Now You've Got To Breathe
21 Amor Mau
Notas iniciais
PESSOAL MIL DESCULPAS! Eu não esqueci de postar, mas sabe quando você clica em "ver como ficou" depois de colocar o capítulo? Pois é, achei que tinha postado. Foi mal!
— Eu detesto esse filme, — Stiles reclamou, reclinando-se no sofá.
— Só fazem vinte minutos, — Lydia disse, revirando os olhos. — Eu sei, e eu já estou detestando, — ele disse, enfiando uma mão cheia de pipoca na boca. Era sábado de tarde e o casal estava aconchegado no sofá depois de horas de estudos. Já que não havia nada de bom passando na TV, Lydia de alguma forma conseguiu convencer Stiles a assistir Diário de Uma Paixão, seu filme preferido. O garoto agora se arrependia de ser um namorado tão bom, já que detestava. Ele gemeu de novo. — Sério, o que há de errado com o filme? — ela perguntou, aborrecida, levantando a cabeça de onde descansava, no peito do garoto, e o encarou. — É uma linda história de amor, que todo mundo deveria assistir a apreciar. Stiles deu de ombros. — Eu não curto romances, — respondeu, comendo mais pipoca. — Achei que nós estávamos vivendo um romance. — A garota fez beicinho. — É diferente. Ela ergueu as sobrancelhas. — Diferente como? — Bom, eu não sei se isso aí é verdade, — ele disse, gesticulando para a televisão. — Eu não se realmente existiu uma garota rica que se apaixonou por um cara pobre, e continuou a amá-lo depois de anos de guerra. É meio cliché. Lydia sorriu. — Você já assistiu! — Que seja, — ele se apressou em dizer. — Eu acredito no que nós temos. Por isso é diferente. Estou vivendo isso, então sei que é real. O sorriso da garota alargou-se e ela inclinou para dar um beijo na bochecha dele. — Você pode ser tão romântico quando tenta não ser romântico. Stiles sorriu de volta, franzindo a testa de leve. — Essa frase não fez tanto sentido, mas obrigado. — E fico feliz em ser a única que te fez acreditar em romance. — Lydia o beijou brevemente, depois franziu os lábios. — Espera... Eu sou a única? Stiles a olhou com olhos confusos. — Hm... Sim? Ela revirou os olhos. — O que eu quis perguntar foi se eu sou sua primeira namorada. Ele ergueu as sobrancelhas. — Eu sou seu primeiro namorado? — Perguntei primeiro. — Bem, tecnicamente, sim, — ele disse. — Já dormi com um monte de garotas, mas nada sério. — Um monte?! — ela perguntou, quase gritando, quase não acreditando que ele simplesmente jogou uma informação como essa em cima dela. — Hm, sim, — ele respondeu, cuidadosamente. — Devo me preocupar com filhos não planejados pela cidade? — Lydia tentava manter uma expressão casual no rosto enquanto suas entranhas se contorciam de ciúmes, e até um pouco de raiva em pensar em outras garotas tocando ele. Stiles olhou para ela com uma expressão vazia, fingindo pensar sobre o assunto. Lydia congelou, com medo do que podia estar prestes a descobrir. Mas então os lábios dele formaram um sorriso, e ele riu da expressão da garota. — Claro que não, eu não sou tão idiota, — riu. — Stiles! — ela repreendeu, rindo também e dando um tapa no braço dele. Ele enxugou uma lágrima, suspirando ao se recuperar do ataque de riso. — Ok, sua vez. — Eu tive um namorado, — ela começou, ajustando-se no sofá. — Seu nome era Jackson e ele era um idiota. Claro, eu não via isso na época, até achei que estava apaixonada. — A garota soltou uma risada curta e balançou a cabeça. — Namoramos por seis meses durante o segundo ano até que ele teve que se mudar para Londres. Eu fiquei um caco até que descobri todas as coisas que ele fez enquanto namorávamos. Resumindo, ele me traía. Stiles sentou reto, encarando-a com olhos intensos e escuros. Uma onda de pura raiva o atingiu como um balde de água fria. — Filho da mãe... — murmurou. — É, eu sei, — ela concordou, revirando os olhos e voltando a deitar a cabeça no peito do namorado. — Ei, está tudo bem, — ela disse, acariciando o braço dele ao notar que todo seu corpo estava tenso. Ele pareceu se acalmar um pouco, mas seus olhos ainda estavam escuros. — Quero matá-lo. — Stiles, está tudo bem, — ela repetiu, apertando a mão dele. — Não, não está! — ele quase gritou, olhando para ela. — Esse desgraça nunca deveria ter te machucado. E por que diabos ele iria querer outras garotas quando ele tinha você? Isso me deixa tão... — Ele balançou a cabeça. Lydia sorriu, mas ele estava irritado demais para perceber. Olhava para o nada, com a respiração pesada, lábios pressionados numa linha fina. — Se algum dia eu for para Londres, eu juro por deus... Ela o silenciou com beijo, colocando a mão em seu pescoço e sentindo seus músculos relaxarem num suspirou. — Eu amo quando você fica todo protetor, — ela murmurou contra seus lábios. Stiles sorriu e enclinou-se para encontrar os lábios cheios dela com os dele. Naqueles momentos, quando eles estavam tão próximos que podiam derreter um no outro, e ela sentia que seu coração ia explodir, eram os momentos que ela tinha vontade de gritar que amava ele. Ela podia fazer isso. Devia fazer isso. Então por que hesitava tanto? Estava com medo dele não dizer de volta, ou queria que ele dissesse primeiro? Sua mente ignorava todos seus medos e insistia em repetir eu te amo, eu te amo, eu te amo, para que um dia essas palavras simplesmente escapassem pela boca.
