Now You've Got To Breathe
22 Machucada
Notas iniciais
O murmúrio do motor do carro era o único som que Lydia ouvia antes de abrir os olhos. Por alguns segundos, enquanto seus olhos se ajustavam à escuridão, ela não podia dizer onde estava, e isso a apavorou. Estava deitada numa superfície confortável, talvez couro. Banco de trás, adivinhou. Sentou-se, ignorando a dor que queimou por todo seu corpo.
— Finalmente, Bela Adormecida, — Jackson a cumprimentou com uma voz estranhamente animada.
— Aonde estamos indo? — ela perguntou com uma voz rouca e baixa. Falar fez com que sua cabeça doesse ainda mais.
— Estamos indo para casa, — ele disse, virando-se para ela com um largo sorriso.
Lydia fechou os olhos, desejando que tudo isso não passasse de um pesadelo.
— Jackson...
— Shh, vai ficar tudo bem, — ele disse. — Eu entendo que você não está se sentindo muito bem. Apenas volte a dormir.
— Não estou cansada, seu idiota, — ela sibilou, ajustando-se no banco, procurando uma posição que não doesse tanto. — Eu caí escada abaixo por sua causa. Eu podia estar morta.
Ele soltou uma risada curta, tentando aliviar o clima.
— Isso seria uma merda.
— Você deveria ter chamado uma ambulância. Não pode simplesmente mover uma pessoa depois de queda daquela, poderia ter causado danos permanentes...
— Eu não tinha tempo para isso, ok? — ele a cortou. — Se eu te levasse para o hospital, você teria tentado escapar, certo? Eu não podia deixar isso acontecer.
Lydia suspirou e esfregou os olhos.
— O que você quer de mim?
— Eu quero você, — ele respondeu, olhando para ela pelo retrovisor. — Eu quero nós.
— Eu já te disse que não existe mais "nós", — ela disse, numa voz cansada. — Se você voltou por isso...
— Eu voltei porque perdi tudo, — disse ele. — A polícia descobriu algumas merdas que meu pai vinha fazendo e agora ele está sendo julgado. Eu sei que ele não vai is se livrar dessa. Nós tivemos todas as contas congeladas, minha mãe teve um ataque psicótico ou algo assim, e eu estou com dinheiro contado. Eu voltei porque você é tudo que tenho agora, e eu preciso de você. Preciso de você, Lydia.
Ela ficou em silêncio por um minuto inteiro, absolvendo suas palavras. Em outras circunstâncias, sua história teria a afetado. Ficaria mal por ele, até sentiria pena. Mas, naquele momento, ela não sentia, e tudo que pensava era "isso não é problema meu". Ela não podia se importar menos, mas era esperta o suficiente para não dizer isso em voz alta. Lydia sabia que se quisesse se livrar dessa, teria com entrar no jogo.
Ela precisava de um plano.
— Sinto muito, — ela disse, a voz cheia de falsa pena. Ela sempre foi uma ótima mentirosa, então não foi difícil fazê-lo acreditar nela.
— Não foi culpa sua, é claro, — disse ele. — Mas eu tenho um plano, vai ficar tudo bem.
— Qual é o plano, então?
Jackson sorriu.
— Vamos voltar para Palmville e começar tudo de novo. Terminar a escola, arranjar empregos... Casar, começar uma família. — Ele a lançou uma piscadela.
Lydia engoliu á seco, mas colocou rapidamente um sorriso no rosto. Queria chorar e gritar coisas ruins para ele ao mesmo tempo. Queria bater nele e fugir. Queria machucá-lo. Mas ao invés de fazer tudo que queria, ela disse numa voz doce:
— Parece legal.
— E será. Teremos uma vida perfeita. — Ele suspirou, cheio de contentamento, como se mal pudesse esperar.
— Mas será que nós podemos encontrar algum lugar para passar a noite? — ela sugeriu numa voz muito controlada. — É perigoso dirigir á noite.
