Numb

10 nono capítulo ::


Notas iniciais
E então aqui capítulo novo, we. O que estiver em itálico é flashback não se esqueçam e ele ficou um tanto.. cumprido, mas espero que gostem. Aproveitem *-*'

Edward não conseguia se contar ou esconder o sorriso que estampava e iluminava seu rosto desde ter conhecido Isabella Swan. Sua Bella. Sentia-se tão feliz e sem, aparentemente, motivo algum. Estavam ficando há algum tempo e ele queria algo mais, mas tinha medo de estar apressando demais as coisas então se contentava com esse pouco que já era suficiente.

— E então, ela gostou da correntinha? — Alice perguntou ao entrar no quarto, extremamente animada.

Ele estava sentado em frente à escrivaninha usando o notebook para o trabalho, fazendo balanços e alguns relatórios para o hotel. Alice sabia da correntinha, foi a primeira – e única, na verdade – a vê-la. Edward contava tudo para as irmãs, mas era difícil quase impossível conversar sobre Bella com Rosalie, graças a sua antipatia com ela. Ele girou a cadeira para encarar Alice que estava sentada em sua cama, a expectativa estampada em seu rosto assim como um belo sorriso.

— Sim, ela amou! — respondeu sorrindo.

— Eu sabia que ela ia amar o presente, mas tenho certeza que você poderia dar um simples pacote de batatas fritas que ela ia amar e dizer que foi o melhor presente que já recebeu na vida.

— Hã? — foi tudo que ele disse, não entendeu onde ela queria chegar com aquilo.

— Você é tão inteligente para tantas coisas e um completo idiota para outras. — Alice revirou os olhos. — Ela gostou porque foi você que deu, a correntinha é linda, mas só de ter vindo de você já é um motivo mais que suficiente para ela amar.

— Você é uma ótima irmãzinha mais nova, sabe como me deixar feliz!

— Espero que eu seja uma ótima irmã do meio também. — Rosalie entrou no quarto brincando. — E então, o que aconteceu?

— Er...

Alice e Edward se entreolharam, não era o assunto favorito da irmã e não queriam brigar com ela, não sabiam o que dizer. Rosalie logo entendeu do que se tratava e deu apenas uma risada.

— Estavam falando sobre a Isabella, certo? Não precisam parar porque eu cheguei, contanto que não me perguntem o que eu acho juro que vou ficar calada. — sorriu para os dois. — E então, o que aconteceu?

— Então eu digo. O Edward deu uma correntinha super fofa para ela e ela amou! O Edward está completamente apaixonado por ela, completamente!

Rosalie apenas sorriu de maneira falsa, por mais que tentasse não conseguia gostar de Bella e nada que os irmãos fizessem ou falassem iria mudar sua opinião a respeito dela. Por algum motivo ela não conseguia ver bondade nos olhos daquela mulher e tudo que ela fazia parecia ser falso ou planejado. Odiava brigar com o irmão por isso tinha que controlar o máximo que podia as suas opiniões e pensamentos dentro da sua cabeça.

— Se você tentasse ao menos dar uma chance a Bella, Rosalie, com certeza veria que ela é uma mulher incrivel. Você nem ao menos a conhece direito! — Alice disse olhando a irmã que se sentara ao seu lado na cama.

— E você a conhece, Alice? Pelo que eu lembro você só se viram o que? Duas vezes? O único que pode ter uma “opinião formada” sobre ela é o Edward.

— E ele tem certeza que ela não é nada disso do que você pensa, ela é uma pessoa muito boa e amável.

— E ele um idiota apaixonado e hipnotizado, a opinião dele não conta muito nesse caso! — Rosalie disse e revirou os olhos.

Edward riu e agradeceu irônico pelo “elogio” da irmã.

— Só fui sincera!

— Está bem Rosalie, eu não entendo essa sua “birra” contra a Bella, mas vou aceitar para não brigarmos, mas isso não vai mudar minha opinião sobre ela... Ela é uma mulher incrivel, forte e eu gosto muito dela, como nunca gostei de ninguém e não quero perder isso. Imagina se eu não gostasse do Emmett, isso ia fazer você deixar de gostar dele?

— É completamente diferente, conhecemos o Emmett há anos e eu o amo! — ela se defendeu. Era como um golpe baixo envolver ele na discussão, o amor que ela sentia pelo Emmett era completamente diferente, eles estranhamente apesar das diferenças se completavam de uma maneira incrivel, nada iria fazer amá-lo menos.

— E talvez eu ame a Bella, eu quero descobrir o que sinto realmente por ela e gostaria de ter o apoio das minhas irmãs.

— Rose, o Edward ama a Bella e isso está na cara! — Alice falou sorrindo e passou o braço pelo corpo da irmã, abraçando-a. — Vamos o deixar ser feliz!

— Tudo bem, eu vou tentar controlar a minha boca! Mas você realmente gosta dela? — perguntou torcendo para que ele respondesse não, mas sabia a resposta.

— Sim, eu realmente gosto muito dela... A Bella é diferente de qualquer mulher que eu tenha conhecido, ela me faz feliz e com ela não me lembro de mais nada, somos apenas nós dois. Acho que ela é a mulher da minha vida!

Rosalie ficou em silêncio. E se os instintos dela estivessem certos e Bella fosse uma vagabunda? Não queria ver o irmão sofrer. Estava voando tão alto por causa dessa paixão, seria horrível vê-lo cair.

