Notas iniciais
Eu voltei! Sinto pela demora, mas esse capitulo (mas precisamente o começo dele) me bloqueou. De qualquer maneira, aproveitem.

POV’s Dean

─ É isso que vamos fazer agora. Sentar e esperar o anjinho voltar? Inacreditável!

Desde a saída repentina de Castiel, há cerca de uma hora, Maison não parava de falar que estávamos perdendo tempo no bunker.

─Se tiver alguma ideia melhor eu sou todo ouvidos. ─ disse impaciente ─ caso o contrário o melhor que pode fazer é ficar no seu cantinho esperando o Cas. Capiche!

Ela me fuzilou com o olhar, como se estivesse me matando mentalmente. Revidei dando-lhe um sorriso debochado, mas ela apenas revirou os olhos e recomeçou.

─Tá legal, podemos pelo menos comer alguma coisa? Eu estou faminta.

─Finalmente concordamos em alguma coisa ─ disse dando um tapinha na mesa ─ Sam, se não se importar...

Maison e eu olhamos simultaneamente para ele com o olhar mais pedinte possível.

─Ah, não. Por que vocês sempre tentam me fazer de escravo?

Maison se aproximou abraçando-o por trás da cadeira ─Por favor, Sammy!

Ele suspirou retirando os braços dela do seu pescoço, acho que foi impressão minha, mas eu notei um pouco de constrangimento da parte dele, e se levantou ─ Okay, mas vocês me devem uma!

Eu e Maison rimos e fizemos um “toca aqui” enquanto ele andava até a cozinha. Depois de alguns minutos ele voltou tentando equilibrar três pratos nas mãos.

─Não tinha muita coisa ─ Ele falou colocando os pratos na mesa ─ então eu trouxe torta e dois sanduiches de pasta de amendoim com geleia.

Eu já estava salivando só de sentir o cheiro da torta de limão. Eu me estiquei para pegar o prato, mas antes que pudesse impedir Maison o tirou de sua vista.

─Hey! ─gritei me virando para ela que tinha acabado de comer um pedaço da torta

─Que foi? Ele não disse que era seu! ─Ela respondeu sorrindo, em seguida virou-se para Sam ─Nossa, isso aqui está uma delicia.

Ele alternou o olhar entre eu e Maison ─ Me tira dessa.

─Você gosta de fazer isso não é?─ falei pegando o outro sanduiche na mesa ─ Me irritar por esporte.

─Se você visse sua cara também gostaria. ─ ela respondeu de boca cheia ─ tão idiota.

Eu abri a boca para revidar, mas antes que pudesse Sam me interrompeu.

─Maison! Dean me disse que você atira muito bem. Quem te ensinou? ─ ele disse me repreendendo com o olhar.

─ Foi m...

Ela parou subitamente, ficando em uma espécie de transe. Em um minuto seus olhos dourados brilhavam, no outro ficaram completamente sem vida.

─Maison? ─ falei. Ela estava começando a me preocupar.

Ela balançou a cabeça em resposta, saindo do transe ─ Foi um amigo meu. E-ele era policial.

Eu olhei para Sam a espera de alguma resposta, mas ele me ignorou ainda encarando a garota que se levantou da cadeira.

─Eu vou para o meu quarto. Acho que não estou me sentindo bem.

Meu irmão e eu apenas concordamos e a vimos desaparecer no corredor.

─Cara, o que acabou de acontecer aqui?

Sam, apenas passou as mãos nas madeixas ─ Eu ainda não sei.

“Ainda? Como assim ainda? Tem algo rolando aqui que eu não sei!?” pensei

─Aconteceu algo com ela no lugar de onde ela veio, mas ela não me conta de jeito nenhum.

─Então, acho melhor eu nem tentar.

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Deveriam ter se passado uns trinta minutos desde que Maison se trancou no quarto.

─Quer saber eu vou falar com ela. ─ Falei me levantando da cadeira.

─Espera. ─ Sam levantou-se logo em seguida ─ O que você vai fazer? Vai arrombar a porta do quarto dela e obriga-la a falar?

─Não sei talvez.

─Ela só quer um tempo, Dean!

─Ela não quer um tempo, ela só não sabe como se expressar.

Parei em frente à porta de seu quarto e bati na porta.

─Maison, sou eu. Me deixa entrar.

Sem resposta.

─Fala sério baixinha. sou eu, Dean! O Winchester gostosão e inteligente.

Sam me deu uma cotovelada na barriga ─ Ai! ─ sussurrei ─ Maison?

Eu forcei a maçaneta para baixo e a porta se abriu. Sam e eu nos entreolhamos, não tinha certeza se deveria entrar no quarto sem permissão, mas a curiosidade me venceu.

─Está vazio ─ Sam falou ligando a luz

E de fato não tinha ninguém.

─Merda, ela saiu! Essa garota quer se matar!

─Ela pode estar aqui no bunker, esse lugar é grande. ─ Sam falou enquanto olhava o banheiro.

─Sam, é da Maison que estamos falando! Acha mesmo que ela está aqui no bunker?

─Não custa procurar.

Dei de ombros e o segui. Vasculhamos cada canto bunker e nada. Estávamos na garagem quando desisti.

─Maison pegou a moto azul, a gente vai no meu bebê até a cidade e pegamos ela vai ser fácil. ─Falei para o Sam

─falou... ─Sam se interrompeu olhando para algo no chão perto das motos ─ O que é aquilo?

─É o celular dela. ─ falei pegando o objeto do chão e entregando a Sam.

─Tem uma senha.

─ você vai precisar Hackear? ─ falei.

─Não, eu... Acho que consigo adivinhar. Só um segundo ─ Ele ficou um tempo encarando celular com cara de idiota até que depois começou a gargalhar.

