Nuestro mejor momento
1 Invisible
Notas iniciais
POV Violetta
Nunca fui e nunca vou ser uma garota normal, nada que eu faça me faz acreditar que sou como uma adolescente de 17 anos... Nunca me apaixonei, nunca briguei com meus pais, odeio festas, saio muito pouco, sempre me dei bem melhor com os garotos, as meninas me fazem duvidar de mim mesma!
Meu pai me da uma segurança incrível, nunca precisei ir atrás de drogas ou bebidas para ser compreendida, como a maioria dos jovens! Não estranhem por eu ter falado apenas do meu pai. Minha mãe, que já não está mais entre nós, foi incrível na minha vida, todos dizem que eu sou a cópia perfeita dela e que eu herdei quase todas as qualidades dela e, segundo meu pai, alguns defeitos também. Minha mãe, Maria Saramego, uma grande solista e cantora de ópera, morrera em um acidente a alguns anos atrás, eu tinha apenas seis anos quando ela morreu e, a partir daí meu pai cuidou de mim da melhor forma possível.
Estudo em uma escola que fica a umas duas quadras da minha casa. Odeio aquela escola todo ano é a mesma coisa, só espero, realmente espero, que esse ano seja diferente... Que apareça gente nova, pessoas que não liguem somente pela aparencia e pelo status, não aturo essas coisas.
Hoje é o primeiro dia de aula, já me acordei estressada com a Olga batendo na minha porta por que estava atrasada. Tomei meu café da manhã e estou aqui no meio da rua sozinha, algo não muito normal, já que Tomas geralmente vem me buscar em casa para irmos juntos à escola... Tomas? É o meu melhor amigo, alto, moreno e muito simpático. Ele é como um irmão para mim, cuida de mim e me trata tão bem, coisa que pouquíssimas pessoas fazem.
Cheguei à escola, mesmas pessoas, alguns novatos, claro, mas não muitos. Fui para a sala de aula, sentei atras porque não aguentava mais alguns garotos que sempre sentam na frente. Tomas chegou e sentou-se na cadeira frente à minha, tudo estava normal, o que não era muito bom.
O professor entrou na sala e, logo atrás dele um garoto alto, forte, seu cabelo era liso e castanho, seus olhos verdes incrivelmente penetrantes que olhavam para o nada. Haviam poucos lugares na sala, então ele sentou ao meu lado.
Ai como ele era lindo, tinha um aroma tão doce e tranquilizante, mas ele era diferente, parecia bem maduro, coisa não muito vista nessa escola, devia ter uns 18 ou 19 anos, pelo menos aparentava ter. Ele me olhou com um olhar tão lindo mas ele me olhava do jeito que eu não esperava! Olhei para ele e disse:
–Oi, sou Violetta, mas pode me chamar de Vilu!
Não sei por que mas ele me olhou e não disse nada me tratou como se eu fosse invisível, apenas balançou a cabeça. Nunca me senti tão ignorada e para baixo, aquele menino é um mal educado, mas um mal educado muito, mas muito lindo!
POV Leon
Hoje não é um dos meus melhores dias, cidade nova, escola nova, pessoas novas e o pior, professores novos.Quando entrei na sala todos me olharam como se eu fosse uma aberração, não tinha muitos lugares vazios então sentei do lado de um menina lá atras. Não quero começar o ano mal, mas tive que sentar atrás, e ao lado de uma garota, nunca gostei de fazer contato com garotas, mal falava com minha mãe. E quando aquela menina falou comigo eu não suportei a ideia de manter um diálogo com ela. É posso parecer mal educado, e na maioria das vezes eu sou mesmo.
Depois que o professor saiu da sala ela se virou para mim e voltou a falar comigo.
–Por que não responde aos outros? Não sou de ir atrás de quem não merece e quer saber... Você é um mal educado
Aqueles olhos castanhos cheios de raiva eram mais atraentes, seus cabelos castanhos, que deixavam alguns fios caídos pelos ombros, me deram uma vontade de colocá-los atrás de sua orelha, de tocá-la e sentir sua pele que aparentava ser macia e delicada. O que está acontecendo comigo? Por que estou pensando essas coisas daquela menina que eu nem conheço e que está me chamando de mal educado? Mas eu não posso evitar de olhar para ela... É simplesmente impossível. Um íman.
–O que você está olhando?- Ela disse me olhando nos olhos.
