Nudez Mortal
11 Novo ajudante?
Notas iniciais
Vou tentar manter o ritmo, mas não sei se vai ser possível.
Minhas aulas vão começar agora ( teve greve na facul e agora os períodos de aula estão loucos)e eu vou procurar manter um ritmo bom para vcs e para mim.
Boa leitura.
FINAL DO CAMPÍTULO ANTERIOR
Bella olhava para a mensagem que estava em cima da sua mesa.
DUAS DE SEIS
— Uma por semana. Ele não está perdendo tempo e está fazendo com que a gente corra e cometa erros. – Ela falou preocupada.
— Estou aqui analisando a agenda dela de clientes e todos os registros dela. Ela se encontrou com um novo cliente no dia da morte dela. Se a hora que a autopsia confirmou for a mesma deste cliente, pegamos o nosso cara Bella. – Charlie falou animado.
******
— Pode ir tirando esse sorrisinho do rosto Charlie. – Bella falou com ar de derrota. – Qual o nome que ele estava usando para o encontro?
— Mike Smith. É bem original dessa vez. – Charlie falou.
— É bem original, mas bem cara de ser falso. Ele não ia se deixar ser pego por esse detalhe tão bobo.
— O CIPC já está trabalhando para tentar descobrir a verdadeira identidade dele. Vou pressioná-los para ver se eles nos entregam alguma coisa bem rápido. – Charlie falou mais para tentar tirar aquela cara de tristeza da companheira. Ele sabia bem que quando ela estava assim ela não dava muita atenção aos detalhes. E isso podia ser fatal.
— Charlie, o que temos aqui é um crime que era comum entre os séculos XX e XXI. As armas utilizadas, a violência, o recadinho deixado para a policia. Tudo isso é bem antigo. Talvez o nosso homem seja alguém que gosta dessa época e que queria que nada daquilo mudasse.
— Talvez seja algum professor ou pesquisador de história. – Ele falou a ideia que surgiu em sua mente.
— Por que não. – Bella começou a circular por sua sala. – O Centro Internacional de Pesquisa Criminalística não vai nos ajudar muito. Eles podem nos dar um rosto, mas não vão nos fazer entrar na mente dele. Precisamos pensar como ele para podermos saber os próximos passos dele.
Ela continuava circulando pelo pequeno espaço de sua sala. Ela tentava pensar como ele. Ela tentava entrar na mente do assassino.
— O que ele está fazendo Charlie? Qual o motivo disso tudo?
Ela parou e voltou para sua mesa.
— Ele está eliminando acompanhante licenciadas.
— É. Ele está eliminando acompanhantes licenciadas. Agora por quê? Pesquise por pessoas que declaram em redes sociais ou em qualquer lugar a aversão que sentem por essa profissão.
Ela seguiu em direção à porta e pegou seu casaco que estava por trás dela.
— Para onde você está indo Swan? Você precisa dormir um pouco garota, você não vai conseguir se manter de pé com todo esse cansaço.
— Eu não vou dormir agora. Deixa que ele perca tempo dormindo enquanto eu tento puxar o pé dele.
Ela vestiu o casaco e se virou para ele.
— Vou entrar em contato com a família da vítima e vou resolver outras coisas.
******
Bella seguia em direção à entrada do luxuoso prédio em que ficava o escritório de Edward Cullen. Ela já estava acordada a quase trinta e duas horas. Ainda estava arrasada por ter ido contar para os pais de uma criança que sua filha estava morta.
As Indústrias Cullen eram exatamente da forma como Bella havia imaginado. Era imponente e deixava qualquer pessoa, principalmente aquelas que fossem aquele prédio por assuntos de negócio, de guarda baixa. Era um prédio que se estendia ao céu com seus cento e setenta andares. Possuía um estacionamento gigantesco tanto para carros quanto para veículos aéreos.
A rua na qual o prédio ficava situado era extremamente calma. Lá não se encontravam vendedores ambulantes e muito menos mendigos. O que tornava tudo sem graça para uma policial como ela. Aquela rua não demostrava a alegria natural de Nova York.
Dentro do prédio ela pensou que estivesse em outra cidade. Havia salas de cinema, praças de alimentação e muitas lojas que vendiam apenas os produtos fabricados pelas Indústrias Cullen.
Vários elevadores subiam e desciam lotados de pessoas que não paravam nem para dar um bom dia.