— Então que vocês sejam felizes! — sorriu por fim.

Edward sorriu para a irmã e andou até a cama se jogando em cima das duas para abraçá-las, Rosalie reclamou na hora e Alice riu. Ficaram naquela brincadeira rindo alguns minutos, até a porta ser aberta. Os três pararam de rir ou sorrir na hora, na porta Esme encarava os filhos sorrindo de maneira tensa.

— Oi mãe! — Alice disse sorrindo. — A senhora não devia estar uma hora dessas no hotel?

Ela trabalhava muito, era um fato consumado. Era decoradora e ajudava com a arquitetura do hotel, mas também ajudava Carlisle com as decisões e negócios, ela gostava de ajudar o marido e sabia que era graças ao trabalho que seu casamento continuava firme afinal os dois trabalhavam igualmente, porque se fosse apenas o Carlisle não tinha como o casamento dar certo. Ela trabalhava tanto que às vezes sentia que estava perdendo os filhos, queria poder recompensá-los e dava tudo do bom e do melhor para eles, mas não era o suficiente. Era o mais amorosa que podia quando estava em casa, mas sabia que sua ausência e de Carlisle era ruim para todos

— Devia, mas seu pai pode sobreviver um dia sem mim... Eu estou sentindo falta dos meus filhos. Quando eu entrei vocês arregalaram os olhos e eu me senti uma estranha na minha própria casa, isso não é legal. — ela disse meio triste.

— Oh mãezinha, só ficamos surpresos por você estar em casa, mas você pode sentar aqui com a gente... Também sentimos a sua falta! — Rosalie disse sorrindo.

— Sentem-se na cama e eu volto pro computador, Carlisle me estrangula se eu não terminar esse relatório. — Edward voltou para o computador e Esme sentou-se onde ele estava.

— Claro, e Bella não ia gostar de te ver morto! — Rosalie zoou.

— Quem é Bella?

— O novo amor da vida do Edward, mãe! — Alice respondeu sorrindo.

— Edward apaixonado? Alguém vai me contar sobre ela?

— Ela é incrivel e o Edward está apaixonado por ela, deu até uma correntinha para ela de presente... Só falta eles oficializarem tudo isso!

— Menos Alice! — Edward disse sem tirar os olhos do notebook.

— A Alice e a Rose a conhecem? — Esme perguntou, Alice assentiu. — Eu quero conhecê-la também, Edward, não é justo.

Os três não se agüentaram e riram do jeito adolescente de Esme falar. Edward girou a cadeira para encarar a mãe que tinha um biquinho no rosto.

— A Rosalie fez a mesma cara quando pediu para conhecê-la, sabia?

— Tudo bem, ela puxou isso de mim... Talvez! — Esme falou arrancando risadinhas dos filhos — Eu quero conhecê-la!

— Como vou fazer com que ela te conheça?

— A convide para um almoço ou jantar com a gente. Ia adorar conhecê-la aqui em casa, porfavor!

— Tudo bem, mãe, vou convidá-la para vir aqui em casa! — sorriu.

— Ah, ótimo! — Rosalie disse a contragosto e se levantou saindo do quarto.

— O que aconteceu?

— A Rosalie, por algum motivo que nem nós entendemos, não gosta da Bella!

Eles ficaram conversando por mais alguns minutos, então Alice e Esme foram atrás de Rosalie conversar com ela. Antes de sair Esme mandou o filho ligar para confirmar o dia do almoço, beijou a cabeça de Edward e saiu sendo arrastada por Alice. Edward permaneceu no quarto e pegou o celular, discou rapidamente o número do celular da Bella – número que ele já tinha decorado –, então apertou o botão para que chamasse, tocou quatro vezes até alguém atender.

— Alô, Bella? — ele perguntou hesitante.

— Oi Edward.

— Oi Bells... Desculpa estar ligando agora; acho que já se acostumou com as minhas ligações do nada né?

— Já, nem precisa se preocupar! — ela riu.

— Está bem, não é pra isso que eu te liguei, queria te fazer um convite. Será que aceitaria vir jantar na minha casa? — perguntou esperançoso.

— Eu adoraria de verdade Edward, mas não vai dar mesmo. Eu vou ter que fazer uma viagem, eu vou sair da cidade por uns três dias, poderíamos marcar para depois?

— Ah, eu... Eu entendo tudo bem então né? Marcamos outro dia! — ele mal conseguia esconder a decepção por isso, mas tentava.

— Ficou chateado?

— Um pouco, não vou mentir, mas eu já sou grandinho... Vou sentir sua falta!

— Também vou, mas quando voltar eu te explico tudo direitinho ok? — prometeu.

— Vou ficar esperando. Se puder me ligar durante a viagem, eu vou adorar!

— Juro que vou tentar! Agora eu tenho que desligar. Tchau Edward, vou sentir a sua falta, até a volta! — falou doce. — Beijos!

— Eu também vou e muito, tchau. Beijo!

Ela desligou. Realmente estava decepcionado, não sabia para onde, o porquê ou com quem estava indo nessa viagem e isso o deixava angustiado, mas sabia que não tinha o direito de cobrá-la, não era algo sério. Voltou para o computador e começou a digitar rapidamente, sabia que os dias sem a Bella seriam chatos e tudo que faria era trabalhar para ocupar a cabeça, então era melhor começar e pensar menos nela... Assim talvez a angustia e saudade que doessem menos.

