Notas iniciais
Outro ;)

POV. Violetta

Quando dei a volta para falar com meu pai e avisar que preciso ir... Tarde de mais, Violetta, agora enfrenta. Meu inconciente gritou.

–Estes são meus filhos, Leon e Andres. — A mulher disse sorrindo com satisfação apontando para o dois garotos descendo as escadas.

Meu coração disparou, não podia ser verdade que aquele mal educado iria morar na casa vizinha, e pior, que eu estava na casa dele. Olhei para Angie, na esperança de ela poder me ajudar porém ela estava conversando com a mulher e com papai. Meu pai estava fascinado com a casa que mal pode notar a minha cara de desesperada.

Me virei antes mesmo que ele me visse, fiquei olhando para as fotos sem me virar de maneira alguma. A cada ruído dos passos se aproximando meu coração batia a mil, por que aquela reação tão estranha? Ele não é um monstro que vai me pegar... "Mas bem que eu gostaria!", " PARA VIOLETTA", as vozes na minha cabeça estavam me fazendo ficar cada vez mais nervosa com aquele momento. Balancei a cabeça tentando tirar aqueles pensamentos malucos de dentro de mim. Não vou me virar, não importa o que aconteça.

– Essa é minha filha Violetta. — Disse meu papai se levantando e me puxando pelo braço para perto como se fosse me proteger dos garotos. De certa forma eu agradeci pois não conseguiria ficar perto dele, era impossível. Seus olhos pareceram mais assustado do que os meus, com toda certeza ele não fazia ideia de que a "filha da vizinha" era a menina que ele tinha ignorado na escola.

POV. Leon

Hoje quando saí da escola tinha que ir para a nova casa, peguei meu carro e fui seguindo o endereço que minha mãe tinha me dado. Na noite passada nós dormimos num hotel e hoje o carro de mudanças trouxe nossas coisas para a casa nova que, segundo minha mãe, ficava em um bairro com uma ótima vizinhança.

Cheguei a casa nova, realmente era muito bonita e aconchegante, arrumei minhas coisas e fiquei vendo tv durante o resto da tarde, não tinha nada de interessante para fazer. O tempo passou rapidamente e quando a noite chegou minha mãe veio mandar eu me arrumar pois os tão falados vizinhos iriam vir jantar aqui em casa.

Subi com uma preguiça desgraçada e demorei horas para me arrumar até que Andres, meu irmão, teve que vir me buscar no quarto contra minha vontade. Quando eu desci tinha um homem e uma mulher sentados no sofá, e uma garota em pé perto do mural das nossas fotos.

Minha mãe nos guiou até a frente das pessoas estranhase foi nos apresentar, e o homem alto e forte se levantou para apresentar sua filha e ao mesmo tempo puxá-la mais para perto, como se ela fosse fugir.

– Essa é minha filha Violetta. — Ele disse virando a garota, que estava de costas fazendo com que eu possa ver o rosto dela.

Meu Deus, não acredito, isso não pode estar acontecendo. A menina da escola estava na minha sala, não podia estar acontecendo, eu estava planejando nunca mais estar tão perto dela na minha vida. Meu coração parece querer sair pela minha boca toda vez que a vejo, só não consego entender o motivo para tal reação.

Ela está tão linda, seu cabelo estava preso, podendo ver ainda melhor o seu rosto, estava com um vestido preto que cobria uma pequena parte de suas pernas... Espera, o que está acontecendo comigo? Por que eu estou tão fascinado por essa menina? Eu não sou de gostar delas, são muito grudentas, muito frágeis, não gosto muito disso... Mas ela não parecia estar bem, do mesmo modo que eu não estava.

– Oi, eu sou Angie. — A mulher de olhos verdes e longos cabelos loiros que estava ao lado do homem me fez acordar dos meus pensamentos, apertei sua mão e me virei para a figura linda que me olhava fixamente para o chão. A mulher aproximou-se da garota e tirou-a dos braços do homem, esse fez uma careta e ela riu. A garota pareceu não gostar tanto quanto o pai daquela reação, mas Angie sorriu e deu um pequeno beliscão nela para que, enfim, ela pudesse me encarar... Oh, aqueles olhos tão lindos e encantadores...

