Novos Rumos
1 Capítulo 1
Notas iniciais
*As palavras em negrito são as falas originais*
Por Elisabeta
Na noite anterior decidi me entregar a Darcy, e depois disso fiquei me perguntando porque não havia feito isso antes, sei que em partes tem relação com a forma em que fui criada e com os padrões que a sociedade impunha, uma moça só poderia se relacionar de forma íntima após o casamento. Mas eu nunca fui adepta a padrões, sempre preferi ignorá-los e viver intensamente o melhor que a vida poderia me dar.
E namorar Darcy está sendo uma experiência nova pra mim, eu estou completamente apaixonada por ele, não há dúvidas no meu coração em relação a isso, e cada momento ao lado dele é único. O abraço dele é o meu refúgio, o melhor lugar do mundo, do meu mundo. Nossos beijos são sempre repletos de amor, carinho e fogo, estar nos braços dele me faz queimar, me transporta pra um lugar que é só nosso, um mundo onde só nós dois existimos.
É bem verdade que no início não nos dávamos muito bem, mas cada embate que tínhamos era instigante, ele conseguia despertar em mim algo que eu não estava acostumada a sentir, me deixava intrigada, desconcertada, e com mais raiva a cada discussão que tínhamos, mas eu gostava e mesmo que negasse ou fizesse de tudo pra evitar, eu esperava ansiosa por um novo encontro.
Bom, voltando a nossa noite... quando Darcy entrou no meu quarto me agradecendo por ajudá-lo com Charlotte e me beijando daquele jeito, senti uma vontade súbita de ser dele, totalmente. Queria estar nos braços de Darcy e tê-lo também nos meus braços, eu queria beijar cada parte do corpo dele e gravar cada detalhe, cada sinal, cada marca, cada textura. Era como se eu pressentisse que algo estava por acontecer.
Foi então que ele me agarrou e beijou meu pescoço, me fazendo esquecer de tudo.
— E eu preciso confessar que eu não quero ir embora e deixar você aqui.
— Ah é?
— É.
— Então quebre as regras, Sr. Darcy Williamson! Eu te desafio, o que você faria se fosse a última noite de nossas vidas? – Nós éramos muito bons com palavras e eu me utilizaria delas para deixa-lo consciente dos meus desejos.
— Na última noite?
— Sim.
— Eu morreria de amor por você, Elisabeta.
— Ah é? Mas eu quero viver... quero viver de amor. E quero que essa nossa última noite juntos, valha muito a pena. — Comecei a desabotoar os botões da minha blusa, deixando claro o que eu queria, e sempre olhando dentro dos olhos dele.
— Elisabeta Benedito. Você tem certeza? — Ele parecia não acreditar, estava hesitante, se estivéssemos em outra situação eu riria dele.
— Claro que eu tenho — comecei a caminha na direção dele – eu estou aqui com o homem da minha vida e tenho certeza que eu também sou muito amada por ele — então tirei o seu paletó e comecei a desabotoar a parte de dentro – e o tempo passa muito rápido quando estamos juntos, porque é sempre muito urgente. Então, eu quero que essa não seja a nossa última noite, mas a primeira do resto das nossas vidas.
Continuei tirando as roupas de Darcy e ele as minhas, ele me olhava com tanta intensidade, era um olhar de adoração, o que fez eu me senti confortavelmente exposta, aqueceu ainda mais o meu corpo, minhas pernas ficaram fracas e se não fossem os braços fortes dele me segurando era capaz de cair.
Era muito bom sentir o toque dele passeando pelo meu corpo, as suas mãos segurando e puxando os meus cabelos me deixava acesa e ainda mais excitada, o gosto de Darcy na minha boca me levava a outras dimensões e não havia outro lugar no mundo onde eu desejasse estar, ele me guiava tão bem e nos levava no caminho em direção a um prazer diferente de tudo o que eu já havia sentindo.
Quando nos deitamos na cama eu ainda estava apenas de combinação, foi então que senti as mãos de Darcy na minha pele, subindo pela minha perna até a minha coxa e apertando com força, ele subiu mais e com a outra mão acariciou o meu rosto beijando a minha boca e descendo até o meu ombro descendo a alça da minha camisola e depositando beijos e mordidas ali. Logo estávamos os dois despidos, e Darcy não parava de beijar meu corpo e dizer o quanto eu era linda, foi então que ele me fez dele, com toda delicadeza do mundo, fazendo de tudo para que eu não sentisse nada além de prazer. Durante a madrugada trocamos declarações, conversamos sobre nossa noite, sobre a viagem que Darcy faria no dia seguinte e sobre o amor que sentíamos um pelo outro. Eu queria gritar, tamanha era a minha felicidade, estar com Darcy dessa forma era indescritível. Eu o amava agora, mais ainda. Depois de todo o exercício do dia dormimos agarrados um no outro, como se isso pudesse aplacar a saudade que sentiríamos um do outro durante a viagem.
De manhã, acordei antes de Darcy e fiquei admirando a visão do homem da minha vida adormecido, senti uma vontade enorme de chorar mas não sabia porque, um medo tomou conta de mim e desabei. Darcy logo acordou, conversamos e ele me consolou dizendo que logo estaria de volta.
Darcy me tranquilizou e logo após de me despedir dele o aperto voltou ao meu peito, dessa vez bem mais forte, eu estava realmente com medo do que o futuro nos reservava.
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