Bella se dirigiu para um monitor onde as pessoas podiam solicitar ajuda sobre onde queriam ir dentro do prédio.
— Quero ir até onde se encontra Edward Cullen. – Informou ao monitor.
— Desculpe. Mas não estamos autorizados a informar esses dados. – A voz do computador saiu educada e gentil.
— Edward Cullen. Agora. – Ela solicitou mais uma vez, mas desta vez ela colocou seu distintivo próximo ao scanner do computador.
Ela esperou enquanto o computador verificava sua identificação e notificava ao dono do prédio a presença dela.
— Por favor, siga em direção à ala oeste. A senhora será recebida Tenente Swan.
— Obrigada.
Ela seguiu na direção indicada e virou em um corredor todo feito em mármore.
Uma mulher que lindamente usava um vestido de arrasar, mas sem ser vulgar a interceptou no meio no caminho.
— Tenente. Siga-me, por favor. – A mulher falou com uma voz tão fria quanto à neve que ameaçava cair lá fora.
A mulher parou em frente a uma parede e com o seu cartão de segurança liberou o surgimento de um painel onde colocou a palma da mão para que sua impressão fosse identificada.
A parede abriu e mostrou a entrada de um elevador privativo.
A mulher solicitou a cobertura em voz alta para o elevador. E Bella não se impressionou por Edward Cullen está no topo.
Antes que ela começasse a avaliar a mulher que estava com ela dentro do elevador, as portas se abriram e mostraram para Bella uma sala que mais parecia um apartamento.
Bella viu muitas plantas ali. Plantas de verdade. Todas elas elaboradas para formarem um belíssimo jardim.
Próximo ao jardim ela viu um lugar onde havia sofás e uma mesinha. Era um local de espera bem colocado e cheio de charme.
No centro da sala Bella visualizava uma enorme mesa cheia de equipamentos que a fazia imaginar que estivesse dentro de uma nave espacial. Ela via muitos telelinks, monitores, câmeras, entre outros equipamentos. E na mesa havia dois homens trabalhando sem interrupções. Eles eram os pilotos da nave, pensou ela.
A Tenente continuava a ser conduzida sempre em frente. Ela estava passando por cima de uma passarela feita de vidro que a fez tremer na hora. Uma olhada para baixo fez com que ela avistasse toda a cidade lá em baixo. Nessa hora ela amaldiçoou Edward por ter uma sala tão escondida.
Ela viu quando a senhorita arrumadinha parou e se reportou através de um microfone.
- Tenente Swan, senhor.
- Pode pedir que ela entre Meg, obrigado.
Meg viu surgir mais um painel de vidro e ela colocou a mão.
- Pode entrar Tenente. Fique a vontade. – Ela falou para a Tenente quando o painel de vidro se abriu.
- Obrigada.
Ela viu quando a mulher se afastava graciosamente e só então ela entrou na sala de Edward Cullen.
Ela viu o que já havia imaginado. A sala dele era tão linda e luxuosa quanto o restante do prédio. Ela observou que quase todas as paredes eram feitas de vidro para dar uma visão de toda a cidade. E que visão, pensou ela.
Mas o que mais chamava atenção naquela sala não era o luxo, nem as cores que pareciam ser feitas especialmente para aquele lugar. O que mais chamava atenção era o homem que estava por trás da mesa.
Que espécie de poder esse homem tinha que a fazia vibrar por dentro toda vez que olhava para ele?
Ele levantou e foi até onde ela estava. Ele estava com aquele sorriso torto que a fazia querer sorri de volta, mas ela conseguiu se segurar.
- Tenente Swan, é um prazer revê-la.
- Talvez você mude sua opinião quando escutar tudo o que tenho para lhe dizer.
- Então por que você não começa a sua conversa e veremos minha reação no final. – Ele falou com um ar de desafio. – Você aceita café Tenente?
- Não tente tirar o meu foco Cullen. – Ela falou isso e começou a fazer uma observação detalhada de toda a sala dele. Ela dava voltas e caminhava por toda a sala. Olhou a vista mais de perto e novamente sentiu medo. Afastou-se das janelas antes que ele percebesse esse seu ponto fraco. Ela viu que a sala era totalmente equipada. Tinha uma poltrona de descanso e massagem no canto que estava completa com todos os equipamentos de diversão.
Tinha um banheiro do outro lado da sala também completo. Com banheira de hidromassagem e um tubo que era utilizado para a secagem rápida do corpo.