Os quatro estavam reunidos na cozinha, as cadeiras afastadas e eles em volta da pequena mesa. Encima dela apenas um grande e retangular mapa da cidade de Nova York – mostrava todos os pontos, desde os turísticos até os afastados –, além no notebook aberto, algumas garrafas de cerveja e cigarros. Samantha desligou o celular e o colocou encima da mesa.

— Tem certeza que isso não é perigoso? Ficar mais de um dia sem se encontrar com ele? — Demetri perguntou desconfiado.

— Não, o Edward está cada vez mais apaixonado pela Bella e alguns dias sem nos encontrarmos vai lhe deixar com saudades e isso é bom. — ela respondeu séria e continuou: — Eu vou fazer uma coisa de cada vez e a prioridade agora é James e Laurent. Encontraram algum lugar?

— Achei, é o lugar perfeito! — Victória declarou depois de mexer no notebook e se inclinou sobre o mapa, passou o dedo indicador sobre o ele procurando um lugar, até que pausou o dedo: — Aqui!

— Onde é isso?

Os outros três olharam o lugar onde ela apontava, era longe de qualquer ponto conhecido para eles.

— É um galpão abandonado há algum tempo. A estrada perto é estreita e de terra, além disso, em volta da estrada é puro mato, dá pra nos esconder enquanto ele está indo e facilitar a emboscada.

— Uau, perfeito! — Samantha disse sorrindo. — Devo admitir que você fez um bom trabalho, Victória!

— Obrigada... Eu acho! — agradeceu confusa, pegou a cerveja encima da mesa e deu um longo gole.

— E o que você pretende fazer, ainda não disse para nós? — Riley perguntou.

Ela não estava com o mínimo de pressa para responder, então apenas sorriu. Pegou um cigarro e o isqueiro, acendeu e deu uma tragada. Escutaram um toque de celular diferente, ela soltou a fumaça e percebeu se tratar do celular do sobrinho do James que tinha pego na noite anterior e que estava encima do armário. Ela pegou e o atendeu sabendo se tratar do James, já que seu nome aparecia do visor graças ao identificador de chamada.

— Samantha?

— Fala James!

— Conseguiu meu dinheiro? — ela sentiu o cinismo no tom de voz dele.

— Me diz quando eu devo lhe entregar, o resto é comigo. — foi direta, não estava a fim de perder tempo com ele, levou o cigarro à boca.

— Tudo bem, eu preciso dele daqui a dois dias! Podemos nos encontrar...

— Não, eu escolho o lugar. Você já tentou me matar uma vez James, não confio em você!

— Que isso Samy, — ele riu de maneira irritante — Assim você até em ofende!

— Ótimo! Posso te dizer o lugar?

Começou a passar o endereço do galpão. Como era um lugar sem ponto de referência algum então começou a explicar como chegar lá, ele anotou tudo e já sabia onde o lugar ficava.

— Tudo bem, eu estarei lá daqui a dois dias! Estou ansioso para lhe reencontrar, Samy.

— Vá pro inferno! — e ela desligou, deu outra tragada e se virou para os cúmplices seriamente: — Pronto. Agora vou lhes contar tudo que fazemos fazer e depois precisamos terminar de organizar os detalhes!

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Eles tinham dois dias para preparar tudo para o plano, Samantha já tinha lhes contado o que fariam e concordaram na hora, então ela dividiu as tarefas para que no dia tudo ficasse pronto para o dia e assim durante os dois dias seguintes foram apenas com os preparativos.

Samantha tentava manter sua mente fixada no plano, mas era quase impossível não pensar nele, infelizmente. Edward ligou várias vezes e ela ignorou ficando como chamada perdida, também deixou algumas mensagens de texto perguntando como ela estava, o que tinha acontecido, que estava com saudades. Isso, estranhamente, a deixava feliz por saber que ele se importava com ela e ao mesmo tempo com raiva por perceber que ela mesma se importava com ele, queria saber como ele estava, algumas vezes se via parada encarando a corretinha que ela a tinha dado e tentando imaginar o que ele estava fazendo, se estava pensando nela.

— Pronto Samy, aqui está a gasolina! — Riley disse entrando em casa com dificuldade e carregando três galões de polietileno pretos.

— Quantos litros cada um tem? — perguntou sentada no sofá o encarando.

— 20 litros. São 60 litros ao todo, acho que vai ser suficiente!

— É, tenho certeza que sim. Deixe-os ali no canto, agora temos que preparar a mala. — fez uma pausa, revirou os olhos e gritou: — Desce logo Victória!

— Calma droga! — Victória descia as escadas carregando uma grande pilha de revistas. Andou até Samantha e jogou todas no chão aos pés dela. — Pronto!

— Ótimo! Vamos colocar todas as revistas dentro da mala para dar preso, Demetri vai conseguir alguns maços de dinheiro falso para colocarmos aqui dentro!

— Se você vai colocar revistas para fazer preso, por que quer maço de dinheiros falsos? — Victória perguntou franzindo o cenho.