Stiles trocou de lugares com ela, pressionando-a contra o sofá ao posicionar-se em cima dela, beijando-a como se os lábios dela fossem uma droga e ele fosse viciado, como se fossem ar e ele estivesse sufocando. Todos os pensamentos foram varridos da mente de Lydia quando as mãos dele passeavam pelas curvas da sua cintura e iam até suas coxas. Ela enterrou a mão em seus cabelos macios enquanto a outra segurava seu ombro musculoso, puxando-o para mais perto, se fosse possível. Os lábios dele moveram para seu pescoço, beijando e mordendo e fazendo a cabeça dela girar. Lydia suspirou, mordendo o lábio inferior. Começou a puxar a camisa dele, desejando mais pele, mais toque. Num movimento fluido e inesperado, Stiles levantou-se do sofá, levando-a junto. Ele a carregou, e a garota prendeu os pés nas costas dele enquanto ele os levava para o andar de cima. Ela beijava seu pescoço e arranhava sua nuca, sorrindo quando um pequeno gemido escapou dos seus lábios. No andar de cima, em sua cama, enquanto as poucas peças de roupa que os separavam eram retiradas, uma a uma, e a mente da garota era formada de nada além de pensamentos incompreensíveis, apenas três palavras ecoavam pelos seus ouvidos: eu te amo. XXXXX — Tem certeza que quer que eu vá? — Stiles perguntou, enterrando o rosto na curva do pescoço da garota enquanto iam para a porta da frente. Lydia fechou os olhos e suspirou. — Não quero, mas amanhã tem aula e você vai fazer com que eu me atrase. — Não vou, — ele fez beicinho, mas ela apenas ergueu uma sobrancelha. — Ok, foi só uma vez. Você não pode me culpar para sempre. — Você sabe que eu detesto perder aula, então sim, eu posso, — ela disse. Stiles revirou os olhos. — Deixe de drama, nos veremos em algumas horas. — Você não sabe disso,- ele disse, forçando sua voz para soar séria e obscura. Lydia lhe deu um soco no braço. — Ai! Agora você está me espancando e me expulsando? — Você não deveria dizer coisas assim, — disse ela. — Dá má sorte. — Ok, me desculpe. — Stiles a abraçou pela cintura, puxando-a para perto. Lydia revirou os olhos, mas ficou nas pontas dos pés para beijá-lo. Ele se inclinou, aprofundando o beijo e fazendo-a querer que ele ficasse. Lydia interrompeu o beijo, empurrando o braço dele de leve em direção á porta. — Vai! — disse, rindo. — Te vejo amanhã. — Até amanhã, — ele sorriu, acenando ao sair e fechar a porta. Lydia mordeu o lábio e virou-se para a escada. Ela realmente queria que ele ficasse, principalmente porque dormir em seus braços era uma das coisas que ela mais amava. Tento um QI como o dela, a garota provavelmente podia perder quantas aulas quisesse, mas ela detestava fazer isso. Mesmo que Stiles também fosse muito inteligente, eles não podiam ser tão irresponsáveis. No seu quarto, ela começou a juntar todos os livros e cadernos que deixaram espalhados pelo cômodo. Alguns minutos depois, ouviu a campainha. — Stiles, — ela suspirou, mas parou o que esta fazendo e correu escada abaixo. — Não acredito que você... — dizia enquanto abria a porta, mas se interrompeu assim que viu a pessoa do outro lado. Ele não havia mudado nada. Seu cabelo loiro continuava perfeitamente penteado, sem nem uma mecha fora do lugar, o que sempre a fizera se perguntar como ele conseguia fazê-lo parecer tão natural. O sorriso arrogante que ela já amou, mas aprendeu a odiar, ainda estava em seu rosto, o que era parte do seu comportamento "sou-melhor-que-todo-mundo". — Jackson? — Lydia arquejou. — Seus lábios se curvaram no sorriso largo e brilhante que era sua assinatura. Ele já a fizera perder o fôlego, mas agora tudo que sentia era nojo. — Oi, amor. — O qu- O que você está fazendo aqui? — ela perguntou, segurando a maçaneta com força. O garoto inclinou-se na moldura da porta. — Vamos, amor, deixe-me entrar e nós vamos... — Não me chame de amor, — ela o cortou, dando um passo para trás para evitar proximidade. — Que merda você está fazendo aqui? Jackson endireitou a postura, pego de surpresa pela atitude da garota. — Como ass... — Pode falar. — Lydia cruzou os braços no peito e