Não posso ser mal educado na frente dos meus pais e de de algum modo uma parte de mim realmente queria falar com ela, então não pensei duas vezes pra falar com ela.

–Oi de novo Violetta, como você está?- Eu disse olhando em seus olhos castanhos, que tinham uma mescla de emoções.

–O-oi, bem, obrigado.- Disse ela estendendo a mão para pegar na minha.

Minha mãe chegou interrompendo aquele momento para avisar que o jantar estava servido, não sei por que, mas de alguma forma eu não queria soltar a mão dela, era tão macia, mas eu notei que ela esta gelada.

Eu fiquei ali parado e algo me deixou feliz, ela também não queria soltar minha mão. Não sei se alguém notou algo diferente em nós, mas quando tirei meu olhar dela durante um segundo para olhar pela sala, já não tinha mais ninguém lá.

– Quanto tempo, nem parece que ti vi hoje de manhã. Já está tão mudado, não sei, tem algo em você que está diferente... — Disse ela soltando minha mão bruscamente e figindo que esta pensando em algo. — Ah, como não tinha reparado... Agora está educado e fala com os outros!

Ela falou cínica, o que a fazia ficar cada vez mais sexy e atraente... Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo, mas eu me sinto cada vez mais atraído por ela.

– Não mudei nada, princesa, apenas agora você me parece mais interessante...

Ela me olhou com uma cara de assustada, eu também estava assustado com o modo que eu falei, mas algo me fez pensar que aquilo era o certo. Ela bufou e saiu para a sala de jantar quase correndo. O que eu fiz de errado? Mas pouco me importa, aquela pequena e frágil garota vai ser minha... Não me importa o que aconteça... Eu vou conquistá-la... E agora que ela está se fazendo de difícil, me parece mais interessante ainda!

POV Violetta

O que foi aquilo? Hoje de manhã ele nem olhou para mim e agora a noite ele me chamou de princesa? Não consigo acreditar que aquele menino estava dando em cima de mim. Não suporto Leon Vargas, não consigo olhar para ele e não me lembrar do que aconteceu hoje de manhã... Mas como pode? Aqueles olhos claros me encaravam com tanto desejo que eu mal podia respirar.

Saí andando para a mesa como se nada tivesse acontecido, e atrás de mim, eu pude escultar seus passos, sua respiração a poucos metros. Foi inevitável, quando entramos na sala todos olharam para nós, eu não podia estar mais vermelha.

Me sentei e ali fiquei até o fim do jantar, ainda bem que ninguém tocou em assuntos indiscretos sobre nós... Poucas perguntas foram diretamente para mim. "Vocês estudam juntos?", "Que profissão quer seguir?", e por fim a pergunta mais clássica, e a que me deixou mais nervosa... "E os namoradinhos?" estremeci com a pergunta, querendo ou não eu só conseguia olhar para aquele deus grego que esteva sentado a minha frente, mas tive que ser forte, tirei meu olhar dele e respondi negativamente àquela pergunta que tinha me deixado com tanta vergonha que mal consegui falar o resto da noite.

Até que depois de algum tempo todos estavam se despedindo, falei com todos, menos com Leon, ele ficou me encarando do outro lado da sala com as mãos nos bolsos e um sorriso safado nos lábios e quando ele veio em minha direção, eu fugi, fugi mesmo, não queria falar com ele de jeito nenhum. Saí pela porta da frente ao lado de Angie, ela estranhou minha reação e sorriu me abraçando de lado.

– Você sabe que vai ter que me explicar tudo isso, não sabe? — Ela sussurrou rindo e logo após segurou na mão do meu pai enquanto voltávamos para casa. Assim que cheguei em casa fui direto pro meu quarto, até que fim aquela noite tinha acabado.

Notas finais
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