Jackson a analisou pelo retrovisor, como se procurasse alguma evidência de que ela estava planejando algo. Lydia ficou quieta, com uma expressão inocente no rosto, mas podia sentir suor descendo pela sua nuca. Finalmente, ele desviou o olhar, assentindo.
— Você tem razão.
Ela soltou a respiração que não sabia que estava segurando e afundou no banco, seus músculos doloridos relaxando. Fechou os olhos e descansou a cabeça na superfície fria da janela, rezando para que seu plano funcionasse. Ela estava com dor e queria ir para casa. Nada mais importava.
Ela sentiu o carro desacelerando, e abriu os olhos para ver que estavam parando em um motel, que também era um restaurante 24 horas e um posto de gasolina. Estacionaram ao lado de uma caminhonete gigante que devia pertencer aos homens igualmente grandes que comiam no restaurante. Lydia se perguntou se eles podiam ajudar, talvez ligando para a polícia ou batendo em Jackson até a morte.
— Que bom que também tem um posto, estávamos quase sem gasolina, — ele comentou casualmente. A garota tentou ignorar o fato disso significar que ela provavelmente estava bem longe de casa. — Fique aqui, — ordenou, saindo do carro.
Lydia esperou até ele estar longe o suficiente do carro para começar uma busca frenética pelo carro. Procurava por qualquer coisa que pudesse ser usada, pelo menos para feri-lo, fazê-lo sangrar. Ela também tentava ignorar o fato de que queria que houvesse uma arma no carro, algo que podia ser facilmente ser usado contra ela, mas não se ela encontrasse primeiro. A garota sorriu e comemorou internamente porque encontrou um celular no porta-copos. Talvez a loucura dele o deixara burro, ou ele pensava que ela fosse burra, porque deixar o celular para trás era algo que definitivamente não deve ser feito quando se sequestra alguém. Ela escondeu o aparelho no sutiã e voltou a se reclinar no banco.
Jackson deu tapinhas na janela, gesticulando para que ela saísse do veículo. Lydia respirou fundo e abriu a porta, abraçando-se quando a brisa fria bateu em sua pele machucada. Ele colocou a mão na base das suas costas enquanto a guiava para o quarto. Ela estremeceu, tentando imaginar o que as pessoas que os viam pensavam deles. Talvez dois adolescentes apaixonados, fugindo para viver seu amor proibido. Com certeza, era isso que ele queria que pensassem. Lydia revirou os olhos e distanciou-se discretamente do seu toque.
— Ok, aqui estamos, — Jackson disse, abrindo a porta do quarto e dando um passo para o lado para deixá-la entrar. Ela analisou o quarto; era bem simples, com um pequeno banheiro, alguns móveis e uma cama de casal. Riu internamente quando percebeu que ele tinha a intenção de dividir a cama. Nem em um milhão de anos, pensou. — Agora que está acomodada, vou encher o tanque.
— Você se importa em comprar algum remédio para dor? — ela perguntou inocentemente, parte porque isso a daria mais tempo, parte porque realmente precisava deles.
— Claro. Volto já, — ele disse, inclinando-se para beijar sua bochecha. A garota fez o melhor que pode para esconder a expressão de nojo, e sorriu. Jackson saiu do quarto, fechando a porta atrás de si, depois ela ouviu um clique. Ele havia a trancado no quarto, é claro.
Lydia sentou na cama e pegou o celular do sutiã. Com as mãos tremendo, ela discou o único número que veio em sua mente, ligando para a pessoa de quem definitivamente precisava, e pressionou o aparelho contra a orelha. "Atende, atende, atente," sussurrou quando demorou mais do que esperava.
— Alô?
— Stiles? — chamou, quase chorando ao ouvir sua voz.
XXXXX
O toque do seu celular fez Stiles pular para fora do seu sono. Ele esfregou os olhos, choramingando quando o pacote de salgadinho que estava em sua colo caiu no chão. Bocejando, esticou a mão para encontrar o celular no sofá, e franziu a testa quando não reconheceu o número na tela.