Enquanto ela continuava inspecionando a sala ele a inspecionava. Via como ela captava com aqueles olhos perfeitos todos os detalhes.
- Você gostaria que eu fosse o seu guia? Posso mostrar para você todo o prédio.
- Muito obrigada pela oferta, mas eu não quero.
- Você vai sentar agora ou ainda vai ficar circulando assim por toda a sala?
- Vou permanecer em pé. Vou ter que fazer algumas perguntas para você. Você pode nesse momento solicitar a presença dos seus advogados.
- Então eu vou ser preso? – Ele perguntou divertido.
- Não nesse momento.
- Então vamos perturbar os meus advogados quando eu estiver sendo preso. Pode perguntar o que quiser.
- Há duas noites, você pode verificar onde esteve entre os horários de nove e onze horas da noite?
- Acho que fiquei aqui no escritório até às nove e meia da noite. – Ele olhava o monitor enquanto repassava as informações para ela. – Sim. O monitor foi desligado às nove e vinte oito. Depois disso eu fui com meu carro para casa.
- Você foi dirigindo ou estava com o seu motorista? – Ela perguntou.
- Eu mesmo fui dirigindo. Não gosto que meus funcionários me esperem até o horário que eu sentir vontade de ir para casa.
- Nossa como você é um ótimo patrão. – Ela falou com raiva. Ela queria que ele tivesse um bom álibi, mas como sempre ele não ajudava para isso. – E depois disso?
- Quando eu cheguei em casa tomei um ótimo banho por que eu ia sair para jantar com alguém.
- Jantar? Que horas era esse jantar e quem era esse alguém?
- Cheguei lá por volta de dez e meia. Eu fui para a casa Tanya Denali.
- Tanya Denali? A cantora Tanya Denali?
Bella começou a imaginar uma loira com peitos grandes, sedenta por um sexo quente.
- Sim. Acho que jantamos uma massa divina e tomamos um vinho tinto que combinava perfeitamente com a massa. Se for necessário posso passar para você o nome no prato e do vinho.
Ela ignorou o sarcasmo que havia na voz dele e continuou as perguntas.
- Alguém pode confirmar tudo o que você disse desde a hora que você saiu daqui e foi para a casa da sua “amiga”. — Ela falou com desdém a palavra amiga.
- Bom. Algum empregado pode ter me visto. Mas eu gostaria de lembrar para você que eles são pagos por mim e podem dizer para você o que eu mandar. – Ele falou com a raiva já surgindo. – Aconteceu outro assassinato não foi?
- Sim. Lua Star foi a vítima. Ela era também uma acompanhante licenciada. Alguns detalhes vão ser liberados para a mídia ainda hoje.
- Ok então.
- Você possui em sua coleção algum silenciador Cullen?
- Vários. – ele respondeu friamente. – Você está com uma expressão cansada Bella. Você não dormiu à noite?
- Não posso perder tempo dormindo. Você possui um revólver alemão, um SIG 2-12, que foi fabricado na década de setenta?
- Sim. Quer fazer o favor de sentar. – Ele falou sem paciência por vê-la ainda de pé.
- Você conhecia a vítima Lua Star?
Ela perguntou enquanto tirava uma foto da garota que estava dentro da sua pasta.
Ela colocou a foto de uma garota feliz, sorrindo para a câmera, em cima da mesa dele. Uma garota que tinha ainda uma vida toda pela frente.
Ela viu quando ele olhou para a foto e viu também quando passou pelo olhar dele o mesmo sentimento de pena e revolta que ela sentiu quando viu a vítima pessoalmente.
- Ela já tinha a idade necessária para ser acompanhante licenciada?
- Sim. Ela completou dezoito anos a pouco tempo e tirou a licença no mesmo dia.
- E ela nem teve tempo de pensar em mudar de ideia e sair dessa vida. – Ele tirou o olhar da foto e a encarou. – Eu nunca a vi pessoalmente. Não gosto de sair com prostitutas e muito menos com crianças. – Pegou a foto com cuidado, foi em direção a Bella e entregou a foto para ela.
- Sente-se Tenente.
- Você em algum momento...
- Droga Bella. Quer fazer o favor de sentar. – Com uma fúria incrível ele a puxou pelo braço e a forçou a sentar-se na poltrona que estava perto dela.