— Porque com certeza o James vai querer saber se aqui dentro dinheiro de verdade, certo? Não posso arriscar. Quando ele perguntar eu vou abrir a mala longe dele e tirar apenas os maços de dólares falsos, colocar de volta na mala e entregar como se tudo aqui dentro fosse dinheiro! Agora coloca as revistas ai dentro! — mandou e Victória fez o que ela mandou.

— Cadê o Demetri? — Riley perguntou.

— Saiu para ver e conseguir as armas e munições! — Samantha respondeu e se levantou para ir pra cozinha.

Ela estava tão entediada que sua única diversão era comer e fumar, não estava nenhum pouco a fim de transar com nenhum dos dois – Riley ou Demetri – o que diminuía muito suas opções de divertimento e também não saia de casa, para evitar que por algum azar enorme encontrasse Edward ou qualquer outro Cullen já que para eles, ela estava fora da cidade. Faltava apenas mais um dia para encontrar James e Laurent então tinha que agüentar.

Abriu a geladeira e pegou de dentro dois potes de plásticos com queijo e presunto dentro, uma garrafa de refrigerante e montou sanduíches com os pães encima do balcão, comeu tudo ali sozinha escutando apenas ruídos da conversa de Riley e Victória que pouco lhe importava.

-

No dia seguinte estava quase tudo pronto, a mala com revistas e alguns maços de dinheiro falso junto com os três galões de gasolina, Demetri já tinha encomendado o armamento e tinha saído para buscá-los, à noite quando os outros três jantavam pizzas e cerveja na sala ele chegou carregando duas malas – uma enorme e uma de mão.

— Prontinho, os bebês chegaram! — ele falou sorrindo e colocou a mala no chão da sala.

— Eu quero ver! — Samantha deixou o pedaço de pizza encima da caixa e levantou-se rápido indo até a mala.

— Limpa a mão Samantha, não vai encher as armas de gordura!

— Vá se foder! — ela disse ríspida limpando as mãos no short.

Abriu a mala maior e um sorriso enorme logo brotou em seus lábios. A mala estava cheia de armas grandes com grande poder de destruição – escopetas, rifles, fuzis, metralhadoras. Ela não conseguia esconder a empolgação, era como uma grande Disneylândia dos atiradores.

— Na outra mala tem munição suficiente e de sobra para todas as armas da mala além da que já temos! — ele disse sorrindo vendo os três pegando as armas, animados e encantados.

— Onde você conseguiu tudo isso? — Riley perguntou.

— Não esquenta com isso irmãozinho, nossa única preocupação agora é acabar com esses dois probleminhas e seguir com o plano!

Não tinha mais o que arrumar era só esperar, no dia seguinte era tudo ou nada. Ou acabavam com o James e Laurent seguindo assim com o plano Cullen ou por algum erro deixavam os dois escapar após a armação e são denunciados para o Cullen, era uma jogada de risco... O que deixava as coisas ainda mais interessantes.

***

Seis horas da tarde do dia seguinte eles já tinham separados os últimos e mínimos detalhes, carregado as armas e deixado as munições prontas, deixado os isqueiros que cada um levaria consigo na mesinha de centro, escolhido as armas.

Samantha estava no quarto relendo as mensagens de texto de Edward no celular, fazia três dias que não se falavam ou se encontravam e as ligações perdidas e mensagens só aumentavam. Ela se controlava para não ligar só pra ouvir a voz dele, tinha que manter o foco. O celular que tinha pegado do sobrinho do James, o que estava usando para se comunicar com ele tocou mais uma vez, ela logo o atendeu:

— Fala James!

— Adoro essa sua agressividade, me deixa ainda mais excitado.

— Foda-se. O que você quer?

James soltou uma alta gargalhada cínica, Samantha mal conseguia controlar o ódio que estava sentindo desse homem, queria acabar com ele logo e livrar o mundo daquele grande pedaço de bosta, mas se controlou e apenas revirou os olhos.

— Marcar um horário para nos encontrarmos no balcão: dez horas!

— Tudo bem, dez horas da noite estarei lá.

— E sozinha! Se eu ver um dos seus amiguinhos por lá eu acabo com tudo e com seus planos de roubar o Cullen, me entendeu Samy?

— Não sou retardada, costumo entender de primeira. E digo o mesmo, vá sem o Laurent! — falou e então desligou.

Deixou os celulares encima da cama e saiu do quarto, desceu para a sala onde os três estavam mexendo nas armas mais uma vez e conversando sobre cada uma. Pareciam crianças após ganharem presentes de natal.

— James ligou, vai ser dez horas! — falou séria.

— Ótimo, não vejo a hora de entrar em ação! — Demetri disse sorrindo e então riram.

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À noite – faltando 30 minutos para as dez –, todos já estavam prontos. Colocaram roupas pretas para não chamarem atenção e se camuflarem a escuridão da noite, além de luvas para não deixarem nenhum registro de digitais no lugar. Samanta tomou um banho demorado e então se arrumou – uma saia curta preta e uma blusa fina branca de alcinhas por dentro dela, colocou uma bota de cano longo até acima de seu joelho e um sobretudo preto fechado até onde a bota ia, deixando assim apenas a pele deu seu pescoço e rosto a mostra, colocou as luvas nas mãos e os celulares no bolso do sobretudo. Pegou a correntinha que o Edward tinha lhe dado e a beijou como um amuleto, então desceu.

