, estou fazendo isso por todos nós!
— Você não vai sozinha. Eu vou com você e fico sempre por perto para evitar qualquer contratempo, enquanto Riley e Victória cuidam dele, e pelo amor de deus tire essa faca da perna dele que o sangue está sujando todo o chão.
Todos fizerem o que ele mandou. Laurent permaneceu sentado no sofá sentindo o gosto do sangue descer pela garganta e se controlando para não vomitar, urrou de dor silenciosamente quando Victória arrancou a faca violentamente de sua perna e gargalhou. Olhava para os lados e para as mãos amarradas, precisava arranjar um jeito de avisar ao James.
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