Com o movimento brusco ela sem querer derrubou a pasta que estavam às outras fotos. Ela viu quando as fotos que foram tiradas na cena do crime se espalharam pelo chão. Ela viu quando ele pegou uma foto e olhou firmemente para ela.
- Deus. Por Deus! – Ele falava baixo. – Você realmente acha que eu sou capaz de fazer isso?
- O que eu acho não importa. O que importa... — Ela parou de falar no momento que viu a forma que ele estava olhando para ela.
Ele olhava com fúria. Uma espécie de raiva que a machucava profundamente.
- Você acredita de verdade que eu fiz isso?
- Não. Eu não acredito. Mas eu tenho um trabalho a fazer.
- O seu trabalho é sujo Tenente.
Ela pegou todas as fotos e as guardou novamente na pasta.
- Sim. O meu trabalho é muito sujo, mas eu tento limpá-lo quando posso.
- Você consegue dormir à noite depois de encarar o dia todo esse trabalho?
Ela perdeu a fala e tremeu ao pensar nos pesadelos. Recuperou-se dos pensamentos rapidamente, mas mesmo assim ele ainda viu o medo nos olhos dela. Ficou com raiva por ter causado aqueles sentimentos nela.
- Consigo dormir como um anjo por saber que vou colocar as minhas mãos no canalha que está fazendo isso. Agora sai da minha frente.
Ele tocou na mão dela que estava apoiada no braço da poltrona.
- Eu consigo sentir que você já está chegando a seu limite. Não faça isso com você Bella.
- Dá para sair da minha frente. – Ela falou tentando levantar.
Ele continuou segurando firmemente a mão dela e então a fez levantar. Mas continuava em frente a ela.
- Você está angustiada por não saber quando, onde e principalmente quem vai ser a próxima vítima. — Ele falou com calma.
- Eu não preciso da sua analise. Temos muitos psicólogos na Central de policia que podem fazer isso no seu lugar.
- Mas você ainda não foi se consultar com eles. E nem fazer sua seção de testes.
Ela olhou para ele com uma fúria cega.
- Tenho meus contatos Tenente. Você já tinha que ter ido fazer esses testes. Depois de ter matado aquele homem na mesma noite da morte de Jéssica Stanley.
- Você não tem nada a ver com os meus assuntos. Mande seus contatos pararem de me investigar.
- Você está com medo Bella. Está com medo do que eles vão achar na sua cabeça e em seu coração.
- Eu não estou com medo, droga! – Ela falou e puxou o braço que ele estava segurando com força.
Ele deixou que ela livrasse o braço, mas passou a mão com carinho pelo rosto dela.
Ela foi pega de surpresa com esse gesto e sentiu seu estômago dá uma reviravolta.
- Eu posso ajudar você Bella.
- Eu... Eu sei fazer o meu trabalho. – Ela falou e conseguiu esconder seus sentimentos antes que eles transbordassem. – Você tem permissão para pegar os seus pertences amanhã.
- Bella.
- Pode falar.
Ela caminhava em direção à porta e em nenhum momento se virou para olhá-lo.
- Eu quero ver você hoje à noite.
- Eu não quero ver você hoje à noite.
Ele queria correr até ela. Impedir que ela fosse embora e se afastasse dele mais uma vez. Mas ele ficou onde estava olhando ela ir embora.
- Eu tenho como ajudar você durante esse caso Bella.
Ela parou onde estava. Virou bem devagar e olhou com desconfiança para ele.
- Como você pode fazer isso?
- Conheço as pessoas que Jéssica Stanley conhecia. – Ele viu quando a desconfiança começou a desaparecer. – Não é preciso ser um gênio da policia para saber que você precisa de uma conexão entre as duas garotas. Eu posso achar essa conexão.
- Preciso avisar para você que informações passadas por um suspeito do caso não são de muita serventia. Mas você pode entrar em contato comigo.
- Não consigo imaginar de onde vem essa minha vontade súbita de ter você em minha cama. – Ele sorriu e voltou para trás da sua mesa. – Eu entrarei em contato com você Tenente.
Quando ela saiu e fechou a porta ele apagou o sorriso do rosto e tocou o botão que estava em seu bolso. Ele estava pensativo e então ativou a linha privativa que só ele tinha acesso.
Ela era totalmente segura e não deixava nenhum registro gravado. Ele não queria que a ligação que ia fazer fosse sequer rastreada.
Notas finais
Vocês estão gostando da fic?
Bjinhos e até mais.
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