— Alô?
— Stiles? — Ele ouviu a voz de Lydia do outro lado. Sentou-se ereto imediatamente, como se alguém tivesse jogado água fria em seu rosto.
— Lydia? Está tudo bem? — ele perguntou. Nem sequer passou pela sua cabeça que ela pudesse estar o chamando de volta para sua cama. Havia algo de errado com o jeito que ela falava, num tom baixo e apressado. Ele quase podia ouvir medo em sua voz.
— Não, — ela chorou. Havia tanta coisa que ela queria dizer em segundos, que ela desejou que ele pudesse ler sua mente. Respirou fundo para arrumar seus pensamentos e começou a falar: — Jackson voltou. Algumas coisas aconteceram em Londres, e ele disse que eu era única coisa que o restava... Ele quer voltar para Palmville e começar tudo de novo, comigo. Tentei lutar, mas...
— Espera, o que? — Stiles quase gritou. Ele havia levantado no momento em que ela disse o nome do ex-namorado, mas agora estava paralisado no meio da sala. — Ele... Ele te sequestrou?
— Sim, — ela soluçou. — Stiles, estou com medo.
Sua voz frágil acordou seus músculos. Com uma onda de adrenalina e raiva correndo em suas veias, ele procurou freneticamente pela chave do carro, jogando para cima tudo que estava em seu caminho.
— Onde você está? Jackson está aí? — ele perguntou, finalmente encontrando as chaves e correndo para a porta, sem nem sequer pegar um casaco ou desligar a televisão. Agora ele tinha que vê-la mais do que qualquer coisa.
— C-Califórnia Motel, ou algo assim. Vamos passar a noite aqui, — ela respondeu, encarando a porta. — Jackson saiu por um tempo. Eu roubei seu celular.
— Eu sei onde fica, — ele disse, ligando o carro. — Está machucada?
Lydia hesitou. Provavelmente não deveria contar o que havia acontecido em casa, ou ele ficaria possuído. Seria perigoso demais deixá-lo dirigir nesse estado.
— Não... Quer dizer, sim, mas estou bem.
Stiles congelou novamente.
— Ele te machucou?
— Stiles...
— Eu vou matar esse desgraçado, — ele sibilou, num tom que ela nunca ouvira.
— Stiles! — Ela podia ouvir o barulho do motor, o que significava que ele estava á caminho. Dirigindo bem rápido. — Stiles, por favor, tenha cuidado. Ligue para a polícia.
— Ok, eu vou, — ele respondeu, encarando a rua com intensidade, desejando poder viajar no tempo e no espaço, direto para ela. — Lydia?
— Sim, — ela sussurrou, sem conseguir aumentar a voz.
— Não se preocupe, ok? — ele disse, tentando manter a voz calma. Estresse era a última coisa de que ela precisava. — Vai ficar tudo bem. Vamos ficar juntos hoje á noite. Eu prometo.
Lydia fechou os olhos, absorvendo suas palavras silenciosamente enquanto uma lágrima caía pela sua bochecha. Ela sentia seu coração pesar em seu peito, e respirar ficava mais difícil, como se não houvesse ar o suficiente sem ele.
— Ok. — Foi tudo que conseguiu dizer. De repente, ouviu pisadas pesadas do outro lado da porta. — Ele voltou, — sussurrou, terminando a ligação. Ela segurou o aparelho com força, querendo que ele ficasse tão pequeno que ela pudesse engoli-lo e fingir que nada aconteceu. Tentou manter uma expressão calma enquanto ele entrava no quarto, balançando um saco plástico na mão.
— Ei, comprei seu... — ele começou a falar, mas se interrompeu. Jackson a encarou com olhos frios, seu rosto bonito virando pedra. — Esse é meu celular?
