Sob a luz do luar, eles podiam sentir a brisa soprando-lhes a nuca de forma que a vontade de se abraçar ficasse ainda mais torturante. E então, no silêncio da noite, Laura decidiu começar:

– Diogo, você precisa entender a situação. Logo você, que sempre lutou pelo certo, não pode mudar agora!

– Eu não posso! — Disse Diogo, com um olhar desesperado — Não sou capaz de desistir assim! E mesmo que pareça errado, sinto que estou fazendo o certo em continuar. Nós não podemos...

Laura aproximou-se tanto que um podia sentir a respiração do outro; seu olhar era encantador e sua expressão parecia serena. Sem dúvidas aquilo deixara Diogo calmo.

– Por favor, Diogo, não podemos piorar ainda mais a situação. As coisas continuarão iguais, como você sabe, só precisamos deixar tudo no lugar. Eu sei que você pode.

Diogo queria, mais do que qualquer coisa, agarrar-lhe e fugir de tudo e todos para ficar para sempre com ela, mas ao mesmo tempo sabia que aquilo a faria infeliz. Ele jamais poderia imaginar aquele par de olhos com tristeza, faria qualquer coisa para vê-la feliz. A promessa seria selada e ele não pôde impedir.

Ainda que o vento parasse de soprar e que o Sol não voltasse a aparecer. Ainda que o orvalho sumisse e as flores murchassem. E ainda que a Lua sumisse para sempre, eles estariam juntos e isso era tudo.

– Oh, Laura, por que tens que ser tão bela e amável? Por que tens que ser tão boa e preocupada? Eu jamais viveria sem você.

– Você não precisa, estarei ao seu lado. Será apenas por algum tempo e, então, seremos felizes para toda a vida.

– Não importa o quanto demore, vou esperar até estarmos prontos e livres de toda esta responsabilidade!

Por mais que tivesse tentado resistir, acabou por abraçá-la e já quebrar a promessa. Mas quando achou que a tivesse chateado, ouviu seu riso em um eco profundo. É, era ela e nenhuma outra.

Notas finais
Espero que não tenha sido muito curto, vou pegando o jeito com o tempo.