— Estamos prontos Samantha, suas armas estão aqui. — Demetri apontou para a mesa.

— Tudo bem! Vou ficar com o revólver comigo e deixar a metralhadora no carro, não vou entrar com as duas! — disse séria.

— Está bem!

— Levem os galões de gasolina no carro com vocês, muito cuidado com eles estão me escutando? Eu vou levar a mala com “dinheiro” comigo. Não se esqueçam de seguir o plano, apareçam com o carro apenas quando eles estiverem indo embora já com o dinheiro. Não podemos errar!

— Feito! Vou levando os galões pro carro, Victória pega a mala da Samantha e coloca no carro dela! — Demetri mandou.

— Samy? Podemos conversar antes? — Riley a chamou.

Ela concordou e os dois foram juntos para a cozinha, ela aproveitou e pegou uma garrafa de água dentro da geladeira para beber. Riley estava lindo, Samantha podia admitir isso, aquela calça preta e blusa preta de maga cumprida colada em seus músculos o deixavam incrivelmente lindo e contrastava com sua pele levemente bronzeada.

— O que foi? — ela perguntou após beber a água e deixar a garrafa encima do balcão.

— Você tem certeza que vai entrar lá sozinha?

— Já conversamos sobre isso várias vezes, Riley, não começa. — revirou os olhos e então lhe encarou. — Eu sei me cuidar e sempre soube Riley, nada vai acontecer comigo. Eu te prometo!

— Só estou com...

— Não precisa dizer ok? Vai acabar tudo bem. E você também, se cuida! Não hesite em atirar em nenhum momento está me ouvindo? Sua vida em primeiro lugar!

— Tudo bem!

— Vamos acabar voltando para essa casa, todos muito felizes e nós vamos transar, não precisa se preocupar! — ela sorriu e o beijou.

O beijou durou vários segundos e então voltaram para sala, cada um pegou suas coisas e colocaram os isqueiros nos bolsos. Samantha entrou na Mercedes preta sozinha e ao seu lado apenas a mala que entregaria a James, não estava com medo por ela... Por Riley, por eles fugirem e a denunciarem, era complicado. Os outros três iram em uma enorme pick-up 4x4 preta de cabine dupla que Demetri tinha conseguido, iriam por outro caminho para não dar na cara a presença deles.

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Samantha chegou ao balcão abandonado alguns minutos antes do combinado e ficou feliz com isso. Deixou o carro desligado e trancado ali, então entrou. A estrada era realmente de terra e nada em volta, apenas mato. O balcão era enorme e sujo, empurrou uma grande porta de ferro para entrar, lá dentro apenas algumas máquinas abandonadas e caixas, barulho algum. Parou no meio do balcão, deixou a arma no chão e então ergueu a parte de trás do sobretudo colocando a arma dentro da saia em suas costas. Abriu o grande sobretudo para deixar na vista que não tinha nada armado e era só esperar.

Tudo que ela queria agora era acabar com isso logo, desde anos atrás tinha James e Laurent entalados em sua garganta. Tinham feito um grande assalto a uma joalheria, mas o fim não tinha dado tão certo.

Os três – Samantha, Laurent e James – tinham acabado de realizar com total êxito um dos maiores assaltos a joalheria da história com total perfeição, sem ninguém ver seus rostos ou vídeo nas câmaras de segurança. Tudo perfeito. Entraram rápido no carro preto com insulfilm e Samantha acelerou, ela era a melhor motorista e não teve muita dificuldade para dirigir nas ruas de Toronto, Canadá, que mesmo cheia de carros na hora do rush era moleza para ela. Acelerou o máximo que conseguia costurando os carros até sair da pista movimentada, indo para uma estrada vazia que dava direto a uma floresta onde moravam poucas pessoas. James e Laurent iam no banco traseiro vendo as jóias roubadas. Por fim o carro parou. Em volta apenas a floresta e eles em uma clareira. Os três desceram, James carregada com ele o saco preto com as jóias e tinham que dividir.

— Me dá logo a minha parte! — ela pediu.

— O que você vai fazer com ela? — James perguntou.

— Realmente não vejo como isso pode te interessar. Só me dá a minha parte e eu vou embora, sumo!

— Espera ai, antes temos uma coisa para você!

James colocou o saco de jóias no chão e se aproximou dela, que tentou recuar e então percebeu Laurent logo atrás. Ele a segurou – colocou os braços de Samantha para trás e passou os próprios braços envolta de seu corpo assim –, ela gemeu de dor.

— O que vocês estão fazendo? Me solta, desgraçado!

— Eu sinto muito Samantha, dividir em três partes é muito. Eu e Laurent concordamos que é melhor apenas duas partes! — James disse cínico.

— Traição por crocodilagem? Seus filhos da puta, eu ajudei vocês! — ela gritou se debatendo nos braços de Laurent.

— E eu agradeço. Precisávamos de alguém que dirigisse bem, que soubesse roubar e precisasse do dinheiro, ficamos sabendo de você e deu tudo certo, fico muito grato, mas agora não precisamos mais de você. Nos encontramos do outro lado!

— Maldito, filho da puta!

— Quantas palavras de amor. — James sorriu e pegou o revólver no cós da calça.