— S-Sim, você o deixou cair no carro, e eu peguei... — ela disse, sua voz morrendo aos poucos. Ele claramente não estava acreditando, sabia que ela estava mentindo. O olhar que ele lançava para sua mão queimava sua pele, e ela prendeu a respiração.
— Levante, — ele murmurou.
— O que? — Ela franziu a testa.
— Levante, — ele mandou, mais alto. Ele levantou seus olhos azuis, que estavam tão cheios de raiva que Lydia quase podia vê-los ficarem vermelhos. — Vamos embora.
A garota balançou a cabeça, sentindo pequena em comparação a raiva dele.
— E-Embora? Achei que...
— Eu mandei levantar! — Ele gritou, desta vez indo até ela com passos largos. Tirando o celular de suas mãos, ele segurou seu braço com força e a puxou para fora da cama. — Você acha que eu sou otário? — berrou em seu rosto. — Eu sei que você ligou para ele, sua vadia! Achou mesmo que podia mentir para mim?
Lydia fechou os olhos e soluçou alto, nem se preocupando em tentar parar as lágrimas que caíam dos seus olhos. Ela queria se encolher e chorar como se um mundo fosse acabar. Jackson ia machucá-la. Machucar mais. Então, sendo a criatura pequena e ferida que era, tudo que lhe restava era implorar.
— Jackson, por favor... Não faço mais isso, prometo, por favor...
— Você não vai voltar para ele, — ele rosnou, sua voz ecoando pelo quarto.
Com isso, ele a arrastou para fora, segurando seu braço com tanta força que podia quebrá-lo. Lydia gritou e lutou, mas ele agarrou seus cabelos pela raiz, a fazendo guinchar. Toda a gritaria chamou a atenção de um dos caras do restaurante, que estava bastecia o carro.
— Ei! — ele chamou. — Que merda você está fazendo?
Jackson virou o corpo, vendo que não só o homem, mas seus amigos e os funcionários, assistia a cena. Ele soltou seus cabelos alaranjados, ainda segurando-a pelo braço como uma boneca de pano.
— Não é da sua conta.
— Solte ela, — disse o homem, aproximando-se. Jackson, provavelmente sabendo que não podia lutar com um homem daquele, fez algo que ninguém esperava. Num movimento rápido, sua mão livre foi para o cós da calça, e de lá ele tirou uma arma.
Uma arma. Ele tinha a merda de uma arma.
— Nem mais um passo, — ele ameaçou, apontando a arma para o homem. Lydia estava congelada ao seu lado, encarando o objeto com olhos arregalados.
O homem deu um passo para trás, levantando as mãos num gesto de rendição.
— Ei, cara, calma aí... Você não quer fazer isso.
Jackson foi andando em direção ao carro, levando-a consigo, sem abaixar a arma. Sem uma palavra, ele abriu a porta de trás e a empurrou para dentro. Antes que a garota pudesse sentar direito, eles já estavam em movimento.
— Jackson, vá devagar, — ela ousou dizer. Ele dirigia tão rápido que ela tinha suas costas coladas ao recosto. Estava escuro, e tudo que podia ver se olhasse pela janela era um borrão.
— Se eu for devagar eles vão nos alcançar, — ele disse. — Você não deveria ter feito aquilo, Lydia. Olha a bagunça que você fez.
Ela o encarou, boca entreaberta. Não podia acreditar que ele estava a culpando por aquilo. Sentiu seu rosto queimar de raiva, sua respiração ficar pesada. Sua língua coçava para falar algumas coisas, e desta vez ela não iria segurá-la.
— E por que a culpa é minha? — ela gritou. — Você me sequestra, diz que vai me levar para outra cidade, e espera que eu estava bem com isso? — Ela balançou a cabeça.
Jackson a ouviu silenciosamente.
— Você só está confusa. — Ele suspirou. — Ficamos separados por muito tempo.
— O qu...
— Você vai ver. — Ele assentiu, como se estivesse convencendo a si mesmo. — Você vai me amar de novo e tudo será como antes. Vamos colocar uma pedra no passado e começar tudo de novo. Você vai ver, Lydia, nós...