─O que? Qual é a graça?

─A senha é um nome com sete letras!

Ele me encarou esperando que eu soubesse a resposta ─ E?

Ainda sorrindo Sam segurou o celular com as duas mãos digitando a senha. Quando terminou ele virou a tela onde brilhava a palavra “C-A-S-T-I-E-L”.

─Cara, isso é bizarro!

Ele apenas concordou com os ombros e começou a vasculhar o celular.

─A última pessoa com quem ela conversou foi o Matt, aquele garoto da lanchonete. ─ ele disse jogando o telefone em minhas mãos ─ Vamos.

Eu o segui, mas antes de começar a dirigir dei uma olhada no celular antes.

─O que você tá fazendo? ─ Sam disse enquanto botava o cinto.

─Só checando se aqui tem fotos nossas ─ falei abrindo a galeria ─ Olha ela tem um álbum escrito “Supernatural” com.. Nossa! Cento e trinta fotos nossas!

─Você não deveria invadir a privacidade dela.

─As fotos são minhas, ela que invadiu minha privacidade! ─ mas até que eu gostei de algumas fotos em que eu estava “Tenho que salva-las no meu celular” pensei enquanto olhava ─ Além disso, tem mais fotos nossas do que dela aqui e AI MEU DEUS!

─ O que é? O que foi!? ─ Sam falou esticando o pescoço para ver a tela.

─Eu fico muito sexy de barba!

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POV’s Maison

[trinta e cinco minutos antes]

“Merda, merda, merda”.

─Merda! ─ gritei chutando minha mochila para o outro lado do quarto

Aquilo não deveria ter acontecido na frente deles, foi vergonhoso e eles vão querer respostas. Mas o pior de tudo foram as lembranças, elas ainda rondavam a minha mente.

─Não, por favor. Eu quero esquecer.

Sussurrei enquanto me sentava no chão, ao lado da porta, com as mãos na cabeça. Meus olhos começaram a lacrimejar, mas controlei o choro, eu odiava chorar.

─Eu quero esquecer, eu... Não posso esquecer.

Mesmo ainda com as lembranças ruins na minha mente, de vez em quando apareciam lembranças boas. Os olhos azuis que fazem um inferno na minha cabeça também são o meu paraíso. Ótimo, estou filosofando.

Eu teria enlouquecido ali mesmo, mas o telefone tocou. Era Matt me mandando uma mensagem. Eu havia me esquecido completamente dele.

Matthew L.:

Hey, Maison! Você tá ai?

Maison:

Mas que pergunta estúpida.

Matthew L.:

Sempre simpática... Podemos conversar sobre o que aconteceu mais cedo?

Maison:

O que quer saber?

Matthew L.:

Quem é aquele cara, porque ele estava nos perseguindo e PORQUE INFERNOS ELE VIROU UM CACHORRO! Só o básico.

Maison:

A gente pode se encontrar? Fica difícil explicar isso por telefone.

Nós marcamos de nos encontrar em frente a igreja, parecia ser uma péssima ideia, mas por outro lado eu precisava sair dali para por minha cabeça em ordem. Vesti minha jaqueta de couro, coloquei meu celular no bolso de trás da calça e sai do quarto. Eu fazia o máximo de silêncio possível, não queria chamar a atenção, e fui para a garagem. Minha (é eu disse minha) moto estava do jeito que eu havia deixado encostada no canto, mas eu tinha que fazer algo antes.

Fui até o Impala, se eu pudesse já teria dirigido essa coisa linda há séculos, mas se eu o fizesse Dean com certeza me mataria. Aproximei-me do porta-malas e o abri, eles não sabiam que eu tinha a senha, precisava de algumas armas para me prevenir. Peguei um revolver com balas de prata, uma faca pequena que prendi no coturno e uma maior dentro da jaqueta. Eu estava começando a ficar excitada com esse passeio.

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As pessoas saíam da igreja aos montes. Eu estava debruçada na moto esperando Matt enquanto observava o local.

─Agente Romanoff!

De primeira eu não sabia que estavam me chamando até que num susto eu senti uma mão tocando meu ombro. Era a Sra. Pepper, a mulher que havíamos visitado á algum tempo.

─Sra. Pepper, que prazer em revê-la.

Ela estava acompanhada de uma mulher, talvez um pouco mais jovem que ela, ambas levavam bíblias nas mãos.

─O prazer é meu, querida. Queria saber como está o caso de vocês, já acharam aqueles infiéis?

─Estamos indo bem. ─ Eu constantemente olhava ao redor procurando por Matt.

─Que maravilha. Ah, mas cadê minha educação? Agente Romanoff, quero que conheça minha amiga Minerva.

Minerva abriu um sorriso aconchegante e esticou sua mão me cumprimentando.

─É uma honra conhece-la agente, mas me diga. Você não é muito jovem para ser do FBI? Parece ter a idade do meu filho.

─Eu sou mais velha do que pareço. ─ respondi ainda sorrindo ─ mas quanto ter a idade de seu filho, ai eu já não tenho certeza.

─Você iria gostar dele.

─Se ele for tão elegante quanto a senhora, eu tenho certeza que sim.

No momento em que terminei a frase outra voz, essa já conhecida, soou atrás de mim.

─Sério? Pensei que você me odiava.

Quando me virei Matt me encarava com seu sorriso engraçadinho e cheio dentes que eu faria questão de quebrar.

Notas finais
Coloquei a foto do Jensen com barba no final do capitulo apenas para deixa-lo mais bonito. haha... em fim... Nossa, já estamos na reta final da Fanfic *lagrimas* é quando os mistérios vão ser revelados *risada maligna* E talvez aconteça a morte de alguém importante... Comentem se quiserem saber mais! Bjsss