Samantha sabia que ele não tinha bons reflexos, ela só tinha que surpreendê-lo. Continuou se debatendo para se soltar de Laurent, mas não conseguiu. James então lhe apontou a arma. Rapidamente Samantha chutou com toda a força que podia sua mão, a arma voou longe e então quando pousou a perna no chão ergueu a outra dando com a sola do tênis no nariz de James, que cambaleou para trás caindo no chão com a mão sobre o nariz sangrando. Samantha jogou a cabeça para trás com força atingindo o rosto de Laurent que afrouxou o braço, então ela se soltou e deu com o cotovelo no rosto dele, ele caiu no chão. Ela não pensou duas vezes, precisava correr. Pegou o saco com as jóias no chão e começou a correr na direção contrária deles, para dentro da floresta.

Não estava vendo nada, só mato e mais chão para correr. O ar entrava ardendo em seu peito, coração acelerado e suas pernas pedindo descanso. Ela continuou correndo. Escutava James e Laurent correndo em direção a ela, gritavam e às vezes atiravam. O frio do Canadá também não ajudava muito, mas ela continuou até ver uma ponte de madeira e andou até ela. Apoiou-se no corrimão da ponte e abaixo apenas o rio congelado, ofegante amaldiçoou o rio e homens a seguindo, a água dele devia estar abaixo de zero e se não conseguisse sair rápido congelaria, mas quais eram as opções dela?

— Samantha! — James gritou parando no inicio da ponte. — Me devolve as jóias e eu te deixo em paz, você vive!

— Eu roubei essa merda, eu tenho tanto direito quanto vocês e se não fica comigo pode ter certeza que não fica com ninguém! — gritou de volta.

Ela abriu o saco e tirou de dentro um punhado de jóias e então jogou sobre o rio congelado, escutou apenas o grito dos dois de revolta. Os dois empunharam as armas e então começaram a atirar, sentiu apenas um dos tiros passar de raspão pelo seu braço, mas não ligou para a dor, rapidamente subiu na grade de proteção da ponte e sobre o corrimão, pulou. Sentia seu corpo se aproximar do rio congelado e não queria cair de rosto sobre o gelo, fez o máximo que pode para girar o próprio corpo caindo assim de lado no rio. Seu peso fez o gelo inteiro se quebrar quando ela caiu, acabou ralando o rosto no gelo e sentiu uma ardência no machucado. Ela afundou.

James e Laurent não viam como ela podia sobreviver a uma queda daquela, então foram embora sem se preocupar. Precisavam sair dali antes que alguém aparecesse, foram a xingando por estragar todo o plano. Não tinham ficado com nada, mas pelo menos ela estava morta.

O corpo de Samantha foi carregado pelas águas insuportavelmente geladas do rio por alguns metros, até que ela conseguiu recuperar o controle e total consciência. Já tinha perdido o saco de jóias dentro do rio, a água gelada em seu corpo faziam seus músculos se enrijecerem e queimarem, ela precisava nadar, precisava de ar. Conseguiu por fim esticar o braço para a beira e se segurar a um galho se árvore, com dificuldade subiu a superfície e respirou fundo, seu corpo tremia de frio e implorava por um pouco de calor, o corte em seu rosto e braço ardiam, seu corpo queimava. Andou para dentro da floresta procurando por algo, andava lentamente e abraçando o próprio. Precisava de calor. Avistou uma cabana, se aproximou e bateu na porta várias vezes até abrirem. Um casal de idoso abriu a porta, ela os viu com a vista turva e sua voz saiu como um sussurro:

— Porfavor... Me ajudem! — implorou, então caiu desmaiada.

Daí em diante ela não se lembrava de mais nada, apenas se acordar com a roupa trocada e seca sobre lençóis grossos e um térmico. O casal de idosos foram super simpáticos e se apresentaram como Clarice e Patrick, serviram a Samantha um prato de sopa quente e cuidaram dos ferimentos. Quando perguntaram o que tinha acontecido, ela mentiu. Disse que estava fazendo trilha sozinha e acabou caindo no rio, eles acreditaram e cuidaram dela por alguns dias. Até ela ir embora e voltar pros Estados Unidos amaldiçoando e jurando vingança contra James e Laurent, e por fim o dia tinha chegado.

Ela escutou o barulho de motor do carro, olhou no celular dentro do bolso a hora, ele chegou 5 minutos depois do combinado. James entrou sozinho no galpão com seu sorriso cínico de sempre, usava uma calça jeans e camisa de botões azul.

— Samantha, que saudades!

— Vá se foder! Aqui está seu dinheiro, vou lhe entregar e você vai embora. Se tiver algo errado me liga, mas está contado e certinho!

— Uau, você conseguiu... Como você conseguiu? — perguntou sorrindo.

— Não te interessa, você só tem que pegar e cair fora.

— Como vou saber que não são apenas papéis picados?

— Não são papéis picados! — respondeu séria. Na verdade são revistas de moda. Completou mentalmente e controlou a vontade de rir.

Ela se abaixou junto à mala, abriu devagar o zíper e tirou de dentro quatro maços de dinheiro, James sorriu vitorioso. Colocou dentro de volta, fechou o zíper e se levantou.

— Manda pra mim!

— Tudo bem!

Chutou a mala com dificuldade para James e se afastou, ele a pegou sorrindo.

— Foi muito bom negociar com você, Samantha... Espero que possamos voltar a nos encontrar, senti sua falta!