— Por favor pare de falar, — ela o interrompeu. Ela cerrou os olhos, tentando manter alguma distância mental dele, já que a física era impossível. Tudo sobre ele a enojava. A simples ideia de ficar perto dele a enojava. Ela sentia que a própria raiva a sufocava. Respirou fundo e cobriu o rosto com as mãos trêmulas. Queria gritar, queria ir embora, queria Stiles.
— Está tudo bem aí? — Jackson perguntou, olhando-a com preocupação pelo retrovisor.
— Quero ir para casa, — ela sussurrou.
— Você está indo para casa, — ele disse, sorrindo de leve.
Lydia tirou as mãos do rosto e levantou a cabeça.
— Não estou! — replicou. — Há pessoas que se importam comigo em Beacon Hills. Pessoas que vão sentir minha falta. Minha vida é lá agora, e se você acha que...
— Você está falando dele.
— Sim, estou, — ela disse, determinada. — Sim, estou falando de Stiles, o garoto por quem estou apaixonada e para quem eu vou voltar quando isso acabar.
Silêncio enche o carro enquanto suas palavras afundam. Lydia não tirou os olhos dele, esperando sua reação. Queria saber se suas palavras o afetaram. Jackson tirou uma das mãos do volante e a levou para o bolso da calça, de onde tirou o celular. Ele tecla algo na tecla, sem nem olhar para a estrada.
— O que você está fazendo? — ela perguntou, o observando cuidadosamente.
— Acho que quero conhecer esse seu namorado, — ele respondeu, tocando a tela mais uma vez.
Ela congelou.
— Jackson, o que...
Ele colocou o dedo nos lábios, mandando-a ficar quieta. Alguns segundos depois, a ligação foi atendida.
— Lydia, eu... — A voz de Stiles veio dos alto falantes.
— Hey, você deve ser Stiles! — Jackson o saudou animadamente.
Quase um minutos inteiro se passou antes que Stiles falasse novamente.
— Seu...
— Oh-oh, — ele o interrompeu, agindo como uma mão quando o filho fala uma palavra feia. — Então, eu soube que você e Lydia são... amigos. — Ele a lançou um olhar esperto. Stiles não disse nada, provavelmente muito irritado para formular uma frase, então Jackson continuou falando. — Acontece que ela não pode mais ficar com você.
— Jackson... — Lydia o advertiu, tentando tirar o celular de suas mãos.
— Que merda é essa que você está falando? — Stiles disse.
— Bem, ela está comigo agora, então não seria certo...
— Eu vou te dizer o que não é certo, seu filho da mãe nojento...
— Stiles, pare, — ela disse, preocupada com o fato dos dois estarem brigando e dirigindo ao mesmo tempo. Queria para a discussão também porque Jackson não olhava para a estrada.
— Você ouviu, Stiles. Ela não te quer.
— Não foi o que... Stiles, não ouça o que ele diz!
— Você não vai se livrar dessa, — Stiles sibilou. — Eu vou te caçar.
— Você não vai nos encontrar, — disse Jackson. — Eu te garanto que logo, logo Lydia nem vai querer te ver.
— Para, Jackson! Para com isso! — Lydia inclinou-se para frente, tentando pegar o aparelho. Ele o segurou com mais força.
— Se você tocar num fio de cabelo dela, eu juro por deus...
— O que? Você não pode fazer nada.
— Jackson, cuidado! — ela berrou.
Quando o cervo na estrada levantou os olhos para olhar para os faróis, já era tarde demais. Jackson virou o volante, tentando não bater, mas eles estavam indo rápido demais. De repente, era como se não houvesse mais gravidade. Ela estava flutuando, sem peso, e então tudo ficou escuro, silencioso.
— Lydia? — Stiles chamou. Uma onda de puro medo veio em suas veias. Aquilo não podia estar acontecendo. Não podia ter acontecido. - LYDIA!
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