–N... nada garota, nem te conheço.- Eu disse meio nervoso, mas acho que ela tava com o pensamento tão longe que nem ligou pro que eu disse. Fiz um gesto com a mão na frente do seu rosto. — Oi, tem alguém ai?
Ela se assustou, e levantou rápido da cadeira e saiu da sala. Não entendo, definitivamente não entendo as garotas...
POV Violetta
Passou a aula de matemática e fui falar com aquele ogro que sentava do meu lado, não admito, em hipótese alguma, que alguém me trate daquele jeito. Mas enquanto ele falava eu não pude evitar de olhar naqueles olhos verdes, aquele cabelo lindo e com um aroma tão bom, a medida que ele mechia a sua boca meus delírios aumentavam, sim, eu estava seguindo os seus atos. Quando me dei conta que estava com uma cara de boba olhando para aquele garoto que balançava as mãos em frente ao meu rosto. O que eu tô fazendo? Por que ele tem esse efeito sobre mim? Como posso ser tão idiota? Ele me trata mal, e eu estou aqui caidinha por ele. Como sou idiota não posso ficar mais nem um minuto ao seu lado. Corri, deixei-o falando sozinho, vou pro banheiro e vou ficar trancada lá até esses pensamentos sairem da minha cabeça.
Ele nem se quer falou comigo, como posso estar pensando essas coisas. O sinal tocou, fui pra sala mais relaxada, já não tinha aqueles pensamentos dominando minha cabeça. Sentei e olhei pro lado, ele estava desenhando, escrevendo, não sei ao certo o que ele estava fazendo, mas parecia muito concentrado naquilo.
–Por que você saiu correndo daquele jeito? Pra onde você foi?- Tomas me perguntou virando-se para mim.
–Fui ao banheiro, nada demais, Tomy. — Respondi mentindo, não gostava de mentir para Tomas, mas eu não queria me passar de rídicula na frente dele.
O resto do dia foi normal, tivemos aulas chatas e o mal educado, que eu nem sabia o nome continuava escrevendo como se o resto do mundo estivesse acabando. Fui para casa e quando cheguei tinha um carro de mudanças na casa vizinha que estava à venda, nem me importei, continuei a andar e quando entrei em casa a empregada da família, Olga, estava na cozinha fazendo uma torta. Nunca tinha visto ela cozinhar com tanta rapidez.
– Olguinha cheguei, o que você está fazendo com tanta velocidade? — Perguntei colocando o dedo no chocolate para esperimentar.
–Sai daqui Vilu, não está vendo que eu estou preparando uma torta? — Respodeu expulsando-me da cozinha com um sorriso de satisfação. — Ah, vai se arrumar que os vizinhos convidaram seu pai e sua tia para jantar com eles, e vista-se bem eles são gente importante!
Não aguento jantares formais, muito menos com pessoas que eu nem conheço, subi pro meu quarto e me joguei na cama. Não quero me arrumar, mas tenho que fazer o que Olga manda, quando ela se irrita não tem quem aguente.
Tirei minha roupa em uma lentidão desejando que alguém dissesse que nós não iríamos e que eles haviam cancelado, mas, infelizmente, ela não veio. Tomei meu banho me arrumei e desci as escadas.
Meu pai estava sentado no sofá com seu típico terno, ele diz que é a para manter a postura, sempre rio quando ele fala essas coisas. Meu pai é incrível e super engraçado, ele é alto, bonito, fazia um par perfeito com minha tia, sim, parece confuso não é? Mas qualquer dia desses eu explico para vocês o motivo e como se deu início dessa relação que eu, com toda certeza, aprovo.
Tudo estava pronto e a Angie segurava a torta, a qual Olga havia insistido para que ela levasse. Nós andamos até a casa da vizinha e tocamos a campainha, uma mulher linda atendeu, ela era alta, com um cabelo longo e escuro, super bem educada e muito simpática. Nos mandou entrar.
Meu pai e a tia Angie seguiram a mulher e eu fiquei olhando encantada para as pinturas na parede, a decoração daquela casa era incrível, fomos em direção a sala, haviam várias fotos de familia, mas algo me chamou atenção.
Fui me aproximando daquelas fotos, meu coração gelou, fiquei pálida, não podia acreditar no que estava vendo. Tenho que sair daqui rápido, não posso ficar aqui mais nem por um segundo...
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