— Adeus James!

James se virou e foi andando para a porta do galpão, ela começou a andar em direção da porta também James entrou no carro onde Laurent esperava como motorista e então foram. Ela rapidamente pegou o próprio celular no bolso e digitou rapidamente “eles saíram, se preparem”, enviou. Tirou o sobretudo e jogou no banco traseiro do carro, tirou a arma da saia e colocou sobre o painel, ao seu lado a metralhadora que usaria e então começou a dirigir com o farol apagado e conseguia ver a lanterna traseira do carro de James se afastar.

— Não acredito que foi tão fácil. Isso foi demais! — Laurent disse animado dirigindo devagar.

— Agora sabemos como conseguir dinheiro, com certeza vou pedir mais. — James disse sorrindo e abriu o zíper da mala, se surpreendeu com o conteúdo. — Que porra de brincadeira é essa?

Laurent esticou o pescoço sem tirar a mão do volante para dentro da mala, alguns poucos maços de dinheiro e no fundo apenas revistas. James esbravejou. Quando ele voltou à atenção para estrada, freou bruscamente para não bater na pick-up parada no meio da estrada com o farol aceso.

— O que está acontecendo? — ele perguntou a James.

— Não sei, mas pega a arma que boa coisa não pode ser.

Os dois prepararam as armas, Laurent se preparava para dar marcha ré, mas a Mercedes de Samantha estava parada ali. Ela desceu do carro sorrindo cínica e vitoriosamente, carregando a metralhadora em mãos e o revólver no cós da saia. James desceu do carro ficando junto a ele.

— Que brincadeira é essa Samantha?! — gritou.

— Brincadeira? Nenhuma. Você não achou mesmo que eu fosse te dar um milhão de dólares né James? — ela riu da cara de surpresa dele — Ah, você achou. Eu te conheço, você sempre ia pedir mais e mais, acho melhor acabar com isso de uma vez!

Laurent também saiu do caro surpreso com tudo isso, escutou a porta do outro abrir e dentro dele sair três pessoas totalmente de preto e carregando grandes armas.

— Eu disse que você não sabia com quem estava se envolvendo e que ia se arrepender por ter me chantageado... Me ameaçado! — Samantha falou sorrindo.

— Você não pode fazer isso!

— Não? Você tem certeza? Então fica apenas observando! — ela sorriu.

Ergueu a metralhadora e apontou para o carro, então começou a atirar. Vários tiros de uma vez indo direto na traseira do carro. James e Laurent se assustaram e na mesma hora entraram no carro se abaixando para fugir dos tiros. Demetri, Victória e Riley andaram para volta do carro – Victória e Riley cada um de um lado, Samantha atrás e Demetri na frente – então os quatro começaram a atirar ao mesmo tempo no carro. As balas passavam pela lataria facilmente e entravam no carro, mesmo abaixados os dois foram acertados várias vezes. O carro acabou sem vidro, a lataria completamente coberta de marcas das balas, estraçalhado, então pararam de atirar, mas ainda empunhando as armas.

— Acho que está feito por aqui, peguem a gasolina! — Samantha mandou colocando

Apenas Demetri e Victória foram, tudo depois aconteceu rápido demais para ser entendido, por algum milagre ou azar James conseguiu sobreviver aos tiros e abriu a porta do carro caindo com muita dificuldade, apenas ergueu a arma e atirou acertando o ombro de Riley que gritou.

— RILEY! — Samantha gritou correndo até ele. Sentiu medo. Medo de perdê-lo, lembranças do passado, tudo ao mesmo tempo e apenas correu. Demetri e Victória se viraram assustado com os gritos.

Nem se lembrou da metralhadora, pegou apenas o revólver na saia e atirou na mão de James que deixou a arma cair, então quando ficou ao lado de Riley atirou várias vezes contra James que não demorou muito a cair no chão, já tinha sido atingido antes.

— Como você está Riley? Droga, você está perdendo sangue! — ela disse nervosa erguendo a mão dele para ver a ferida, mas como estava com blusa de manga cumprida estava impossível.

— Eu estou bem... Só está doendo! — falou apertando o lugar.

— Vai pro meu carro e senta lá apertando a ferida para o sangue não vazar ainda mais. Vamos só nos livrar do carro e já cuidamos disso ai, vai! — ela mandou e assim ele fez.

Ela colocou a arma de volta na saia e andou até Demetri pegando com ele um galão de gasolina, lhe acalmou dizendo que Riley estava bem e os três andaram até o carro.

— Joguem gasolina em cada centímetro desse carro!

Começaram a jogar. Jogaram por cima, Demetri abriu o capô jogando gasolina dentro e Victória no porta-malas. Samantha jogou muita nos bancos traseiros e depois na frente jogando encima de Laurent que estava abaixado no chão do carro todo sangrando e com marcas das balas, jogou no volante e no painel, deu a volta no carro indo pro lado de James e com ajuda de Demetri colocaram ele dentro do carro novamente e jogou gasolina. Terminaram de jogar a gasolina e o cheiro já era forte, então cada uma acendeu seu isqueiro e jogou – Victória e Samantha dentro do carro, e Demetri dentro do capô aberto para atingir motor e facilitar uma explosão. Ela entregou o galão para Victória que voltou para a pick-up com Demetri, encarou o carro em chamas por alguns segundos, jogou o celular do sobrinho de James no fogo e voltou andando normalmente para o carro.