ergueu uma sobrancelha desafiadora, deixando claro que ele não daria nenhum passo para dentro. — Bem, eu vim de Londres para te visitar, e descobri que você se mudou. Para outra cidade. E sem me contar! — Jackson soltou uma risada, como se ela tivesse feito a coisa mais absurda de todas. Lydia semicerreou os olhos e inclinou a cabeça para o lado. — E desde quando eu te devo alguma satisfação sobre minha vida? — Desde que começamos a namorar, é claro, — ele disse, como se fosse a coisa mais óbvia. Desta vez foi ela quem riu. — É claro? — perguntou. — Da última vez que chequei, nós estávamos terminados. Para sempre. Jackson franziu a testa. — Terminados? — o garoto perguntou, confuso. — Eu não me lembro de ter terminado com você... — Você se mudou para outro país! Outro continente! — a garota quase gritou. A presença dele estava entrando em seus nervos, e ela cerrou os punhos para não bater nele. — E daí? — E daí? Ai meu deus. — Lydia fechou os olhos e massageou as têmporas, tentando acalmar-se. — Sim, Lydia! Quantos casais conseguem manter um relacionamento á distância? Eles não terminam simplesmente porque um deles... — Eu chorava todo dia por sua causa, Jackson, — ela o cortou. — Tinha certeza de que nós tínhamos sido feitos um para o outro. Eu nem me importava em ser a única que tentava entrar em contato. — A garota balançou a cabeça, sorrindo amargamente. — Você realmente achou que eu seria burra o suficiente para nunca descobrir todas as merdas que você fez enquanto namorávamos? — Lydia... — Pois eu não fui, ok? Na verdade, nem foi tão difícil descobrir o grande filho da puta que você é, — ela disse, sua voz cheia de repulsa. — Portanto eu não estou nem aí para o que você veio fazer aqui, só quero que vá embora, porque eu nunca mais quero ter que olhar para você. Lydia começou a fechar a porta, mas num movimento rápido, Jackson pressionou a mão contra a madeira e a empurrou. A garota tentou em fechá-la com mais força, mas ele era obviamente mais forte. Ela tropeçou para trás enquanto ele entrava na casa, fechando a porta com força atrás de si. — Isso é por causa daquele cara? — ele perguntou, andando lentamente em sua direção. Lydia continuava dando passos para trás, querendo manter o máximo de distância. — Eu o vi saindo, Lydia. Quem é ele? — Não é da sua... — É sim! — ele gritou, fazendo-a pular. — É sim, se ele está tentando separar nós dois! — Não existe "nós dois"! — ela gritou de volta. — Estamos terminados há anos, Jackson! Ele soltou um grunhido feroz, quase como um animal, e jogou um vaso de plantas que estava numa mesinha ao lado da porta contra a parede. Lydia arquejou quando o vidro se quebrou em pedacinhos, distanciando-se até suas costas baterem na parede oposta. — Nós não terminamos, — ele disse numa voz baixa e ameaçadora. — Não terminamos, Lydia. Você ainda é minha namorada, nós ainda somos um casal. Casais brigam, certo? — Do que você está falando? — ela perguntou numa voz trêmula. — Vamos superar isso. Não é nada demais. Vamos ficar bem, vamos ficar bem, — ele murmurou, como se falasse consigo mesmo. Lydia o observou andar pela cozinha, perguntando-se se era assim que uma pessoa insana agia. E ela não tinha que ser uma gênia para descobrir que havia algo errado com ele. — Me diga quem ele é, Lydia, — ele disse, dando um passo em sua direção. — Me diga para que eu possa consertar isso. Vou dizer a ele que somos felizes juntos, tenho certeza que ele vai nos deixar em paz... — Ele é meu namorado, — ela disse firmemente. Jackson parou e a encarou com uma expressão vazia. — Mas eu sou seu namorado. — Você não é nada para mim, — ela sibilou. — Não diga isso! — Ele zerou o espaço entre eles, fazendo-a grudar as costas na parede. Ela virou a cabeça para o lado, tentando evitar contato quando ele levantou a mão para tocar seu rosto. — Por que você está falando assim comigo? — ele perguntou baixinho. — Não me toque, — ela disse pelos dentes cerrados. — Você me ama, Lydia, — ele disse, acariciando sua bochecha. — Você me ama e é por isso que voltei. Eu preciso de você.