— Como você está? — perguntou a Riley. Ele apertava o ferimento e um pouco de suor brotava da sua testa.

— Bem, só está... Doendo. Agora acabou, eles estão mortos!

— Sim, acabou.

Eles ficaram encarando o carro incendiado, o fogo aumentava a cada segundo e consumia completamente o carro, assim como os corpos de James e Laurent. Estava acabado. Um problema a menos! A pick-up se afastou em marcha ré, assim como Samantha que fez uma manobra rápida para virar o carro e pisou no acelerador.

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— PORRA! — Riley gritou de dor enquanto Samantha mexia em sua ferida.

Chegaram em casa há alguns minutos e sentaram Riley no sofá para tirarem a bala alojada em seu ombro. Eles tinham uma enorme maleta de primeiro socorros, seria impossível se ferir em algum crime e procurar ajuda médica, então estavam preparados para qualquer emergência, eram precavidos.

— Morde o pano, Riley! — Samantha mandou e ele mordeu.

Ela pegou uma enorme pinça cirúrgica já esterilizada no fogo e começou a mexer na ferida, o sangue escorria e ela secava com um pano, mas continuava mexendo no lugar, até conseguir alcançar a bala. Não estava tão funda e com cuidado pegou puxando-a para fora. Riley gemia de dor com o pano na boca.

— Pronto, tirei a bala. — falou sorrindo e colocou a bala dentro de um pequeno pratinho de prata ali perto.

— E agora, o que vai fazer? — ele perguntou suando, quase desmaiando.

— Vou dar um pontinho aqui rápido e limpar, já está acabando. — falou baixinho e alisou o rosto dele.

Parecia tão frágil e indefeso. Era por isso que ela sempre temia que ele fosse para algum lugar perigoso, tinha medo que ele se machucasse. Ignorou os sentimentos e continuou, deu dois pontos rapidamente, limpou o ferimento, passou um cicatrizante e colocou um curativo por cima.

— Pega, maninho, toma esses remédios que vão ser bom! — Demetri disse esticando para o irmão dois comprimidos e um copo de água.

— O que é isso?

— Analgésicos que vão ajudar com a dor!

Demetri colocou com cuidado os comprimidos na boca do irmão. Ele era sua única família, não podia perdê-lo desse jeito, sabia que não era o melhor irmão do mundo, mas estava fazendo isso pelos dois. Apenas seu irmão lhe importava além de si mesmo. Samantha ajudou com o copo de água e então levou Riley para o quarto deixando os outros dois encarregados de arrumar e se livrar de tudo.

Ela deitou Riley na cama, ele já meio zonzo e quase dormindo. Ela se sentou ao lado dele e acariciou seu rosto.

— Samy...

— Dorme e amanhã nós conversamos.

— Acho que estraguei... Os nossos planos de transarmos depois de tudo né? — ele perguntou com humor e baixo, ela riu.

— Um pouco, mas podemos compensar depois. Agora você só precisa ficar bom logo. Você foi ótimo hoje e agora precisa dormir! Boa noite Riley!

— Boa noite Samy... Eu te amo! — falou e fechou os olhos.

Samantha ficou o encarando por alguns segundos, estava tão sereno dormindo. Ela não o amava. Por mais que tentasse não o amava. Mas sentia algo por ele, mas era um carinho terno de irmãos, nada mais. Ela o beijou na testa e saiu do quarto em silêncio.

Voltou para o próprio quarto e tomou um banho rápido, colocou um pijama e voltou para a cama. Discou o número do Edward por impulso, tinha tudo acabado, por que não podia falar com ele? Mas caiu na caixa postal.

— Alô Edward? É a Bella, disso você sabe. Enfim, queria te pedir desculpas por não ter ligado ou nada do tipo nos últimos três dias. Minha bateria acabou quebrando e foi uma confusão, mas estou de volta. Assim que escutar essa mensagem me liga e eu te explico, desculpa mais uma vez. Estou com saudades... Tchau, beijos!

Estou realmente com saudades. Ela se xingou mentalmente e se arrumou na cama sob os lençóis, só queria dormir e nada mais. Adormeceu vencida pelo cansaço alguns minutos depois, dormiu... E sonhou.

Notas finais
E então, o que acharam ? Eu sou fail demais para escrever cena de ação. Eu sou fail para escrever cena de ação de de lemons, deus me livre. Mesmo assim espero que tenham gostado, eu particularmente gostei. Finalmente livres do James e Laurent, d'eles morrem eu definitivamente gostei ~dance~ KKKKKKKK Desculpe se o capítulo ficou exageradamente grande e vocês não gostam, mas não consegui me controlar quando comecei a escrever KKKKKK próximo capítulo cês vão saber de vez o passado dela todo, we! E gostaria das opiniões de vocês, deixem reviews e eu agradeceria, booooora comentar amores. bjsbjs s22

PS: agradecimento especial de hoje, tenho dois e vão para: CarolineMiller e Mrs_hay. Gatitas muuuuito obrigada pelas recomendações, foram super amáveis por terem deixado, adorei o que escreveram e fico muito feliz que vocês estejam gostando, obrigaaaada *-*
Claro agradeço também a quem lê e comenta, obrigada também, vocês são demais *-*' +1