— Eu não ligo, — ela replicou, olhando-o nos olhos. — Eu nunca te amei, Jackson. Achei que amava, mas só até eu descobrir o merda que você é. Suas mãos foram do rosto para o pescoço da garota, segurando-o forte demais para uma carícia. Ele o encarou com os olhos azuis cheios de raiva, e pela primeira vez naquela tarde, Lydia sentiu medo. — Está errada. Você me amava. E vai me amar de novo. Lydia balançou a cabeça, empurrando-o para longe com toda sua força. Jackson tropeçou para trás, surpresa passando pelo seu rosto bonito, rapidamente substituída pela raiva. Começou a andar em sua direção novamente, mas a garota correu para a cozinha. Pegou a maior faca que achou em um das gavetas e a apontou para o garoto, que parou. — Saia da minha casa ou eu vou ligar para a polícia, — ameaçou. — Ah, eu vou embora, — ele disse, dando um passo em sua direção. — Mas você vem comigo. — Não estou brincando, Jackson, — ela segurou a faca com mais força. — Se você der mais um passo, eu vou... — O que? Me esfaquear? — Sua risada a fez tremer. De repente, todos os traços do riso sumiram do seu rosto, e ele agarrou a mão que segurava a faca, tentando fazê-la soltar o objeto. Lydia lutou com ele, puxando sua mão, tentando livrar-se do seu aperto, que machucava. Empurrando com força, ela se soltou, e a lâmina acabou cortando a bochecha do garoto. Ele congelou por um segundo, perplexo, mas Lydia sabia o que vinha. Ele nunca foi a pessoa mais calma. A garota correu para as escadas, tentando chegar à segurança do seu quarto, mais ele foi mais rápido, segurando-a pelo braço e fazendo-a girar. — Aonde você pensa que vai? — perguntou, puxando- a para perto. — Me solta! — ela gritou. Bateu, mordeu e arranhou todas as partes dele que podia alcançar. Ele lutou com ela, segurando seus braços com uma força que com certeza deixaria marcas. — Socorro! Socorro! — ela berrou o mais alto que podia. Jackson pressionou sua mão contra os lábios da garota para silencia-la, e ela mordeu seu dedo até sentir gosto de sangue. Ele deu um passo para trás, gritando de dor. Aproveitando o momento de fraqueza, Lydia correu para as escadas. — Sua vadia! — ele urrou, indo atrás dela. Lydia havia subido apenas metade dos degraus quando sentiu algo segurando seu tornozelo. Ela chutou e atingiu algo duro, talvez o nariz dele. Ele xingou alto. Finalmente chegando no andar de cima, a garota correu para seu quarto. Do lado de dentro, empurrou a porta para trancá-la mas, mais uma vez, Jackson ficou no caminho. Ele empurrou a madeira com força e a segurou pelo braço de um jeito que ela teve certeza que havia o torcido. Gritou de dor. Jackson a ignorou, carregando-a no ombro como um saco de farinha e indo em direção á escada. — Não vou te machucar se você só... — Vá para o inferno! — ela gritou, socando suas costas e chutando o ar. Dobrando o joelho, ela conseguiu o atingir no peito com força. Tudo aconteceu muito rápido. Jackson inclinou-se para frente, tossindo. Lydia aproveitou o momento e soltou-se dele, o empurrando para longe. Mas, estando mais perto da escada do que imaginava, deu um passo para trás e o mundo virou de cabeça para baixo. Perdendo o equilíbrio, ela caiu escada abaixo, batendo em todos os degraus até o chão. Aterrissou com no piso duro, sentindo-se zonza imediatamente. Ouviu apenas Jackson gritando seu nome antes de tudo ficar preto.
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